terça-feira, 19 de janeiro de 2010


Up in the Air


Ao terminar de visionar este filme vem-me filme ficas a pensar em determinados conceitos que neste momento estã a ser desenvolvidos pela sétima arte,
Este não é excepção, se por um lado temos a realidade na ficção realistaria de um argumento que tende para o real duma classe media e a sua forma de estar, uma realidade crua na forma como é dada a noticia de despedimentos em empresas onde se esquece o sujeito mostrando o lado frio de sistemas que não tem pudor nem preconceitos em olhar para o ser humano como mero objecto que desempenha uma função esquecendo-se que esse trabalho é o sustento de famílias.
Mas este ponto vem associado há especialização de pessoas em dar estas noticias, especializados na negociação dos despedimentos garantindo há empresa sempre os seus benefícios em detrimento de quem dedicou uma vida há empresa.
Estamos assim confrontados com uma sociedade voraz que não se importa do todo mas sim nos lucros imediatos.
Esta é uma das abordagens mas o fio condutor de toda a história baseia-se no conceito de nomadismo, nomadismos contemporânea, onde como a própria forma de estar evolui, o meio de transporte é o avião, criando novos executivos nómadas, mas a este respeito o filme levanta outras questões há cerca do nomadismo na sociedade contemporânea.
A ideia de nomadismo muitas vezes ainda é conotada com uma visão poética de um grupo de tuaregues que cruza dunas estabelecendo rotas comerciais e contactos culturais, sendo estes no passado os carteiros por exelencia que uniam distancias com as noticias ou as novidades, sendo portadores de produtos e bens. Mas associado a esta ideia há também o do monada que utiliza o barco para a sua viagem e aqui associado a este conseito surgenos a ideia de uma amante em cada porto.
Mas também há o nomadismo que ficou popular no inicio do século vinte o do caixeiro-viajante que andava com o seu mostruário a captar clientes. E como estas muitas outras ideias de nomadismo associadas ao trabalho. Hoje em dia a sociedade moderna é mais dinâmica mais rápido e o que é para hoje já devia ter sido ontem.
Vemos assim a abordagem de um novo nomadismo, desempenhado por George Clooney magnificamente, o do executivo que esta em cortante movimento o avião é o meio de trasporte e todas as hareas relacionadas com o meio de transporte são a sua casa como ele diz já perto do fim do filme sentado numa cadeira de avião respondendo há pergunta donde é ele responde sou daqui, isto é a sua casa é o avião e o aeroporto a sua casa é a constante viagem, mas este tipo de nomadismo trás as suas vantagens e desvantagens, vantagens o ganhar-se pontos de viagem que são acumulados no seu cartam de fiel usuário dando-lhe garantias de movimento nos aeroportos, conhece os aeroportos como poucos o aeroporto e o espaço onde melhor se movimenta sente-se peixe na agua. Associado a este é-nos oferecido a tatica de como escolher a melhor mala para se viajar onde o avião é o transporte, o lado pratico que tem que ter um moderno nómada, o que é imprescindível, isso é visível logo no inicio onde nos espectadores somos convidados a ser a mala de viajem e acompanharmos os seus movimentos no aeroporto, onde as rodas da mala mostram a funcionalidade de ser uma mala e o porque aquele tipo de mala de viagem, o outro momento é quando ensina a sua colega a fazer uma mala, esta potencial nómada executiva.
Mas este nómada executivo é especialista em despedimento ou melhor foi treinado para dar mas notícias aos operários e negociar com estes o seu despedimento que praticamente é inegociável.
Vemos assim o lado frio de uma sociedade de consumo despreocupada do lado o humano não se importando das tragédia se dramas de cada um a vida pessoal não diz respeito há empresa.
Mas um ponto interessante são as conferencias, aqui aparece um elemento fundamental ao nómada a mochila, e com o exemplo da mochila é apresentado uma forma de estar e de se  viver. Esta conferencias sempre muito estudadas, onde tudo é estudado ao pormenor que no fim o exemplo que vende serve de exemplo da sua resposta a pergunta que esta no seu intimo em silencia a fazer-se a si mesmo.
Mas este homem também é confrontado com a tecnologia, pois a tecnologia trás uma nova forma de estar o sedentarismo, o que faz a viajar agora pode-o fazer solitariamente de um despacho, tornando os processos de lidar com as pessoas ainda menos pessoais, vemos assim a tentativa de negar o que nos foi transmitido pelo lado humano do trabalho, e vemo-nos dando conta de uma sociedade cada vez menos humana nas relações empregador trabalhador.
Mas o filme levanta também a questão de uma amante em cada porto, o das duplas personalidades.
Ai o papel femenino que contracena com Ryan tanto Alex  (Vera Farmiga) como o de Natalie (ANNa Kendrick) bem estruturados pois são os contrapontos as perguntas que este se vai fazendo.
Acho que a Sena dos cartões de plástico no bar divinal já não é o homem que é sexy é o cartam (bem dizer isto a um cartão com o senhor Clooney há frente é oferecer um cartão para visitar um oftalmologista o mais rápido possível a quem acha mais sexy um cartam, mas quem manda, e o guião esse que constrói os personagens) que lhe permite ter uma forma de vida e uma forma de estar, vemos assim formar-se a ideia de como são alguns hipotéticos relacionamentos nestas esferas, e nestas esfera para alguns as duplas vidas.
Em contrapartida a jovem que começa a ser iniciada na arte da viagem, descobre que quer ser sedentária acho que estas duas dualidades de mulheres opostas são muito interessantes, pois quem esta por detrás do programa informático é quem quer ser sedentário.
Mas essas particularidades devem ser descobertas por cada um individualmente.
Mas é um filme de confrontos do eu, o nómada também se cansa de viajar, também aspira a uma sertã sedentarização, deseja o abraço na casa impessoal chegando a própria casa ser mais impessoal que um quarto de hotel.
Vemos assim essa insustentabilidade de se ser reflectida na forma de estar, os nomadismos internos as necessidades de alternar formas de estar e de se viver.
como é dito no filme num dialogo que ficara na memoria de quem vir o filme,
 “Uma vida entre parêntese”
E se alguém ler isto, espero que deixe de ser sedentário e vá ao cinema

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