segunda-feira, 24 de maio de 2010

Portugal Criativo, intervenção urbana


Hoje ao ler os jornais, como habitualmente, e para ser sincero começo sempre pela cultura, e só depois passo para as outras áreas, deparei-me com um artigo sobre Portugal criativo, que decorre no mercado Ferreira Borges, tema interessante e para ser sincero  pena não poder assistir, pois discutir criatividade é um tema que me interessa em particular, segundo o artigo discute-se intervenção urbana a nível artístico, mas não só.
Numa época onde as noticia parecem ser crise, desemprego e deficit económico, onde se discutem saídas acho que nunca o pais precisou tanto de criativos como actualmente, ora para tornar as cidades centros de curiosidade e de visita, promovendo o turismo, ora repensando-se o designe e o sector industrial que precisa de um empurrão, ou pelo menos que tornem o feito em Portugal mais apetecível e com um cunho bem português tarefa difícil pois a competição pois certos países que fazem do design imagem de marca e da industria do seu pais. Segundo o artigo vai-se intervir no espaço urbano da cidade criando diálogos entre espaço e linguagem artística, reflectindo-se sobre arte e arte pública e dinamização da cidade. Ainda bem que ainda vou assistir as intervenções pois vou ter de estar na cidade neste período, e dou-me conta que o Porto se inscreve já nos roteiros e circuitos artísticos contemporâneos.



O mais curioso e que depois de ler este artigo leio que em Paris le  Champs- Elysées foram transformados numa horta a céu aberto e proclama-se capital da natureza e quem vê as fotografias da mudança pensa que ate vai ser engrassado andar a circular por ali , e toda a cidade decidiu vestir-se de verde, Lyon foi a capital da intervenção urbana da luz e do som, o Louvre e outros museus abriram de noite para noctívagos deambularem pelo museu não a dormir mas a deambular e sentirem o seu pulsar numa hora a que esta vedado a visitas. 


E depois penso, para quê estar em paris se portugal e o porto esta tão perto e esta cidade parece que sempre proclamou que o bom esta longe, ou despacha os interessante mesmo antes de lhe s dar oportunidades, bem parece que a cidade do porto também ela esta diferente, e em vez de ser porto para partidas torna-se em ponto de encontro, e discursam de cultura, arte e cosmopolitismo agregando o mundo na cidade e não dividindo, e vemos que afinal se discute dinamizar uma cultura e um pais tendo a criatividade como símbolo identitário de um pais e de uma cultura com uma geografia imensa, pois se a língua tem uma geografia, o trabalho da linguagem inscreve-se em outras fronteiras. e vemos assim no porto aparecer a preocupação de tornar o futuro deste pais promissor.

 

 



domingo, 23 de maio de 2010

Recordar a infancia, momentos


Devido a diálogos sobre passado, hoje decidi escrever sobre esse passa do, houve um tempo não longínquo em que depois de ter vivido numa cidade, metrópole florescente que depressa a guerra demonstrou que ate o florescer de uma cidade qualquer guerra pode danificar estruturas, fomos viver para uma aldeia remota em trás-os-montes, lembro-me que na cidade um prédio era um edifício, e ali naquela aldeia um prédio era um campo de cultivo, terras de cultivo minifundiárias que abasteciam a aldeia de tudo. Criavam-se animais, cultivava-se a terra ai o sino dolente marcava as horas do dia e a existência parecia compassada a rifemos de ave marias, e se Maria era a mais cantada na igreja marias eram muitas raparigas que uma senhora sempre é uma rapariga desde que essa moça exista dentro dela, e atrás das saias a brincar andavas a correr atrás da Maria, era uma Maria que te olhava com carinho, era uma Maria que te escutava ou com ela brincavas, e depois havia outros nomes que compunham o reportório.
Nessa aldeia naqueles tempos parecia um poema do pessoa, havia harmonia, brincava-se aos cobóis, o tanque de rega era o fosso do castelo, ou a tábua que punhas no meio entre as suas paredes era a prancha do barco do capitão gancho que transformavas em trampolim e eras uma Ester Wiliams entre rãs a coaxar.
Os morangos cresciam a volta do tanque, e a agua do tanque era a vida da horta, nunca tive jeito para a agricultura por muito que me esforçasse mas la cresciam as coisas mais por mérito dos avos ou da mãe que do teu, nessa época para o teu tamanho, lá ias fazendo pelo menos aprendias ao ver a arte da horta.
E havia um dialogo permanente ente natureza e quem a cultivava.
A aldeia era distante tudo era distante a civilização era distante, a electricidade apareceu e com ela o alcatrão que cobriu a calçada, o telefone, e gradualmente o frigorifico, a tv, mas o curioso é que havia sempre um rádio ligado de alguém, do vizinho que ouvia os folhetins, ou o terço, e musica pouca ouvias, e se ouvias eram aqueles despojos em vinil que trouxestes da cidade onde viveras um dia, e ai parecia que a musica ficara congelada.
Terminada a quarta classe ingressas num seminário e ai a cidade esta perto mas esta longe, sabes que por detrás daqueles muros existe uma cidade, existe um respirar, mas tu vives dentro do muro, distante da família ali estavas eras dos poucos que ate o fim-de-semana passavas la, depois com a convivência ouve colegas que la pediam aos pais para me levar pois ia ficar sozinho, e assim la tive as minhas fugas.
Nessas fugas acontecia de tudo e tudo novo, fui há caça coisa que nunca tinha ido mas gostaram tanto da minha companhia que decidiram nã voltar a levar pois espantava toda a caçaria, para certos caçadores tinham sido a única vês nas suas histórias de caça que nunca tinham caçado nada nem para amostra,  no dia seguinte la voltaram eles há caça mas eu ficara para trás.
Fui ao meu primeiro jogo de futebol num campo que para surpresa minha saímos todos a correr pois houve zaragata e aquilo virou campo de pugilismo.
Fui ao meu primeiro comício de um partido, levado por um pai de um amigo que decidira levar-nos ao comício e ficamos assim a saber quem era Sá carneiro, se me perguntarem que discurso fez não me lembro lembro-me de passar perto de nos que estávamos entretidos num canto sei que parou olhou para mim e começou a falar comigo, acho que me cumprimentou, e os maiores lá continuaram nos seus afazeres e nos fomos levados para o jardim,
A casa era bonita lembro-me disso e o jardim que parecia grande e se calhar não o era, pos as escalas vistas por mim nessa época tudo era grande, depois quando voltei aos sítios, dei-me conta que tinha na memória tamanhos que afinal não correspondiam com a realidade.
O engraçado é que tive o mesmo problema com pessoas, pessoas que me pareciam altas, grandes, com o tempo quando voltei a velas dei-me conta que eram ou da minha altura ou mais pequenas, ou raramente maiores, e só ai dei-me conta que apreendemos o mundo do ponto de vista a que estamos habituados a vê-lo, e cada um tem a sua escala particular associada com o seu tamanho. E se es pequeno o mundo parece grande e se és grande este parece pequeno.
Depois bem nesses fins-de-semana solitários de seminário onde a missa matinal era o único momento onde vias caras estranhas pois iam assistir lá há missa, ou grupos de jovens que iam fazer cursos matrimoniais e como te viam pelo jardim ou pela quinta solitário com o livro do Asterix ou do tintin la se metiam contigo, e sem saber parecia que também andavas a fazer cursos matrimoniais, mas comia sozinho ou um irmão ou um padre lá vinham sentar-se no refeitório grande vazio onde comias solitário numa mesa e eles na mesa dos tutores.
As aulas era mistas íamos a escola normal, mas no seminário, o seminário tinha alugado salas qonde a escola estatal lesionava o programa, só depois comecei a ter aulas no colégio dito privado.
Mas no seminário não éramos senhor do tempo éramos senhores da fuga dentro daquele tempo, havia o tempo do acordar sempre ao  som da musica, a higiene, a oração , a das aulas, o tempo todo era marcado por um horário, e quando as novelas começaram a ser polémicas e o tempo depois do jantar era dado como momento livre depressa fomos impedidos de ir para a sala de televisão,  e ai Sónia braga nesse Dancingue Daisi, ou como se chamava deixara de existir mas ela continuava na memória ninfeta.
Do que falava a novela não sei lembro-me dela e como foi achado que era uma novela devassa depressa foi fechada a sala, e com isso ate as noticias, e lá ias para o jardim ou lias nun canto as aventuras dos cinco e outros livros, e um dia naquela biblioteca infantil e devido a uma professora de português que tinha pedido para fazermos uma biblioteca de turma onde cada um levava um livro e fazia uma redacção a partir do livro, que depois era passada a outro colega e assim la ias lendo livros curtos, e fazendo composições, mas ai nessa biblioteca nessas trocas lembro-me do meu Pé de Laranja lima lembro-me de chorar e chora ao ler o livro emocionado e de ter ouvido um raspanete pois entregara uma folha em branco ou antes manchada com as lágrimas da leitura, para mim aquela era a maior composição que fizera até então, mas não foi entendida como tal, ouvi um raspanete, mas para mim era a composição sobre um livro que me emocionou e palavras para que quando elas estão já naquele livro. O e melhor resumo que aquelas manchas aqueles vestígios ha cerca de um livro que me fizera chorar sonhar, procurar carinhos, e estar só mas em camaradas enormes.
Mas depois comecei a escrever, mas fazia poemas ou pretensões a poemas sobre o que lia naquelas leituras, e divertia-me imenso em trabalhos manuais e desenho, havia musica independentemente das aulas de música que tínhamos no seminário, mas naquelas aulas so me lembro de cantarmos uma música ribatejana. E éramos introduzidas a leitura ha partituras.
Era aluno mediano com excepção das disciplinas que me motivavam, lembro-me ter problemas a matemática que so foram resolvidos mais tarde pois um professor deu-se conta de qual era o meu problema e no princípio de uma ala explicou-me aquilo de uma forma que sai dão patamar em que estava para ser ate bom aluno bem as vezes quando gosto exagero pois lembro-me que me divertia imenso a fazer exercícios de matemática.
A português sempre dei erros, na primaria os ditados eram terroríficos não pelos ditados mas pelo temor da régua e da palmatória que depressa deixou de usar mas tinha que escrever ad quase infinito cada palavra e ali estava eu.
Mas também fiz das minhas, bem não por querer mas acontecia. Lembro-me que ter sido expulso e so não levei processo disciplinar pois o padre que era encarregado foi falar com a professora vista a coisa agora aquilo eram coisas da idade, todos tínhamos canetas bic, e o divertimento era o concurso que havia entre colegas de quem rilhava as canetas primeiro, eu rilhava mas nunca devorei nenhuma como vi fazer a colegas e sempre tinha a preocupação de deixar a tampa pequenina por muito que rilhasse ou fizesse por isso depois de rilhar colocava a tampinha, numa aula de estudos Sociais, comecei a ter comichão no nariz, primeiro coças depois o dedo e como a comichão não parava decidi coçar com a caneta, a comichão passou mas quando tirei a caneta dei-me conta que a tampinha tinha ficado no nariz e se respirava entrava, como entrou, em pânico e assustado, comecei a soar-me para um lenço mas como o assoar não parava e eu queria era que a tampinha saísse, comecei a dar nas vistas e a professora mandou-me parar expliquei-lhe o que se tinha passado que estava com a tampa no nariz, e a minha voz tornara-se nasalada, ela se entendeu não devia entender, começou aos berros, eu não entendia nada só queria que a tampinha saísse e não saia, expulsou-me e disse que as coisas não iam ficar assim, bem o certo é que mal ma vi fora da sala funguei tentei tirar a tampinha metia a ponta do lenço e nada ia sempre para dentro.
Vou para o seminário que durante esse período estava praticamente vazio pois estávamos nas aulas e o irmão encarregado ao ver-me surpreendeu-se, e lá tentou ajudar o certo e que a tampinha não saia. Fui lá para um sítio e sentou-me em cima de uma mesa e espreitava para dentro do nariz mas não via nada, bem passado um bom bocado depois dele me dizer funga, disse vou buscar uma coisa que tenho no quarto que pode ajudar.
Saiu e quando regressou ainda eu fungava e assoava-me para ver se saia a tampinha, e a tampinha nada, ele entrou e disse fui buscar o meu clister, talvez ajude, encheu de água e enfiou a ponta que estava presa a uma torneira que por sua vez estava ligada ao reservatório da agua, e enfiou aquilo pelo nariz e ligou a agua, bem olhem não chorava como não chorei mas a agua essa engasgava ele com o cano forçava a tampa com a ajuda da agua, e aquilo demorou ainda um tempo, só depois de uma pausa e lembro-me que ele disse isto esta difícil acho que vamos ao hospital, comecei a espirrar e saiu a tampa.
Nem calculam a felicidade que tive ao ver a tampa no chão.
So soube anos depois para que servia o mecanismo do clister, ainda bem, mas no dia seguinte soube que tinha um processo disciplinar, ia haver uma reunião, e para minha sorte ainda bem que o encarregado de educação era o irmão que me enfiou o clister pelo nariz.
E as coisas la foram solucionadas, lembro-me que em estudos sociais nunca mais rilhei canetas, nem fazia nada a não ser estar com atenção ou fazer o que tinha que fazer.
Mas tinha sobre mim sempre já a fama do destabilizador, e para surpresa e durante o ano acho que a Prof. Deu-se conta que aquilo foi algo que aconteceu, tinha sido um acidente, e lembro-me que ela um dia pediu para ficar no fim e dizer-me sabe as vezes nos também não temos os melhores dias, eu lembro-me que no silencio característico dizer como a todos, v ala acho que exagerei, eu ai lembro-me pedir desculpas e disse foi tudo pela tampinha da caneta, ela ai interrompeu-me e disse vai la para o intervalo mas podes participar, é que estas demasiado calado. E lá sai eu, para o recreio falar com o único amigo que tinha.




sexta-feira, 21 de maio de 2010

Sobre Touradas


Ontem acho que deu tourada na TV, Não vi, mas lembrei-me deste anuncio que achei interessante e decidi colocar aqui hoje.



http://www.youtube.com/watch?v=CNA7u-9UokE



http://www.youtube.com/user/SantosPauloribeiro Tambem pode encontrar nesta direção





quinta-feira, 20 de maio de 2010

Minha aldeia


Minha aldeia chamasse encruzilhada
Dos tempos condensados
Passados e futuros todos juntos
O presente a formar
Energia de forças
Sagrada iniciação da arte sempre a se criar
Aqui Gernica discutia
Lutando há luz da candeia
Ainda os cavalos a relinchar
A casa da Alemanha que bombardeia,
O cerco que se cerra
Na liberdade, escrita nos textos
Que o destino esta sempre a cantar
La ao fundo Van Gogh luta ao lado de uma ceara
Prendendo o burro no lameiro a pastar
Os corvos esses derapinas
Tudo querem levar
E em ato de salvação corta a orelha
Depois de tanta perda
Salve-se o burro seu consolo
Triste a chorar

Além as rãs cantam no jardim imaginário dos impressionistas que lá vão bebericar
Rússia espreita decidida
Proclamando descostrutivismo no seu trabalhar
E no centro dos sonhos e do lixo
Dada recria prolongando o tempo
Gritando sonhos
Mas os sonhos ninguém quer
Só a liberdade que na arte
Lhe querem dar

Um triciclo, cabeça se transforma
Na casa onde o touro a vaca visita
As demoaseis de Avinhão jogam bolinge com as visitas
Cantando paixões com amantes acidentais
Despedidas, escadas de quartos
Cruz descida,

E a Pietá de vassoura na mão espera
Para o seu painel tema compor
No lugar das metáforas
Do compositor das artes
No ponto que marca
Na representação ao lado da praça

Tordos palradores em fios de antenas
Espectadores do circo
Das artes dos ciclos a se criar

Um S. António escreve uma arte de furtar
Nasce a puta o paneleiro
A cobra o circulo formou
E inscritos nele
Os in e iang`s do sexo
De putas e paneleiros de novo se formou

Quem quer ser artista
Ou sonha em o ser
Se passear por esta aldeia
Se der um bom dia
Pense duas vezes, pois detrás daquela cara se esconde artista
E se responder podem estar a benzer
E nos segredos a benzer
Iniciando na aldeia dos iniciados
O fado de esas "musas"
Das sementes para fazer florescer

domingo, 16 de maio de 2010


Dom Giovane segundo Saura


Don Giovani faz parte da cultura e do imaginário do ocidente e das culturas torna-se um personagem universal, tantas vezes revisitado, ou a partir dele inspiração para novas abordagens, conheço vários Don Giovani em varias formas expressivas, Mazoke aborda o tema de uma forma diferente, Saramago também aborda o tema embora não conhecendo o seu libreto que também deu origem a uma opera, mas ainda tenho na memoria a trasmição salvo erro em directo que a antena dois fez e escutei atenciosamente mas em directo ou diferido ainda me lembro dela, que segundo recordo é um Don Giovani arrependido, bem como outras abordagens.
Mas nesta abordagem temos a opera e o fazer-se um libreto como forma condutora para nos revelar o Don Giovani, servindo-se do pretexto da construção da obra para nos introduzir há obra e assim nos mostrar o processo criativo da sua construção onde se confrontam duas ideias distintas de don Giovani o segundo Casanova e um don Giovani arrependido segundo da ponte, e para mim os diálogos ais interessantes do filme são os diálogos entre estes dois personagens.
Lorenço da ponte o libertista que partindo da vida dão Casanova se apropria da ideia de um Don Giovani Casanova para o transformar num Don Giovani segundo da ponte que passa a ser ele eso um Don Giovani arrependido.
Mas este dom goiovane é um don giovane segundo Dante, se Dante descobre o céu com o seu amor ladrão que lhe rouba o que tem de mais precioso, desce aos infernos há procura do seu tesouro, Beatriz é a mulher nos infernos que servindo-se das artimanhas do amor e da paixão introduz Dante no inferno pelo roubo. Aqui Don Goivane é inverso. Dante depois da perda coloca a mulher entre o pó da cima do armário inatingível distante do leito pois é a ladra que o condena.
Se a libertinagem para muitos é a conquista dos infernos, aqui a não libertinagem é a conquista também dos infernos a amada sai do cima do armário deixa de ser o pó para os pulmões para se tornar companheira, neste sentido temos em confronto duas ideias centrais da cultura do ocidente em confronto e esta sim base de toda a cultura o confronto das duas Eva ou antes das três. Onde o próprio don Giovani por vezes se transforma na Eva, pois o ocidente na sua cultura não descarta a ideia de Eva e masculino. E se estas três hipóteses existem falta-nos o libreto de uma dona Joana em feminino e as suas fugas possíveis tema ele interessante para se explorar o imaginário feminino bem como os confronos e os não confrontos da historia do sexo e a forma de lidar com as intimidades e os acasalamentos bem como os preconceitos culturais entre homem e mulher.
Mas este don giovane é um homem preso, preso no palco e preso na tela do cinema se repararmos a cenografia é elemento estruturante da obra onde a teatralidade o palco é ela própria elemento linguístico, e a posta em cena vista pela objectiva de saura nos dá a ver a forma de observar e se apropriar para através dos seus pontos de vista nos dar uma através da construção do libreto um D. Giovani arrependido.
 Se Lourenço perseguido descobre o D. Giovane arrependido, Casanova o libertino transformasse no escritor de memorias inacabadas, ou antes é o fazedor de listas da biblioteca ainda não escrita mas apenas desenhada que falta escrever, fazendo assim as listas dos tomos, a lista das amantes, a lista dos percursos as listas as eternas listas que são também elas bases da cultura, listas dos andamentos dos preceitos das paixões da razão da não razão, das virtudes, dos pecados, dos confrontos e das contradições, o homem que persegue a enumeração como forma de contraponto tornando-se assim Casanova no contraponto da narrativa do do saura, um contraponto que nos apresenta o próprio confronto de duas Eva em masculino. A antiga Eva Casanova a nova Eva lorenço da ponte.  Se usarmos uma linguagem religiosa Casanova é a personificação do antigo testamento o judeu convertido mas maçon o novo Hebreu, que transforma um dos triângulos dos mistérios divinos no compasso do grande arquitecto, e é assim em contraponto desta imagem de Casanova que vemos aparecer um Don Giovani arependido que tira do seu pescoço o compasso e o esquadro (triangulo) para se esconder segundo Dante a trás da cruz. Descobrindo assim os infernos ou os céus segundo o ponto de vista.
Casanova é esse contraponto, é quem conduz e leva ao parir o Don Giovani arrependido sem se esquecer de dizer salva-o, e o novo Don Giovani surge-nos como o homem que se quer submisso o egoísta, “todo o homem que ama só uma mulher é um egoísta”, podemos dizer que é o confronto entre u deus e o seu filho, um casa nova e o novo Casanova, sendo o novo Casanova o dual se diabo é deus, perguntando-me até quando o arrependimento da libertinagem, ou ira fazer o percurso tradicional do libertino de novo da conversão ao pecado segundo o Dante e não o Dante inverso? Mas Casanova é  essa passadeira em branco e preto que através do dialogo vai listando o percurso para um D. Giovani arrependido que é o próprio Da Ponte, e ate quando esta conversão.
Este dom Giovani deixa de ser libertino para ser o confesso, pois acho que todo o libertino só se  torna confesso por indução pavloviana, a libertinagem e outra das vias para se conhecer o percurso, o que não quer dizer que qualquer libertino não se possa cansar da libertinagem..
Mas este filme levanta questões interessantes, se toda a obra de Mozart é iniciática, todas as operas, dele o são, por vezes be mais interessantes que os textos sagrados, e se nesta apropriação de saura ele tenta abordar também o tema da maçonaria, acho que nos faz falta ou antes ainda não se pegou nas inúmeras formas do pegar no texto da flauta magica e através dele se recriar toda a iniciação, que Mozar tem implícita em toda a sua obra onde a própria figura do Mozart pode ser entendida como a do maçon distraído o que não deixa de ser divertido, se nos questionarmos se este se dava conta ou não da carga simbólica dos sua obra associada há maçonaria e vemos assim aparecer um novo Mozart, quando sei que a flauta magica vai a Sena sempre tenho a ambição de ir para a casa que a vai representar e pedir para acistir a preparação de a por em cena e aos confrontos para as descobertas a que os personagens são introduzidos para vermos assim nascer essa flauta magica. Esta sim também ela outra obra para através da leitura e fabula ou antes da mentiras convenientes se descobrirem as verdades inconvenientes. A obra como processo metafórico que tendo uma verdade como base se serve desta para recriar através da mentira uma nova obra, transformando pela fábula, metáfora e verdades inconvenientes, onde a leitura dessa verdade se apoia na figura de estilo fabulada ou metafórica para falar de verdades parecendo mentira, transformando assim a mentira na verdade e a verdade na mentira.
Mas saura nos seus files é conhecido pela banda sonora, lembro-me do Goya, dos Tangos, ou do Fado, onde musica se une há imagem para criar um todo como se dizia nasce a opera, mas neste século do cinema ou nasce o sonoro, já há quase um século tornando-se assim o cinema nessa opera enclausurada, que não val a pena publicar CD pois o Mozarte já tem inúmeras verções, e nesta sociedade de consumo diríamos tem direito a CD ou não tem direito a CD, mas como o sonoro já criou o direito ao CD da banda sonora, acho que o interessante é redescobrir-se a musica do mozart, e fechar os olhos recriando Don Giovani como o queiramos e sonhar acho que ainda é o sonho democrático de todo o libertino, para nos e cada um há sua maneira dar lugar as suas tocatas em fuga da imaginação e se não fosse a banda sonora original esta banda sonora é o Mozart na sua mutilação a nível muzical, mas interessante na forma como é filmado, pois Saura como em anteriores filmes parte da premissa do teatro já clausura para o captar segundo a sua visão enclausurando-o de novo num plano. Mas o parir um filme  , não deixando de ser essa arte total com o cunho do realizador que nos da a ver o seu olhar a obra ou antes a sua variação, o seu gosto, a sua pretensão, dando oportunidade a que possamos fazer divagações  individuais mas estas já tem a forma de ver do realizador como ponto de partida, uma fuga a fuga indo ao seu encontro ou opondo-se a esta. Podemos dizer o efeito leque segundo uma canalização ou o anti-leque. O cinema o palco que na clausura plana bidimencional induzida através das planificações, nos da a ver mensagens e leituras já sugeridas pelo olhar de quem a faz através de uma abordagem já ela própria enclausurada por um modo de a interpretar nos é apresentada para nos através daquel olhar a poder interpretar,  o espetador observador interpreta assim a variação criando a variação da variação.
Aqui Saura também da a sua interpretação numero das amantes para não falar dos descendentes para o seu Don Giovani, o próprio Eco tem o seu numero, mas como todos os Don Giovani cada um guarda para ele o seu numero.
Se repararmos a libertinagem é a grande história da cultura, e todas as interpretações do don Diovani não deixam de ser interpretações de quem decide visualiza-las. Mas se calhar ninguém tem o nuero o numero é sempre hipotético, segundo a versão, Sade não deixa de ser também ele um Don Giovani com o rol das amantes, todo o s. Paulo tem os seus aguilhoes secretos que ele não diz, todas as culturas tem os seus Don Giovani há sua aneira, mais sacralizados menos sacralizados. Repare que todo o libertino tem por vezes um percurso acidental na libertinagem, ficando a dúvida na história pois toda a historia é a interpretação de quem a escreve uns mais arqueólogos outros mais ficcionais mas ambas as variantes ou das hipotéticas variantes na investigação não são detentoras da verdade.
É Don Giovani é sempre uma historia de procura da verdade, uma procura na descoberta pelas amantes.
Como diria um amigo meu olhem versões cada qual faz as suas interpretação há sua maneira, para chegar há conclusão que afinal o Don Giovani é o personagem menor na historia sendo o processo de saber o numero das amantes a verdadeira historia e essa só a sabe o Don Giovani,
Mas esta questão do Don Giovani levanta novas hipóteses interpretativas neste momento ando a escrever sobre um tema religioso, que ate vai ao encontro do Don Giovani, e se Cristo foi um libertino, que tipo de libertino seria, produto do assedio sexual, um libertino segundo Sade, Mazoke, ou por conveniência, ou um libertino dependendo de cada um desde que pense no assunto. Pondo em causa a vida não contada do Cristo.
Mas depois esta hipótese poria em causa, outras variantes, o capitalismo associa o termo libertino a Playboy.
E podemos depois levantar a questão do libertino e o sagrado, etc….

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Premio para Richar Serra




Olhem para mim o premio que Espanha da so serve para valorizar ainda mais as obras que os vários ministros da cultura daqueles pais fizeram. Fui obrigado a estudar este autor e para dizer a verdade e mesmo vendo as obras em Bilbau, ou em vários museus de arte contemporânea ou em vias publicas, dou-me conta que por muito que ate entenda a opção estética não me agrada apesar de gigantesca é claustrofóbica, priva o observador de ter um campo de visão abrangente impedindo de o ver mais alem, o ferro tornasse a barreira para ver o mundo impedindo o observador de observar o espaço reduzindo o seu campo de visão as superfícies de ferro ferrugento que espero que o tempo e a erosão faça a sua intervenção nas mutabilidades dos objectos.
Se repararem em Serralves existem duas peças deste autor que passam despercebidas e quem não seja observador pensa que é uma barreira que impede o público de ir para aquele espaço, mas esta lá. Mas serra explora também o espaço envolvente na sua aniquilação ou impedindo-o de se dar a ver, priva o público ao acesso e ao conhecimento da amplitude espacial, a sua escultura é a pretensão do estagnar do enclausurar do impedir do usufruto do espaço. Em Bilbau a partir do momento que observamos as peças ou se entra nelas ficamos privados do espaço arquitectónico deixamos de ter amplitude de visão e nos próprios ficamos reduzidos com a própria obra, quem assistiu a inauguração de abertura do museu e depois encontrou la serra, dá-se conta que algo de estranho se passa ali, algo que por vezes até se torna macabro e perverso em relação ao espaço, as na minha perspectiva a escultura a cobra até tem a sua ironia pretensões de ter a cobra enclausurada nas dialécticas da interpretativas do objecto edifício arquitectónico que diz que tem a cobra no seu interior, e a cobre ela como objecto que priva o publico do edifício, mas ficamos com a ideia afinal não há cobra, apenas a pretensão passageira da visita que só dizer ela esta mas este é o seu rasto tridimensional, ficando assim uma metáfora para o observador, que sai dai a dizer mas afinal onde esta a cobra. Claro que temos que integrar a escultura e o processo criativo dele na produção artística dentro do lado iniciático da escultura que é marca visível em todas as formas de produção artística.
Se repararem Serra é contestado não pelo meio artístico que neste momento segue as tendências onde se inscrevem termos como, privar, clausura, prisão, opressão, tendo como finalidade oprimir, privar,  aniquilar, quem entre dentro do jogo estético artístico do autor, que em vez de levar o homem pela via positiva.
Torna-se visível na sua abordagem estética a reflexão sobre câmara clara e câmara escura, em voga neste momento mas a meu ver integra a própria escultura num ciclo vicioso.


quarta-feira, 12 de maio de 2010

Visita Papal e Arte Sacra


Hoje ao ligar o computador e como faço habitualmente dou uma vista de olhos pelos jornais nacionais e estrangeiros, na sala a TV transmitia em directo a recepção que o papa fez no CCB com os representantes das artes destes pais, e no público abria o artigo “ E se A arte voltasse a aceitar deus”.
E assim ouvi o discurso do Manuel de oliveira, a dar as boas vindas e nas metáforas dos seus filmes falar da contemporaneidade do presente português, acto de genuflexão, interessante apesar da idade, mas com este discurso parece que toda a cultura deste pais ajoelhou, perguntando-me se agora teríamos que rezar. Desculpem-me a brincadeira, mas para mim toda a arte é sacra, toda a arte desenvolve as mesmas preocupações e toda a procura artística inscrevesse num acto de sagrado onde o próprio profano se integra pois o próprio profano chamado assim pois não conectado com nenhuma tendência religiosa ela também se inscreve no sagrado da produção artística tendo o esmo fim. A arte e o objectivo da arte sempre foi a morte de deus, fazendo sempre a apologia de deus na arte, tendo sempre o objectivo e o desejo da morte de deus e a sua divisão, se repararmos a arte dita sacra que reflecte a expressão religiosa onde a encomenda tem pré requisitos para os fins pretendidos segundo a intenção para determinado fim, sendo este questionável, pois a obra de arte tem sempre um fim e um objectivo para existir até mesmo o que nos parece mais inocente nunca o é, No final do século ou com o inicio do século XX ao proclamar-se a morte de deus o que verificamos foi uma democratização da arte, isto é foi dada oportunidade aos amantes das artes a possibilidade de poderem criar sendo ou não artistas, se por um lado o artista dito como tal só o é pois é iniciado nas artes, o amador parte da premissa do amador que tenta fazer arte ou atingir um gosto pessoal de belo, e ai podemos ver correntes mais naifes ou já com repleção estética tentando dar um cunho particular há sua produção tendo a repleção sobre a arte como base do seu processo criativo.

Toda a arte religiosa se inscreve dentro de uma doutrina de fé ou dita com  fé, servindo-se das artes todas elas para por em pratica o seu fim, se repararmos todas as igrejas se obedecem a uma mensagem geral artística é cheia de particularidades com as suas simbologias para lhe dar um fim, se nos dermos conta dentro de uma igreja o que assistimos é quase a uma encenação operatica onde assistimos através de um ritual quotidiano  há morte de deus, nos seus eternos ciclos do sempre eterno ritual, e como é um ritual serve-se da escultura da pintura da musica da poesia e das letras, dos gestos, para dar ao ritual toda uma roupagem que torne o acto dentro de uma leitura própria consoante o local que se escolha mas a finalidade de cada missa é a morte de deus e a sua distribuição como sempre foi, dando a aparência de ele esta vivo, e esta pois se é distribuído todos passamos a ser portadores, e como somos portadores dos fragmentos vestimo-nos arranjamos as casas criamos sociedades e culturas para permitir que essa divisão seja duradoura, ai a arte entra no profano, mas e a continuação do sagrado pois tudo tem o mesmo fim, a moda o que mais não é do que defender a permanência através de jogos de tendências para fazer com que permaneça duradoura essa divisão.
A decoração obedece aos mesmos requisitos reflectindo estes princípios aroupar a casa segundo o objectivo de tornar algo duradouro que a casa encerra.
E temos de ter outro factor em conta pois se a morte de deus é cíclica e há um período, na divisão que passado tempo o dividir e o perder ira forçar a que se tenha de unir para de novo dividir e nestes ciclos de divisão e distribuição tendo a religião ou outros mecanismos como agentes a arte e aqui todas elas são agentes importantes para se obter o fim.
O que se discute na arte não é a sua sacralização mas sim as tendências metafóricas para dar expressão artística, o que se discute são movimentos e produções e finalidades, se repararem ao se comprar uma peça de arte numa galeria esta obedece sempre a premissa o meu eu identifica-se com este objecto, por isso vou compra-lo pois reflecte o meu eu, e integra-se no meu gosto.
Quem faz ou tenta criar colecções já obedece a outros princípios.
Numa igreja católica o que temos temos toda uma simbologia que reflecte um credo que tem os seus símbolos e as suas simbologias que por exemplo a católica parte da premissa de deus esta vivi mas o seu objectivo é a sua morte e distribuição tendo a comunhão como forma de comunhão simbólico de Deus, por exemplo a ultima ceia e a divisão do Cristo em grosso. A via-sacra é a via da distribuição por detalho.
Se repararmos se por um lado o figurativo necessita de toda uma simbologia que se integra numa linguagem para dar forma ao todo e agora podia-se desenvolver a questão dos referentes dos códigos, dos símbolos. O abstraccionismo afastando-se da figuração obedece ao mesmo principio, onde se joga na mesma com a composição sendo mais emotiva ou em êxtase no modus produtivo, onde gestaltismo faz parte da própria gramática produtiva bem como as analises de cor que sempre foram preocupação, cor que consoante as analises de positivos ou negativos assume ou o lado real ou o invertido.
Mas o século vinte trouxe novas formas gramaticais na produção que deram origem a novas abordagem e géneros artísticos, a tecnologia com a criação de tecnologias, chamemos-lhe assim de uma forma geral para falar das tecnologias como maquina ou programa de softuer, a maquina fotográfica ou câmara de filmar ou computador ou programa, etc., trouxe toda uma nova gramática reciclando gramáticas produtivas anteriores para criar a sua linguagem tendo a maquina como lápis de execução, uma linguagem so se torna linguagem a partir do momento que se estrutura uma gramática, mas toda a gramática é uma ferramenta para a criação artística, é neste sentido que as metáforas de expressão ou as figuras de estilo que usamos se obedecem a uma gramática reflectem a nossa expressão e a nossa forma de como lidamos com a linguagem artística sendo ela qual for.
As ao ouvir o discurso do papa e ao ler o artigo do publico acho que a pergunta é será que a igreja ira dar liberdade ao artista perante a encomenda, e todo o belo obedece alem de uma linguagem a algo associado com o gosto ou aos seus princípios pessoais, o próprio conceito de belo se existe é sempre pessoal ou passa por um processo educativo, há coisas que me dizem que bonito que é e eu acho pavoroso,  não pelo tema mas pela forma de como o artista se expressou, e nisto e como tudo uns fazem boas metáforas outros apreciam-se da metáfora.
Eu gosto de abstraccionismo mas quando vou com determinadas pessoas ver arte abstracta saio com elas com a sensação de que falta uma sertã educação para que seja feita a leitura ou fazem a leitura e simplesmente quando não se gosta do que se lê dizem não gostei.
O exemplo do vitral no artigo é interessante um vitral pinta com luz e com as horas de luz segundo a orientação que se integra numa linguagem de um todo, se repararmos a arte do vitral integrada na arquitectura reflecte os ciclos que a cor pinta o interior quando uma pessoa visita uma catedral gótica consoante a hora faz sempre leituras diferentes pois se umas se apoiam no figurativo tendo a cor reflectida por meio do sol consoante a luminosidade a leitura da obra altera-se pois é a cor que é a base expressiva, se o vitral é abstracto, temos alem do factor lumínico como forma de linguagem o meu posicionamento perante a cor que apreendo para a sua leitura.
Mas tudo se insere numa linguagem sendo a linguagem em termos latos a grande arte para a criação.
E acho que já me alonguei no raciocínio mas decidi deixar o meu parecer





segunda-feira, 10 de maio de 2010

MITOS E CINEMA


Mitos e Cinema

Quem me costuma ler, poderá pensar ele anda americanizado nos gostos cinematográficos, mas gostar-se de cinema numa aldeia de poucos habitantes, é ver o que se lhe oferece, mas por contrapartida vamos analisando os ciclos do cinema e as suas preocupações a nível produtivo. Se o cinema a meu ver esta de pujança tornando-se numa arte maior e integrando-se num circuito comercial, onde o publico é sempre o júri das bilheteiras, não tendo as preocupações de ver no ecrã a arte cinematográfica, e a meu ver ainda bem pois segue a máxima do cinema diversão distracção.
Já anda a circular nas salas Clash of the Titãs e Percy Jackson and the Olympians, ambos os filmes tendo os heróis e mitos gregos como base para nos contar uma história , se em Clash of the Titãs o herói Perseu aproxima-se ao mito  isto é Perseu filho  de Zeus, e Danae, obedecendo ao guião da primeira versão deste filme, tendo em conta a aventura  do herói , e a sua importância, e quem conheça as duas versões cinematográficas  pode ver sem grandes dificuldades os progressos que o cinema teve chegando mesmo a pensar ainda bem que quase não há limites, para tornar real e credíveis determinadas situações mas os guiões são praticamente iguais nas duas versões cinematográficas onde os monstros tornam-se mais credíveis.
Em Percy Jackson and the Olympians, temos a mesma abordagem do herói Perseu, mas neste caso nada ou quase nada coincide com o mito original ou com as adaptações que foram feitas do ito de Perseu, a meu ver ate esta interessante pois as histórias dos heróis ainda continuam a ter a mesa finalidade do período clássico, aqui Perseu é um jovem estudante numa escola, que descobre que é filho de Poseidon (não de Zeus) e vai ter de entrar numa aventura para salvar o Olimpo, mas o mais curioso, e ver que o guionista vê o mundo como se só existisse a América, mas quem goste de mitos até vê nisto algo de clássico pois o mundo grego era o mediterrâneo onde a terra circundava o mar, aqui o mundo é apenas o território americano onde não há mar so a visão deste tornando e estilo MTV onde  o horizonte esse desejo do mais alem do horizonte onde parece que não ha mais mundo que o Americano e a única cultura é a do mundo americano bem MTV,parecendo que não há outros mundos outras culturas e Perseu foi encontrado num museu que recria outro mundo outra cultura perdida, mas com nova maquilhagem na recriação, e temos assim o templo a Atena reconstruida numa cidade universitária ou arqueologia do pastiche, sendo aquela a nova Atenas do sonho americano, a meu ver a aquém do dos clássicos que era bem mais colorida, temos assim a visão de um mundo fechado nele próprio onde so existe o seu território. Mas nesta mitologias adaptadas, (e adaptar histórias até é das coisas interessantes pois toda a tragédia e todo o caminho andando ou sonhando se inscreve sempre nos mesmos princípios familiares onde a metáfora é a arma artística para se criar a arte)  este Perseu segue o percurso americano quase do costa a costa, inscrevendo-se num estilo pop MTV, indo ao sheiker do Perseu mais Orfeu com toque e gosto Harry Poter tendo uma o publico como objectivo, cativando o publico para criar uma sequela, e temos assim uma mistura bem direccionada para o gosto dos jovens que tem ligações ao Harry Poter, e se estes não conhecem o mito saem com as ideias todas trocadas deste, aqui Perseu estudante, vive uma aventura aproximando-se a de Orfeu mas como não tem namorada vai salvar a mãe das mãos de Hades de visual estrela rock. Com um inferno mais dantesco que clássico.
A meu ver o mais interessante é ver o Perseu numa nova aventura, ao jeito MTV, para um púbico de escola secundária que ira ter referências não ao herói clássico mas a sua recriação, apropriação e através das misturas integrando outros mitos para dar sustento ao guião.
Podemos dizer que são dois filmes para a família se distrair nas tardes de domingo e decide através do acto do ir ao cinema talvez criar o gostinho pelo cinema fantasia para toda a família.

Mas neste final MTV Zeus parece um deus mal agradecido e autista, esquecendo-se de premiar Perseu, coisa que era normal na antiguidade, Atenas  nem reconhece há filha coisa estranha, e o único que tem algo de divino é Poseidon embora Zeus o reprima por tentar falar com o filho, quando Zeus esquecesse que só é senhor do trovão devido há quantidade de filhos que teve, se fizermos uma comparação se todos tiveram filhos semi deuses Zeus esse tinha uma maternidade montada.
Mas a meu ver a história original é bem, mais interessante, e tinha nelas implícitas outras finalidades divergentes destas duas,
Na história original, Perseu nascera já enclausurado pois, pois o oráculo anunciava que o filho de Dánae mataria o pai desta, este enclausura a filha com uma criada, mas mesmo assim Zeus consegue fecundar a moça, esta teve Perseu na clausura com a ajuda da ama.
Ao saber do sucedido, Acrisio que a filha dera a luz apesar das tentativas de malograr tal, mata a ama por ser cúmplice e lança a mãe e criança aos perigos do mar numa urna,
E assim começa a aventura de mãe e filho e as suas peripécias, com as Gorgonas, as  Greias, as ninfas e as sandálias aladas, o elmo de Hades que tinha o condão de o tornar invisível, a aventura com Hermes e a sua foice, o nascimento de Pégaso e Crisaor com a morte da Gorgonas,  a libertação de Andromeda e a sua paixão por esta, o regresso para salvar a mãe de Polidectes, o regresso a terra natal e os conflitos com o avô, a luta com Dionísio, a morte de arianede, entre tantas outras aventuras, os romanos contavam a historia de Perseu ligeiramente diferente.
E séculos depois temos uma adaptação e uma nova aventura e sempre Perseu e as suas múltiplas adaptações consoante o gosto que se queira.

sábado, 8 de maio de 2010


Pousadas aldeias pousadas


Já Herculano há muito descrevia este pais ou antes uma viajem como o pais todo simbolizado num percurso, se as viagens há minha terra são o regressar ao interior, podendo mesmo dizer uma viagem ao útero de céu aberto onde a natureza e o progresso é visto como esse corpo ou fragmento do corpo que fala do corpo todo como comparação, mas usando a particularidade como o todo comparativo mas mão o sendo, servindo assim de exemplo.
Mas sempre ouve imensas viagens literárias que mais romanceadas ou numa abordagem de estudo onde se reflectia a geografia, a economia, a etnografia ou as artes tradicionais, etc., todas elas falam desta nossa aldeia. Nos como povo e sempre tivemos a geografia no sangue, e como nos diz a historia fomos artistas na cartografia redesenhando o mundo e dando novos mundos aos mundos, mas também fomos viajantes pela imaginação, imaginando sonhando, u pais um Portugal sem fronteiras escrevendo-se na Eudora e dependendo da perspectiva periférico ou central, mas sempre bem legível e qualquer cartografia que o represente.

Numa época em que a economia é o imperativo da existência da sociedade ou a sua desculpa, onde ruptura parece ser o imperativo, e questionar-se o como dinamizar um pais que parece estar preso a ciclos de crises já de há muito, esquecendo-se de analisar afinal qual é a mais valia de ser português e o que nos torna diferentes, o clima as várias diversidades tipos agrícolas com as suas castas e sementes especificas que parecendo iguais tem particularidades, etc.
Nesse sentido se podemos falar de identidade nacional, e saber quem somos e como somos como nos relacionamos como nos posicionamos tornasse vital para poder ver as nocias potencialidades.
Durante séculos anos podemos dizer que existimos dentro de políticas de dilapidação económica, esquecendo-se em requalificar e revalorizar o pais para melhor o poder vender oferecer a que o queira conhecer ou estar nele.
Iniciamos uma politica de reciclagem para criar uma nova harmonia com o ambiente que levou a repensar objectos de matérias reciclagens, começamos a olhar para a energia de uma outra forma aproveitando melhor os recursos, começamos a criar novos hábitos ditos verdes, as se olharmos bem parece sempre que falta algo para que impulsione este pais, e quando temos mais valias, por vezes vemo-las a ir por agua abaixo, o caso do têxtil que sendo potencia parece que derrapou, esquecendo-se que a qualidade e o pormenor também é uma mais valia, o caso dos vinhos que de novo floresceu, onde já andou pelas ruas da amargura, as se utilizo estas duas como exemplo poderia dar muitos mais exemplos.
Se neste momento se olhamos para um o futuro onde a tecnologia é o grande dinamizador das economias, sem podermos esquecer a especulação económica ela própria como forma de dinamizar ou afundar economias, dependendo da forma como se utilize e seja convincente em criar as finalidades ou objectivos.
Neste momento acho que o que melhor classifica uns pais é a sua identidade que o faz ser diferente, embora europeus embora comunitários embora já praticamente todos falem inglês e quando vão ao Algarve não se importa nada de usar o inglês como língua, existem especificidades que poderiam ser exploradas, e são essas especificidades que nos estruturam.
Ultimamente olho para o interior olho para esse pais distante da orla marítima onde parece que tudo concentra, e veio e dou-me conta que este interior necessita de rejuvenescer, as pessoas já tem o tempo de tal modo gravados na face que parecem enciclopédias circulantes de lombadas e folhas maltratadas devido ao uso e trabalho do existir.
Mas olhar para este interior é olhar para aldeias desertas que durante épocas foi abrigo de comunidades e de modos de vida, sociedades agrárias onde tinham toda uma cultura e um saber que por vezes se encontra perdido ainda nas pedras esperando que alguém pegue neles.
Existem vectores que apontam o turismo como futuro, e a viagem como forma de movimentar pessoas em circuitos onde tem contactos com formas de estar que são mais-valias ao contactar e conhece-las.
Neste sentido vem-me há ideia a noção de pousada. As pousadas trouxeram para sertãs zonas mais valias criaram emprego, q reclassificaram monumentos que ocuparam.
Mas olhando para as aldeias abandonadas ou quase desertas, que poderíamos utilizar o exemplo das pousadas em aldeias , onde alem de se requalificar a aldeia, tentava-se criar também um sistema produtivo onde a agricultura continuaria a ser o exemplo da economia,  dessa aldeia, que com o produzido oferecia aos visitantes, tendo os produtos a marca da aldeia, mas daria a oportunidade a quem visita de contactar com modos de vida diferentes onde consoante a época do ano da visita poderiam integrar e contactar com as formas de produção agrícola, ganadaria, pastorícia, etc. mas estas aldeia também podiam ser escolas, de formação de hotelaria, ou de formação profissional , sendo dada formação especifica as pessoas sobre como melhorar e tornas determinados hábitos como mais valias. E neste sentido podemos dinamizar saberes que sempre permaneceram na memória nos receituários ou nas tradições etnográficas.
Mas desenvolver aldeias em aldeia-posadas requer reformulações de design e adaptações de determinados disaignes as exigências actuais, onde qualidade tradição e actualização destas podem estar de mãos dasas.
E assim vamos criando cadeias de dinamismo a aldeia que oferece estrutura e espaço para requalificação e integração, mão-de-obra qualificada, desenvolvimento de economias onde a produção ira criar sistemas de micro economia e dinamização, e alem do objecto de artesanato podemos ver assim adaptar aos tempos modernos peças onde artesanato e ares tradicionais andam de mão dada, e somos conhecidos como pais de improvisação e de boa inventiva.
E assim vamos requalificando património, vamos criando um trabalho digamos de arqueologia onde através do fazer florescer vamos descobrindo saberes que já se perderam na memória. E é dada oportunidade a quem quiser de experimentar o que é ordenhar uma vaca ou ter o prazer de cavalgar por estes montes e vales, esta urografia.

E assim vamos tendo percursos uns mais agrícolas, outros mais de mar outros mais de azeite, outros de vinho, outros de pastorícia, sem nos esquecermos, do próprio percurso e caminho como forma de descoberta de um pais que alem de esquecido ou de um interior que o litoral tenta não ver tem muitas potencialidades para oferecer. a riqueza de um povo é a diversidade deste. e é a diversidade que da toda uma harmonia.

Porque também temos que questionar, que interesse tem fazer estradas se não se potencializam zonas para fazerem circular riqueza e produzirem riqueza para tornar as vias rentáveis, sou a favor de ligações e comunicações, mas o fluxo económico deve ter dois sentidos, e todas as vias devem ser dinamizadoras de riqueza, se uma via não é rentável já sabemos o que acontece, falta de verbas e lá vêem os buracos.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Rosas de Pinho, ou dos amores de Ines e Dinis


E Isabel que no seu regaço
Distribuindo rosas deu
Dinis plantando com seu suor o pinhal
Calculando
Assim o fado
Pois sabia que daqueles troncos
Ainda rebentos do casal nos abraços
Invocaria Ísis
Ressuscitando Horos
Objectivo…. Objectivos
Do homem do leme
Sonhando que um dia
Este mar
Metáfora do falar
Espuma de Vénus na oração a cantar
Ínclita geração a sonhar
Para que
Gama fosse
Dobrando e terras de preste João
Ultrapassasse
Chegando mais alem
No sonho que foi de todos mãos na terra bradando a deus

E semeando o futuro
Inês com sangue
Regando um futuro
Que ai nasceu.

E Sebastião
Esse Dão
Adamado
Domado
Que deu a inspiração
Fatus  a chama os destroços unidos rotos em pedaços
E nessa utupia do mundo no abraço
Ainda se pronunciou o
Meu
O nosso
Que de todos foi
Apesar dos pesares futuros
E das brumas que volvendo
Já ninguém sonha nem pronuncia
Que o sonho conduz o homem
E se sonho ouve
Mais alta foi a intenção da comercialização
Novos idiais
Da alma mater
Que do filho
Nunca fez seu
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