sexta-feira, 22 de janeiro de 2010


Los abrazos rotos

Almodovar

O filme ainda mal acabou e ainda a canção surgiu, “não há amor como esta gloria”, ….. e prossegue a canção, os olhos fecham-se e o filme ainda continua na canção passos de murmúrios, ainda no espaço escuro. Só nestes momentos, …. Mas com os olhos ali no escuro pregados vendo os nomes dos participantes rodeado pela canção, e mesmo sem me ver obrigado em prestar  contas, cada um é escravo do seu cravo.

Tento escrever apressadamente, as primeiras impressões, mas a musica e os fotogramas ainda continuão presentes e ainda meio atordoado , por sair do escuro e a luz inundar a sala já sem nomes nem musica onde o branco já ocupa lugar da historia que ele nos apresentava no seu mundo colorido.
Mas desta vês a surpresa, desta vez havia fantasmas em todo o filme uma Cármen maura parecia sempre presente nessas mulheres há beira de um ataque de nervos, mas não eram aquelas mulheres eram outras, a história já não era há beira de um ataque de nervos e tudo parecia no fio da navalha querendo cortar sem causar sofrimento,
O repuxo dessa lei do desejo aqui (no filme) convertesse no tripé a sexualidade aqui aprisionava tudo e todos a cada respirar.
Eu aqui agora no escuro do quarto agora iluminado pelo ecrã do computador, escrevo tentando não deixar escapar essa primeira impressão do que acabo de ver.
E existe um fantasma varinos em todo o filme, inscritos no passado no de quem escreve argumento recusando o olhar do presente, mas antes de acabar todo o presente em forma de presente é recuperado.
Mas ainda esta a musica no ar. Ainda aquele vestígio, e agora aprece a duvida, fecho os olhos e digo para comigo, no genérico dizia que é do Almodôvar, um filme onde ele Almodôvar se visita a ele mesmo no seu duplo papel de realizador e de escritor do guião.
Um Almodôvar que metamorfoseia o seu passado e brica consigo pedindo desculpas ou apenas sem pedir nada apenas dizendo como é divertido brincar no cinema, o guião há volta do guião, o filme que revisita o realizador na metáfora do cinema, o nómada sempre insatisfeito nómada na criação do nomadismo de se olhar nas viagens de realizar e escrever.

E sempre aquel balcão com vasos nas varandas, com vistas sobre a cidade, inscrita em cenários onde as únicas vistas que há é o que o argumentista e realizador nos quer dar.

Segredos encobertos, e assim entre fantasmas ou na sua indução, vamos vendo passado o pretexto para o filme do presente.
Na prai eles beijam-se e na distância o outro fotógrafa, mas na praia não eram eles mas outros e eles na distancia queriam estar al naquele beijo.
Mas o seu beijo não foi na praia, o seu beijo deu-se inscrito na rotunda há sombra do fantasma do tempo onde uma lua testemunhava o acidente de um todo terreno que os albaruava, inscrevendo o inicio para se (“ re”) fazer o filme. Os acidentes.
Agora já mais a frio decido que não vou deixar que a emoção me faça criar texto para tentar descrever a emoção
Não vou escrever assim a quente, vou parar.
Mas este filme é diferente, dos que ele nos costuma dar a comungar.
E é um pequeno poema de como é divertido brincar ao cinema.

E agora o fantasma de Tetro assola-me, ……….. Sorrio e acho que é melhor dormir e pensar  como é divertido e complicado o cinema.

Ou quando os realizadores brincam e nos dão a magia do cinema
Cada um é escravo do seu cravo mais uma vez a música ……… sinto-me neste momento como o principezinho tentado pela raposa, “eu procuro a minha rosa”, ou será um cravo
Acho melhor escrever amanha
Ou apenas ….. Voltar a ver Volver
Ao filme

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