Nomadismos
Das primeiras abordagens ao estudar-se a historia homem, o primeiro aspecto que se destaca é o seu nomadismo, o estar temporariamente num sitio e dai partir para outro, mas todo este lado de errância de exploração espacial leva os sujeitos a crias paralelamente ao seu estado de nomadismo o ritual de sacralização de espaços.
Essas sacralizações conotadas tanto aos seus cultos, vemos assim aparecer todo um ritual artístico em determinadas horas conotados com a vida e a sobrevivência.
Se por um lado as cenas de representação são conotadas com a sobrevivência e automaticamente com a arte da caça e da guerra os rituais de fecundidade estão intimamente ligados a um todo.
A vida é olhada como uma procura constante onde essa procura leva há criação a necessidade para tornar certo acto mais prático leva o homem a descoberta de toda uma arte móvel que o ajuda a sobreviver.
Tudo se inscreve desta forma a todo um ritual iniciático onde se comunga com o todo.
Ao longo da historia este ritual de nomadismo vai modificando, bem como os modos de estar, a sedentarização essa trás uma nova forma de estar transformando o nomadismo como uma forma interna do ser, aparece assim toda uma forma retratística de ver o eu como um nómada interno em constante construção passando por provas e formas de estar que o ajudam no seu crescimento como individuo inscrito numa sociedade.
Partindo destes dois conceitos de nomadismo em dois espaços o externo ao eu e o interno, neste momento reflicto sobre objectos associados a este nomadismo.
Aparece assim a mala o saco de viajem.
Pegando nestes objectos que outros objectos meteria no interior deste que representassem períodos da minha vida.
Podemos dizer que entro num processo de repleção do meu eu como colector de objectos que adjectivam momentos do meu eu.
E ai damo-nos conta que ao usar mos uma forma essa forma alem de representar um momento no espaço-tempo representa também o meu eu em construção.
E vamo-nos dando conta que começamos a enumerar objectos que em determinada época são vitais deixando de o ser em outra, chegamos assim a noção do eu e do efémero, do passageiro.
Isso leva-nos a conclusão que mesmo sedentários somos transumantes passamos de estádios de forma de estar e de ver e apropriar o mundo que nos rodeia.
Mas se a cada estádio da vida tem os seus objectos a mala que os transportava também era particular é original é o meu eu em constrição.
Neste sentido como seria a minha mala na infância na adolescência na juventude na época adulta, que cores tem a minha mala que marcas exteriores são visíveis, e surge assim a ideia do carimbo do autocolante na mala de viajem que marca os portos por onde passei.
Como seriam os meus carimbos os meus colantes, que portos reais ou imaginários marcaram a minha mala de viagem no meu eu no espaço e que são visíveis e quero que sejam vistos desta maneira. Todo o processo de mostrar é de esconder, só damos o que queremos que os outros nos vejam, assim vamo-nos dando conta que existem dois espaços em constante comunhão, o do meu eu que se mostra e o do meu eu que se esconde, e neste esconder agora olhamos para o interior da mala ou do saco ou do objecto que criamos que é a nossa forma de transporta e ai aparece a memoria interna que se inscreve de uma forma internamente e de outra forma na superfície que se dá a ver. E nesse inteiros como representaria sentimentos que me estruturaram, como representaria as pessoas que exterior a mim marcaram e temos que ter em conta que ao fazer diferentes malas consoante as idades ou como eu interpreto as idades da existência desapareçam objectos ouros evoluem para outra forma procurando uma nova forma de se adjectivar e se dar) ou ainda marcam (o meu interior. Se somos seres em construção qual a argamassa e essa argamassa é composta por que materiais que lhe vão dar forma e corpo para se dar a ver.
Estamos assim a criar objectos de auto representação.
Mas como humanos que somos e na humanidade que nos caracteriza poetas do visual, damo-nos conta que descobrimos ai uma frase do pessoa “todo o poeta é um fingidor….”
E ai o leque amplia-se pois aparece o segredo o que escondo, e ai aparece a importância da metáfora como criar objectos que falem de algo secreto sem que seja explicito o segredo, assim vamo-nos dando conta que só damos a conhecer directamente o menos importante deixando depois a linguagem metafórica, através de figuras de estilo uma forma de contar coisas que poção levar há subjectividade da interpretação.
Surge assim a ideia da criação da metáfora como figura de estilo que fala das verdades que não queremos que sejam descobertas.
E assim paralelamente a estes objectos estamos a criar objectos linguísticos que contam historias subjectivas de múltipla interpretação, criando assim um espaço de dialogo entre observador leitor e objecto que se da sem ser dado onde a pluri-interpretação e a base para a abertura da obra. Mas este objecto que criamos e se da na sua pluri -interpretação e guardado na mala e fechado pertence ao meu eu interno que seda e se esconde se abre e se fecha.
E surge assim a ideia de formas de comunicação do meu eu interno com o exterior.
Actualmente que as tecnologias invadem todas as formas de comunicação, usando as tecnologias que mecanismos uso para expor ideias, como decoro esses mecanismos, mas se pretendo crias objectos como usar a multimédia como mais uma ferramenta que ajuda a dar forma a objectos no espaço.
Se um blogue é um local que me fixa numa rede onde me exponho dando a conhecer ideias e formas de pensar como ocupo esse espaço, aqui eu pecador me confesso pois se analisarem os vários blogue que tenho preocupo-me com o que coloco nele e uso um esquema padrão, isto é não me importo com a forma da mala usando uma comercial mas preocupo-me com o que nela coloco, por exemplo neste blogue, com as ideias mais diversas as minhas opiniões dos filmes ou da coisas que me vão marcando.
Como falar das tragédias inscritas numa família sem ser directo.
Mas aqui não exponho tudo apenas ideias dispersas no outro das historias conto historias seguindo o meu esquema preocupo-me mais com a historia escrita do que no suporte onde inscrevo a historia.
Mas também faço desenhos das histórias, e como raramente os coloco em rede amontoam-se na arca dos desenhos.
Quanto a fotografia bem essa anda empacotada em discos de memoria, e é das mataras que de certeza iram sendo colocadas em rede só para dá-las a conhecer, ou antes levantar um véu das muitas fazes fotográficas por que passo.
E depois há derivações do tema como falar do meu eu nómada nesta existência, onde renascer e morrer esta em diálogo constante, vestígios do amor da guerra, aspirações e desilusões.
A estrada e o seu entorno como o meu eu em marcha.
E surge assim a tão célebre frase “caminhar se faz andando”.
E no caminho deste nomadismo existencial da eterna procura como encaro os momentos em que ando e os momentos em que descanso.
A procura como a sede vital do nómada.
Aqui podemos inscrever o percurso, o exterior que se reflecte no interior ou vice-versa consoante olhemos para a narrativa que queremos transmitir, por exemplo falar de mim através do meu percurso onde o envolvente fala da minha personalidade ou o vice-versa onde o envolvente marca a minha caminhada.
Ai analiso as formas de ver e de me apropriar do que vejo. Como interpreto o espaço onde me movo.
As marcas dos meus sapatos nos percursos. Ou como inscrevo essas marcas , que marca pode simbolizar o meu andar no caminho.
Claro que aqui os suportes podem ser variados, posso utilizar o vídeo para contar estas histórias diárias.
O transporte público e o meu individualismo integrado no colectivo como os observo e como me observam, as guerras do existir dentro desses transportes. O acidente sim pois os acidentes mascam sempre toda a viagem que acidentes tive como falar deles.

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