Los abrazos rotos
Almodovar
O filme ainda mal acabou e ainda
a canção surgiu, “não há amor como esta gloria”, ….. e prossegue a canção, os
olhos fecham-se e o filme ainda continua na canção passos de murmúrios, ainda
no espaço escuro. Só nestes momentos, …. Mas com os olhos ali no escuro pregados
vendo os nomes dos participantes rodeado pela canção, e mesmo sem me ver
obrigado em prestar contas, cada um é
escravo do seu cravo.
Tento escrever apressadamente, as
primeiras impressões, mas a musica e os fotogramas ainda continuão presentes e
ainda meio atordoado , por sair do escuro e a luz inundar a sala já sem nomes
nem musica onde o branco já ocupa lugar da historia que ele nos apresentava no
seu mundo colorido.
Mas desta vês a surpresa, desta
vez havia fantasmas em todo o filme uma Cármen maura parecia sempre presente
nessas mulheres há beira de um ataque de nervos, mas não eram aquelas mulheres
eram outras, a história já não era há beira de um ataque de nervos e tudo
parecia no fio da navalha querendo cortar sem causar sofrimento,
O repuxo dessa lei do desejo aqui
(no filme) convertesse no tripé a sexualidade aqui aprisionava tudo e todos a
cada respirar.
Eu aqui agora no escuro do quarto
agora iluminado pelo ecrã do computador, escrevo tentando não deixar escapar
essa primeira impressão do que acabo de ver.
E existe um fantasma varinos em
todo o filme, inscritos no passado no de quem escreve argumento recusando o
olhar do presente, mas antes de acabar todo o presente em forma de presente é
recuperado.
Mas ainda esta a musica no ar. Ainda
aquele vestígio, e agora aprece a duvida, fecho os olhos e digo para comigo, no
genérico dizia que é do Almodôvar, um filme onde ele Almodôvar se visita a ele
mesmo no seu duplo papel de realizador e de escritor do guião.
Um Almodôvar que metamorfoseia o
seu passado e brica consigo pedindo desculpas ou apenas sem pedir nada apenas
dizendo como é divertido brincar no cinema, o guião há volta do guião, o filme
que revisita o realizador na metáfora do cinema, o nómada sempre insatisfeito nómada
na criação do nomadismo de se olhar nas viagens de realizar e escrever.
E sempre aquel balcão com vasos
nas varandas, com vistas sobre a cidade, inscrita em cenários onde as únicas vistas
que há é o que o argumentista e realizador nos quer dar.
Segredos encobertos, e assim
entre fantasmas ou na sua indução, vamos vendo passado o pretexto para o filme
do presente.
Na prai eles beijam-se e na distância
o outro fotógrafa, mas na praia não eram eles mas outros e eles na distancia
queriam estar al naquele beijo.
Mas o seu beijo não foi na praia,
o seu beijo deu-se inscrito na rotunda há sombra do fantasma do tempo onde uma
lua testemunhava o acidente de um todo terreno que os albaruava, inscrevendo o
inicio para se (“ re”) fazer o filme. Os acidentes.
Agora já mais a frio decido que
não vou deixar que a emoção me faça criar texto para tentar descrever a emoção
Não vou escrever assim a quente,
vou parar.
Mas este filme é diferente, dos
que ele nos costuma dar a comungar.
E é um pequeno poema de como é
divertido brincar ao cinema.
E agora o fantasma de Tetro assola-me,
……….. Sorrio e acho que é melhor dormir e pensar como é divertido e complicado o cinema.
Ou quando os realizadores brincam
e nos dão a magia do cinema
Cada um é escravo do seu cravo
mais uma vez a música ……… sinto-me neste momento como o principezinho tentado
pela raposa, “eu procuro a minha rosa”, ou será um cravo
Acho melhor escrever amanha
Ou apenas ….. Voltar a ver Volver
Ao filme

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