terça-feira, 22 de março de 2011

Dia da gastronomia portuguesa


Dia da gastronomia portuguesa

Acabava-se de jantar e a tv companheira fiel do jantar anunciava o dia da culinária portuguesa. Achei curioso, pois actualmente decidi fazer umas compilações de receitas, e navegando pela internet, surpresa das surpresas no dia anterior explorava o tema pão e analisava os vários tipos de pão, que existem e a cultura que está por trás dessas elaborações e a este respeito aparecem sítios na internet deveras curiosos e existe uma quantidade gigantesca de pessoas que compartem este tema comum entre muitos outros temas gastronómicos mas o pão na internet tem massa e fermento.
Achara curioso o concurso the-bba-challenge (http://pinchmysalt.com/the-bba-challenge/) sem nenhum representante Luso nem Ibérico como se pode ver pelo mapa do desafio, em que pela extensão de aderentes e blogueiros associados a comunidade é vasta criando satélites bem desenvolvidos há volta deste, e depois de analisar os desafios deparo-me com uma surpresa, da lista de desafios não existia nenhum pão português, nesse momento quase estive para rezar um ave Maria de Lurdes Modesto, mas como ando pouco de ladainhas decidi investigar pela net o tema em português. Que para surpresa saiu paupérrimo em resultados, mas com excepções Tais como Arte culinária e pastelaria (http://arteculturaepastelaria.blogs.sapo.pt/) e um local que visito regularmente Flagrante delicia (http://www.flagrantedelicia.com/) mas  um sitio onde se de  a mostrar o pão português e as suas regiões esse bem não existia, quase estive ontem para por as mãos na massa e criar esse sitio claro que teria quase de montar uma pastelaria ou uma padaria para dar saída ao trabalho da cozinha para mostrar esses sabores e essas cores e experimentarem pelo mundo o sabor e explicar que existem segredos por trás de determinados pães (agua, modo de trabalho, forno, lenha, etc, mas para os curiosos que gostam de experimentar e possam estar nas antípodas terem esse prazer de degustação embora por vezes afastados do gosto e sabor do pão tradicional. Mas pelo menos la esta como a dizes esta formula é portuguesa, como os pasteis de Belém receitas há muitas mas pasteis de Belém só mesmo na pastelaria em Lisboa de Belém.
Mas o curioso, é que andava eu há volta dos pães doces onde Itália, França, Inglaterra, Alemanha e muitos países de leste tem destaques em blogues de gastronomia, e para espanto meu ,as bolas doces e os pães doces nem velos, a bola doce trasmontana cheia de açúcar por cima e tão catita de aparência nem mostra nada ou tem medo de se dar a comer. E por ai fora vemos o marasmo do mostrar do publicitar e do dar a conhecer.
Mas o curioso é que Portugal a nível de gastronomia regional não tem nada como nos outros países onde existe a apresentação das regiões e a sua gastronomia.
Acho que exagero destaca-se um sitio que a meu ver ate já esteve melhor que da a dar a conhecer os vinhos as regiões e a gastronomia Clube de vinhos portugueses (http://clubevinhosportugueses.wordpress.com/) mas podia estar melhor mas parece paupérrimo e pare se conseguir alguma coisa na busca tem de se perder muito tempo e as vezes sem se atingir um local satisfatório. Com os vinhos é mais fácil. Mas com a gastronomia é completamente diferente. Bem como a critica gastronómica de restaurantes.
Vou dar um exemplo, as Glórias ou Pasteis Glória mas na internet apenas aparecem referenciadas há pastelaria do bulhão com duas imagens e depois um marasmo de glórias sem serem as glórias pretendidas e muita gloria abrasileirada dizendo eu, eu sem o ser. Quase me fez lembrar uma musica da Cármen Miranda que deveria ser cantada ao invés, disseram que eu queria ser abrasileirada, mas eu gosto duma boa feijoada, tripas há moda do porto, ……. Para fugir da letra original que não se enquadrava ao pretendido.
Espero pela tv e sobre o que se vai dizer sobre gastronomia portuguesa e um senhor que desapareceu recentemente que tanto pugnou por ela bem como a senhora dona Maria de Lurdes a LuLu (como é conhecida entre alguns curiosos por gastronomia pois parece intima como referencia bibliográfica) das edições verbo da cozinha tradicional.
Bem já agora muito apetite nesta Lusitânia manjerico a mar plantado que nunca soube fazer um pêsto de manjerico com pinhões em festas de santo António, esperando o brasílico.
Para dizer a verdade os manjericos cá em casa acabavam sempre na massa em múltiplas utilizações ou na sopa aromatizada.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Lusitânia e o passado ( esquecime de colocar este parte do texto pertencente ao texto anterior)


O interessante é que os painéis de S. Vicente em relação a pontes, que tem como exemplo a ida para o Brasil não podemos esquecer que nos anos 50 essa ponte é feira rebatida e vai para o outro extremo África, ficando sempre a dúvida e ai o elemento da obra aberta, para que lado é feita a ponte. Nos noventa tentou-se a ponte que implica as reticências dos estrategas que ainda provoca a dúvida se foi ou não com Timor. Que ficou conhecida pela ponte palafita ou a fita teatral que vem por água abaixo naquilo que ficou entendido pela exposição das jóias portuguesas na Holanda, e o não comprimento desta pelo que aconteceu na exposição.
A ponte feita há americana tem as mesmas implicações de rebatimentos e rotações.
O rebatimento português para África foi podemos dizer a conspiração americana, pós grande guerra onde se discutia um território para os da diáspora a América numa troca de ideias diplomáticas tal obriga que um grupo de portugueses faça essa diáspora e tem de colonizar África e as colónias de Portugal em África, questionando mas afinal quem é o grande Ditador?
E vemos assim o ditador Salazar a enviar colonos para África nos anos 50 como consequência da imposição Americana, pois é a América que obriga a Portugal a ter a existência que tem.
Sentindo-se o grande ditador do pós guerra que obriga o pais que fica neutral e garante caso a coisa corresse mal a entrar em diáspora e a viver segundo a pobreza bíblica do antigo testamento servindo-se do livro de Rute como exemplo.
E como ficou conhecido este período no pais “a sardinha para três” e enviar as sardinhas em diáspora para África, e vemos assim o florescimento africano até há década de 60, 70, e aqui aplica-se quase a toda a África, vemos o florescer da costa africana atlântica bem como a do indico tendo Moçambique como percuto migratório da sardinha.
Esqueci-me de copiar esta parte do testo que termina o texto anterior para poder amanha elaborar um novo texto já desvinculado do texto associado aos painéis vicentinos, desculpem o lado metafórico mas as metáforas ainda são a melhor forma de comunicação.
Mas não excluo voltar aos painéis para falar, pois cada personagem é um personagem com a sua variação, como disso sendo da direita ou sendo da esquerda vai tudo dar ao mesmo é tudo igual. Não Traumatizados dentro de mecanismos, que raramente são paranóicos. 

Lusitânia e o passado, Resumo dos dois textos anteriores


Lusitânia e o passado

Resumo dos dois textos anteriores


Ao analisar a Lusitânia tendo os painéis de S. Vicente como base para falar da sociedade portuguesa e de forma muito resumida, ate este momento podemos chegar há seguinte conclusão.
Se até ao terramoto de Lisboa temos em vigor neste pais os painéis do lado do infante com as implicações que essa representação implica, (religião, expansão, Espanha ao trono de acordo com o numero três tábuas de painel três reis um nome, imposição no modos vivendo devido ao credo, onde o modo de vida português pode ser metaforicamente entendido como há maneira do mosteiro da Arrábida hoje fundação oriente que a seu devido momento escreverei sobre esta transformação do dito mosteiro passado para as mãos da fundação oriente e o adeus de Macau que implica o fim do império português e o fim dos painéis da implicação dos painéis na história do pais, mas se Portugal fez o mosteiro da Arrábida Espanha nesse período fez o mosteiro que fez transformando-se depois em símbolo de uma ditadura, podemos dizer que o fim da influência dos painéis de S. Vicente em Espanha implicam o fim da ditadura franquista, pois os painéis representam a noção de ibéria pois a jogada portuguesa é essa jangada de pedra que parece dividida mas esta unida. Queda de Espanha, a valsa ibérica).
Com o terramoto vemos a mudança de painéis, passamos do painel do infante para o outro painel, esse painel tem como consequência uma ligação com Inglaterra que sempre existiu mas vemos a Inglaterra transformar-se em império e com isso vemos o lado imperialista europeu com a consequência de Portugal e Espanha conservar os seus impérios na sua maioria mas não podem expandir-se, e temos como exemplo mais grotesco o que foi feito em África e a divisão desta pela Europa, e a negação da execução do mapa rosa que implicaria o regresso ao lado dos painéis do infante jogada que musicalmente ficou conhecida no Minho pelo vira  que do vira que vira nunca voltou durante esse período a virar, mas o outro lado tem momentos cruciais o terramoto como foi dito implica a mudança do lado dos painéis, por sua vês essa mudança tem momentos bem marcantes, se no painel do infante vemos Espanha a subir ao trono com os Filipes e o seu mundo mediterrâneo pois o império estende-se também no domínio de territórios europeus, que passaram a ser controlados por estes se Portugal no trono tornava esses países independentes com Espanha no trono esses países ficam a ser governados ou antes sobre o domínio da Espanha beata,  ou senhores do globo.
Mas falemos dos outros painéis há o terramoto, mudam os personagens mantêm-se a composição mas vai dar tudo praticamente no mesmo, em termos compósitos, isto é temos invasões francesas, temos uma concorrência entre França e Inglaterra, se Espanha fica francesa Portugal cantava o fado da resistência do não sejas francesa, olhando de novo para Espanha e cantando são caracóis são caracolitos, e abreviando a leitura dos painéis temos em oposição ao catolicismo as ideias liberais, o liberalismo, a loja passa a ter um peso na sociedade,  as simbologias passam a tem movas formas.
Se o painel do infante tem o barroco como representação máxima onde nos aparece a torre dos clérigos como maior expoente simbólico isto é a torre Eiffel feita pelo outro lado dos painéis, vemos que temos uma mudança de centralidade o Porto passa a ser central pois o mundo inscrevesse no corpos da cidade, quem gosta de urbanismo a planta da cidade é das plantas mais fascinantes que se possam estudar temos o corpos da cidade sempre em escanção, rebatendo-se, invertendo-se dará manter sempre a sua estrutura de corpo inicial, e uma cidade que a monumentalidade dos edifícios, que acompanham a tendência do corpos da planificação urbana, mas neste caso, rodado e com um cuidado tal pois mantendo sempre a forma do corpos inicial ao longo do seu desenvolvimento vemos que vamos andando de órgão para órgão ate chegarmos ao corpo actual que será mais um elemento do corpo da cidade sempre em expansão, mas o Porto é a cidade que serve de exemplo há outra metade dos painéis se chamada de santa Maria, ou a cidade da senhora da loja, se dita do bispo o bispo implica a peça anti peça do jogo de xadrez, se pretendente ao painel do infante o bispo no outro painel representa o poder da loja disfarçada de batina. Peça que so existe dentro do teatro e da teatralidade que a cidade do porto representa, o porto enquanto domínio ou sobe influência do painel do infante é cascata S. Joanina, pós terramoto vira o mercado da bolça olhando a sé, e tendo Cedofeita e a batalha como exemplos de formas de estar na vida, se as invasões francesas implicam outra forma de estar, as avenidas ou antes a praça da liberdade e o lado direito de quem sobe a rua dos Clérigos, e é notório na edificação o estilo francês que tem como exemplo máximo as ruas da galerias de Paris , isto é desenvolve-se o comercio há francesa apoiada em padrões, e se analisarmos a actualidade virou a zona de diversão da cidade há grande e há francesa mas usando o que é nacional para ter dividendos, isto é o liquido dos copos é português mas o lucro é rara a zona francesa, a ala esquerda continua a ser a portuguesa, a da arquitectura discreta e do fausto interior, sociedade que não gosta de dar nas vista que aparenta ser uma coisa e é outra tendo como exemplo máximo dos seus feitos a torre dos clérigos, obra magnifica desse barroco português e queda do pais.
Mas as invasões francesas deixaram na cidade outras coisas, se Paris, no seu melhor faz a torre Eiffel, que tem como consequência implicativa a torre dos clérigos e a passagem de testemunho, a torre dos clérigos passa o testemunho ao Brasil sempre apoiado pela França, como jogada magnifica, em troca de territórios domínios na América do sul,  e dá-se o testemunho para os estados unidos, e isso implica a elaboração de dias obra no velho e no novo mundo, pelo lado francês a estatua da liberdade e a loja ou a estrutura da loja francesa a dominar a politica e a estratégia, e Portugal faz o Cristo rei, bem como o Brasil.
Se repararmos bem nesta historia dos painéis, a queda da estatua da liberdade não se deu com as torres gemias, mas sim com o acidente da Leidy Diana que tem a replica da estatua da liberdade no túnel onde se da o acidente, e no acidente temos uma europeia e um árabe, a tentativa de um casamento a tentar apaziguar a panela de pressão do médio oriente, que ninguém via de bom grado a não ser o Zé Povinho. E como os senhores que gostam de ser vitimas só gostam de fazer as coisas há sua maneira pois são eles os senhores do destino temos as politicas americanas cada vez mais belicistas (a América sempre teve de ter um inimigo, e quando este deixa de existir, tem de ser inventado, e lá vem a guerra das estrelas ou os marcianos, ficando sempre os árabes como tábua de salvação barra o seu lado belicista) a América tem um período que deixa de ter inimigo por excelência e como no caso de todas as sociopatías acaba por ser ela o inimigo de si mesma torna-se extremista radical, manipuladora a nível de influências que tem como momento os atentados das torres gemias que simbolizavam a economia americana, de tão minada que esta a economia americana, que domina a especulação a seu favor, de tal forma que quando algo corre mal ela própria vê os seus castelos cair como castelos de cartas em que o sopro de ar são as suas politicas e os seus posicionamentos, menos mal que tem os árabes para criarem sempre esquemas para transforma-los nos maus das fitas na arte da representação da vã gloria. E assim a América que volta e meia se vai flagelando devido a sua forma de ser sociedade adolescente com atitude de adolescente que quando lhe corre mal a coisa vai cortar os braços para o quarto de banho como forma de vitimização não olhando para as consequências que isso implica e lá entramos no mundo da especulação e conspirações há americana a americana mas “ai, ai… sou tão vitima diz ela no seu sorriso hipócrita”, saímos das realidades para entrar nas realidades especulativas económicas, mas a realidade realidade nunca a vemos vivemos na grande metáfora da realidade que com a entrada do termo manipulação cada vez mais atem quem manipula vai tendo de tal forma a noção do todo que mais parece gosta de cataclismos. Esquecendo-se que a especulação esta a ser o grande inimigo da América e dos aliados.
Mas voltemos ao Portugal França no porto faz duas pontes a ponte sobre o douro e a norte a ponte de Viana.
E o que isso implica, a ponte do porto implica com o regresso do Brasil, a praça da Republica, e a construção da avenida da boa vista continuação da rua, encimada na praça pela embaixada ou antes a casa de França de um lado que foi bastião cultural de uma cidade quando esta olhava para a capital sentindo-se paisagem.
Mas chegamos há rotunda da Boavista e ai temos essa mão que volta a ser da cidade com a ajuda de Inglaterra, criando a avenida da boa vista até ao castelo do queijo, onde a proliferação arquitectónica e tal e de vários gostos que vemos o que os galegos chamam casa do brasileiro isto o pastiche.
Salvo excepções arquitectónicas individuais integradas no grande pastiche urbano que é a avenida símbolo da multicultaridade que tem como exemplo máximo o anel de noivado que é a casa da musica, integrada assim no corpos da cidade claro que o anel e a forma volumétrica do anel vais buscar linhas ao seu contorno que faz parte integrante da volumetria da mão mas esta mão sofre de um problema, isto é a cidade e a sua expansão, e se pensamos que casa fora de casa dependendo como se veija casa dentro de casa.
É que a arquitectura como arte de volumetrias as vezes o que aparenta ser de uma forma esta rebatido. Bem mudemos.
Temos assim o porto como exemplo da cidade do painel do outro painel com a ponte do Eiffel no Porto que consequência isso tem para o pais?
O púlpito da cidade do porto passa a ser as varandas da cidade ou as suas marchas liberais pela cidade exemplos da senhora republica, que ao passar a ponte a meio do percurso para chegar a Lisboa Rafael Bordalo Pinheiro, faz a revolta da quinta nas artes, pegando na democracia do artesanato e da arte popular, como discurso de um povo, que passa a ser o Zé, servindo-se de todo um imaginário popular bem como das histórias e desse povo que servem-se de uma linguagem de simbologia profana para reinventar a cerâmica e o artesanato português tendo o povo como elemento que se tem de ter em conta que não aparece nos painéis. Cria a peça acessível, na sua aquisição é a revolta da quinta tendo a cerâmica como linguagem.
A meu ver como forma de dar os painéis a leitura dentro de uma forma expositiva seria encher a sala onde os painéis são dados a ver para quem os visita e vai ver, com o chão cheio das peças do Rafael Bordalo Pinheiro com caminhos ou percursos para que o visitante possa deambular e ter varias perspectivas e leituras sobre a obra e temos assim o povo, na grande obra do enigma de um retábulo que condicionou o mundo. E pela primeira vez seria representado em frente do painel e com o painel o 25 de Abril.
Que já foi, que aparece de forma de tal forma discreto no painel que parece que la não está.
E seria uma nova forma de dar a ver Portugal na sua nova forma de esta.
O 25 de Abril implica de novo a vinda da família real para Portugal. Que estando no mundo português Salazarista so regressa com o fim da Ditadura.
O problema e que este regresso, implica a construção do futuro por alguém que teve uma educação para ser o mártir e é um inútil quando é a chave da mudança de paradigma.
Mudança que ainda se forçada a mudança a velha nova senhora rejuvenescida com botox, no jogo do vira o disco e toca o mesmo, e voltamos ao vira minhoto e a ponte de Viana.
Jogadas de rainhas Margot. Como lhe chamo que de loja liberal, liberal, quando lhe convêm conservadora com data de garantia que supera a data de qualquer lata de conservas, e neste momento a velha senhora anda com muita lata, querendo um vira latas ao lado parra assim se justificar.
Com isto não estou a por em causa o Eterno feminino, mas acho que a sombra deste eterno feminino onde a valquíria e um exemplo, acho que de tanto dar o grito de guerra esta valquíria esta a destoar  das outras valquírias não é Margot e valquíria mor? (lolol)
Amanha contínuo, pois acho que fiz um contraponto em desabafo. (lololol)

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Lusitânia e o passado (Continuação)



Lusitânia e o passado

(Continuação)


Antes de continuar convêm fazer uma retrospectiva sinóptica do que escrevi anteriormente.
Comecei por abordar o mundo Lusitano pelos painéis apoiando-me nos painéis para explicar as opções de um pais numa época, que se viveu nela digamos até ao terramoto de Lisboa.
Mas se olharmos os painéis, temos na historia da pintura um elemento inovador que ate há época poucas vezes ou nenhuma veio a ser posta em prática na pintura, ou seija poen- se em pratica o conceito espelho. os painéis na sua totalidade são três sendo os outros três o reflexo dos três painéis originais que nunca existiram, os três painéis da direita que são os da esquerda representam os três painéis centrais que nunca foram executados em espelho, por sua vez os painéis da esquerda são os da direita que são o reflexo esquerdo do painel central. O espelho aqui é o resultado da reflexos do todo dividido, o elemento espelho não entra na composição pois o execute tem como quem elabora a ideia da construção dos painéis (e devido a carga que o espelho tem na época como elemento que há sua volta desenvolve todo um conceito supersticioso pois o executante não pinta a imagem reflectida em espelho pinta o que é o resultado da reflexão, pois se o executante pinta o espelho ele aparece no espelho, e se se vir ao espelho enquanto executa a obra ele próprio é integrado no todo da obra, Velásquez ao pintar as meninas esta de costas ao espelho que reflecte o rei e a rainha no interior do palácio, quem esta no espelho que nunca esteve é a sociedade da época a sociedade que são a estrutura isto é na sua divisão é a sociedade que são os reis e as rainhas, por isso o próprio pintor está de costas para o espelho da composição, para estando dentro da composição esta fora dela faz parte da sociedade que olha por isso o elemento espelho só era usado dentro de um contexto individual, o artista ao usar o espelho por se ter reflectido faz parte da obra ficando la a sua marca apesar de ser temporária mas enquanto a execução ficou lá. A nível pesoal quando sei que há obras que tem espelhos e já calculo o contexto evito colocar-me em frente a elas mas coabito com vários espelhos no meu quotidiano, o espelho como matéria de produção artística é sempre o pau de dois bicos, e consoante o espelho e forma de utilização jogamos com leituras e diferentes). Assim os painéis são o resultado de uma sociedade que vive de costas voltada coabitando mas de costas voltadas com objectivos diferentes e só alguns personagens se olham entre si pois ai esta a chave no dialogo entre as partes.
Mas a realidade actual portuguesa não tem nada a ver com os painéis de S. Vicente, mas vem de outra construção artística bem mais elaborada. Podemos dizer que a influência dos pineis acabou no chamado terramoto de Lisboa, quando as realidades reflectidas estão descompensadas na sua totalidade.
Lisboa na época antes do terramoto assemelha-se muito ao Portugal entrado na comunidade europeia, numa abordagem económica.
A sociedade antes do terramoto reflecte apenas um lado dos painéis, a igreja nunca fora tão influente como na época tenta-se criar um concorrente cede lusitano ao papado de Roma pois sendo a Lusitânia o império as almas que governa é muito maior, por isso a sede da igreja em Portugal construída em Lisboa é esse altar do mundo português da época que cai com o terramoto, já podemos ver uma arqueologia de Fátima que desponta com o salazarismo.
Se antes do terramoto a grande obra era a grande igreja que estava em construção representando o lado imperialista Português, pôs terramoto e ainda com o absolutismo no poder temos sim as directrizes de Marques a imperar temporariamente mas tendo sempre a família real por perto.
A produção artística desta época tem como base dois três eixos, isto é três ideias, a económica, a arquitectónica encarregue pela reconstrução e mais tarde a da engenharia.
A economia que se vivia em Portugal era uma economia sustentada pelas economias externas, Portugal nem se limitava a olhar para o solo, que tinha sobre os pés, se entrava a matéria que fornecia as divisas há capital para se sustentar, Portugal era apenas o vendedor a granel, não se preocupava com a transformação das matérias-primas e na sua venda já manipulada, armazenava e vendia a granel.
Pos terramoto a realidade é diferente ainda sociedade imperial, mas sem tantas descargas nos portos, Portugal adopta o que fica conhecido por Proteccionismo, influencia inglesa, pois já estava a por em pratica, mas desenvolve um proteccionismo tendo como objectivo, quase exclusivamente a Inglaterra, a Inglaterra é quem adquire a produção portuguesa consequência do passado, e vemos assim pela primeira vez um pais a olhar para ele e a tentar-se conhecer, desde a sua formação nunca tinha olhado para ele apenas entrara num processo imperialista de expansão territorial. O país, vivia, digamos como o império romano as custas das ocupações.
O Portugal pós terramoto comessa a olhar para ele e a tentar-se conhecer, e como nunca se tinha olhado bem decide adaptar estratégias baseadas não em si e na sua realidade mas nos ditos aliados ou antes impostas por estes, reparem para bênção foi criada a industria do vidro e do cristal, implanta-se a produção têxtil baseada na lã descorando-se o linho e a fibra da canabis que eram centrais e bem mais importantes que a produção dos lanifícios.
A produção do vinho é delimitado tendo como regra base para a sua comercialização a incorporação do espírito do álcool na sua produção sendo assim a única alternativa para os vinhos portugueses e se esta pratica já era utilizada a nível restito, passa a ser generalizada, tendo como selo a casa real como garante e marca de produção. Mas ai Portugal cria a diferença, cria a linguagem das marcas, o mesmo vinho passa a ser feito de formas diferente, isto é há vinhos e vinhos sendo o expoente máximo o vintáge (acabando por vender depois a própria marca de exclusividade), relíquia guarda de e exportação a preços altos, onde o vinho d porto que tem mais saída é uma mistura de vinhos de diferentes idades trabalhado por enólogos.
A madeira começa a apostar também ela na produção do vinho da madeira mas baseada numa forma produtiva diferente, sem influencias de exigências inglesas, que concorre com o vinho  do porto, o mercado do vinho da madeira não tem como objectivo o mercado Português mas sim o império Inglês, se repararmos a constituição americana foi brindado com vinho da madeira, o vinho da madeira é o vinho especial do império inglês bem mais especial que o do porto.
O comercio entra num regime protecionista tentando produzir o que necessita para se financiar e voltar há tona, mas devido aos vícios do passado, o que entra no pais continua a ser muito mais como forma de manter uma sociedade a viver sobre modelos de fora não criando modelos e reformolando assim uma industria baseada nessas modelos, continua-se a importar tudo e a produção nacionão não consegue garantir o pagamento das importações.
O dinheiro que entrou no país antes do terramoto não gerou nada, apenas garantiu a mobilidade de uma sociedade que de tão dinâmica ficara refém do seu dinamismo e da sua mobilidade investiu-se no aparente apenas, na existência das vaidades e das parvoíces peneiras.
Pós terramoto a realidade é de tal forma diferente que afinal faltava tudo e sobravam igrejas, e palácios virados para dentro.
Pós terramoto nem igrejas nem palácios, e temos uma sociedade que se tenta por de pé, e ai experimenta-se algo de novo, pela primeira vez Portugal olha para o passado e adapta ideais dentro de uma ideologia que tenta esconder tendo a grade como base de criação e planificação indo beber ao passado egípcio bem como há segunda fase do mundo helénico e ai inicio expansivo romano.
A cidade nas encostas mantém o labirinto das suas ruas mas nas zonas mais planas ou que permitem uma planejem é utilizada a estrutura da grade da agricultura tendo o compasso e o fio-de-prumo bem de perto bem como as regras da esquadria baseado na grade agrícola doo nivelamento e na criação de rectas a unir pontos.
E sobe este esquema é traçado a nova cidade dialogando com a velha cidade, isto é o dialogo entre os vales terraplanados e as colinas guardiãs do labirinto.
E temos assim pós painéis a grande obra é a cidade é a planificação a criação de um novo corpus para a capital. Que tenta integrar o passado e o sonho ainda existente nas colinas, com os novos ideais tendo o sonho ou antes o do ideal do sono do passado que não soube ser governado por quem governava e não pelos que eram responsáveis pelo governo. A família real sempre foi refém dos interesses que governaram o país. Acusada de governar sem nunca ter tido o poder, pois os senhores absolutos eram os que viviam no fausto da sua vã glória do poder, e como sempre depois quem paga a fava foi sempre quem foi condenado a comer favas em vez dos que comiam os banquetes.
O terramoto o que trouxe que Portugal deixou de ser narciso imperialista (vivendo numa das formas sociais, narcisos perigosa), dando-se conta pela primeira vez desde a sua formação afinal o que era, uma capital com paisagem variando no território, cheia de nada, nunca se dera ao trabalho de olhar para a pesagem. A única paisagem que conhecia e que sempre conheceu foi a dos microcosmos que sempre explorou até a exaustão. (mas não vou agora falar nos jogos artísticos de macro e microcosmos e de interrelações e influencias pois foi o que sempre fez o macro a olhar o micro, reduzindo tudo a base de  um jogo tendo a indução Pavloviana como base ).
Actualmente passa-se o mesmo as capitais e as paisagens colocando-se auto-estradas na paisagem para se passar tão de presa para não se poder dar conta dela, mobilidade sim mas a pacar para se mover, não criando produção de riqueza entre vias de ligação. E mais uma vês vivemos no pais de os ver passar, e cada vez mais depressa, ficando os analistas a questionar-se que negocio eu posso arranjar pois nem param é só velos a passar miragem que nem trás nem leva mas tudo gosta de papar.
E  ca estamos mais uma vez ricos em comunicações, em vez dos cristais temos as energias renováveis, o vinho esse continua, a industria têxtil se fora mão de obra agora ate esta está a rasca a do calçado vigora mas baseada as exigências dos estrangeiros, questionando-se cada vez mais a capacidade e o arrojo lusitano.
O pais esta a ser garantido na vã existência agora na sua própria venda, venderam-se os anéis ao desbarato vendeu-se tudo, ficamos de tanga só para uns tirarem fotografias e viverem na vã gloria do “ai sou importante e poderoso”, e agora já que não há mais nada para vender, vamos como diz um amigo “dar cu”, nem que se reinvente uma Brites com muitos virgos postiços para quem já foi muito desflorado, e não a virgo que pegue na elasticidade das paredes.
E chegamos ao quadro artístico actual, mobilidade de os ver passar todos reis, todos nus, e todos a ter do cu dar. E viva, na fantasia momentânea do que estão a criar, tentando criar a ínclita geração, e devido a forma de ser, olhem que bela composição.
Por em prática a teoria das câmaras mas esqueceram-se de focar e a grande fotografia, de tal forma bem focada, que conheço fotografias desfocadas mais interessantes.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010


Lusitânia e o passado. Problemáticas linguísticas e metafóricas de um país.


Problemáticas linguísticas e metafóricas de um país.

Para quem no presente olha a realidade em que está inscrito, onde expressões que assumem questões centrais do vocabulário quotidiano como crise, deficit, desemprego, economia, expressões que são típicas de uma linguagem económica para descrever um pais, inscrevendo-se desta forma em todos as formas de expressão linguística onde o material que se utiliza para descrever a mensagem põe em pratica a adjectivação utilizada pela economia.
E damo-nos conta que neste momento a grande metáfora linguística é ditada pela economia, isto é a estruturação é dada através das metáforas económicas que por sua vês estrutura a realidade social a que nos inscrevemos.
Mas esta estruturação tem um passado, se repararmos a realidade portuguesa sempre foi assente em pilares muito bem balizados, temos a linguagem histórica que nos fala de um país onde nos são apontados só os lados positivos da nossa história. Onde os negativos (e a meu ver os mais interessantes em ser analisados) são escamoteados para que não nos possamos servir deles para repensar o passado.
Temos assim já dois pilares linguísticos o económico, o histórico, o religioso reformulado há Lusitânia paixão que se transforma na negação da base central do catolicismo que é a negação da paixão reformulando um altar do mundo quê é Fátima onde é colocado nesse altar uma visão oriental de existencialismo religioso esquecendo-se a tradição da morte e paixão do Cristo, afirmando ao Cristo a promessa que lhe sempre foi feita a morte, mas na visão oriental que põe em causa a minha própria frase transformando-a numa ironia. Onde as beatas tornam-se o centro de uma religiosidade metafórica linguística senhoras do culto professado.
E assim em jeito introdutório temos já três pilares, e o ultimo pilar, transforma-se no pilar mais bizarro há portuguesa tornando-se coluna barroca com todos os seus predicados onde concilia a politica e a falta de predicados expressivos para ser completado com os predicados metafóricos do mundo do futebol. Assim quando a politica não se consegue exprimir olha para o futebol e lá o utiliza como forma expressiva para se exprimir mas negando-o sempre.
Mas todos estes pilares servem de base, a novos sistemas que a sociedade moderna aplica a tv, torna-se a janela indiscreta de uma realidade onde se mistura tudo, falando de tudo, mas não falando nada aproximando a quem assiste a realidade, do nosso vizinho transformada na visão bufa e ajandrada ou aroupando uma realidade que esta Lusitânia tanto gosta.  
Mas olhemos para a história, se repararmos o grande arquivo histórico deste pais esta guardado na torre do tombo, base de toda a escola histórica documental deste pais (desculpem o exagero) ensinando-se nas nossas escolas a grande base da linguagem historia que coabita com nosco todos os dias que é a linguagem artística que vai estruturando a pesagem a que somos inscritos tanto através da arquitectura que reflecte mas , a historia da arte não é só a arquitectura, temos a pintura a escultura, a literatura, e a estas inscrevem-se outros tipos artísticos que sendo artísticos não entram na academia, como as artes que se envolvem linguagens artísticas que se servem da etnologia cultural para o desenvolvimento de peças que estruturam também elas o imaginário. Talvez mais influentes que as grandes artes pois entra mais directamente no modos de estar que as artes ditas eruditas.
Se neste momento a escolas ditas eruditas fazem a exortação do nascimento da realidade inscrita na teatralidade desse real, onde o que aparenta ser real aproxima ainda mais a realidade da própria realidade transformando o abstraccionismo uma expressão tão erudita que a realidade há maneira dos primitivos da fase de ouro são o melhor exemplo para o entendimento da realidade da época que ilustram.
E temos assim os painéis de s. Vicente como obra maior da arte portuguesa de uma época onde a chave se encontra no centro mas quem manipula a chave soa as extremidades. Não vou desenvolver a minha análise dos painéis nem de outros quadros desta época, que é talvez  o exemplo macinho  desse mundo lusitano e da sua representação e agora usando uma expressão religiosa, uma ultima ceia há portuguesa  onde o mundo português se inscreve nessa mesa bem dividida sendo o arrojo artístico (de quem encomendou e exigiu a execução desta obra e teve a ideia dela e não a do artista que a executam o grande artista da obra, pois é este que dita a revolução da visualização, se repararmos os paneis de são Vicente são de tal forma simbólicos e com uma carga simbólica tal que ao servirem-se de novos modelos para nos falarem de um dos temas centrais da arte do ocidente criando-se assim uma nova metáfora torna-se mais arrojado que a própria ceia do Leonardo, pois aqui tudo o que parce difícil é simples e o que parece o obvio entra na complexidade dos diálogos metafóricos compósitos do quadro como costumo dizer os painéis de são Vicente transformam o Leonardo num Leonardesco desculpem a linguagem e como caracteriza as grandes obras portuguesas o autora é desconhecido, o que não deixa de ser interessante pois para mim os quadros mais interessantes desta época guardados nos museus são sempre de anónimos ou nunca se sabe ao certo quem foi o seu executante, desvinculando-se dessa tradição simbólica, afasta-se mas serve-se dela para criar assim um código completamente novo para nos falar dessa adaptação da ceia há portuguesa, a grande mesa são todos os painéis onde se inscrevem os personagens, o mundo português e a sua complexidade, nesta composição tudo fala, desde os vincos que contam uma historia e nos remetem a ouro historia bem como a ordenação dos personagens que utilizam já a composição fotográfica do retrato e não da pintura da época, a própria divisão do retábulo que criando um todo visual cada retábulo conta uma historia que consoante a forma que se faça a leitura integra a história a ou desintegra a historia do contexto) o desvirtuamento da ideia da ceia do novo testamento, transformando assim toda a sociedade da época participantes dessa ceia, tendo bem claras as suas comparticipações sociais. Temos assim esse pequeno grande passo discreto que desvincula toda a simbologia religiosa para toda uma nova simbologia de uma época, que reflecte essa Seia há portuguesa nessa época, sendo o lado mais interessante de analisar associar quem é quem ou que grupo representa quem na simbologia do novo testamento, e fazer-se a sua leitura. E temos implícito num retábulo um conceito artístico que implicam dois conceitos, o de obra aberta e de obra fechada, se repararmos nos painéis temos também o conceito de câmara clara, e de câmara escura que foi posto em prática numa época, o dois em um tão típico português.
Se repararmos o lado religioso praticamente ocupam todos os painéis e quando não é o catolicismo que assume a toga é outra religião que se inscreve na estruturação dessa criação, se analisarmos bem os painéis a ideia de Fátima altar do mundo já la esta inscrita.
Mas se repararmos o lado educativo deste pais tem a arte e toda a sua extensão e complexidade como base estruturante do seu ensino, os estudantes de arte dominam na perfeição as simbologias, e todo o ensino artístico tem como base a linguagem como metáfora da realidade que nos da, a conhecer a realidade.
E se toda a arte se inscreve nas teogonias, directas ou indirectamente, o ensino das artes e das metáforas e bem como o domínio metafórico dessas realidades tanto na leitura como na criação são o mais interessante neste momento.
Para quem achava a internet como um canal para expor as suas ideias criando interligações para a discussão, depressa se decepcionou (e estou-a falar do que sinto a esse respeito) pois de tudo o que postava nem comentários tinha o que me levou a deixar de colocar o que penso a circular.
Mas neste momento este é o primeiro comentário que decidi reiniciar, pois já desisti falar de cinema e comentar o que se vai fazendo pois nunca tive nenhum comentário sobre a minhas opiniões negativo ou positivo.
Mas neste momento servindo-me do titulo Lusitânia e o passado tentarei abordar o problema metafórico da estruturação do imaginário do português, tendo esta introdução como uma introdução ao texto que se segue sobre relações internas e externas, tanto económicas como culturais,  servindo-me da linguagem como forma compósita para falar do passado do presente e do futuro.

Ainda não vi a curta metragem do senhor Manuel de Oliveira sobre os painéis de são Vicente, mas acho que deve ser a curta metragem mais condensada da historia do cinema devido ha problemática de analise que os painéis de S. Vicente levantam tendo de cultura portuguesa como de recriação simbólica implícita e explicita, bem como a união de todo um grupo de excreção artistica que vai dar lugar a criação dos painéis e tem sempre a sua continuidade a partir do momento que nos apropriamos dos painéis pare recriar os painéis dentro das suas problemáticas metafóricas ou fora delas.
acho que a forma mais interessam para que um grupo social  comprienda os paineis seria falar destes numa linguagem fetubulistica de tatica de jogo.
quem rematou há baliza, em que painel, quem é o ronaldo e o mourinho, onde esta a virgem de farima como se destribuem os pastorinhos, e onde se posicionam no campo sendo o campo de fortebol a mesa da ceia.
lolol desculpem mas no outro dia estive assim a fazer o relato do quadro na cabeça, pois o problema é que neste pais só se entende as coisas se for dita em relato de futebol.

sábado, 3 de julho de 2010

Metafisicas de recreio


Numa sociedade que se questiona constantemente, onde tudo tem que ter um lugar ou uma profissão, nunca achei tão pertinente a pergunta lançada por um colega quando no meio de uma discussão se interrogava e interrogava quem com ele estava “mas afinal qual é  a profição de deus?”
Ao ouvir esta pergunta para ser sincero esbocei um sorriso, e fiquei a espera de ouvir as respostas, um disse pela bíblia deve ser escultor, pois moldou o mundo, o outro disse que seria um arquitecto pois com ele criou a geometria dos volumes e a linguagem do espaço, outro que era engenheiro pois teve a necessidade de criarem engenhos para facilitar a existência, mas os seus executantes nunca seguem os seus planos fazendo o contrário e assim só dificultam a existência,  e lembro-me que a existência de dizer deus só  existe enquanto existirem silogismos do real e de comportamento no real.
O engraçado é que eu acho que não é nada disso para mim deus e simplesmente curioso curioso pela realidade onde este integrado tentando descobrir erros dessa realidade na que devido há sua existência põem em causa o real pois ele por existir é o construtor do mesmo real fomentando todas as artes, as artes só existem se existir uma ideia de constrição de real.
Logo um colega me disse que não, que tem que ter uma profissão, e eu respondei que não a profição de deus é questionar-se enquanto existecomo existir nos silogismos, so existem artistas se deus se questiona sobre as forma de expreção sobre o real, so existe a arquitectura quando se questiona o espaço como elemento silogístico do real, e quem tem as profições costumam ser os outros, como os duentes, que constroem a realidade consoante o silogismo em que deus se integra, escultor arquitecto engenheiro, tudo isto se inscreve em mecanisnos de constrição do real.
E no jogo das linguagens cada um lança mão a linguagem dentro da profissão, o engenheiro insgreve-se nas matemáticas onde geometria matemática e produção de mecanismos cria participa na construção da realidade, para mim deus não é nada disso deus simplesmente põem em causa a realidade através de diferentes formas linguísticas que tenta abordar para se exprimir, mas muitas das vezes o grande papel de deus é que deus é o pretexto para haver a ideia sobre algo.
Entendo perfeitamente que se deseje um deus engenheiro se possível que domine arduer e softuer bem como linguagem informática pois o futuro desejado é tecnológico onde a natureza vai ser posta em causa, mas para mim inscrever deus numa mera canalização profissional é limitar a sua abrangência, deus tem de ter a necessidade de tentar entendera as vária formas linguísticas, é a linguagem que constroem a realidade depois de se abordar este questionamento do real e as suas variações é que se começa a construir o real e ai a execução do futuro não é so de engenharia, o futuro diz respeito a todos que se inscrevem nesse futuro. Nisto tudo, deus é o pretexto para haver real seja ela qual for, pois a base é sempre a mesma a arte da linguagem para a construção do real, nas suas mais diversas formas de se exprimir.
Pretender um deus limitado ou de visão canalizada onde a sua curiosidade se inscreve unicamente num mecanismo da mecânica, acho mais interessante ser físico é matemático, pois domina a essência das bases linguísticas da mecânica, isto é domina a compreensão das engenharias, e para se entender mecânica só se tem que entender mecanismos e inter-relações e funcionamentos, sendo a física como elemento linguístico bem mais interessante que a engenharia pois partimos da suposição e questionamento do abstracto ai tudo é mecânica, através da mecânica física das relações dos corpos, para depois se tentar chegar a realidade da criação dos corpos, pondo em prática abstracções através de mecanismos.
Mas depois parei olhei-os e disse olhem deus deus não tem profissão concreta, deus tenta existir e ao tentar existir catapulta tudo, se cada um tem um fragmento dele ele ao questionar vai provocar que a pessoa que tem aquele fragmento se questione também sobre o que se questiona deus, e é esta relação que parece incompreensível que faz com que tudo se transforme num mecanismo pois a existência de deus se inscreve ela própria num mecanismo, e no fundo para existir real deus não pode dominar mecanismos pois é a sua existência que faz com que os mecanismos se criem, são as suas preocupações que estruturas assim a realidade.
Nesse instante olhara-me disseram mas afinal que faz ele questionou-me um colega, e ai disse, sei lá, mas quando for apresentado a ele esta certo que lhe faço a tua pergunta entre umas tantas perguntas que imperativamente terei de fazer mas essa é uma conversa que se um dia e acontecer terei de ter, olha e sobre o que faz continuei, deve tentar existir como todos, se deixarem. E olhando para o relógio vi que estava na hora de ir comer. E já eu caminhava para a cantina virei-me para trás e disse sabes deus são todos e ao serem todos não existe, deus por ser deus não tem direito de o ser, deus acho que são os carrascos de um deus que não é 
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