Todo o imaginário infantil, pelo
menos o meu, e aqui falo por mim, é composto por histórias que praticamente
todos nos conhecemos.
E vemos que há um número de histórias
transversais a todos os crescimentos, assim temos desde a branca de neve em
varias versões mas seguindo o mesmo esquema, se uns têm na sua mente a
visualização dessa história dos estúdios Disney, outros tem na cabeça a
historia que lhes liam antes de dormir.
As histórias passaram para o
prelo, foram ilustradas e depois pegando nessas histórias foi feito um filme,
existem adaptações para filme que se tornaram imortais e estruturaram o imaginário,
para muitos a bela adormecida é a do Disney, e é obrigatório que o fato seja aquele
pois faz já parte da caracterização do personagem.
Não quero desenvolver aqui um
estudo de predicados que se associam aos personagem que ajudam a estruturar o
personagem.
Pelo contrário
Com o que tenho em mente com o
que estou a escrever é questionar-me sobre outras coisas.
Neste momento damo-nos conta que
a banda desenhada de outro tempo passou para o grande ecrã.
Mas como vivo em Portugal quero
questionar sobre outra coisa.
Se Asterix estrutura um certo
nacionalismo, onde o ser gaulês é do melhor, vivendo numa forma de vida
particular bem diferente da do invasor romano.
O pequeno viking viky ou wickie faz
parte do imaginário de outros tantos onde o seu capacete e a sua forma de ser
criam e tipificam um sentido aventuroso, e mesmo sendo-se criança esse capaz de
executar as mesmas coisas que os maiores.
O super herói ou melhor a parafernália
de heróis americanos que fazem a apologia do ser como super herói ontem tem de
se ter um inimigo e na falta deste imaginário, acabada a guerra fria e os
sovietes chegáramos et`s e depois volta a tempestade do deserto e quando esta
acalma regressam as invasões dos extraterrestres, alternando heróis e historias
consoante a realidade que nos querem oferecer.
Assim temos uma parafernália complexa
de heróis e atributos que deixariam os deuses do holimpo de olhos em bico com
tanta necessidade de característica e super características heróicas, onde a
mascara esse é sempre uma das chaves da historia onde anonimato e identidade
são parte integrante da própria historia.
Mas não quero despontar esta
questão.
O que me interessa aqui focar é
que somos portugueses, na lusa existência, e tentar vasculhar a memória há procura
de um herói ou personagem infantil que ajude a estruturar e fomente e brinque
com isto de ser português por muitas voltas que dê a cabeça, nada.
Aparece-me na mente o zê povinho,
onde sempre com dizer em rodapé sugerindo, “aqui não se fia”, ou outro dizer,
mas seguindo sempre esta característica.
Mas o interessante é que até
agora com tanta personagem histórica que somos obrigados a estudar na historia,
de circunvalação ou de passagem de cabos nas tormentas da nossa historia, onde
infantes inovadores, não saem de contextos históricos, onde os heróis dessa
historia tem que estar sempre guardados nas estantes do pó da memoria e não se
consiga desenvolver personagem e histórias que falem, façam rir e chora desta estranha
forma de se ser português nesta lusa expressão da existência entre o céu a
terra e o mar.
Sim
Parece que temos medo de brincar
com a historia, dos seus personagens refazer e recriar, contar.
Por ex, os nossos vizinhos ainda
tacteiam e tentam descobrir, e aparece o Cid o campeador, que se por um lado
segue uma narrativa histórica coincidente com a história noutros divaga, aborda
outras questões, e pretende usando um personagem do passado criar situações
onde se brinca com o presente, ou mesmo com ascaracteristicas de se ser ou isto
ou aquilo, exploraram o Quixote, e através desse passado tentam criar
personagens para novas histórias.
Aparecendo personagens infantis,
apoiados na memória e na história.
É claro que umas mais bem
concebidos que outros. Mas está-se sempre há procura.
Mas o interessante é que os que
analisando a forma de estar e de ser de uma nação tentaram criar personagens
neste momento esses personagens fazem parte da nossa imaginação.
E neste momento nesta fábrica do
Sec.XXI de se criar e conceber as historia agora passam para o cinema.
Os personagens que fizeram parte
do imaginário infantil dos pais agora fazem os mesmos pais a levarem os filhos
a ver os seus heróis que os prendiam ao televisor mas agora numa outra
abordagem, acrescentando mais um parágrafo ao imaginário dos adultos a preparar
o infantil para novos discursos de criação.
Acho que tentar explorar seguindo
estes princípios, historia, memoria o que nos caracteriza, um personagem tipo
que conte historias e brinque com a história e com o que é ser-se português. É interessante.
E tornar o personagem ou personagens viáveis para comercialização.
Mas nesta dificuldade
Desconfio que apareciam as
aventuras da virgem de Fátima a descobrir a cidade. A virgem de Fátima descobre
o santuário, enfim isto de imaginar é só dar asas.
Ou a virgem de Fátima descobre a
sexualidade
Ou as aventuras da virgenzinha
que não era assim virgenzinha.
E por ai fora pois parece que voltamos ao
passado nesta identidade dos três F.
Bem sempre se pode explorar numa
nova perspectiva personagens que fazem parte do nosso imaginário.

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