terça-feira, 26 de janeiro de 2010


Tendências


Ultimamente ando a por em dia o cinema, tenho recebido filmes que antes de visionar tem inscrito para sua pessoal consideração, e como tento cumprir coloco no blogue as ideias ou melhor as considerações do meu visionamento. O que me disse o filme ou as elações que tirei deste, se há filmes que te falam em especial, há outros que nem sabes por que ponta pegar para falares deles. Mas usando uma linguagem de enólogo a colheita de 2009 foi boa e a de 2010 promete.
Neste momento existem determinadas linhas condutoras que caracterizam os filmes, está certo que o fantástico domina e nesse fantástico subdivide-se, regressaram os vampiros, e todas as iconologias a que o tema implica têm filmes que rompem com a visão clássica.
É curioso que a utilização dos vampiros como recurso metafórico faz parte do imaginário e da história da humanidade, chupa vida em sertãs épocas vampiros depois da descoberta do adjectivo e seu uso. Mas sobre este tema escreverei numa outra altura sobre a filmografia que esta a aparecer ou antes a chegar para consumo.
Mas há também os zumbis, que trazem pouco de novo, falando das leis da sobrevivência quando há uma maioria zumbi que quer comer os poucos não zumbis.
Mas para mim apareceram uma serie de filmes que abordam uma prática artística mas abordada de forma diferente, temos assim a caixa
Onde podemos inscrever os seguintes títulos
Pandorum – filme interessante pois faz alusão a temas interessantes para serem explorados a caixas nave espacial que é uma espécie de arca de Noé.
Aborda a questão sobre realidade e percepção pois se parece um filme nas estrelas e durante todo o filme temos essa noção só no fim damo-nos conta que afinal tudo se passa num submarino.
A questão do espaço fechado e os problemas em viver nessas condições.
E depois o cerne da questão sobrevivência dentro desse espaço quando acontece um acidente nuclear onde os expostos há radiação alimentam-se dos não expostos.
Isto em traços gerais.
Triangulo - filme também interessante pois utiliza também a noção de caixa como espaço e depois amplia esta noção de espaço, numa primeira fase a caixa é o navio, onde aprisiona um grupo de pessoas
A questão do tempo, tempo repetido, ciclos, a noção de existência do eu com num determinado espaço-tempo que acaba por conhecer o seu eu no mesmo espaço mas em tempos diferentes estando condenado a repetir a situação tentando corigir no espaço a que se inscrevem as existências o ciclo vicioso de repetir-se.
Chegando a noção de que a própria ideia de espaço e tempo são elas mesmas caixas de clausura.
O tempo como forma aprisionaste do espaço e o espaço como forma aprisionaste do tempo e só com a noção de espaço e tempo se pode existir.
Star Trek – a nave caixa que viaja no espaço, numa aventura que questiona a hipótese da existência do mesmo ser no mesmo espaço em tempos diferentes.
Onde se viaja no espaço-tempo para se salvar a nave.
Terra – o planeta como caixa onde existem varia formas de vida e sobrevivência, planeta potencializados da vida mas em riscos de destruição por gestão de uma raça superior onde a sua cultura e forma de ser põem em causa a diversidade.
Podendo assim concluir que foram montadas historia tendo como referentes a ideia de caixa  para construção espacial da narrativa e a problematização da questão do tempo.
Já não abordo os temas que tem o real como forma de utilização inspiradora no processo criativo, onde jornais revistam isto é as narrativas noticiosas do dia-a-dia que servem de base para a construção da história.
Nem abordo a temática do processo criativo de uma história ser o pretexto da história, a história dentro da história. O fazer a história é a história.
Nem desenvolvo a questão do passado histórico como base para a recriação de criação no presente de novas narrativas, isto é histórias do passado que tiradas do contexto histórico e adaptara-las como historias do presente, o espaço histórico é o presente, no presente revive-se o passado adaptando-o ao presente.
Mas se metermos problematizações espaço temporais pode dar uma coisa explosiva.
Já sem falar na interpretação das histórias ao contrário ou invertida isto é quem é bom é mau quem é mau é bom quem matou é assassinado, quem morreu é o assassino. Utilizando as historias que conhecemos para subverter e conta-la levantando a hipótese da mesma historia em narrativa invertida. E ai dá pano para mangas repensar mitologias. Historias do passado histórico que marcam identidades civilizacionais.

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