terça-feira, 26 de janeiro de 2010


Tendências 2


(esqueci-me disto)

A forma de apreender a realidade como pretexta para a criação.
Questionar esta apreensão de outra forma, Lars von Trier (espero n ter escrito mal) com dogma aborda uma nova forma de como captar o real e empunhar a câmara.
Depois desta abordagem houve imensos seguidores.
E quem cria explora, depois apareceu o contar uma história e a repetição desta segundo vários pontos de vista como se a cada x tempo o narrador objectiva câmara abordasse o mesmo assunto noutra perspectiva dando-lhe outro enfoque e nova interpretação complementando o todo. Sendo montada a narrativa na repetição do mesmo acontecimento mas por vários pontos de vista ampliando assim as varias formas de como se pode percepcionar e apreender o mesmo assunto mas como estamos em pontos diferentes a testemunhar o assunto temos uma forma de entender o assunto diferente, sendo o todo das visões a historia.
Na serie 24 temos uma historia que ocorre em 24 horas
Aqui temos uma história curta que devidas as várias formas de a testemunhar constroem a história.
O processo da construção da narrativa é montado segundo vários pontos de vista, que estruturam a narrativa ampliando-a e dando-nos pontos de vista e enfoques diferentes.




Tendências


Ultimamente ando a por em dia o cinema, tenho recebido filmes que antes de visionar tem inscrito para sua pessoal consideração, e como tento cumprir coloco no blogue as ideias ou melhor as considerações do meu visionamento. O que me disse o filme ou as elações que tirei deste, se há filmes que te falam em especial, há outros que nem sabes por que ponta pegar para falares deles. Mas usando uma linguagem de enólogo a colheita de 2009 foi boa e a de 2010 promete.
Neste momento existem determinadas linhas condutoras que caracterizam os filmes, está certo que o fantástico domina e nesse fantástico subdivide-se, regressaram os vampiros, e todas as iconologias a que o tema implica têm filmes que rompem com a visão clássica.
É curioso que a utilização dos vampiros como recurso metafórico faz parte do imaginário e da história da humanidade, chupa vida em sertãs épocas vampiros depois da descoberta do adjectivo e seu uso. Mas sobre este tema escreverei numa outra altura sobre a filmografia que esta a aparecer ou antes a chegar para consumo.
Mas há também os zumbis, que trazem pouco de novo, falando das leis da sobrevivência quando há uma maioria zumbi que quer comer os poucos não zumbis.
Mas para mim apareceram uma serie de filmes que abordam uma prática artística mas abordada de forma diferente, temos assim a caixa
Onde podemos inscrever os seguintes títulos
Pandorum – filme interessante pois faz alusão a temas interessantes para serem explorados a caixas nave espacial que é uma espécie de arca de Noé.
Aborda a questão sobre realidade e percepção pois se parece um filme nas estrelas e durante todo o filme temos essa noção só no fim damo-nos conta que afinal tudo se passa num submarino.
A questão do espaço fechado e os problemas em viver nessas condições.
E depois o cerne da questão sobrevivência dentro desse espaço quando acontece um acidente nuclear onde os expostos há radiação alimentam-se dos não expostos.
Isto em traços gerais.
Triangulo - filme também interessante pois utiliza também a noção de caixa como espaço e depois amplia esta noção de espaço, numa primeira fase a caixa é o navio, onde aprisiona um grupo de pessoas
A questão do tempo, tempo repetido, ciclos, a noção de existência do eu com num determinado espaço-tempo que acaba por conhecer o seu eu no mesmo espaço mas em tempos diferentes estando condenado a repetir a situação tentando corigir no espaço a que se inscrevem as existências o ciclo vicioso de repetir-se.
Chegando a noção de que a própria ideia de espaço e tempo são elas mesmas caixas de clausura.
O tempo como forma aprisionaste do espaço e o espaço como forma aprisionaste do tempo e só com a noção de espaço e tempo se pode existir.
Star Trek – a nave caixa que viaja no espaço, numa aventura que questiona a hipótese da existência do mesmo ser no mesmo espaço em tempos diferentes.
Onde se viaja no espaço-tempo para se salvar a nave.
Terra – o planeta como caixa onde existem varia formas de vida e sobrevivência, planeta potencializados da vida mas em riscos de destruição por gestão de uma raça superior onde a sua cultura e forma de ser põem em causa a diversidade.
Podendo assim concluir que foram montadas historia tendo como referentes a ideia de caixa  para construção espacial da narrativa e a problematização da questão do tempo.
Já não abordo os temas que tem o real como forma de utilização inspiradora no processo criativo, onde jornais revistam isto é as narrativas noticiosas do dia-a-dia que servem de base para a construção da história.
Nem abordo a temática do processo criativo de uma história ser o pretexto da história, a história dentro da história. O fazer a história é a história.
Nem desenvolvo a questão do passado histórico como base para a recriação de criação no presente de novas narrativas, isto é histórias do passado que tiradas do contexto histórico e adaptara-las como historias do presente, o espaço histórico é o presente, no presente revive-se o passado adaptando-o ao presente.
Mas se metermos problematizações espaço temporais pode dar uma coisa explosiva.
Já sem falar na interpretação das histórias ao contrário ou invertida isto é quem é bom é mau quem é mau é bom quem matou é assassinado, quem morreu é o assassino. Utilizando as historias que conhecemos para subverter e conta-la levantando a hipótese da mesma historia em narrativa invertida. E ai dá pano para mangas repensar mitologias. Historias do passado histórico que marcam identidades civilizacionais.


The Blind side



Filme que serve de um  caso real para a composição do seu argumento. E neste sentido como desconhecemos a real história ficamos com o ponto de vista que nos dá o filme. Um miúdo que tem dificuldades de adaptação com problemas familiares que numa noite caminhando pela existência numa estrada sem destino transportando os haveres num pequeno saco da sua existência, é encontrado nos encontros que são proporcionados por também irmos na mesma estrada. Leigh Anne (Sandra Bullochk) encontra e acolhe Michae (Quinton Aaron) e nestes encontros de estrada quem encontra também é encontrado.
Sandra Bullochk loira quase irreconhecível, dona de casa sem grandes desesperos mas com vida social nos esquemas de donas de casa desesperadas numa classe média alta dos hábitos sociais de scones e chá. Quem sou eu para falar de desempenhos de interpretação mas o curioso é que nos acasos no dia anterior tinha visto a mesma Sandra numa Proposta, onde uma executiva “ilegal” (gostei da ideia executiva de alto cargo numa emprese ser imigrante ilegal) arrogante, que para ser cidadã legal acaba por descobrir-se na visão romântica de subornar um empregado para se tornar “legal” (uso aqui legal no duplo sentido de legalidade jurídica e de calão simpática amistosa.
Mas em The Blind side esta irreconhecível, ao principio não me parecia ela mas sabia que ere ela. Vi o filme e ao fim sai com aquele sorriso de cinema para toda a família onde se acredita que pode haver esperança desde que se acredite, onde por vezes basta um empurrão, ou que também nos empurra gerando o estimulo que falta para; se ao ajudar alguém nessa ajuda vamos descobrindo o eu na forma em que nos ajudamos. Analisamos posicionamentos de vida e comportamentos em relação aos outros.
O filme como já referi apoia-se em factos verídicos e conta a vida de um jogador futebol americano e da sua mãe adoptiva, eu de futebol americano não sei nad, mas através dos jogos criados por uma civilização podemos analisar o acto civilizacional. Nessa América do norte destacam-se dois jogos que são adaptações de outros jogos há forma de ser americana, se o criket (ou como se escreva) deriva no basebol desporto por excelência nos estados unidos, podemos ver a influencia da antiga força colonizadora como base dando origem ao basebol adaptando o jogo do colonizador a nova forma de ser Americano, e se analisarmos o jogo e toda a envolvente descobrimos a personalidade de uma nação o individual na equipa onde através do individual se pode atingir o estrelato com todo um sistema comercial de franchising que apoia a existência da equipa apoiado no individual dos jogadores e na imagem da equipa que lhe sede o logótipo e a cor, criando a noção de unidade . podia falar mais sobre o assunto, mas o filme é sobre futebol americano eu de futebol americano pouco sei é parecido com o rugby (Influencia do colonizador) mas não é rugby é uma adaptação, mais agressivo, onde individualismo e equipa andam de mãos dadas, onde existe uma progressão em terreno quase militar, mas a parafernália do equipamento ajuda a criar a noção de muito agressivo e é necessário haver uma armadura, mas damo-nos conta que a agressividade é muito parecida com a do rugby, mas a armadura criamos a ideia de o ser ainda mais, criando uma outra noção de espectáculo,  para se jogar tem de se ter um equipamento que sai mais dispendioso que o do rugby, e depois todo o sistema comercial para assegurar a existência da equipa, apoiado no franchising da imagem dos jogadores.
Estou a falar de um filme e pretendia falar de argumentos que se servem do real para a sua estruturação, servindo-me do filme para analisar situações que me passaram pela cabeça depois do seu visionamento.
O interessante é que ao sair do filme pensei no Olbicuelo o medalha olímpica português e na sua história de vida, emigrante clandestino, trabalhador de obras, a viver praticamente na rua, é acolhido por uma senhora que lhe da abrigo, acha no atletismo uma forma de expressão, e chega aos olímpicos ganhando uma medalha.
Mas aqui a historia é revela outros aspectos de personalidade, 100 metros desporto individual de alta competição agilidade e resistência, onde estamos dependentes só de nos, mesmo tendo um treinador, é a nossa forma de ser que nos ira proporcionar o chegar a algum sitio. Mas analisar o caso Olbicuelo pode ser ainda mais profundo podemos analisar o pais periférico que é Portugal a importância que tem na triangulação atlântica, e quando são criadas condições ate se chega a metas onde se olha para o emigrante de bom grado não tendo complexos na sua aceitação isto pela rama da visão, pois se formos analisar o caso Olbicuelo podemos ver coisas que poderiam contradizer isto que acabei de escrever, a existência é sempre complexa.
Mas se nos esteites chegamos uma historia onde como nas novelas tudo parece pobre de estúdio aproximando-nos pouco com a realidade.
Se repararmos os jornais vem cheios de Obicuelos ou Michael`s identificados ou anónimos. Pedaços de existência em que pelo mero facto de se existir dão um argumento.
A realidade que é interpretada segundo o ponto de vista e depois nos é apresentada, já não é a realidade dos factos são o que querem que vejamos dela.
Por exemplo se os meus amigos só publicitam determinados factos de mim que acho menos relevantes da minha personalidade, quem acaba por depois vir a conhecer já esta predisposto e de ideia formada estando há espera que saltem estes atributos.
Por exemplo há personalidades complexas, mas visto por alguém onde tudo é linear poderá por desenvolver teorias apresentando-as aos amigos (e somos seres sociais) que muitas vezes são meras criações não dando uma visão nem aproximada da pessoa em questão.
Por ex. um homossexual lá por gostar de homens não quer dizer que queira ser mulher. Talvez tenha o mesmo gosto e atracão sexual “parecido” com o feminino mas ate querer ser uma mulher vai uma distância enorme.
Uma pessoa que goste de várias coisas diferentes, e experimente varia formas para se exprimir não quer dizer que tenha múltipla personalidade. Eu acho que cada ser é um mundo complexo no seu interior. E as vezes são essa complexidade da forma de ser que os torna interessantes, não querendo dizer que tem múltipla personalidade.
Por exemplo gosto de cinema e aqui exponho ideias que me passam sobre o assunto, mas com isto não sou um esperto em semiótica por muito que goste de semiótica. Nem sou crítico especializado nem estou aqui armado ao crítico, escrevo o que penso sobre o que vejo. Para alguns o mero facto de escrever sobre cinema não quer dizer que agora estou aqui armado ao critico pelo contrario, ao escrever sobre cinema escrevo o que penso sobre o filme ou sobre assuntos que me remeteram a outros assuntos devido ao visionamento do filme, tento evitar contar o que vi sugerindo é melhor verem, e se falo no que vi tenho outras intenções de analise.
Mas sempre reflicto a minha forma de como analiso o que vejo. Não discuto pormenores de planos, ou composição espacial das cenas (as vezes sim mas numa forma de como interpreto as simbologias dos objectos no espaço que ajudam a estruturar num linguagem o que os personagens por vezes não dizem podendo ver o cuidado que ouve na composição do espaço para nos falar e contar coisas, acessórios para a interpretação, mas o mesmo acontecem na banda sonora no vestuário, o cinema é um todo nas artes) e deve ser cada filme entendido como um todo, por isso as vezes digo preciso de ver o filme outra vez olhando para outros pormenores ou dando atenção a particularidades. Por exemplo há filmes onde guarda-roupas estruturam de tal forma os personagens dando-nos indicações de personalidade ajudando a actor na representação, assim como a música (que por vezes cria estados hipnóticos gerando complementos perceptivos).
Mas esta é a minha forma de ver, não quero com isto dizer que se tem que ver desta forma, seria demasiado pretensioso da minha parte quando defendo a subjectividade interpretativa pois por muito que nos distanciemos acabamos sempre a falarmos da nossa forma de ver e analisar.
E se escrevo luto comigo mesmo pois sou péssimo a escrever e dou muitos erros a nível ortográfico e estou sempre as vezes a brincar com a multisignificação das palavras, pois o português a isso o permite.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Encontrei isto nos navegares da rede


"Me enseñaste a respirar como el gato más joven del tejado, aunque supieras que de las siete vidas ya gasté seis y media.. tú sabías que sólo con mirarme me crecerían las perdidas, porque las sonrisas de los ojos no son falsas.. y tú sonreias demasiado.
Decías que saltara de casa en casa, que los colores se esconden debajo de las tejas más impensables, y que cuando pones la pata sobre una de esas piezas se monta el puzle de la vida que antes alguien había desmoronado.. lo decías porque lo sabias.
No es fácil encontrar bigotes como los míos, ni conocer confesiones tan cercanas en espacio y lejanas en tiempo que te calen hasta el alma como las tuyas.. pero tú casa es el laberinto del que no se quiere escapar, el camino de baldosas que sin ser amarillas llevan al mundo del que tanto se habla.
No debería entender tantas cosas, y sin embargo te las explico día tras día cuando nos tomamos el café de saber lo que explico, o el cigarro de no sabía que hubiera otra espina con el mismo pincho.
Ya sabes dónde quedó aquel semáforo, por el que tanta gente cruza a diario.. y sin embargo sólo un día se paró el tiempo en tu hombro mientras el mundo se hacía pesado y tu lo levantabas con los dedos.
Dueles dentro incluso en tus días felices, cuando te llamo y saltas maletas para abrazarme aunque me queje, o cuando me escuchas llorar de noche sin decir nada que una palabra pueda estropear.. dueles cuando sonríes de medio lado con un cigarro casi acabado entre tus dedos y tus ojos se ponen a bailar entre las notas de una coral que te canta lunas azules. Porque debajo de tus pantalones hay mucho más que un culo bonito.. hay un trozo de vida que lleva tú nombre.. y el mío"
Escrito por Sutil

criação e guião


Neste momento que timidamente começo a escrever e em especial neste blogue, sobre ideias dispersas, onde ultimamente desenvolvo assuntos a partir de filmes, regresso outra vez aos “Abraços rotos”.
Este regresso que espero voltar para desenvolver outra ideia sem ser a que vou explanar aqui.
Antes de tudo devo agradecer a pessoa que há algum tempo me ofereceu o guião “Abla com ella”, e foi este texto que no fundo me ensinou como escrever um guião.
Nele estava o texto a anotação há margem recortes de fotografias que ajudaram a estruturar depois a história.
O curioso é que abraços rotos é sobre a vida de um escritor ou antes de um realizador que devido a um problema passa a ser guionista. Com o desenvolver do filme há um momento que onde se aborda o processo criativo para a concepção de um guião.
O filme logo ao inicio começa a falar desse assunto, quando o actor principal começa a falar de uma história real que será o tema central do texto que irá criar.
Aqui podemos ver um aspecto sobre criação, a realidade que ira dar origem a uma outra história mas que tem como alicerces estruturantes essa história real. Logo aqui comessa-se a falar de direitos de autores, que ele contorna com a criatividade.
Mas uma boa aula sobre criação é coando escritor e ajudante, vão dar um passeio, e o despontar desse clique sobre criação. O ajudante vê um cartaz sobre doação de sangue, e começa a desenvolver uma ideia sobre um argumento sobre vampiros.
Já sei que ultimamente esta temática esta em moda os vampiros bem como o cinema fantástico de terror, se analisarmos as próximas estreias que vão chegar, vemos que este ano vai ser dominado a nível de mercado pela temática do fantástico ou antes como falar da realidade aproximando-nos desta mas usando o vampirismo como forma de expressão.
Para mim Dracula, ou entrevista com o vampiro são textos incontornáveis e bastante interessantes, que o primeiro já dei lugar a inúmeras adaptações onde quem viu o nosferatun aquele a preto e branco com unhas longas que permanece no imaginário dos alicerces sobre vampiros, bem como o famoso Dracula dos 90 se a memória não me engana, e o celebre entrevista com o vampiro. Para ser sincero o fantástico no cinema é uma temática que me agrada bastante, e devo agradecer isso ao Fantas Porto, que faz parte da estruturação do seu imaginário pois ao viver no porto e gostares de cinema e como era o único festival de cinema na cidade juntava ali os que gostavam de cinema e não tinham poder económico para ir a outros festivais sendo o Fantasporto a sua festinha particular do cinema na cidade e já que não se podia ir as meças do cinema aquele adoçava o gosto festivaleiro, a fauna do próprio festival é engraçada, pois como coincidia com o carnaval a noite de carnaval disfarçado começando assim as festas da folia era do melhor, a sala tornava-se por ela o filme e poucos eram que podiam dizer vi o filme todo. Pois a mascara e o estar ali proporcionavam brincadeiras, que ainda tenho na memoria eu de carreto com amigos a dançar no fundo e a assustarmos namoradas a rapazes que não entendiam as brincadeiras do especial daquela noite.
Eu próprio tive esse problema pois ao ir a quem na época também cinéfilo fazia parte da minha existência não se conseguia desprender das erudições e ver as banalidades como forma de abordagem dos temas que muitas vezes pareciam circunscritos há erudição, mas certos filmes fantásticos eram tão eruditos como a abordagem dos eroditos a temática era a mesma não dava tantos rodeios e ainda eras capaz de te rir com o peso do assunto.
Mas este já é uma questão de gosto. E ali ouvia e não discutia.
Mas voltemo-nos a abraços rotos, como um cartaz serve de pretexto para uma historia e o brincar sobre o assunto, claro que depois de um fio condutor que é o pretexto para o desenvolver o tema a arte das metáforas sobre assuntos sempre presentes em todo o filmes teriam de ser repensadas, e o próprio filme fantástico pode ser do mais amplo possível.
Mas o interessante é como a partir da ideia de dadores de sangue se estrutura toda uma historia onde o tema cómico e sensualidade fica logo presente na troca de ideias a dois.
E aqui neste trocar de ideias e debater ideias muitas vezes é a melhor estufa para a criação.
Mas o engraçado é o filme dentro do filme que fala de filmes no fazer filmes e das historias de bastidores de filmes, não apontando o dedo directamente a bastidores concretos mas como a imaginação sempre a melhor arma de determinado assunto falar-se do assunto não sendo directo na sua abordagem, mais uma vez o filme que nos fala de filmes, do escrever, da arte do cinema.
Mas este era aquele filme que daria as perguntas perfeitas para fazer a Almodôvar e os seus filmes.
Nele vemos os seus filmes olhados noutra perspectiva. E vemos como ele em outra perspectiva analisa e em metáforas pega no passado para no presente nos falar da importância do passado e o que aquilo representou para ele.
Não é preciso ver Almodôvar para sabermos que “o amor é um jogo sujo, tens que manchar a mãos, e manter-te há distancia não acontece nada interessante”. Podemos falar das relações amorosas do filme nesta perspectiva.
Não vou explorar argumentos, são argumentos, são pontos de vista de quem escreveu.
Mas onde esta a realidade na ficção criada?
Então ali e consoante a narrativa tem um ponto de vista, de quem escreveu, o seu que não quer dizer que seja a realidade é a sua fabulação. O de como a partir do real, e das histórias do real e do seu ponto de vista pessoal estrutura toda a história, todas as histórias teêm vilãs e vilões, ou é necessário criar vilões. Quando um jogava a o jogo das mãos sujas, ou antes ambos de mãos sujas jogavam o jogo dos pontos de vista.
Só se deixa prender por um tripé, que nas leis do desejo gostou de ser regada. Mas quem prendeu quem, o que empunha o ripe ou quem na prisão do tripé seduzia o carcereiro.



Um final com musica:
http://www.youtube.com/watch?v=wPJlBxkWuj4&feature=player_embedded#

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

imaginarios do pasado, personagens do presente


Todo o imaginário infantil, pelo menos o meu, e aqui falo por mim, é composto por histórias que praticamente todos nos conhecemos.
E vemos que há um número de histórias transversais a todos os crescimentos, assim temos desde a branca de neve em varias versões mas seguindo o mesmo esquema, se uns têm na sua mente a visualização dessa história dos estúdios Disney, outros tem na cabeça a historia que lhes liam antes de dormir.
As histórias passaram para o prelo, foram ilustradas e depois pegando nessas histórias foi feito um filme, existem adaptações para filme que se tornaram imortais e estruturaram o imaginário, para muitos a bela adormecida é a do Disney, e é obrigatório que o fato seja aquele pois faz já parte da caracterização do personagem.
Não quero desenvolver aqui um estudo de predicados que se associam aos personagem que ajudam a estruturar o personagem.
Pelo contrário
Com o que tenho em mente com o que estou a escrever é questionar-me sobre outras coisas.
Neste momento damo-nos conta que a banda desenhada de outro tempo passou para o grande ecrã.
Mas como vivo em Portugal quero questionar sobre outra coisa.
Se Asterix estrutura um certo nacionalismo, onde o ser gaulês é do melhor, vivendo numa forma de vida particular bem diferente da do invasor romano.
O pequeno viking viky ou wickie faz parte do imaginário de outros tantos onde o seu capacete e a sua forma de ser criam e tipificam um sentido aventuroso, e mesmo sendo-se criança esse capaz de executar as mesmas coisas que os maiores.
O super herói ou melhor a parafernália de heróis americanos que fazem a apologia do ser como super herói ontem tem de se ter um inimigo e na falta deste imaginário, acabada a guerra fria e os sovietes chegáramos et`s e depois volta a tempestade do deserto e quando esta acalma regressam as invasões dos extraterrestres, alternando heróis e historias consoante a realidade que nos querem oferecer.
Assim temos uma parafernália complexa de heróis e atributos que deixariam os deuses do holimpo de olhos em bico com tanta necessidade de característica e super características heróicas, onde a mascara esse é sempre uma das chaves da historia onde anonimato e identidade são parte integrante da própria historia.
Mas não quero despontar esta questão.

O que me interessa aqui focar é que somos portugueses, na lusa existência, e tentar vasculhar a memória há procura de um herói ou personagem infantil que ajude a estruturar e fomente e brinque com isto de ser português por muitas voltas que dê a cabeça, nada.
Aparece-me na mente o zê povinho, onde sempre com dizer em rodapé sugerindo, “aqui não se fia”, ou outro dizer, mas seguindo sempre esta característica.
Mas o interessante é que até agora com tanta personagem histórica que somos obrigados a estudar na historia, de circunvalação ou de passagem de cabos nas tormentas da nossa historia, onde infantes inovadores, não saem de contextos históricos, onde os heróis dessa historia tem que estar sempre guardados nas estantes do pó da memoria e não se consiga desenvolver personagem e histórias que falem, façam rir e chora desta estranha forma de se ser português nesta lusa expressão da existência entre o céu a terra e o mar.
Sim
Parece que temos medo de brincar com a historia, dos seus personagens refazer e recriar, contar.
Por ex, os nossos vizinhos ainda tacteiam e tentam descobrir, e aparece o Cid o campeador, que se por um lado segue uma narrativa histórica coincidente com a história noutros divaga, aborda outras questões, e pretende usando um personagem do passado criar situações onde se brinca com o presente, ou mesmo com ascaracteristicas de se ser ou isto ou aquilo, exploraram o Quixote, e através desse passado tentam criar personagens para novas histórias.
Aparecendo personagens infantis, apoiados na memória e na história.
É claro que umas mais bem concebidos que outros. Mas está-se sempre há procura.
Mas o interessante é que os que analisando a forma de estar e de ser de uma nação tentaram criar personagens neste momento esses personagens fazem parte da nossa imaginação.
E neste momento nesta fábrica do Sec.XXI de se criar e conceber as historia agora passam para o cinema.
Os personagens que fizeram parte do imaginário infantil dos pais agora fazem os mesmos pais a levarem os filhos a ver os seus heróis que os prendiam ao televisor mas agora numa outra abordagem, acrescentando mais um parágrafo ao imaginário dos adultos a preparar o infantil para novos discursos de criação.
Acho que tentar explorar seguindo estes princípios, historia, memoria o que nos caracteriza, um personagem tipo que conte historias e brinque com a história e com o que é ser-se português. É interessante. E tornar o personagem ou personagens viáveis para comercialização.

Mas nesta dificuldade
Desconfio que apareciam as aventuras da virgem de Fátima a descobrir a cidade. A virgem de Fátima descobre o santuário, enfim isto de imaginar é só dar asas.
Ou a virgem de Fátima descobre a sexualidade
Ou as aventuras da virgenzinha que não era assim virgenzinha.
 E por ai fora pois parece que voltamos ao passado nesta identidade dos três F.
Bem sempre se pode explorar numa nova perspectiva personagens que fazem parte do nosso imaginário.




Los abrazos rotos

Almodovar

O filme ainda mal acabou e ainda a canção surgiu, “não há amor como esta gloria”, ….. e prossegue a canção, os olhos fecham-se e o filme ainda continua na canção passos de murmúrios, ainda no espaço escuro. Só nestes momentos, …. Mas com os olhos ali no escuro pregados vendo os nomes dos participantes rodeado pela canção, e mesmo sem me ver obrigado em prestar  contas, cada um é escravo do seu cravo.

Tento escrever apressadamente, as primeiras impressões, mas a musica e os fotogramas ainda continuão presentes e ainda meio atordoado , por sair do escuro e a luz inundar a sala já sem nomes nem musica onde o branco já ocupa lugar da historia que ele nos apresentava no seu mundo colorido.
Mas desta vês a surpresa, desta vez havia fantasmas em todo o filme uma Cármen maura parecia sempre presente nessas mulheres há beira de um ataque de nervos, mas não eram aquelas mulheres eram outras, a história já não era há beira de um ataque de nervos e tudo parecia no fio da navalha querendo cortar sem causar sofrimento,
O repuxo dessa lei do desejo aqui (no filme) convertesse no tripé a sexualidade aqui aprisionava tudo e todos a cada respirar.
Eu aqui agora no escuro do quarto agora iluminado pelo ecrã do computador, escrevo tentando não deixar escapar essa primeira impressão do que acabo de ver.
E existe um fantasma varinos em todo o filme, inscritos no passado no de quem escreve argumento recusando o olhar do presente, mas antes de acabar todo o presente em forma de presente é recuperado.
Mas ainda esta a musica no ar. Ainda aquele vestígio, e agora aprece a duvida, fecho os olhos e digo para comigo, no genérico dizia que é do Almodôvar, um filme onde ele Almodôvar se visita a ele mesmo no seu duplo papel de realizador e de escritor do guião.
Um Almodôvar que metamorfoseia o seu passado e brica consigo pedindo desculpas ou apenas sem pedir nada apenas dizendo como é divertido brincar no cinema, o guião há volta do guião, o filme que revisita o realizador na metáfora do cinema, o nómada sempre insatisfeito nómada na criação do nomadismo de se olhar nas viagens de realizar e escrever.

E sempre aquel balcão com vasos nas varandas, com vistas sobre a cidade, inscrita em cenários onde as únicas vistas que há é o que o argumentista e realizador nos quer dar.

Segredos encobertos, e assim entre fantasmas ou na sua indução, vamos vendo passado o pretexto para o filme do presente.
Na prai eles beijam-se e na distância o outro fotógrafa, mas na praia não eram eles mas outros e eles na distancia queriam estar al naquele beijo.
Mas o seu beijo não foi na praia, o seu beijo deu-se inscrito na rotunda há sombra do fantasma do tempo onde uma lua testemunhava o acidente de um todo terreno que os albaruava, inscrevendo o inicio para se (“ re”) fazer o filme. Os acidentes.
Agora já mais a frio decido que não vou deixar que a emoção me faça criar texto para tentar descrever a emoção
Não vou escrever assim a quente, vou parar.
Mas este filme é diferente, dos que ele nos costuma dar a comungar.
E é um pequeno poema de como é divertido brincar ao cinema.

E agora o fantasma de Tetro assola-me, ……….. Sorrio e acho que é melhor dormir e pensar  como é divertido e complicado o cinema.

Ou quando os realizadores brincam e nos dão a magia do cinema
Cada um é escravo do seu cravo mais uma vez a música ……… sinto-me neste momento como o principezinho tentado pela raposa, “eu procuro a minha rosa”, ou será um cravo
Acho melhor escrever amanha
Ou apenas ….. Voltar a ver Volver
Ao filme

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Para os interessados

Dentro em breve colocarei aqui a direcção de dois blogues que remeterão a duas historias diferentes que acabarei dentro de pouco, onde nos textos tentei abordar a existência como nomadismos de realidades que ja tem nome e poderei antecipar, "@ d@ existência", e "Temporarios".

No primeiro caso abordo três questões da existência o crescimento como nomadismo educacional, a sociedade como nómada nos conceitos da procura da realidade, e a existência  sedentária nómada em rede informática.

Temporários reflecte uma historia pessoal é como se fosse uma reflexão biográfica de um pernudo de vida em que só num mês mudei 8 verses de casa.

AVATAR




Finalmente visionei avatar, para ser franco quando um filme é envolto de tanta publicidade fico sempre um pouco céptico com o ver o filme deixando este sempre para depois, para ser sincero poucos comentários gosto de ler sem ver primeiro o filme para não me deichar influenciar, em relação a avatar não li nada e a única coisa que tive acesso era á publicidade que na hora de jantar por vezes chegava quando me sentava á mesa para jantar. Pois é o único momento em que vejo TV e porque alguém já a tem previamente ligada, mas para compensar vou ao cinema e reflicto sobre o filme a que durante 2 horas  ou mais ou menos dedicas toda a atenção, tentando esventrar o  próprio filme, tentando descobrir figuras de estilo visuais formas de desenvolvimento de argumento como criar situações que levem a quem visione o filme a criar formas e mecanismos de estar influenciados por este.
Mas Avatar levanta questões interessantes:
- Põem em causa o próprio conceito de cinema perspectivando o que será o cinema do futuro tanto na realização como no visionamento.
- Levanta mais uma vez a guerra dos mundos, parecido com o senhor dos anéis mas numa outra perspectiva isto é a luta de civilizações. Abordando a forma em que nos posicionamos a nível da ecologia e aponta a novas forma de entendermos os ecossistemas, assim como os direitos há diferença.
-o ser humano o invasor que se torna superior por meio da tecnologia, a tecnologia bélica como forma destrutiva de tudo.
Em relação ao cinema em primeiro lugar acho o argumento muito bom tem apontamentos ficionais bastante interessantes e originais, o cabelo como cabo de ligação entre organismos e canal de comunicação.
A ideia de ecossistema como rede que une e liga tudo nas mais diversas formas de como nos posicionamos nessa rede e como se comporta em relação a sistemas que põem em causa o todo biológico.
Levanta a questão de como poderá a ser o cinema de futuro onde animação e manipulação põem em causa o do actor, bem como a arte de representar, tornando o manipulador 3D peça essencial no filme, já não falo de efeitos especiais mas sim de quem é encarregado de dar forma a um personagem através de sistemas informáticos, transmitindo todos os predicados para quem assista esquecendo-se do conceito do real tornando credível ao que se assiste.
Mas levanta outra questão em relação ao futuro e ao cinema que cada vez irá ficar mais pessoal tornando a sua visualização “a la carte”, isto é em breve assistiremos ao filme dentro de novos sistemas de visualização escolhendo a perspectiva de como quereremos ver o filme dando-nos a hipótese de sermos transportados para dentro do próprio filme pois passamos a ver a história na perspectiva deste e ou daquele personagem ou na visão do todo do realizador, isto vai implicar a um novo conceito de visualização. Os óculos 3d dos anos 60 iram ser substituídos por mecanismos de realidade virtual que nos colocarão no próprio filme.
Avatar levanta também a questão do actor, ou isto é a da tradicional representação que ainda obedece aos tradicionais mecanismos das cenas de palco.
Se o filme “300” e já outros mas este em especial vemos o cenário físico desaparecer onde a representação é feita num espaço vazio e informaticamente todo o cenário é construído criando o contorno onde se inscreve quem representa. Em avatar em determinados momentos já nem o actor sobrevive e o todo é formado através de programas informáticos, se o movimento dos personagens obedecem a um sistema de representação que é trabalhado posteriormente por programas informáticos ou se já tudo é um mecanismo virtual 3D completamente apoiado no programa e no manipulador do programa. Esta questão levanta a questão do futuro da arte de representar, no cinema (que a meu ver nunca será perdida por muita informática que trabalhe pois o trabalho dos actores é a base da representação e a arte das mascaras perante a objectiva sobe a batuta do realizador. Mas este novo cinema trás a oportunidade de podermos visionar todo um novo cinema onde fantasia e realidade prometem um dialogo interessante na produção dando uma lufada bem vigorosa a este género de filme onde o trabalho de ritualizar a realidade numa nova metáfora linguística é muito interessante.
Mas Avatar levanta outras questões se por um lado levanta o véu de como poderá a vir a ser o cinema do futuro, avatar recupera de novo o conceito de guerra dos mundos isto é o direito há diferença, e o direito que se term de viver na realidade a que se inscreve. No Senhor dos anéis temos a guerra dos mundos onde sistemas civilizacionais são postos onde os mais fracos tentam sobreviver, Avatar utiliza o mesmo mecanismo duas civilizações duas formas de estar diferente duas formas de olhar para o mundo diferentes, mas levanta uma nova questão, através de um avatar que se infiltra no outro mundo entender o outro. Aqui o Avatar é mais do que uma mascara aos poucos o que se transforma em avatar não se quer libertar da mascara mas aqui o avatar tem o poder do físico de existência matériaca. Ao contrário dos avatares tradicionais que são usados na neste pois aqui só existe no espaço da rede informática este avatar tem físico que se inscreve no espaço físico, tentando entender o outro que esta a descobrir que tem aqueles atributos. Acho que uma máquina destas é o sonho de qualquer antropólogo, mas poderíamos correr o risco de ver levis Straus a viver numa aldeia de índios ou numa tribo dos trópicos.
O avatar aqui da uma nova corporalidade, que descobre o outro, aqui o cientista da-se conta que o ecossistema é uma rede que tudo liga tudo insere e todos fazem parte dela apesar da sua diversidade e pondo-se uma parte em causa que é vital ao todo,  o sistema reage como um todo. Danos uma visão mais ampla de ecossistema e a comparação deste a uma rede ou teia.
Mas traz-nos também o apontamento de como tecnologia e ecologia podem andar de mão dada ou como a tecnologia pode ser uma das tantas formas de destruir ecossistemas e formas de vida. Podemos encarar a carga bélica como metáfora, se transportarmos esta metáfora para a nossa forma de vida podemos perguntar até que ponto a tecnologia distancia o homem da natureza dando lugar a um novo tipo de homem ou de ser que numa outra rede se posiciona e se inscreve. Novas formas de sociabilizar novas formas de estar.
Mas Avatar levanta questões ecológicas, cada vez mais tornamo-nos parecidos com parasita ou vírus que perdão o ecossistema quebrando cadeias. Hoje em dia quando se fala tanto de água e de vida pela primeira vez agua e vida estão a ser postas em causa. Nunca ouve tanta sede, mas pela primeira vez esta a ser posta em causa os manantiais das fontes e os seus mecanismos. A redacção actual pode ser comparada com a de sertãs formas civilizacionais que nas suas diversas formas de criarem a sua realidade puseram em causa o todo e todos sabemos quais foram os seus fins.
Mas como tudo e o todo estão inter ligados actualmente já não é só a água posta em causa é o todo.
Ou antes acho que devemos questionar se a realidade que estamos a criar é compatível com todas as formas de vida existentes.
Este penso que é um primeiro apontamento sobre o filme, mas acho que merece um novo visionamento e escrever separadamente sobre os diversos assuntos que levanta.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010


Up in the Air


Ao terminar de visionar este filme vem-me filme ficas a pensar em determinados conceitos que neste momento estã a ser desenvolvidos pela sétima arte,
Este não é excepção, se por um lado temos a realidade na ficção realistaria de um argumento que tende para o real duma classe media e a sua forma de estar, uma realidade crua na forma como é dada a noticia de despedimentos em empresas onde se esquece o sujeito mostrando o lado frio de sistemas que não tem pudor nem preconceitos em olhar para o ser humano como mero objecto que desempenha uma função esquecendo-se que esse trabalho é o sustento de famílias.
Mas este ponto vem associado há especialização de pessoas em dar estas noticias, especializados na negociação dos despedimentos garantindo há empresa sempre os seus benefícios em detrimento de quem dedicou uma vida há empresa.
Estamos assim confrontados com uma sociedade voraz que não se importa do todo mas sim nos lucros imediatos.
Esta é uma das abordagens mas o fio condutor de toda a história baseia-se no conceito de nomadismo, nomadismos contemporânea, onde como a própria forma de estar evolui, o meio de transporte é o avião, criando novos executivos nómadas, mas a este respeito o filme levanta outras questões há cerca do nomadismo na sociedade contemporânea.
A ideia de nomadismo muitas vezes ainda é conotada com uma visão poética de um grupo de tuaregues que cruza dunas estabelecendo rotas comerciais e contactos culturais, sendo estes no passado os carteiros por exelencia que uniam distancias com as noticias ou as novidades, sendo portadores de produtos e bens. Mas associado a esta ideia há também o do monada que utiliza o barco para a sua viagem e aqui associado a este conseito surgenos a ideia de uma amante em cada porto.
Mas também há o nomadismo que ficou popular no inicio do século vinte o do caixeiro-viajante que andava com o seu mostruário a captar clientes. E como estas muitas outras ideias de nomadismo associadas ao trabalho. Hoje em dia a sociedade moderna é mais dinâmica mais rápido e o que é para hoje já devia ter sido ontem.
Vemos assim a abordagem de um novo nomadismo, desempenhado por George Clooney magnificamente, o do executivo que esta em cortante movimento o avião é o meio de trasporte e todas as hareas relacionadas com o meio de transporte são a sua casa como ele diz já perto do fim do filme sentado numa cadeira de avião respondendo há pergunta donde é ele responde sou daqui, isto é a sua casa é o avião e o aeroporto a sua casa é a constante viagem, mas este tipo de nomadismo trás as suas vantagens e desvantagens, vantagens o ganhar-se pontos de viagem que são acumulados no seu cartam de fiel usuário dando-lhe garantias de movimento nos aeroportos, conhece os aeroportos como poucos o aeroporto e o espaço onde melhor se movimenta sente-se peixe na agua. Associado a este é-nos oferecido a tatica de como escolher a melhor mala para se viajar onde o avião é o transporte, o lado pratico que tem que ter um moderno nómada, o que é imprescindível, isso é visível logo no inicio onde nos espectadores somos convidados a ser a mala de viajem e acompanharmos os seus movimentos no aeroporto, onde as rodas da mala mostram a funcionalidade de ser uma mala e o porque aquele tipo de mala de viagem, o outro momento é quando ensina a sua colega a fazer uma mala, esta potencial nómada executiva.
Mas este nómada executivo é especialista em despedimento ou melhor foi treinado para dar mas notícias aos operários e negociar com estes o seu despedimento que praticamente é inegociável.
Vemos assim o lado frio de uma sociedade de consumo despreocupada do lado o humano não se importando das tragédia se dramas de cada um a vida pessoal não diz respeito há empresa.
Mas um ponto interessante são as conferencias, aqui aparece um elemento fundamental ao nómada a mochila, e com o exemplo da mochila é apresentado uma forma de estar e de se  viver. Esta conferencias sempre muito estudadas, onde tudo é estudado ao pormenor que no fim o exemplo que vende serve de exemplo da sua resposta a pergunta que esta no seu intimo em silencia a fazer-se a si mesmo.
Mas este homem também é confrontado com a tecnologia, pois a tecnologia trás uma nova forma de estar o sedentarismo, o que faz a viajar agora pode-o fazer solitariamente de um despacho, tornando os processos de lidar com as pessoas ainda menos pessoais, vemos assim a tentativa de negar o que nos foi transmitido pelo lado humano do trabalho, e vemo-nos dando conta de uma sociedade cada vez menos humana nas relações empregador trabalhador.
Mas o filme levanta também a questão de uma amante em cada porto, o das duplas personalidades.
Ai o papel femenino que contracena com Ryan tanto Alex  (Vera Farmiga) como o de Natalie (ANNa Kendrick) bem estruturados pois são os contrapontos as perguntas que este se vai fazendo.
Acho que a Sena dos cartões de plástico no bar divinal já não é o homem que é sexy é o cartam (bem dizer isto a um cartão com o senhor Clooney há frente é oferecer um cartão para visitar um oftalmologista o mais rápido possível a quem acha mais sexy um cartam, mas quem manda, e o guião esse que constrói os personagens) que lhe permite ter uma forma de vida e uma forma de estar, vemos assim formar-se a ideia de como são alguns hipotéticos relacionamentos nestas esferas, e nestas esfera para alguns as duplas vidas.
Em contrapartida a jovem que começa a ser iniciada na arte da viagem, descobre que quer ser sedentária acho que estas duas dualidades de mulheres opostas são muito interessantes, pois quem esta por detrás do programa informático é quem quer ser sedentário.
Mas essas particularidades devem ser descobertas por cada um individualmente.
Mas é um filme de confrontos do eu, o nómada também se cansa de viajar, também aspira a uma sertã sedentarização, deseja o abraço na casa impessoal chegando a própria casa ser mais impessoal que um quarto de hotel.
Vemos assim essa insustentabilidade de se ser reflectida na forma de estar, os nomadismos internos as necessidades de alternar formas de estar e de se viver.
como é dito no filme num dialogo que ficara na memoria de quem vir o filme,
 “Uma vida entre parêntese”
E se alguém ler isto, espero que deixe de ser sedentário e vá ao cinema

Julie & Julia

Julie & Julia

Antes de mais foi um momento particularmente interessante ver este filme, e terei de fazer algumas confissões, em primeiro lugar e isto sempre me acontece quando Meryl Streep ocupa o ecrã sempre me lembro da Escolha de Sofia foi neste filme que a vi pela primeira vez e senti-me arrebatado, depois naquele silencio característico de quem se senta na sala de cinema e começa uma viajem sobre a batuta de realizadores podemos verificar a flexibilidade e o seu lado mais camalionico quem a segue suspirou também numa ponte que ligavam corações ou sorria ao vela a cantar Abba, numa África minha, e tantas outras ocasiões, não tentarei adjectivar aqui adjectivos que acho que os mais qualificados do que eu já lhos deu, mas neste filme em especial bem, fartei-me de sorrir olhando eu também para um passado mais próximo e do outro lado do oceano programas de culinária onde neste pais também havia as senhoras da colimaria que encimavam a cozinha francesa ou como comer uma alcachofra ou como cozinhar gastando pouco dinheiro.
Mas este filme era passado em cozinhas e entre tachos para mim são as áreas onde se inscrevem as tragédias familiares por excelência e e na cozinha onde as provas mais duras de convivência são postas em pratica.
Outro prazer meu é saborear, e para quem gosta dos prazeres dos sabores ver filmes que abordem o tema da alimentação é outro prazer, posso confessar ainda que quando sei que um filme é passado entre panelas e os prazeres da alimentação tenho sempre a tendência de os ver, lembrome do Jantar de Babete, Como agua para chocolate, ou um filme que não me lembro do titulo mas que era passado numa cãs onde um grupo de amigos tentava o suicídio pela alimentação comendo e levantando questões sobre a comida. Mas neste filme tive um prazer partículas e uzado um blogue para expor as ideias e o seu dia-a-dia usando as receitas de uma senhora tão típica e particular que ensinou a “comer”, e usando o livro de receitas como um processo de auto ajuda e de descoberta, onde vemos o prazer da alimentação e da sua confecção todo um ritual de descoberta dos prazeres dos sabores e dos odores, e a descoberta do eu pela alimentação.
Eu próprio como amante da cozinha espaço sagrado das iniciações também aprendi a cozinhar primeiro sobe o olhar protector de uma avó, depois de uma vizinha que fora cozinheira em casa de senhores abastados e te ensinava conceitos mais elaborados, mas era pela televisão onde tiravas notas, mas todos crescemos e começamos a sair do hogar e partimos, eu fui para Milão e para surpresa de quem me recebeu levava a bíblia gastronómica lusitana “cozinha tradicional Portuguesa” que para ser franco nem me deixaram abrir pois fazia-se a apologia a cozinha italiana, e eu encantado, e aos poucos comprava livros de cozinha, aqui achei piada ao pormenor do filme pois quem gosta de cozinhar faz-se acompanhar de livros gastronómicos. E em determinado momento aparece o Larrus (já sei que esta mal escrito), eu próprio andei a volta dele tanto na biblioteca municipal como depois já nas minhas mãos mas tive a sorte de encontrar a tradução portuguesa dividida em três volumes. Mas antes disso descobrira o famoso Pantagruel, e tantos outros livros.
Mas desde criança tentava fazer receitas que pareciam divinais, mas nessa época onde encontrar determinados produtos era difícil para elaborar uma receita tentava-se adaptar a receita ao que avia há mão, o queijo xpto era substituído pelo queijo que se fazia em cãs, a massa folhada nunca folhava tanto como a que aparecia nas revistas pois em vês de colocares as 250g de manteiga colocavas 50 e um pouco de azeite, e as natas só começaram a entrar na cozinha já quase nos anos 90.
Depois num hotel em Fátima observava as artes culinárias e tentava aprendes, mas sempre fora mais de fazer do que de comer, os amigos gostavam de aparecer e comer e assim se ficava em casa a discutir literatura ou cinema ou outro tema qualquer interessante para ser discutido.
Foi um momento particular visionar este filme onde passa o tempo sem darmos conta que passou e cada vez que Meryl Streep fala o sorriso desponta, pois a sua personagem convida a que passemos um momento divertido entre panelas onde talvez seja o lado mais sádico de tentar seduzir o outro.
Mas também há o blogue que te liga ao mundo onde te exprimes onde a escrita tantas vezes é esse strip tise do desinibir-se e dar-se.
Que mais dizer de um filme onde passamos um bom bocado que não é maçador onde não se disparam pistolas mas bombardeia-se as papilas gustativas para suplício de quem só come arroz.
Mas há torturas que valem a pena, e senhoras que sempre é bom ver no ecrã maior da nossa consideração.

Este ano ando a por o cinema em dia, e visionar os filmes e depois escrever e como sentir-me uma Cherazade nas mil agonias das noites da minha tortura onde tenho que estar sempre a fazer algo e impedir que o sono venha pois cada hora dormida +e menos um tempo do meu tempo onde carrascos nas artes me torturam.
Assim visionar os filmes e escrever nos diferentes blogues, e como aquele momento onde o perigo da noite te observa e este é a única escapatória para não desmoronar antes do tempo.
Foi um triplo prazer neste

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Nomadismos


Das primeiras abordagens ao estudar-se a historia homem, o primeiro aspecto que se destaca é o seu nomadismo, o estar temporariamente num sitio e dai partir para outro, mas todo este lado de errância de exploração espacial leva os sujeitos a crias paralelamente ao seu estado de nomadismo o ritual de sacralização de espaços.
Essas sacralizações conotadas tanto aos seus cultos, vemos assim aparecer todo um ritual artístico em determinadas horas conotados com a vida e a sobrevivência.
Se por um lado as cenas de representação são conotadas com a sobrevivência e automaticamente com a arte da caça e da guerra os rituais de fecundidade estão intimamente ligados a um todo.
A vida é olhada como uma procura constante onde essa procura leva há criação a necessidade para tornar certo acto mais prático leva o homem a descoberta de toda uma arte móvel que o ajuda a sobreviver.
Tudo se inscreve desta forma a todo um ritual iniciático onde se comunga com o todo.
Ao longo da historia este ritual de nomadismo vai modificando, bem como os modos de estar, a sedentarização essa trás uma nova forma de estar transformando o nomadismo como uma forma interna do ser, aparece assim toda uma forma retratística de ver o eu como um nómada interno em constante construção passando por provas e formas de estar que o ajudam no seu crescimento como individuo inscrito numa sociedade.
Partindo destes dois conceitos de nomadismo em dois espaços o externo ao eu e o interno, neste momento reflicto sobre objectos associados a este nomadismo.
Aparece assim a mala o saco de viajem.
Pegando nestes objectos que outros objectos meteria no interior deste que representassem períodos da minha vida.
Podemos dizer que entro num processo de repleção do meu eu como colector de objectos  que adjectivam momentos do meu eu.
E ai damo-nos conta que ao usar mos uma forma essa forma alem de representar um momento no espaço-tempo representa também o meu eu em construção.
E vamo-nos dando conta que começamos a enumerar objectos que em determinada época são vitais deixando de o ser em outra, chegamos assim a noção do eu e do efémero, do passageiro.
Isso leva-nos a conclusão que mesmo sedentários somos transumantes passamos de estádios de forma de estar e de ver e apropriar o mundo que nos rodeia.
Mas se a cada estádio da vida tem os seus objectos a mala que os transportava também era particular é original é o meu eu em constrição.
Neste sentido como seria a minha mala na infância na adolescência na juventude na época adulta, que cores tem a minha mala que marcas exteriores são visíveis, e surge assim a ideia do carimbo do autocolante na mala de viajem que marca os portos por onde passei.
Como seriam os meus carimbos os meus colantes, que portos reais ou imaginários marcaram a minha mala de viagem no meu eu no espaço e que são visíveis e quero que sejam vistos desta maneira. Todo o processo de mostrar é de esconder, só damos o que queremos que os outros nos vejam, assim vamo-nos dando conta que existem dois espaços em constante comunhão, o do meu eu que se mostra e o do meu eu que se esconde, e neste esconder agora olhamos para o interior da mala ou do saco ou do objecto que criamos que é a nossa forma de transporta e ai aparece a memoria interna que se inscreve de uma forma internamente e de outra forma na superfície que se dá a ver. E nesse inteiros como representaria sentimentos que me estruturaram, como representaria as pessoas que exterior a mim marcaram e temos que ter em conta que ao fazer diferentes malas consoante as idades ou como eu interpreto as idades da existência desapareçam objectos ouros evoluem para outra forma procurando uma nova forma de se adjectivar e se dar) ou ainda marcam (o meu interior. Se somos seres em construção qual a argamassa e essa argamassa é composta por que materiais que lhe vão dar forma e corpo para se dar a ver.
Estamos assim a criar objectos de auto representação.
Mas como humanos que somos e na humanidade que nos caracteriza poetas do visual, damo-nos conta que descobrimos ai uma frase do pessoa “todo o poeta é um fingidor….”
E ai o leque amplia-se pois aparece o segredo o que escondo, e ai aparece a importância da metáfora como criar objectos que falem de algo secreto sem que seja explicito o segredo, assim vamo-nos dando conta que só damos a conhecer directamente o menos importante deixando depois a linguagem metafórica, através de figuras de estilo uma forma de contar coisas que poção levar há subjectividade da interpretação.
Surge assim a ideia da criação da metáfora como figura de estilo que fala das verdades que não queremos que sejam descobertas.
E assim paralelamente a estes objectos estamos a criar objectos linguísticos que contam historias subjectivas de múltipla interpretação, criando assim um espaço de dialogo entre observador leitor e objecto que se da sem ser dado onde a pluri-interpretação e a base para a abertura da obra. Mas este objecto que criamos e se da na sua pluri -interpretação e guardado na mala e fechado pertence ao meu eu interno que seda e se esconde se abre e se fecha.
E surge assim a ideia de formas de comunicação do meu eu interno com o exterior.
Actualmente que as tecnologias invadem todas as formas de comunicação, usando as tecnologias que mecanismos uso para expor ideias, como decoro esses mecanismos, mas se pretendo crias objectos como usar a multimédia como mais uma ferramenta que ajuda a dar forma a objectos no espaço.
Se um blogue é um local que me fixa numa rede onde me exponho dando a conhecer ideias e formas de pensar como ocupo esse espaço, aqui eu pecador me confesso pois se analisarem os vários blogue que tenho preocupo-me com o que coloco nele e uso um esquema padrão, isto é não me importo com a forma da mala usando uma comercial mas preocupo-me com o que nela coloco, por exemplo neste blogue, com as ideias mais diversas as minhas opiniões dos filmes ou da coisas que me vão marcando.
Como falar das tragédias inscritas numa família sem ser directo.
Mas aqui não exponho tudo apenas ideias dispersas no outro das historias conto historias seguindo o meu esquema preocupo-me mais com a historia escrita do que no suporte onde inscrevo a historia.
Mas também faço desenhos das histórias, e como raramente os coloco em rede amontoam-se na arca dos desenhos.
Quanto a fotografia bem essa anda empacotada em discos de memoria, e é das mataras que de certeza iram sendo colocadas em rede só para dá-las a conhecer, ou antes levantar um véu das muitas fazes fotográficas por que passo.
E depois há derivações do tema como falar do meu eu nómada nesta existência, onde renascer e morrer esta em diálogo constante, vestígios do amor da guerra, aspirações e desilusões.
A estrada e o seu entorno como o meu eu em marcha.
E surge assim a tão célebre frase “caminhar se faz andando”.
E no caminho deste nomadismo existencial da eterna procura como encaro os momentos em que ando e os momentos em que descanso.
A procura como a sede vital do nómada.
Aqui podemos inscrever o percurso, o exterior que se reflecte no interior ou vice-versa consoante olhemos para a narrativa que queremos transmitir, por exemplo falar de mim através do meu percurso onde o envolvente fala da minha personalidade ou o vice-versa onde o envolvente marca a minha caminhada.
Ai analiso as formas de ver e de me apropriar do que vejo. Como interpreto o espaço onde me movo.
As marcas dos meus sapatos nos percursos. Ou como inscrevo essas marcas , que marca pode simbolizar o meu andar no caminho.
Claro que aqui os suportes podem ser variados, posso utilizar o vídeo para contar estas histórias diárias.
O transporte público e o meu individualismo integrado no colectivo como os observo e como me observam, as guerras do existir dentro desses transportes. O acidente sim pois os acidentes mascam sempre toda a viagem que acidentes tive como falar deles.

17 de Janeiro 2010

Depressa, depressa estou atrasado dizia o coelho olhando o relógio e correndo.


Nos dias que correm nos tempos do sempre tempo convêm levantar a questão sobre tempo e realidade, desde os primórdios sempre presentes onde tanto o tempo como realidade são questionáveis.
Nos tempos em que nos movemos em que pós Matrix a realidade entra na dimensão cibernética, onde já outros pronunciavam aldeias globais, onde o ser se inscreve e a noção de distância espacial se perde e a distancia essa fica há distancia de um clike que me aproxima de outro ou me afasta deste, um clike de rato ou enter, possibilitando proximidades ou gerando distantes sempre próximas, pois a teoria em que a distancia  que me separa de alguém nas antípodas é de 6 pessoas. Assim inscritos na rede teia que nos prende nas conexões desconexas da realidade.
Mas como neste momento escrevo sobre o que vejo no cinema destaco um filme que tem a particularidade de se questionar sobre a realidade e o tempo “The deaths of Ian Stone” em França “Les Faucheurs” dirigido por Dario Piana,  em primeiro lugar convêm perguntarmo-nos o que é a realidade, mas num particular o que é a realidade daquilo que veijo, e ai a realidade desaparece e damo-nos conta que tudo é ficção, por mais próximos que descrevamos fotografemos algo nunca é aquilo que tentamos captar na sua real dimensão, se descreremos algo falamos doe pontos de  vista de como vemos e interpretamos  algo que se inscreve numa realidade onde so o todo +e real assim chegamos a conclusão de como ninguém tem uma visão do todo ninguém tem uma visão global da realidade.  Mas o filme não fala disto o filme aborda uma ideia interessante primeiro da dimensões do espaço, onde no espaço em que nos inscrevemos há outras dimensões e existem seres que criam canais entre dimensões, depois aborda uma questão interessante que é a do tempo, no filme o tempo é repetitivo num ciclo de 24 hora. E a partir destas premissas que se vão complicando damo-nos conta que o personagem principal existe num tempo de 24 horas em que morre todos os dias acordando num outro espaço onde vive um tempo de 24 horas, o interessante é a flexibilidade de adaptação entre compartimentos espaciais. Tentando sempre fugir de um ciclo que começa a dar conta de existir, pois começa a recordar momentos das realidades dos diferentes espaços que tem atravessado.
Como o espaço é composto por varias dimensões na realidade em que o ser se inscreve so alguns tem a hipótese de ver a realidade em diferentes dimensões. Mas o facto curioso é que esta é outra questão que é abordado em vários filmes em Star Trek toda a historia desenvolvese sobre a noção de espaço tempo e as viagem no tempo e o deixar de haver espaço tentando abordar noções de buraco negro, mas o mais interessante e que abre a possibilidade que no mesmo espaço e no mesmo tempo poderem encontrar-se um corpo em diferentes existências temporais, onde o jovem spok encontra o velho spok que vem do futuro para emendar os erros do passado.
Este tema já abordado de diferentes formas ao longo do espaço temporal consoante a realidade, por ex. as vestais da antiguidade clássica invocavam o ritual da sempre virgem onde voltava a ser virgem quem não o era, e através de um ritual vitalista e esta  era tornada virgem quem não o era para representar assim o ritual da invocação dos espíritos de deus.
Mas já na época este ritual levantava questões te tempo e espaço, mas levantava outra questão a da memória. O próprio Eco salvo erro nos seus limites da interpretação aborda a questão da memória pois refazendo a existência da pessoa levanta também ele a questão da memória pois questiona-se se esta a que é colocada virgem sem lhe perguntarem se o queria ser ou não, (pois faz parte do ritual, transformando a virgem no exemplo mais típico das experiencias pavlovianas), pois pergunta-se se se esqueceu ou não das  experiencias do passado, a meu ver não pois a memoria faz constrição da realidade da sua historia , é a memoria que a iscreve num expaco e numa existência espacial.  Mas o que acontecia a estas vestais é que deixavam de ter opção de escolha ate que executacem todo o ritual iniciático de dar corpo aos espíritos de deus, e assim transformam-se no deus desconhecido.
E é aqui em que se inscreve todas as artes a criação de uma realidade a quem vai incorporar um ritual.
Mas pergunto-me se o  espírito que incorpora ao longo dos ciclos das incorporações este possa ter alterado a forma de comportar perante o ritual.
Mas esta é outar questão que não me interessa abordar de momento.
Pois teria que me perguntar sobre rituais.
E perguntar-me se ao longo do tempo e no sempre espaço onde existem os vários ritmos de tempo das recriações do real se o ritual de nos inscrevermos num tempo e num espaço onde é o ritual que da significado ao tempo e espaço do iniciado. Esta ideia da quase um novo guião para o sempre mesmo filme.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Um fime na sala da infância

Depois de uma passagem rápida por Madrid e como sempre a obrigatória visita ao reina Sofia e ver a intervenção feita no pátio utilizando as luzes led ou let ou como seja o nome das lampadazinhas de baixo consumo , onde é visível mais uma vês em comunhão a escultura a multimédia indo mais alem da simples linguagem de grafite que ultimamente tem utilizado este tipo de iluminação pare se expressar, que me deixou de veras entusiasmado pois abre-te uma nova possibilidade de projectar imagens no espaço publico.
Mas o que me leva hoje a escrever não é sobre a abertura da escultura há multimédia tornando o suporte escultórico um projector onde ambos dialogam entre si proporcionando uma nova forma de apropriar espaços ou de os ocupar, mas sim falar do processo da imaginação.
Todos nos na nossa infância projectávamos para as nossas brincadeiras os heróis que a televisão nos dava a comungar, e numa religiosidade inconsciente em relação há caixa magica cumpríamos horários pois era a hora de vermos os nossos heróis.
E terminado o tempo das sacralizações que a tv nos oferecia, saiamos a correr para a rua e de espada na mão ou de capa la inventávamos na improvisação e influenciados com o que víamos um novo capitulo heróico onde nos tornávamos nos os heróis da brincadeira, que chegasse um vilão qualquer que nos fizesse difícil o brincar. Mas como o brincar é dos melhores exercícios para se potencializar a imaginação depressa quem nos chamava se transformava num personagem de brincadeira, e a cozinha transformava-se na casa dos anjos de Charly que varrendo a casa programavam a proporcionar brincadeira, aventura perigosa pois já se montavam estratégias para prolongar o tempo da brincadeira e diminuir o tempo dos fazeres obrigatórios.
Depois o brincar com o que vês sofre o impacto do peso das fases do crescimento e andar com uma toalha as costas ja  é ridículo, e descobres que visionar algo é conhecer um pouco de um mundo, e por vezes ora estavas no Brasil do amado Jorge, também tu Gabriela sonhadora esperando o grito do Ipiranga do sempre ser que quer ser, nas artes do sempre andar se faz andando.
E assim na distancia viajas pelo mundo na comunhão da caixa influenciadora que te mostra o mundo que quer que construas, e assim tal como Magalhães circunavegar pelo mundo montado na caixa magica, nas vagas da imaginação.
E nessa descoberta do ver e viajar pelos olhos de outro descobres a distância cruzas mares fronteiras onde o único passaporte é a disposição de te deixares levar, e assim de mãos dadas vamos sendo umas marias que vão com as outras pois mesmo não estando com os colegas o que vês é o tema da conversa da discussão que na inconsciência se transforma na influência do modus de estar.
E assim vamo-nos auto construindo para o bem ou bara o mal, mas se começarmos a ter uma consciência critica ai as coisas começam a ser diferentes.
Ontem vi um filme que me fez viajar a este mundo, ao mundo de nos crianças que brincamos aos heróis ou aos nossos heróis, não me lembro do nome preciso do filme e os apontamentos que tirei devido há hora a que entrei em cãs não sei bem onde estão, mas era qualquer coisa como a vida do senhor ZiZu ou outro nome qualquer começado com z.
Que neste momento me começa a por em z a cabeça por muito que me queira lembrar. Mais uma vez o filme dentro do filme, estamos na apresentação da primeira num festival de cinema de província onde o realizador artista e biólogo nos da o seu filme a ver e com origem nesta premissa começa uma historia em que todos aqueles que se deixaram transportar pela mão do cinema ou antes das artes visuais conheceram o mundo.
E como no brincar o parodiar, a inventiva o absurdo por vezes é a base do processo criativo do modus de se divertir vemos aqui as influências de construção do argumento.
As grandes crianças que decidem desta vez ir há infância e das brincadeiras da infância montar na fase adulta um filme.
E ai o eterno gorro do capitão custo a bordo do seu Calipso, serve de base para a construção de toda a ficção, um tributo aos grandes que recordam as suas brincadeiras de criança. E como as vezes saímos desse campo ou da província podemos dizer que o pretexto da própria apresentação do filme dentro do filme é pretexto para nos situar.
E tudo serve para brincar, os arrufos do se ser famoso, mas através da mão do senhor custo que nos falava do mar e dos mundos e tesouros deles somos levados agora pela mão de Z que também descobriu o mar pela mão de custo e nesses mundos piratas tubarões cavalos de mar e tantas emoções enchia as horas mortas da brincadeira.
E entre o recordas e o ver nos vamos rindo das paródias do filme no filme e do filme do recordar que também já escrevestes um argumento parecido numa idade onde o dar asas ao pensamento era a tua espada quando gritavas correndo na calçada, vamos tomar este navio.
Depois o filme acabou e com um sorriso nos lábios lá fui andando para casa com um sorriso nos lábios pois tinhas viajado ao munda da infância onde brincas com o que vês.
E assim andando ouvindo o ecoar, vendo sempre a imagem da cigarrilha empenhada pela mama adams que também aparece, mas de outra forma, já não a dançar tangos em família mas controladora na distância das brincadeiras sempre atentas.
Diverti-me imenso.
Ate do meu primeiro gorro me lembrei, com este filme viajei há infância, na luz dos ledes dos impulsos nervosos do meu cérebro na praça central da minha existência, museu do acumular das recordações, onde há mais espolio guardado que dado a ver.
E assim agora com um sorriso nos lábios viajei há infância adulto criança recordando essa infância.

Como dis pessoa “Todas as manhas que me vejo ao espelho ainda existe quando vejo reflectido nele a eterna criança que há em mim”.
A frase mão é bem assim, mas quer dizer isto, que as vezes nas idades adultas viajar a essa infância, pelas mãos de outros ou não, é sempre uma diversão

domingo, 10 de janeiro de 2010

carta apresada a uma amiga sobre interesses


ola

estou sem tempo mas queria ainda dizer-te isto
sobre interessees de estudo
quanto as belas  artes nem estou ai, e é assunto questionável e para reflecção,

e para reflectir  sobre outras coisas.


sabes sobre o peter greenawey, sabes ando com vontade de ler dele uns livros que abordam temas que me interessa:
100 Allegories to Represent the World 
The Historians: The Rise and Fall of Gestures Drama
Peter Greenaway's Postmodern / Post-structuralist Cinema
e em especial:'The Wedding at Cana, tema que me interessa muito depois de ir a Lamego, sei que também escreveu a ultima ceia centrado na ultima ceia do leonardo tema que não me interessa pois o segredo do quadro e o porque não ha comida na mes é que comeram o cristo, por isso tomai e comei, coisa que não disse pois foi comido sem saber que estava a selo. descentrando a sua atenção com malabarismos sexuais com a madalena que tambem n foi para a cama com este. mas essas são historias k n me interessam isso ja o sabia ha muito. 


ando mais a estudar velasques e as fiadeiras, o interessante é que o cristo, ou os cristos ninca se deram conta que eram sempre fiados, trinta anos fiado sem saber, e depois o resto a ver como era comido, e sentir, pergunto-me porque o despertaram se desde a sua nascensa foi sempre utilizado como repasto e moeda.


ando a ver muito  cinema e fiz um siclo sobre o greenawey privado, o filme de que falas foi o unico que não visionei pois não  consegui encontrar sei que em frances tem um nome completamente diferente. mas como nada acontece por acaso,na vida tambem não me esforsarei por o ver quando for a altura sei que o filme chegará as minhas mãos.


mas o que me deu mais prazer ver foram: Tulse, Luper Suitcases. tema interessante sobre o nomadismo e a vida numa mala de viajem. é uma trilugia, cada qual com um fim diferente tendo a mala de viagem como metafora do eu errante. 
temas interessantes na arte de viajar, onde a viajem pode ser entendida de múltiplas formas as exteriores  e as interiores, o interessante e construir objectos resultantes das viagens que cada um faz, sendo o mais interessante os objectos a viagem ao centro do eu pois são exercicios de analise e reflexão. se os cadernos de viajem são resultado do viajar, a analise dos objectos que fazem parte das viajens e a sua manipulação na obetenção de um produto com finalidade artistica, pois ora obriga ora a descostruir, construir, estruturalizar, onde se pode por em causa pelos objectos temas como o da camara clara e o da camara escura.
viajens ao sentro do eu ainda é mais interessante.
mas neste momento dedico-me a refleção e analise. e alem disso não estou nas belas artes. segundo me disse uma pesoa estas no 1º ano e ha muitos que se sentem ja encomodades. não sei porque pois estava curioso por aprende. 
mas pronto
ponto




podes ver isto tambem no blogue.

--
Paulo Santos

sábado, 9 de janeiro de 2010

Anticristo de LARS VON TRIER

Com: Willem Dafoe e Charlotte Gainsbourg
Se tivesse que reduzir a minha opinião numa única frase teria que usar uma comparação para falar deste filme, e iria comparara-lo com um vinho que fala do vinho elementar da vida, encorpado, intenso, de cor rubi, de aromas a bosque onde se destaca o pinho e a carvalho resultado da maturação com um ligeiro toque a amoras silvestres, tornando visíveis os espinhos da sua colheita.

Para mim falar de Lars von trier e ralar de um realizador que na dança no escuro do cinema a que somos convidados a dançar seguindo a sua direcção é nos dada a participar dos sentimentos mais profundos e viscerais que caracteriza o existir.
Nunca sai indiferente depois de visionar um filme seu, o primeiro filme que vi deste realizador foi há muitos anos onde uma medeia a preto e branco despertava em mim uma catadupa de sentimentos que a partir desse instante, me fez acompanhar o trajecto deste realizador.
Convem salientar que depois do dogma onde o realizador se transforma na chave central da participação de tudo o que vemos pois é o actor invisível lente que através dela e do seu movimento mos é contada a narrativa sento ele próprio participante através da câmara actor da narrativa, não temos distanciamentos somos catapulta para o centro da acção participantes desta através da objectiva.
Para mim tornasses difícil falar de alguém quando admiramos esse alguém e pela primeira vez escrevo sobre uma das pessoas que acompanho e admiro, entre as tantas da sétima arte.
É dos filmes que reflecte a própria arte da criação e o tema central da produção das artes o grande motivo explicito ou menos explicito é sempre o mesmo e as varias visões e formas de nos apropriarmos do motivo e a partir del produzirmos criarmos. Se o veado o cavalo ou outro animal consoante a cultura são os elementos metafóricos levanta-se desde a primeira pintura rupestre na caverna dos despertares da existência.
Aqui temos todo um poema iniciatiico, somos convidados a comuncar da eterna luta da criação, onde tudo é catártico, tudo se torna divir pois tudo se recria tudo se transforma a cada pulçar do coração.
O filme traz com ele toda a carga peso da história da arte e por consequência da condição da existência. E existir implica a eterna afirmação dos sexos, lutas do bem mal amar, na redenção sacrificial que implicam todos os actos de amor, quem ama sacrifica-se dá-se como oferta no altar sagrado do leito dos amante da eterna luta da cópula como redenção.
Cada fotograma trás o peso da poética visual, são visíveis as influencias visuais da historia, desde a pintura parietal passando pelo surrealismo nedievalista de Boch, dos pintores do renascimento que pintaram os infernos do existir, barroquismos dos pormenores onde o objecto fala pelo todo, o romântico bucolismo de se inscrever na paisagem transformando o todo na unidade, o surrealismo experimental tanto da reflexão psicanalítica que nos apresenta bradando Freud morreu, e utilizando a própria imagem como acção hipnótica que nos prende, e quase nos hipnotiza tanto pelo assunto como pela construção da narrativa. Segundo o meu ponto de vista trabalhar com lars von trier deve ser das experiencias mais interessantes para um actor pois são experimentados psicodramas para a obtenção de cada freime, há frente da sua objectiva nenhum actor possui qualquer elemento da sua identidade mas é o personagem é o psicodrama de lars von trier em plena criação. E comungar dessa construção fílmica como interpretes é esquecer-se do eu e ser-se não a persona do personagem mas sim o personagem. Isto implica uma dádiva total do actor. E que actores, há muito que não via o Willem Dafoe e a actriz uma senhora que a cada freime ocupa todo o campo visual, com ela nada é indiferente, a própria natureza experimenta e comunga no psicodrama.
Para ser sincero tinham-me falado do filme, com fazem sempre dos filmes dele, e disseram “olha é a história de uma gaja que perde um filho e só quer foder”.
Se aquilo dito por quem foi era uma frase de dizer não é bom, para mim aquela frase vista por àquele realizador podia ser um autêntico poema visual, e como sempre faço nestes casos digo ai então não vou ver este filme esperando que va depressa embora a visita para ir loco para o cinema ver o filme.
E ainda bem que pensamos por nos a nível de gostos pois todo o filme é um poema sublime visceral onde o animal (anima mater) transformado luta na caverna da existência pela afirmação. O sexo é das coisas mais básicas e o elemento que sempre criou a discórdia na evolução humana as grandes lutas e tragédias implícitas no seio familiar são sempre sexista na carga dramática sempre a eterna luta da afirmação e da argumentação.
A grande luta da história das histórias da existência é sempre travada numa cozinha numa alcova ou num espaço que serve de leito para a estruturação de toda a tragédia.
O abrir ou fechar pernas é ele próprio uma arma, de negação ou de redenção que implica sempre o sentido de “redentore mater” implícito.
A cópula como redenção afirmação purga drama, o sexo como obra poética que em clous hape so tem dois pontos de vista e há agora a necessidade de nos distanciarmos para a construção metafórica. O sempre eterno instinto básico como a sempre eterna básica luta dos sexos.
Como repararam não descrevo a narrativa coisa que não gosto de fazer para isso devesse dizer vejam o filme, e assistam há historia, eu tento falar um pouco do muito que sempre fica aquém do tanto que tenho que dizer neste caso.
O que tenho que tentar transmitir aqui é que deixem-se de puritanismos e assistam ao tema mais elementar que caracteriza todo o drama da existência.
E deixem-se arrebatar pois e nestes filmes onde temos a noção de arte vendo todas as artes inscritas na sua estruturação.
Espero regressar e ter tempo para continuar a escrever sobre este filme em particular pois levanta temas interessantes, a morte da psicanálise freudiana, tirando a mãe do pedestal, que a contra educação sempre a colocou, da virgem Maria, que nunca foi branda nas emoções.
Arte primitiva e renovação das artes.
O historicismo para a construção narrativa. Reformulando e recriando na arte dos devires sempre integrado nos ciclos da historia e na sua criação a partir do já criado, garantindo a continuidade e renovação dos ciclos.
Psicologia entropia psicodrama na construção da narrativa.
Espectador participante da narrativa devido a forma de captar a narração.
Metáfora realidade desestruturação estruturação construção.
Entre outras coisas, mas o mais importante o meu bem haja a toda a equipa que me deu a oportunidade que na caverna escura da sala do cinema pudesse ver as sombras da forma de ver de lars vom trier, nome que estruturou um todo e nos deu esta obra magnifica a comungar.
Bem-haja
Powered By Blogger