quarta-feira, 31 de março de 2010

Ideias para pintar uma nova "tentações de S. Antonio"


As tentações de S. António

Existem temas na arte que são eixos centrais, temas que se repetem, situação que voltam mas sempre as mesmas com contornos diferentes. Pescadinhas de rabo na boca
Analisar o que seriam as tentações hoje em dia. O que pica o santo.

[Paul+Cézanne.+Temptation+of+St.+Anthony.+c.+1875.jpg]
Paul Cézanne “as tentações de s. António

[Grunewald,+AsTentação+de+Santo+António,+1510-15.jpg]
Grunewald. As tentações de S. Antonio

[Bosch,+A+Tentação+de+Santo+António,+c+1500.jpg]
Bosch. As tentações de s. António

[Joachim+Patenier,+A+Tentação+de+Santo+António,+c.+1550.bmp]
Joachim Patenier, As tentações de S. António

[Pieter+Bruegel,+O+Velho,+A+tentação+de+Santo+António,+1562.jpg]
Pieter Bruegel, o velho, A tentações de S. Antonio
[SUR+Max+Ernst+Tentações+de+santo+antónio+1945.jpg]
Max Ernest, A Tentação de S. António
[SUR+Dali+tentação+de+santo+antónio,+1946.jpg]
Salvador Dali, A tentação de S. António

[Brian+Curtis,+A+Tentação+de+Santo+António,+1986.jpg]
Melissa Miller. A tentação de S. António

[Melissa+Miller,+A+tentação+de+Santo+António,+1991.jpg]
Melissa Miller. A tentação de S. António

http://www.wga.hu/art/p/parenzan/temptati.jpg
Bernardino Parenzano, As tentações de s. Antonio

http://bloodpack.sites.uol.com.br/2008/month02-fev/12tstanthony.jpg
Goya, As tentações de S. António

[Tentação+de+Santo+António.jpg]
Brassai, A tentação de s. António

[Oferenda-Brassai.jpg]
Brassai, A tentação de s. António
[transmutações-brassai.JPG]
Brassai, A tentação de s. António
Tendo estes exemplos visuais um exemplo de como foi interpretado e analisado por vários artistas “as tentações de S. António”como seria a recriação deste tema central na imagística da linguagem.
Temos que ter em conta que é um dos temas sempre presente na História da pintura, e nele vemos os esboços do, fantástico bem como os primórdios do que viria a ser entendido por pintura surrealista, os próprios surrealistas fizeram quase todos a abordagem a este tema.
Por em causa, e o que entendes por:
- Tentação
- Santidade, anti-santidade
- Sombras,
-Demónios
- Inconsciente
- Consciente
- Homossexualidade
- Obrigação de ter um acto sexual com uma mulher

Mas desta vez podemos ir mais além na representação, podemos dar uma nova perspectiva para a analise deste tema.
A mulher na sombra que através da manipulação mental, usa a desculpa da virgindade masculina para ter o braço divino que lhe falta.
Se quisermos usar uma linguagem bíblica a luta feminina pela outra costela de Adão. Destronando e remetendo para segundo plano o masculino. A guerra dos sexos e do poder.
Mas se analisarmos bem os quadros estes temas estão lá a luta dos sexos, o roubo da costela, a queda do homem a ascensão da mulher. A guerra dos sexos, a manipulação, as sombras e os fantasmas.

sábado, 27 de março de 2010

Imaginação e derivações



Vivemos numa sociedade onde tudo parece ser para ontem, o agora, o hoje parece ter desaparecido, terminamos o dia parafraseando o coelho do Alice das maravilhas “estou atrasado”, e acordamos com a mesma palavra nos lábios.
Ultimamente devido a um jogo, decidi rever o cinema oriental em especial a temática samurai, e descubro que lembrava-se a memória de Akira korosawa, e nestas coisas que navegar pela internet, descobres que da lista apenas te lembras de alguns. Acho que o Ram, faz parte do imaginário de quem gosta de cinema. Quando vi o filme pela primeira vez logo no inicio no  dei-me conta que era uma Macbet há oriente.
Bastante interessante muito pois raízes e troncos de uma cultura são sempre as mesmas, a forma de como lidamos com esse tronco ou essas raízes é que é diferente, parece um trabalho de jardinaria, temos uma árvore e consoante o passar do tempo vamos molda-la, poda-la consoante as alegrias e os humores de ter que conviver com aquela arvore plantada no jardim.
Mas dou-me a navegar pela net tentando visionar adaptações em diversas culturas sobre o mesmo tema.
E como não acho, começo a imaginar como seria uma Listrata Africana, ou no reino dos Talibans,  e como seria adaptar esse texto tendo o fio condutor o mesmo mas toda uma outra cultura e posicionamento na forma de expressão, se numa as conspirações eram protegidas pela nudes, noutra era a burca que ajudava a trama para toda a revolução sexual. E como estou a jogar o caminho do samurai, começo logo imaginar uma listrara japonesa infiltrada na casa real aliando-se as gueixas da corte, no segredo e na sombra do palácio treinando a arte da espada, há sombra dos cerejeiras a florir, enviando missivas secretas para as casas das lanternas para iniciar o boicote, e  a gueixa  rasga o kimono, veste a armadura  do andante, e q decide ser samurai e fazer o caminho, cantando na sua prenuncia o “se essa rua fosse minha” jogando com as simbologias do buchido e do caminho e as pedras da calçada  na arte do calcetar o caminho, onde cada pedra conta uma história nestes caminhos do tentar sempre caminhar, e dos caminhantes que posteriormente por ele vão passar.
Bem acho melhor parar porque começo já na deriva do caminho romano e da sua importância no ocidente, e estava a pensava nas gueixas a na princesa adaptando listrata.
Mas agora nisto do caminho e dos romanos, do caminho romano, faz-me lembrar a Yursenar e o seu Adriamo, cartas pedras, testemunhos, memorias vias de unir um imperador que transmuta, o caminho do seu caminhar, calcetando o ocidente, cartas caçada de um imperador que fala das pedras da sua politica do seu modus vivendis como ser nas intrigas da corte e da politica.
Mas podia ser a adaptação do caminho Paulino desses actos dos apóstolos onde o tabu e esse espinho. A pedra que trás sempre no bolço escondida, pois não tem coragem de a mostrar ao lado das outras da sua calçada.
E sem me aperceber já estou a adaptar outra peça noutra cultura com todo um contexto, onde quase só a essência se mantém.
E nisto de pensar e brincar com as ideias e as adaptações passo logo para outro texto, e depois outro, e pegando no texto do ocidente começo a despi-lo para volta-lo a vestir com panos e motivos de outras cultura.
Mas nisto de pensar as vezes viajamos para lonje, quando temos a aldeia e a nossa cultura, e começo a imaginar, listratas em trás-os-montes, vestidas de negro malévolas conservadoras, onde se mata há enxada pelos extremos, ou regatos de água.
Macbet num manto de leiras, partilhas onde se digladia na iluminação da lareira, com caras afáveis, onde as sombras projectadas nas paredes, contam histórias tenebrosas, onde a própria historia se faz no teatro das sombras que a corporalidade tenta desmentir e dissimular.
E já estou assim a imaginar uma produção onde há uma história e todas as sombras contam outra historia ao mesmo tempo, e ali nos interiores das casa sombrias a meia-luz ou nas sombras das fagulhas movendo-se e compondo uma historia todas as sombras projectadas contam outra.
Peter pan na terra do sempre onde cozeram as sombras aos corpos, mas estas tem formas de ser diferente, e durante a noite descose-se a sombra para a deixar livre, cozendo-a de novo a cada raiar do dia.
Pactos de claros-escuros.
E depois, bem depois de tanto imaginar decidi nem ver filme nenhum pois de um pretexto crio fugas do recriar que davam imensos filmes e histórias para contar.
É que pensar e reviver um conto as vezes na imaginação que é um tear, dou-me conta que novo tapete com padrão diferente falam do eterno motivo das artes dos fios a trancar no eterno dom do recriar e de como contar.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Pequeno-almoço dialogado com uma chávena sobre a escrita poética


Hoje acordei com vontade de escrever,
Mas esta necessidade é quotidiana
Acordar e ali sentado na mesa do pequeno-almoço
Começo logo a magicar sobre o que irei plasmar
Mas ali sentado a olhar a ver a chávena do café
Ou simplesmente olhar so por olhar e daquelas formas achar um pretexto
Para um texto neste dia acabado de começar
Mas nisto do pensar que começando expedição encadear e ligar por em causa neste
Andar, andar pela mente
Pelo meu interior
Demente ou consciente
Era dia da poesia dessa música do dizer
Das metáforas a começar
Jogando com as adjectivações e todas as implicações
Do escrever e de existir com essa necessidade do escrever
Só por escrever, procurando
Plasmando as vezes em catadupa
Noutras valsas, ou tangos do escrever
Passo  de dança  trio caneta papel e eu
Ou em dueto
Do Pc e eu
Nas letras que o eu querem dar voz
Murmúrio diário disperso
Do interior

Escrever, poesia
Essa sim a alegria de dar a caneta magia e começar sem saber onde te vai levar
Mas embalado vais
Entre suspiros e ais
Banhos ou marchas marciais
Na dança das letras
Na mesa ali olhando pensando já as letras no papel a esboçar caninho dando há mão o pretexto
Para exprimir o texto sem ainda saber o fim que o texto em mim ali sentado para onde me vai levar.

Mas que me leva, leva
Que embala bala
Que seduz hai se seduz
Esta atracão de por em extenso
A emoção.
O sentimento
Ladainha ou lamento

Mas a chávena estava ali sorrindo, olhando seu jogo sedutor
Murmurando nos silêncios bebe bebe meu amor
Mas não bebia ,mais forte era a caneta
O branco papel na mesa colocado
E a atracão ali na mesa
Era a caneta e o papel
Que me convidavam
Para rabiscar
E deixar levar

E como nas danças o bom
É o improvisar
Ali estava eu sem saber para onde estas letras que agora escritas me estavam a levar

Talvez seja por ser há poesia a nascer e ter um pretexto
Para dizer
Que a poesia existe
Por ela desde que queiramos dar voz há poesia que existe em nos
Dar vos, ser eu, ou ser vos
Traçar linha e letra desenhar sem me importar se a rima rima
Ou se o verso sem rima
Que no fundo tudo é texto
E todo o texto é sempre
Proto ou pretexto
De plasmar o texto do eu que querendo
Brinca nas matadoras da caverna do ser
No papel o fel ou mel
O texto em mim
O eu no papel
Ou o mundo que existe para lá de mim
Usando o a peneira do existir, sentir
Para plasmar este existir das interligações
E neste dia da poesia
Apenas concluir
Que a base de toda a poesia começa numa folha branca de papel escrita com canetas de qualquer cor
O que importa
E mesmo sem pretexto
Concluir
Que se há necessidade
Plasma
Existência
Da poética que todos tem e nos embala
Nos dias do com ou sem calma
Mas todo o poema através da metáfora expressa a alma

Mas minutos depois
Pergunto-me porque dou tanto erro.

domingo, 21 de março de 2010


Alice regressa ao país das Maravilhas segundo  Tim Burton

 

 Depois de anunciada a realização, criada a curiosidade, esparavasse na comodidade do dia a dia pelo filme anunciado, pois o nome de Tim Burton na realização mais curioso se fica pois promete aquilo a que tantos chamam a magia do cinema (o filme que nos faz viajar ver outros mundos, novas perspectivas) para alem das que implicam a arte do cinema.
Antes de entrar na questão do filme em si convêm dizer que Alice no pais das maravilhas é um dos livros mais interessantes que se possa ter acesso, entramos na dimensão onde tudo é onírico tudo é simbólico e tudo existe porque tem um significado ou vários significados. Podemos ver que o autor recorre a toda a simbologia por excelência para se expressar, as relações de corres, a relação grande pequeno, mais , menos, as cartas o xadrez, as dualidades, etc.
Mas antes de ver o filme decidi reler o livro, e ver muitas das adaptações feitas do livro nos mais diversos suportes. E toda a Alice é a viajem ao outro lado do espelho, é a viajem ao seu interior que dormido tem todo um código linguístico para se expressar.
Mas falar desta Alice é falar de  Johnny Depp  e de todos os actores que nele entram mas ao ver Johnny Depp torna-se curioso pois num outro filme aparece ele próprio a fazer o papel de Lewis Carroll, e traçar um paralelo de alter egos com personagens tornasse ainda mais curioso, pois podemos dizer que na história o personagem desempenhado por Johnny Deepp é o alter-ego do próprio Lewis carroll, no livro.
E aqui podemos perguntarmos se nesta continuação do Alice já não do lewis Carroll se o personagem desempenhado peli Johonn Depp Não será o alter-ego do Tim Burton, O criador, o senhor das artes que faz dos velhos tecidos novos vestidos novas tendências.
Mas voltemos há história ou há continuação desta Alice.
Alice cresceu e esta comprometida e na festa da oficialização descobre quem é na realidade o seu noivo, um oportunista, e neste confronto de realidades, foge, e como em ambas as historias temos ao tocata em fuga da realidade, fuga para os diálogos interiores da imaginação. E Alice volta ao seu mundo secreto, que sempre ali esteve e sempre esteve há espera dela para a descoberta da realidade desta vez a nova realidade a que estava votada.
E as antigas teias do passado continuam a ser a estrutura base desta nova Alice, continuamos com a riqueza simbólica, e com uma história que tendo a anterior como fio condutor traz-nos a nova visão pelas artes de como Tim Burton a vê actualmente e como seria uma Alice adulta.
E nessa caverna interior onde a sombras linguísticas da suprema metáfora para com sombras nos falar da realidade.
Mas existem paralelismos com tanta histórica aqui Alice é vista numa perspectiva messiânica, todos esperam o regresso, todos quando se encontram com ela sentem-se incrédulos, e aos poucos lá vão acreditando na Alice que apesar de crescida continua a ser a sempre Alice a que eles conheceram e fazem parte do seu pais no pais das maravilhas da sua caverna interior.
E começa a aventura, o mundo interior é dominado pela rainha negra que associada ao cavaleiro, das pretensões aspirando a um melhor posto, a aliança com a rainha é apenas o pretexto para este ficar a dominar o império. Através das artes da sedução infuência tudo e todos, cria um mundo ele próprio alternativo para levar a reinha ao engano, e tendo como objectivo principal a destruição da Alice e da rainha, mas se destruir uma rainha destrói as duas rainhas pois as duas rainhas assumem no filme a eterna luta entre o branco e o negro entre o bem e o mal, e destruindo-se uma das partes deixa de existir as duas, pois apesar das diferenças elas tem de estar sempre associadas pois o equilíbrio so existe na existência das duas forças. Mas como em todas as proximidades, dos conflitos cegam os rivais para o diálogo. E para a comunicação.
Alice é a chave, Alice é quem terá que apaziguar as facções Alice esta no meio de uma guerra secular eterna que regressa a ela como mediadora, Alice é apenas mais uma pessa chave do grande jogo de xadrez das rainhas, mas com a agravante de ter entrado uma peça que pretende ela própria destruir as duas, e a seguira não da conta que as alianças que faz põem em causa Alice e ao porem em causa Alice vão elas próprias pôr-se em causa.
Mas todo o filme é cheio de conotações a outras histórias, aqui Alice assume também o papel do s. Jorge, que luta contra o dragão. O que vem libertar a donzela, mas todas as historias se alteram e aqui as duas rainhas são cada qual na sua particularidade as donzelas que se prenderam elas mesmas de tal forma nos seus conflitos produto das suas lutas e rivalidades. Aqui o dragão não é só uma das facções o dragão é tudo o o mal criado pelos dois conflitos, que supera todas as forças do jogo habitual do xadrez, por isso aparece Alice em cena Alice é a peça do jogo que tem como missão a derrota do dragão, a apaziguadora por mais uns tempos da eterna rivalidade.
Neste conto não há inocentes, ou antes há inocente a Alice, que é chamada há guerra, sem saber que se estava em guerra. E neste jogo de quem ocupa mais espaço, e domina a melhor forma é tentar desfazer o dragão e desmascarar impostores, gerador dos agravamentos dos conflitos.
Mas existem pormenores engraçados em todo o filme, o cair das próteses que escondem pela via das mascaras a corte.
O Chapeleiro convertido em alfaiate como metáfora do bordador que borda e participa na historia. Isto é conta um conto recriando o conto acrescentando ponto. Se analisarmos bem a Alice todo aquele que a partir do original sem querer transforma-se no chapeleiro.
Nesta opinião tento fugir as questões dos efeitos especiais que implica o filme, como espectador na primeira visualização tento não me perguntar, como foi tal coisa possível. Pois perderia a magia do primeiro contacto, é como conhecer alguém, e ainda estarmos maravilhados com a primeira impressão sem nos questionarmos sobre pormenores, mas como terei de ver de novo este filme pois este ano parece que foi o ano de Alice pois houve outras adaptações que ainda não vi, pois apareceram no mercado outros filmes que foram feitos a partir da Alice desconstruindo a história e recriando-a.
Mas para estabelecer um paralelo terei de visualizar também os outros que espero visualizar para de novo regressar a este tema de uma nova maneira.






quarta-feira, 17 de março de 2010

Livros cinema e metaforas, O Livro de Eli


Há muito, muito tempo na adolescência, e nas noites da dois que passavam filmes, diferentes dos comerciais da um e depois do jantar e da revisão dos TPC escolares sentava-me em frente ao televisor e via o filme dessa noite, nesses tempos idos mas presentes na memória, pela mão do cinema dava a volta ao mundo, via utopias, recriações do real, via interpretações de épocas de politicas do amar do odiar, ironias da existência, pela televisão apreendia, aprendendo pela janela indiscreta o maravilhoso mundo do cinema.
Nessa época lembro-me de quase muitos desses filmes mas esqueço-me do nome dos títulos pois na maioria da vezes o titulo original não coincidia com o titulo colocado.
Nesses visualizações lembro-me de ter visto um filme que se me gravou na memória, em traços gerais havia um regime ditatorial que não gostava de livros e tentava bani-los das prateleiras das casas, havia uma policia encarregada de organizar fogueiras das vaidades queimando os livros, e havia um grupo de resistentes que tentava salvar essa cultura impressa, com o desenvolver do filme chegamos ao ponto que os resistentes convertem-se em homens livros, devido há dificuldade de guardar aquela cultura impressa decoravam livros e eram os guardiões daquele texto.
Fiquei se por um lado horrorizado em ver queimar livros por outro a ideia de se decorar um livro e sabe-lo decore fez-me comparar com a situação com um provérbio que não sei a origuem. O provérbio diz”um homem velho é uma biblioteca”, sempre vi a idade como um acomular de experiencias de histórias de modos de estar, um testemunho do existir, e um colectivo de pessoas idosas pode ser uma enciclopédia.
Esta ideia da idade que leva a acumulação de saber, se por um lado nessa minha adolescência, parecia uma idade maravilhosa para as memórias ou um colectivo de memorias composto por varias pessoas que com a mesma idade tem formas de ver factos pessoais, que fazem parte de um testemunho.
Mas já na fase adulta dei-me conta dos problemas de ser idoso, os pesos que isso acarreta, e durante tempos via os idosos como tomos enciclopédicos colocados em casas de retiro aguardando para serem queimados. A ideia nessa época era o filme mais terrorífico, pois perdia-se toda uma forma de ver de sentir e o seu posicionamento, testemunho sobre determinados momentos.
Depois descobri o que é a etnologia, a recolha de dados, o saber ouvir e plasmar o que se ouviu em texto, ou a partir dali equacionar um texto.
Mas ontem outra vez aquele filme antigo que sempre ficara na memória, voltou a memória, ontem visionei o Livro de Eli, e conforme via o filme se ao princípio lembrei-me de um MadMax, mas começou a aparecer o livro e o interesse por este lembrei-me logo daquel filme que me ficara na memória.
No Livro de Eli temos uma situação parecida uma civilização que colapsou, entrou em regressão, e o livro tornou-se um bem precioso, ou melhor dizendo um objecto rara quase em extinção, e no fim do filme no meio da baia de S. Francisco os guardiões dos livros, e ai na ilha que pode ser entendida dentro como varias metáforas numa ilha, prisão, guardiã,  o livro que é preso. E nessa ilha o portador do livro dita o livro e reescreve-se o livro mais vendido do ocidente a Bíblia,
A bíblia sempre a vi como uma biblioteca, uma biblioteca pequena mas contendo todos os tomos essenciais para ajudar ou não dependendo de como se leia, mas é na bíblia que temos a chave do homem do ocidente. E sempre se estudou que aquele livro foi formado, compilado escrito com base na tradição oral, das histórias que na época das oralidades eram guardadas por homens livros passadas no lar da casa, e com a escrita foram escritas, copiadas, recopiadas, e finalmente impressas. E com a impressão reavaliados os textos, criando o que ficaria conhecido por texto canónico e texto apócrifo.
Mas o interessante do filme se por um lado temos a ideia do homem que ao longo da vida trás um livro, ou é detentor no seu interior de todo um saber, vemos que no fim na ilha do começar a escrever, revivesse a origem do texto o horal que é memorizado, guardado e que é escrito manualmente e depois impresso.
O eixo central do filme achei magnifico, podemos vê-lo, todo ele como uma metáfora, uma civilização em ruínas onde um homem tem por missão levar o livro que é uma das chaves do ocidente para local seguro, e não se perder.
Mas podemos pegar neste tema e ver que ao longo da historia literária temos vários referentes a este respeito.
A historia sempre nos fala de períodos onde os livros eram indexados em listas “Index”, e essas lista era a lista dos livros a eliminar, depois em Florença o acto de queimar livros ou arte foi chamado de fogueira das vaidades, depois como não se conseguiu eliminar essa cultura foram criadas outras fogueiras chamados de autos de fé, e ai tentava-se acabar com o lam de uma vez,  a biblioteca da existência que cada um traz dentro del e vai compilando ao longo do existir.
Neste momento vem-me imensos livros há cabeça que falam do assunto, mas já que falo do cinema tenho esse “Nome da Rosa” metáfora de um tempo, onde se analisava o problema da censura, do Index, do auto da fé, toda a trama decorre há volta de um livro polémico que aborda o tema da Ironia de Deus, e o poder do riso. O riso como algo que pode ser perverso, e se por um lado temos uma cultura que sempre nos da a visão de um Deus metafórico, velho e Sisudo, a tentar esconder um livro sobre outra chave da cultura ocidental que se questionava sobre tudo e sobre nada, e escrevendo metáforas, onde temas tão abstractos que quase palpáveis na existência de cada um como o poder do riso. Bem como o efeito do rir e da ironia, o riso como arma.
E mais uma vez temos um livro fechado numa torre, que só uma minoria tem acesso, e os guardiões como acham o livro ali guardado se por um lado muito importante, o conhecimento daquele saber modifica de tal forma quem o lê, que arranjaram a estratégia de destruir tanto o leitos como o livro..
Mais uma vez temos o livro e o homem como metáfora mais uma vês vemos a importância do scriptoriun e do copista, responsável por manter viva uma tradição uma tradição como diz o nome copia não produz novo pensamento a partir de, o novo pensamento é produzido não pela liberdade de pensar mas com a finalidade do sabre  estando entregues a alguns, mas o copista podemos chamar-lhe o precursor da maquina de escrever mecânica e quando copia um documento escrito em serie da impressão, para  deixar impressa todo um saber como precaução e protecção.
Mas sobre o tema do homem e do livro temos imensas metáforas, (desde o Quixote, as memorias o eu plasmado em texto, etc) a ilustração o livro e o homem, a necessidade de dar imagens a texto e a união das artes onde texto e imagem se unem, se nos dermos conta antes de se começar a rodar um filme existe todo um processo de guião, original ou adaptado mas há a necessidade da escrita a escrita como códice e extensão do eu que através dela registo o pensamento para não se perdes, mas podemos também falar do desenho como escrita como registo, no cinema depois do texto vem o desenho de como colocar em imagem e da melhor forma o que se pretende e começamos a ver que mais uma vez as artes começam a unir-se a interligar-se o eu e a produção, que tudo pode ser pretexto para dar forma cingir outra vez as artes a patamares estanques hoje em dia acho demasiado perigoso pois tido se interliga para dar forma ao todo. Forma a ideia forma ao que se pretende. O importante é a produção de “metáforas” chamemos-lhe assim que nos falam de coisas ou de uma forma aberta sujeita a varias interpretações ou restrita, mas segundo o meu ponto de vista, toda a obra é aberta e sujeita há interpretação do sujeito que a observa. Quem produz pode pretender ter esta ou aquela finalidade, esse é o objectivo de quem produz, so que temos que ter em conta que a produção que é absorvida passa pelo crivo do observador apesar das imensas regras que muitas vezes se tentam criar para a interpretação, o eu sujeito observador e a forma de como vejo e analiso é um processo individual, independente do de quem produz.

Já agora amanhã tentarei escrever sobre o surreal e a interpretação e reinterpretação, pois falta-me ainda visualizar e rever determinado material que estou curioso, refiro-me ao Alice no pais das maravilhas e ao lado psicológico do mundo interior e de como falar desse interior para o exterior, as artes ensinam-nos determinados mecanismos de como criar e dar forma a determinadas ideias, o surrealismo trouxe consigo não uma inovação mas uma nova forma de dar forma a determinadas problematizações do eu interior.
Alice é a viagem ao mundo infantil solitário onde tudo se anima para brincar contigo e ensinar, todo o acto de brincar tem em si varias vertentes se por um lado podemos considerar as crianças como “inocentes”, existe todo o revés da medalha, sobre esta dicotomia existem vários textos na literatura o próprio Genet tem um texto onde aborda o tema, mas não só, a própria bíblia tem vários textos, por exemplo o José do Egipto, uma grande metáfora onde põem em causa entre o “inocente” e o “preverso”, mas não só, se olharmos por exemplos para os apócrifos da vida de Cristo na infância e os lermos ao contrário, ou dando-lhe a interpretação inversa vemos que pode ser terrorífica.
Mas Alice fala da criança solitária, da criança que dialoga com ela e tem os seus amigos imaginários que a conduzem numa aventura.
Aventuras destas são comuns ao longo da historia uma s mais canalizadas outras menos, Numa época não tão remota lembro-me ler S. João da cruz ou S. Teresa de Ávila como se aquilo fosse um Alice no pais das Maravilhas. Se olharmos muitas das vezes para as vidas dos santos temos todos os predicados para vermos Alice nos países das maravilhas onde o psicanalítico se plasma nos diálogos das suas reclusões. E a imaginação é os únicos pássaros que não podemos prender.
Neste sentido basta analisar a produção feita em tempos de reclusão, e quanta Alice nos países das maravilhas existiram num mundo limitado que a sua imaginação abriu a porta para as aventuras mais maravilhosas.

E ando curioso para ver este Alice regressa, fugindo de uma realidade que ela gostaria de ver pintada de outra forma pois o íntimo do seu eu só ela e os seus amigos da imaginação é que a conhecem.
Mas esta anciã por ver o Alice do Tim Burtom faz-me lembrar uma musica mas aqui completa mente diferente, estou ansioso de ver Alice no seu filme colorido que le Burton quer fazer sair do plano da tela (pois acho que o futuro vai ser o 3D) mas isto leva a questionar como vai ser consumido no intimo da família o filme e a sua tridimensionalidade.
Novas questões comerciais, mas isso já é o superar o equipamento para vender-se o actual que permite determinadas funções.

terça-feira, 16 de março de 2010

Ajuda do Blogger

Ajuda do Blogger

Sobre jogos



Como tantas pessoas que têm computador e estão ligadas a internet, acabam por criar um nick num chats , e entram por curiosidade num jogo em rede. Existem muitos tipos de jogos, e por curiosidade lá se começa a jogar, eu como gosto de estratéjia la me meti num de estratégia e como tinhas de esperar muito pois no inicio p desenvolvimento quase sempre de uma civilização ou de um momento histórico nos jogos acaba por ser sempre igual, ate mesmo os de ficção cientifica onde a expansão cósmica.
Mas desenvolvendo as plataformas base todos eles acabam por cair no mesmo erro, ou entram numa monotonia pois já não é uma estratégia mas sim o desenvolver de militares onde simplesmente a finalidade é a luta com o parceiro e ocupar o planeta e como isto dos fusos horários quando uns dormem e os outros estão acordados acabam sempre pelos acordados invadirem os dormidos e assim sucessivamente. Mas acabas por conhecer pessoal que cria alianças, acabas por saber que fazem turnos de vigília, outros que investiram dinheiro que lhes da um tipo de moeda para poderem comprar determinados utensílios para ficarem mais poderosos.
Mas acaba-se por desenvolver não o raciocínio de estratégia onde se esboça um mecanismo caindo sempre nos vícios de quem tem mais tropas ganha, a não ser que também acontece o teu rival é um esperte informático e consegue altera determinadas funções que mesmo que sejas superior perde, impedindo-te a produção, ou vais com um exercito , e o outro ataca com um soldado e perdes, acabas por relatares a situação ao apoio técnico, e la se seguem as vias de expulsão do jogador.
Mas estas situações são especiais.
Mas o meu problema é que depois de desenvolver a cidade e saber as potencialidades bem como as forças bélicas, acabo por entrar em convites diplomáticos para se formarem alianças.
O problema é que acabasse por chegar sempre ao mesmo impasse, invasões e sempre invasões. A lei da imposição do mais forte perante o mais fraco,
E o mesmo aborrecimento, pelo menos da minha parte.
Mas acho que estes jogos estão a ser mal explorados não se perguntando porque se aborecem jogadores, não questionando que novos públicos alvo, poderei captar a atenção deles.
Quem gosta de literatura, depressa se dá com ta que existe uma expressão que é engaje sutuações que levam a outras situações onde se desenvolvem novas perspectivas, existindo uma coluna vertebral e as ramificações. Nestes jogou especialmente os que jogo nos jogos de estratéjia, existe a coluna e as ramificações nada, esquecendo-se que ao chegar-se a determinado patamar podes optar por seguir uma nova aventura que te ocuparia um determinado tempo, e ultrapassando esta aventura volta-se há coluna ou podes estar a desenvolver estas duas aventuras ao mesmo tempo.
O interessante é  que estes jogos não desenvolvem sentidos democráticos, pelo contrario o imperialismo e a ditadura é grande ideologia pois so através destes dois sistemas se pode vencer. As alianças essas são sempre enganadoras pois quando o superior da aliança decide sair ou abandonar acabas por ser logo conquistado, existem jogadores que fazem alianças so para depois saírem delas e como pertencendo a aliança tem acessos a dados e quando se sentem preparados saem e invadem logo o súbdito, chegando a conclusão que só ditadores podem estar lá.
Mas não esta estratégia que me levou a escrever e a falta de patamares nos jogos , o chegar a determinado nível poderes passar tara outra aventura parecida ou igual, mas o facto de ser diferente de certeza que iria ser quebra tédios dos sempre mesmo ritmo no jogo.
Mas isto acontece em todos
Ao de ficção cientifica podiam ser bem mais explorados pois ao colonizares um planeta podia-se ter uma aventura no planeta e outra no jogo central em si mesmo, chegando a um patamar, em vez de  dar acesso a uma nova arma que exterminas os ouros mais depressa podia levar o jogador a um nova derivação do jogo naquela plataforma que terias que ultrapassar etapas ou novas aventuras.
O espírito da aventura acabasse por se perder caindo na monotonia. Ou no ciclo do há que fazer exércitos. O belicismo como base, e imposição. Estratégia acabam por ser poucas, venturas a monotonia para se fazer exércitos, e pouco mais, e o que se verifica é o abandono, o alvo que é ter jogadores acaba-se po perder, ficando um imperador a jogar solitário com os novos que acabam de entrar no e pouco tempo depois acabam por deixar de existir.
Criando ciclos do sempre o mesmo. E conhecendo um passam a ser todos muito parecidos e iguais.
Falta a aventura, falta as derivações nas aventuras, que mantenham os jogadores ligados e não se chegue a conhecer o tédio.

Sobre jogos



Como tantas pessoas que têm computador e estão ligadas a internet, acabam por criar um nick num chats , e entram por curiosidade num jogo em rede. Existem muitos tipos de jogos, e por curiosidade lá se começa a jogar, eu como gosto de estratéjia la me meti num de estratégia e como tinhas de esperar muito pois no inicio p desenvolvimento quase sempre de uma civilização ou de um momento histórico nos jogos acaba por ser sempre igual, ate mesmo os de ficção cientifica onde a expansão cósmica.
Mas desenvolvendo as plataformas base todos eles acabam por cair no mesmo erro, ou entram numa monotonia pois já não é uma estratégia mas sim o desenvolver de militares onde simplesmente a finalidade é a luta com o parceiro e ocupar o planeta e como isto dos fusos horários quando uns dormem e os outros estão acordados acabam sempre pelos acordados invadirem os dormidos e assim sucessivamente. Mas acabas por conhecer pessoal que cria alianças, acabas por saber que fazem turnos de vigília, outros que investiram dinheiro que lhes da um tipo de moeda para poderem comprar determinados utensílios para ficarem mais poderosos.
Mas acaba-se por desenvolver não o raciocínio de estratégia onde se esboça um mecanismo caindo sempre nos vícios de quem tem mais tropas ganha, a não ser que também acontece o teu rival é um esperte informático e consegue altera determinadas funções que mesmo que sejas superior perde, impedindo-te a produção, ou vais com um exercito , e o outro ataca com um soldado e perdes, acabas por relatares a situação ao apoio técnico, e la se seguem as vias de expulsão do jogador.
Mas estas situações são especiais.
Mas o meu problema é que depois de desenvolver a cidade e saber as potencialidades bem como as forças bélicas, acabo por entrar em convites diplomáticos para se formarem alianças.
O problema é que acabasse por chegar sempre ao mesmo impasse, invasões e sempre invasões. A lei da imposição do mais forte perante o mais fraco,
E o mesmo aborrecimento, pelo menos da minha parte.
Mas acho que estes jogos estão a ser mal explorados não se perguntando porque se aborecem jogadores, não questionando que novos públicos alvo, poderei captar a atenção deles.
Quem gosta de literatura, depressa se dá com ta que existe uma expressão que é engaje sutuações que levam a outras situações onde se desenvolvem novas perspectivas, existindo uma coluna vertebral e as ramificações. Nestes jogou especialmente os que jogo nos jogos de estratéjia, existe a coluna e as ramificações nada, esquecendo-se que ao chegar-se a determinado patamar podes optar por seguir uma nova aventura que te ocuparia um determinado tempo, e ultrapassando esta aventura volta-se há coluna ou podes estar a desenvolver estas duas aventuras ao mesmo tempo.
O interessante é  que estes jogos não desenvolvem sentidos democráticos, pelo contrario o imperialismo e a ditadura é grande ideologia pois so através destes dois sistemas se pode vencer. As alianças essas são sempre enganadoras pois quando o superior da aliança decide sair ou abandonar acabas por ser logo conquistado, existem jogadores que fazem alianças so para depois saírem delas e como pertencendo a aliança tem acessos a dados e quando se sentem preparados saem e invadem logo o súbdito, chegando a conclusão que só ditadores podem estar lá.
Mas não esta estratégia que me levou a escrever e a falta de patamares nos jogos , o chegar a determinado nível poderes passar tara outra aventura parecida ou igual, mas o facto de ser diferente de certeza que iria ser quebra tédios dos sempre mesmo ritmo no jogo.
Mas isto acontece em todos
Ao de ficção cientifica podiam ser bem mais explorados pois ao colonizares um planeta podia-se ter uma aventura no planeta e outra no jogo central em si mesmo, chegando a um patamar, em vez de  dar acesso a uma nova arma que exterminas os ouros mais depressa podia levar o jogador a um nova derivação do jogo naquela plataforma que terias que ultrapassar etapas ou novas aventuras.
O espírito da aventura acabasse por se perder caindo na monotonia. Ou no ciclo do há que fazer exércitos. O belicismo como base, e imposição. Estratégia acabam por ser poucas, venturas a monotonia para se fazer exércitos, e pouco mais, e o que se verifica é o abandono, o alvo que é ter jogadores acaba-se po perder, ficando um imperador a jogar solitário com os novos que acabam de entrar no e pouco tempo depois acabam por deixar de existir.
Criando ciclos do sempre o mesmo. E conhecendo um passam a ser todos muito parecidos e iguais.
Falta a aventura, falta as derivações nas aventuras, que mantenham os jogadores ligados e não se chegue a conhecer o tédio.

segunda-feira, 15 de março de 2010


Historias


“Quem conta um conto acrescenta um ponto”
Ditado popular

Existem épocas da vida em que pelo momento mais ou menos insólito, lembramo-nos da hist5órias de infância, de brincadeiras, Pessoa num dos seus escritos da, “todas as manhas que ne veijo ao espelho gosto de ver a eterna criança que há em mim”.
No fundo da existência o passado faz parte desses alicerces, da nossa construção de personalidade, por vezes podemos achar traumas, ou discordâncias, o que nos parecia normal já não o é. Mas o ser humano tem a tendência de regredir, de recordar, eu como outro ser qualquer com um passado tembem ele cheio de sonoridades e imagens, por vezes relembro o passado.
E as veses esse passado tornasse presente, as vezes revive-mos esse passado ou as histórias desse passado. Mas as mais interessantes as vezes na ociosidade que leva há criatividade pegamos nesse passado nessas histórias e reviravoltas de novo damos-lhe continuação. Quem nunca se perguntou qual foi o futuro da cinderela, que foi feito da bruxa má da branca de neve, que futuro tiveram as crianças da casa de chocolate, e ai já entra a imaginação. Se todo o conto é construído tendo como alicerces uma educação ou a deseducação educando, perguntamo-nos e como continuou.
Pegando nesta continuação, e nas hipotéticas continuações ou regressões das historias, acho interessante voltar-se a questionar o lado educativo do conto, o conto para o futuro que tipo de conto será, e nas artes do conto que primeiro abecedário das artes devemos perguntar que viravoltas que reciclagens podemos dar a contos a sua evolução. O mais interessante é que todos temos contos, histórias lengalengas na nossa cabeça, e quando mais tarde pegamos num texto escrito damo-nos conta. Reli há pouco tempo vários contos e para meu espanto descobri pormenores que ou pela idade ou pela infância me tinham passado ao lado.
Pois decidira pegar naqueles livros velhos e os mais mal tratados pelo tempo usar esse vestígio para suporte dos desenhos bem como das minha nova análise e percepção dessa história, vês a marca do tempo em papeis foi um trabalho também curioso, e partir as vezes desse acaso para a nova visualização desse conto, tornou-se um processo muito interessante, se por um lado, reli ou reli fragmentos de historias, por outro estive a analisar as marcas do tempo no suporte onde estava impressa a história. E para minha surpresa dou por mim a imaginar os futuros da historias dos contos. A misturar histórias e personagens e na imaginação ou no despontar do acto da criação, depois dos casamentos, dos filhos os problemas os divórcios, as lutas, as mortes.
Neste momento desculpem-me quem habituado andava de me ler aqui neste blogue, as minhas entradas estão a ser mais espaçadas, com isso não quero dizer que não esteja a escrever, pelo contrario estou a reformular contos. E muito urbanisticamente a desenhar contos, como criança que ao ler um conto sem imagens decide por num papel as visualizações que lhe provocam esses contos de novo.
Agora chego há conclusão que os livros deveriam ser relidos, cada vez mais penso isso, reler numa outra idade trás consigo uma nova perspectiva, perspectiva essa que além de nos dar uma nova interpretação ou novos pontos de vista trás consigo toda uma arqueologia de memórias há volta dessas história bem como uma nova forma de as contar.
 E quem conta um conto acrescenta sempre um ponto, para do velho novo criar e do novo a memória sempre na memória por muito que a neguemos lá vai estar.

Processo interessante, de auto analise e redescoberta

sexta-feira, 5 de março de 2010


Medias


Actualmente acho que devemo-nos questionar sober  a informação ou antes as coberturas informativas, tento manter ao corrente, dos acontecimentos, não quero entrar na discussão sobre influencias ou  questionar se os partidos políticos tentam influenciar ou não o que nos publico lemos e ouvimos.
É sabido que desde que há comunicação influenciar esta para proveito pessoal ou de colectivo é normal, e o próprio acto civilizacional é feito de informação e contra informação.
Finalidades sempre as mesmas criar no publico alvo uma forma de ver a realidade dentro daquela perspectiva, podemos mesmo dizer que por vezes somos mais desinformados que informados. Andando o populos as regras dos esquemas de influencias e objectivos muito concretos. Neste momento vemos um pais que as divisões partidárias estão ela por ela se olharmos só para uma generalidade de direita e de esquerda sem entrarmos em particularismos, e vemos todo um jogo para saber para que lado ira pender mais o fiel da balança pois isto de governar e ter-se que negociar praticamente em todas as propostas tornasse um pouco complicado nas divisões dos pelouros chamemos-lhe assim que proporciona a politica.
Mas o que me leva a  escrever é a desinformação sobre determinados acontecimentos, e a informação de um jornalismo que parece ter estudado na fabrica Andy Woral preocupando-se em tornar o popolus  gradualmente todo já famoso nos programas do dar-lhe fama aos famoso através dos seus dez minutos de fama onde a fama essa parece ser alcançada não pelo positivo mas sim pelo negativo, a miséria a doença, a precariedade.
É bem sabido que somos um pais da Europa dita do primeiro mundo mas vivemos um puco distente desse mundo que nos entra também pela janela da televisão ou aos berros pelo rádio.
Se formos analisar o publico alvo de determinadas notícias vive porta a porta com as noticias que são destaque do dia o vizinho ou eles próprios podiam estar também eles ali na tv a dizer somos precários, somos nos também assim senhores da miséria de mãos vazias.
Mas o que me levou a escrever foi uma noticia que ao dar-me conta que já tinha ocorrido, fiquei a julgar o sistema informativo de outra forma.
Segundo parece houve jogos olímpicos de inverno, e só soube do enceramento dos jogos, não percebo grande coisa desportos de inverno e as vezes que experimentei seky foi mais seku ou fujam ou saiam da frente, parecendo mais boling humano que seky, eu parecia mais uma bola a derrubar garrafas numa pista, mas gosto de patinagem no gelo, patinagem artísticas e ate controlo alguma coisa como curioso, mas nem isso passou ou houve referência televisiva, espanto meu quando depois de esgotadas as variante do dança comigo, houve o dança no gelo, bem sei que somos brandos nos costumes, e um pais sem tradição em patinagem artística. Mas sempre passou sempre houve espectadores e de certeza que o dança no gelo criou curiosos para esta modalidade, bem diferente do concurso televisivo.
Mas passou ao lado, como passou ao lado muitos acontecimentos internacionais, basta reparar que os telejornais na sua informação praticamente reduzida ao nacional onde teatro politico e casos mediáticos estão de mão dadas, sendo a cereja no bolo o futebol. Se a democracia tenta olhar para a sociedade e dar-se conta que é ela toda matizada e cheia de diferenças e por mais que queiramos criar padrões é tarefa impossível, e é esse matiz que cria todo o mundo, uma cultura em sentido lato pois cultura é tudo, o homem é um ser cultural, criador de cultura, e a cultura vai desde a hipótese mais simples da matemática ao quadro mais abstracto da pintura, e dou dois exemplos de abstracção. A cultura, tem por base um desejo abstracto que o sonho da existência tenta realizar isso é criar civilizações.
Cultura é linguagem em acção, é por em pratica conhecimento de forma individual ou colectiva, cultura é tudo, ate a forma de estar e um processo cultural.
Mas voltando ao assunto acho que é boa altura de saber que tipo de manipulação informativa esta a haver hoje na sociedade já que as noticias que surgem parecem mais uma propaganda a uma maquina invisível que tenta esconder a realidade tentando criar uma realidade colectiva desconexa do real.
Nunca Platão esteve tão em moda a meu ver A alegoria da caverna nunca sai de moda e sempre foi a tendência.
Mas o agravante é perguntarmo-nos  o que entra pela caixa magica em nossas casas, caixa essa que esta sempre a estruturar mentalidades na sua passiva posição de bibelô  sempre presenteou por outros órgãos informativos parece mais uma campanha de desinformação para aliar o espectador da realidade.
Pronto já não chegou uns olímpicos em diferido numa sociedade em diferido, agora temos a nem menção de que tal aconteceu, antes soube-se o já aconteceu.
Reparem que o que estas situações iram provocar é a fuga e a reinterpretação da noticia,  pois temos a desacreditação do sistema jornalístico.
Bem desabafos do eu no blogue,
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