sexta-feira, 30 de abril de 2010

Um acto em vários actos, ou os hiatos das laçadas


Um acto em vários actos, ou os hiatos das laçadas
Autor: Paulo santos

(peça representável em actos narrativos)

Um palco vazio, e das laterais começam a entrar estruturas que tornam esse espaço labiríntico, essas estruturas podem ser propicias para projecção, tem de se ter em conta que essas estruturas simbolizam a diversidade tanto do ser singular como dos seres.
Tem de se ter em conta que estas estruturas tem de ser movíveis e suportarem peso, o espaço que estas estruturas criam deve ser ao principio construtivista progredindo depois para um estilo desconstrutivista onde o publico pode ver essa variabilidade no estilo espacial consoante a peça e desenrolada.

Um homem nu com um capacete azul entra em cena, movendo-se de tal forma parecendo que anda a trote, cantando ou transitando “Dizem que há touros azuis na primavera do mar”
Para a e olha há sua volta diz:
MINOS:
 Estranho, entranhas calmas sem agitação apenas minha canção corta o espaço mas não encontra abraço nem laço,… ela deve estar escondida por entre meandros livre na condena que me condena dos destinos, princesa das utopias, das realidas construtivas das desconstruções ladainhas a deuses de pretensões, onde cada gesto se torna oração da comunhão.
Estou cansado, há sim cansado…., meu corpo…, (olhando para si e passando as mãos pelo peito) serve…. Mas estar nas disputas dos bezerros que através do corpo nos seus jogos do treino da competição para o galanteio, medições métricas antropometrias regras volumétricas, (em tom irónico, com ligeiro, sorriso) como alguns dizem, a metro…. - Sexuais como se a sexualidade fosse contabilizada a medida num despe e siga de campo de concentração, quem pertence a norma milimétrica veste, …. e quem na norma não acha medida despe e siga, pá condena da recriação.
E dizem-me senhor deste dês-marasmo que eu me surpreendo em supremo pasmo, onde eu no metro se estou não me encontro e se me encontro na milimétrica não estou.
Mas ela (?), … ela deve estar por ai (?), nem seu respirar sinto, nem suas unha tácteis pressinto nas carícias das coplas do namora dos dezenamorados.
Se condenados na união competição, como amantes na arena onde a areia são dedos e colchão.
Que estranho (!), que calma, que não estou habituado, há alma desde o dia das ofertas, ela entrou aqui como dadiva… prenda, diziam que era renda, mas talver por ser prenda imposta ou querendo justificar a prenda como se esta fosse proposta  p`rá cobrança, desgosto, pó, gosto, mel, fel, alquimia do coabitar.
Mas ela não esta, estanho quando se apresenta parece tormenta atormentando a calmaria deste espaço das irrealidade da representação.
A sua presença converteu este espaço na disputa os machos tornaram-se a metro sexuais competições que põem a forma do corpo em causa nas casualidades de estar causa de alma de corpo causas. A corporalidade em causa.
Estranho (?), muito estranho (?), meu olfacto não a sente (!), minha visão não a vê. Minha emoção nestes instantes agita-se, nas intrigas de saber onde esta….

Ofereci-lhe uns novelos de lã, e umas agulhas. Ofereci-lhe…, a prisão ou antes foi ela a que me prendeu, prenda… que foi a condena… da existência. A nossa condena foi existirmos neste espaço mutável no abraço.
Mas não a sinto nem a pressinto (?)
(Este cala-se e começa a explorar o cenário e deixa de se ver, e dá a ver-se, pelo outro lado das divisórias salta, uma jovem deixa ver a sua cabeça encimada por uma tiara, trás na mão uma cesta com novelos de lã e agulhas. Depois de confirmado que não ve ninguém sai do esconderijo onde, minos desaparece de cana) estava e diz:
ARIANA
 Farta fartinha…. Este homem parece a tinha, homem bem… chamemos-lhe assim, minha condena ofertório para o destino se cumprir em mim.
Mas que destino nesta exploração infernal, nem historias de ódio nem de amor, só o vejo feliz quando se mede com os outros, quando sua presença se faz sentir, suas ladainhas fazem-me dormir, ho … ho …. se são entediantes, menos mal ou por bem uso a técnica fala para ai…., e vou fazendo tricô, ô …  ô menos mal que me deu este acessório como prenda de enxoval. Meu bem pela gala … disse ele para fazeres sapatinhos para o nosso futuro. Conversa de casco duro….
E pronto com um sorriso aceitei e dei o desconto, se dei ou antes dou desconto, olha entretenho-me mais com os pontos da prenda, só me faltava, alem de obrigada…. Fadada de com ele estar ter que estar aqui no tricô, mas o tricotar… até é terapia de o suportar, ele diz  (tentando imitar a voz de minos) sabes tricotar é uma arte dos silêncios do inverno dos desejos de touros na primavera, beijos roubados em laçadas de fadas, e dilatando as narinas  no ulular…. do seu vozeirão mugidos, e eu pequenita fico ululada, da tola chifres ulados do paleio, e ca estou eu cesto agulhas e lã. Se era ofertório há prenda fiquei condenada.
Ao tricô…. (ri ao deleve)
Que sorte a minha….
Se calhar nesse dia Circe estava mal-humorada, e fadou este amor de fada. Pobreza a minha. Merda …. De sina
Que sina
Mal ele sabe que todas as noites rezo a Ares, cão, abutre de estimação vigia dos vivos e dos mortos.
Dual paixão, e eu que nem paciência tenho para estar apaixonada.

Bem aqui de certeza que ele vai tardar para me encontra, (suspira) vou sentar-me.
(Senta-se no chão e tira as agulhas da cesta e começa a tricotar.)
A laçada, … ponto, …. Cruzar, …. e eu assim a ver o tempo a passar…, que diabo de negocio eu havia de arranjar, e por aqui neste labirinto pouco se passa nos passos deste querer ver e estar aqui a tricotar, minos quer-me mas …. É…, as … é com a manada que gosta de se mostrar, competições de pavões.
E eu aqui agora na fuga…, fuga do eu comigo querer estar mas por muito que queira nesta confusão de orientação sempre parece que todos andam perdidos mas a única que por aqui anda perdida sou eu, … fujo mas sempre achada la esta ele o amigo.
Bem tricotar mas estes fios novas ideias ainda alem dos sapatinhos para os nados projectados ainda irei dar se irei. Outros hábitos as habitadas mãos.
(Ela continua a tricotar repetindo, laçada ponto, passar

Ate que chega o momento em que do outro lado espreita minos.
Ela distraída continua com a sua ladainha de tricotar )

ARIANA

- Laçada passa laçada ponto passa ….
MINOS
- Passa, passa… que interessante ia eu por aqui a passar e ouvi a tua voz, e mal ouvi passa, …  decidi aproximar para laçada também poder dar. Ou ponto a arrematar…
ARIANA
-sim… sim … que laçada, …. que novidade.
MINOS
- Vim para aqui so para estar na sombra tranquila, olha a fazer tricô das lãs que me oferecestes.
- Há….muito bem camisolinhas para o inverno. Meias para a primavera
ARIANA
- Ou para me proteger deste inferno
MINOS
- Mas é assim tão ma a tua estadia (?), sempre pensei que a oferta de teus pais seria para ambos alegria
ARIANA
-quem diria, falar de alegrias as imposições, usar a filha como moeda, paga para que a família continue na hora leda.
MINOS
- Antes fosses leda e eu Zeus, entre nuvens nos sonhos de certeza te visitaria
ARIANA
- Sim…., Sim, já sei, Zeus, mas diz-me cá, e satisfaz-me a curiosidade, … pois por estes labirintos, tantas histórias e rumores são contadas. Sociedade minóica noivas que segundo ouvi foi aqui que Zagreu  que aqui renasceu, ou fundador, ou morreu?
MINOS
- Hooo princesinha, que historia é esta que teus lábios estão a prenunciar, e logo de Zagreu te fostes lembrar. Mas tua pergunta tem a sua razão. Ouve pois então, mas depois disto neste nome não volto a falar, pede-me historias das e sem memória mas sobre esta não mais te irei contar.
Como sabes Zeus ovo um dos primeiros nas histórias da criação depois de casada com Hera, suprema mãe nas suas escapadelas olha enamorou-se de Persefone, e deste romance ou desta história de caçar, nasceu Zagueu. Mas Zeus tem muitas histórias, tantas destas Não seria ele deus que empunha o trovão, foram tantas que das tantas sempre histórias deu tantas, todos os deuses foram ovos ou ficaram por roubo, todos os descendentes ovo foram e dos que descendem ovo são, sabes, por muinto que os humilhem são a chave para a existência dos dois reais nas tactilidades.
Mas Hera com medo pois a criança que era filho por direito punha em causa os seus futuros filhos, sabes princesa os deuses as vezes são piores que os humanos nestas historias do procriar, o mero facto de existir tornam as horas Bacantes só com o estar, (rindo, Continua) como a existência é orgástica, o simples facto de se mover pode procriar, a existência é a contraria da nossa, hora nos existirmos com o desejo de procriar eles procriam sem o querer realizar, a sua existência é o não procriar mais, inversa há nossa que o desejo é procriar. Eles os deuses sem querer fecundam e procriam. Rejuvenescem….
Mas como te dizia …. o problema foi que Zagueu foi o primeiro no dos ciclos. E salto aqui uma parte que só te iria surpreender a mural. E Hera preocupada, … claro tentou logo liquidar esse rebento sem ter em conta que ela ainda nem rebento tinha dado, mas como queria … há se queria, o desejo é a sua perdição pois supera a inveja e se a esta historia se junta jogos de poder, uiiiii olha, fez tudo para o condenar, atar e condenando-o para que os seus herdeiros que só ditadores faz, cria nas artes a opressão, as sovas só para realizar os caprichos dos mimados da mama. E como não sendo de linhagem directa tem de usurpar. Upa, … upa.
Mas como te dizia
Zeus apercebendo-se deste ciúme e conspiração entrega o filho para educação, segundo reza a história os encarregados e responsáveis pela vida da criança foram os Curetes e Apolo, mas há quem diga que entregou a criança ao cuidado de sacerdotes que o honravam, se calhar foi a ambos, a criança viveu um tempo na casa do pai, depois foi para o templo labiríntico, para não ser encontrado, e já jovem entregue aos Curetes e a Apolo e para conseguirem que o pequeno pelo menos vivesse e visse a realidade, foram viver para a floresta do Parnaso. Ma a lenda deste labirinto é outra a criança veio para aqui e como protege-la era a responsabilidade maior construíram um labirinto vegetal usando a floresta,  tendo a quadratura do circulo como matriz para o labirinto pois sabiam que assim seria mais difícil ser encontrado, e no labirinto havia replicastes que se passavam pela criança pois quem por ali andava sabia que ela estava ali e para dificultar a tarefa foram contratados actores para representarem este no labirinto e assim dificultar a sua identificação, e a criança lá teve a sua existência não existida, o labirinto tem uma forma e tem esse fim é a floresta e florestas são muitas, florestas podem ser de arvores ou de cimento, divisórias ou sem divisões dependendo do fim.
(conforme fala da floresta nas paredes do labirinto ou se enchem de formas vegetalistas ou estruturas arquitectónicas, ou de nuvens ou sombras, e chegando as nuvens e sombras estas começam através da linguagem das sombras visualizações da historia que minos esta a contar, a história tem dois patamares o das sombras e o das nuvens, em todas as histórias que minos conta aparece a visualização desta contada desta forma, tornara estes monólogos menos entediantes para quem os encontre entediantes podendo achar distracção nas nuvens ou nas sombras, e pode-se explorar através das imagens projectadas as dicotomias da representação onde se por um lado a sombra proporciona umas visualizações as nuvens falando do mesmo proporcionam outras, segundo uma velha crença desta época as nuvens contam histórias mas contam-nas sempre ao contrario, as relações ate podem ser engraçadas, e mesmo cómicas pois ele diz uma coisa e as visualizações são inversa aquilo que diz)
O mesmo se passa com este labirinto, por exemplo se te quero encontrar é fácil pois conheço e sei o seu mecanismo, tu pelo contrario perdes-te pensando que estas escondida. Eu como divertimento tenho por missão encontrar-te e a cada encontro encontro-me eu também.
ARIANA
- Pronto, pronto volte-mos há historia que estava a gostar, pois tricotar e ouvir historias,  mil e uma noites estou a pensar propor para assim transformar isto num doce galantear.
MINOS
- Que galanteio perspicaz, sabes a mim ate me satisfaz mas eu também historias quero ouvir, sabes desse teu mundo que não tem pudor em sacrificar, tendo a paixão e o amor como justificação da existência do não sonhar.
ARIANA
- Ponto laçada, vê-la,  vá-la … deixemo-nos de lamechices, pois quero ouvir dos teus lábios o que ainda falta contar, …. para hoje.
MINOS
- Pois bem, ou antes pois mal, mau augúrio se adivinhava, Hera, essa nas suas procuras desvendou o pó todo escondido ate que disfarçada de melra ou pega o encontrou, e encomendou aos Titãs o rapto acidental, nesse dia Apolo que estava encarregado da sua protecção decidiu fazer algo que ainda hoje não  se  encontrou justificação, parece que esse sim foi o espia esse se educava a cada ensinamento o pequeno condenava, e só alguns Curetes é que o ajudavam, mas nestas coisas, mal podes imaginar, pois guerras hipócritas divinas são sempre má sina. E dai a filosofia hipocrática.
(E mugindo ri…..) bem … continuando com a historia,
(A historia que minos conta é acompanhada por um teatro de sombras e de nuvens projectadas nas paredes bem como no fundo as sombras e as nuvens tornam-se antropomórficas e contam a historia minos é o narrador, a cada pausa da historia  as projecções desaparecem e tudo volta a sua forma, se assim podermos falar pois elas sempre contam histórias.)
Minus continua a sua narrativa,
- Zagreu nestas lutas foge na forma de touro, e dessa fuga podia-te contar tantas histórias em fuga, sabes as Maquias das Tauromaquias, mas continuemos, pois se fosse por ai ainda me iria deprimir.
É por isso que em Creta existe o culto ao touro e o labirinto, se reparares qui o touro não é morto, pelo contrário a arena é transformada num ritual de dança, as mulheres são convidadas para a dança, é dar a morte ao touro tornando o touro símbolo da fecundidade em união com a dança ritual feminino das paixões da fecundidade Dionísio de mão dada com Hades, esta dança também é paixão, pois se o touro dá as graças a graça, as convidadas para a dança também dão tornando-se engraçadas cheias de graça, e só nesta ritual é que nasce a relação dos positivos e dos negativos, quando este ritual é interrompida não há criação mas sempre divisão, temporalidade, pintada com o traço do desequilíbrio harmónico. E (ai ri… e diz) linda harmonia, ho, ho ho.
 È a rês pública sem herança, nem esperança, perde-se terá que voltar Ísis a reunir Oros para haver de novo redenção. È o império dos da cobiça que querendo o poder negam a paixão. Tirania ditadura, essa anda há espreita, pois quem mais tiver imporá o que tiver que ser.
Sabes Icarus sempre foi o sonho da democracia o vô da utupia a democracia em marcha querendo o real na dinâmica dos reais. Voar difícil que so querem ver seu voo em banho de mar cair e passar.

Mas as religiões oficiais nunca abordam este fim pelo contrário quando o utilizam o fim é sempre outro. Sabes depois falam do cobrar, silogismos que não vou aqui explicar.
Sabes princesa. Só existe uma religião que é a religião a que todos pertencemos mas que ninguém assume que a pratica, a religião dos silêncios dos gestos sem gestos. Mas há quem a pratique e seja sábio sem nunca se ter apercebido que afinal a sua religião era essa.
ARIANA
- Olha muda de conversa, isso não interessa, e contínua. A história que estavas a contar os titãs descobrem  Zagreu e…. Que aconteceu.?
MINOS
- Zagreu na forma de touro foge dos titãs, mas estes encontram-no e matam-no.
ARIANA
- E acaba assim
MINOS
- Não, não acaba assim toda a história quando é dada por terminada nunca conta o fim, pelo contrário toda a história termina num novo inicia, Todo o fim é princípio e todos os fins deveriam ser iniciáticos…. Já sei … já sei a história, … pois bem Zagreu foi encontrado e morto na sua fuga, e os Titãs despedaçaram-no em bocados, e comeram-no em parte cru e em parte cozinhado, mas tal foi o banquete e a pressa no devorar, gula e desperdiçara deram as mãos, os que comiam, da fartura desperdiçar, as vezes comer tem dessas coisas, sortes e azares, gulas das pressas. É mais a larica que estômago, é mais o desperdício que o bom governo.
Comer e fiar tem de ter pausa, há coisas que têm que assentar.
Mas Palas a mando de Zeus juntou-se ao banquete escondendo o coração de Zagreu, há quem diga que ainda palpitava. Uns restos foram recolhidos também por Apolo, que se juntara ao banquete, e escondeu também uns restos para negociar, foi a sua sorte, há quem diga que depois do banquete enquanto procurava compradores para a carne escondeu esta perto da cidade de Tripoli de Delfos. Mas Zeus soube do que este andava a fazer, e como passara a vez e deixara de ser ovo, fora para o herdeiro natural, esta é a razão de era sou esposa, e o bastardo o vil pecado por ser bastardo era como cão tratado, por isso Apolo esta a seu mando, mas este sabendo do que era, o tesouro, tenta aproveitara-se tendo a missão como pretexto de usurpação, contava-se que quando zagreu ainda vivo dizia enquanto cão estamos nos bem é só medrar, missão a que fora incumbido para tirar proveito dela e em vês de ajudar Zagreu ainda precipitou mais a sua caçada, Zeus convoca Apolo há sua presença e pede satisfações pois em ves de proteger e ajudar Zagreu ainda contribui mais para a sua condena não lhe dando opções, sabes jogos de indução e amizade relações que nunca são perigosas mas são anunciadas como tal para se ter também o quinhão. E obriga Apolo a devolver os restos da carne do corpo de Zagreu, e encomenda a Deméter dar-lhe de novo vida a criança tarefa árdua foi a de reunir os pedaços, mas estes sempre acaba por se encontrar, missões de Ísis, para de novo voltar a reinar eras das sempre heras, ciúmes, vinganças, justificando para isso de redenção. Olha distribuiu-se cor e a cor se perdeu, e de novo bramido, ainda bem que para isso já o calculava Zeus. Ficaram todos felizes por uns tempos.
Hera nesta história ficou também muito bem mas essa dava outra história. Sim o pior é que descobrira (e da um mugido riso irónico) que ficara muito bem, e como todo o bem dura pouco, foi curta a emenda e grande o soneto foi lindo, ate lhe chamaram a felicidade de Zagreu.
A tentativa de reunir os pedaços foi ardua, se foi tarefa árdua, que depressa se chegou há conclusão que se tinha que reunir os pedaços por imperativo.
Ou o tempo teria que regredir ainda mal nos ciclos das regressões. Pois cronos por muito que lutasse tinha-se interrompido algo, algo foi feito ali, não por ritual iniciático, mas pela vingança, pois já tinha sido iniciado, por isso as viajes acompanhadas de zagreu, há outra historia dentro da historia, os bem-amados inconformados que só por terem a graça ficaram muito engraçados, olha pequenas glorias que mal cabem em buraco de dente, menor era o pé que o sapato,
Mas ate cronos achou por bem ter de voltar a dar vida a Zagreu, Zeus chama Sémele, e esta foi incumbida de absorveu o coração de Zagreu, bem como de todos os pedaços reunidos, fecundando assim o segundo Dionísio.
Mistérios órficos. Princesinha, onde o segredo esta no fio urdir, iras ter de começar a tricotar, pois todo o tricô há lareira a arte da fecundação invoca para a sua beira.
- Pronto,.. pronto já é ponto.
ARIANA
- Sim ponto para ter que haver um ponto em cruz.
MINOS
- Mas há outra versão que agora não irei contar que segundo a razão Dionísio e Hades são o mesmo.
ARIANA
- Como.
MINOS
- Como, … bem pontos, … do tricotar.
Sabes histórias do criar e em cada conto ponto, contraponto, (ouvem-se as pancadas de Mollier).
ARIANA
- E termina assim, não inicia assim esta é a historia que só te inicio e não tem fim, (ouvem-se de novo as pancadas de Mollier)
- Como assim, quem parece que vem ai?
MINOS
- Tudo existe com base nesta história de novo o inicio o ponto, contraponto para a história daqui.
ARIANA
- Como
MINOS
- Olha até tu pertences a história.
ARIANA
- Como assim
MINOS
- Pontos de tricô, sabes eu ofereci a lã para te orientares, o fio era o objecto para nele te poderes guiar. Orientações para no tentar encontrar ou perceber o mecanismo deste labirinto te descobrires também a ti. Sabes a maior descoberta e sabermo-nos descobrir a nos próprios.
ARIANA
- já estou cansada, a tua história deixou-me a pensar ou pôs a cabeça a magicar, menos mal que tenho a tiara, posta.
MINOS
- (rindo), diz haa … a tiara…,
(uma pausa, e olhando ariana com carinho, sem se dar conta as suas mãos procuram as dela mas detêm-se pois esta continua a tricotar)
- Sabes nos somos este labirinto, somos a descoberta, amar é deixar sinalizado o caminho para que te encontrem, mas essa sinalização tem dois percursos, sabes, se te leva ao encontro e a descoberta também te pode levar a fuga, sabes a vida como fuga herança. Sempre fomos errantes em labirintos nómadas internos e externos das realidades, a composta que justifica a sobreposta, apesar das diferenças que existem entre todos nos são as diferenças que nos unem. Sabes as vezes o acto de amar também implica dizer não tu agora estas na negação, e eu estou no sim da sedução, sempre a insistir, sempre complacente a querer satisfazer para ai nesse jardim regado por nãos negações dos escudos de ainda não querer, mas com curiosidade de descobrir.
ARIANA
- Bem já este ai com essa conversa de mel do teu meu, dessa conversa cheia de pressa como se não houvesse amanha nem cronos nos seus engenhos, construindo os seus mecanismos.
Tu também, em vez de tempo uzas a conversa do amor ou das paixões.
Sabes nestes pontos do tricotar as vezes tenho a impressões que uma paixão estou a fiar, fiar não tricotar.
MINOS
- (sorrindo complacente,) o Princesa desse reino das fadas de encantar, encantada entregue, na inocência dos temores, no labirinto dos sedutores que nos tricôs dos fios invisíveis armados, e tu nas visibilidades desses fios sem o saberes também já a construir destinos sem te aperceberes.

ARIANA
Jogos de labirintos nos labirintos e labirintos se dentro labirinto de fora, labirintos e sempre o mecanismo. Se começas com mecânica, olha  (Faz uma pausa aperta as mãos como se sustivesse o momento)
- Labirinto, labirinto estou farta fartinha destas construções se um dia acordo e de já nele habitar parece a normalidade, mas na maioria dos dias parece-me demente a construção deste labirinto, sabes mecanismos da navegação, do seres ou das almas rotas das incertezas, e sempre as pinceladas das emoções. Se perdida achada, mas nunca sai onde posicionada.
Sabes até o tricotar deixou de acalmar queria ter asas e sobre este labirinto planar, planear a fuga
MINOS
Se emocional Dionísio espreita com beijos de promessa, se nos braços quase estar espreita Hades com seu olhar.
Mas agora que penso a tua historia na consciência inconsciente estou a prenunciar.
Gritos de cativa, carcer da dualidade se escrava ou cativa, amada ou amiga, o problema é espacial e o saber estar.
Mas esse teu sonho outra historia deste labirinto me vem há memória, que história, mas depois ta contarei não te quero maçar.
ARIANE
- Pronuncias, canivetes no ar
Bandeirolas
- Sim bandeirolas, amar ou antes seduzir é a arte do marcar, prazer, fulgor, farpas.
E agora tens-me entretida com histórias labirínticas do amar.
MINOS
-mas vamos sair desta forma de nos expressar onde dor é querer e sofrer, prazer.
ARIANA
- como, mas que conversa é essa,
Só falta dizer que não me chega estar aqui presa para a ferros querer marcar.
MINOS
- Não a ferros já te marcas tu.
Temendo que não te conheça quando teu corpo mesmo assim já é mapa que exploro conhecendo os recantos dos portos da minha certeza.
Sabes as vezes penso que conheço melhor esse corpo essa estranha forma de ser onde a cada respirar não sei se suspira ou são bafos de odiar, mas são os teus ritmos ritmados sinfonias que no concilio das graças te deram por fado nas rocas dos fios da lã que a todos entrança.
ARIANA
- Sim, sim e eu tricoto (ri)
MINOS
- Pronto lá estas tu.
E que história é essa do Icaros
ARIANA
 Icaros …. é a história do sonho democrático…..
MINOS
Sabes ariana é parecida com a do prometeu mas variável, um deu o fogo o outro foi a banhos.
A banhos?, bem é uma forma de te falar. Já te contarei a história não te quero maçar.
Icaros esta ligado a mim minos biser se rei de dia touro nocturno.
Se num labirinto habita há noite de dia reina
ARIANA
Então é a tua história
MINOS
Não eu sou minos e minos tem muitas histórias nas caras da historia, tenho uma história contigo, mas são muitas historias.
Sabes a história conta numa linguagem histórias sobre outras histórias.
E todas as histórias se repetem nas variáveis da sempre história mudam as narrativas. Apenas.
E a de icaros tem muitas penas
( e melancólico esboça um sorriso senta-se e fica calado olha para o fundo da sala como se no infinito daquele espaço houvesse o seu eu um eu sem historias sem ciclos com uma historia por contar desconhecida desconstruída peça de lego para montar, e a sua expressão é tal que ariama se apercebe que ficara triste distante, e o olhar já não era o de sedutor mas sim o de quem relembrou um amor passado)
ARIANA
Não te pergunto mais nada, teu semblante ofuscou-se de galante para amargura aparecer. Que fada por aqui passou e por te ver tão feliz passando a mão a tristeza na face te marcou.
MINOS
Há ….. também sabes ser cortes agora que me vês aqui assim, ….. falar no nos  dos nós em mim do eu em passado nos presentes que já conheço futuros parece que me caiu a existência nos ombros e o peso esse há princesa é pesado.
Icarus tinha olhos de mel lábios rosados, sabes era daqueles rapazes que nos deixavam preso o olhar e por muito que quiséssemos nesta ilha muitos foram os enamorados,
ARIANA
Tu também calculo, …. mais jovem e nas descobertas, ..
MINOS
Cala, cala,… Minos messa época era diferente, sabes era ambicioso, o tempo não marcava com pó a poeira das suas memórias, nessa época pugnava com os irmão o trono de seu pai, e como lutou quase ficara ditador se não fosse icaros.
Sabes depois das lutas familiares, num dia de primavera fui há praia tudo corria mal e implorando a Poseidom que no seu regaço me acolhesse pois a morte era o desejo,
Esse beijo doce do veneno
E da espuma do mar numa barca meio desfeita vinha içarus, fugido, sabes a visão era tal que parecia miragem e encalha a minha frente vomitado, oferenda, ali depositado, inconsciente, e eu ali olhava pasmo sem movimento sem saber se era real ou de visão provocada pelas as arpias que ali na praia cantavam, sereias emplumadas, e nessa duvida não reagia, estava incrédulo com tudo aquilo.
E só uma vaga me fez pestanejar, e nesse instante debruçando-me sobre ele, agarrei-o, arrasteio pela areia e nessa primavera ajoelhei a seu lado e de tão procurado inclinei-me e beijando seus lábios ar no seu peito suflei.
Esse momento foi quase de dor e nesse instante vindo do mar saindo da espuma um touro azul saiu, da espuma…, e vindo do mar todo possante sobre mim investe e desapareceu.
E cai ali a seu lado, talvez fora a chuva do sol dessa primavera, o sol de primavera é sempre enganador ou fosse apenas o desejo de amor desse meu peito, na primavera ainda por existir.
Quando vim a mim pescadores já estavam a nossos lado perturbados pois sabiam quem eu era um dos príncipes e ali algo teria acontecido, praticamente, acordamos ao mesmo tempo, nunca poderei esquecer aquele primeiro olhar de icaros se parecia que meus olhos entravam nos seus os dele esses não conseguiam desviar-se dos meus, e se mal estava um disparo senti no coração que fora tal o ruído que este ao escuta-lo pousou a mão no seu peito, e depois no meu, e com uma voz de mel, meu fel ai provei, e ele disse calma, … calma … que tudo esta bem, não temais pois parece que estes pescadores chegara a tempo para nos salvar.
E a partir desse dia ficamos inseparáveis, procurava-o nas ruas, nas noites no desejo dos sonhos.
ARIANA
(com uma pronuncia demonstrando tristeza) bem me parecia a mim que vocês aqui se aglomeravam muito e sempre entre amigos a mostrar os trabalhos em tornear o corpo, afinal não e enganava, ….
MINOS
Ai ariana como te enganas aqueles jogos são competições, chegara o dia sabes em que a idade  e o desejo irão por há prova, mas agora as demonstrações são diferentes partem sempre duma base em que os competidores partem para as provas  em igualdade apenas com os seus atributos e ambos sabem por que competem.
Claro que há o culto ao corto, ou não Seia esta a terra que é
Sabes na altura competia-se por tudo, competições que separavam irmãos famílias, mas mudou-se estabeleceram-se regras sabes existe as vezes uma perversidade que só é visível em determinados momentos. As maiores tragédias são todas familiares, se são e eu que o diga.
Mas não vãos disso agora falar.
Sabes respondendo há tua duvida eu enamoro-me por seres pelo que despertam ou revigoram no meu ser e os seres são seres, o estar com alguém e estar com esse que em mim faz cócegas, Icarus, despertou em mim a revolução do eu, sabes, depois descobriu-se que o seu pai estava na ilha também e se icaros voou, a mim ensinou a voar, no seu sonho brisa, planei e descobri que o horizonte pode ter as cores do desejo da paixão, de que no peito existe desejos que se podem chamar de revolução, e que existe sempre um mundo ale do nosso que se interliga na dança da existência.
Foi algo nosso, depois, se eu mudei, icaros mudou, se com ele descobri o significado de democracia, logo tentei estabelecer isso na sociedade mas com ele era um democrata, no meu peito anciava, ditado, pois já vivera na tirania, mas aq democracia era um sonho de asas tortas, mas ao prencipio acreditei nop seu ser igual…. Na diferença, mas covernar, …. A esxperiencia do palácio diziame outra coisa, mas era u prazer ouvirfalar na liberdade, ….. icaros homem liver condenado por ser livre..
E depois tudo se complicou, sabes, vieram os casamentos oficiais meu pai nesse sentido era rígido, e apenas obedeci conveniências de estado alianças, mas tudo mudava icaros desaparecia e tornava-se visível para outros ou outro, e eu perdia a cor com a sua falta, mas nem me dei conta, também andava distante. Cabeça errante no que descobria. E inveja sabes o de querer que fosse só meu, …. aquilo pois ele já dera o que me proporcionou aquele estado, fora coroado, e do meu pedestal queria dar-lhe o meu mal.
Ele fujiu, deamboava mendigo nos caminhos, cheguei-o a ver, tantas vezes e deume prazer… prazer saber que estava ali abandonado sem mim e perdido, renegado, desterrado, mas um dia os espias trouxeram a novidade que ele começou a ter forças, nem calculas as capacidades que tinha, era um favo colmeia de ideias, mas sem ambição contentava-se com pouco, até chateava, as vezes via mais sentido no sorriso que lhe dava que no brocado caríssimo que lhe comprara.
Mas nesse dia, quando me falaram de icaros que se levantava, que começava a lutar e mudar, …. não nas manifestações por igualdades, do existir, ai o fado mudou
Estava eu na praia magicando na areia uma forma para o prender, que Poseidom saído da espuma com seu tridente apontado fez-me esta forma de ser anial, pois não respeitara quem tivera ao lado, fuji, escondi-me prometi vingança, e esqueci tudo, apenas desejei destrui-lo.
Foi entam que mandei construir o labirinto dos amados, de noite seria o carcereiro, de dia o bom rei minos preocupado.
Foi tal o esquema que nesse labirinto prendi icaros para eu poder ser, e aos poucos a minha trama essa tornou-se mais vil. Seu pai que era um afamado artista e engenheiro nas artes de construtor com promessas, prendi os dois, assim teria novos horizontes novas cores para as vestir, do acordar de desejos adormecidos de ditador.
Sabes, era doce icaros mesmo preso no seu olhar que sempre era verdadeiro, convencia, mas os rumores que espalhei personificavam-no como o mal e nascia uma nova forma de se olhar para icaros. Ele nem dava conta da trama urdida.
Sabes nesta bacia em que existimos controlei o comércio, e como  as ideias daquele vil democrata, pelo comercio das privatizações virei democrata ditador. Monopólios controis especulações faróis de enganos.
ARIANA
Bem isso foi quando, já nem tenho força para mover as agulhas, o que escuto já não sei se é história ou nela te vejo e se assim for, sabes, surpreendente são tuas entranhas, que na tua negação, não das oportunidades de esperança, e apenas te transformas na vingança da paixão condena a quem sempre tudo deu para seres o grande e senhor.
Valha-me a tiara de meu pai, que também eu já no labirinto estou.
MINOS
Não temas pequena.
Sabes icaros era sonhador trouxe o significado de utopia de democracia, que a ordem perturbou.
Sim esteve preso, aqui com seu pai, ai o pai, engenhoso, (e rindo continuou), o sonho foi tal que planearam a fuga pelo ar, outra façanha a do icaros, trouxe o desejo de voar ao homem, que pretensiosa ilusão, sabes com as penas das arpias fez asas de gaivota, e com cerra de uma colmeia que num canto do labirinto as abelhas tinham construído o seu lar, usaram a cerra para unir as penas,  dando asas ao sonho de voar e assil do labirinto escapar, dos destroços  com os desperdícios trouxeram o sonho a utupia do horizonte. …..
Bem…. Onde ia, … há simmmm….
Construíram asas, para a fuga, e os dois criaram uma espécie de delta planador,  como escondiam o trabalho nem os guardas sabem explicar, mas as noites eram de breu, de tanto breu, que decidiram escapar de dia, nesses dias o calor chuva e lá fugiram naquela forma de planar, sabes mas o calor e a cera nunca foram boas amigas e pena a pena as penas se foram desprendendo, alguns pescadores dizem que aindavam em círculos ha sua volta as arpias tentando-o salvar da queda, e mal caíra no mar, morrera icaros, foi o meu bem amado que assim me colocou neste sonho também ele condenado.
ARIANA
E o pai?… que historia, …. E parecias tu com carra de quem perdera algo com icaros e a tristeza te abraçava quando o nome dele pronunciastes, …..
MInos
Ate fiquei mas a sua fuga essa impede que sinta alguma pena, ele apenas tinha que deixar de existir, mas há penas se as há, de arpia, com a sua morte depressa descobri que a ilha onde estava se parecia bem posicionada afinal não o estava. E aquela ditadura do privado comercial começou a correr muito mal. Olha e agora aqui estou também olhando para ti numa condena sem ser condenado. A minha pena, aquela que guardo das asas de icaros daquele que amou e nunca fora amado apenas usado. E a única que se atraganta na minha garganta, se ao principio dele gostava depressa era uso da minha ambição.
ARIANA
Repulsa sentem as minhas entranhas, … se pareces doce, … algo de tenebroso agora se faz sentir, valha-me a tiara lembrança da família, pois se soubesse o que tu tens de vil outro negócio encontraria, para alguém que nos tempos tem por missão ser vil.
Minos
Sabes … há uma lenda que fala da vinda do icarus, as canções das arpias dizen que ainda seu espírito em forma de criança conseguiram salvar, salva pelo bico de uma, … arpia levou-a para encarnar.
Nem calculas quantas espiões e explorações encomendei, pois se reencarnar de novo se com este ou outra parecença o mesmo fim lhe quererei dar.
Ariana
Mas isso é doença, … isso e o breu sem esperança … é a seguira da vingança que condena tudo e todos na mesma esperança.
Minos
Não, … não é ele é sempre a esperança, ele tem o dom de fazer sonhar, senhor da utopia, do sonho, o cavaleiro sem trono sendo o rei herdeiro que há que usurpar.
Ariana
E tu na ditadura sempre perpetuado, ele trás o sonho e tu aniquilas, por amor toda a condena do maior e do menor.
Olha vou-me … perder nesta engrenagem grande domador, …  castrador dos sonhos que ainda mal formados contigo nem podem voar, coitado do Icaros trouxe ao humano a capacidade de sonhar esse prometeu do fogo interior o da esperança o fogo que faz acreditar no poder ser melhor. Criar.
E prendes condenas por ciúme inveja, colocando como pretexto o amor, ou por acaso nunca ouvistes falar que amar também é libertar.
Mas tu não, … nunca amastes para ti ele era o dono do touro, o herdeiro de zeus que tu querias apenas apossar do seu bem tornando-a maldição.
O relicário dos teus caprichos carmim, com traços azuis, pois emfim, …. Que historia que fim,
MINOS
Fim não pois ainda há muito que contar, farejo-lhe o rasto mas ainda não veijo a forma agora diferente cautela redobrada terei que tomar
ARIANA
E passados estes anos ainda andas na vingança, será que não te deixou nenhuma semente um possibilidade de sonho para tornares esse coração melhor sem tanto rancor e amargor.
Quanto tempo dura esta história da amargura?
MINOS
Se na época desse olhar ainda nas memórias o pó mal descansava o seu tocar agora já nem os tomos das memórias se vêm de tanto pó sobre elas repousar.
ARIANA
E sois vos o bom, curiosa forma de analizar,
MINOS
O não sejais tam complaciva, será que com a historia caiu o desejo de ver o mundo melhor.
Se soubeces os momentos melhores, pequenos pormenores da sua personalidade daquela criatura
Se trouce o sonho o mero facto de nascer pos em causa o meu eu,
Sabeis depois de tanto tempo descobi que o pobre coitado nas suas origens teve um canto fadade, pois como horaculo anunciava tinha sido formado para ser estandarte do mundo melhor. Das utupias, mas fadado foi e estava já há nascença condenado a ser sempre criança enquanto permanecesse assim eu não poderia satisfazer a minha vingança.
Vivia sempre explorando a terra na caça da vingança.
ARIANA
Não entendo não mas que ódio +e esse que torna vil a razão.
MINOS
Sabes ao prencipio tudo era muito bonito quase perfeito ate que ao andar no mercado apercebime que quem por par chamara era cepa de olimpos perna do sagrado altar.
E ai soube , que nestas historias de reinos sepas todas quase sempre saem da cepa primeira, e prova dos nove feita, cheguei a conclusão que ambos éramos erdeiros, nmas com a vantagem, pois ele não sabia que era ele o erdeiro.
E se casei foitudo por esquema pois sabia quesairia da minha beira e pensaria que já não era digno do meu olhar,
Mas via esperava, tudo que pretendia o prazer de o ver fracasar era o meu bem de estar. Ddesfazelo aos poucos  devagar devagarinho.
E quando ia ao oráculo  as respostas eram a meu mando para melhor poder ver, nem calculas o prazer que sentia a cada queda.
Ate que caiu
O meu prazer ai foi desencantado fiquei aargurado, o prazer que tinha tinha desaparecido
Mas depois do que ouvira, fezme acreditar em voltar a encontrar para o ver cair, esse é o eu prazer,
ARIANA
Mesquinho vil, que tristezas, mas que divida teriam os meus pais para vir aqui parar.
Olha vou dar uma volta vou andar apanhar uma brisa que se paceie por este emaranhado e assim esqueço o que ouvi da tua boca pronunciar. Pois só me provoca temor, e dor.
MINOS
Princezinha tem calma
Ariane
Cala cala por favor, deicha de mostrar teu vil interior antes olhar metrias de padrão que desvendar esse coração.
Minos
Já que uma volta vais dar parto também nos meus afazeres, o princesinha são estorias das memorias que a poeira quer esconder
(mas a estas palavras ariana já se perde na estrutura, esta move-se e comessa a nudar de forma )
Minos
Historias,… historias que contar
Memorias que ate a memoria mal as quer recordar, mas ela ela não sabe ainda, tam linda, pois ela é a chave da minha redenção, ela princesinha (….) não devia ter dito nada (em outro ton de voz, nada absolutamrnte nada, as queria provocar, queria picar,
Queria ver se nessa memória encontrava la o que quero vislumbrar.
(andando desaparece no labirinto)
Entretanto ariana reaparece como se andasse enre as paredes do labirinto brincando com uma brisa.
Ariana
Menos mal que por este lugar a brisa costuma brincar, e a sua frescura será calma para tanta amargura que acabei de escutar. Mas se minos contava esta historia algo quereria, pois se tudo aquilo for verdade, de certeza que tem trono em Hades, ou capacidade de julgar.
(Nesse instante uma voz ecoa servindo-se da brisa por mensageira)
Teseu
 Uzando a brisa por mensageira,
Ariana …… Ariana…… Ariana….. olhos que prenderam os meus……
Ariana ……. Doce Ariana…….


Ariana
Mas que voz melosa é esta que se serve da brisa para minha atenção cativar.
Sim … quem me chama quem da brisa se serve de mensageira para curiusidade no peito o coração fazer despertar?
Quen sois, que quereis….. porque meu nome chamais … que quereis, …..
(baixinho, como se falasse para consigo)
De certeza que é meu pai ou algum mensageiro por ele enviado …. Será Hermes… com novidades do comercio de esponsais que fez com que viesse aqui parar.
Hoo deuzes todos atendeime nesta noite onde por brincadeira conheci quem tenho há beira e no peito trás um vil curação.
Teseu
Ariana… Ariana… sou eu…. Teseu…
Ariana
Eu quem… quem  esta ai que não vejo nem vislumbro nem na clara luz nem nas sombras  desta tarde quase noite a despertar
Teseu
Sou eu … sou eu teseu
Lembrai-vos? …. Teseu …. Conhecemo-nos no palácio, …..
Ariana
Há Teseu … claro que me lembro….
(baixinho, como se falasse para consigo)
Teseu o cavaleiro que no palácio vi pela primeira vês, tinhas sido um dos cavaleiros que argumentou para não me entregar ao Minotauro …
E que fazeis … Teseu…
Teseu
Bem por aqui fiquei costumo passear em volta das paredes do muro do labirinto , e hoje parecendo-me a mi que vos sentia decidi teu nome chamar, nesta flma que me invade o peito desde o dia que sobre vos poisei meu olhar.
Mas aproximai-vos do muro pois uma frincha tem e escusamos de estar a gritar.

Ariana
(ariana dirige-se ao muro e acaricia-o e com os dedos encontra a frincha pela qual Teseu fala)
Sim será melhor nem nunca me tinha apercebido que neste murro havia uma rachadela discreta, fresta, pode ser janela por onde a voz de quem passa me pode trazer rumores novidades desse lado que já há muito não consigo vislumbrar.
Teseu
As coisas pouco mudaram, … e as que mudaram foram nas medidas inversas do compensar, corrigindo erros para não se voltar de novo a pisar a mesma poça.
Ariana
Mas dizeime teseu, como esta a corte, e sabeis algo dos que pela nascença tratava por família do meu amar?
Teseu
(toce em sinal de que ira contornar a resposta esquivando-se da verdade)
Há Princesa de vossa família so os rumores, pois poucas vezes sou convidado há corte, sabeis ainda eu também ando na progura, para mim ainda não terminou o dia em que vos conheci, e como esse dia ainda é presente deve estar tudo igual, e o que estava bem continua bem e o que estava mal de certeza que com o dia sempre presente algo calculam para corrigir os erros desse passado ainda presente.
Ariana
Sabei desde que para aqui vim não sei nada dos que por amigos tratava, ou por companheiros do divertir nas hociosidades do existir. Nada nem carta dem emcomenda nem recados pelo ar, mas vos vos por surpresa que so em uma festa de apresentação pousei o olhar, fostes mais amigo ao vir para aqui e tentar comigo falar.
Há teseu nem calculais, entregue a um jogo onde o seduzir se comfunde com o procrear, e onde quem me prende confusa nos sentimentos me faz ficar, pois a sua presença única que comigo por direito utiliza o termo cuabitar, me inflama o peito, mas noutros encheme de tal surpresa que me sinto a ofrenda em labiríntico altar, e se espero ser devorada nem beliscada ainda, so me pediram para tricutar.
Teseu
Ho… ariana cárcere das solidões, privada dos olhares.
Sacrificada para deleite para quem exclusividade apenas aceita associada ao amar, já me diceram que o labirinto, e o mais alto patamar do ciúme do seu construtor pois prende nele só aqueles que lhe fazem pronunciar  Amor

Ariana
Que dizeis, …  amor?
Que estranha forma de amar
Aquela que priva do mundo o olhar
Tendo por companhia as sombras das horas
E o carcereiro
Nas sombras da sedução
Tentando sobre ele chamar a minha atenção
Tendo o ruído do mar, musica do enamorar
E seus olhos azuis a agua exclusiva onde me posso banhar.
Teseu
Princesa dos suspiros das incertezas,
Que po amor apenas tendes o sonho cavernoso do estar
Sem saber das artes do amor
Esperto Minos que vos pôs a tricotar.
Ariana
Que dizeis …
Que tem a haver o tricotar com o amar?????
Teseu
Companheirismos do aconchego das tardes calmas dos casais
Onde ela no tricotar constrói o enxoval
 E ele ajeitando o fogo da lareira
Enche as alegrias do futuro
Esperando sentir
Gargalhadas a ecoar
Dos rebentos dos silêncios a semear.

Ariana
Não vos entendo
Nesas melodias que acompanham também o embalar sonoro do mar
Que existe para la deste muro
Que só sinto pelo som
Mas não repouso sobre ele o olhar.
Teseu
Ai ariana
Princesinha
Que moeda de troca
Ainda nem abristes os olhos
Já condenada a não ver o sol há porta
Tendo apenas o amante
Como sol da vossa alegria, sendo ele a vossa noite e dia,
As certezas da incerteza
Da sua companhia
Ariana
Ho teseu  cavaleiro preseverante, que nada vos fés desistir e preseverante aqui estais sonrozando as faces e com nadas a fazer-me feliz.
Teseu
Mas que negativa estais quando podeis ter mais.
Ariana
São das histórias do tempo ocupar, se algumas me derretem como manteiga outras endurecem-me como manteiga na geado no inverno do privar.
Teseu
Mas contaime de vos Princesa que fazeis
Ariana
(com vos aborecida)
Tricoto, camisolinhas
Ou sainhas
Coisas para o tempo ocupar
Linhas novelos por companhia
E Minos e suas investidas
Para no cativeiro me cativar
Teseu
Linhas
Novelos
Novilhos futuros quereis dizer
(e ri)
Ariana
Novilhos, não entendem
São linhas senhor apenas linhas
E dualidades de cativa e carcereiro nos galanteios do amor
Teseu
Linhas novelos
Sinais que deixam rasto ao passar
Se linhas do tricotar
Também podem ser linhas da figa
De quem cativo com elas
A fuga pode montar
Ariana
Fugir daqui com linhas
Que dizeis
Teseu
(Rindo)
Hooooo…. Princesa tantas formas que a fuga tem
Olha para nos
Aqui por uma frinchinha
Sem nos tocar
 Quase a prenunciar cantigas trovas do amar.
Trovas musicais
Onde um muro sabe a cama e beijo
Sabe a mel e fel
Sabe ao desejo de estar sem poder tocar
Ariana
Que dizeis Teseu
(esta dialogo e acompanhado por um teatro de sombras no muro, Teseu nunca é visível pois o publico aciste só ao que se passa no interior do labirinto, esta cena é sempre acompanhada pelo som do mar como musica de fundo, ou musica que utiliza a cadencia das vagas para produção sonora, ou usando  o som do mar deixado nas suas diversidades sonoras de choques para se criar um remix sonoro como fundo tendo a ondulação e a cadencia de ondas como ritmo cadencia e o barulho dos choques do mar com a areia pedras , o seu enrolar)
Teseu
Ariana brinco com o prazer de vos ter
E por esta frincha
Tentar imaginar
Dizei-me que fazeis….
Ariana
Remato a sainha que fiz com o meu tricotar
Esta engrassada
Amanha já a posso estrear.
E vos teseu que fazeis
Teseu
Estou aqui encustado a este muro
E com um canivete
Enquanto convosco falo
Tento esculpir nele
A tua imagem
Que sempre guardarei na memoria
E no recordar
Ariana
Que engraçado
Vos esculpis
Eu tricoto
E como me surpreendeis,
Nunca calculei que um cavaleiro pudesse ser escultor
Engrassado imaginar
Vosso peito armadura de bronze esculpida nas artes do fogo e do moldar
De canivete na mão
A madeira do vosso bastão a minha imagem nele gravar
Teseu
nem eu ariana nunca calculei que uma princezinha
Tricutace nas cortes de minos no labirinto do ciúme
Nas artes desconhecidas do criar
Mas vesti a saia
Para vos poder imaginar
Já que não vos vejp
Posso assim
Sabendo que a traseis
De olhos fechados
E de peito aberto na imaginação poder assim vestida vos abraçar
Ariana
(veste a saia, e fica só com ela vestida, pois não diz a teseu que andava nua)
Pronto já esta vestida
Já ne tinha esquecido da lã
Teseu
Princezina estais linda
De sainha de lã
Falais de tato
Carícias que vos gostava eu de fazer
Percorrer vosso corpo mulher
Ariana
Vou ter de a tirar rematei a saia mas ainda não cortei o fio do novelo e com este vestir e passinhos com ela dar dentro de pouco caio, e não tenho nada para a linha cortar
Teseu
Fazei passar uma pontinha do novelo para ver a cor da sainha e assim saber o tacto da lã que cobre a princezinha
Ariana
(esquece-se de tirar a saia e agarando numa das pontas do novelo tenta enfiar pela frincha da parede)
Que difícil tarefa
Parecia mais fácil
Se grande para a linha parecia a frincha,
Difícil se torna a tarefa
Para a linha te fazer chegar.
( demostrando dificuldae a passar a linha pela parede ate que diz)
Já ves a linha
Já conseguis toocar
Teseu
Sim princezinha
Já seguro a ponta
Bela cor e bom cardado
Macia suave
Boa ao tacto
Que so de pensar
Fico também eu sonrozado
Ariana
Ho que dizais.
Que sonrosada também eu estou a ficar
Entretanto a estrutura comessa a trasformar-se
A luz comessa a ficar mais tenua
E ao fundo parte da estrutura parece uma torre farol que parece encimada por uma fagulha e produz um som  como se um touro estivessa na noite a encher o seu canto)
E tarde  …. É tarde já o farol do labirinto se vê e o canto do touro marca o teritorio no brei dizendo que o que esta dentro do canto seu é. Vou até um dia,  que vos sinta por aqui
Teseu,
Ate amanha pois aqui será o meu canto do outro lado do muro sempre a vos esperar
Ariana
Se o assim dizeis parto que o canto me chama
e não quero trasformar a noite que comessou calma no pranto da tarde
que nublou a minha alma.
(ariana sai a correr o palco vai udando conforme anda e corre, e chegando a umquase ao outo estremo do palco onde já se pode ver minos que entretanto reaparece com as mudanças das divisórias dasse conta que ficara sem saia que trazia vestida e ficara a linha a marcar o trajecto até a parede, ela ainda se agacha para tentar voltar enrolar a linha mas entretanto ouve-se a vos de minus)
Minus
Que fazeis viavos a vir a toda a pressa e agora retrocedeis
Ariana
Olha nem sei ando com as linhas os novelos, sempre comigo e coloqueime na parede a tricotar  que nem dei pelo tempo passar, so quando ouvi o farol reparei que a tarde dera lugar a noite e com o acoite da sua chegada pois estava atrasada nem me dei conta que deichara cair um novelo e agora tenho a linha espalhada e preparava-me para voltar a enrolar,
Minos
Desculpa com as historias, que te amargou o entardecer senta.te aqui a meu lado que o fogo luz para a ceia vou acender.
Sentai-vos pois deveis estar cansada de tanto correr,  e sentada podeis de novo enrolar o fio sem vos ter de cansar.
Ariana
(senta-se encosta-se a parede e minos entretanto com um acende o fogo  aprocima dela um pano que trás umas vazilhas de barro co a comida e outro com a dele.
Bem bem tento voltar a dobar a linha mas dene estar presa em alguma esquina que será melhor ne puchar pois se,… se parte vai ser difícil o resto voltar a encontrar
Minos
Então deichaia estar
Amanha tempo tereis para voltar a dobar a linha que se dezadobou, pois tempo amanha tereis que ocupar,( e ri)
Sabeis assusteivos com a historia do entardecer. Mas para vos copensar
Enquanto comemos
Outra historia
Vos irei contar
A que fez com que esta ilha fosse meu lar.

Ariana
Bem minos se quereis
Mas cuidade com a historia que escolheis pois a desta tarde meu smblante de amargura sombra provocou que menos mal que com o tricô e a linha me consegui acalmar, e com os murmúrios do mar poemas da distancia que não vejo, mas posso imaginar, fés desaparecer a sombra que cobriu o meu semblante , do vil coração do minos e icaros que me deichou muito a pensar.
Minos.
Sabes minha família Minos que deu origem aos Minoicos sempre existiu e em todas as historias que vos contei e que vos irei contar o touro ou a vaca são centrais, pois a nossa cultura tem o touro como referencia, se em primeira pessoa a conteina dinastia dos minos a tereis que encaixar
Minos, somos touros deste lugar, descendemos do touro primordial,
(olhando para o lado e pegando num poico de esva diz em susuro, há ver se a engano assim com vários minos sendo sempre um)
Pois como te dizia  minha mãe Europa era uma bela mulher roliça ágil que um dia, passeava junto ao mar, quando Zeus que aqndava por ali ao vela escondeu-se e observava-a,  sua beleza era tal que sentiu  uma grande atracão por esta, e decidiu conquista-la trasformou-se num touro e correndo na praia possante dando gerra as vagas do ar conseguiu cativar o olhar desta pois espantada e adeirada por ver um touro a brincar na praia, este ao ver que ela o contemplava, comessou a andar calmamente pela praia pela humidade onde o mar se desfaz na areia, e conforme se aprocimava deu-se conta que era enorme, mas como o medo tomou conta do seu ser, ficou imóvel sem se conseguir echer.
E contava ela que para sua ademiração, o touro deitou-se a seu lado e calmo assim ficou ou então movia-se há sua volta e voltava a deitar-se ou a seus pés ou ao seu lado,
E tal jogo fez com que ela perdesse medo do touro, e aos poucos comessou a acaricia-lo e a fazer festas e este tornara-se amistozo. E de tanta carícia e rebolar na areia decidiu subir para o seu lombo e este ao sentir que ela estava sobe seu dorço, comessa a correr, ela só teve tempo de se agarrar aos seus cornos, para não cair, e para seu espanto em vês de correr ao longo da areia, comessa a correr sobre as ondas do mmar e vieram a esta ilha parar.
Ela contava que ao chegar há ilha, ele parou e ela a tremer desceu do seu lombo sem saber onde estava,e olhando-o sem saber se temer o touro ou o que fazer o touro transforma-se na figura de Zeus, esta ao reconhecelo e sem saber o que fazer deichou-se levar e nesta ilha viveram, ela teve de se habituar a estar sozinha pois ele desaparecia mas sempre voltava.
Da relação teve digamos tês filhos, e oferecera-lhe o cão, para tomar conta dela durante uns tempos, o cão era icaros,  as preocupado com as suas ausências deulhe uma lança, para caçar e pescar, e como o cão era bom , enviou um homem da sua confiança para vijiar a costa e ajudala a criar os filhos e o cão
Dos filhos um foi minos que nascera meio homem e meio touro, mas um dia Zeus decidiu que este seria alem de seu filho so humano pois ter de ser meio homem e meio touro seria desagradável para procriar, e num ritual com a ajuda de poceidon na praia o touro é levado para as prefundezas do mar, ficando poseidon entrege deste sobe a forma de um animal marinho.
Mas nesse dia hera desconfiada aparecera e perguntar quem era o rapaz, Zeus para não a provocar disse que era um humano que ajudara mas poceidon nesse instante para o protejer e ter uma divida a cobrar a Zeus disse que era seu filho e que Zeus a seu pedido estava a ajudalo a transformar em humano. Mas ficando com atributos divinos desde que pedisse a poseidon a sua ajuda.
Mas hera que era desconfiada disse então, deichai-me também ajudar pois pelas artes meu sinal vou deichar, e como sinto que o cão filho de Zeus por aqui marcou o seu lugar, no dia em que estes se encontrem , que este jovem cobre todas as virtudes com que nascera, e se tiver de viver meio homem meio touro, que tal aconteça, mas com a particularidade que este so se transfore em touro durante a noite.
Ao ouvir isto Zeus preocupado, decidiu mal desapareceu hera, pegar no cão, e trasforma-lo em humano mantendo escondido todos os atributos do pai, mas como Zeus era de condição divina criara para o cão uma personagem que pasaria a ser seu pai, e com a ajuda dos outros deuzes e dos afazeres vários foram os deuzes que se fizeram passar por pai de icaros e ajuda-lo a crescer e a criar,houve que dicece que apesar das limitações do cão este era engrassado e ademirado e havia mesmo competição para estar a conviver com este disfarçado.
Ariana
Que historia a da tua família, touros cães, noites dias, labirintos, e mais as historias que terás para contar, …
Pelo menos foi mais trancuila e meu sono não ira perturbar,
Minos
Veijo que já ceastes e nem as agulhas pegastes para o tricô,
Descansa que vijio pois não quero que sombras te possam perturbar, nos felizes sonhos que te deseijo há luz do foco do meu olhar.
Ariana
Bons sonhos para ti também.
Ou boa vigília
E enroscando-se adormece
Minos
(minos senda-se perto desta e contempla-a, depois tira um canivete de entre as coisas da ceia pega nu pau e comessa a trabalhar com o canivete no pau, murmurndo)
Trabalho das insónias
Contemplação do prazer
Ela dorme a meu lado
Ama-la com os olhos,
Nas fagulhas do fogo a crepitar
Labaredas do palpitar dos prazeres a contemplar
Tanto para dizer
E bruto, no falar onde amor de tão sentido
Pronúncia cavernosa,
E com a falta de pratica onde beijos querer dar
Cortes de canivete a picar.
Que destas entranhas nas astúcias e manhas aos poucos te irei conquistar.
Rudeza também se pode domar,
Na sombra do olhar
Que terno me deixa a contemplar

Meu prazer em tuas mãos
Fios de la no tricotar
De suas mãos delicadas
A cada ponto por mim beijadas
Nos laços do futuro a criar
E eu com prazer na vigília
Empunho o canivete no meu trabalho de amar
Lascando assim o futuro fio no trabalho de canivete e agulhas,
Infantes sonhos do verbo amar

Touros azuis,
Primaveras do mar
E nas vagas da paixão
Se a condeno na reclusão
Minha condena nas suas mãos, … futuro
Do trabalho das artes da suprema criação
Canivete agulha
Flores na primavera do mar,
E aos poucos o palco começa a ficar iluminado
As chamas cada vez mais ténues
(Ariana desperta espreguiça-se lentamente e vendo Minos  ali acordado entretido diz)

Ariana
Bom dia,
Que fazeis entretido
Para o sono não vos beijar,
Minos
Beijos tantos nesta noite
Sentidos ou imaginados
Entre os palpitares das chamas que iluminavam vosso descanso e me prendiam o olhar.
Esticando o braço, oferece-lhe o que fizera com o canivete durante a noite,
Que bonito,
Flores em madeira
Desconhecia tal habilidade
Vedes como nas calmas outo vos tornais
E ate me surpreendeis
Mimos de minos ao acordar
Surpresas que nem nos sonhos esperava,
Isto sim é surpresa,
Neste dia a começar.
Minos
Ficai tranquilas e tranquila continuareis se de mim depender, vou buscar púcara para café poderes beber
( sai de Sena e volta a entrar com uma panelinha em ferro de três pernas e preparar o café aconchega o fogo, dos panos que embrulhavam  a cei tira um saquinho com o pó do café e duas tigelas, e começa a assobiar)
Ariana
Contente estais neste amanhecer
Minos
Flores a esculpir, mesmo na insónia é um prazer
Já quase esta, há (pega num cantil e verte um puco de agua na panela onde faz o café, e retira a panela do fogo, e brincalhão diz)
Decantares, cantares para que a borra não amargue
O sabor do café e estrague a manha
Da noite dos prazeres.
Ariana
Estou surpresa,
Com vossa disposição
Se ontem coria foribunda
Hoje afagas o coração
Minos
Mimos de minos para compensar e galanteios pela manha so trazem pronuncias de prósperos futuros e prosperar.
Ariana
E que fazeres os fazeres das horas vos requerem
Deixai-me perguntar
Para as minhas horas poder programar
Minos
Terei de ir ao palácio, afazeres, da fazeres a tratar,
Negócio que há que burilar
Ariana
Porque não me levais
Gostaria de ver minha família,
Já que o dia com carinho ameno tornais
Tal carinho podes prolongar
Minos
Agora (?!) não…, ainda não …. é o dia não…. Persistis (?) …. e não insistas no pedido
Pois não quero fazer do teu pedido motivo de motivo para o dia te perturbar.
(agacha-se, arruma nos trapos os despojos da ceia e do dejuar, pega na panela e prepara-se para sair de Sena olha-a e dis:)
Não temais, em breve, ireis para o palácio, ficai bem … em breve, antes que possais sentir a minha falta já aqui estarei.
(Minos, pega nas coisas e começa a andar, ariana agarra na ponta do fio e começa a dobar as paredes do labirinto movem-se criando uma divisória entre os dois, minos encosta-se há parede da divisória ficando de costas para ariana, ariana com a la dobada encosta-se também a parede ficando de costas, são duas divisórias paralelas a de minos e a de ariana)
Ariana
Que manha que dia, coessares parece que ao acordar outro ser me veio saudar, mas nesta leda manha inquietação sinto no meu coraºão, sinto-me calma mas dentro do peiro uma comichão de inquietação, já nem sei o que pensar, e ando neste dobar do ocupar as horas, rituais dos que sem saber enamora ou faz reviver novas horas, mas esta manha, que calma pernuncio de agitação se onte bradava cheia de decepção ao seu neste moento calma, que estranha sensação a de minha alma. Nesta dualidade do sim e do não.
Minos
Que agitação sento, pois conheço o que ela nem desconfia acordo quente da noite e já a manha esta fria nesta calma ou desta sensação, que mal posso pronunciar, só de pensar na verdade, se onten ela ficou forios se a verdade pronunciar, mas com a historia de onte ela se se pusece a pensar poderia desconfiar, das trevas que caem sobre nossos olhares.
Tremo só de pensar pois quase lhe disse ontem tudo mas como a catadupa foi grande, de certeza não fez a relação.
Ariana
Seu olhar não é de amante, nem de quem arrebatotos no peito os suspiros me quer provocar, sempre foi paternal na sua forma de tratar, nem nunca fez iniciativas das de conquistar o coração, pelo contrario sinto-me a ele ligado com um carinho dual que não posso dizer não.
Mesmo quando me provoca a fúria na alma, olhando o seu olhar, por muito furiosa que esteja nunca consigo um não pronunciar, pelo contrario por vezes sinto compaixão.
Minos
Destinos dos ciclos dos que tem um pai comum, Zeus, sempre Zeus, que deu toda esta confusão, Zeus não, a humana ambição, uzurpar, ter poder, e tantos os  esquemas que de pontos perdidos e do bordar quando damos pelo desenho, ademiração,
E ai compriendemo que o lado vil do nosso interior, mas é nestas curvas da vida onde contrapontos faz pensar na dor no amor.
(com ua das mãos acaricia o muro mas sempre de costas, ariana faz  o mesmo)
Ariana
Mas se sinto amor a dor anda a seu lado, dois destinos ua historia que temo na procura a verdadae encerada.
Minos
Princezinha como temo
Se não fosse esse o meu teor
Que a verdade te lasa cair na nostalgia
Nas reclusões do interior
Tramas do tear
Que a todos cruza, e se pensamos que no individualismo teos uma recusa
Tudo se cruza no tapete dos destinos que todos fios o tapete estamos a formar.
Este com tantos buracos
Da cobiça e do apropriar.
Esta reclusa a que o destino me deu
No labirinto das transformações
Faz-me sempre rever a história vil foi tantas vezes a razão.
Manos mal que não fez com as histórias de ontem as conexões das suas interrogações.
Ariana
Continuemos o fio a dobar,
E nestes meandros confusos,
Deixou o caminho traçado
Para o fresta dos sussuros novidades
Do que vive para la do muro
Do mundo que me foi privado de olhar
Minos
Andemos para o Palacio,
Pois a hora já não faz efeito
Se de dia condenado a rei
De noite touro
(tira o capacete o capacete pode ter cornos)
Que fado de condena nos ciclos das trasformações,
Menos mal que ariana
Não associa o touro ao rei
Senão ……
Prefiro nem pensar
Pois o rei e o guarda, nas dualidades do destino
Dos buracos do tapete
Que os jogos da vida faz.
(Minos sai de cena, Ariana anda em direcção a frincha dobando sempre o fio.)
(No fundo do cenário começam a aparecer nuvens e sombras. Vê-se a queda de Îcaros, as gaivotas em seu redor, e uma trás uma criança no bico, as sobras e as nuvens que contam a história deslocam-se e a gaivota que leva o icaros criança desaparece no local onde esta ariana como se dissesse o icaros é ela.)


(Ariana dobando o fio chega ao local onde esta a frincha e tinha falado com Teseu, e ao dobar o fio já no fim e junto a parede pucha por este e nota que este esta preso, volta a esticar e sente que do outro lado esta alguém também a esticar)
Ariana
Quem esta ai? … que não me deicha terminar de dobar o cordão, (do outro lado voltam a puxar o fio) quem pucha assim dando-me a mão sem se ver.
Teseu
Ariana es tu? … sou eu Teseu
Ariana
Olá Teseu mas se ainda é tão sedo e já andas por aqui a passear?
Teseu
Nem daqui sai, e junto desta frincha a vigilar, se dormia via o teu olhar se acordava procurava no vento da noite escutar o teu respirar embalado pelo sono, e com tanta ânsia de te ver, decidi aqui ficar.
Ariana
Há Teseu…. Teseu, … que olhar foi o teu que prendeu o meu e mesmo assim estamos aqui em trocas de palavras querendo sentimentos que a reclusão não pode concretizar.
Teseu
Concretizadas ou não aqui me tens e se não te posso sentir a mão seja o fio a carícia que realize e concretize na ilusão o que este muro me impede  deconcretizar a carici que o fio meio me faz achar forma de com tigo me unir.
(o palco volta a mudar, do outro lado entra minos que começa a estender um paninho no chão como se preparasse um piquenique)
Ariana
Ainda agora aqui cheguei e já alto o sol parece estar, vou ter de me ausentar
Teseu
Esperai ariana ….
Alguém vem ….
Ariana
Que passa … que se passa … para este sobressalto …. Dem deixa-me dar uns saltos se também vejo o cortejo ….

Minos
Ela ainda deve andar por ai entretida,
Nos meandros, do perder e se encontrar,
Se meus planos e dos deuses correrem como o esquema do plano, Ariana encontrara nova forma de estar.
Teseu,
Por Zeus, …por Zeus , escondo-me princesa, que nesta direção se aprocima um cortejo, coisa estranha,…., pois neste canto o mais inóspito  virado para a praia nenhum cortejo costuma  nem ser humano tem o habito de por aqui andar
Ariana
Como assim…. Esperai….
(esta tenta subir o muro…)
Teseu
Deixo-vos suspenso um beijo
             Vou sair deste lugar para não desconfiarem
Mas em breve voltarei
(entretanto ariana consegue subir ao muro, colocando a cesta no cima deste mesmo a tempo de o ver, o cortejo aparece no muro em sombras.)
Dionísio
Que formosa menina em pedestal colocada que fazeis ai longe de todos, perdida ou achada?
Ariana
Sou ariana senhor, e estou aqui reclusa dada de prenda a minos para este não fazer a vida dos outros confusos
Dionisio
Há sois a princesa moeda dos erros do passado no presente a pagar diz-me menina e como o tempo estais a matar
Ariana
Perdida nos meandros
Tentando fugas do eterno estar, se fuga tento estou sempre dentro
Se conformo
Olhem senhor
Pegando na cesta tricotar
Dionísio
E só trazeis na cesta lãs, e agulhas
Para ocupar o coração?
Despojada de tudo
Por Zeus digais não
Ariana
Não, ….
Não senhor…
Nesta cesta trago rosas de pinho
Esculpidas na lareira
Carinho ódios de recluso e reclusa
Para tornar amistosa as horas
Nos destinos da dor
Dionísio
rosas de pinho donzela
Dizeis?
Prendas nocturnas
Do tricotar
Ajudai a donzela a descer (dirigindo-se para os acompanhantes do cortejo)
Pois esta donzela que rosas colheu
De pinho sementes de Zeus
Em meu cortejo vivereis e a meu lado estareis pois meu cantil será também vosso
E rosas adamadas tereis
(ariana desce o muro, e integra-se no cortejo de Dionísio, o luz de Sena vai diminuindo e o palco da lugar ao farol de minos que passa a ser o único elemento do palco, que ilumina a sala como se fosse a luz de um farol, e ouve-se os mugidos de um touro como se fosse um lamento, a figura de Minos que estava em cena fica tapada pelos movimentos do palco que dão lugar ao farol)

Fim


SINALETICA PARA AJUDAR A LEITURA
Resolvi manter os sexos da historia original, ariano era para se rapaz, e minos a vaca sagrada, mas decidi escreve-la segundo o esquema clacico ate estava para por coros  a voz do povo o corro como trabalhadores alentejanos, mas ia ficar longo, e as vezes maçar com a obra dureza, jogo com  o touro Zeus e seus herdeiros, e ariana a erdeira ou erdeiro, mas como me acusam de tanta homossexualidade escrevi-a assim. A realidade sempre ultrapassa a fição da escrita e para se escrever sobre esse real que ainda falta existir existindo já coisa que ainda não aconteceu, as irá ter o seu tempo nos mecanismos de cronos, esta é uma historia de futuro sem rancores, que não convêm revela-la na sua plenitude, mas criar ou idealizar pela literatura uma narrativa, que há partida se da, a ver e encobre, pois narrar tem muito que contar.
Sempre gostei dos mitos gregos sempre gostei de narrativas, esta história é dedicada aos meus sobrinhos, que gostam de falar e brincar comigo, as dizem que os assusto.

Sibologias ou pequna orientação para as vozes.
….. Prolongamento da última sílaba
(…) Pausa
(texto) descrição de movimento importante, obrigatório, pois também é linguagem, apenas pontual deixando o resto para o actor adapta-lo a si e a sua expressão corporal.
(!) em tom de exclamação
(?) em tom interrogativo
Utilizo os mitos gregos para criar e recriar não tendo a intenção seguir a história original, utilizo pormenores que se interligam.


Sujeito a revisão
Mas publicado neste blogue nesta verção
Autor :
Paulo Santos
























Um acto em vários actos, ou os hiatos das laçadas
Autor: Paulo santos

(peça representável em actos narrativos)

Um palco vazio, e das laterais começam a entrar estruturas que tornam esse espaço labiríntico, essas estruturas podem ser propicias para projecção, tem de se ter em conta que essas estruturas simbolizam a diversidade tanto do ser singular como dos seres.
Tem de se ter em conta que estas estruturas tem de ser movíveis e suportarem peso, o espaço que estas estruturas criam deve ser ao principio construtivista progredindo depois para um estilo desconstrutivista onde o publico pode ver essa variabilidade no estilo espacial consoante a peça e desenrolada.

Um homem nu com um capacete azul entra em cena, movendo-se de tal forma parecendo que anda a trote, cantando ou transitando “Dizem que há touros azuis na primavera do mar”
Para a e olha há sua volta diz:
MINOS:
 Estranho, entranhas calmas sem agitação apenas minha canção corta o espaço mas não encontra abraço nem laço,… ela deve estar escondida por entre meandros livre na condena que me condena dos destinos, princesa das utopias, das realidas construtivas das desconstruções ladainhas a deuses de pretensões, onde cada gesto se torna oração da comunhão.
Estou cansado, há sim cansado…., meu corpo…, (olhando para si e passando as mãos pelo peito) serve…. Mas estar nas disputas dos bezerros que através do corpo nos seus jogos do treino da competição para o galanteio, medições métricas antropometrias regras volumétricas, (em tom irónico, com ligeiro, sorriso) como alguns dizem, a metro…. - Sexuais como se a sexualidade fosse contabilizada a medida num despe e siga de campo de concentração, quem pertence a norma milimétrica veste, …. e quem na norma não acha medida despe e siga, pá condena da recriação.
E dizem-me senhor deste dês-marasmo que eu me surpreendo em supremo pasmo, onde eu no metro se estou não me encontro e se me encontro na milimétrica não estou.
Mas ela (?), … ela deve estar por ai (?), nem seu respirar sinto, nem suas unha tácteis pressinto nas carícias das coplas do namora dos dezenamorados.
Se condenados na união competição, como amantes na arena onde a areia são dedos e colchão.
Que estranho (!), que calma, que não estou habituado, há alma desde o dia das ofertas, ela entrou aqui como dadiva… prenda, diziam que era renda, mas talver por ser prenda imposta ou querendo justificar a prenda como se esta fosse proposta  p`rá cobrança, desgosto, pó, gosto, mel, fel, alquimia do coabitar.
Mas ela não esta, estanho quando se apresenta parece tormenta atormentando a calmaria deste espaço das irrealidade da representação.
A sua presença converteu este espaço na disputa os machos tornaram-se a metro sexuais competições que põem a forma do corpo em causa nas casualidades de estar causa de alma de corpo causas. A corporalidade em causa.
Estranho (?), muito estranho (?), meu olfacto não a sente (!), minha visão não a vê. Minha emoção nestes instantes agita-se, nas intrigas de saber onde esta….

Ofereci-lhe uns novelos de lã, e umas agulhas. Ofereci-lhe…, a prisão ou antes foi ela a que me prendeu, prenda… que foi a condena… da existência. A nossa condena foi existirmos neste espaço mutável no abraço.
Mas não a sinto nem a pressinto (?)
(Este cala-se e começa a explorar o cenário e deixa de se ver, e dá a ver-se, pelo outro lado das divisórias salta, uma jovem deixa ver a sua cabeça encimada por uma tiara, trás na mão uma cesta com novelos de lã e agulhas. Depois de confirmado que não ve ninguém sai do esconderijo onde, minos desaparece de cana) estava e diz:
ARIANA
 Farta fartinha…. Este homem parece a tinha, homem bem… chamemos-lhe assim, minha condena ofertório para o destino se cumprir em mim.
Mas que destino nesta exploração infernal, nem historias de ódio nem de amor, só o vejo feliz quando se mede com os outros, quando sua presença se faz sentir, suas ladainhas fazem-me dormir, ho … ho …. se são entediantes, menos mal ou por bem uso a técnica fala para ai…., e vou fazendo tricô, ô …  ô menos mal que me deu este acessório como prenda de enxoval. Meu bem pela gala … disse ele para fazeres sapatinhos para o nosso futuro. Conversa de casco duro….
E pronto com um sorriso aceitei e dei o desconto, se dei ou antes dou desconto, olha entretenho-me mais com os pontos da prenda, só me faltava, alem de obrigada…. Fadada de com ele estar ter que estar aqui no tricô, mas o tricotar… até é terapia de o suportar, ele diz  (tentando imitar a voz de minos) sabes tricotar é uma arte dos silêncios do inverno dos desejos de touros na primavera, beijos roubados em laçadas de fadas, e dilatando as narinas  no ulular…. do seu vozeirão mugidos, e eu pequenita fico ululada, da tola chifres ulados do paleio, e ca estou eu cesto agulhas e lã. Se era ofertório há prenda fiquei condenada.
Ao tricô…. (ri ao deleve)
Que sorte a minha….
Se calhar nesse dia Circe estava mal-humorada, e fadou este amor de fada. Pobreza a minha. Merda …. De sina
Que sina
Mal ele sabe que todas as noites rezo a Ares, cão, abutre de estimação vigia dos vivos e dos mortos.
Dual paixão, e eu que nem paciência tenho para estar apaixonada.

Bem aqui de certeza que ele vai tardar para me encontra, (suspira) vou sentar-me.
(Senta-se no chão e tira as agulhas da cesta e começa a tricotar.)
A laçada, … ponto, …. Cruzar, …. e eu assim a ver o tempo a passar…, que diabo de negocio eu havia de arranjar, e por aqui neste labirinto pouco se passa nos passos deste querer ver e estar aqui a tricotar, minos quer-me mas …. É…, as … é com a manada que gosta de se mostrar, competições de pavões.
E eu aqui agora na fuga…, fuga do eu comigo querer estar mas por muito que queira nesta confusão de orientação sempre parece que todos andam perdidos mas a única que por aqui anda perdida sou eu, … fujo mas sempre achada la esta ele o amigo.
Bem tricotar mas estes fios novas ideias ainda alem dos sapatinhos para os nados projectados ainda irei dar se irei. Outros hábitos as habitadas mãos.
(Ela continua a tricotar repetindo, laçada ponto, passar

Ate que chega o momento em que do outro lado espreita minos.
Ela distraída continua com a sua ladainha de tricotar )

ARIANA

- Laçada passa laçada ponto passa ….
MINOS
- Passa, passa… que interessante ia eu por aqui a passar e ouvi a tua voz, e mal ouvi passa, …  decidi aproximar para laçada também poder dar. Ou ponto a arrematar…
ARIANA
-sim… sim … que laçada, …. que novidade.
MINOS
- Vim para aqui so para estar na sombra tranquila, olha a fazer tricô das lãs que me oferecestes.
- Há….muito bem camisolinhas para o inverno. Meias para a primavera
ARIANA
- Ou para me proteger deste inferno
MINOS
- Mas é assim tão ma a tua estadia (?), sempre pensei que a oferta de teus pais seria para ambos alegria
ARIANA
-quem diria, falar de alegrias as imposições, usar a filha como moeda, paga para que a família continue na hora leda.
MINOS
- Antes fosses leda e eu Zeus, entre nuvens nos sonhos de certeza te visitaria
ARIANA
- Sim…., Sim, já sei, Zeus, mas diz-me cá, e satisfaz-me a curiosidade, … pois por estes labirintos, tantas histórias e rumores são contadas. Sociedade minóica noivas que segundo ouvi foi aqui que Zagreu  que aqui renasceu, ou fundador, ou morreu?
MINOS
- Hooo princesinha, que historia é esta que teus lábios estão a prenunciar, e logo de Zagreu te fostes lembrar. Mas tua pergunta tem a sua razão. Ouve pois então, mas depois disto neste nome não volto a falar, pede-me historias das e sem memória mas sobre esta não mais te irei contar.
Como sabes Zeus ovo um dos primeiros nas histórias da criação depois de casada com Hera, suprema mãe nas suas escapadelas olha enamorou-se de Persefone, e deste romance ou desta história de caçar, nasceu Zagueu. Mas Zeus tem muitas histórias, tantas destas Não seria ele deus que empunha o trovão, foram tantas que das tantas sempre histórias deu tantas, todos os deuses foram ovos ou ficaram por roubo, todos os descendentes ovo foram e dos que descendem ovo são, sabes, por muinto que os humilhem são a chave para a existência dos dois reais nas tactilidades.
Mas Hera com medo pois a criança que era filho por direito punha em causa os seus futuros filhos, sabes princesa os deuses as vezes são piores que os humanos nestas historias do procriar, o mero facto de existir tornam as horas Bacantes só com o estar, (rindo, Continua) como a existência é orgástica, o simples facto de se mover pode procriar, a existência é a contraria da nossa, hora nos existirmos com o desejo de procriar eles procriam sem o querer realizar, a sua existência é o não procriar mais, inversa há nossa que o desejo é procriar. Eles os deuses sem querer fecundam e procriam. Rejuvenescem….
Mas como te dizia …. o problema foi que Zagueu foi o primeiro no dos ciclos. E salto aqui uma parte que só te iria surpreender a mural. E Hera preocupada, … claro tentou logo liquidar esse rebento sem ter em conta que ela ainda nem rebento tinha dado, mas como queria … há se queria, o desejo é a sua perdição pois supera a inveja e se a esta historia se junta jogos de poder, uiiiii olha, fez tudo para o condenar, atar e condenando-o para que os seus herdeiros que só ditadores faz, cria nas artes a opressão, as sovas só para realizar os caprichos dos mimados da mama. E como não sendo de linhagem directa tem de usurpar. Upa, … upa.
Mas como te dizia
Zeus apercebendo-se deste ciúme e conspiração entrega o filho para educação, segundo reza a história os encarregados e responsáveis pela vida da criança foram os Curetes e Apolo, mas há quem diga que entregou a criança ao cuidado de sacerdotes que o honravam, se calhar foi a ambos, a criança viveu um tempo na casa do pai, depois foi para o templo labiríntico, para não ser encontrado, e já jovem entregue aos Curetes e a Apolo e para conseguirem que o pequeno pelo menos vivesse e visse a realidade, foram viver para a floresta do Parnaso. Ma a lenda deste labirinto é outra a criança veio para aqui e como protege-la era a responsabilidade maior construíram um labirinto vegetal usando a floresta,  tendo a quadratura do circulo como matriz para o labirinto pois sabiam que assim seria mais difícil ser encontrado, e no labirinto havia replicastes que se passavam pela criança pois quem por ali andava sabia que ela estava ali e para dificultar a tarefa foram contratados actores para representarem este no labirinto e assim dificultar a sua identificação, e a criança lá teve a sua existência não existida, o labirinto tem uma forma e tem esse fim é a floresta e florestas são muitas, florestas podem ser de arvores ou de cimento, divisórias ou sem divisões dependendo do fim.
(conforme fala da floresta nas paredes do labirinto ou se enchem de formas vegetalistas ou estruturas arquitectónicas, ou de nuvens ou sombras, e chegando as nuvens e sombras estas começam através da linguagem das sombras visualizações da historia que minos esta a contar, a história tem dois patamares o das sombras e o das nuvens, em todas as histórias que minos conta aparece a visualização desta contada desta forma, tornara estes monólogos menos entediantes para quem os encontre entediantes podendo achar distracção nas nuvens ou nas sombras, e pode-se explorar através das imagens projectadas as dicotomias da representação onde se por um lado a sombra proporciona umas visualizações as nuvens falando do mesmo proporcionam outras, segundo uma velha crença desta época as nuvens contam histórias mas contam-nas sempre ao contrario, as relações ate podem ser engraçadas, e mesmo cómicas pois ele diz uma coisa e as visualizações são inversa aquilo que diz)
O mesmo se passa com este labirinto, por exemplo se te quero encontrar é fácil pois conheço e sei o seu mecanismo, tu pelo contrario perdes-te pensando que estas escondida. Eu como divertimento tenho por missão encontrar-te e a cada encontro encontro-me eu também.
ARIANA
- Pronto, pronto volte-mos há historia que estava a gostar, pois tricotar e ouvir historias,  mil e uma noites estou a pensar propor para assim transformar isto num doce galantear.
MINOS
- Que galanteio perspicaz, sabes a mim ate me satisfaz mas eu também historias quero ouvir, sabes desse teu mundo que não tem pudor em sacrificar, tendo a paixão e o amor como justificação da existência do não sonhar.
ARIANA
- Ponto laçada, vê-la,  vá-la … deixemo-nos de lamechices, pois quero ouvir dos teus lábios o que ainda falta contar, …. para hoje.
MINOS
- Pois bem, ou antes pois mal, mau augúrio se adivinhava, Hera, essa nas suas procuras desvendou o pó todo escondido ate que disfarçada de melra ou pega o encontrou, e encomendou aos Titãs o rapto acidental, nesse dia Apolo que estava encarregado da sua protecção decidiu fazer algo que ainda hoje não  se  encontrou justificação, parece que esse sim foi o espia esse se educava a cada ensinamento o pequeno condenava, e só alguns Curetes é que o ajudavam, mas nestas coisas, mal podes imaginar, pois guerras hipócritas divinas são sempre má sina. E dai a filosofia hipocrática.
(E mugindo ri…..) bem … continuando com a historia,
(A historia que minos conta é acompanhada por um teatro de sombras e de nuvens projectadas nas paredes bem como no fundo as sombras e as nuvens tornam-se antropomórficas e contam a historia minos é o narrador, a cada pausa da historia  as projecções desaparecem e tudo volta a sua forma, se assim podermos falar pois elas sempre contam histórias.)
Minus continua a sua narrativa,
- Zagreu nestas lutas foge na forma de touro, e dessa fuga podia-te contar tantas histórias em fuga, sabes as Maquias das Tauromaquias, mas continuemos, pois se fosse por ai ainda me iria deprimir.
É por isso que em Creta existe o culto ao touro e o labirinto, se reparares qui o touro não é morto, pelo contrário a arena é transformada num ritual de dança, as mulheres são convidadas para a dança, é dar a morte ao touro tornando o touro símbolo da fecundidade em união com a dança ritual feminino das paixões da fecundidade Dionísio de mão dada com Hades, esta dança também é paixão, pois se o touro dá as graças a graça, as convidadas para a dança também dão tornando-se engraçadas cheias de graça, e só nesta ritual é que nasce a relação dos positivos e dos negativos, quando este ritual é interrompida não há criação mas sempre divisão, temporalidade, pintada com o traço do desequilíbrio harmónico. E (ai ri… e diz) linda harmonia, ho, ho ho.
 È a rês pública sem herança, nem esperança, perde-se terá que voltar Ísis a reunir Oros para haver de novo redenção. È o império dos da cobiça que querendo o poder negam a paixão. Tirania ditadura, essa anda há espreita, pois quem mais tiver imporá o que tiver que ser.
Sabes Icarus sempre foi o sonho da democracia o vô da utupia a democracia em marcha querendo o real na dinâmica dos reais. Voar difícil que so querem ver seu voo em banho de mar cair e passar.

Mas as religiões oficiais nunca abordam este fim pelo contrário quando o utilizam o fim é sempre outro. Sabes depois falam do cobrar, silogismos que não vou aqui explicar.
Sabes princesa. Só existe uma religião que é a religião a que todos pertencemos mas que ninguém assume que a pratica, a religião dos silêncios dos gestos sem gestos. Mas há quem a pratique e seja sábio sem nunca se ter apercebido que afinal a sua religião era essa.
ARIANA
- Olha muda de conversa, isso não interessa, e contínua. A história que estavas a contar os titãs descobrem  Zagreu e…. Que aconteceu.?
MINOS
- Zagreu na forma de touro foge dos titãs, mas estes encontram-no e matam-no.
ARIANA
- E acaba assim
MINOS
- Não, não acaba assim toda a história quando é dada por terminada nunca conta o fim, pelo contrário toda a história termina num novo inicia, Todo o fim é princípio e todos os fins deveriam ser iniciáticos…. Já sei … já sei a história, … pois bem Zagreu foi encontrado e morto na sua fuga, e os Titãs despedaçaram-no em bocados, e comeram-no em parte cru e em parte cozinhado, mas tal foi o banquete e a pressa no devorar, gula e desperdiçara deram as mãos, os que comiam, da fartura desperdiçar, as vezes comer tem dessas coisas, sortes e azares, gulas das pressas. É mais a larica que estômago, é mais o desperdício que o bom governo.
Comer e fiar tem de ter pausa, há coisas que têm que assentar.
Mas Palas a mando de Zeus juntou-se ao banquete escondendo o coração de Zagreu, há quem diga que ainda palpitava. Uns restos foram recolhidos também por Apolo, que se juntara ao banquete, e escondeu também uns restos para negociar, foi a sua sorte, há quem diga que depois do banquete enquanto procurava compradores para a carne escondeu esta perto da cidade de Tripoli de Delfos. Mas Zeus soube do que este andava a fazer, e como passara a vez e deixara de ser ovo, fora para o herdeiro natural, esta é a razão de era sou esposa, e o bastardo o vil pecado por ser bastardo era como cão tratado, por isso Apolo esta a seu mando, mas este sabendo do que era, o tesouro, tenta aproveitara-se tendo a missão como pretexto de usurpação, contava-se que quando zagreu ainda vivo dizia enquanto cão estamos nos bem é só medrar, missão a que fora incumbido para tirar proveito dela e em vês de ajudar Zagreu ainda precipitou mais a sua caçada, Zeus convoca Apolo há sua presença e pede satisfações pois em ves de proteger e ajudar Zagreu ainda contribui mais para a sua condena não lhe dando opções, sabes jogos de indução e amizade relações que nunca são perigosas mas são anunciadas como tal para se ter também o quinhão. E obriga Apolo a devolver os restos da carne do corpo de Zagreu, e encomenda a Deméter dar-lhe de novo vida a criança tarefa árdua foi a de reunir os pedaços, mas estes sempre acaba por se encontrar, missões de Ísis, para de novo voltar a reinar eras das sempre heras, ciúmes, vinganças, justificando para isso de redenção. Olha distribuiu-se cor e a cor se perdeu, e de novo bramido, ainda bem que para isso já o calculava Zeus. Ficaram todos felizes por uns tempos.
Hera nesta história ficou também muito bem mas essa dava outra história. Sim o pior é que descobrira (e da um mugido riso irónico) que ficara muito bem, e como todo o bem dura pouco, foi curta a emenda e grande o soneto foi lindo, ate lhe chamaram a felicidade de Zagreu.
A tentativa de reunir os pedaços foi ardua, se foi tarefa árdua, que depressa se chegou há conclusão que se tinha que reunir os pedaços por imperativo.
Ou o tempo teria que regredir ainda mal nos ciclos das regressões. Pois cronos por muito que lutasse tinha-se interrompido algo, algo foi feito ali, não por ritual iniciático, mas pela vingança, pois já tinha sido iniciado, por isso as viajes acompanhadas de zagreu, há outra historia dentro da historia, os bem-amados inconformados que só por terem a graça ficaram muito engraçados, olha pequenas glorias que mal cabem em buraco de dente, menor era o pé que o sapato,
Mas ate cronos achou por bem ter de voltar a dar vida a Zagreu, Zeus chama Sémele, e esta foi incumbida de absorveu o coração de Zagreu, bem como de todos os pedaços reunidos, fecundando assim o segundo Dionísio.
Mistérios órficos. Princesinha, onde o segredo esta no fio urdir, iras ter de começar a tricotar, pois todo o tricô há lareira a arte da fecundação invoca para a sua beira.
- Pronto,.. pronto já é ponto.
ARIANA
- Sim ponto para ter que haver um ponto em cruz.
MINOS
- Mas há outra versão que agora não irei contar que segundo a razão Dionísio e Hades são o mesmo.
ARIANA
- Como.
MINOS
- Como, … bem pontos, … do tricotar.
Sabes histórias do criar e em cada conto ponto, contraponto, (ouvem-se as pancadas de Mollier).
ARIANA
- E termina assim, não inicia assim esta é a historia que só te inicio e não tem fim, (ouvem-se de novo as pancadas de Mollier)
- Como assim, quem parece que vem ai?
MINOS
- Tudo existe com base nesta história de novo o inicio o ponto, contraponto para a história daqui.
ARIANA
- Como
MINOS
- Olha até tu pertences a história.
ARIANA
- Como assim
MINOS
- Pontos de tricô, sabes eu ofereci a lã para te orientares, o fio era o objecto para nele te poderes guiar. Orientações para no tentar encontrar ou perceber o mecanismo deste labirinto te descobrires também a ti. Sabes a maior descoberta e sabermo-nos descobrir a nos próprios.
ARIANA
- já estou cansada, a tua história deixou-me a pensar ou pôs a cabeça a magicar, menos mal que tenho a tiara, posta.
MINOS
- (rindo), diz haa … a tiara…,
(uma pausa, e olhando ariana com carinho, sem se dar conta as suas mãos procuram as dela mas detêm-se pois esta continua a tricotar)
- Sabes nos somos este labirinto, somos a descoberta, amar é deixar sinalizado o caminho para que te encontrem, mas essa sinalização tem dois percursos, sabes, se te leva ao encontro e a descoberta também te pode levar a fuga, sabes a vida como fuga herança. Sempre fomos errantes em labirintos nómadas internos e externos das realidades, a composta que justifica a sobreposta, apesar das diferenças que existem entre todos nos são as diferenças que nos unem. Sabes as vezes o acto de amar também implica dizer não tu agora estas na negação, e eu estou no sim da sedução, sempre a insistir, sempre complacente a querer satisfazer para ai nesse jardim regado por nãos negações dos escudos de ainda não querer, mas com curiosidade de descobrir.
ARIANA
- Bem já este ai com essa conversa de mel do teu meu, dessa conversa cheia de pressa como se não houvesse amanha nem cronos nos seus engenhos, construindo os seus mecanismos.
Tu também, em vez de tempo uzas a conversa do amor ou das paixões.
Sabes nestes pontos do tricotar as vezes tenho a impressões que uma paixão estou a fiar, fiar não tricotar.
MINOS
- (sorrindo complacente,) o Princesa desse reino das fadas de encantar, encantada entregue, na inocência dos temores, no labirinto dos sedutores que nos tricôs dos fios invisíveis armados, e tu nas visibilidades desses fios sem o saberes também já a construir destinos sem te aperceberes.

ARIANA
Jogos de labirintos nos labirintos e labirintos se dentro labirinto de fora, labirintos e sempre o mecanismo. Se começas com mecânica, olha  (Faz uma pausa aperta as mãos como se sustivesse o momento)
- Labirinto, labirinto estou farta fartinha destas construções se um dia acordo e de já nele habitar parece a normalidade, mas na maioria dos dias parece-me demente a construção deste labirinto, sabes mecanismos da navegação, do seres ou das almas rotas das incertezas, e sempre as pinceladas das emoções. Se perdida achada, mas nunca sai onde posicionada.
Sabes até o tricotar deixou de acalmar queria ter asas e sobre este labirinto planar, planear a fuga
MINOS
Se emocional Dionísio espreita com beijos de promessa, se nos braços quase estar espreita Hades com seu olhar.
Mas agora que penso a tua historia na consciência inconsciente estou a prenunciar.
Gritos de cativa, carcer da dualidade se escrava ou cativa, amada ou amiga, o problema é espacial e o saber estar.
Mas esse teu sonho outra historia deste labirinto me vem há memória, que história, mas depois ta contarei não te quero maçar.
ARIANE
- Pronuncias, canivetes no ar
Bandeirolas
- Sim bandeirolas, amar ou antes seduzir é a arte do marcar, prazer, fulgor, farpas.
E agora tens-me entretida com histórias labirínticas do amar.
MINOS
-mas vamos sair desta forma de nos expressar onde dor é querer e sofrer, prazer.
ARIANA
- como, mas que conversa é essa,
Só falta dizer que não me chega estar aqui presa para a ferros querer marcar.
MINOS
- Não a ferros já te marcas tu.
Temendo que não te conheça quando teu corpo mesmo assim já é mapa que exploro conhecendo os recantos dos portos da minha certeza.
Sabes as vezes penso que conheço melhor esse corpo essa estranha forma de ser onde a cada respirar não sei se suspira ou são bafos de odiar, mas são os teus ritmos ritmados sinfonias que no concilio das graças te deram por fado nas rocas dos fios da lã que a todos entrança.
ARIANA
- Sim, sim e eu tricoto (ri)
MINOS
- Pronto lá estas tu.
E que história é essa do Icaros
ARIANA
 Icaros …. é a história do sonho democrático…..
MINOS
Sabes ariana é parecida com a do prometeu mas variável, um deu o fogo o outro foi a banhos.
A banhos?, bem é uma forma de te falar. Já te contarei a história não te quero maçar.
Icaros esta ligado a mim minos biser se rei de dia touro nocturno.
Se num labirinto habita há noite de dia reina
ARIANA
Então é a tua história
MINOS
Não eu sou minos e minos tem muitas histórias nas caras da historia, tenho uma história contigo, mas são muitas historias.
Sabes a história conta numa linguagem histórias sobre outras histórias.
E todas as histórias se repetem nas variáveis da sempre história mudam as narrativas. Apenas.
E a de icaros tem muitas penas
( e melancólico esboça um sorriso senta-se e fica calado olha para o fundo da sala como se no infinito daquele espaço houvesse o seu eu um eu sem historias sem ciclos com uma historia por contar desconhecida desconstruída peça de lego para montar, e a sua expressão é tal que ariama se apercebe que ficara triste distante, e o olhar já não era o de sedutor mas sim o de quem relembrou um amor passado)
ARIANA
Não te pergunto mais nada, teu semblante ofuscou-se de galante para amargura aparecer. Que fada por aqui passou e por te ver tão feliz passando a mão a tristeza na face te marcou.
MINOS
Há ….. também sabes ser cortes agora que me vês aqui assim, ….. falar no nos  dos nós em mim do eu em passado nos presentes que já conheço futuros parece que me caiu a existência nos ombros e o peso esse há princesa é pesado.
Icarus tinha olhos de mel lábios rosados, sabes era daqueles rapazes que nos deixavam preso o olhar e por muito que quiséssemos nesta ilha muitos foram os enamorados,
ARIANA
Tu também calculo, …. mais jovem e nas descobertas, ..
MINOS
Cala, cala,… Minos messa época era diferente, sabes era ambicioso, o tempo não marcava com pó a poeira das suas memórias, nessa época pugnava com os irmão o trono de seu pai, e como lutou quase ficara ditador se não fosse icaros.
Sabes depois das lutas familiares, num dia de primavera fui há praia tudo corria mal e implorando a Poseidom que no seu regaço me acolhesse pois a morte era o desejo,
Esse beijo doce do veneno
E da espuma do mar numa barca meio desfeita vinha içarus, fugido, sabes a visão era tal que parecia miragem e encalha a minha frente vomitado, oferenda, ali depositado, inconsciente, e eu ali olhava pasmo sem movimento sem saber se era real ou de visão provocada pelas as arpias que ali na praia cantavam, sereias emplumadas, e nessa duvida não reagia, estava incrédulo com tudo aquilo.
E só uma vaga me fez pestanejar, e nesse instante debruçando-me sobre ele, agarrei-o, arrasteio pela areia e nessa primavera ajoelhei a seu lado e de tão procurado inclinei-me e beijando seus lábios ar no seu peito suflei.
Esse momento foi quase de dor e nesse instante vindo do mar saindo da espuma um touro azul saiu, da espuma…, e vindo do mar todo possante sobre mim investe e desapareceu.
E cai ali a seu lado, talvez fora a chuva do sol dessa primavera, o sol de primavera é sempre enganador ou fosse apenas o desejo de amor desse meu peito, na primavera ainda por existir.
Quando vim a mim pescadores já estavam a nossos lado perturbados pois sabiam quem eu era um dos príncipes e ali algo teria acontecido, praticamente, acordamos ao mesmo tempo, nunca poderei esquecer aquele primeiro olhar de icaros se parecia que meus olhos entravam nos seus os dele esses não conseguiam desviar-se dos meus, e se mal estava um disparo senti no coração que fora tal o ruído que este ao escuta-lo pousou a mão no seu peito, e depois no meu, e com uma voz de mel, meu fel ai provei, e ele disse calma, … calma … que tudo esta bem, não temais pois parece que estes pescadores chegara a tempo para nos salvar.
E a partir desse dia ficamos inseparáveis, procurava-o nas ruas, nas noites no desejo dos sonhos.
ARIANA
(com uma pronuncia demonstrando tristeza) bem me parecia a mim que vocês aqui se aglomeravam muito e sempre entre amigos a mostrar os trabalhos em tornear o corpo, afinal não e enganava, ….
MINOS
Ai ariana como te enganas aqueles jogos são competições, chegara o dia sabes em que a idade  e o desejo irão por há prova, mas agora as demonstrações são diferentes partem sempre duma base em que os competidores partem para as provas  em igualdade apenas com os seus atributos e ambos sabem por que competem.
Claro que há o culto ao corto, ou não Seia esta a terra que é
Sabes na altura competia-se por tudo, competições que separavam irmãos famílias, mas mudou-se estabeleceram-se regras sabes existe as vezes uma perversidade que só é visível em determinados momentos. As maiores tragédias são todas familiares, se são e eu que o diga.
Mas não vãos disso agora falar.
Sabes respondendo há tua duvida eu enamoro-me por seres pelo que despertam ou revigoram no meu ser e os seres são seres, o estar com alguém e estar com esse que em mim faz cócegas, Icarus, despertou em mim a revolução do eu, sabes, depois descobriu-se que o seu pai estava na ilha também e se icaros voou, a mim ensinou a voar, no seu sonho brisa, planei e descobri que o horizonte pode ter as cores do desejo da paixão, de que no peito existe desejos que se podem chamar de revolução, e que existe sempre um mundo ale do nosso que se interliga na dança da existência.
Foi algo nosso, depois, se eu mudei, icaros mudou, se com ele descobri o significado de democracia, logo tentei estabelecer isso na sociedade mas com ele era um democrata, no meu peito anciava, ditado, pois já vivera na tirania, mas aq democracia era um sonho de asas tortas, mas ao prencipio acreditei nop seu ser igual…. Na diferença, mas covernar, …. A esxperiencia do palácio diziame outra coisa, mas era u prazer ouvirfalar na liberdade, ….. icaros homem liver condenado por ser livre..
E depois tudo se complicou, sabes, vieram os casamentos oficiais meu pai nesse sentido era rígido, e apenas obedeci conveniências de estado alianças, mas tudo mudava icaros desaparecia e tornava-se visível para outros ou outro, e eu perdia a cor com a sua falta, mas nem me dei conta, também andava distante. Cabeça errante no que descobria. E inveja sabes o de querer que fosse só meu, …. aquilo pois ele já dera o que me proporcionou aquele estado, fora coroado, e do meu pedestal queria dar-lhe o meu mal.
Ele fujiu, deamboava mendigo nos caminhos, cheguei-o a ver, tantas vezes e deume prazer… prazer saber que estava ali abandonado sem mim e perdido, renegado, desterrado, mas um dia os espias trouxeram a novidade que ele começou a ter forças, nem calculas as capacidades que tinha, era um favo colmeia de ideias, mas sem ambição contentava-se com pouco, até chateava, as vezes via mais sentido no sorriso que lhe dava que no brocado caríssimo que lhe comprara.
Mas nesse dia, quando me falaram de icaros que se levantava, que começava a lutar e mudar, …. não nas manifestações por igualdades, do existir, ai o fado mudou
Estava eu na praia magicando na areia uma forma para o prender, que Poseidom saído da espuma com seu tridente apontado fez-me esta forma de ser anial, pois não respeitara quem tivera ao lado, fuji, escondi-me prometi vingança, e esqueci tudo, apenas desejei destrui-lo.
Foi entam que mandei construir o labirinto dos amados, de noite seria o carcereiro, de dia o bom rei minos preocupado.
Foi tal o esquema que nesse labirinto prendi icaros para eu poder ser, e aos poucos a minha trama essa tornou-se mais vil. Seu pai que era um afamado artista e engenheiro nas artes de construtor com promessas, prendi os dois, assim teria novos horizontes novas cores para as vestir, do acordar de desejos adormecidos de ditador.
Sabes, era doce icaros mesmo preso no seu olhar que sempre era verdadeiro, convencia, mas os rumores que espalhei personificavam-no como o mal e nascia uma nova forma de se olhar para icaros. Ele nem dava conta da trama urdida.
Sabes nesta bacia em que existimos controlei o comércio, e como  as ideias daquele vil democrata, pelo comercio das privatizações virei democrata ditador. Monopólios controis especulações faróis de enganos.
ARIANA
Bem isso foi quando, já nem tenho força para mover as agulhas, o que escuto já não sei se é história ou nela te vejo e se assim for, sabes, surpreendente são tuas entranhas, que na tua negação, não das oportunidades de esperança, e apenas te transformas na vingança da paixão condena a quem sempre tudo deu para seres o grande e senhor.
Valha-me a tiara de meu pai, que também eu já no labirinto estou.
MINOS
Não temas pequena.
Sabes icaros era sonhador trouxe o significado de utopia de democracia, que a ordem perturbou.
Sim esteve preso, aqui com seu pai, ai o pai, engenhoso, (e rindo continuou), o sonho foi tal que planearam a fuga pelo ar, outra façanha a do icaros, trouxe o desejo de voar ao homem, que pretensiosa ilusão, sabes com as penas das arpias fez asas de gaivota, e com cerra de uma colmeia que num canto do labirinto as abelhas tinham construído o seu lar, usaram a cerra para unir as penas,  dando asas ao sonho de voar e assil do labirinto escapar, dos destroços  com os desperdícios trouxeram o sonho a utupia do horizonte. …..
Bem…. Onde ia, … há simmmm….
Construíram asas, para a fuga, e os dois criaram uma espécie de delta planador,  como escondiam o trabalho nem os guardas sabem explicar, mas as noites eram de breu, de tanto breu, que decidiram escapar de dia, nesses dias o calor chuva e lá fugiram naquela forma de planar, sabes mas o calor e a cera nunca foram boas amigas e pena a pena as penas se foram desprendendo, alguns pescadores dizem que aindavam em círculos ha sua volta as arpias tentando-o salvar da queda, e mal caíra no mar, morrera icaros, foi o meu bem amado que assim me colocou neste sonho também ele condenado.
ARIANA
E o pai?… que historia, …. E parecias tu com carra de quem perdera algo com icaros e a tristeza te abraçava quando o nome dele pronunciastes, …..
MInos
Ate fiquei mas a sua fuga essa impede que sinta alguma pena, ele apenas tinha que deixar de existir, mas há penas se as há, de arpia, com a sua morte depressa descobri que a ilha onde estava se parecia bem posicionada afinal não o estava. E aquela ditadura do privado comercial começou a correr muito mal. Olha e agora aqui estou também olhando para ti numa condena sem ser condenado. A minha pena, aquela que guardo das asas de icaros daquele que amou e nunca fora amado apenas usado. E a única que se atraganta na minha garganta, se ao principio dele gostava depressa era uso da minha ambição.
ARIANA
Repulsa sentem as minhas entranhas, … se pareces doce, … algo de tenebroso agora se faz sentir, valha-me a tiara lembrança da família, pois se soubesse o que tu tens de vil outro negócio encontraria, para alguém que nos tempos tem por missão ser vil.
Minos
Sabes … há uma lenda que fala da vinda do icarus, as canções das arpias dizen que ainda seu espírito em forma de criança conseguiram salvar, salva pelo bico de uma, … arpia levou-a para encarnar.
Nem calculas quantas espiões e explorações encomendei, pois se reencarnar de novo se com este ou outra parecença o mesmo fim lhe quererei dar.
Ariana
Mas isso é doença, … isso e o breu sem esperança … é a seguira da vingança que condena tudo e todos na mesma esperança.
Minos
Não, … não é ele é sempre a esperança, ele tem o dom de fazer sonhar, senhor da utopia, do sonho, o cavaleiro sem trono sendo o rei herdeiro que há que usurpar.
Ariana
E tu na ditadura sempre perpetuado, ele trás o sonho e tu aniquilas, por amor toda a condena do maior e do menor.
Olha vou-me … perder nesta engrenagem grande domador, …  castrador dos sonhos que ainda mal formados contigo nem podem voar, coitado do Icaros trouxe ao humano a capacidade de sonhar esse prometeu do fogo interior o da esperança o fogo que faz acreditar no poder ser melhor. Criar.
E prendes condenas por ciúme inveja, colocando como pretexto o amor, ou por acaso nunca ouvistes falar que amar também é libertar.
Mas tu não, … nunca amastes para ti ele era o dono do touro, o herdeiro de zeus que tu querias apenas apossar do seu bem tornando-a maldição.
O relicário dos teus caprichos carmim, com traços azuis, pois emfim, …. Que historia que fim,
MINOS
Fim não pois ainda há muito que contar, farejo-lhe o rasto mas ainda não veijo a forma agora diferente cautela redobrada terei que tomar
ARIANA
E passados estes anos ainda andas na vingança, será que não te deixou nenhuma semente um possibilidade de sonho para tornares esse coração melhor sem tanto rancor e amargor.
Quanto tempo dura esta história da amargura?
MINOS
Se na época desse olhar ainda nas memórias o pó mal descansava o seu tocar agora já nem os tomos das memórias se vêm de tanto pó sobre elas repousar.
ARIANA
E sois vos o bom, curiosa forma de analizar,
MINOS
O não sejais tam complaciva, será que com a historia caiu o desejo de ver o mundo melhor.
Se soubeces os momentos melhores, pequenos pormenores da sua personalidade daquela criatura
Se trouce o sonho o mero facto de nascer pos em causa o meu eu,
Sabeis depois de tanto tempo descobi que o pobre coitado nas suas origens teve um canto fadade, pois como horaculo anunciava tinha sido formado para ser estandarte do mundo melhor. Das utupias, mas fadado foi e estava já há nascença condenado a ser sempre criança enquanto permanecesse assim eu não poderia satisfazer a minha vingança.
Vivia sempre explorando a terra na caça da vingança.
ARIANA
Não entendo não mas que ódio +e esse que torna vil a razão.
MINOS
Sabes ao prencipio tudo era muito bonito quase perfeito ate que ao andar no mercado apercebime que quem por par chamara era cepa de olimpos perna do sagrado altar.
E ai soube , que nestas historias de reinos sepas todas quase sempre saem da cepa primeira, e prova dos nove feita, cheguei a conclusão que ambos éramos erdeiros, nmas com a vantagem, pois ele não sabia que era ele o erdeiro.
E se casei foitudo por esquema pois sabia quesairia da minha beira e pensaria que já não era digno do meu olhar,
Mas via esperava, tudo que pretendia o prazer de o ver fracasar era o meu bem de estar. Ddesfazelo aos poucos  devagar devagarinho.
E quando ia ao oráculo  as respostas eram a meu mando para melhor poder ver, nem calculas o prazer que sentia a cada queda.
Ate que caiu
O meu prazer ai foi desencantado fiquei aargurado, o prazer que tinha tinha desaparecido
Mas depois do que ouvira, fezme acreditar em voltar a encontrar para o ver cair, esse é o eu prazer,
ARIANA
Mesquinho vil, que tristezas, mas que divida teriam os meus pais para vir aqui parar.
Olha vou dar uma volta vou andar apanhar uma brisa que se paceie por este emaranhado e assim esqueço o que ouvi da tua boca pronunciar. Pois só me provoca temor, e dor.
MINOS
Princezinha tem calma
Ariane
Cala cala por favor, deicha de mostrar teu vil interior antes olhar metrias de padrão que desvendar esse coração.
Minos
Já que uma volta vais dar parto também nos meus afazeres, o princesinha são estorias das memorias que a poeira quer esconder
(mas a estas palavras ariana já se perde na estrutura, esta move-se e comessa a nudar de forma )
Minos
Historias,… historias que contar
Memorias que ate a memoria mal as quer recordar, mas ela ela não sabe ainda, tam linda, pois ela é a chave da minha redenção, ela princesinha (….) não devia ter dito nada (em outro ton de voz, nada absolutamrnte nada, as queria provocar, queria picar,
Queria ver se nessa memória encontrava la o que quero vislumbrar.
(andando desaparece no labirinto)
Entretanto ariana reaparece como se andasse enre as paredes do labirinto brincando com uma brisa.
Ariana
Menos mal que por este lugar a brisa costuma brincar, e a sua frescura será calma para tanta amargura que acabei de escutar. Mas se minos contava esta historia algo quereria, pois se tudo aquilo for verdade, de certeza que tem trono em Hades, ou capacidade de julgar.
(Nesse instante uma voz ecoa servindo-se da brisa por mensageira)
Teseu
 Uzando a brisa por mensageira,
Ariana …… Ariana…… Ariana….. olhos que prenderam os meus……
Ariana ……. Doce Ariana…….


Ariana
Mas que voz melosa é esta que se serve da brisa para minha atenção cativar.
Sim … quem me chama quem da brisa se serve de mensageira para curiusidade no peito o coração fazer despertar?
Quen sois, que quereis….. porque meu nome chamais … que quereis, …..
(baixinho, como se falasse para consigo)
De certeza que é meu pai ou algum mensageiro por ele enviado …. Será Hermes… com novidades do comercio de esponsais que fez com que viesse aqui parar.
Hoo deuzes todos atendeime nesta noite onde por brincadeira conheci quem tenho há beira e no peito trás um vil curação.
Teseu
Ariana… Ariana… sou eu…. Teseu…
Ariana
Eu quem… quem  esta ai que não vejo nem vislumbro nem na clara luz nem nas sombras  desta tarde quase noite a despertar
Teseu
Sou eu … sou eu teseu
Lembrai-vos? …. Teseu …. Conhecemo-nos no palácio, …..
Ariana
Há Teseu … claro que me lembro….
(baixinho, como se falasse para consigo)
Teseu o cavaleiro que no palácio vi pela primeira vês, tinhas sido um dos cavaleiros que argumentou para não me entregar ao Minotauro …
E que fazeis … Teseu…
Teseu
Bem por aqui fiquei costumo passear em volta das paredes do muro do labirinto , e hoje parecendo-me a mi que vos sentia decidi teu nome chamar, nesta flma que me invade o peito desde o dia que sobre vos poisei meu olhar.
Mas aproximai-vos do muro pois uma frincha tem e escusamos de estar a gritar.

Ariana
(ariana dirige-se ao muro e acaricia-o e com os dedos encontra a frincha pela qual Teseu fala)
Sim será melhor nem nunca me tinha apercebido que neste murro havia uma rachadela discreta, fresta, pode ser janela por onde a voz de quem passa me pode trazer rumores novidades desse lado que já há muito não consigo vislumbrar.
Teseu
As coisas pouco mudaram, … e as que mudaram foram nas medidas inversas do compensar, corrigindo erros para não se voltar de novo a pisar a mesma poça.
Ariana
Mas dizeime teseu, como esta a corte, e sabeis algo dos que pela nascença tratava por família do meu amar?
Teseu
(toce em sinal de que ira contornar a resposta esquivando-se da verdade)
Há Princesa de vossa família so os rumores, pois poucas vezes sou convidado há corte, sabeis ainda eu também ando na progura, para mim ainda não terminou o dia em que vos conheci, e como esse dia ainda é presente deve estar tudo igual, e o que estava bem continua bem e o que estava mal de certeza que com o dia sempre presente algo calculam para corrigir os erros desse passado ainda presente.
Ariana
Sabei desde que para aqui vim não sei nada dos que por amigos tratava, ou por companheiros do divertir nas hociosidades do existir. Nada nem carta dem emcomenda nem recados pelo ar, mas vos vos por surpresa que so em uma festa de apresentação pousei o olhar, fostes mais amigo ao vir para aqui e tentar comigo falar.
Há teseu nem calculais, entregue a um jogo onde o seduzir se comfunde com o procrear, e onde quem me prende confusa nos sentimentos me faz ficar, pois a sua presença única que comigo por direito utiliza o termo cuabitar, me inflama o peito, mas noutros encheme de tal surpresa que me sinto a ofrenda em labiríntico altar, e se espero ser devorada nem beliscada ainda, so me pediram para tricutar.
Teseu
Ho… ariana cárcere das solidões, privada dos olhares.
Sacrificada para deleite para quem exclusividade apenas aceita associada ao amar, já me diceram que o labirinto, e o mais alto patamar do ciúme do seu construtor pois prende nele só aqueles que lhe fazem pronunciar  Amor

Ariana
Que dizeis, …  amor?
Que estranha forma de amar
Aquela que priva do mundo o olhar
Tendo por companhia as sombras das horas
E o carcereiro
Nas sombras da sedução
Tentando sobre ele chamar a minha atenção
Tendo o ruído do mar, musica do enamorar
E seus olhos azuis a agua exclusiva onde me posso banhar.
Teseu
Princesa dos suspiros das incertezas,
Que po amor apenas tendes o sonho cavernoso do estar
Sem saber das artes do amor
Esperto Minos que vos pôs a tricotar.
Ariana
Que dizeis …
Que tem a haver o tricotar com o amar?????
Teseu
Companheirismos do aconchego das tardes calmas dos casais
Onde ela no tricotar constrói o enxoval
 E ele ajeitando o fogo da lareira
Enche as alegrias do futuro
Esperando sentir
Gargalhadas a ecoar
Dos rebentos dos silêncios a semear.

Ariana
Não vos entendo
Nesas melodias que acompanham também o embalar sonoro do mar
Que existe para la deste muro
Que só sinto pelo som
Mas não repouso sobre ele o olhar.
Teseu
Ai ariana
Princesinha
Que moeda de troca
Ainda nem abristes os olhos
Já condenada a não ver o sol há porta
Tendo apenas o amante
Como sol da vossa alegria, sendo ele a vossa noite e dia,
As certezas da incerteza
Da sua companhia
Ariana
Ho teseu  cavaleiro preseverante, que nada vos fés desistir e preseverante aqui estais sonrozando as faces e com nadas a fazer-me feliz.
Teseu
Mas que negativa estais quando podeis ter mais.
Ariana
São das histórias do tempo ocupar, se algumas me derretem como manteiga outras endurecem-me como manteiga na geado no inverno do privar.
Teseu
Mas contaime de vos Princesa que fazeis
Ariana
(com vos aborecida)
Tricoto, camisolinhas
Ou sainhas
Coisas para o tempo ocupar
Linhas novelos por companhia
E Minos e suas investidas
Para no cativeiro me cativar
Teseu
Linhas
Novelos
Novilhos futuros quereis dizer
(e ri)
Ariana
Novilhos, não entendem
São linhas senhor apenas linhas
E dualidades de cativa e carcereiro nos galanteios do amor
Teseu
Linhas novelos
Sinais que deixam rasto ao passar
Se linhas do tricotar
Também podem ser linhas da figa
De quem cativo com elas
A fuga pode montar
Ariana
Fugir daqui com linhas
Que dizeis
Teseu
(Rindo)
Hooooo…. Princesa tantas formas que a fuga tem
Olha para nos
Aqui por uma frinchinha
Sem nos tocar
 Quase a prenunciar cantigas trovas do amar.
Trovas musicais
Onde um muro sabe a cama e beijo
Sabe a mel e fel
Sabe ao desejo de estar sem poder tocar
Ariana
Que dizeis Teseu
(esta dialogo e acompanhado por um teatro de sombras no muro, Teseu nunca é visível pois o publico aciste só ao que se passa no interior do labirinto, esta cena é sempre acompanhada pelo som do mar como musica de fundo, ou musica que utiliza a cadencia das vagas para produção sonora, ou usando  o som do mar deixado nas suas diversidades sonoras de choques para se criar um remix sonoro como fundo tendo a ondulação e a cadencia de ondas como ritmo cadencia e o barulho dos choques do mar com a areia pedras , o seu enrolar)
Teseu
Ariana brinco com o prazer de vos ter
E por esta frincha
Tentar imaginar
Dizei-me que fazeis….
Ariana
Remato a sainha que fiz com o meu tricotar
Esta engrassada
Amanha já a posso estrear.
E vos teseu que fazeis
Teseu
Estou aqui encustado a este muro
E com um canivete
Enquanto convosco falo
Tento esculpir nele
A tua imagem
Que sempre guardarei na memoria
E no recordar
Ariana
Que engraçado
Vos esculpis
Eu tricoto
E como me surpreendeis,
Nunca calculei que um cavaleiro pudesse ser escultor
Engrassado imaginar
Vosso peito armadura de bronze esculpida nas artes do fogo e do moldar
De canivete na mão
A madeira do vosso bastão a minha imagem nele gravar
Teseu
nem eu ariana nunca calculei que uma princezinha
Tricutace nas cortes de minos no labirinto do ciúme
Nas artes desconhecidas do criar
Mas vesti a saia
Para vos poder imaginar
Já que não vos vejp
Posso assim
Sabendo que a traseis
De olhos fechados
E de peito aberto na imaginação poder assim vestida vos abraçar
Ariana
(veste a saia, e fica só com ela vestida, pois não diz a teseu que andava nua)
Pronto já esta vestida
Já ne tinha esquecido da lã
Teseu
Princezina estais linda
De sainha de lã
Falais de tato
Carícias que vos gostava eu de fazer
Percorrer vosso corpo mulher
Ariana
Vou ter de a tirar rematei a saia mas ainda não cortei o fio do novelo e com este vestir e passinhos com ela dar dentro de pouco caio, e não tenho nada para a linha cortar
Teseu
Fazei passar uma pontinha do novelo para ver a cor da sainha e assim saber o tacto da lã que cobre a princezinha
Ariana
(esquece-se de tirar a saia e agarando numa das pontas do novelo tenta enfiar pela frincha da parede)
Que difícil tarefa
Parecia mais fácil
Se grande para a linha parecia a frincha,
Difícil se torna a tarefa
Para a linha te fazer chegar.
( demostrando dificuldae a passar a linha pela parede ate que diz)
Já ves a linha
Já conseguis toocar
Teseu
Sim princezinha
Já seguro a ponta
Bela cor e bom cardado
Macia suave
Boa ao tacto
Que so de pensar
Fico também eu sonrozado
Ariana
Ho que dizais.
Que sonrosada também eu estou a ficar
Entretanto a estrutura comessa a trasformar-se
A luz comessa a ficar mais tenua
E ao fundo parte da estrutura parece uma torre farol que parece encimada por uma fagulha e produz um som  como se um touro estivessa na noite a encher o seu canto)
E tarde  …. É tarde já o farol do labirinto se vê e o canto do touro marca o teritorio no brei dizendo que o que esta dentro do canto seu é. Vou até um dia,  que vos sinta por aqui
Teseu,
Ate amanha pois aqui será o meu canto do outro lado do muro sempre a vos esperar
Ariana
Se o assim dizeis parto que o canto me chama
e não quero trasformar a noite que comessou calma no pranto da tarde
que nublou a minha alma.
(ariana sai a correr o palco vai udando conforme anda e corre, e chegando a umquase ao outo estremo do palco onde já se pode ver minos que entretanto reaparece com as mudanças das divisórias dasse conta que ficara sem saia que trazia vestida e ficara a linha a marcar o trajecto até a parede, ela ainda se agacha para tentar voltar enrolar a linha mas entretanto ouve-se a vos de minus)
Minus
Que fazeis viavos a vir a toda a pressa e agora retrocedeis
Ariana
Olha nem sei ando com as linhas os novelos, sempre comigo e coloqueime na parede a tricotar  que nem dei pelo tempo passar, so quando ouvi o farol reparei que a tarde dera lugar a noite e com o acoite da sua chegada pois estava atrasada nem me dei conta que deichara cair um novelo e agora tenho a linha espalhada e preparava-me para voltar a enrolar,
Minos
Desculpa com as historias, que te amargou o entardecer senta.te aqui a meu lado que o fogo luz para a ceia vou acender.
Sentai-vos pois deveis estar cansada de tanto correr,  e sentada podeis de novo enrolar o fio sem vos ter de cansar.
Ariana
(senta-se encosta-se a parede e minos entretanto com um acende o fogo  aprocima dela um pano que trás umas vazilhas de barro co a comida e outro com a dele.
Bem bem tento voltar a dobar a linha mas dene estar presa em alguma esquina que será melhor ne puchar pois se,… se parte vai ser difícil o resto voltar a encontrar
Minos
Então deichaia estar
Amanha tempo tereis para voltar a dobar a linha que se dezadobou, pois tempo amanha tereis que ocupar,( e ri)
Sabeis assusteivos com a historia do entardecer. Mas para vos copensar
Enquanto comemos
Outra historia
Vos irei contar
A que fez com que esta ilha fosse meu lar.

Ariana
Bem minos se quereis
Mas cuidade com a historia que escolheis pois a desta tarde meu smblante de amargura sombra provocou que menos mal que com o tricô e a linha me consegui acalmar, e com os murmúrios do mar poemas da distancia que não vejo, mas posso imaginar, fés desaparecer a sombra que cobriu o meu semblante , do vil coração do minos e icaros que me deichou muito a pensar.
Minos.
Sabes minha família Minos que deu origem aos Minoicos sempre existiu e em todas as historias que vos contei e que vos irei contar o touro ou a vaca são centrais, pois a nossa cultura tem o touro como referencia, se em primeira pessoa a conteina dinastia dos minos a tereis que encaixar
Minos, somos touros deste lugar, descendemos do touro primordial,
(olhando para o lado e pegando num poico de esva diz em susuro, há ver se a engano assim com vários minos sendo sempre um)
Pois como te dizia  minha mãe Europa era uma bela mulher roliça ágil que um dia, passeava junto ao mar, quando Zeus que aqndava por ali ao vela escondeu-se e observava-a,  sua beleza era tal que sentiu  uma grande atracão por esta, e decidiu conquista-la trasformou-se num touro e correndo na praia possante dando gerra as vagas do ar conseguiu cativar o olhar desta pois espantada e adeirada por ver um touro a brincar na praia, este ao ver que ela o contemplava, comessou a andar calmamente pela praia pela humidade onde o mar se desfaz na areia, e conforme se aprocimava deu-se conta que era enorme, mas como o medo tomou conta do seu ser, ficou imóvel sem se conseguir echer.
E contava ela que para sua ademiração, o touro deitou-se a seu lado e calmo assim ficou ou então movia-se há sua volta e voltava a deitar-se ou a seus pés ou ao seu lado,
E tal jogo fez com que ela perdesse medo do touro, e aos poucos comessou a acaricia-lo e a fazer festas e este tornara-se amistozo. E de tanta carícia e rebolar na areia decidiu subir para o seu lombo e este ao sentir que ela estava sobe seu dorço, comessa a correr, ela só teve tempo de se agarrar aos seus cornos, para não cair, e para seu espanto em vês de correr ao longo da areia, comessa a correr sobre as ondas do mmar e vieram a esta ilha parar.
Ela contava que ao chegar há ilha, ele parou e ela a tremer desceu do seu lombo sem saber onde estava,e olhando-o sem saber se temer o touro ou o que fazer o touro transforma-se na figura de Zeus, esta ao reconhecelo e sem saber o que fazer deichou-se levar e nesta ilha viveram, ela teve de se habituar a estar sozinha pois ele desaparecia mas sempre voltava.
Da relação teve digamos tês filhos, e oferecera-lhe o cão, para tomar conta dela durante uns tempos, o cão era icaros,  as preocupado com as suas ausências deulhe uma lança, para caçar e pescar, e como o cão era bom , enviou um homem da sua confiança para vijiar a costa e ajudala a criar os filhos e o cão
Dos filhos um foi minos que nascera meio homem e meio touro, mas um dia Zeus decidiu que este seria alem de seu filho so humano pois ter de ser meio homem e meio touro seria desagradável para procriar, e num ritual com a ajuda de poceidon na praia o touro é levado para as prefundezas do mar, ficando poseidon entrege deste sobe a forma de um animal marinho.
Mas nesse dia hera desconfiada aparecera e perguntar quem era o rapaz, Zeus para não a provocar disse que era um humano que ajudara mas poceidon nesse instante para o protejer e ter uma divida a cobrar a Zeus disse que era seu filho e que Zeus a seu pedido estava a ajudalo a transformar em humano. Mas ficando com atributos divinos desde que pedisse a poseidon a sua ajuda.
Mas hera que era desconfiada disse então, deichai-me também ajudar pois pelas artes meu sinal vou deichar, e como sinto que o cão filho de Zeus por aqui marcou o seu lugar, no dia em que estes se encontrem , que este jovem cobre todas as virtudes com que nascera, e se tiver de viver meio homem meio touro, que tal aconteça, mas com a particularidade que este so se transfore em touro durante a noite.
Ao ouvir isto Zeus preocupado, decidiu mal desapareceu hera, pegar no cão, e trasforma-lo em humano mantendo escondido todos os atributos do pai, mas como Zeus era de condição divina criara para o cão uma personagem que pasaria a ser seu pai, e com a ajuda dos outros deuzes e dos afazeres vários foram os deuzes que se fizeram passar por pai de icaros e ajuda-lo a crescer e a criar,houve que dicece que apesar das limitações do cão este era engrassado e ademirado e havia mesmo competição para estar a conviver com este disfarçado.
Ariana
Que historia a da tua família, touros cães, noites dias, labirintos, e mais as historias que terás para contar, …
Pelo menos foi mais trancuila e meu sono não ira perturbar,
Minos
Veijo que já ceastes e nem as agulhas pegastes para o tricô,
Descansa que vijio pois não quero que sombras te possam perturbar, nos felizes sonhos que te deseijo há luz do foco do meu olhar.
Ariana
Bons sonhos para ti também.
Ou boa vigília
E enroscando-se adormece
Minos
(minos senda-se perto desta e contempla-a, depois tira um canivete de entre as coisas da ceia pega nu pau e comessa a trabalhar com o canivete no pau, murmurndo)
Trabalho das insónias
Contemplação do prazer
Ela dorme a meu lado
Ama-la com os olhos,
Nas fagulhas do fogo a crepitar
Labaredas do palpitar dos prazeres a contemplar
Tanto para dizer
E bruto, no falar onde amor de tão sentido
Pronúncia cavernosa,
E com a falta de pratica onde beijos querer dar
Cortes de canivete a picar.
Que destas entranhas nas astúcias e manhas aos poucos te irei conquistar.
Rudeza também se pode domar,
Na sombra do olhar
Que terno me deixa a contemplar

Meu prazer em tuas mãos
Fios de la no tricotar
De suas mãos delicadas
A cada ponto por mim beijadas
Nos laços do futuro a criar
E eu com prazer na vigília
Empunho o canivete no meu trabalho de amar
Lascando assim o futuro fio no trabalho de canivete e agulhas,
Infantes sonhos do verbo amar

Touros azuis,
Primaveras do mar
E nas vagas da paixão
Se a condeno na reclusão
Minha condena nas suas mãos, … futuro
Do trabalho das artes da suprema criação
Canivete agulha
Flores na primavera do mar,
E aos poucos o palco começa a ficar iluminado
As chamas cada vez mais ténues
(Ariana desperta espreguiça-se lentamente e vendo Minos  ali acordado entretido diz)

Ariana
Bom dia,
Que fazeis entretido
Para o sono não vos beijar,
Minos
Beijos tantos nesta noite
Sentidos ou imaginados
Entre os palpitares das chamas que iluminavam vosso descanso e me prendiam o olhar.
Esticando o braço, oferece-lhe o que fizera com o canivete durante a noite,
Que bonito,
Flores em madeira
Desconhecia tal habilidade
Vedes como nas calmas outo vos tornais
E ate me surpreendeis
Mimos de minos ao acordar
Surpresas que nem nos sonhos esperava,
Isto sim é surpresa,
Neste dia a começar.
Minos
Ficai tranquilas e tranquila continuareis se de mim depender, vou buscar púcara para café poderes beber
( sai de Sena e volta a entrar com uma panelinha em ferro de três pernas e preparar o café aconchega o fogo, dos panos que embrulhavam  a cei tira um saquinho com o pó do café e duas tigelas, e começa a assobiar)
Ariana
Contente estais neste amanhecer
Minos
Flores a esculpir, mesmo na insónia é um prazer
Já quase esta, há (pega num cantil e verte um puco de agua na panela onde faz o café, e retira a panela do fogo, e brincalhão diz)
Decantares, cantares para que a borra não amargue
O sabor do café e estrague a manha
Da noite dos prazeres.
Ariana
Estou surpresa,
Com vossa disposição
Se ontem coria foribunda
Hoje afagas o coração
Minos
Mimos de minos para compensar e galanteios pela manha so trazem pronuncias de prósperos futuros e prosperar.
Ariana
E que fazeres os fazeres das horas vos requerem
Deixai-me perguntar
Para as minhas horas poder programar
Minos
Terei de ir ao palácio, afazeres, da fazeres a tratar,
Negócio que há que burilar
Ariana
Porque não me levais
Gostaria de ver minha família,
Já que o dia com carinho ameno tornais
Tal carinho podes prolongar
Minos
Agora (?!) não…, ainda não …. é o dia não…. Persistis (?) …. e não insistas no pedido
Pois não quero fazer do teu pedido motivo de motivo para o dia te perturbar.
(agacha-se, arruma nos trapos os despojos da ceia e do dejuar, pega na panela e prepara-se para sair de Sena olha-a e dis:)
Não temais, em breve, ireis para o palácio, ficai bem … em breve, antes que possais sentir a minha falta já aqui estarei.
(Minos, pega nas coisas e começa a andar, ariana agarra na ponta do fio e começa a dobar as paredes do labirinto movem-se criando uma divisória entre os dois, minos encosta-se há parede da divisória ficando de costas para ariana, ariana com a la dobada encosta-se também a parede ficando de costas, são duas divisórias paralelas a de minos e a de ariana)
Ariana
Que manha que dia, coessares parece que ao acordar outro ser me veio saudar, mas nesta leda manha inquietação sinto no meu coraºão, sinto-me calma mas dentro do peiro uma comichão de inquietação, já nem sei o que pensar, e ando neste dobar do ocupar as horas, rituais dos que sem saber enamora ou faz reviver novas horas, mas esta manha, que calma pernuncio de agitação se onte bradava cheia de decepção ao seu neste moento calma, que estranha sensação a de minha alma. Nesta dualidade do sim e do não.
Minos
Que agitação sento, pois conheço o que ela nem desconfia acordo quente da noite e já a manha esta fria nesta calma ou desta sensação, que mal posso pronunciar, só de pensar na verdade, se onten ela ficou forios se a verdade pronunciar, mas com a historia de onte ela se se pusece a pensar poderia desconfiar, das trevas que caem sobre nossos olhares.
Tremo só de pensar pois quase lhe disse ontem tudo mas como a catadupa foi grande, de certeza não fez a relação.
Ariana
Seu olhar não é de amante, nem de quem arrebatotos no peito os suspiros me quer provocar, sempre foi paternal na sua forma de tratar, nem nunca fez iniciativas das de conquistar o coração, pelo contrario sinto-me a ele ligado com um carinho dual que não posso dizer não.
Mesmo quando me provoca a fúria na alma, olhando o seu olhar, por muito furiosa que esteja nunca consigo um não pronunciar, pelo contrario por vezes sinto compaixão.
Minos
Destinos dos ciclos dos que tem um pai comum, Zeus, sempre Zeus, que deu toda esta confusão, Zeus não, a humana ambição, uzurpar, ter poder, e tantos os  esquemas que de pontos perdidos e do bordar quando damos pelo desenho, ademiração,
E ai compriendemo que o lado vil do nosso interior, mas é nestas curvas da vida onde contrapontos faz pensar na dor no amor.
(com ua das mãos acaricia o muro mas sempre de costas, ariana faz  o mesmo)
Ariana
Mas se sinto amor a dor anda a seu lado, dois destinos ua historia que temo na procura a verdadae encerada.
Minos
Princezinha como temo
Se não fosse esse o meu teor
Que a verdade te lasa cair na nostalgia
Nas reclusões do interior
Tramas do tear
Que a todos cruza, e se pensamos que no individualismo teos uma recusa
Tudo se cruza no tapete dos destinos que todos fios o tapete estamos a formar.
Este com tantos buracos
Da cobiça e do apropriar.
Esta reclusa a que o destino me deu
No labirinto das transformações
Faz-me sempre rever a história vil foi tantas vezes a razão.
Manos mal que não fez com as histórias de ontem as conexões das suas interrogações.
Ariana
Continuemos o fio a dobar,
E nestes meandros confusos,
Deixou o caminho traçado
Para o fresta dos sussuros novidades
Do que vive para la do muro
Do mundo que me foi privado de olhar
Minos
Andemos para o Palacio,
Pois a hora já não faz efeito
Se de dia condenado a rei
De noite touro
(tira o capacete o capacete pode ter cornos)
Que fado de condena nos ciclos das trasformações,
Menos mal que ariana
Não associa o touro ao rei
Senão ……
Prefiro nem pensar
Pois o rei e o guarda, nas dualidades do destino
Dos buracos do tapete
Que os jogos da vida faz.
(Minos sai de cena, Ariana anda em direcção a frincha dobando sempre o fio.)
(No fundo do cenário começam a aparecer nuvens e sombras. Vê-se a queda de Îcaros, as gaivotas em seu redor, e uma trás uma criança no bico, as sobras e as nuvens que contam a história deslocam-se e a gaivota que leva o icaros criança desaparece no local onde esta ariana como se dissesse o icaros é ela.)


(Ariana dobando o fio chega ao local onde esta a frincha e tinha falado com Teseu, e ao dobar o fio já no fim e junto a parede pucha por este e nota que este esta preso, volta a esticar e sente que do outro lado esta alguém também a esticar)
Ariana
Quem esta ai? … que não me deicha terminar de dobar o cordão, (do outro lado voltam a puxar o fio) quem pucha assim dando-me a mão sem se ver.
Teseu
Ariana es tu? … sou eu Teseu
Ariana
Olá Teseu mas se ainda é tão sedo e já andas por aqui a passear?
Teseu
Nem daqui sai, e junto desta frincha a vigilar, se dormia via o teu olhar se acordava procurava no vento da noite escutar o teu respirar embalado pelo sono, e com tanta ânsia de te ver, decidi aqui ficar.
Ariana
Há Teseu…. Teseu, … que olhar foi o teu que prendeu o meu e mesmo assim estamos aqui em trocas de palavras querendo sentimentos que a reclusão não pode concretizar.
Teseu
Concretizadas ou não aqui me tens e se não te posso sentir a mão seja o fio a carícia que realize e concretize na ilusão o que este muro me impede  deconcretizar a carici que o fio meio me faz achar forma de com tigo me unir.
(o palco volta a mudar, do outro lado entra minos que começa a estender um paninho no chão como se preparasse um piquenique)
Ariana
Ainda agora aqui cheguei e já alto o sol parece estar, vou ter de me ausentar
Teseu
Esperai ariana ….
Alguém vem ….
Ariana
Que passa … que se passa … para este sobressalto …. Dem deixa-me dar uns saltos se também vejo o cortejo ….

Minos
Ela ainda deve andar por ai entretida,
Nos meandros, do perder e se encontrar,
Se meus planos e dos deuses correrem como o esquema do plano, Ariana encontrara nova forma de estar.
Teseu,
Por Zeus, …por Zeus , escondo-me princesa, que nesta direção se aprocima um cortejo, coisa estranha,…., pois neste canto o mais inóspito  virado para a praia nenhum cortejo costuma  nem ser humano tem o habito de por aqui andar
Ariana
Como assim…. Esperai….
(esta tenta subir o muro…)
Teseu
Deixo-vos suspenso um beijo
             Vou sair deste lugar para não desconfiarem
Mas em breve voltarei
(entretanto ariana consegue subir ao muro, colocando a cesta no cima deste mesmo a tempo de o ver, o cortejo aparece no muro em sombras.)
Dionísio
Que formosa menina em pedestal colocada que fazeis ai longe de todos, perdida ou achada?
Ariana
Sou ariana senhor, e estou aqui reclusa dada de prenda a minos para este não fazer a vida dos outros confusos
Dionisio
Há sois a princesa moeda dos erros do passado no presente a pagar diz-me menina e como o tempo estais a matar
Ariana
Perdida nos meandros
Tentando fugas do eterno estar, se fuga tento estou sempre dentro
Se conformo
Olhem senhor
Pegando na cesta tricotar
Dionísio
E só trazeis na cesta lãs, e agulhas
Para ocupar o coração?
Despojada de tudo
Por Zeus digais não
Ariana
Não, ….
Não senhor…
Nesta cesta trago rosas de pinho
Esculpidas na lareira
Carinho ódios de recluso e reclusa
Para tornar amistosa as horas
Nos destinos da dor
Dionísio
rosas de pinho donzela
Dizeis?
Prendas nocturnas
Do tricotar
Ajudai a donzela a descer (dirigindo-se para os acompanhantes do cortejo)
Pois esta donzela que rosas colheu
De pinho sementes de Zeus
Em meu cortejo vivereis e a meu lado estareis pois meu cantil será também vosso
E rosas adamadas tereis
(ariana desce o muro, e integra-se no cortejo de Dionísio, o luz de Sena vai diminuindo e o palco da lugar ao farol de minos que passa a ser o único elemento do palco, que ilumina a sala como se fosse a luz de um farol, e ouve-se os mugidos de um touro como se fosse um lamento, a figura de Minos que estava em cena fica tapada pelos movimentos do palco que dão lugar ao farol)

Fim


SINALETICA PARA AJUDAR A LEITURA
Resolvi manter os sexos da historia original, ariano era para se rapaz, e minos a vaca sagrada, mas decidi escreve-la segundo o esquema clacico ate estava para por coros  a voz do povo o corro como trabalhadores alentejanos, mas ia ficar longo, e as vezes maçar com a obra dureza, jogo com  o touro Zeus e seus herdeiros, e ariana a erdeira ou erdeiro, mas como me acusam de tanta homossexualidade escrevi-a assim. A realidade sempre ultrapassa a fição da escrita e para se escrever sobre esse real que ainda falta existir existindo já coisa que ainda não aconteceu, as irá ter o seu tempo nos mecanismos de cronos, esta é uma historia de futuro sem rancores, que não convêm revela-la na sua plenitude, mas criar ou idealizar pela literatura uma narrativa, que há partida se da, a ver e encobre, pois narrar tem muito que contar.
Sempre gostei dos mitos gregos sempre gostei de narrativas, esta história é dedicada aos meus sobrinhos, que gostam de falar e brincar comigo, as dizem que os assusto.

Sibologias ou pequna orientação para as vozes.
….. Prolongamento da última sílaba
(…) Pausa
(texto) descrição de movimento importante, obrigatório, pois também é linguagem, apenas pontual deixando o resto para o actor adapta-lo a si e a sua expressão corporal.
(!) em tom de exclamação
(?) em tom interrogativo
Utilizo os mitos gregos para criar e recriar não tendo a intenção seguir a história original, utilizo pormenores que se interligam.


Sujeito a revisão
Mas publicado neste blogue nesta verção
Autor :
Paulo Santos


















































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