quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Lusitânia e o passado ( esquecime de colocar este parte do texto pertencente ao texto anterior)


O interessante é que os painéis de S. Vicente em relação a pontes, que tem como exemplo a ida para o Brasil não podemos esquecer que nos anos 50 essa ponte é feira rebatida e vai para o outro extremo África, ficando sempre a dúvida e ai o elemento da obra aberta, para que lado é feita a ponte. Nos noventa tentou-se a ponte que implica as reticências dos estrategas que ainda provoca a dúvida se foi ou não com Timor. Que ficou conhecida pela ponte palafita ou a fita teatral que vem por água abaixo naquilo que ficou entendido pela exposição das jóias portuguesas na Holanda, e o não comprimento desta pelo que aconteceu na exposição.
A ponte feita há americana tem as mesmas implicações de rebatimentos e rotações.
O rebatimento português para África foi podemos dizer a conspiração americana, pós grande guerra onde se discutia um território para os da diáspora a América numa troca de ideias diplomáticas tal obriga que um grupo de portugueses faça essa diáspora e tem de colonizar África e as colónias de Portugal em África, questionando mas afinal quem é o grande Ditador?
E vemos assim o ditador Salazar a enviar colonos para África nos anos 50 como consequência da imposição Americana, pois é a América que obriga a Portugal a ter a existência que tem.
Sentindo-se o grande ditador do pós guerra que obriga o pais que fica neutral e garante caso a coisa corresse mal a entrar em diáspora e a viver segundo a pobreza bíblica do antigo testamento servindo-se do livro de Rute como exemplo.
E como ficou conhecido este período no pais “a sardinha para três” e enviar as sardinhas em diáspora para África, e vemos assim o florescimento africano até há década de 60, 70, e aqui aplica-se quase a toda a África, vemos o florescer da costa africana atlântica bem como a do indico tendo Moçambique como percuto migratório da sardinha.
Esqueci-me de copiar esta parte do testo que termina o texto anterior para poder amanha elaborar um novo texto já desvinculado do texto associado aos painéis vicentinos, desculpem o lado metafórico mas as metáforas ainda são a melhor forma de comunicação.
Mas não excluo voltar aos painéis para falar, pois cada personagem é um personagem com a sua variação, como disso sendo da direita ou sendo da esquerda vai tudo dar ao mesmo é tudo igual. Não Traumatizados dentro de mecanismos, que raramente são paranóicos. 

Lusitânia e o passado, Resumo dos dois textos anteriores


Lusitânia e o passado

Resumo dos dois textos anteriores


Ao analisar a Lusitânia tendo os painéis de S. Vicente como base para falar da sociedade portuguesa e de forma muito resumida, ate este momento podemos chegar há seguinte conclusão.
Se até ao terramoto de Lisboa temos em vigor neste pais os painéis do lado do infante com as implicações que essa representação implica, (religião, expansão, Espanha ao trono de acordo com o numero três tábuas de painel três reis um nome, imposição no modos vivendo devido ao credo, onde o modo de vida português pode ser metaforicamente entendido como há maneira do mosteiro da Arrábida hoje fundação oriente que a seu devido momento escreverei sobre esta transformação do dito mosteiro passado para as mãos da fundação oriente e o adeus de Macau que implica o fim do império português e o fim dos painéis da implicação dos painéis na história do pais, mas se Portugal fez o mosteiro da Arrábida Espanha nesse período fez o mosteiro que fez transformando-se depois em símbolo de uma ditadura, podemos dizer que o fim da influência dos painéis de S. Vicente em Espanha implicam o fim da ditadura franquista, pois os painéis representam a noção de ibéria pois a jogada portuguesa é essa jangada de pedra que parece dividida mas esta unida. Queda de Espanha, a valsa ibérica).
Com o terramoto vemos a mudança de painéis, passamos do painel do infante para o outro painel, esse painel tem como consequência uma ligação com Inglaterra que sempre existiu mas vemos a Inglaterra transformar-se em império e com isso vemos o lado imperialista europeu com a consequência de Portugal e Espanha conservar os seus impérios na sua maioria mas não podem expandir-se, e temos como exemplo mais grotesco o que foi feito em África e a divisão desta pela Europa, e a negação da execução do mapa rosa que implicaria o regresso ao lado dos painéis do infante jogada que musicalmente ficou conhecida no Minho pelo vira  que do vira que vira nunca voltou durante esse período a virar, mas o outro lado tem momentos cruciais o terramoto como foi dito implica a mudança do lado dos painéis, por sua vês essa mudança tem momentos bem marcantes, se no painel do infante vemos Espanha a subir ao trono com os Filipes e o seu mundo mediterrâneo pois o império estende-se também no domínio de territórios europeus, que passaram a ser controlados por estes se Portugal no trono tornava esses países independentes com Espanha no trono esses países ficam a ser governados ou antes sobre o domínio da Espanha beata,  ou senhores do globo.
Mas falemos dos outros painéis há o terramoto, mudam os personagens mantêm-se a composição mas vai dar tudo praticamente no mesmo, em termos compósitos, isto é temos invasões francesas, temos uma concorrência entre França e Inglaterra, se Espanha fica francesa Portugal cantava o fado da resistência do não sejas francesa, olhando de novo para Espanha e cantando são caracóis são caracolitos, e abreviando a leitura dos painéis temos em oposição ao catolicismo as ideias liberais, o liberalismo, a loja passa a ter um peso na sociedade,  as simbologias passam a tem movas formas.
Se o painel do infante tem o barroco como representação máxima onde nos aparece a torre dos clérigos como maior expoente simbólico isto é a torre Eiffel feita pelo outro lado dos painéis, vemos que temos uma mudança de centralidade o Porto passa a ser central pois o mundo inscrevesse no corpos da cidade, quem gosta de urbanismo a planta da cidade é das plantas mais fascinantes que se possam estudar temos o corpos da cidade sempre em escanção, rebatendo-se, invertendo-se dará manter sempre a sua estrutura de corpo inicial, e uma cidade que a monumentalidade dos edifícios, que acompanham a tendência do corpos da planificação urbana, mas neste caso, rodado e com um cuidado tal pois mantendo sempre a forma do corpos inicial ao longo do seu desenvolvimento vemos que vamos andando de órgão para órgão ate chegarmos ao corpo actual que será mais um elemento do corpo da cidade sempre em expansão, mas o Porto é a cidade que serve de exemplo há outra metade dos painéis se chamada de santa Maria, ou a cidade da senhora da loja, se dita do bispo o bispo implica a peça anti peça do jogo de xadrez, se pretendente ao painel do infante o bispo no outro painel representa o poder da loja disfarçada de batina. Peça que so existe dentro do teatro e da teatralidade que a cidade do porto representa, o porto enquanto domínio ou sobe influência do painel do infante é cascata S. Joanina, pós terramoto vira o mercado da bolça olhando a sé, e tendo Cedofeita e a batalha como exemplos de formas de estar na vida, se as invasões francesas implicam outra forma de estar, as avenidas ou antes a praça da liberdade e o lado direito de quem sobe a rua dos Clérigos, e é notório na edificação o estilo francês que tem como exemplo máximo as ruas da galerias de Paris , isto é desenvolve-se o comercio há francesa apoiada em padrões, e se analisarmos a actualidade virou a zona de diversão da cidade há grande e há francesa mas usando o que é nacional para ter dividendos, isto é o liquido dos copos é português mas o lucro é rara a zona francesa, a ala esquerda continua a ser a portuguesa, a da arquitectura discreta e do fausto interior, sociedade que não gosta de dar nas vista que aparenta ser uma coisa e é outra tendo como exemplo máximo dos seus feitos a torre dos clérigos, obra magnifica desse barroco português e queda do pais.
Mas as invasões francesas deixaram na cidade outras coisas, se Paris, no seu melhor faz a torre Eiffel, que tem como consequência implicativa a torre dos clérigos e a passagem de testemunho, a torre dos clérigos passa o testemunho ao Brasil sempre apoiado pela França, como jogada magnifica, em troca de territórios domínios na América do sul,  e dá-se o testemunho para os estados unidos, e isso implica a elaboração de dias obra no velho e no novo mundo, pelo lado francês a estatua da liberdade e a loja ou a estrutura da loja francesa a dominar a politica e a estratégia, e Portugal faz o Cristo rei, bem como o Brasil.
Se repararmos bem nesta historia dos painéis, a queda da estatua da liberdade não se deu com as torres gemias, mas sim com o acidente da Leidy Diana que tem a replica da estatua da liberdade no túnel onde se da o acidente, e no acidente temos uma europeia e um árabe, a tentativa de um casamento a tentar apaziguar a panela de pressão do médio oriente, que ninguém via de bom grado a não ser o Zé Povinho. E como os senhores que gostam de ser vitimas só gostam de fazer as coisas há sua maneira pois são eles os senhores do destino temos as politicas americanas cada vez mais belicistas (a América sempre teve de ter um inimigo, e quando este deixa de existir, tem de ser inventado, e lá vem a guerra das estrelas ou os marcianos, ficando sempre os árabes como tábua de salvação barra o seu lado belicista) a América tem um período que deixa de ter inimigo por excelência e como no caso de todas as sociopatías acaba por ser ela o inimigo de si mesma torna-se extremista radical, manipuladora a nível de influências que tem como momento os atentados das torres gemias que simbolizavam a economia americana, de tão minada que esta a economia americana, que domina a especulação a seu favor, de tal forma que quando algo corre mal ela própria vê os seus castelos cair como castelos de cartas em que o sopro de ar são as suas politicas e os seus posicionamentos, menos mal que tem os árabes para criarem sempre esquemas para transforma-los nos maus das fitas na arte da representação da vã gloria. E assim a América que volta e meia se vai flagelando devido a sua forma de ser sociedade adolescente com atitude de adolescente que quando lhe corre mal a coisa vai cortar os braços para o quarto de banho como forma de vitimização não olhando para as consequências que isso implica e lá entramos no mundo da especulação e conspirações há americana a americana mas “ai, ai… sou tão vitima diz ela no seu sorriso hipócrita”, saímos das realidades para entrar nas realidades especulativas económicas, mas a realidade realidade nunca a vemos vivemos na grande metáfora da realidade que com a entrada do termo manipulação cada vez mais atem quem manipula vai tendo de tal forma a noção do todo que mais parece gosta de cataclismos. Esquecendo-se que a especulação esta a ser o grande inimigo da América e dos aliados.
Mas voltemos ao Portugal França no porto faz duas pontes a ponte sobre o douro e a norte a ponte de Viana.
E o que isso implica, a ponte do porto implica com o regresso do Brasil, a praça da Republica, e a construção da avenida da boa vista continuação da rua, encimada na praça pela embaixada ou antes a casa de França de um lado que foi bastião cultural de uma cidade quando esta olhava para a capital sentindo-se paisagem.
Mas chegamos há rotunda da Boavista e ai temos essa mão que volta a ser da cidade com a ajuda de Inglaterra, criando a avenida da boa vista até ao castelo do queijo, onde a proliferação arquitectónica e tal e de vários gostos que vemos o que os galegos chamam casa do brasileiro isto o pastiche.
Salvo excepções arquitectónicas individuais integradas no grande pastiche urbano que é a avenida símbolo da multicultaridade que tem como exemplo máximo o anel de noivado que é a casa da musica, integrada assim no corpos da cidade claro que o anel e a forma volumétrica do anel vais buscar linhas ao seu contorno que faz parte integrante da volumetria da mão mas esta mão sofre de um problema, isto é a cidade e a sua expansão, e se pensamos que casa fora de casa dependendo como se veija casa dentro de casa.
É que a arquitectura como arte de volumetrias as vezes o que aparenta ser de uma forma esta rebatido. Bem mudemos.
Temos assim o porto como exemplo da cidade do painel do outro painel com a ponte do Eiffel no Porto que consequência isso tem para o pais?
O púlpito da cidade do porto passa a ser as varandas da cidade ou as suas marchas liberais pela cidade exemplos da senhora republica, que ao passar a ponte a meio do percurso para chegar a Lisboa Rafael Bordalo Pinheiro, faz a revolta da quinta nas artes, pegando na democracia do artesanato e da arte popular, como discurso de um povo, que passa a ser o Zé, servindo-se de todo um imaginário popular bem como das histórias e desse povo que servem-se de uma linguagem de simbologia profana para reinventar a cerâmica e o artesanato português tendo o povo como elemento que se tem de ter em conta que não aparece nos painéis. Cria a peça acessível, na sua aquisição é a revolta da quinta tendo a cerâmica como linguagem.
A meu ver como forma de dar os painéis a leitura dentro de uma forma expositiva seria encher a sala onde os painéis são dados a ver para quem os visita e vai ver, com o chão cheio das peças do Rafael Bordalo Pinheiro com caminhos ou percursos para que o visitante possa deambular e ter varias perspectivas e leituras sobre a obra e temos assim o povo, na grande obra do enigma de um retábulo que condicionou o mundo. E pela primeira vez seria representado em frente do painel e com o painel o 25 de Abril.
Que já foi, que aparece de forma de tal forma discreto no painel que parece que la não está.
E seria uma nova forma de dar a ver Portugal na sua nova forma de esta.
O 25 de Abril implica de novo a vinda da família real para Portugal. Que estando no mundo português Salazarista so regressa com o fim da Ditadura.
O problema e que este regresso, implica a construção do futuro por alguém que teve uma educação para ser o mártir e é um inútil quando é a chave da mudança de paradigma.
Mudança que ainda se forçada a mudança a velha nova senhora rejuvenescida com botox, no jogo do vira o disco e toca o mesmo, e voltamos ao vira minhoto e a ponte de Viana.
Jogadas de rainhas Margot. Como lhe chamo que de loja liberal, liberal, quando lhe convêm conservadora com data de garantia que supera a data de qualquer lata de conservas, e neste momento a velha senhora anda com muita lata, querendo um vira latas ao lado parra assim se justificar.
Com isto não estou a por em causa o Eterno feminino, mas acho que a sombra deste eterno feminino onde a valquíria e um exemplo, acho que de tanto dar o grito de guerra esta valquíria esta a destoar  das outras valquírias não é Margot e valquíria mor? (lolol)
Amanha contínuo, pois acho que fiz um contraponto em desabafo. (lololol)

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Lusitânia e o passado (Continuação)



Lusitânia e o passado

(Continuação)


Antes de continuar convêm fazer uma retrospectiva sinóptica do que escrevi anteriormente.
Comecei por abordar o mundo Lusitano pelos painéis apoiando-me nos painéis para explicar as opções de um pais numa época, que se viveu nela digamos até ao terramoto de Lisboa.
Mas se olharmos os painéis, temos na historia da pintura um elemento inovador que ate há época poucas vezes ou nenhuma veio a ser posta em prática na pintura, ou seija poen- se em pratica o conceito espelho. os painéis na sua totalidade são três sendo os outros três o reflexo dos três painéis originais que nunca existiram, os três painéis da direita que são os da esquerda representam os três painéis centrais que nunca foram executados em espelho, por sua vez os painéis da esquerda são os da direita que são o reflexo esquerdo do painel central. O espelho aqui é o resultado da reflexos do todo dividido, o elemento espelho não entra na composição pois o execute tem como quem elabora a ideia da construção dos painéis (e devido a carga que o espelho tem na época como elemento que há sua volta desenvolve todo um conceito supersticioso pois o executante não pinta a imagem reflectida em espelho pinta o que é o resultado da reflexão, pois se o executante pinta o espelho ele aparece no espelho, e se se vir ao espelho enquanto executa a obra ele próprio é integrado no todo da obra, Velásquez ao pintar as meninas esta de costas ao espelho que reflecte o rei e a rainha no interior do palácio, quem esta no espelho que nunca esteve é a sociedade da época a sociedade que são a estrutura isto é na sua divisão é a sociedade que são os reis e as rainhas, por isso o próprio pintor está de costas para o espelho da composição, para estando dentro da composição esta fora dela faz parte da sociedade que olha por isso o elemento espelho só era usado dentro de um contexto individual, o artista ao usar o espelho por se ter reflectido faz parte da obra ficando la a sua marca apesar de ser temporária mas enquanto a execução ficou lá. A nível pesoal quando sei que há obras que tem espelhos e já calculo o contexto evito colocar-me em frente a elas mas coabito com vários espelhos no meu quotidiano, o espelho como matéria de produção artística é sempre o pau de dois bicos, e consoante o espelho e forma de utilização jogamos com leituras e diferentes). Assim os painéis são o resultado de uma sociedade que vive de costas voltada coabitando mas de costas voltadas com objectivos diferentes e só alguns personagens se olham entre si pois ai esta a chave no dialogo entre as partes.
Mas a realidade actual portuguesa não tem nada a ver com os painéis de S. Vicente, mas vem de outra construção artística bem mais elaborada. Podemos dizer que a influência dos pineis acabou no chamado terramoto de Lisboa, quando as realidades reflectidas estão descompensadas na sua totalidade.
Lisboa na época antes do terramoto assemelha-se muito ao Portugal entrado na comunidade europeia, numa abordagem económica.
A sociedade antes do terramoto reflecte apenas um lado dos painéis, a igreja nunca fora tão influente como na época tenta-se criar um concorrente cede lusitano ao papado de Roma pois sendo a Lusitânia o império as almas que governa é muito maior, por isso a sede da igreja em Portugal construída em Lisboa é esse altar do mundo português da época que cai com o terramoto, já podemos ver uma arqueologia de Fátima que desponta com o salazarismo.
Se antes do terramoto a grande obra era a grande igreja que estava em construção representando o lado imperialista Português, pôs terramoto e ainda com o absolutismo no poder temos sim as directrizes de Marques a imperar temporariamente mas tendo sempre a família real por perto.
A produção artística desta época tem como base dois três eixos, isto é três ideias, a económica, a arquitectónica encarregue pela reconstrução e mais tarde a da engenharia.
A economia que se vivia em Portugal era uma economia sustentada pelas economias externas, Portugal nem se limitava a olhar para o solo, que tinha sobre os pés, se entrava a matéria que fornecia as divisas há capital para se sustentar, Portugal era apenas o vendedor a granel, não se preocupava com a transformação das matérias-primas e na sua venda já manipulada, armazenava e vendia a granel.
Pos terramoto a realidade é diferente ainda sociedade imperial, mas sem tantas descargas nos portos, Portugal adopta o que fica conhecido por Proteccionismo, influencia inglesa, pois já estava a por em pratica, mas desenvolve um proteccionismo tendo como objectivo, quase exclusivamente a Inglaterra, a Inglaterra é quem adquire a produção portuguesa consequência do passado, e vemos assim pela primeira vez um pais a olhar para ele e a tentar-se conhecer, desde a sua formação nunca tinha olhado para ele apenas entrara num processo imperialista de expansão territorial. O país, vivia, digamos como o império romano as custas das ocupações.
O Portugal pós terramoto comessa a olhar para ele e a tentar-se conhecer, e como nunca se tinha olhado bem decide adaptar estratégias baseadas não em si e na sua realidade mas nos ditos aliados ou antes impostas por estes, reparem para bênção foi criada a industria do vidro e do cristal, implanta-se a produção têxtil baseada na lã descorando-se o linho e a fibra da canabis que eram centrais e bem mais importantes que a produção dos lanifícios.
A produção do vinho é delimitado tendo como regra base para a sua comercialização a incorporação do espírito do álcool na sua produção sendo assim a única alternativa para os vinhos portugueses e se esta pratica já era utilizada a nível restito, passa a ser generalizada, tendo como selo a casa real como garante e marca de produção. Mas ai Portugal cria a diferença, cria a linguagem das marcas, o mesmo vinho passa a ser feito de formas diferente, isto é há vinhos e vinhos sendo o expoente máximo o vintáge (acabando por vender depois a própria marca de exclusividade), relíquia guarda de e exportação a preços altos, onde o vinho d porto que tem mais saída é uma mistura de vinhos de diferentes idades trabalhado por enólogos.
A madeira começa a apostar também ela na produção do vinho da madeira mas baseada numa forma produtiva diferente, sem influencias de exigências inglesas, que concorre com o vinho  do porto, o mercado do vinho da madeira não tem como objectivo o mercado Português mas sim o império Inglês, se repararmos a constituição americana foi brindado com vinho da madeira, o vinho da madeira é o vinho especial do império inglês bem mais especial que o do porto.
O comercio entra num regime protecionista tentando produzir o que necessita para se financiar e voltar há tona, mas devido aos vícios do passado, o que entra no pais continua a ser muito mais como forma de manter uma sociedade a viver sobre modelos de fora não criando modelos e reformolando assim uma industria baseada nessas modelos, continua-se a importar tudo e a produção nacionão não consegue garantir o pagamento das importações.
O dinheiro que entrou no país antes do terramoto não gerou nada, apenas garantiu a mobilidade de uma sociedade que de tão dinâmica ficara refém do seu dinamismo e da sua mobilidade investiu-se no aparente apenas, na existência das vaidades e das parvoíces peneiras.
Pós terramoto a realidade é de tal forma diferente que afinal faltava tudo e sobravam igrejas, e palácios virados para dentro.
Pós terramoto nem igrejas nem palácios, e temos uma sociedade que se tenta por de pé, e ai experimenta-se algo de novo, pela primeira vez Portugal olha para o passado e adapta ideais dentro de uma ideologia que tenta esconder tendo a grade como base de criação e planificação indo beber ao passado egípcio bem como há segunda fase do mundo helénico e ai inicio expansivo romano.
A cidade nas encostas mantém o labirinto das suas ruas mas nas zonas mais planas ou que permitem uma planejem é utilizada a estrutura da grade da agricultura tendo o compasso e o fio-de-prumo bem de perto bem como as regras da esquadria baseado na grade agrícola doo nivelamento e na criação de rectas a unir pontos.
E sobe este esquema é traçado a nova cidade dialogando com a velha cidade, isto é o dialogo entre os vales terraplanados e as colinas guardiãs do labirinto.
E temos assim pós painéis a grande obra é a cidade é a planificação a criação de um novo corpus para a capital. Que tenta integrar o passado e o sonho ainda existente nas colinas, com os novos ideais tendo o sonho ou antes o do ideal do sono do passado que não soube ser governado por quem governava e não pelos que eram responsáveis pelo governo. A família real sempre foi refém dos interesses que governaram o país. Acusada de governar sem nunca ter tido o poder, pois os senhores absolutos eram os que viviam no fausto da sua vã glória do poder, e como sempre depois quem paga a fava foi sempre quem foi condenado a comer favas em vez dos que comiam os banquetes.
O terramoto o que trouxe que Portugal deixou de ser narciso imperialista (vivendo numa das formas sociais, narcisos perigosa), dando-se conta pela primeira vez desde a sua formação afinal o que era, uma capital com paisagem variando no território, cheia de nada, nunca se dera ao trabalho de olhar para a pesagem. A única paisagem que conhecia e que sempre conheceu foi a dos microcosmos que sempre explorou até a exaustão. (mas não vou agora falar nos jogos artísticos de macro e microcosmos e de interrelações e influencias pois foi o que sempre fez o macro a olhar o micro, reduzindo tudo a base de  um jogo tendo a indução Pavloviana como base ).
Actualmente passa-se o mesmo as capitais e as paisagens colocando-se auto-estradas na paisagem para se passar tão de presa para não se poder dar conta dela, mobilidade sim mas a pacar para se mover, não criando produção de riqueza entre vias de ligação. E mais uma vês vivemos no pais de os ver passar, e cada vez mais depressa, ficando os analistas a questionar-se que negocio eu posso arranjar pois nem param é só velos a passar miragem que nem trás nem leva mas tudo gosta de papar.
E  ca estamos mais uma vez ricos em comunicações, em vez dos cristais temos as energias renováveis, o vinho esse continua, a industria têxtil se fora mão de obra agora ate esta está a rasca a do calçado vigora mas baseada as exigências dos estrangeiros, questionando-se cada vez mais a capacidade e o arrojo lusitano.
O pais esta a ser garantido na vã existência agora na sua própria venda, venderam-se os anéis ao desbarato vendeu-se tudo, ficamos de tanga só para uns tirarem fotografias e viverem na vã gloria do “ai sou importante e poderoso”, e agora já que não há mais nada para vender, vamos como diz um amigo “dar cu”, nem que se reinvente uma Brites com muitos virgos postiços para quem já foi muito desflorado, e não a virgo que pegue na elasticidade das paredes.
E chegamos ao quadro artístico actual, mobilidade de os ver passar todos reis, todos nus, e todos a ter do cu dar. E viva, na fantasia momentânea do que estão a criar, tentando criar a ínclita geração, e devido a forma de ser, olhem que bela composição.
Por em prática a teoria das câmaras mas esqueceram-se de focar e a grande fotografia, de tal forma bem focada, que conheço fotografias desfocadas mais interessantes.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010


Lusitânia e o passado. Problemáticas linguísticas e metafóricas de um país.


Problemáticas linguísticas e metafóricas de um país.

Para quem no presente olha a realidade em que está inscrito, onde expressões que assumem questões centrais do vocabulário quotidiano como crise, deficit, desemprego, economia, expressões que são típicas de uma linguagem económica para descrever um pais, inscrevendo-se desta forma em todos as formas de expressão linguística onde o material que se utiliza para descrever a mensagem põe em pratica a adjectivação utilizada pela economia.
E damo-nos conta que neste momento a grande metáfora linguística é ditada pela economia, isto é a estruturação é dada através das metáforas económicas que por sua vês estrutura a realidade social a que nos inscrevemos.
Mas esta estruturação tem um passado, se repararmos a realidade portuguesa sempre foi assente em pilares muito bem balizados, temos a linguagem histórica que nos fala de um país onde nos são apontados só os lados positivos da nossa história. Onde os negativos (e a meu ver os mais interessantes em ser analisados) são escamoteados para que não nos possamos servir deles para repensar o passado.
Temos assim já dois pilares linguísticos o económico, o histórico, o religioso reformulado há Lusitânia paixão que se transforma na negação da base central do catolicismo que é a negação da paixão reformulando um altar do mundo quê é Fátima onde é colocado nesse altar uma visão oriental de existencialismo religioso esquecendo-se a tradição da morte e paixão do Cristo, afirmando ao Cristo a promessa que lhe sempre foi feita a morte, mas na visão oriental que põe em causa a minha própria frase transformando-a numa ironia. Onde as beatas tornam-se o centro de uma religiosidade metafórica linguística senhoras do culto professado.
E assim em jeito introdutório temos já três pilares, e o ultimo pilar, transforma-se no pilar mais bizarro há portuguesa tornando-se coluna barroca com todos os seus predicados onde concilia a politica e a falta de predicados expressivos para ser completado com os predicados metafóricos do mundo do futebol. Assim quando a politica não se consegue exprimir olha para o futebol e lá o utiliza como forma expressiva para se exprimir mas negando-o sempre.
Mas todos estes pilares servem de base, a novos sistemas que a sociedade moderna aplica a tv, torna-se a janela indiscreta de uma realidade onde se mistura tudo, falando de tudo, mas não falando nada aproximando a quem assiste a realidade, do nosso vizinho transformada na visão bufa e ajandrada ou aroupando uma realidade que esta Lusitânia tanto gosta.  
Mas olhemos para a história, se repararmos o grande arquivo histórico deste pais esta guardado na torre do tombo, base de toda a escola histórica documental deste pais (desculpem o exagero) ensinando-se nas nossas escolas a grande base da linguagem historia que coabita com nosco todos os dias que é a linguagem artística que vai estruturando a pesagem a que somos inscritos tanto através da arquitectura que reflecte mas , a historia da arte não é só a arquitectura, temos a pintura a escultura, a literatura, e a estas inscrevem-se outros tipos artísticos que sendo artísticos não entram na academia, como as artes que se envolvem linguagens artísticas que se servem da etnologia cultural para o desenvolvimento de peças que estruturam também elas o imaginário. Talvez mais influentes que as grandes artes pois entra mais directamente no modos de estar que as artes ditas eruditas.
Se neste momento a escolas ditas eruditas fazem a exortação do nascimento da realidade inscrita na teatralidade desse real, onde o que aparenta ser real aproxima ainda mais a realidade da própria realidade transformando o abstraccionismo uma expressão tão erudita que a realidade há maneira dos primitivos da fase de ouro são o melhor exemplo para o entendimento da realidade da época que ilustram.
E temos assim os painéis de s. Vicente como obra maior da arte portuguesa de uma época onde a chave se encontra no centro mas quem manipula a chave soa as extremidades. Não vou desenvolver a minha análise dos painéis nem de outros quadros desta época, que é talvez  o exemplo macinho  desse mundo lusitano e da sua representação e agora usando uma expressão religiosa, uma ultima ceia há portuguesa  onde o mundo português se inscreve nessa mesa bem dividida sendo o arrojo artístico (de quem encomendou e exigiu a execução desta obra e teve a ideia dela e não a do artista que a executam o grande artista da obra, pois é este que dita a revolução da visualização, se repararmos os paneis de são Vicente são de tal forma simbólicos e com uma carga simbólica tal que ao servirem-se de novos modelos para nos falarem de um dos temas centrais da arte do ocidente criando-se assim uma nova metáfora torna-se mais arrojado que a própria ceia do Leonardo, pois aqui tudo o que parce difícil é simples e o que parece o obvio entra na complexidade dos diálogos metafóricos compósitos do quadro como costumo dizer os painéis de são Vicente transformam o Leonardo num Leonardesco desculpem a linguagem e como caracteriza as grandes obras portuguesas o autora é desconhecido, o que não deixa de ser interessante pois para mim os quadros mais interessantes desta época guardados nos museus são sempre de anónimos ou nunca se sabe ao certo quem foi o seu executante, desvinculando-se dessa tradição simbólica, afasta-se mas serve-se dela para criar assim um código completamente novo para nos falar dessa adaptação da ceia há portuguesa, a grande mesa são todos os painéis onde se inscrevem os personagens, o mundo português e a sua complexidade, nesta composição tudo fala, desde os vincos que contam uma historia e nos remetem a ouro historia bem como a ordenação dos personagens que utilizam já a composição fotográfica do retrato e não da pintura da época, a própria divisão do retábulo que criando um todo visual cada retábulo conta uma historia que consoante a forma que se faça a leitura integra a história a ou desintegra a historia do contexto) o desvirtuamento da ideia da ceia do novo testamento, transformando assim toda a sociedade da época participantes dessa ceia, tendo bem claras as suas comparticipações sociais. Temos assim esse pequeno grande passo discreto que desvincula toda a simbologia religiosa para toda uma nova simbologia de uma época, que reflecte essa Seia há portuguesa nessa época, sendo o lado mais interessante de analisar associar quem é quem ou que grupo representa quem na simbologia do novo testamento, e fazer-se a sua leitura. E temos implícito num retábulo um conceito artístico que implicam dois conceitos, o de obra aberta e de obra fechada, se repararmos nos painéis temos também o conceito de câmara clara, e de câmara escura que foi posto em prática numa época, o dois em um tão típico português.
Se repararmos o lado religioso praticamente ocupam todos os painéis e quando não é o catolicismo que assume a toga é outra religião que se inscreve na estruturação dessa criação, se analisarmos bem os painéis a ideia de Fátima altar do mundo já la esta inscrita.
Mas se repararmos o lado educativo deste pais tem a arte e toda a sua extensão e complexidade como base estruturante do seu ensino, os estudantes de arte dominam na perfeição as simbologias, e todo o ensino artístico tem como base a linguagem como metáfora da realidade que nos da, a conhecer a realidade.
E se toda a arte se inscreve nas teogonias, directas ou indirectamente, o ensino das artes e das metáforas e bem como o domínio metafórico dessas realidades tanto na leitura como na criação são o mais interessante neste momento.
Para quem achava a internet como um canal para expor as suas ideias criando interligações para a discussão, depressa se decepcionou (e estou-a falar do que sinto a esse respeito) pois de tudo o que postava nem comentários tinha o que me levou a deixar de colocar o que penso a circular.
Mas neste momento este é o primeiro comentário que decidi reiniciar, pois já desisti falar de cinema e comentar o que se vai fazendo pois nunca tive nenhum comentário sobre a minhas opiniões negativo ou positivo.
Mas neste momento servindo-me do titulo Lusitânia e o passado tentarei abordar o problema metafórico da estruturação do imaginário do português, tendo esta introdução como uma introdução ao texto que se segue sobre relações internas e externas, tanto económicas como culturais,  servindo-me da linguagem como forma compósita para falar do passado do presente e do futuro.

Ainda não vi a curta metragem do senhor Manuel de Oliveira sobre os painéis de são Vicente, mas acho que deve ser a curta metragem mais condensada da historia do cinema devido ha problemática de analise que os painéis de S. Vicente levantam tendo de cultura portuguesa como de recriação simbólica implícita e explicita, bem como a união de todo um grupo de excreção artistica que vai dar lugar a criação dos painéis e tem sempre a sua continuidade a partir do momento que nos apropriamos dos painéis pare recriar os painéis dentro das suas problemáticas metafóricas ou fora delas.
acho que a forma mais interessam para que um grupo social  comprienda os paineis seria falar destes numa linguagem fetubulistica de tatica de jogo.
quem rematou há baliza, em que painel, quem é o ronaldo e o mourinho, onde esta a virgem de farima como se destribuem os pastorinhos, e onde se posicionam no campo sendo o campo de fortebol a mesa da ceia.
lolol desculpem mas no outro dia estive assim a fazer o relato do quadro na cabeça, pois o problema é que neste pais só se entende as coisas se for dita em relato de futebol.

sábado, 3 de julho de 2010

Metafisicas de recreio


Numa sociedade que se questiona constantemente, onde tudo tem que ter um lugar ou uma profissão, nunca achei tão pertinente a pergunta lançada por um colega quando no meio de uma discussão se interrogava e interrogava quem com ele estava “mas afinal qual é  a profição de deus?”
Ao ouvir esta pergunta para ser sincero esbocei um sorriso, e fiquei a espera de ouvir as respostas, um disse pela bíblia deve ser escultor, pois moldou o mundo, o outro disse que seria um arquitecto pois com ele criou a geometria dos volumes e a linguagem do espaço, outro que era engenheiro pois teve a necessidade de criarem engenhos para facilitar a existência, mas os seus executantes nunca seguem os seus planos fazendo o contrário e assim só dificultam a existência,  e lembro-me que a existência de dizer deus só  existe enquanto existirem silogismos do real e de comportamento no real.
O engraçado é que eu acho que não é nada disso para mim deus e simplesmente curioso curioso pela realidade onde este integrado tentando descobrir erros dessa realidade na que devido há sua existência põem em causa o real pois ele por existir é o construtor do mesmo real fomentando todas as artes, as artes só existem se existir uma ideia de constrição de real.
Logo um colega me disse que não, que tem que ter uma profissão, e eu respondei que não a profição de deus é questionar-se enquanto existecomo existir nos silogismos, so existem artistas se deus se questiona sobre as forma de expreção sobre o real, so existe a arquitectura quando se questiona o espaço como elemento silogístico do real, e quem tem as profições costumam ser os outros, como os duentes, que constroem a realidade consoante o silogismo em que deus se integra, escultor arquitecto engenheiro, tudo isto se inscreve em mecanisnos de constrição do real.
E no jogo das linguagens cada um lança mão a linguagem dentro da profissão, o engenheiro insgreve-se nas matemáticas onde geometria matemática e produção de mecanismos cria participa na construção da realidade, para mim deus não é nada disso deus simplesmente põem em causa a realidade através de diferentes formas linguísticas que tenta abordar para se exprimir, mas muitas das vezes o grande papel de deus é que deus é o pretexto para haver a ideia sobre algo.
Entendo perfeitamente que se deseje um deus engenheiro se possível que domine arduer e softuer bem como linguagem informática pois o futuro desejado é tecnológico onde a natureza vai ser posta em causa, mas para mim inscrever deus numa mera canalização profissional é limitar a sua abrangência, deus tem de ter a necessidade de tentar entendera as vária formas linguísticas, é a linguagem que constroem a realidade depois de se abordar este questionamento do real e as suas variações é que se começa a construir o real e ai a execução do futuro não é so de engenharia, o futuro diz respeito a todos que se inscrevem nesse futuro. Nisto tudo, deus é o pretexto para haver real seja ela qual for, pois a base é sempre a mesma a arte da linguagem para a construção do real, nas suas mais diversas formas de se exprimir.
Pretender um deus limitado ou de visão canalizada onde a sua curiosidade se inscreve unicamente num mecanismo da mecânica, acho mais interessante ser físico é matemático, pois domina a essência das bases linguísticas da mecânica, isto é domina a compreensão das engenharias, e para se entender mecânica só se tem que entender mecanismos e inter-relações e funcionamentos, sendo a física como elemento linguístico bem mais interessante que a engenharia pois partimos da suposição e questionamento do abstracto ai tudo é mecânica, através da mecânica física das relações dos corpos, para depois se tentar chegar a realidade da criação dos corpos, pondo em prática abstracções através de mecanismos.
Mas depois parei olhei-os e disse olhem deus deus não tem profissão concreta, deus tenta existir e ao tentar existir catapulta tudo, se cada um tem um fragmento dele ele ao questionar vai provocar que a pessoa que tem aquele fragmento se questione também sobre o que se questiona deus, e é esta relação que parece incompreensível que faz com que tudo se transforme num mecanismo pois a existência de deus se inscreve ela própria num mecanismo, e no fundo para existir real deus não pode dominar mecanismos pois é a sua existência que faz com que os mecanismos se criem, são as suas preocupações que estruturas assim a realidade.
Nesse instante olhara-me disseram mas afinal que faz ele questionou-me um colega, e ai disse, sei lá, mas quando for apresentado a ele esta certo que lhe faço a tua pergunta entre umas tantas perguntas que imperativamente terei de fazer mas essa é uma conversa que se um dia e acontecer terei de ter, olha e sobre o que faz continuei, deve tentar existir como todos, se deixarem. E olhando para o relógio vi que estava na hora de ir comer. E já eu caminhava para a cantina virei-me para trás e disse sabes deus são todos e ao serem todos não existe, deus por ser deus não tem direito de o ser, deus acho que são os carrascos de um deus que não é 

Sobre fotografia


Desde pequeno que fotografia e maquina fotográfica povoaram a minha curiosidade, se por um lado a fotografia revelada em papel e nos é dada a ver como registo de um momento, prende o olhar para descortinar o que se nos é dado a ver fazendo a sua leitura.
Nas minhas memórias mais remotas lembro-me da fotografia como testemunho de momentos onde a família ou determinados momentos são registados como testemunha de um tempo e de um espaço. Acho que para a época em que vivemos quase todos temos fotografias da infância onde os pais registrão a evolução e através desse registo fazer as suas leituras desses momentos.
Podemos incluso dizer que a fotografia transformou-se no registo visual de momentos onde esse momento se nos é apresentado para ser lido, o momento que entra no álbum e começamos assim a catalogar momentos onde existência e realidade onde estou inscrito comessa a ser catalogadas, amigas, por vezes registando actos ou momentos que devido ao nosso devir existencial não nos damos conta, e temos aquele registo, no álbum que cataloga comentos da descoberta com uma máquina fotográfica a tiracol.
Mas se a máquina evoluiu o próprio conceito de fotografia evoluiu. Vivemos numa época que a máquina fotográfica se inscreve entre os objectos que praticamente todos tem, unas mais profissionais outros mais amadores ou incluso de tal forma imprescindível pois somos uma sociedade produtora de imagens, recriamos a imagem da natureza, ocupamos espaço com, criando imagens, e temos uma necessidade de registo de imagens, a maquina fotográfica associa-se assim aos aparelhos de comunicação e serve ela própria de comunicação entre indivíduos quando partilhamos as imagens que registarmos.
Mas hoje em dia a fotografia vai mais alem o registo do momento, se muitas vezes, quem prime o Butão utiliza todos os esquema de composição da pintura, onde a maquina se inscreve no novo pincel onde a luz é a tinta que grava que traça que reflecte a realidade, noutros tornasse o terreno de exploração do experimentalismo.
Mas a fotografia devido ao seu interesse olho curioso de captar e prender, foi subdividindo-se por interesses quanto a temática que capta, e assim vemos essa captar comum devido a forma de registo mas subdividir-se quanto ao tema e ao interesse,
Na ma minha infância a fotografia era esse registro infantil dos momentos familiares odo que achava que parecia interessante para merecer esse clique para o captar, transformando-se assim a primeira maquina fotográfica ela própria objecto de brincadeira que so depois de revelado temos a curiosidade de ver o que lá esta. E já nesta época de descoberta e experimentação parece que ao nos colocarmos por detrás da máquina fotográfica, começamos a subdividir interesses para serem captados, e a máquina começa a fazer parte das viagens, dos passeios das festas, como elemento que ira perpetuar um momento.
Depois para quem mantém essa curiosidade e não a perde la vem o primeiro manual de fotografia onde tentamos aprisionar já não no patamar da brincadeira e no disparara a maquina por disparar, mas tentamos compreender a maquina, compreender os jogos de velocidade de aberturas do diafragma, (para ser sincero eu o manual só o conheci muitos anos depois quando fiz um curso de fotografia e revelação) mas tive outros manuais, explico-me cada vez que saia da aldeia comprava revistas onde a Photo se inscrevia como objecto que na minha inconsciência curiosa la me ia educando, e descobres assim nomes ligados há fotografia, descobres que existe uma profissão de fotografo que vai para alem do senhor que faz fotografias para as matriculas escolares ou para os documentos de identificação, descobres que tudo se quer dar a fotografar tudo se quer inscrever num registo como testemunho do momento, pela “Photo” (do meu ponto de vista uma das mais interessantes revistas sobre fotografia) descobres que existe jornalismo fotográfico, testemunho, denuncia, mas acima de tudo de registo, descobres que aa própria fotografia manipula segundo quem a afaz a forma de pensar de quem vê, e que todos os registos devem ser questionados, perguntando onde esta a realidade ou a sua construção, depois deste conta que existem tendências, e aqui sim a fotografia para alem de um clique de momento entra num patamar mais complexo, se a fotografia registra o real, e ao associar. Se há moda registando os modelos com que nos iremos vestir, a moda trás para a fotografia o que poderemos designar como o registo segundo a tendência em vigor. E assim as composições do inicio da fotografia muito parecido com o retrato pictórico quanto a pose dos indivíduos bem como aos objectos que ajudam na composição que iram aportar elementos de leitura sobre quem se é dado a retratar, é introduzida o elemento tendência, e vemos assim surgir a fotografia do capitar segundo uma tendência uma opção padrão, a construção de uma produção segundo poderemos dizer “moda” de padronização e pacificação, vemos assim aparecer a fotografia como o elemento ideal de publicidade de padronizações de personalidade. E se repararmos as produções de moda reflectem essas tendências. A fotografia como linguagem criadora de mentalidades e manipuladora de personalidades, assim as produções, mesmo captando a vida quotidiana já não é o quotidiano que capta não é aquele instante que capta, te a necessidade de maquilhagem tem a necessidade ou de esconder ou de realçar, com o photoshop e na era do digital a fotografia distancia-se do momento testemunha para ser o momento que há que manipular, a realidade é questionada, e o próprio conceito de real é posto em causa a ideia de belo ou de padrão de belo, bem como de alcançar nunca foi tão utópico, as adolescentes que olha para os seus ídolos são constantemente enganadas, bem toda a idolatria é um engano, servindo-se de um padrão que não reflecte a realidade mas tenta construir uma realidade segundo um padrão. O que se torna interessante pois nestes processos construtivos desvinculamo-nos da realidade pela imagem que tenta transmitir o real, a manipulação da imagem que nos oferece e patronímica a forma de ver a realidade. Se a maquilhagem tem como objectivo tornar a pessoa mais bela prendendo o feio dentro dessa pessoa, a manipulação fotográfica quase que segue a mesma via, mas inversa, maquilha a realidade faz realçar a tendência que se pretende para o observador se desprenda do que não pertence há tendência moda.
Se por um lado a fotografia é o elemento que melhor manipula mentalidades através da manipulação do real, esta sempre a criar tendência de realidade e de mora, ditaduras para comportamentos e formas de estar. Se repararem as grandes armas de todos os regimes políticos foi a imagem bem coma a manipulação dessa imagem para construir mentalidades formas de estar e de comportamento.
Digamos que a fotografia ligada com a publicidade coma a grande escola de construção de mentalidades de maças pois o publico alvo é o mais abrangente.
Mesmo os casos de denúncia de realidade se inscrevem numa forma de construção de realidade, onde o real digamos que nunca aparece o que aparece é sempre o olhar linguístico de quem faz a fotografia da realidade, hoje em dia poucos são os casos de fotógrafos que se inscrevem na fotografia do real nu e cru, essas fotos da realidade hoje em dia são mal-entendidas quem as vê tem sempre a ideia de que falta algo na imagem ou que a imagem não esta completa, e do meu ponto de vista essas atitudes são as mais interessantes de analisar pois damo-nos forma de como quem comenta a foto tem a realidade maquilhada na sua construção de real.
E as fotos do real são sa mais difíceis, no outro dia um sujeito dizia-me que as fotos de guerra são as mais reais que possamos ver, do meu ponto de vista as fotos de guerra são as que mais manipulam a realidade, pois por muito independente que queira ser o fotografo nunca capta a realidade capta sim o seu objectivo ou a sua ideia do que nos quer dar dessa realidade.
Nos anos em que a sida apareceu a doença entra ela própria como forma de tendência, isto é a realidade de uma doença que se transforma em tendência moda em grande escala, a moda utiliza a doença como elemento de padronização e construção de mentalidades, quanto mais fotografias de sida havia mais construída era a realidade sobre a sida ate que a doença depois de se tornar credível se inscreve na realidade no consciente, e depois de estar inscrito no consciente tudo é possível, passa a existir.
Acho que seria interessante como tendência a descaracterização na fotografia, acho que o interessante como tendência fotográfica e usar os mecanismos da própria fotografia para se subverter o que de mal se fez com algumas tendências, isto é a tendência é a anti-tendência que apaga uma tendência construtiva errónea. Por exemplo a anti tendência para as fotos de Sida era falar-se da cura da sida, e assim em vez de darmos lugar ao surgir de uma doença damos lugar ao não existir de uma doença,  e a não vitimização e descriminação dos seres.
Acho que as grandes tendências da fotografia do futuro serem a antecedência para se corrigirem erros tendenciosos na subversão da realidade bem como na construção desta,
A fotografia despojar-se do cenário, a fotografia como denúncia da maquilhagem tendenciosa, a fotografia pela primeira vez procurar a realidade desconstruindo as irrealidades tornadas reais que ela própria criou sobre o real. A crua realidade como tendência sem maquilhagem.
Mas depois entramos numa outra discussão sobre construções de realidades e problematizações da realidade, tirar maquilhagem para depois se questionar a maquilhagem, esse questionar o sistema educativo pela imagem e assim perspectivar aberturas de futuro na realidade que sempre queremos ver maquilhada.

Texto para uma ilustração em construção

Depois de ler um conto, tentar ilustrar esse conto, olhar para o texto e antes mesmo de pensar na forma que vou dar aos personagens ver as cores implícitas e explicitas que estão em cada página.
Mas depois deste primeira abordagem a cor, peguei em marcadores com varias cores e depois de assinalar no canto de cada pajina a cor que melhor caracteriza essa pagina decidi analisar as cores das palavras, e tendo em conta a anotação cromática que fiz no canto de cada pagina estabelecer uma relação de cores de cada palavra em relação a cor predominante da pagina para cada palavra irei anotar a cor que me sugere tendo em conta a cor do todo da pagina bem como as cores que antecedem cada palavra. Depois de ter a página completamente colorida dou-me conta que já encontrei as cores, para ilustrar a página, e a quantidade que estas têm em função ao todo.
Ao terminar este processo dei-me conta que ilustrei aromaticamente cada página e cada palavra, criando composições abstractas em todas as folhas da história.
Depois de fazer a análise cromática de toda a história vou analisar o ritmo Ada historia tentar encontrar a linha bem como a expressividade, depois de ler a história em voz alta dou-me conta que a história tem um ritmo, olho para os lápis e segundo o grau de dureza que me segure a história escolho o lápis que melhor traduzem o peso daquelas palavras, depois de achar o lais que melhor transmitem o primeiro paragrafo, leio o paragrafo e com o lápis vou traçando o ritmo dessas palavras ondulante linear interrompido pois tive que respirar, agitado, e numa folha vou encontrando assim o ritmo de cada frase dou-me conta que ao terminar cada pagina tenho uma espécie de anotação rítmica, uma partitura com o meu vocabulário pessoal para fazer anotações desse ritmo, e neste instante penso, que pena não conhecer a musica, que pena não saber composição, pois podia fazer as anotações segundo a linguagem musical e aqui entrava já noutro tipo de composição pois já tenho a composição cromática feita e se cada cor, sube-cor cada espaço em branco cada espaço em negro for associados a uma nota, praticamente já tenho a musica feita da história faz-lhe falta o ritmo, o tempo sonora de cada nota de cada tom e como essas anotações já foram feitas então basta descobrir com as ajudas das anotações rítmicas o seus tempos e depois era só coloca-las numa partitura, e depois era so encontrar as harmonias entre o todo, mas já estou a entrar num campo completamente desconhecido, acho melhor voltar para o meu exercício de imposição de ilustração para ocupar esta tarde quente.
Olhando para as anotações rítmicas de cada pagina, tentarei criar um fundo ao meu gosto que melhor expresse esse fundo, mas aqui e neste momento acho interessante pôr-me a pensar na analise formal da ilustração se quero que esta seja mais fantasiosa ou mais realista abstracta, então, se abordar por ser realista o fundo da realidade que vou construir terá de ter o ritmo aqui as arvores com os seus ramos ondulantes ao vento e nessa dar corpo há arvore vou tentar criar esse movimento a linha do caminho com o ritmo sugerido pelo texto aqui ondulante alem mais recto as linhas dos montes e a sua ondulação transmitidas pelo ritmo, mas neste ponto dou-me conta que a imagem não é realista embora tenha desenhado uma arvore e a identifique como uma arvore esta arvore não é real a ondulação bem como a cor é uma procura minha para chegar a ela e dar-lhe forma, aquela arvore não existe só existe naquela folha de papel porque me foi sugerida pelo texto que estou a tentar ilustrar, nem aquele caminho é real aquele caminho não existe aquele caminho só existe dentro daquela folha e dentro da minha imaginação bem como do processo para chegar a ele.
Mas agora entro num processo mais difícil o texto fala-me de personagens, por vezes dá-me características que define noutras apenas os nomes ou que passa ao longe enquanto o personagem segue o seu caminho. Como criar personagens como criar um corpo, e aqui vou criar seres para darem corpo há minha historia, e aqui posso enveredar por vários caminhos ou decido fazer as personagens de acordo com a realidade que estou a criar, 
Neste sentido ao terminar de ler a historia a própria historia dá-me apontamentos das características do personagens que tem a historia, mas posso envergar pelo caminho oposto e os personagens serem contrários há historia os altos são pequenos, ou só são altos porque tem andas que revelo so depois da historia terminar prolongando a história como se fosse um aparte da ilustração, mas posso ir em oposição há história se cada folha tem uma cor quais as cores dos das palavras que caracterizam os personagens assim a routa dos personagens pode ter essas corres, mas o texto fala-me de acção “ele corria”, “fugira”,, “vai atrás das raparigas” mas será que tenho que desenhar um personagem a correr ou simplesmente traçar na ilustração o percurso, ou o ritmo do percurso, e aqui tenho varias hipóteses que podem dar origem a várias variantes, mas levo uma pagina que só fala do personagem a correr ao longo de um caminho, posso simplesmente por os pés dele em grande plano e nesse pormenor falar do todo do texto, ou simplesmente concentrar-me nos sapatos e no verniz dos seus sapatos novos reflectir toda a paisagem do seu caminho, ou simplesmente pegar num boneco que tenho e usar os pés do boneco para fazer de carimbo e assim carimbar na paisagem que pintei de fundo o percurso do personagem, variações as mil variações que um texto tem de se interpretar, e agora tenho para uma pagina já algumas ilustrações sobre a mesma pagina, variações dentro do mesmo texto que pode ser visualizado e ser dado a ver segundo a minha forma de me apropriar do texto.
Mas devo concentrar nos personagens, as caras redondinhas sempre parecem simpáticas, bocas grandes sempre dão um ar de comicidade boquinhas pequenas provocam curiosidade, olhos grandes, e os olhos são muito importante para a criação dos personagens, e começo a lembrar que ultimamente a ilustração os personagens tem olhos exageradamente grandes, e passaram-me agora imensas personagens da Manga, mas a manga é um caso há parte acho que reflecte o oposto de uma sociedade pois como tem os olhos em bico o desejo é ter os olhos redondos, aqui há uns anos falava-se das operações que as orientais faziam aos olhos para tornar os olhos mais atraentes aos seus maridos mas isso é ilustrar para dar a ver ao outro, ilustrar o meu eu mais intimo através das operações plásticas. E neste momento, começo a pensar na cirurgia plástica como uma forma de me ilustrar e tornar mais apetecível aos outros, eu que não aceito o meu eu que me vejo diferente e quero pertencer a um protótipo a um padrão para me tornar mais apetecível aos olhos dos outros a ilustração num outo patamar no patamar da metamorfose pelo bisturi, os protótipos da beleza padronizadas perseguidos pela cirurgia, e neste momento aqui sim ponho em causa ate que ponto estas intervenções alteram as personalidades de quem sofre tais intervenções ou será que entram em esquemas de padrões de comportamento como os padrões de beleza, sei la já estou a divagar em fuga da ilustração da historia que me propus ilustrar, mas esta da cirurgia metamorfose e padrões tem pano para mangas, podem ser criados monstros ou não, mas depois de uma metamorfose sempre sai algo e a fase anterior fica no passado.
Mas acho melhor concentrar nos personagens, concentrar na obtenção de bonecos engraçados para dar lugar a personagens interessantes, mas o miúdo da minha historia é inquieto intrépido, mas tem a cara arredondada e boca grande tenho que criar uma harmonia de um corpo franzino e de uma cara arredondado, começo a fazer esboços de caras bem como de expressões depois das várias caras e dos vários esboços escolhi o que para mim é a mais divertida, e acho que irá ser melhor, melhor aceite mas aqui acho melhor não pensar assim pois neste momento é sempre a minha opinião que se impõe, mas depois de escolhido como ira ser o personagem tenho outro problema, continuo a utilizar a mesma linguagem, que tenho mantido na ilustração ou os personagens podem ter outra linguagem para lhes dar forma e os integrar na ilustração, e neste momento começo a fazer variações sobre o personagem, posso em vez de usar o desenho, começar a costurara a roupa e assim jogar com a tridimensionalidade, dos fundos do caninho, do arvoredo, também posso modela-los em plasticina e integra-lo nos desenhos, ou simplesmente, recortar o lixo que posso aproveitar e assim, sim vai ser assim o personagem, já sei pelo esboço como quero que fique o personagem é o seu desenho em grafite, agora vou ter de dar-lhe uma nova roupagem criar uma outra relação entre o personagem os fundos e a história, e assim tento entrar mais profundamente na história, posso criar relações s de interpretação neste momento entre criação e leitura, e na minha história se usar o lixo, acho que vou dar uma mais-valia ao meu personagem, e assim reutilizo materiais e ate me fica mais barato todo o processo de ilustração quanto aos materiais. Mas aqui começo pela ilustração e reinventar a historio que li em texto, mas posso brincar com isto tudo, brincar com todo o processo que estou a ter em ilustrar a história, o miúdo foge de casa dos pais foge ne aqui vou usar os boneco que desenhei em grafite ao longo da fuga e nas suas aventura o boneco vai arroubando-se e vai vestindo-se dos detritos do licho o caminho dá-lhe corpo, e no fim regressa a casa do pai, e aqui o despido e vestido com os tecidos que recortei antes de chegar ao lixo, mas aqui já estou a dar um ponto de vista uma forma de eu entender o texto e nesta forma de descoberta em ilustrar aproveitar tudo para ilustrar o texto e a própria ilustração alem de reflectir o texto dar uma mais-valia ao texto.

Variações fugas, na elaboração artistica

Das actividades que mais gostava quando vivia nos meios urbanos era visitar museus galerias, observar o que se produzia bem como a criatividade tentar entender a linguagem do autor bem como as possíveis respostas ao que via.
Neste momento achei algumas reproduções de quadros famosos, a alguns anos uma das correntes vanguardistas tinha como base de produção o museu imaginado, onde era pedido a elaboração das obras que porias no teu museu imaginário, que quadros farias para o teu museu que esculturas criarias para la colocares, que actividade quereria ver realizadas nesse museu,..etc. 
Partindo da premissa do museu imaginário, proponho-me elaborar as seguintes vacações: 
• Eu não gosto dos quadros da minha mãe, partindo desta afirmação que alterações faria nesses quadros, que retiraria, que acrescentos faria, como modificaria o quadro, como alteraria a linguagem artística deste criando uma resposta a já existente, nesse sentido irei fotografar o quadro e depois de impressa a fotografia, através da subtracção irei retirar de lá o que não gosto, ou através da adição irei acrescentar elementos que acho que fazem falta ao quadro.
• Usando as reproduções dos quadros postais gravuras, que vamos acumulando das visitas proponho-me tendo como base o quadro alterado criando assim novas peças onde porei neste caso em causa a tridimensionalidade, o quadro bem como as gravuras são bidimensionais, nestes trabalhos proponho-me tentar colocar o quadro tridimensional, por ex. a Monalisa, come seriam as suas pernas, será que usava meias e se as usava de que cor eram, partindo desta suposição irei elaborar umas pernas e depois questionar a problemática das meias das ligas pondo em causa o não ter pernas. Mas partindo da afirmação de que aquele quadro é o retrato do Leonardo, criar uma performance em frente do quadro pondo em causa, o eu o quadro e o corpo, a relação existencial entre arte e corpo, bem como arte e perda do corpo.
• Pegar nos exemplos usados na história da arte como sendo os grandes exemplos artísticos, e criar trabalhos sobre o que não gosto daquelas obras, pondo assim em causa o belo prejudicial tentando assim partindo da minha leitura retirar o que acho que a obra tem de negativo recriando-a, ou vice-versa tirar o que acho que é positivo e torna-la negativa.
• Questionar que o quadro é a imagem de um espelho que mostra uma realidade que não é a realidade do outro lado do espelho, todos devem conhecer a obra Alice no pais das maravilhas ou Alice no outro lado do espelho, sendo assim pegando nesta premissa elaborar trabalhos que tenham quadros que acho que são interessantes e imaginar o seu outro lado da realidade questionar o que havia do outro lado das costas do quadro quando aquele pintor o elaborou, que realidade, visível e que realidade invisíveis estão escondidos nesse outro lado da tela que a tela não fama mas esta lá.
Estes exemplos podem ser pegados para todos os tipos de elaborações, criar a figa da peça existente a variação e de como eu interpreto essa variação, supra, dei exemplo de quadros mas o mesmo se pode aplicar há poesia há musica bem como a todos os géneros de arte.
Não é so uma questão de apropriação é uma questão de tentar ir mais alem partindo da duvida e das interrogações que a obra me apresenta apropriar-me da peça que designaremos em bruto e trabalha-la transforma-la dando lugar a uma nova peça a uma nova obra elaborando assim o museu imaginário pessoal através das minhas recriações onde ponho em causa a produção e alteração da linguagem artística dentro das artes. Como refutar e contradizer peças obras discursos artísticos.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Reciclar inutilidades em utilidades


Reciclar inutilidades em utilidades

Tornasse difícil catalogar por vezes a quantidade de coisas que passam pelas nossas mão e inconscientemente as colocamos no caixote de licho, tornasse interessante alem de elaborar objectos através do reciclar, meditar sobre o dia e sobre o que se fez durante o dia, nesse sentido proponho-me colocar num saco tudo aquilo que conscientemente e por vezes inconscientemente se coloca no saco do lixo, no fim do dia irei colocar poderemos dizer os despojos do dia a minha frente e analisando esses despojos terei que elaborar um objecto ou criar algo que me conte o que foi o dia. Nesse sentido estamos a tentar reutilizar tudo aquilo que nos parecia que era a mais e por isso ia para o lixo, para ser esse mesmo lixo através da minha criatividade e do meu sistema linguístico particular falar do meu dia, criando assim um diário visoal volumétrico ou plano mas onde o despojar e o pegar nos despojos para de novo dar origem a algo como processo de criação pertencendo o próprio resíduo pretexto expressivo do meu vocabulário para falar do meu dia.
Teste os resíduos por ex. o pequeno-almoço, onde ate as migalhas podem ser base para modelar. Mas o pequeno-almoço e os despojos dele podem ser pretexto assim para a criação de histórias, onde são os despojos que nos fala e contam através do sistema linguístico que vou utilizar o dar lugar a algo, digamos que ira ser o pretexto que ira dar origem ao texto.
Bem como as invisibilidades do rasto dos percursos, mascas do andar que muitas vezes nem nos damos conta do percurso nem da nossa pegada invisível na visibilidade de o fazer.
Por ex, o que a minha namorada deita ao lixo e assim monto uma historia que fale de ela, ou fale da relação entre os dois, dos carinhos das brigas. A cama desfeita que fala da noite,
E por ai fora, … alem de ser um processo de catalogação ira ser depois um processo de recriação.

terça-feira, 8 de junho de 2010


Outro pequeno-almoço



Quando a cozinha cheguei já o Goucha
Estava a falar, no programa que a mãezinha
Gosta tanto de escutar
Mas para meu espanto
Não havia ninguém
E ali estava eu nas indecisões do esperar e decidir-me
Comer algo para o estômago enganar
E para meu espanto dos encantos do sornar
Falava-se de poesia, e de quem gostaríamos de imitar
E nomes ditos
Fiquei a pensar,
E de um suspiro calmo
Olhando para o cigarro acabado de enrolar
Flor bela espancada sem paciência,
essa não gostava eu de imitar
Preferia a Correia da Natalia
Fatus d`alma anima
Onde Máter pátria a cada canto
Gostava de cantar
Olhando trópicos de Miller
Apologias de liberdade dos sexos a sonhar
Gritando que a virgem pariu
Mão dera há luz pois não é de um interruptor
Que estávamos a genuflectir
Nas contar do fiar

Sim que toda a mater pode ser vil
Nos sacerdócios do criar
E para asas de condor
Já nem com sonhos de amor
Tenho vontade nem de olhar
Mas quem espancou aquela flor
Dos adros da devoção
Por assim a respirar?

Há preferia ser mas nada sou…
Apenas um sonhador olhando para o pão e pó café
Dizendo hoje nem para comer
Tenho vontade
Em sagrada refeição de pão
Quando nem o estômago tem vontade de devorar
Vísceras ainda calmas
Decido-me pelo cigarro
Sonhando com filhas de donos
Ao lado de tabaqueiras
Tantas vezes cantadas onde ai com sonho acamava a alma
Guardando ovelhas nessa aldeia onde um dia descerra Cristo
Entre comadres da avareza das frias almas
Cantavam aves proclamando
Tomara que seja pastor.

E quem nunca em prados se deitou
Então perdeu a verdadeira poesia de Leda calma
Olhando as nuvens a em diálogos de amor
Sem saber que a seu lado Zeus na invisibilidade
Em Mater lhe transformava as entranhas
Dos suspiros de todo o prazer que semeia dor
E assim tomei o pequeno-almoço
Enchendo as entranhas de poetas

Nos jejuares da dor
ou das enchentes do sabor
pequeno-almoço
no altar da poesia
olhando já pá chávena
e alguém fazia cantar tachos
para o almoço da dor


De: Paulo Santos
Da serie poemas a uma chávena


quarta-feira, 2 de junho de 2010

Biblia, Mitos e criação


Se a Bíblia é uma biblioteca esta noção já deve ser sabida por todos pões é uma recolha de vários textos Livros que o seu todo formam a Bíblia. Não é do meu interesse questionarem qual a recolha de testos e que textos embora ache que existem textos apócrifos de suma importância pões dá-nos derivações das histórias oficiais, lembro-me neste caso de que à uns anos saiu o evangelho de Judas descobertos restaurado e descodificado permitindo a sua leitura e depois de se efectuar a leitura como curioso, dou-me conta que Borges nas suas Ficções aborda a mesma perspectiva, e questiona o papel do judas praticamente da mesma forma que o dito evangelho.
Mas a bíblia é sempre aquela biblioteca que por mais que se leia se descobre sempre pormenores que nos escapam, ou tudo depende da forma como nos decidimos ler, se ler-mos do principio para o fim começamos com as abordagens da criação e depois de Abel e Caim tudo muda temos a  primeira metáfora da morte de Deus. E a partir dai tudo se integra numa dinâmica particular de ordenamento da bíblia, ate chegarmos a Cristo que se torna metáfora de criação e morte ao mesmo tempo é a metáfora dentro da metáfora, e depois temos todo o percurso depois disso, se o antigo testamento danos uma narativa de várias historias metafóricas sobre determinado tema o novo testamento com ao Actos as Cartas e o apocalipse danos outra forma narrativa de contar de novo as historias do antigo testamento uzando uma forma expressiva diferente a narrativa é diferente, os méis para atingir o mesmo fim comum é que são diferentes.
Hoge em dia se repararmos a aior parte das história parecem adaptações bíblicas ate a própria crise que vivemos actualmente parece a adaptação do livro de Rute, com as variantes que implica a vida em sociedade que temos, já não estamos na aldeia o mercado é diferente.
Por exemplo em Cramer contra Cramer mais não é que a adaptação do Abel e Caim numa metrópole contemporânea a disputa o poder. E se analisarmos bem praticamente todas as história do ocidente são baseadas o livro fundador do Ocidente a bíblia, com excepções, pões vivemos numa sociedade que gosta de misturar para criar e com a descoberta do oriente entrou toda a mitologia hindu ou oriental, e vemos assim aparecer a gerra das extrelas commo a luta entre o negro e o branco mas numa linguagem de ficção cientifica onde se aborda a eterna luta que deu origem ao aparecimento dos mitos cosmogónicos, a gerra das estrelas mais não é do que a adaptação de um mito cosmogónico onde os mundos sempre em disputa as forças, tem a necessidade de voltar a se recriar e de novo coexistir, se repararmos sempre se luta por um equilíbrio e quando uma é mais poderosa a outra tenta reocupar o seu lugar para de novo estabelecer os equilíbrios pois tudo depende deste balançar ente equilíbrio e desequilíbrio.
Mas o cinema ainda tem um filão nestes textos tanto bíblicos como mitológicos que mais não são narrativas metafóricas, onde devido aos ritmos de vida que hoje temos exigem novas adaptações aos sistemas sociais em que vivemos. E se na era em que estamos o cinema ou antes a linguagem audiovisual mais não é de que uma forma expressiva que usa um sistema linguístico. Mas reinterpretar é questionar por em causa, forçar. Godard no seu “Je vous salue Marie” aborda a questão da anunciação, tenta adapta-la a uma nova sociedade, já não estamos na aldeia da Maria mas aqui ele questiona a fecundidade, questiona a anunciação, o dizer es tu.
Na ultima tentação de Cristo baseado no romance de Kazantzakis levada ao cinema pela mão de Scorsese, mais não é do que o questionar e o por em causa a vida de Cristo. Em Jesus de Montreal temos uma abordagem Paulina do Cristo nos tempos de hoje. E por ai fora, se repararmos no Alians 3 ou 4 quando a actriz se atira para o alto-forno e abre os braços mais não é do que no final do filme a adaptação de uma paixão. Bem nesse filme o argumento parece uma via-sacra num labirinto, onde através de fição cientifica nos da uma adaptação de um Cristo interpretado por Sigourney Weaver.
Mas a bíblia é bem mais interessante para nos inscrevermos só ao novo testamento, há dias si a adaptação do Sanção e Dalila, adaptado a uma sociedade “aborígene australiana” (não gosto de usar esta expressão) ponde alem de o Sanção ser feminino toda a história é contada ao contrario, numa linguagem visual onde simplicidade e riqueza visual é tal que os diálogos praticamente são suprimidos onde alem de se por em causa a sociedade em que vivemos e o modo de vida em que vivemos, fala-nos de percursos, e errâncias existenciais, e de procura de identidade.
Se repararmos o ocidente nas suas recriações artísticas e de realidade mais não fés do que adaptações dos textos clássicos e de como contam as suas cosmogonias. Onde se questiona sempre o positivo e o negativo o feminino e o masculino, onde criação e destruição andam de mãos dadas.
O interessante para as quem gosta de criar, e pegar nestes textos que são alicerces culturais e depois de analisados os alicerces elaborar narrativas para cintar sempre a eterna história da criação onde tudo se inscreve na suprema arte da linguagem, e da construção, e para construir muitas vezes há que desconstruir, remodelar, apropriar, adaptar, tudo depende da forma como queiramos depois dar forma ao que pretendemos. Deixando mais visível ou menos o lado Bíblico ou Mitológico.
Agora tudo depende de como queremos apropriar e recriar.

A Linguagem dos papeis de parede


Por em cena, seja o que for exige a visão total do que se vai dar a ver ao espectador e das mensagens directas e indirectas que implica a representação. Como em tudo p pormenor, faz a diferença, e olhando para pormenores temos o uso do papel de parede vos cenários.
Ultimamente ando a ver filmes com papeis de parede surpreendentes, quando via qualquer filme do Almodovar, os pormenores no visionamento do filme chegavam para alem do papel de parede, mas se olharmos bem o papel de parede fala-nos do personagem que ocupa aquele espaço, e por vezes os papeis de parede vã mais alem pois acompanham através da cor ou do sistema de padrões o que se passa dentro daquela área, mas se os filmes do Pedro Almodovar são cheios de pormenores, e neste momento só falo do papel de parede, ontem tive o prazer de ver um filme que a nível de devores é todo ele cheio de pormenores tanto de papel de parede como tudo o que envolve os personagens o filme em questão “Lucki Number, Sunshine”, para quem gosta de pormenores e depois de uma primeira visualização, ficamos com o papel de parede ou melhor os papeis de parede na cabeça,  e na segunda vez praticamente que vi o filme desliguei-me da historia e tentei fazer uma leitura onde o cenário me contava a história e o que acontecia e neste visualização chego a conclusão que apercebo-me de pormenores que são contados pelo decor, mas não só, o papel de parede os bancos o solo, o vestuário, e depois todo pormenor de colocação no espaço dos objectos, o tipo de objecto  a cor e para que serve. E aqui o filme comessa a contarnos de antemão ate o que se irá passar.
Acho que estamos a entrar num período neo-vitoriano no que diz respeito ao papel de parede é bem sabido a importância que o papel de parede ocupou neste período e no modos de vida desta sociedade, e a evolução na criação de padrões bem como ao requinte cromático, onde o espaço interior assumia a importância da roupa interior que aconchegava os seus habitantes e apupava-os na sua protecção, e quem entrava nesses interiores podia fazer a leitura de quem la habita, a casa como reflexo das personalidades, dos que a habitam.
No cinema os decores os cenários assumem a mesma importância falam-nos e ajudam a construir os personagens contam-nos numa outra linguagem o que não é pronunciado, o que não é dito directamente, são as entrelinhas que nos complementam e nos ajudam a ter uma visão mais abrangente do que estamos a ver.
Podemos dizer que o papel de parede na sociedade vitoriana é como o fresco na sociedade italiana do renascimento, se repararmos o fresco ocupa o interior, com a sua linguagem fala-nos conta-nos histórias doam-nos a ver quem habita rodeado daquelas pinturas, protege, aprisiona, o papel de parede na sociedade vitoriana tem a mesma função te a sua linguagem especifica dentro dos sistemas de padronização aproximando-se aos sistemas de azulejaria árabe bem como aos sistemas de padrões da arte hindu, se repararmos a índia teve neste sentido muita influencia para o aparecimento do papel de parede ou do tecido para as paredes. E se o cromatismo é fundamental, o padrão como elemento linguístico e compósito de ua linguagem pode assumir requintes linguísticos de autênticos livros de leitura. E se estamos a voltar a reutilizar novos sistemas linguísticos para complementar a existência e se repararmos existimos integrados em sistemas linguísticos a nossa casa fala a rua fala a cidade fala e é este sistema que parece caótico e desorganizado mais não é do que um grande sistema linguístico onde tudo são mecanismos para expressão, varias formas linguisticas que no seu todo fazem uma grande linguagem onde a visão do todo se nos parece imperceptível se reflecte em microcosmos e por sua vez no macrocosmos. E se pensamos que um espaço pequeno tem pouco que nos contar tudo depende da forma como o observemos e as vezes é nessa tentativa de reduções que sem querer vemos flectido no micro-micro-cosmos a pele do macro cosmos.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Portugal Criativo, intervenção urbana


Hoje ao ler os jornais, como habitualmente, e para ser sincero começo sempre pela cultura, e só depois passo para as outras áreas, deparei-me com um artigo sobre Portugal criativo, que decorre no mercado Ferreira Borges, tema interessante e para ser sincero  pena não poder assistir, pois discutir criatividade é um tema que me interessa em particular, segundo o artigo discute-se intervenção urbana a nível artístico, mas não só.
Numa época onde as noticia parecem ser crise, desemprego e deficit económico, onde se discutem saídas acho que nunca o pais precisou tanto de criativos como actualmente, ora para tornar as cidades centros de curiosidade e de visita, promovendo o turismo, ora repensando-se o designe e o sector industrial que precisa de um empurrão, ou pelo menos que tornem o feito em Portugal mais apetecível e com um cunho bem português tarefa difícil pois a competição pois certos países que fazem do design imagem de marca e da industria do seu pais. Segundo o artigo vai-se intervir no espaço urbano da cidade criando diálogos entre espaço e linguagem artística, reflectindo-se sobre arte e arte pública e dinamização da cidade. Ainda bem que ainda vou assistir as intervenções pois vou ter de estar na cidade neste período, e dou-me conta que o Porto se inscreve já nos roteiros e circuitos artísticos contemporâneos.



O mais curioso e que depois de ler este artigo leio que em Paris le  Champs- Elysées foram transformados numa horta a céu aberto e proclama-se capital da natureza e quem vê as fotografias da mudança pensa que ate vai ser engrassado andar a circular por ali , e toda a cidade decidiu vestir-se de verde, Lyon foi a capital da intervenção urbana da luz e do som, o Louvre e outros museus abriram de noite para noctívagos deambularem pelo museu não a dormir mas a deambular e sentirem o seu pulsar numa hora a que esta vedado a visitas. 


E depois penso, para quê estar em paris se portugal e o porto esta tão perto e esta cidade parece que sempre proclamou que o bom esta longe, ou despacha os interessante mesmo antes de lhe s dar oportunidades, bem parece que a cidade do porto também ela esta diferente, e em vez de ser porto para partidas torna-se em ponto de encontro, e discursam de cultura, arte e cosmopolitismo agregando o mundo na cidade e não dividindo, e vemos que afinal se discute dinamizar uma cultura e um pais tendo a criatividade como símbolo identitário de um pais e de uma cultura com uma geografia imensa, pois se a língua tem uma geografia, o trabalho da linguagem inscreve-se em outras fronteiras. e vemos assim no porto aparecer a preocupação de tornar o futuro deste pais promissor.

 

 



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