terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Julie & Julia

Julie & Julia

Antes de mais foi um momento particularmente interessante ver este filme, e terei de fazer algumas confissões, em primeiro lugar e isto sempre me acontece quando Meryl Streep ocupa o ecrã sempre me lembro da Escolha de Sofia foi neste filme que a vi pela primeira vez e senti-me arrebatado, depois naquele silencio característico de quem se senta na sala de cinema e começa uma viajem sobre a batuta de realizadores podemos verificar a flexibilidade e o seu lado mais camalionico quem a segue suspirou também numa ponte que ligavam corações ou sorria ao vela a cantar Abba, numa África minha, e tantas outras ocasiões, não tentarei adjectivar aqui adjectivos que acho que os mais qualificados do que eu já lhos deu, mas neste filme em especial bem, fartei-me de sorrir olhando eu também para um passado mais próximo e do outro lado do oceano programas de culinária onde neste pais também havia as senhoras da colimaria que encimavam a cozinha francesa ou como comer uma alcachofra ou como cozinhar gastando pouco dinheiro.
Mas este filme era passado em cozinhas e entre tachos para mim são as áreas onde se inscrevem as tragédias familiares por excelência e e na cozinha onde as provas mais duras de convivência são postas em pratica.
Outro prazer meu é saborear, e para quem gosta dos prazeres dos sabores ver filmes que abordem o tema da alimentação é outro prazer, posso confessar ainda que quando sei que um filme é passado entre panelas e os prazeres da alimentação tenho sempre a tendência de os ver, lembrome do Jantar de Babete, Como agua para chocolate, ou um filme que não me lembro do titulo mas que era passado numa cãs onde um grupo de amigos tentava o suicídio pela alimentação comendo e levantando questões sobre a comida. Mas neste filme tive um prazer partículas e uzado um blogue para expor as ideias e o seu dia-a-dia usando as receitas de uma senhora tão típica e particular que ensinou a “comer”, e usando o livro de receitas como um processo de auto ajuda e de descoberta, onde vemos o prazer da alimentação e da sua confecção todo um ritual de descoberta dos prazeres dos sabores e dos odores, e a descoberta do eu pela alimentação.
Eu próprio como amante da cozinha espaço sagrado das iniciações também aprendi a cozinhar primeiro sobe o olhar protector de uma avó, depois de uma vizinha que fora cozinheira em casa de senhores abastados e te ensinava conceitos mais elaborados, mas era pela televisão onde tiravas notas, mas todos crescemos e começamos a sair do hogar e partimos, eu fui para Milão e para surpresa de quem me recebeu levava a bíblia gastronómica lusitana “cozinha tradicional Portuguesa” que para ser franco nem me deixaram abrir pois fazia-se a apologia a cozinha italiana, e eu encantado, e aos poucos comprava livros de cozinha, aqui achei piada ao pormenor do filme pois quem gosta de cozinhar faz-se acompanhar de livros gastronómicos. E em determinado momento aparece o Larrus (já sei que esta mal escrito), eu próprio andei a volta dele tanto na biblioteca municipal como depois já nas minhas mãos mas tive a sorte de encontrar a tradução portuguesa dividida em três volumes. Mas antes disso descobrira o famoso Pantagruel, e tantos outros livros.
Mas desde criança tentava fazer receitas que pareciam divinais, mas nessa época onde encontrar determinados produtos era difícil para elaborar uma receita tentava-se adaptar a receita ao que avia há mão, o queijo xpto era substituído pelo queijo que se fazia em cãs, a massa folhada nunca folhava tanto como a que aparecia nas revistas pois em vês de colocares as 250g de manteiga colocavas 50 e um pouco de azeite, e as natas só começaram a entrar na cozinha já quase nos anos 90.
Depois num hotel em Fátima observava as artes culinárias e tentava aprendes, mas sempre fora mais de fazer do que de comer, os amigos gostavam de aparecer e comer e assim se ficava em casa a discutir literatura ou cinema ou outro tema qualquer interessante para ser discutido.
Foi um momento particular visionar este filme onde passa o tempo sem darmos conta que passou e cada vez que Meryl Streep fala o sorriso desponta, pois a sua personagem convida a que passemos um momento divertido entre panelas onde talvez seja o lado mais sádico de tentar seduzir o outro.
Mas também há o blogue que te liga ao mundo onde te exprimes onde a escrita tantas vezes é esse strip tise do desinibir-se e dar-se.
Que mais dizer de um filme onde passamos um bom bocado que não é maçador onde não se disparam pistolas mas bombardeia-se as papilas gustativas para suplício de quem só come arroz.
Mas há torturas que valem a pena, e senhoras que sempre é bom ver no ecrã maior da nossa consideração.

Este ano ando a por o cinema em dia, e visionar os filmes e depois escrever e como sentir-me uma Cherazade nas mil agonias das noites da minha tortura onde tenho que estar sempre a fazer algo e impedir que o sono venha pois cada hora dormida +e menos um tempo do meu tempo onde carrascos nas artes me torturam.
Assim visionar os filmes e escrever nos diferentes blogues, e como aquele momento onde o perigo da noite te observa e este é a única escapatória para não desmoronar antes do tempo.
Foi um triplo prazer neste

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