Depois de uma passagem rápida por Madrid e como sempre a obrigatória visita ao reina Sofia e ver a intervenção feita no pátio utilizando as luzes led ou let ou como seja o nome das lampadazinhas de baixo consumo , onde é visível mais uma vês em comunhão a escultura a multimédia indo mais alem da simples linguagem de grafite que ultimamente tem utilizado este tipo de iluminação pare se expressar, que me deixou de veras entusiasmado pois abre-te uma nova possibilidade de projectar imagens no espaço publico.
Mas o que me leva hoje a escrever não é sobre a abertura da escultura há multimédia tornando o suporte escultórico um projector onde ambos dialogam entre si proporcionando uma nova forma de apropriar espaços ou de os ocupar, mas sim falar do processo da imaginação.
Todos nos na nossa infância projectávamos para as nossas brincadeiras os heróis que a televisão nos dava a comungar, e numa religiosidade inconsciente em relação há caixa magica cumpríamos horários pois era a hora de vermos os nossos heróis.
E terminado o tempo das sacralizações que a tv nos oferecia, saiamos a correr para a rua e de espada na mão ou de capa la inventávamos na improvisação e influenciados com o que víamos um novo capitulo heróico onde nos tornávamos nos os heróis da brincadeira, que chegasse um vilão qualquer que nos fizesse difícil o brincar. Mas como o brincar é dos melhores exercícios para se potencializar a imaginação depressa quem nos chamava se transformava num personagem de brincadeira, e a cozinha transformava-se na casa dos anjos de Charly que varrendo a casa programavam a proporcionar brincadeira, aventura perigosa pois já se montavam estratégias para prolongar o tempo da brincadeira e diminuir o tempo dos fazeres obrigatórios.
Depois o brincar com o que vês sofre o impacto do peso das fases do crescimento e andar com uma toalha as costas ja é ridículo, e descobres que visionar algo é conhecer um pouco de um mundo, e por vezes ora estavas no Brasil do amado Jorge, também tu Gabriela sonhadora esperando o grito do Ipiranga do sempre ser que quer ser, nas artes do sempre andar se faz andando.
E assim na distancia viajas pelo mundo na comunhão da caixa influenciadora que te mostra o mundo que quer que construas, e assim tal como Magalhães circunavegar pelo mundo montado na caixa magica, nas vagas da imaginação.
E nessa descoberta do ver e viajar pelos olhos de outro descobres a distância cruzas mares fronteiras onde o único passaporte é a disposição de te deixares levar, e assim de mãos dadas vamos sendo umas marias que vão com as outras pois mesmo não estando com os colegas o que vês é o tema da conversa da discussão que na inconsciência se transforma na influência do modus de estar.
E assim vamo-nos auto construindo para o bem ou bara o mal, mas se começarmos a ter uma consciência critica ai as coisas começam a ser diferentes.
Ontem vi um filme que me fez viajar a este mundo, ao mundo de nos crianças que brincamos aos heróis ou aos nossos heróis, não me lembro do nome preciso do filme e os apontamentos que tirei devido há hora a que entrei em cãs não sei bem onde estão, mas era qualquer coisa como a vida do senhor ZiZu ou outro nome qualquer começado com z.
Que neste momento me começa a por em z a cabeça por muito que me queira lembrar. Mais uma vez o filme dentro do filme, estamos na apresentação da primeira num festival de cinema de província onde o realizador artista e biólogo nos da o seu filme a ver e com origem nesta premissa começa uma historia em que todos aqueles que se deixaram transportar pela mão do cinema ou antes das artes visuais conheceram o mundo.
E como no brincar o parodiar, a inventiva o absurdo por vezes é a base do processo criativo do modus de se divertir vemos aqui as influências de construção do argumento.
As grandes crianças que decidem desta vez ir há infância e das brincadeiras da infância montar na fase adulta um filme.
E ai o eterno gorro do capitão custo a bordo do seu Calipso, serve de base para a construção de toda a ficção, um tributo aos grandes que recordam as suas brincadeiras de criança. E como as vezes saímos desse campo ou da província podemos dizer que o pretexto da própria apresentação do filme dentro do filme é pretexto para nos situar.
E tudo serve para brincar, os arrufos do se ser famoso, mas através da mão do senhor custo que nos falava do mar e dos mundos e tesouros deles somos levados agora pela mão de Z que também descobriu o mar pela mão de custo e nesses mundos piratas tubarões cavalos de mar e tantas emoções enchia as horas mortas da brincadeira.
E entre o recordas e o ver nos vamos rindo das paródias do filme no filme e do filme do recordar que também já escrevestes um argumento parecido numa idade onde o dar asas ao pensamento era a tua espada quando gritavas correndo na calçada, vamos tomar este navio.
Depois o filme acabou e com um sorriso nos lábios lá fui andando para casa com um sorriso nos lábios pois tinhas viajado ao munda da infância onde brincas com o que vês.
E assim andando ouvindo o ecoar, vendo sempre a imagem da cigarrilha empenhada pela mama adams que também aparece, mas de outra forma, já não a dançar tangos em família mas controladora na distância das brincadeiras sempre atentas.
Diverti-me imenso.
Ate do meu primeiro gorro me lembrei, com este filme viajei há infância, na luz dos ledes dos impulsos nervosos do meu cérebro na praça central da minha existência, museu do acumular das recordações, onde há mais espolio guardado que dado a ver.
E assim agora com um sorriso nos lábios viajei há infância adulto criança recordando essa infância.
Como dis pessoa “Todas as manhas que me vejo ao espelho ainda existe quando vejo reflectido nele a eterna criança que há em mim”.
A frase mão é bem assim, mas quer dizer isto, que as vezes nas idades adultas viajar a essa infância, pelas mãos de outros ou não, é sempre uma diversão

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