quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Pensamentos


Em primeiro lugar quero pedir desculpas a quem já estava habituado a acompanhar a minha página deste blogue. Neste momento acho que já me sinto com coragem de escrever o que visionei ultimamente, pouco mas visionei algumas coisas.

Se em comentários anteriores falava de tendências e referia-me a vampiros, homens lobo e zumbis, podemos dizer que destaca-se um outro tema quase transversal na cinematografia que estreou ou está para estrear, que é a abordagem da ideia de prisão, que forçosamente remete há viaje, e a fuga, a viajem por vezes assume um duplo significado, se por um lado a viajem é uma viajem física onde a paisagem torna-se significante do eu (personagem), por outro lado temos a viagem pelo interior do eu, onde analepses vão caracterizando o personagem em paralelo com o espaço físico. Nestes onde o tema prisão é abordado o espaço físico deve ser visto e interpretado como alem de um complemento onde decorre a acção um elemento de caracterização do eu do mesmo personagem, a paisagem danos complementos de personalidade, ajudando a caracterizar o personagem.
O interessante é que se analisarmos o cinema como arte vemos que neste momento tenta a induzir o espectador a fechar a tornar-se recluso, prisioneiro de si mesmo, jogo perigoso pois se continuarmos assim acho que aqueles que visionam filmes sem terem mecanismos de defesa para se salvaguardar dos efeitos indutivos poderão entrar num processo pavloviano de indução e nesse sentido se queremos ver o cinema como industria, podemos dizer que se entrar na abordagem argumental de destruição  de personalidades por indução em breve teremos a fuga dos espectadores das salas. Numa indústria que move milhões, se o espectador desaparecer pergunto-me se valerá a pena a realização de determinados filmes que em vez de atrair espectadores os afasta das salas.
Com isto não quero dizer que o cinema infantil é o futuro, na minha perspectiva nenhuma história infantil é construtiva, a cem por cento, na maioria dos casos essas historias se as analisarmos numa perspectiva psicológica tem um grande poder indutivo, se analisarmos o próprio conceito conto de fadas, conto que te fada, isto é contos de encantar que encantam nos prelúdios do sono pelas artes as crianças no seu sono que já indutivo, ajudará a criar personalidades.
Se repararmos hoje em partículas nestes últimos anos a preocupação nas histórias argumentos é fadar, isto é induzir pelos mecanismos das artes. Pois neste fado de fadar, esquecemo-nos que vamos criando um fadar comunitário, se analisarmos por exemplo O fado tão característico da cultura portuguesa, e a visão melancólica e saudosista do português, verificamos que tanto a sonoridade como a letra poética ajudou a caracterizar esta personalidade colectiva saudosista melancólica, iniciada já naqueles nevoeiros Sebastanicos, onde os lusíada é a semente iniciadora de uma poética saudosista, mas se os lusíadas quase que grita a um levantai-vos de novo, no seu esquema interior bem coma na maioria dos sonetos poéticos camonianos vemos já a semente da criação da ideia de fado saudosista, bem como desse destino que através da individualidade se torna colectivo.
Em relação ao fado, tantos analistas falam da influencia árabe na sonoridade e no canto, mas se começarmos a fazer conexões vemos já essas conexões ao mito sebastianico de Alcácer Quibir, a promoção do canto melancólico, o canto cantado pela alma onde a nostalgia essa saudade tão típica português germinada num dia de nevoeiro numa batalha em Marrocos.
Beijo de separação desse passado, nebuloso esperando na nostalgia o futuro.
Neste momento penso em Casa Blanca. Filme que nas entrelinhas fala, grita, em especial aos seres que sempre na diáspora olham para o futuro como esperança. Se repararmos Portugal, esta Lusitânia da paixão, esta em diáspora desde essa metáfora marroquina do Alcácer Quibir.
Mas o problema agora do português que recluso olhando o futuro da libertação, possa sofrer de anciã rápida e como todo o ser que ao renascer se torna ansioso, querendo que tudo aconteça depreca, cometa o erro de errar com as pressas das anciãs que esta a sofrer. Se repararmos veste momento a sonoridade do fado mudou, se liga ao saudosismo, essa vertente esta em mutação, tornou-se ligeiramente vadio ansioso, casa com tango em tangos rápidos perigosos, pois a intenção dos promotores deste tango era deixarem o luso de tanga.
Mas não deixaram, por muito esforço que fizessem.
Acho que nas entrelinhas existe aqui bastantes ideia a serem exploradas. E questões que nos Lusos devemos analisar na nossa colectiva Lusitânia. Os males da juventude são as anciãs arrebatadoras de quererem tudo imediato depressa. E todas as presas pelo que sempre se diz nunca fora amiga do bem feito.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

A história mencionada esta em:

http://adaexistencia.blogspot.com/

Espero que gostem.

Pesso desculpa pois depois de um acontecimento , estive uns dias afastado.
mas voltar, a por aqui os meus pareceres é motivador.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Para despertar curiusidades

Decidi colocar aqui um trexo da historia que estou a escrever baseada nos meus progressos e recuos no jogo Ogame.

É  um forma de descrever as minhas evoluções no jogo e contar uma historia, acho que desta forma não me aborreço tanto e torna-se a coisa mais divertida.

Praticamente com isto revivi a infância, aqueles tempos em que duas pedras e um pau eram as espadas magicas e os cavaleiros que te acompanhava. ou eram os personagem de uma imaginação de brincadeiras solitárias.
mas também é um bem aja há minha mãe que numa época em que os livros infantis eram parcos na casa, lia os Lusíadas para adormecermos, e ali na cama ficava a pensar naqueles mundos e a dar-lhes forma no reino da imaginação, nessa altura elas na ilha dos amores vestiam ainda fato de banho, despindo-as mais tarde no nono ano com um outro imaginário.


Princesinha do Cosmos


Introdução


Esta historia é inspirada neste jogo nas aventuras que tenho tido nele, bem como na literatura mais diversa,
“Toda a realidade começa por uma ficção que o verbo da existência as vezes torna realidade”
Paulo Santos, “Historias dos comedores de Histórias”


As Origens


Da poeira de Titã no cosmos deixada
Solitária a seus olhos mas bem vigiada
Andróide nome de planeta, Princesa guardava
Passaram-se os tempos do mecanismo do tempo
Do jogo das horas em fusos diferentes e todos a jogar
Andrómeda vagarosa seguia no seu canto
Promovendo sua cultura, penteando seus cabelos
Na arte de esperar, acumulando a poeira
Reciclando os cristais, dos destroços, das guerras
Reciclando e de novo a se formar, renascendo das poeiras
Promovendo as industrias para nova industria
A por a gravitar, grávida de vida, na vida sacrificial
Do po das estrelas cristais do eterno reciclar voltar
As gravitações, posicionamento do estar desapercebidos
Para regressar, dando a perceber, que do pó das estrelas voltara
Nos ciclos do criar sempre recriar, paixão verbo
Pronuncia do fado do eterno encanto canto
Que se levanta murmúrio lemto, tornando-se aos poucos
Grito de espanto, encantos que se anunciam, dos renascimentos
Ainda mal acabados de murmurar, pronúncias duma civilização
Sempre renascida do pó das estrelas cristal reciclado da salvação.

Lento inicio fala a lenda, que perdido planeta em quadrante velado
Sobras de guerras, De antigas lendas das origens do cosmos
Recordadas mas mal guardadas, na geral memória,
Só por poucos guardados e acalentadas, nas esperas do jogo
Se murmurava que iria regressar, surdinas das ladainhas antigas
Guardadas em formas de cantigas, ritmos que ajudam
A memoria na balbucia do som, guardar lembranças
Linguagem das entoações abstractas, que despertam a esperança.
Fogo renascido da musica das lembranças, Big bange da memoria
Dos siclos dos cantos epopeias da paixão do espanto
Esperanto do todo saber en esfera geometral todas as formas da geometria
Navegação de esquadro, compasso, régua, fio e laço
Primeiro risco traço, inicio do circular abraço,
historia que vou agora começar a contar.

Depois da grande guerra, Titânica origem das formações
Vestígios do pó, que das invisíveis mãos fez surgirem todas as criações.
E criadas expressões inicio do significado das discursares,
Geradora de discórdias, primeira guerra, que do pó deixou e nele o segredo encerra
Escondida em planeta esquecido jovem princesa, vivia, guardada por quem promovia as artes das minas, para dali gerar energia, assim pesarosos no sacrifício.

(continua no Blogue)



sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010


Jogos


Ogame


Tenho internet pessoal há pouco tempo, e ter internet permite fazer muitas coisas, tenho blogue (s) e outras coisas que não vamos mencionas mas nas explorações consequências da curiosidade decidi entrar num jogo o jogo em questão é Ogame. Já pertencia a outro Tribos mas as linhas que se seguem dizem respeito ao Ogame.
Trata-se de um jogo de estratégia em que temos que colonizar o cosmos, para quem é admirador de ficção cientifica e gostar de por em pratica o ser um personagem de um qualquer serie de ficção cientifica tem um bom pretexto para provar o gosto de por em pratica o que se entende por avatar e brincar.
Eu como iniciante la comecei com as minhas trapalhices iniciais mas depois já menos trapalhão entrei na orgânica do jogo e o meu planetita vai indo em expansão.
Mas passado uns dias comecei a pensar que podia servir-me do jogo como pretexto criativo para desenvolvimento de textos que enviaria aos personagens que conheço.
Ali não sou eu, sou um Avatar.
E como é um jogo de expansão
Lembrei-me de tantos poemas tantos heróis das expansões desde os clássicos gregos a poesia árabe, o livro sagrado indiano e as suas historias cósmicas, abreviando todas as civilizações tiveram epopeias, cantos épicos que ilustravam um feito.
Para nos Portugueses Camões inspirado nos clássicos, tão ao gosto de uma época, soneto sonante de um momento alto da Lusitânia paixão.
Mas a contemporaneidade trouxe novas encenações, os media recriaram as epopeias adaptaram epopeias,
No cinema vês uso dos textos adaptando-os e assim com imaginação apareceram sagas como Guerra das Estrelas, Star Trek, e outras tantas umas com mais outras com menos adeptos.
Gosto de ficção cientifica tanto como género literário ou em forma de filme ou serie.
Neste momento ando lentamente eu próprio nos caminhos da ficção começado há algum tempo mas muito lentamente.
Mas devido a situações pessoais e a uma brincadeira onde pegando num texto para me dar alento enviado por uma amiga.
e enquanto esperava o resultado de uma frota em expedição no jogo, onde perdi alguns pilotos, decidi, escrever os feitos do jogo.
Ou a partir de sertãs situações do jogo criar texto ou inventar texto
Servindo-me do jogo como pretexto para criação criativa de texto, onde a experimentação e criação andam de mãos dadas.
Assim comecei a enviar textos ou cantos dos feitos desta experiencia, ou invenção pura e simples, tendo também os clássicos como exemplo o Ulisses, como exemplo Camões bem como tantas outras referencias, que se servem da epopeia como forma criativa.
Não pretendo ser com isso um grande escritor, pretendo desenvolver uma narrativa, que servindo-se de um jogo por em pratica a criatividade e metaforicamente falar tendo o jogo como pretexto base de desabafo pessoal ou não. Pois estamos no reino da ficção, como disse o Pessoa todo o poeta é um fingidor, mas nesta duplicidade entre o eu e o avatar criado na mascara do fingidor, escondido vai sempre algo do eu. Por muito que digamos que não.
E assim la comecei eu.
Guardo os rascunhos de algo que comessou hoje
E de certeza que colocarei aqui ou noutro blogue especifico.
E assim a brincar se vai cantando
Brincando e reflectindo com lágrima no horizonte
Ecrã a limitar canto memória de metáforas criado
Metáfora na metáfora expiação de canto fado
Encanto dos cantos
.
Assim no texto como pretexto
Cavaleiro de galáxias imaginando
Criando historias
Nas brincadeiras, plasmando historias antigas
Novas também
Olhando Ariana estelar
Componho poema de sonhos e realidades formado

Pois isto de esperas, evoluções para acto civilizacional formar
Tentando com metáforas falar
Canto as façanhas
Do nada e do tudo
Metáfora da exploração contando pela criação da recriação
O que o aborrecimento despontou
Contando feitos nas galáxias, façanhas como outras e por tantos cantadas
Estas por mim esboçadas neste pretexto
De texto

Espero que os colegas de jogo se divirtam tanto como eu.

O texto final que sairá no blogue esse é ligeiramente diferente

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010


“O homem perante a morte”


Decidi abordar este tema por motivos de desabafo pessoal.
O título que da nome ao texto que escrevo é igual ao livro do Philip Arier, livre esse que li numas férias de verão e abordava a questão da morte e os seus rituais ao longo da história.
Ao escrever um texto tendo este titulo não pretendo fazer uma análise histórica da morte mas sim fazer um desabafo pessoal.
Devido a questões pessoais esta semana esse tema tornou-se particularmente presente pois desapareceu desta forma corpórea existencial a minha avó, uma das pessoas mais importantes da minha existência.
Para ser sincero experiencia fúnebres tenho-as poucas (a meu ver muitas), de ordem famílias e dos parentes mais próximos lembro-me ir ao funeral de três pessoas e de pessoas não tão próximas de cinco.
Há muitos anos ainda criança começava a descortinar a existência depressa soube o que era a morte ai não fui a funerais mas os corpos esses mortos estavam caídos nos chão vitimas de soquetes ou de tiroteios era a guerra. Depois o funeral do meu visa avô, funeral este que foi proibido as crianças de casa participar.
Anos mais tarde estava eu já no serviço militar numa manha vestido com a farda de educação física no meio de um pelotão que ia fazer exercício físico é-me dada a notícia do seu falecimento, noticia que foi uma surpresa pois ninguém espera acho eu por notícias destas, mas colheu tão de surpresa alem de ficar incrédulo pensava que era um esquema psicológico para me testar e só reconheci o facto depois de ter falado telefonicamente com a minha mãe e confirmar a noticia.
Mas ultimamente mais uma vez essa noticia foi-me dada, noticias dessas sempre são uma surpresa, por mais que sabemos que essa noticia estar para breve, quando chega nunca acreditemos nela.
Mas o que me leva a escrever, não é falar aqui há cerca do vazio que provoca uma perda mas sobre o conceito da forma de morrer.
A minha avo já de longa idade tinha vários problemas por motivo da idade, e ultimamente já estava acamada, para ser sincero, nos dois últimos dias a minha presença essa foi pouca ao seu lado, mas sempre tentei estar o mais próximo possível, mas não estive ao seu lado pois devido a um problema de saúde (cólica renal) que é presente já desde o ano de 89, me obrigou mais uma vês visitar o hospital passar ai a noite e a manha. Regressado a casa e devido ao tratamento cansado fui para o meu quarto descansar e no dia seguinte quando acordei foi-me dada a noticia que a minha avo tinha sido ingressada no hospital pois tinha piorado, achei estranho, mas foi-me logo dito que ela já fora praticamente morta pois a minha mãe falara com o medico e segundo parece agora as pessoas têem que dar o seu ultimo respiro “sufla vita” num hospital pois é a forma digna de se morrer.
Acontecimento estranho aos meus ouvidos essa de uma morte digna ser num hospital, que evolução mais fria penso eu sobre este motivo, pois na própria história já quando o ente querido esta nos seus últimos momentos, é o momento em que a família porcina se reúne e fica o mais próximo possível do seu ente querido.
Aqui a situação do meu ponto de vista foi estranha pois eu nem sequer fui chamado para ver a minha avó, e foi-me dada a desculpa da morte digna hospitalar.
Alem de estar sempre a telefonar para o hospital, esse instante em que os familiares mais próximos ficam ao lado nos foi negado.
Ai apesar da dor lembrei-me deste livro e das formas de perspectivar a morte num contexto histórico. Integrada uma história de visão social pos movimento anales onde tenta olhar e posicionar o homem no contexto existencial da sua existência.
O mais estanho é que ao analisarmos épocas e o olhar para esta contemporaneidade que a todos nos liga vemos que o lado humano cada vez mais esta descaracterizado. Neste sentido não me admiro de ser tema recorrente dos noticiários essa descaracterização familiar, pois o próprio conceito de família parece ter evoluído para uma forma de frieza sentimental.
Se repararmos o próprio acto de envelhecer nunca foi bem visto, em sertãs sociedades um velho é uma biblioteca ou uma pessoa que guarda com ele uma experiencia existencial, hoje em dia o ser humano velho é visto como algo a abater, se repararmos vivemos sobe o desígnio do narciso, ninguém gosta de assumir as rugas, ninguém gosta de assumir que anos tem.
Mas já nos desviamos do conceito de morte, pois nunca senti esse sentido tão estranho, estranho pela frieza sentimental e pela forma de como esta morte em particular foi tratada com os familiares, a mim foi-me negado estar esses ultumos instantes com a pessoa mais importante, os hospitais estão distantes (neste momento estou numa aldeia em trás os montes), mas dando forma ao sentimento essa pessoa esteve sempre ao meu lado.
Se vivêssemos noutra sociedade isso seria encarado como algo terrível pois o ritual de libertação da alma fora negado, esse martelo da libertação fora negado há alma para a sua forma libertária dos ciclos.
Mas vivemos sobre outros auspícios ou outros credos a morte tem uma nova forma de ser encarada mesmo o próprio ritual de libertação da alma.
Para muitos católicos o que estou a escrever pode ser visto como uma autentica aberração, mas uma coisa é sertã o conceito de alma e espírito é transversal a todos ritual e a toda a sociedade. Deste o primitivo mais remoto na selva ate há selva de cimento novo conceito de selva e de espaço nova forma de vivência social, trouxe consigo uma nova forma de se olhar para o rito fúnebre de libertação de forma diferente.
Se repararmos hoje em dia ate o acto de morrer é uma espécie de negocio onde a própria perspectiva de sagrado bem como de ritual esta completamente esvanecido.
Se o ritual da significado há vida é são os rituais que marcam a existência vivemos cheios de rituais mas ao mesmo tempo vivemos numa época de dessacralização da própria ritualidade.
Se os actos iniciáticos sempre pontilharam a existência hoje em dia a opção que se possam tomar nas escolhas desses acostuma-se cada vez mais não uma opção mas uma imposição, do meu ponto de vista hoje quem controla os ritos iniciáticos impõe e não pergunta que desejas, tornando o ritual e quem participa nele uma mera experiência pavloviana onde todos por muito que queiramos somos experiencias realísticas.
Assim mais uma vez estamos na fase esperimentativa de novos rituais e novas formas de encararmos a vida e a morte. Onde nos podemos perguntar se integrado nesses rituais nos dão a oportunidade de escolha.
Do meu ponto de vista não, e segundo o meu ponto de vista o ritual e feito em proveito dos executantes e nem sequer é colocada ao participante a questão de opção.
E mesmo que este opte pelo contrário tudo é feito para que este não consiga levar a cabo o que pertende.

Podemos dizer que vivemos então numa retratística ditatorial.
Olhem eu para ser sincero o estar a velar a minha avó pareceu-me uma espécie de fuzilamento colectivo de unhas havidas por flagelar quem quer que fosse.
Pela primeira vez senti-me dentro de uma igreja como se estivesse num campo de concentração, sentimento estranho que ainda terei que reflectir melhor sobre ele pois foi das experiências mais chocantes que tive.
Alem do sentimento do vazio provocado pelo desaparecimento daquela forma corpórea. E da despedida de um invólucro.
Foi a visão de unhas querendo flagelar.
Eu neste, momentos isolo-me fecho-me, e não gosto de chorar em público, e as pessoas que amamos ficam eternas, vivem sempre nesse lugar chamada memória.
Mas acima de tudo acredito que o espírito é sempre eterno.
A minha avó fisicamente desapareceu, mas a mulher que é e admirei, fomos cúmplices em muitas coisas, e essa forma de ser e da sua existência que me fica na memória.
A oração segreta que me ensinou continua a ser a minha oração
Minha avó minha mãe.
É sempre eterna, pois é essa a memoria que vive em mim.
Não escrevo mais, a este respeito pois os sentimentos e essa memória só me diz respeito a mim e a ela.
Hoje ainda peço silêncio por favor
Que trago uma dor no peito.

Pedindo desculpas a quem já esta acostumado em ler a diário o não ter aparecido nos últimos dias novas entradas.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010


Cinema documental, audio-livro


Já à alguns dias que não coloco nada neste blogue, não por não ter nada por dizer mas por problemas pessoais. Hoje tinha intenções de colocar algo que estive a redigir ontem mas achei melhor coloca-lo amanha ou depois. Neste momento ando a visionar cinema documental, mas cinema documental que pertence mais há ficção que ao documentário, poderíamos antes dizer que se trata de sistemas ficcionais tratados sobre o formato de documentário para reestruturação de realidades ou de induções sobre a realidade. Mas sobre este tema acho o outro texto mais interessante pois é sobre este assunto.
Vivemos numa era em que a realidade esta a ser questionada, as notícias falam de realidades analisadas na perspectiva de quem as escreve, os programas desenvolvem assuntos que esta dentro de um programa onde a realidade e o conceito de ver o mundo ou como o apreendemos é a desse de construção. Podemos dizer que vivemos numa época de construção de realidades e manipulações de realidades.
E tudo serve para esse fim. Actualmente se havia uma divisão entre cinema documental e ficção ou ficção baseada em realidades neste momento o modelo de documentário é colocado em causa pois o guião é tratado como documentário criando no espectador a duvida sobre o que vê. Existem no mercado alguns filmes que descrevem bem esta perspectiva que as artes actuais tentam desenvolver a ficção desenvolvida num esquema documental para recriação indução sobre a realidade.
O modelo é interessante, pois cria no espectador o sentimento de dúvida sem este se dar conta que entrou num processo indutivo sobre a realidade e como ver a realidade.
Mas sobre este assunto acho que o outro texto que colocarei aqui esta bem mais interessante pois tento analisar filmes concretos que utilizam este esquema como forma indutiva.
Ontem vi “Inferno de Dante em animação, achei curioso pois desde que li o livro sempre me perguntei como seria o livro em filme, finalmente o filme em animação do tipo manga. Para ser sincero prefiro o livro, devo confessar que quando o li demorei mais tempo a desvendar os entrelinhas que o texto em si. E foram esses entrelinhas que me deram mais prazer pois vemos nelas a forma de como Dante vê uma cidade em que vive e os seus habitantes, como os julga e como vê a própria sociedade. Grande metáfora sobre como ver uma cidade e os seus habitantes. Quanto ao file esse se por um lado deu-me muito prazer ao ver pois animação é um género que gosto bastante por outro desiludiu-me pois sobre como Dante vê a sociedade da época temos muito, preocupando-se mais sobre a luta que Dante tem nos infernos. A própria estruturação dos infernos é bastante esquemática, havendo mais preocupação pelo sistema de luta que o desenvolvimento das ideias expressa no texto, perguntando-me como será a sequela pois ainda faltam duas cidades, purgatórias e paraíso para colocar em filme.
Mas ontem descobri algo que ainda não tinha utilizado o áudio-livro. E fiquei ate bastante contente com a experiencia.
Na minha infância, uma das lembranças que tenho guardadas de bom grado na memória eram as rádio novelas, que eram lidas ou áudio representadas transmitidas pela telefonia. Na minha casa telefonia ou rádio como se diz agora não havia, nas o meu vizinho esse tinha sempre a dela ligada, não perdendo estes áudio folhetins radiofónicos.
Lembro-me que saia da pequena escola primária, e sentava-me depois nas escadas da sua casa ou ia para a sua varanda onde era recebido sempre de bom grado para fazer os trabalhos de casa em especial de matemática que depois de feitos ele corrigia e se encontrasse algum erro explicava-me a forma correcta e qual foi o meu erro, isto tudo tendo o rádio e as novelas radiofónicas como pano de fundo.
Depois apareceu a televisão. E a televisão essa captava mais a atenção e a forma de estar e de fazer os trabalhos de casa foi alterado, continuava a fazer os trabalhos mas ai só depois de ver a bonecada.
Actualmente mal vejo televisão e para quem me conhece deve achar estranho. Mas sentia falta de um ruído de fundo. Ouvia música rádio, mas quando ia para a cama estava habituado a ter o ruído de fundo da televisão onde seguia determinados programas, e enquanto não adormecia ia ouvindo opiniões dos sujeitos convidados para esses programas. Mas como actualmente não ligava a televisão fazia-me falta aqueles debates, que para ser sincero tenho que dizer me tiravam mais o sono pois ficava a pensar em assuntos ali abordadas e adormecer adormecer ficava sempre para depois de desenvolver mentalmente as questões ali abordadas.
Mas ontem pela primeira vez tive a experiencia do áudio-livro, primeiro acho que estar a ouvir a leitura de um livro requer atenção, se nos primeiros cinco minutos pensei que boa ideia para quando se vai a conduzir o carro depressa me esqueci desta hipótese pois requer atenção.
No meu caso estou a desenvolver o meu inglês, dando-me conta que esta melhor do que pensava, pois ate entendo tudo, e quando surge alguma palavra que tenho dificuldade aponto e mentalmente vou fazendo a tradução em português. Hoje já trouxe o dicionário de inglês português para a cabeceira.
Não vou especificar o livro que estou a ler, limitei-me a escolher um da parca oferta que me dava a escolha opetando por um dos mais vendidos pela curiosidade. E ali estava eu na cama tentando dormir, anda apontei num papel duas palavras que não sabia o seu significado, e sei que adormeci no capítulo quatro ou cinco, quando as duas personagens trocavam opiniões sobre a iniciação para a introdução da personagem principal na família depois do casamento. Hoje o problema vai ser colocar a audição do texto onde o deixei ou onde eu o deixei entregando-me ao sono, pois quando acorde ainda estava a ser lido o texto.
E dei-me conta que adormeço mais depressa. Acho que encontrei o melhor sonífero para a dificuldade em adormecer.
Hoje o problema vai ser colocar o texto onde o deixei nessa bifurcação entre a audição e o sono. Mas como experiencia esta a ser interessante quando estava na cama lembrei-me da época em que na cama e por falta de livros infantis me Lião os lusíadas por falta de livros de histórias para adormecer.
Espero encontrar o “Orlando furioso” do Ariosto para futura audição. 
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