Ideias, arte, fotografia, diário, história da arte, textos dispersos, pintura, escultura, teatro, cinema, musica, DE Paulo Santos
terça-feira, 25 de maio de 2010
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Portugal Criativo, intervenção urbana
Hoje ao ler os
jornais, como habitualmente, e para ser sincero começo sempre pela cultura, e
só depois passo para as outras áreas, deparei-me com um artigo sobre Portugal criativo,
que decorre no mercado Ferreira Borges, tema interessante e para ser sincero pena não poder assistir, pois discutir
criatividade é um tema que me interessa em particular, segundo o artigo discute-se
intervenção urbana a nível artístico, mas não só.
Numa época onde as noticia
parecem ser crise, desemprego e deficit económico, onde se discutem saídas acho
que nunca o pais precisou tanto de criativos como actualmente, ora para tornar
as cidades centros de curiosidade e de visita, promovendo o turismo, ora
repensando-se o designe e o sector industrial que precisa de um empurrão, ou
pelo menos que tornem o feito em Portugal mais apetecível e com um cunho bem português
tarefa difícil pois a competição pois certos países que fazem do design imagem
de marca e da industria do seu pais. Segundo o artigo vai-se intervir no espaço
urbano da cidade criando diálogos entre espaço e linguagem artística, reflectindo-se
sobre arte e arte pública e dinamização da cidade. Ainda bem que ainda vou
assistir as intervenções pois vou ter de estar na cidade neste período, e
dou-me conta que o Porto se inscreve já nos roteiros e circuitos artísticos contemporâneos.
O mais curioso e que depois de ler este artigo leio que em Paris le Champs- Elysées foram transformados numa horta a céu aberto e proclama-se capital da natureza e quem vê as fotografias da mudança pensa que ate vai ser engrassado andar a circular por ali , e toda a cidade decidiu vestir-se de verde, Lyon foi a capital da intervenção urbana da luz e do som, o Louvre e outros museus abriram de noite para noctívagos deambularem pelo museu não a dormir mas a deambular e sentirem o seu pulsar numa hora a que esta vedado a visitas.
E depois penso, para quê estar em paris se portugal e o porto esta tão perto e esta cidade parece que sempre proclamou que o bom esta longe, ou despacha os interessante mesmo antes de lhe s dar oportunidades, bem parece que a cidade do porto também ela esta diferente, e em vez de ser porto para partidas torna-se em ponto de encontro, e discursam de cultura, arte e cosmopolitismo agregando o mundo na cidade e não dividindo, e vemos que afinal se discute dinamizar uma cultura e um pais tendo a criatividade como símbolo identitário de um pais e de uma cultura com uma geografia imensa, pois se a língua tem uma geografia, o trabalho da linguagem inscreve-se em outras fronteiras. e vemos assim no porto aparecer a preocupação de tornar o futuro deste pais promissor.
domingo, 23 de maio de 2010
Recordar a infancia, momentos
Devido a diálogos sobre passado,
hoje decidi escrever sobre esse passa do, houve um tempo não longínquo em que depois
de ter vivido numa cidade, metrópole florescente que depressa a guerra demonstrou
que ate o florescer de uma cidade qualquer guerra pode danificar estruturas,
fomos viver para uma aldeia remota em trás-os-montes, lembro-me que na cidade
um prédio era um edifício, e ali naquela aldeia um prédio era um campo de
cultivo, terras de cultivo minifundiárias que abasteciam a aldeia de tudo. Criavam-se
animais, cultivava-se a terra ai o sino dolente marcava as horas do dia e a existência
parecia compassada a rifemos de ave marias, e se Maria era a mais cantada na igreja
marias eram muitas raparigas que uma senhora sempre é uma rapariga desde que
essa moça exista dentro dela, e atrás das saias a brincar andavas a correr atrás
da Maria, era uma Maria que te olhava com carinho, era uma Maria que te
escutava ou com ela brincavas, e depois havia outros nomes que compunham o reportório.
Nessa aldeia naqueles tempos
parecia um poema do pessoa, havia harmonia, brincava-se aos cobóis, o tanque de
rega era o fosso do castelo, ou a tábua que punhas no meio entre as suas
paredes era a prancha do barco do capitão gancho que transformavas em trampolim
e eras uma Ester Wiliams entre rãs a coaxar.
Os morangos cresciam a volta do
tanque, e a agua do tanque era a vida da horta, nunca tive jeito para a
agricultura por muito que me esforçasse mas la cresciam as coisas mais por mérito
dos avos ou da mãe que do teu, nessa época para o teu tamanho, lá ias fazendo
pelo menos aprendias ao ver a arte da horta.
E havia um dialogo permanente
ente natureza e quem a cultivava.
A aldeia era distante tudo era
distante a civilização era distante, a electricidade apareceu e com ela o
alcatrão que cobriu a calçada, o telefone, e gradualmente o frigorifico, a tv,
mas o curioso é que havia sempre um rádio ligado de alguém, do vizinho que
ouvia os folhetins, ou o terço, e musica pouca ouvias, e se ouvias eram aqueles
despojos em vinil que trouxestes da cidade onde viveras um dia, e ai parecia
que a musica ficara congelada.
Terminada a quarta classe
ingressas num seminário e ai a cidade esta perto mas esta longe, sabes que por detrás
daqueles muros existe uma cidade, existe um respirar, mas tu vives dentro do
muro, distante da família ali estavas eras dos poucos que ate o fim-de-semana
passavas la, depois com a convivência ouve colegas que la pediam aos pais para
me levar pois ia ficar sozinho, e assim la tive as minhas fugas.
Nessas fugas acontecia de tudo e
tudo novo, fui há caça coisa que nunca tinha ido mas gostaram tanto da minha
companhia que decidiram nã voltar a levar pois espantava toda a caçaria, para
certos caçadores tinham sido a única vês nas suas histórias de caça que nunca
tinham caçado nada nem para amostra, no
dia seguinte la voltaram eles há caça mas eu ficara para trás.
Fui ao meu primeiro jogo de
futebol num campo que para surpresa minha saímos todos a correr pois houve
zaragata e aquilo virou campo de pugilismo.
Fui ao meu primeiro comício de um
partido, levado por um pai de um amigo que decidira levar-nos ao comício e
ficamos assim a saber quem era Sá carneiro, se me perguntarem que discurso fez
não me lembro lembro-me de passar perto de nos que estávamos entretidos num
canto sei que parou olhou para mim e começou a falar comigo, acho que me cumprimentou,
e os maiores lá continuaram nos seus afazeres e nos fomos levados para o
jardim,
A casa era bonita lembro-me disso
e o jardim que parecia grande e se calhar não o era, pos as escalas vistas por
mim nessa época tudo era grande, depois quando voltei aos sítios, dei-me conta
que tinha na memória tamanhos que afinal não correspondiam com a realidade.
O engraçado é que tive o mesmo
problema com pessoas, pessoas que me pareciam altas, grandes, com o tempo
quando voltei a velas dei-me conta que eram ou da minha altura ou mais
pequenas, ou raramente maiores, e só ai dei-me conta que apreendemos o mundo do
ponto de vista a que estamos habituados a vê-lo, e cada um tem a sua escala
particular associada com o seu tamanho. E se es pequeno o mundo parece grande e
se és grande este parece pequeno.
Depois bem nesses fins-de-semana solitários
de seminário onde a missa matinal era o único momento onde vias caras estranhas
pois iam assistir lá há missa, ou grupos de jovens que iam fazer cursos matrimoniais
e como te viam pelo jardim ou pela quinta solitário com o livro do Asterix ou
do tintin la se metiam contigo, e sem saber parecia que também andavas a fazer
cursos matrimoniais, mas comia sozinho ou um irmão ou um padre lá vinham
sentar-se no refeitório grande vazio onde comias solitário numa mesa e eles na
mesa dos tutores.
As aulas era mistas íamos a
escola normal, mas no seminário, o seminário tinha alugado salas qonde a escola
estatal lesionava o programa, só depois comecei a ter aulas no colégio dito
privado.
Mas no seminário não éramos senhor
do tempo éramos senhores da fuga dentro daquele tempo, havia o tempo do acordar
sempre ao som da musica, a higiene, a
oração , a das aulas, o tempo todo era marcado por um horário, e quando as
novelas começaram a ser polémicas e o tempo depois do jantar era dado como
momento livre depressa fomos impedidos de ir para a sala de televisão, e ai Sónia braga nesse Dancingue Daisi, ou
como se chamava deixara de existir mas ela continuava na memória ninfeta.
Do que falava a novela não sei
lembro-me dela e como foi achado que era uma novela devassa depressa foi
fechada a sala, e com isso ate as noticias, e lá ias para o jardim ou lias nun canto
as aventuras dos cinco e outros livros, e um dia naquela biblioteca infantil e
devido a uma professora de português que tinha pedido para fazermos uma
biblioteca de turma onde cada um levava um livro e fazia uma redacção a partir
do livro, que depois era passada a outro colega e assim la ias lendo livros
curtos, e fazendo composições, mas ai nessa biblioteca nessas trocas lembro-me do
meu Pé de Laranja lima lembro-me de chorar e chora ao ler o livro emocionado e
de ter ouvido um raspanete pois entregara uma folha em branco ou antes manchada
com as lágrimas da leitura, para mim aquela era a maior composição que fizera
até então, mas não foi entendida como tal, ouvi um raspanete, mas para mim era
a composição sobre um livro que me emocionou e palavras para que quando elas
estão já naquele livro. O e melhor resumo que aquelas manchas aqueles vestígios
ha cerca de um livro que me fizera chorar sonhar, procurar carinhos, e estar só
mas em camaradas enormes.
Mas depois comecei a escrever,
mas fazia poemas ou pretensões a poemas sobre o que lia naquelas leituras, e
divertia-me imenso em trabalhos manuais e desenho, havia musica independentemente
das aulas de música que tínhamos no seminário, mas naquelas aulas so me lembro
de cantarmos uma música ribatejana. E éramos introduzidas a leitura ha
partituras.
Era aluno mediano com excepção
das disciplinas que me motivavam, lembro-me ter problemas a matemática que so
foram resolvidos mais tarde pois um professor deu-se conta de qual era o meu
problema e no princípio de uma ala explicou-me aquilo de uma forma que sai dão patamar
em que estava para ser ate bom aluno bem as vezes quando gosto exagero pois
lembro-me que me divertia imenso a fazer exercícios de matemática.
A português sempre dei erros, na
primaria os ditados eram terroríficos não pelos ditados mas pelo temor da régua
e da palmatória que depressa deixou de usar mas tinha que escrever ad quase infinito
cada palavra e ali estava eu.
Mas também fiz das minhas, bem
não por querer mas acontecia. Lembro-me que ter sido expulso e so não levei
processo disciplinar pois o padre que era encarregado foi falar com a
professora vista a coisa agora aquilo eram coisas da idade, todos tínhamos canetas
bic, e o divertimento era o concurso que havia entre colegas de quem rilhava as
canetas primeiro, eu rilhava mas nunca devorei nenhuma como vi fazer a colegas
e sempre tinha a preocupação de deixar a tampa pequenina por muito que rilhasse
ou fizesse por isso depois de rilhar colocava a tampinha, numa aula de estudos
Sociais, comecei a ter comichão no nariz, primeiro coças depois o dedo e como a
comichão não parava decidi coçar com a caneta, a comichão passou mas quando
tirei a caneta dei-me conta que a tampinha tinha ficado no nariz e se respirava
entrava, como entrou, em pânico e assustado, comecei a soar-me para um lenço
mas como o assoar não parava e eu queria era que a tampinha saísse, comecei a
dar nas vistas e a professora mandou-me parar expliquei-lhe o que se tinha passado
que estava com a tampa no nariz, e a minha voz tornara-se nasalada, ela se
entendeu não devia entender, começou aos berros, eu não entendia nada só queria
que a tampinha saísse e não saia, expulsou-me e disse que as coisas não iam
ficar assim, bem o certo é que mal ma vi fora da sala funguei tentei tirar a
tampinha metia a ponta do lenço e nada ia sempre para dentro.
Vou para o seminário que durante
esse período estava praticamente vazio pois estávamos nas aulas e o irmão encarregado
ao ver-me surpreendeu-se, e lá tentou ajudar o certo e que a tampinha não saia.
Fui lá para um sítio e sentou-me em cima de uma mesa e espreitava para dentro
do nariz mas não via nada, bem passado um bom bocado depois dele me dizer
funga, disse vou buscar uma coisa que tenho no quarto que pode ajudar.
Saiu e quando regressou ainda eu
fungava e assoava-me para ver se saia a tampinha, e a tampinha nada, ele entrou
e disse fui buscar o meu clister, talvez ajude, encheu de água e enfiou a ponta
que estava presa a uma torneira que por sua vez estava ligada ao reservatório da
agua, e enfiou aquilo pelo nariz e ligou a agua, bem olhem não chorava como não
chorei mas a agua essa engasgava ele com o cano forçava a tampa com a ajuda da agua,
e aquilo demorou ainda um tempo, só depois de uma pausa e lembro-me que ele
disse isto esta difícil acho que vamos ao hospital, comecei a espirrar e saiu a
tampa.
Nem calculam a felicidade que
tive ao ver a tampa no chão.
So soube anos depois para que
servia o mecanismo do clister, ainda bem, mas no dia seguinte soube que tinha
um processo disciplinar, ia haver uma reunião, e para minha sorte ainda bem que
o encarregado de educação era o irmão que me enfiou o clister pelo nariz.
E as coisas la foram solucionadas,
lembro-me que em estudos sociais nunca mais rilhei canetas, nem fazia nada a
não ser estar com atenção ou fazer o que tinha que fazer.
Mas tinha sobre mim sempre já a
fama do destabilizador, e para surpresa e durante o ano acho que a Prof. Deu-se
conta que aquilo foi algo que aconteceu, tinha sido um acidente, e lembro-me
que ela um dia pediu para ficar no fim e dizer-me sabe as vezes nos também não
temos os melhores dias, eu lembro-me que no silencio característico dizer como
a todos, v ala acho que exagerei, eu ai lembro-me pedir desculpas e disse foi
tudo pela tampinha da caneta, ela ai interrompeu-me e disse vai la para o
intervalo mas podes participar, é que estas demasiado calado. E lá sai eu, para
o recreio falar com o único amigo que tinha.
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Sobre Touradas
Ontem acho que deu tourada na TV, Não vi, mas lembrei-me deste anuncio que achei interessante e decidi colocar aqui hoje.
http://www.youtube.com/watch?v=CNA7u-9UokE
http://www.youtube.com/user/SantosPauloribeiro Tambem pode encontrar nesta direção
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Minha aldeia
Minha aldeia chamasse encruzilhada
Dos tempos condensados
Passados e futuros todos juntos
O presente a formar
Energia de forças
Sagrada iniciação da arte sempre a se criar
Aqui Gernica discutia
Lutando há luz da candeia
Ainda os cavalos a relinchar
A casa da Alemanha que bombardeia,
O cerco que se cerra
Na liberdade, escrita nos textos
Que o destino esta sempre a cantar
La ao fundo Van Gogh luta ao lado de uma ceara
Prendendo o burro no lameiro a pastar
Os corvos esses derapinas
Tudo querem levar
E em ato de salvação corta a orelha
Depois de tanta perda
Salve-se o burro seu consolo
Triste a chorar
Além as rãs cantam no jardim imaginário dos impressionistas
que lá vão bebericar
Rússia espreita decidida
Proclamando descostrutivismo no seu trabalhar
E no centro dos sonhos e do lixo
Dada recria prolongando o tempo
Gritando sonhos
Mas os sonhos ninguém quer
Só a liberdade que na arte
Lhe querem dar
Um triciclo, cabeça se transforma
Na casa onde o touro a vaca visita
As demoaseis de Avinhão jogam bolinge com as visitas
Cantando paixões com amantes acidentais
Despedidas, escadas de quartos
Cruz descida,
E a Pietá de vassoura na mão espera
Para o seu painel tema compor
No lugar das metáforas
Do compositor das artes
No ponto que marca
Na representação ao lado da praça
Tordos palradores em fios de antenas
Espectadores do circo
Das artes dos ciclos a se criar
Um S. António escreve uma arte de furtar
Nasce a puta o paneleiro
A cobra o circulo formou
E inscritos nele
Os in e iang`s do sexo
De putas e paneleiros de novo se formou
Quem quer ser artista
Ou sonha em o ser
Se passear por esta aldeia
Se der um bom dia
Pense duas vezes, pois detrás daquela cara se esconde
artista
E se responder podem estar a benzer
E nos segredos a benzer
Iniciando na aldeia dos iniciados
O fado de esas "musas"
Das sementes para fazer florescer
domingo, 16 de maio de 2010
Dom Giovane segundo Saura
Don Giovani faz parte da cultura
e do imaginário do ocidente e das culturas torna-se um personagem universal,
tantas vezes revisitado, ou a partir dele inspiração para novas abordagens, conheço
vários Don Giovani em varias formas expressivas, Mazoke aborda o tema de uma
forma diferente, Saramago também aborda o tema embora não conhecendo o seu
libreto que também deu origem a uma opera, mas ainda tenho na memoria a trasmição salvo erro em directo que a antena dois fez e escutei atenciosamente mas em directo ou diferido ainda me lembro dela, que segundo recordo é um Don Giovani arrependido,
bem como outras abordagens.
Mas nesta abordagem temos a opera
e o fazer-se um libreto como forma condutora para nos revelar o Don Giovani,
servindo-se do pretexto da construção da obra para nos introduzir há obra e
assim nos mostrar o processo criativo da sua construção onde se confrontam duas
ideias distintas de don Giovani o segundo Casanova e um don Giovani arrependido
segundo da ponte, e para mim os diálogos ais interessantes do filme são os
diálogos entre estes dois personagens.
Lorenço da ponte o libertista que
partindo da vida dão Casanova se apropria da ideia de um Don Giovani Casanova
para o transformar num Don Giovani segundo da ponte que passa a ser ele eso um
Don Giovani arrependido.
Mas este dom goiovane é um don
giovane segundo Dante, se Dante descobre o céu com o seu amor ladrão que lhe
rouba o que tem de mais precioso, desce aos infernos há procura do seu tesouro,
Beatriz é a mulher nos infernos que servindo-se das artimanhas do amor e da paixão
introduz Dante no inferno pelo roubo. Aqui Don Goivane é inverso. Dante depois
da perda coloca a mulher entre o pó da cima do armário inatingível distante do
leito pois é a ladra que o condena.
Se a libertinagem para muitos é a
conquista dos infernos, aqui a não libertinagem é a conquista também dos
infernos a amada sai do cima do armário deixa de ser o pó para os pulmões para
se tornar companheira, neste sentido temos em confronto duas ideias centrais da
cultura do ocidente em confronto e esta sim base de toda a cultura o confronto
das duas Eva ou antes das três. Onde o próprio don Giovani por vezes se transforma
na Eva, pois o ocidente na sua cultura não descarta a ideia de Eva e masculino.
E se estas três hipóteses existem falta-nos o libreto de uma dona Joana em feminino
e as suas fugas possíveis tema ele interessante para se explorar o imaginário feminino
bem como os confronos e os não confrontos da historia do sexo e a forma de
lidar com as intimidades e os acasalamentos bem como os preconceitos culturais
entre homem e mulher.
Mas este don giovane é um homem
preso, preso no palco e preso na tela do cinema se repararmos a cenografia é
elemento estruturante da obra onde a teatralidade o palco é ela própria
elemento linguístico, e a posta em cena vista pela objectiva de saura nos dá a
ver a forma de observar e se apropriar para através dos seus pontos de vista
nos dar uma através da construção do libreto um D. Giovani arrependido.
Se Lourenço perseguido descobre o D. Giovane arrependido,
Casanova o libertino transformasse no escritor de memorias inacabadas, ou antes
é o fazedor de listas da biblioteca ainda não escrita mas apenas desenhada que
falta escrever, fazendo assim as listas dos tomos, a lista das amantes, a lista
dos percursos as listas as eternas listas que são também elas bases da cultura,
listas dos andamentos dos preceitos das paixões da razão da não razão, das
virtudes, dos pecados, dos confrontos e das contradições, o homem que persegue
a enumeração como forma de contraponto tornando-se assim Casanova no
contraponto da narrativa do do saura, um contraponto que nos apresenta o
próprio confronto de duas Eva em masculino. A antiga Eva Casanova a nova Eva
lorenço da ponte. Se usarmos uma linguagem
religiosa Casanova é a personificação do antigo testamento o judeu convertido mas
maçon o novo Hebreu, que transforma um dos triângulos dos mistérios divinos no
compasso do grande arquitecto, e é assim em contraponto desta imagem de
Casanova que vemos aparecer um Don Giovani arependido que tira do seu pescoço o
compasso e o esquadro (triangulo) para se esconder segundo Dante a trás da
cruz. Descobrindo assim os infernos ou os céus segundo o ponto de vista.
Casanova é esse contraponto, é
quem conduz e leva ao parir o Don Giovani arrependido sem se esquecer de dizer
salva-o, e o novo Don Giovani surge-nos como o homem que se quer submisso o
egoísta, “todo o homem que ama só uma mulher é um egoísta”, podemos dizer que é
o confronto entre u deus e o seu filho, um casa nova e o novo Casanova, sendo o
novo Casanova o dual se diabo é deus, perguntando-me até quando o arrependimento
da libertinagem, ou ira fazer o percurso tradicional do libertino de novo da conversão
ao pecado segundo o Dante e não o Dante inverso? Mas Casanova é essa passadeira em branco e preto que através
do dialogo vai listando o percurso para um D. Giovani arrependido que é o próprio
Da Ponte, e ate quando esta conversão.
Este dom Giovani deixa de ser
libertino para ser o confesso, pois acho que todo o libertino só se torna confesso por indução pavloviana, a libertinagem
e outra das vias para se conhecer o percurso, o que não quer dizer que qualquer
libertino não se possa cansar da libertinagem..
Mas este filme levanta questões
interessantes, se toda a obra de Mozart é iniciática, todas as operas, dele o
são, por vezes be mais interessantes que os textos sagrados, e se nesta
apropriação de saura ele tenta abordar também o tema da maçonaria, acho que nos
faz falta ou antes ainda não se pegou nas inúmeras formas do pegar no texto da
flauta magica e através dele se recriar toda a iniciação, que Mozar tem implícita
em toda a sua obra onde a própria figura do Mozart pode ser entendida como a do
maçon distraído o que não deixa de ser divertido, se nos questionarmos se este
se dava conta ou não da carga simbólica dos sua obra associada há maçonaria e
vemos assim aparecer um novo Mozart, quando sei que a flauta magica vai a Sena
sempre tenho a ambição de ir para a casa que a vai representar e pedir para
acistir a preparação de a por em cena e aos confrontos para as descobertas a que
os personagens são introduzidos para vermos assim nascer essa flauta magica.
Esta sim também ela outra obra para através da leitura e fabula ou antes da
mentiras convenientes se descobrirem as verdades inconvenientes. A obra como
processo metafórico que tendo uma verdade como base se serve desta para recriar
através da mentira uma nova obra, transformando pela fábula, metáfora e
verdades inconvenientes, onde a leitura dessa verdade se apoia na figura de
estilo fabulada ou metafórica para falar de verdades parecendo mentira, transformando
assim a mentira na verdade e a verdade na mentira.
Mas saura nos seus files é
conhecido pela banda sonora, lembro-me do Goya, dos Tangos, ou do Fado, onde
musica se une há imagem para criar um todo como se dizia nasce a opera, mas
neste século do cinema ou nasce o sonoro, já há quase um século tornando-se
assim o cinema nessa opera enclausurada, que não val a pena publicar CD pois o
Mozarte já tem inúmeras verções, e nesta sociedade de consumo diríamos tem
direito a CD ou não tem direito a CD, mas como o sonoro já criou o direito ao
CD da banda sonora, acho que o interessante é redescobrir-se a musica do
mozart, e fechar os olhos recriando Don Giovani como o queiramos e sonhar acho
que ainda é o sonho democrático de todo o libertino, para nos e cada um há sua
maneira dar lugar as suas tocatas em fuga da imaginação e se não fosse a banda
sonora original esta banda sonora é o Mozart na sua mutilação a nível muzical,
mas interessante na forma como é filmado, pois Saura como em anteriores filmes
parte da premissa do teatro já clausura para o captar segundo a sua visão
enclausurando-o de novo num plano. Mas o parir um filme , não deixando de ser essa arte total com o
cunho do realizador que nos da a ver o seu olhar a obra ou antes a sua
variação, o seu gosto, a sua pretensão, dando oportunidade a que possamos fazer
divagações individuais mas estas já tem
a forma de ver do realizador como ponto de partida, uma fuga a fuga indo ao seu
encontro ou opondo-se a esta. Podemos dizer o efeito leque segundo uma
canalização ou o anti-leque. O cinema o palco que na clausura plana
bidimencional induzida através das planificações, nos da a ver mensagens e
leituras já sugeridas pelo olhar de quem a faz através de uma abordagem já ela
própria enclausurada por um modo de a interpretar nos é apresentada para nos
através daquel olhar a poder interpretar,
o espetador observador interpreta assim a variação criando a variação da
variação.
Aqui Saura também da a sua
interpretação numero das amantes para não falar dos descendentes para o seu Don Giovani, o próprio Eco tem o
seu numero, mas como todos os Don Giovani cada um guarda para ele o
seu numero.
Se repararmos a libertinagem é a
grande história da cultura, e todas as interpretações do don Diovani não deixam
de ser interpretações de quem decide visualiza-las. Mas se calhar ninguém tem o
nuero o numero é sempre hipotético, segundo a versão, Sade não deixa de ser também
ele um Don Giovani com o rol das amantes, todo o s. Paulo tem os seus aguilhoes
secretos que ele não diz, todas as culturas tem os seus Don Giovani há sua
aneira, mais sacralizados menos sacralizados. Repare que todo o libertino tem
por vezes um percurso acidental na libertinagem, ficando a dúvida na história
pois toda a historia é a interpretação de quem a escreve uns mais arqueólogos outros
mais ficcionais mas ambas as variantes ou das hipotéticas variantes na
investigação não são detentoras da verdade.
É Don Giovani é sempre uma
historia de procura da verdade, uma procura na descoberta pelas amantes.
Como diria um amigo meu olhem versões
cada qual faz as suas interpretação há sua maneira, para chegar há conclusão
que afinal o Don Giovani é o personagem menor na historia sendo o processo de
saber o numero das amantes a verdadeira historia e essa só a sabe o Don Giovani,
Mas esta questão do Don Giovani
levanta novas hipóteses interpretativas neste momento ando a escrever sobre um
tema religioso, que ate vai ao encontro do Don Giovani, e se Cristo foi um
libertino, que tipo de libertino seria, produto do assedio sexual, um libertino
segundo Sade, Mazoke, ou por conveniência, ou um libertino dependendo de cada
um desde que pense no assunto. Pondo em causa a vida não contada do Cristo.
Mas depois esta hipótese poria em
causa, outras variantes, o capitalismo associa o termo libertino a Playboy.
E podemos depois levantar a questão
do libertino e o sagrado, etc….
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Premio para Richar Serra
Olhem para mim o premio que Espanha
da so serve para valorizar ainda mais as obras que os vários ministros da
cultura daqueles pais fizeram. Fui obrigado a estudar este autor e para dizer a
verdade e mesmo vendo as obras em Bilbau, ou em vários museus de arte contemporânea
ou em vias publicas, dou-me conta que por muito que ate entenda a opção estética
não me agrada apesar de gigantesca é claustrofóbica, priva o observador de ter
um campo de visão abrangente impedindo de o ver mais alem, o ferro tornasse a barreira
para ver o mundo impedindo o observador de observar o espaço reduzindo o seu
campo de visão as superfícies de ferro ferrugento que espero que o tempo e a erosão
faça a sua intervenção nas mutabilidades dos objectos.
Se repararem em Serralves existem
duas peças deste autor que passam despercebidas e quem não seja observador
pensa que é uma barreira que impede o público de ir para aquele espaço, mas
esta lá. Mas serra explora também o espaço envolvente na sua aniquilação ou
impedindo-o de se dar a ver, priva o público ao acesso e ao conhecimento da
amplitude espacial, a sua escultura é a pretensão do estagnar do enclausurar do
impedir do usufruto do espaço. Em Bilbau a partir do momento que observamos as
peças ou se entra nelas ficamos privados do espaço arquitectónico deixamos de
ter amplitude de visão e nos próprios ficamos reduzidos com a própria obra,
quem assistiu a inauguração de abertura do museu e depois encontrou la serra, dá-se
conta que algo de estranho se passa ali, algo que por vezes até se torna
macabro e perverso em relação ao espaço, as na minha perspectiva a escultura a
cobra até tem a sua ironia pretensões de ter a cobra enclausurada nas dialécticas
da interpretativas do objecto edifício arquitectónico que diz que tem a cobra
no seu interior, e a cobre ela como objecto que priva o publico do edifício,
mas ficamos com a ideia afinal não há cobra, apenas a pretensão passageira da
visita que só dizer ela esta mas este é o seu rasto tridimensional, ficando
assim uma metáfora para o observador, que sai dai a dizer mas afinal onde esta
a cobra. Claro que temos que integrar a escultura e o processo criativo dele na
produção artística dentro do lado iniciático da escultura que é marca visível em
todas as formas de produção artística.
Se repararem Serra é contestado
não pelo meio artístico que neste momento segue as tendências onde se inscrevem termos como,
privar, clausura, prisão, opressão, tendo como finalidade oprimir, privar, aniquilar, quem entre dentro do jogo estético artístico do autor, que em vez de levar o homem
pela via positiva.
Torna-se visível na sua abordagem estética a reflexão sobre câmara clara e câmara escura, em voga neste momento mas a meu ver integra a própria escultura num ciclo vicioso.
Torna-se visível na sua abordagem estética a reflexão sobre câmara clara e câmara escura, em voga neste momento mas a meu ver integra a própria escultura num ciclo vicioso.
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Visita Papal e Arte Sacra
Hoje ao ligar o computador e como
faço habitualmente dou uma vista de olhos pelos jornais nacionais e estrangeiros,
na sala a TV transmitia em directo a recepção que o papa fez no CCB com os
representantes das artes destes pais, e no público abria o artigo “ E se A arte
voltasse a aceitar deus”.
E assim ouvi o discurso do Manuel
de oliveira, a dar as boas vindas e nas metáforas dos seus filmes falar da
contemporaneidade do presente português, acto de genuflexão, interessante
apesar da idade, mas com este discurso parece que toda a cultura deste pais ajoelhou,
perguntando-me se agora teríamos que rezar. Desculpem-me a brincadeira, mas
para mim toda a arte é sacra, toda a arte desenvolve as mesmas preocupações e
toda a procura artística inscrevesse num acto de sagrado onde o próprio profano
se integra pois o próprio profano chamado assim pois não conectado com nenhuma tendência
religiosa ela também se inscreve no sagrado da produção artística tendo o esmo
fim. A arte e o objectivo da arte sempre foi a morte de deus, fazendo sempre a
apologia de deus na arte, tendo sempre o objectivo e o desejo da morte de deus
e a sua divisão, se repararmos a arte dita sacra que reflecte a expressão religiosa
onde a encomenda tem pré requisitos para os fins pretendidos segundo a intenção
para determinado fim, sendo este questionável, pois a obra de arte tem sempre
um fim e um objectivo para existir até mesmo o que nos parece mais inocente
nunca o é, No final do século ou com o inicio do século XX ao proclamar-se a
morte de deus o que verificamos foi uma democratização da arte, isto é foi dada
oportunidade aos amantes das artes a possibilidade de poderem criar sendo ou
não artistas, se por um lado o artista dito como tal só o é pois é iniciado nas
artes, o amador parte da premissa do amador que tenta fazer arte ou atingir um
gosto pessoal de belo, e ai podemos ver correntes mais naifes ou já com repleção
estética tentando dar um cunho particular há sua produção tendo a repleção
sobre a arte como base do seu processo criativo.
Toda a arte religiosa se inscreve
dentro de uma doutrina de fé ou dita com
fé, servindo-se das artes todas elas para por em pratica o seu fim, se
repararmos todas as igrejas se obedecem a uma mensagem geral artística é cheia
de particularidades com as suas simbologias para lhe dar um fim, se nos dermos
conta dentro de uma igreja o que assistimos é quase a uma encenação operatica
onde assistimos através de um ritual quotidiano
há morte de deus, nos seus eternos ciclos do sempre eterno ritual, e
como é um ritual serve-se da escultura da pintura da musica da poesia e das
letras, dos gestos, para dar ao ritual toda uma roupagem que torne o acto
dentro de uma leitura própria consoante o local que se escolha mas a finalidade
de cada missa é a morte de deus e a sua distribuição como sempre foi, dando a aparência
de ele esta vivo, e esta pois se é distribuído todos passamos a ser portadores,
e como somos portadores dos fragmentos vestimo-nos arranjamos as casas criamos
sociedades e culturas para permitir que essa divisão seja duradoura, ai a arte
entra no profano, mas e a continuação do sagrado pois tudo tem o mesmo fim, a
moda o que mais não é do que defender a permanência através de jogos de tendências
para fazer com que permaneça duradoura essa divisão.
A decoração obedece aos mesmos requisitos
reflectindo estes princípios aroupar a casa segundo o objectivo de tornar algo
duradouro que a casa encerra.
E temos de ter outro factor em
conta pois se a morte de deus é cíclica e há um período, na divisão que passado
tempo o dividir e o perder ira forçar a que se tenha de unir para de novo
dividir e nestes ciclos de divisão e distribuição tendo a religião ou outros mecanismos
como agentes a arte e aqui todas elas são agentes importantes para se obter o
fim.
O que se discute na arte não é a
sua sacralização mas sim as tendências metafóricas para dar expressão artística,
o que se discute são movimentos e produções e finalidades, se repararem ao se
comprar uma peça de arte numa galeria esta obedece sempre a premissa o meu eu identifica-se
com este objecto, por isso vou compra-lo pois reflecte o meu eu, e integra-se
no meu gosto.
Quem faz ou tenta criar colecções
já obedece a outros princípios.
Numa igreja católica o que temos temos
toda uma simbologia que reflecte um credo que tem os seus símbolos e as suas
simbologias que por exemplo a católica parte da premissa de deus esta vivi mas
o seu objectivo é a sua morte e distribuição tendo a comunhão como forma de
comunhão simbólico de Deus, por exemplo a ultima ceia e a divisão do Cristo em
grosso. A via-sacra é a via da distribuição por detalho.
Se repararmos se por um lado o
figurativo necessita de toda uma simbologia que se integra numa linguagem para
dar forma ao todo e agora podia-se desenvolver a questão dos referentes dos códigos,
dos símbolos. O abstraccionismo afastando-se da figuração obedece ao mesmo
principio, onde se joga na mesma com a composição sendo mais emotiva ou em êxtase
no modus produtivo, onde gestaltismo faz parte da própria gramática produtiva
bem como as analises de cor que sempre foram preocupação, cor que consoante as
analises de positivos ou negativos assume ou o lado real ou o invertido.
Mas o século vinte trouxe novas
formas gramaticais na produção que deram origem a novas abordagem e géneros artísticos,
a tecnologia com a criação de tecnologias, chamemos-lhe assim de uma forma
geral para falar das tecnologias como maquina ou programa de softuer, a maquina
fotográfica ou câmara de filmar ou computador ou programa, etc., trouxe toda
uma nova gramática reciclando gramáticas produtivas anteriores para criar a sua
linguagem tendo a maquina como lápis de execução, uma linguagem so se torna
linguagem a partir do momento que se estrutura uma gramática, mas toda a gramática
é uma ferramenta para a criação artística, é neste sentido que as metáforas de expressão
ou as figuras de estilo que usamos se obedecem a uma gramática reflectem a
nossa expressão e a nossa forma de como lidamos com a linguagem artística sendo
ela qual for.
As ao ouvir o discurso do papa e
ao ler o artigo do publico acho que a pergunta é será que a igreja ira dar
liberdade ao artista perante a encomenda, e todo o belo obedece alem de uma
linguagem a algo associado com o gosto ou aos seus princípios pessoais, o próprio
conceito de belo se existe é sempre pessoal ou passa por um processo educativo,
há coisas que me dizem que bonito que é e eu acho pavoroso, não pelo tema mas pela forma de como o
artista se expressou, e nisto e como tudo uns fazem boas metáforas outros apreciam-se
da metáfora.
Eu gosto de abstraccionismo mas
quando vou com determinadas pessoas ver arte abstracta saio com elas com a
sensação de que falta uma sertã educação para que seja feita a leitura ou fazem
a leitura e simplesmente quando não se gosta do que se lê dizem não gostei.
O exemplo do vitral no artigo é
interessante um vitral pinta com luz e com as horas de luz segundo a orientação
que se integra numa linguagem de um todo, se repararmos a arte do vitral
integrada na arquitectura reflecte os ciclos que a cor pinta o interior quando
uma pessoa visita uma catedral gótica consoante a hora faz sempre leituras
diferentes pois se umas se apoiam no figurativo tendo a cor reflectida por meio
do sol consoante a luminosidade a leitura da obra altera-se pois é a cor que é
a base expressiva, se o vitral é abstracto, temos alem do factor lumínico como
forma de linguagem o meu posicionamento perante a cor que apreendo para a sua
leitura.
Mas tudo se insere numa linguagem
sendo a linguagem em termos latos a grande arte para a criação.
E acho que já me alonguei no raciocínio
mas decidi deixar o meu parecer
segunda-feira, 10 de maio de 2010
MITOS E CINEMA
Mitos e Cinema
Quem me costuma ler, poderá pensar
ele anda americanizado nos gostos cinematográficos, mas gostar-se de cinema
numa aldeia de poucos habitantes, é ver o que se lhe oferece, mas por
contrapartida vamos analisando os ciclos do cinema e as suas preocupações a nível
produtivo. Se o cinema a meu ver esta de pujança tornando-se numa arte maior e
integrando-se num circuito comercial, onde o publico é sempre o júri das bilheteiras,
não tendo as preocupações de ver no ecrã a arte cinematográfica, e a meu ver
ainda bem pois segue a máxima do cinema diversão distracção.
Já anda a circular nas salas
Clash of the Titãs e Percy Jackson and the Olympians, ambos os filmes tendo os heróis
e mitos gregos como base para nos contar uma história , se em Clash of the
Titãs o herói Perseu aproxima-se ao mito
isto é Perseu filho de Zeus, e
Danae, obedecendo ao guião da primeira versão deste filme, tendo em conta a
aventura do herói , e a sua importância,
e quem conheça as duas versões cinematográficas pode ver sem grandes dificuldades os
progressos que o cinema teve chegando mesmo a pensar ainda bem que quase não há
limites, para tornar real e credíveis determinadas situações mas os guiões são
praticamente iguais nas duas versões cinematográficas onde os monstros tornam-se
mais credíveis.
Em Percy Jackson and the Olympians,
temos a mesma abordagem do herói Perseu, mas neste caso nada ou quase nada
coincide com o mito original ou com as adaptações que foram feitas do ito de
Perseu, a meu ver ate esta interessante pois as histórias dos heróis ainda
continuam a ter a mesa finalidade do período clássico, aqui Perseu é um jovem
estudante numa escola, que descobre que é filho de Poseidon (não de Zeus) e vai
ter de entrar numa aventura para salvar o Olimpo, mas o mais curioso, e ver que
o guionista vê o mundo como se só existisse a América, mas quem goste de mitos
até vê nisto algo de clássico pois o mundo grego era o mediterrâneo onde a
terra circundava o mar, aqui o mundo é apenas o território americano onde não há
mar so a visão deste tornando e estilo MTV onde o horizonte esse desejo do mais alem do
horizonte onde parece que não ha mais mundo que o Americano e a única cultura é a do mundo americano bem MTV,parecendo que não há outros mundos outras culturas e Perseu foi encontrado num museu que recria outro mundo outra cultura perdida, mas com nova maquilhagem na recriação, e temos assim o templo a Atena reconstruida numa cidade universitária ou arqueologia do pastiche, sendo aquela a nova Atenas do sonho americano, a meu ver a aquém do dos clássicos que era bem mais colorida, temos assim a visão de um mundo fechado nele próprio onde
so existe o seu território. Mas nesta mitologias adaptadas, (e adaptar histórias
até é das coisas interessantes pois toda a tragédia e todo o caminho andando ou
sonhando se inscreve sempre nos mesmos princípios familiares onde a metáfora é
a arma artística para se criar a arte) este
Perseu segue o percurso americano quase do costa a costa, inscrevendo-se num
estilo pop MTV, indo ao sheiker do Perseu mais Orfeu com toque e gosto Harry
Poter tendo uma o publico como objectivo, cativando o publico para criar uma sequela,
e temos assim uma mistura bem direccionada para o gosto dos jovens que tem ligações ao Harry Poter, e se estes
não conhecem o mito saem com as ideias todas trocadas deste, aqui Perseu
estudante, vive uma aventura aproximando-se a de Orfeu mas como não tem namorada
vai salvar a mãe das mãos de Hades de visual estrela rock. Com um inferno mais
dantesco que clássico.
A meu ver o mais interessante é
ver o Perseu numa nova aventura, ao jeito MTV, para um púbico de escola
secundária que ira ter referências não ao herói clássico mas a sua recriação, apropriação
e através das misturas integrando outros mitos para dar sustento ao guião.
Podemos dizer que são dois filmes
para a família se distrair nas tardes de domingo e decide através do acto do ir
ao cinema talvez criar o gostinho pelo cinema fantasia para toda a família.
Mas neste final MTV Zeus parece
um deus mal agradecido e autista, esquecendo-se de premiar Perseu, coisa que era
normal na antiguidade, Atenas nem
reconhece há filha coisa estranha, e o único que tem algo de divino é Poseidon
embora Zeus o reprima por tentar falar com o filho, quando Zeus esquecesse que
só é senhor do trovão devido há quantidade de filhos que teve, se fizermos uma
comparação se todos tiveram filhos semi deuses Zeus esse tinha uma maternidade
montada.
Mas a meu ver a história original
é bem, mais interessante, e tinha nelas implícitas outras finalidades
divergentes destas duas,
Na história original, Perseu
nascera já enclausurado pois, pois o oráculo anunciava que o filho de Dánae
mataria o pai desta, este enclausura a filha com uma criada, mas mesmo assim Zeus
consegue fecundar a moça, esta teve Perseu na clausura com a ajuda da ama.
Ao saber do sucedido, Acrisio que
a filha dera a luz apesar das tentativas de malograr tal, mata a ama por ser cúmplice
e lança a mãe e criança aos perigos do mar numa urna,
E assim começa a aventura de mãe
e filho e as suas peripécias, com as Gorgonas, as Greias, as ninfas e as sandálias aladas, o
elmo de Hades que tinha o condão de o tornar invisível, a aventura com Hermes e
a sua foice, o nascimento de Pégaso e Crisaor com a morte da Gorgonas, a libertação de Andromeda e a sua paixão por
esta, o regresso para salvar a mãe de Polidectes, o regresso a terra natal e os
conflitos com o avô, a luta com Dionísio, a morte de arianede, entre tantas
outras aventuras, os romanos contavam a historia de Perseu ligeiramente
diferente.
E séculos depois temos uma
adaptação e uma nova aventura e sempre Perseu e as suas múltiplas adaptações consoante
o gosto que se queira.
sábado, 8 de maio de 2010
Pousadas aldeias pousadas
Já Herculano há muito descrevia
este pais ou antes uma viajem como o pais todo simbolizado num percurso, se as viagens
há minha terra são o regressar ao interior, podendo mesmo dizer uma viagem ao útero
de céu aberto onde a natureza e o progresso é visto como esse corpo ou
fragmento do corpo que fala do corpo todo como comparação, mas usando a
particularidade como o todo comparativo mas mão o sendo, servindo assim de
exemplo.
Mas sempre ouve imensas viagens literárias
que mais romanceadas ou numa abordagem de estudo onde se reflectia a geografia,
a economia, a etnografia ou as artes tradicionais, etc., todas elas falam desta
nossa aldeia. Nos como povo e sempre tivemos a geografia no sangue, e como nos
diz a historia fomos artistas na cartografia redesenhando o mundo e dando novos
mundos aos mundos, mas também fomos viajantes pela imaginação, imaginando
sonhando, u pais um Portugal sem fronteiras escrevendo-se na Eudora e
dependendo da perspectiva periférico ou central, mas sempre bem legível e
qualquer cartografia que o represente.
Numa época em que a economia é o
imperativo da existência da sociedade ou a sua desculpa, onde ruptura parece
ser o imperativo, e questionar-se o como dinamizar um pais que parece estar
preso a ciclos de crises já de há muito, esquecendo-se de analisar afinal qual
é a mais valia de ser português e o que nos torna diferentes, o clima as várias
diversidades tipos agrícolas com as suas castas e sementes especificas que
parecendo iguais tem particularidades, etc.
Nesse sentido se podemos falar de
identidade nacional, e saber quem somos e como somos como nos relacionamos como
nos posicionamos tornasse vital para poder ver as nocias potencialidades.
Durante séculos anos podemos
dizer que existimos dentro de políticas de dilapidação económica, esquecendo-se
em requalificar e revalorizar o pais para melhor o poder vender oferecer a que
o queira conhecer ou estar nele.
Iniciamos uma politica de
reciclagem para criar uma nova harmonia com o ambiente que levou a repensar
objectos de matérias reciclagens, começamos a olhar para a energia de uma outra
forma aproveitando melhor os recursos, começamos a criar novos hábitos ditos
verdes, as se olharmos bem parece sempre que falta algo para que impulsione
este pais, e quando temos mais valias, por vezes vemo-las a ir por agua abaixo,
o caso do têxtil que sendo potencia parece que derrapou, esquecendo-se que a
qualidade e o pormenor também é uma mais valia, o caso dos vinhos que de novo
floresceu, onde já andou pelas ruas da amargura, as se utilizo estas duas como
exemplo poderia dar muitos mais exemplos.
Se neste momento se olhamos para
um o futuro onde a tecnologia é o grande dinamizador das economias, sem
podermos esquecer a especulação económica ela própria como forma de dinamizar
ou afundar economias, dependendo da forma como se utilize e seja convincente em
criar as finalidades ou objectivos.
Neste momento acho que o que
melhor classifica uns pais é a sua identidade que o faz ser diferente, embora
europeus embora comunitários embora já praticamente todos falem inglês e quando
vão ao Algarve não se importa nada de usar o inglês como língua, existem
especificidades que poderiam ser exploradas, e são essas especificidades que
nos estruturam.
Ultimamente olho para o interior
olho para esse pais distante da orla marítima onde parece que tudo concentra, e
veio e dou-me conta que este interior necessita de rejuvenescer, as pessoas já
tem o tempo de tal modo gravados na face que parecem enciclopédias circulantes
de lombadas e folhas maltratadas devido ao uso e trabalho do existir.
Mas olhar para este interior é
olhar para aldeias desertas que durante épocas foi abrigo de comunidades e de
modos de vida, sociedades agrárias onde tinham toda uma cultura e um saber que
por vezes se encontra perdido ainda nas pedras esperando que alguém pegue
neles.
Existem vectores que apontam o
turismo como futuro, e a viagem como forma de movimentar pessoas em circuitos
onde tem contactos com formas de estar que são mais-valias ao contactar e
conhece-las.
Neste sentido vem-me há ideia a
noção de pousada. As pousadas trouxeram para sertãs zonas mais valias criaram
emprego, q reclassificaram monumentos que ocuparam.
Mas olhando para as aldeias abandonadas
ou quase desertas, que poderíamos utilizar o exemplo das pousadas em aldeias ,
onde alem de se requalificar a aldeia, tentava-se criar também um sistema
produtivo onde a agricultura continuaria a ser o exemplo da economia, dessa aldeia, que com o produzido oferecia
aos visitantes, tendo os produtos a marca da aldeia, mas daria a oportunidade a
quem visita de contactar com modos de vida diferentes onde consoante a época do
ano da visita poderiam integrar e contactar com as formas de produção agrícola,
ganadaria, pastorícia, etc. mas estas aldeia também podiam ser escolas, de
formação de hotelaria, ou de formação profissional , sendo dada formação especifica
as pessoas sobre como melhorar e tornas determinados hábitos como mais valias. E
neste sentido podemos dinamizar saberes que sempre permaneceram na memória nos receituários
ou nas tradições etnográficas.
Mas desenvolver aldeias em aldeia-posadas
requer reformulações de design e adaptações de determinados disaignes as exigências
actuais, onde qualidade tradição e actualização destas podem estar de mãos
dasas.
E assim vamos criando cadeias de
dinamismo a aldeia que oferece estrutura e espaço para requalificação e
integração, mão-de-obra qualificada, desenvolvimento de economias onde a
produção ira criar sistemas de micro economia e dinamização, e alem do objecto
de artesanato podemos ver assim adaptar aos tempos modernos peças onde
artesanato e ares tradicionais andam de mão dada, e somos conhecidos como pais
de improvisação e de boa inventiva.
E assim vamos requalificando património,
vamos criando um trabalho digamos de arqueologia onde através do fazer
florescer vamos descobrindo saberes que já se perderam na memória. E é dada
oportunidade a quem quiser de experimentar o que é ordenhar uma vaca ou ter o
prazer de cavalgar por estes montes e vales, esta urografia.
E assim vamos tendo percursos uns
mais agrícolas, outros mais de mar outros mais de azeite, outros de vinho,
outros de pastorícia, sem nos esquecermos, do próprio percurso e caminho como
forma de descoberta de um pais que alem de esquecido ou de um interior que o litoral
tenta não ver tem muitas potencialidades para oferecer. a riqueza de um povo é a diversidade deste. e é a diversidade que da toda uma harmonia.
Porque também temos que
questionar, que interesse tem fazer estradas se não se potencializam zonas para
fazerem circular riqueza e produzirem riqueza para tornar as vias rentáveis,
sou a favor de ligações e comunicações, mas o fluxo económico deve ter dois
sentidos, e todas as vias devem ser dinamizadoras de riqueza, se uma via não é rentável
já sabemos o que acontece, falta de verbas e lá vêem os buracos.
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Rosas de Pinho, ou dos amores de Ines e Dinis
E Isabel que no seu regaço
Distribuindo rosas deu
Dinis plantando com seu suor o pinhal
Calculando
Assim o fado
Pois sabia que daqueles troncos
Ainda rebentos do casal nos abraços
Invocaria Ísis
Ressuscitando Horos
Objectivo…. Objectivos
Do homem do leme
Sonhando que um dia
Este mar
Metáfora do falar
Espuma de Vénus na oração a cantar
Ínclita geração a sonhar
Para que
Gama fosse
Dobrando e terras de preste João
Ultrapassasse
Chegando mais alem
No sonho que foi de todos mãos na terra bradando a deus
E semeando o futuro
Inês com sangue
Regando um futuro
Que ai nasceu.
E Sebastião
Esse Dão
Adamado
Domado
Que deu a inspiração
Fatus a chama os
destroços unidos rotos em pedaços
E nessa utupia do mundo no abraço
Ainda se pronunciou o
Meu
O nosso
Que de todos foi
Apesar dos pesares futuros
E das brumas que volvendo
Já ninguém sonha nem pronuncia
Que o sonho conduz o homem
E se sonho ouve
Mais alta foi a intenção da comercialização
Novos idiais
Da alma mater
Que do filho
Nunca fez seu
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