sábado, 3 de julho de 2010

Metafisicas de recreio


Numa sociedade que se questiona constantemente, onde tudo tem que ter um lugar ou uma profissão, nunca achei tão pertinente a pergunta lançada por um colega quando no meio de uma discussão se interrogava e interrogava quem com ele estava “mas afinal qual é  a profição de deus?”
Ao ouvir esta pergunta para ser sincero esbocei um sorriso, e fiquei a espera de ouvir as respostas, um disse pela bíblia deve ser escultor, pois moldou o mundo, o outro disse que seria um arquitecto pois com ele criou a geometria dos volumes e a linguagem do espaço, outro que era engenheiro pois teve a necessidade de criarem engenhos para facilitar a existência, mas os seus executantes nunca seguem os seus planos fazendo o contrário e assim só dificultam a existência,  e lembro-me que a existência de dizer deus só  existe enquanto existirem silogismos do real e de comportamento no real.
O engraçado é que eu acho que não é nada disso para mim deus e simplesmente curioso curioso pela realidade onde este integrado tentando descobrir erros dessa realidade na que devido há sua existência põem em causa o real pois ele por existir é o construtor do mesmo real fomentando todas as artes, as artes só existem se existir uma ideia de constrição de real.
Logo um colega me disse que não, que tem que ter uma profissão, e eu respondei que não a profição de deus é questionar-se enquanto existecomo existir nos silogismos, so existem artistas se deus se questiona sobre as forma de expreção sobre o real, so existe a arquitectura quando se questiona o espaço como elemento silogístico do real, e quem tem as profições costumam ser os outros, como os duentes, que constroem a realidade consoante o silogismo em que deus se integra, escultor arquitecto engenheiro, tudo isto se inscreve em mecanisnos de constrição do real.
E no jogo das linguagens cada um lança mão a linguagem dentro da profissão, o engenheiro insgreve-se nas matemáticas onde geometria matemática e produção de mecanismos cria participa na construção da realidade, para mim deus não é nada disso deus simplesmente põem em causa a realidade através de diferentes formas linguísticas que tenta abordar para se exprimir, mas muitas das vezes o grande papel de deus é que deus é o pretexto para haver a ideia sobre algo.
Entendo perfeitamente que se deseje um deus engenheiro se possível que domine arduer e softuer bem como linguagem informática pois o futuro desejado é tecnológico onde a natureza vai ser posta em causa, mas para mim inscrever deus numa mera canalização profissional é limitar a sua abrangência, deus tem de ter a necessidade de tentar entendera as vária formas linguísticas, é a linguagem que constroem a realidade depois de se abordar este questionamento do real e as suas variações é que se começa a construir o real e ai a execução do futuro não é so de engenharia, o futuro diz respeito a todos que se inscrevem nesse futuro. Nisto tudo, deus é o pretexto para haver real seja ela qual for, pois a base é sempre a mesma a arte da linguagem para a construção do real, nas suas mais diversas formas de se exprimir.
Pretender um deus limitado ou de visão canalizada onde a sua curiosidade se inscreve unicamente num mecanismo da mecânica, acho mais interessante ser físico é matemático, pois domina a essência das bases linguísticas da mecânica, isto é domina a compreensão das engenharias, e para se entender mecânica só se tem que entender mecanismos e inter-relações e funcionamentos, sendo a física como elemento linguístico bem mais interessante que a engenharia pois partimos da suposição e questionamento do abstracto ai tudo é mecânica, através da mecânica física das relações dos corpos, para depois se tentar chegar a realidade da criação dos corpos, pondo em prática abstracções através de mecanismos.
Mas depois parei olhei-os e disse olhem deus deus não tem profissão concreta, deus tenta existir e ao tentar existir catapulta tudo, se cada um tem um fragmento dele ele ao questionar vai provocar que a pessoa que tem aquele fragmento se questione também sobre o que se questiona deus, e é esta relação que parece incompreensível que faz com que tudo se transforme num mecanismo pois a existência de deus se inscreve ela própria num mecanismo, e no fundo para existir real deus não pode dominar mecanismos pois é a sua existência que faz com que os mecanismos se criem, são as suas preocupações que estruturas assim a realidade.
Nesse instante olhara-me disseram mas afinal que faz ele questionou-me um colega, e ai disse, sei lá, mas quando for apresentado a ele esta certo que lhe faço a tua pergunta entre umas tantas perguntas que imperativamente terei de fazer mas essa é uma conversa que se um dia e acontecer terei de ter, olha e sobre o que faz continuei, deve tentar existir como todos, se deixarem. E olhando para o relógio vi que estava na hora de ir comer. E já eu caminhava para a cantina virei-me para trás e disse sabes deus são todos e ao serem todos não existe, deus por ser deus não tem direito de o ser, deus acho que são os carrascos de um deus que não é 

Sobre fotografia


Desde pequeno que fotografia e maquina fotográfica povoaram a minha curiosidade, se por um lado a fotografia revelada em papel e nos é dada a ver como registo de um momento, prende o olhar para descortinar o que se nos é dado a ver fazendo a sua leitura.
Nas minhas memórias mais remotas lembro-me da fotografia como testemunho de momentos onde a família ou determinados momentos são registados como testemunha de um tempo e de um espaço. Acho que para a época em que vivemos quase todos temos fotografias da infância onde os pais registrão a evolução e através desse registo fazer as suas leituras desses momentos.
Podemos incluso dizer que a fotografia transformou-se no registo visual de momentos onde esse momento se nos é apresentado para ser lido, o momento que entra no álbum e começamos assim a catalogar momentos onde existência e realidade onde estou inscrito comessa a ser catalogadas, amigas, por vezes registando actos ou momentos que devido ao nosso devir existencial não nos damos conta, e temos aquele registo, no álbum que cataloga comentos da descoberta com uma máquina fotográfica a tiracol.
Mas se a máquina evoluiu o próprio conceito de fotografia evoluiu. Vivemos numa época que a máquina fotográfica se inscreve entre os objectos que praticamente todos tem, unas mais profissionais outros mais amadores ou incluso de tal forma imprescindível pois somos uma sociedade produtora de imagens, recriamos a imagem da natureza, ocupamos espaço com, criando imagens, e temos uma necessidade de registo de imagens, a maquina fotográfica associa-se assim aos aparelhos de comunicação e serve ela própria de comunicação entre indivíduos quando partilhamos as imagens que registarmos.
Mas hoje em dia a fotografia vai mais alem o registo do momento, se muitas vezes, quem prime o Butão utiliza todos os esquema de composição da pintura, onde a maquina se inscreve no novo pincel onde a luz é a tinta que grava que traça que reflecte a realidade, noutros tornasse o terreno de exploração do experimentalismo.
Mas a fotografia devido ao seu interesse olho curioso de captar e prender, foi subdividindo-se por interesses quanto a temática que capta, e assim vemos essa captar comum devido a forma de registo mas subdividir-se quanto ao tema e ao interesse,
Na ma minha infância a fotografia era esse registro infantil dos momentos familiares odo que achava que parecia interessante para merecer esse clique para o captar, transformando-se assim a primeira maquina fotográfica ela própria objecto de brincadeira que so depois de revelado temos a curiosidade de ver o que lá esta. E já nesta época de descoberta e experimentação parece que ao nos colocarmos por detrás da máquina fotográfica, começamos a subdividir interesses para serem captados, e a máquina começa a fazer parte das viagens, dos passeios das festas, como elemento que ira perpetuar um momento.
Depois para quem mantém essa curiosidade e não a perde la vem o primeiro manual de fotografia onde tentamos aprisionar já não no patamar da brincadeira e no disparara a maquina por disparar, mas tentamos compreender a maquina, compreender os jogos de velocidade de aberturas do diafragma, (para ser sincero eu o manual só o conheci muitos anos depois quando fiz um curso de fotografia e revelação) mas tive outros manuais, explico-me cada vez que saia da aldeia comprava revistas onde a Photo se inscrevia como objecto que na minha inconsciência curiosa la me ia educando, e descobres assim nomes ligados há fotografia, descobres que existe uma profissão de fotografo que vai para alem do senhor que faz fotografias para as matriculas escolares ou para os documentos de identificação, descobres que tudo se quer dar a fotografar tudo se quer inscrever num registo como testemunho do momento, pela “Photo” (do meu ponto de vista uma das mais interessantes revistas sobre fotografia) descobres que existe jornalismo fotográfico, testemunho, denuncia, mas acima de tudo de registo, descobres que aa própria fotografia manipula segundo quem a afaz a forma de pensar de quem vê, e que todos os registos devem ser questionados, perguntando onde esta a realidade ou a sua construção, depois deste conta que existem tendências, e aqui sim a fotografia para alem de um clique de momento entra num patamar mais complexo, se a fotografia registra o real, e ao associar. Se há moda registando os modelos com que nos iremos vestir, a moda trás para a fotografia o que poderemos designar como o registo segundo a tendência em vigor. E assim as composições do inicio da fotografia muito parecido com o retrato pictórico quanto a pose dos indivíduos bem como aos objectos que ajudam na composição que iram aportar elementos de leitura sobre quem se é dado a retratar, é introduzida o elemento tendência, e vemos assim surgir a fotografia do capitar segundo uma tendência uma opção padrão, a construção de uma produção segundo poderemos dizer “moda” de padronização e pacificação, vemos assim aparecer a fotografia como o elemento ideal de publicidade de padronizações de personalidade. E se repararmos as produções de moda reflectem essas tendências. A fotografia como linguagem criadora de mentalidades e manipuladora de personalidades, assim as produções, mesmo captando a vida quotidiana já não é o quotidiano que capta não é aquele instante que capta, te a necessidade de maquilhagem tem a necessidade ou de esconder ou de realçar, com o photoshop e na era do digital a fotografia distancia-se do momento testemunha para ser o momento que há que manipular, a realidade é questionada, e o próprio conceito de real é posto em causa a ideia de belo ou de padrão de belo, bem como de alcançar nunca foi tão utópico, as adolescentes que olha para os seus ídolos são constantemente enganadas, bem toda a idolatria é um engano, servindo-se de um padrão que não reflecte a realidade mas tenta construir uma realidade segundo um padrão. O que se torna interessante pois nestes processos construtivos desvinculamo-nos da realidade pela imagem que tenta transmitir o real, a manipulação da imagem que nos oferece e patronímica a forma de ver a realidade. Se a maquilhagem tem como objectivo tornar a pessoa mais bela prendendo o feio dentro dessa pessoa, a manipulação fotográfica quase que segue a mesma via, mas inversa, maquilha a realidade faz realçar a tendência que se pretende para o observador se desprenda do que não pertence há tendência moda.
Se por um lado a fotografia é o elemento que melhor manipula mentalidades através da manipulação do real, esta sempre a criar tendência de realidade e de mora, ditaduras para comportamentos e formas de estar. Se repararem as grandes armas de todos os regimes políticos foi a imagem bem coma a manipulação dessa imagem para construir mentalidades formas de estar e de comportamento.
Digamos que a fotografia ligada com a publicidade coma a grande escola de construção de mentalidades de maças pois o publico alvo é o mais abrangente.
Mesmo os casos de denúncia de realidade se inscrevem numa forma de construção de realidade, onde o real digamos que nunca aparece o que aparece é sempre o olhar linguístico de quem faz a fotografia da realidade, hoje em dia poucos são os casos de fotógrafos que se inscrevem na fotografia do real nu e cru, essas fotos da realidade hoje em dia são mal-entendidas quem as vê tem sempre a ideia de que falta algo na imagem ou que a imagem não esta completa, e do meu ponto de vista essas atitudes são as mais interessantes de analisar pois damo-nos forma de como quem comenta a foto tem a realidade maquilhada na sua construção de real.
E as fotos do real são sa mais difíceis, no outro dia um sujeito dizia-me que as fotos de guerra são as mais reais que possamos ver, do meu ponto de vista as fotos de guerra são as que mais manipulam a realidade, pois por muito independente que queira ser o fotografo nunca capta a realidade capta sim o seu objectivo ou a sua ideia do que nos quer dar dessa realidade.
Nos anos em que a sida apareceu a doença entra ela própria como forma de tendência, isto é a realidade de uma doença que se transforma em tendência moda em grande escala, a moda utiliza a doença como elemento de padronização e construção de mentalidades, quanto mais fotografias de sida havia mais construída era a realidade sobre a sida ate que a doença depois de se tornar credível se inscreve na realidade no consciente, e depois de estar inscrito no consciente tudo é possível, passa a existir.
Acho que seria interessante como tendência a descaracterização na fotografia, acho que o interessante como tendência fotográfica e usar os mecanismos da própria fotografia para se subverter o que de mal se fez com algumas tendências, isto é a tendência é a anti-tendência que apaga uma tendência construtiva errónea. Por exemplo a anti tendência para as fotos de Sida era falar-se da cura da sida, e assim em vez de darmos lugar ao surgir de uma doença damos lugar ao não existir de uma doença,  e a não vitimização e descriminação dos seres.
Acho que as grandes tendências da fotografia do futuro serem a antecedência para se corrigirem erros tendenciosos na subversão da realidade bem como na construção desta,
A fotografia despojar-se do cenário, a fotografia como denúncia da maquilhagem tendenciosa, a fotografia pela primeira vez procurar a realidade desconstruindo as irrealidades tornadas reais que ela própria criou sobre o real. A crua realidade como tendência sem maquilhagem.
Mas depois entramos numa outra discussão sobre construções de realidades e problematizações da realidade, tirar maquilhagem para depois se questionar a maquilhagem, esse questionar o sistema educativo pela imagem e assim perspectivar aberturas de futuro na realidade que sempre queremos ver maquilhada.

Texto para uma ilustração em construção

Depois de ler um conto, tentar ilustrar esse conto, olhar para o texto e antes mesmo de pensar na forma que vou dar aos personagens ver as cores implícitas e explicitas que estão em cada página.
Mas depois deste primeira abordagem a cor, peguei em marcadores com varias cores e depois de assinalar no canto de cada pajina a cor que melhor caracteriza essa pagina decidi analisar as cores das palavras, e tendo em conta a anotação cromática que fiz no canto de cada pagina estabelecer uma relação de cores de cada palavra em relação a cor predominante da pagina para cada palavra irei anotar a cor que me sugere tendo em conta a cor do todo da pagina bem como as cores que antecedem cada palavra. Depois de ter a página completamente colorida dou-me conta que já encontrei as cores, para ilustrar a página, e a quantidade que estas têm em função ao todo.
Ao terminar este processo dei-me conta que ilustrei aromaticamente cada página e cada palavra, criando composições abstractas em todas as folhas da história.
Depois de fazer a análise cromática de toda a história vou analisar o ritmo Ada historia tentar encontrar a linha bem como a expressividade, depois de ler a história em voz alta dou-me conta que a história tem um ritmo, olho para os lápis e segundo o grau de dureza que me segure a história escolho o lápis que melhor traduzem o peso daquelas palavras, depois de achar o lais que melhor transmitem o primeiro paragrafo, leio o paragrafo e com o lápis vou traçando o ritmo dessas palavras ondulante linear interrompido pois tive que respirar, agitado, e numa folha vou encontrando assim o ritmo de cada frase dou-me conta que ao terminar cada pagina tenho uma espécie de anotação rítmica, uma partitura com o meu vocabulário pessoal para fazer anotações desse ritmo, e neste instante penso, que pena não conhecer a musica, que pena não saber composição, pois podia fazer as anotações segundo a linguagem musical e aqui entrava já noutro tipo de composição pois já tenho a composição cromática feita e se cada cor, sube-cor cada espaço em branco cada espaço em negro for associados a uma nota, praticamente já tenho a musica feita da história faz-lhe falta o ritmo, o tempo sonora de cada nota de cada tom e como essas anotações já foram feitas então basta descobrir com as ajudas das anotações rítmicas o seus tempos e depois era só coloca-las numa partitura, e depois era so encontrar as harmonias entre o todo, mas já estou a entrar num campo completamente desconhecido, acho melhor voltar para o meu exercício de imposição de ilustração para ocupar esta tarde quente.
Olhando para as anotações rítmicas de cada pagina, tentarei criar um fundo ao meu gosto que melhor expresse esse fundo, mas aqui e neste momento acho interessante pôr-me a pensar na analise formal da ilustração se quero que esta seja mais fantasiosa ou mais realista abstracta, então, se abordar por ser realista o fundo da realidade que vou construir terá de ter o ritmo aqui as arvores com os seus ramos ondulantes ao vento e nessa dar corpo há arvore vou tentar criar esse movimento a linha do caminho com o ritmo sugerido pelo texto aqui ondulante alem mais recto as linhas dos montes e a sua ondulação transmitidas pelo ritmo, mas neste ponto dou-me conta que a imagem não é realista embora tenha desenhado uma arvore e a identifique como uma arvore esta arvore não é real a ondulação bem como a cor é uma procura minha para chegar a ela e dar-lhe forma, aquela arvore não existe só existe naquela folha de papel porque me foi sugerida pelo texto que estou a tentar ilustrar, nem aquele caminho é real aquele caminho não existe aquele caminho só existe dentro daquela folha e dentro da minha imaginação bem como do processo para chegar a ele.
Mas agora entro num processo mais difícil o texto fala-me de personagens, por vezes dá-me características que define noutras apenas os nomes ou que passa ao longe enquanto o personagem segue o seu caminho. Como criar personagens como criar um corpo, e aqui vou criar seres para darem corpo há minha historia, e aqui posso enveredar por vários caminhos ou decido fazer as personagens de acordo com a realidade que estou a criar, 
Neste sentido ao terminar de ler a historia a própria historia dá-me apontamentos das características do personagens que tem a historia, mas posso envergar pelo caminho oposto e os personagens serem contrários há historia os altos são pequenos, ou só são altos porque tem andas que revelo so depois da historia terminar prolongando a história como se fosse um aparte da ilustração, mas posso ir em oposição há história se cada folha tem uma cor quais as cores dos das palavras que caracterizam os personagens assim a routa dos personagens pode ter essas corres, mas o texto fala-me de acção “ele corria”, “fugira”,, “vai atrás das raparigas” mas será que tenho que desenhar um personagem a correr ou simplesmente traçar na ilustração o percurso, ou o ritmo do percurso, e aqui tenho varias hipóteses que podem dar origem a várias variantes, mas levo uma pagina que só fala do personagem a correr ao longo de um caminho, posso simplesmente por os pés dele em grande plano e nesse pormenor falar do todo do texto, ou simplesmente concentrar-me nos sapatos e no verniz dos seus sapatos novos reflectir toda a paisagem do seu caminho, ou simplesmente pegar num boneco que tenho e usar os pés do boneco para fazer de carimbo e assim carimbar na paisagem que pintei de fundo o percurso do personagem, variações as mil variações que um texto tem de se interpretar, e agora tenho para uma pagina já algumas ilustrações sobre a mesma pagina, variações dentro do mesmo texto que pode ser visualizado e ser dado a ver segundo a minha forma de me apropriar do texto.
Mas devo concentrar nos personagens, as caras redondinhas sempre parecem simpáticas, bocas grandes sempre dão um ar de comicidade boquinhas pequenas provocam curiosidade, olhos grandes, e os olhos são muito importante para a criação dos personagens, e começo a lembrar que ultimamente a ilustração os personagens tem olhos exageradamente grandes, e passaram-me agora imensas personagens da Manga, mas a manga é um caso há parte acho que reflecte o oposto de uma sociedade pois como tem os olhos em bico o desejo é ter os olhos redondos, aqui há uns anos falava-se das operações que as orientais faziam aos olhos para tornar os olhos mais atraentes aos seus maridos mas isso é ilustrar para dar a ver ao outro, ilustrar o meu eu mais intimo através das operações plásticas. E neste momento, começo a pensar na cirurgia plástica como uma forma de me ilustrar e tornar mais apetecível aos outros, eu que não aceito o meu eu que me vejo diferente e quero pertencer a um protótipo a um padrão para me tornar mais apetecível aos olhos dos outros a ilustração num outo patamar no patamar da metamorfose pelo bisturi, os protótipos da beleza padronizadas perseguidos pela cirurgia, e neste momento aqui sim ponho em causa ate que ponto estas intervenções alteram as personalidades de quem sofre tais intervenções ou será que entram em esquemas de padrões de comportamento como os padrões de beleza, sei la já estou a divagar em fuga da ilustração da historia que me propus ilustrar, mas esta da cirurgia metamorfose e padrões tem pano para mangas, podem ser criados monstros ou não, mas depois de uma metamorfose sempre sai algo e a fase anterior fica no passado.
Mas acho melhor concentrar nos personagens, concentrar na obtenção de bonecos engraçados para dar lugar a personagens interessantes, mas o miúdo da minha historia é inquieto intrépido, mas tem a cara arredondada e boca grande tenho que criar uma harmonia de um corpo franzino e de uma cara arredondado, começo a fazer esboços de caras bem como de expressões depois das várias caras e dos vários esboços escolhi o que para mim é a mais divertida, e acho que irá ser melhor, melhor aceite mas aqui acho melhor não pensar assim pois neste momento é sempre a minha opinião que se impõe, mas depois de escolhido como ira ser o personagem tenho outro problema, continuo a utilizar a mesma linguagem, que tenho mantido na ilustração ou os personagens podem ter outra linguagem para lhes dar forma e os integrar na ilustração, e neste momento começo a fazer variações sobre o personagem, posso em vez de usar o desenho, começar a costurara a roupa e assim jogar com a tridimensionalidade, dos fundos do caninho, do arvoredo, também posso modela-los em plasticina e integra-lo nos desenhos, ou simplesmente, recortar o lixo que posso aproveitar e assim, sim vai ser assim o personagem, já sei pelo esboço como quero que fique o personagem é o seu desenho em grafite, agora vou ter de dar-lhe uma nova roupagem criar uma outra relação entre o personagem os fundos e a história, e assim tento entrar mais profundamente na história, posso criar relações s de interpretação neste momento entre criação e leitura, e na minha história se usar o lixo, acho que vou dar uma mais-valia ao meu personagem, e assim reutilizo materiais e ate me fica mais barato todo o processo de ilustração quanto aos materiais. Mas aqui começo pela ilustração e reinventar a historio que li em texto, mas posso brincar com isto tudo, brincar com todo o processo que estou a ter em ilustrar a história, o miúdo foge de casa dos pais foge ne aqui vou usar os boneco que desenhei em grafite ao longo da fuga e nas suas aventura o boneco vai arroubando-se e vai vestindo-se dos detritos do licho o caminho dá-lhe corpo, e no fim regressa a casa do pai, e aqui o despido e vestido com os tecidos que recortei antes de chegar ao lixo, mas aqui já estou a dar um ponto de vista uma forma de eu entender o texto e nesta forma de descoberta em ilustrar aproveitar tudo para ilustrar o texto e a própria ilustração alem de reflectir o texto dar uma mais-valia ao texto.

Variações fugas, na elaboração artistica

Das actividades que mais gostava quando vivia nos meios urbanos era visitar museus galerias, observar o que se produzia bem como a criatividade tentar entender a linguagem do autor bem como as possíveis respostas ao que via.
Neste momento achei algumas reproduções de quadros famosos, a alguns anos uma das correntes vanguardistas tinha como base de produção o museu imaginado, onde era pedido a elaboração das obras que porias no teu museu imaginário, que quadros farias para o teu museu que esculturas criarias para la colocares, que actividade quereria ver realizadas nesse museu,..etc. 
Partindo da premissa do museu imaginário, proponho-me elaborar as seguintes vacações: 
• Eu não gosto dos quadros da minha mãe, partindo desta afirmação que alterações faria nesses quadros, que retiraria, que acrescentos faria, como modificaria o quadro, como alteraria a linguagem artística deste criando uma resposta a já existente, nesse sentido irei fotografar o quadro e depois de impressa a fotografia, através da subtracção irei retirar de lá o que não gosto, ou através da adição irei acrescentar elementos que acho que fazem falta ao quadro.
• Usando as reproduções dos quadros postais gravuras, que vamos acumulando das visitas proponho-me tendo como base o quadro alterado criando assim novas peças onde porei neste caso em causa a tridimensionalidade, o quadro bem como as gravuras são bidimensionais, nestes trabalhos proponho-me tentar colocar o quadro tridimensional, por ex. a Monalisa, come seriam as suas pernas, será que usava meias e se as usava de que cor eram, partindo desta suposição irei elaborar umas pernas e depois questionar a problemática das meias das ligas pondo em causa o não ter pernas. Mas partindo da afirmação de que aquele quadro é o retrato do Leonardo, criar uma performance em frente do quadro pondo em causa, o eu o quadro e o corpo, a relação existencial entre arte e corpo, bem como arte e perda do corpo.
• Pegar nos exemplos usados na história da arte como sendo os grandes exemplos artísticos, e criar trabalhos sobre o que não gosto daquelas obras, pondo assim em causa o belo prejudicial tentando assim partindo da minha leitura retirar o que acho que a obra tem de negativo recriando-a, ou vice-versa tirar o que acho que é positivo e torna-la negativa.
• Questionar que o quadro é a imagem de um espelho que mostra uma realidade que não é a realidade do outro lado do espelho, todos devem conhecer a obra Alice no pais das maravilhas ou Alice no outro lado do espelho, sendo assim pegando nesta premissa elaborar trabalhos que tenham quadros que acho que são interessantes e imaginar o seu outro lado da realidade questionar o que havia do outro lado das costas do quadro quando aquele pintor o elaborou, que realidade, visível e que realidade invisíveis estão escondidos nesse outro lado da tela que a tela não fama mas esta lá.
Estes exemplos podem ser pegados para todos os tipos de elaborações, criar a figa da peça existente a variação e de como eu interpreto essa variação, supra, dei exemplo de quadros mas o mesmo se pode aplicar há poesia há musica bem como a todos os géneros de arte.
Não é so uma questão de apropriação é uma questão de tentar ir mais alem partindo da duvida e das interrogações que a obra me apresenta apropriar-me da peça que designaremos em bruto e trabalha-la transforma-la dando lugar a uma nova peça a uma nova obra elaborando assim o museu imaginário pessoal através das minhas recriações onde ponho em causa a produção e alteração da linguagem artística dentro das artes. Como refutar e contradizer peças obras discursos artísticos.
Powered By Blogger