segunda-feira, 28 de junho de 2010

Reciclar inutilidades em utilidades


Reciclar inutilidades em utilidades

Tornasse difícil catalogar por vezes a quantidade de coisas que passam pelas nossas mão e inconscientemente as colocamos no caixote de licho, tornasse interessante alem de elaborar objectos através do reciclar, meditar sobre o dia e sobre o que se fez durante o dia, nesse sentido proponho-me colocar num saco tudo aquilo que conscientemente e por vezes inconscientemente se coloca no saco do lixo, no fim do dia irei colocar poderemos dizer os despojos do dia a minha frente e analisando esses despojos terei que elaborar um objecto ou criar algo que me conte o que foi o dia. Nesse sentido estamos a tentar reutilizar tudo aquilo que nos parecia que era a mais e por isso ia para o lixo, para ser esse mesmo lixo através da minha criatividade e do meu sistema linguístico particular falar do meu dia, criando assim um diário visoal volumétrico ou plano mas onde o despojar e o pegar nos despojos para de novo dar origem a algo como processo de criação pertencendo o próprio resíduo pretexto expressivo do meu vocabulário para falar do meu dia.
Teste os resíduos por ex. o pequeno-almoço, onde ate as migalhas podem ser base para modelar. Mas o pequeno-almoço e os despojos dele podem ser pretexto assim para a criação de histórias, onde são os despojos que nos fala e contam através do sistema linguístico que vou utilizar o dar lugar a algo, digamos que ira ser o pretexto que ira dar origem ao texto.
Bem como as invisibilidades do rasto dos percursos, mascas do andar que muitas vezes nem nos damos conta do percurso nem da nossa pegada invisível na visibilidade de o fazer.
Por ex, o que a minha namorada deita ao lixo e assim monto uma historia que fale de ela, ou fale da relação entre os dois, dos carinhos das brigas. A cama desfeita que fala da noite,
E por ai fora, … alem de ser um processo de catalogação ira ser depois um processo de recriação.

terça-feira, 8 de junho de 2010


Outro pequeno-almoço



Quando a cozinha cheguei já o Goucha
Estava a falar, no programa que a mãezinha
Gosta tanto de escutar
Mas para meu espanto
Não havia ninguém
E ali estava eu nas indecisões do esperar e decidir-me
Comer algo para o estômago enganar
E para meu espanto dos encantos do sornar
Falava-se de poesia, e de quem gostaríamos de imitar
E nomes ditos
Fiquei a pensar,
E de um suspiro calmo
Olhando para o cigarro acabado de enrolar
Flor bela espancada sem paciência,
essa não gostava eu de imitar
Preferia a Correia da Natalia
Fatus d`alma anima
Onde Máter pátria a cada canto
Gostava de cantar
Olhando trópicos de Miller
Apologias de liberdade dos sexos a sonhar
Gritando que a virgem pariu
Mão dera há luz pois não é de um interruptor
Que estávamos a genuflectir
Nas contar do fiar

Sim que toda a mater pode ser vil
Nos sacerdócios do criar
E para asas de condor
Já nem com sonhos de amor
Tenho vontade nem de olhar
Mas quem espancou aquela flor
Dos adros da devoção
Por assim a respirar?

Há preferia ser mas nada sou…
Apenas um sonhador olhando para o pão e pó café
Dizendo hoje nem para comer
Tenho vontade
Em sagrada refeição de pão
Quando nem o estômago tem vontade de devorar
Vísceras ainda calmas
Decido-me pelo cigarro
Sonhando com filhas de donos
Ao lado de tabaqueiras
Tantas vezes cantadas onde ai com sonho acamava a alma
Guardando ovelhas nessa aldeia onde um dia descerra Cristo
Entre comadres da avareza das frias almas
Cantavam aves proclamando
Tomara que seja pastor.

E quem nunca em prados se deitou
Então perdeu a verdadeira poesia de Leda calma
Olhando as nuvens a em diálogos de amor
Sem saber que a seu lado Zeus na invisibilidade
Em Mater lhe transformava as entranhas
Dos suspiros de todo o prazer que semeia dor
E assim tomei o pequeno-almoço
Enchendo as entranhas de poetas

Nos jejuares da dor
ou das enchentes do sabor
pequeno-almoço
no altar da poesia
olhando já pá chávena
e alguém fazia cantar tachos
para o almoço da dor


De: Paulo Santos
Da serie poemas a uma chávena


quarta-feira, 2 de junho de 2010

Biblia, Mitos e criação


Se a Bíblia é uma biblioteca esta noção já deve ser sabida por todos pões é uma recolha de vários textos Livros que o seu todo formam a Bíblia. Não é do meu interesse questionarem qual a recolha de testos e que textos embora ache que existem textos apócrifos de suma importância pões dá-nos derivações das histórias oficiais, lembro-me neste caso de que à uns anos saiu o evangelho de Judas descobertos restaurado e descodificado permitindo a sua leitura e depois de se efectuar a leitura como curioso, dou-me conta que Borges nas suas Ficções aborda a mesma perspectiva, e questiona o papel do judas praticamente da mesma forma que o dito evangelho.
Mas a bíblia é sempre aquela biblioteca que por mais que se leia se descobre sempre pormenores que nos escapam, ou tudo depende da forma como nos decidimos ler, se ler-mos do principio para o fim começamos com as abordagens da criação e depois de Abel e Caim tudo muda temos a  primeira metáfora da morte de Deus. E a partir dai tudo se integra numa dinâmica particular de ordenamento da bíblia, ate chegarmos a Cristo que se torna metáfora de criação e morte ao mesmo tempo é a metáfora dentro da metáfora, e depois temos todo o percurso depois disso, se o antigo testamento danos uma narativa de várias historias metafóricas sobre determinado tema o novo testamento com ao Actos as Cartas e o apocalipse danos outra forma narrativa de contar de novo as historias do antigo testamento uzando uma forma expressiva diferente a narrativa é diferente, os méis para atingir o mesmo fim comum é que são diferentes.
Hoge em dia se repararmos a aior parte das história parecem adaptações bíblicas ate a própria crise que vivemos actualmente parece a adaptação do livro de Rute, com as variantes que implica a vida em sociedade que temos, já não estamos na aldeia o mercado é diferente.
Por exemplo em Cramer contra Cramer mais não é que a adaptação do Abel e Caim numa metrópole contemporânea a disputa o poder. E se analisarmos bem praticamente todas as história do ocidente são baseadas o livro fundador do Ocidente a bíblia, com excepções, pões vivemos numa sociedade que gosta de misturar para criar e com a descoberta do oriente entrou toda a mitologia hindu ou oriental, e vemos assim aparecer a gerra das extrelas commo a luta entre o negro e o branco mas numa linguagem de ficção cientifica onde se aborda a eterna luta que deu origem ao aparecimento dos mitos cosmogónicos, a gerra das estrelas mais não é do que a adaptação de um mito cosmogónico onde os mundos sempre em disputa as forças, tem a necessidade de voltar a se recriar e de novo coexistir, se repararmos sempre se luta por um equilíbrio e quando uma é mais poderosa a outra tenta reocupar o seu lugar para de novo estabelecer os equilíbrios pois tudo depende deste balançar ente equilíbrio e desequilíbrio.
Mas o cinema ainda tem um filão nestes textos tanto bíblicos como mitológicos que mais não são narrativas metafóricas, onde devido aos ritmos de vida que hoje temos exigem novas adaptações aos sistemas sociais em que vivemos. E se na era em que estamos o cinema ou antes a linguagem audiovisual mais não é de que uma forma expressiva que usa um sistema linguístico. Mas reinterpretar é questionar por em causa, forçar. Godard no seu “Je vous salue Marie” aborda a questão da anunciação, tenta adapta-la a uma nova sociedade, já não estamos na aldeia da Maria mas aqui ele questiona a fecundidade, questiona a anunciação, o dizer es tu.
Na ultima tentação de Cristo baseado no romance de Kazantzakis levada ao cinema pela mão de Scorsese, mais não é do que o questionar e o por em causa a vida de Cristo. Em Jesus de Montreal temos uma abordagem Paulina do Cristo nos tempos de hoje. E por ai fora, se repararmos no Alians 3 ou 4 quando a actriz se atira para o alto-forno e abre os braços mais não é do que no final do filme a adaptação de uma paixão. Bem nesse filme o argumento parece uma via-sacra num labirinto, onde através de fição cientifica nos da uma adaptação de um Cristo interpretado por Sigourney Weaver.
Mas a bíblia é bem mais interessante para nos inscrevermos só ao novo testamento, há dias si a adaptação do Sanção e Dalila, adaptado a uma sociedade “aborígene australiana” (não gosto de usar esta expressão) ponde alem de o Sanção ser feminino toda a história é contada ao contrario, numa linguagem visual onde simplicidade e riqueza visual é tal que os diálogos praticamente são suprimidos onde alem de se por em causa a sociedade em que vivemos e o modo de vida em que vivemos, fala-nos de percursos, e errâncias existenciais, e de procura de identidade.
Se repararmos o ocidente nas suas recriações artísticas e de realidade mais não fés do que adaptações dos textos clássicos e de como contam as suas cosmogonias. Onde se questiona sempre o positivo e o negativo o feminino e o masculino, onde criação e destruição andam de mãos dadas.
O interessante para as quem gosta de criar, e pegar nestes textos que são alicerces culturais e depois de analisados os alicerces elaborar narrativas para cintar sempre a eterna história da criação onde tudo se inscreve na suprema arte da linguagem, e da construção, e para construir muitas vezes há que desconstruir, remodelar, apropriar, adaptar, tudo depende da forma como queiramos depois dar forma ao que pretendemos. Deixando mais visível ou menos o lado Bíblico ou Mitológico.
Agora tudo depende de como queremos apropriar e recriar.

A Linguagem dos papeis de parede


Por em cena, seja o que for exige a visão total do que se vai dar a ver ao espectador e das mensagens directas e indirectas que implica a representação. Como em tudo p pormenor, faz a diferença, e olhando para pormenores temos o uso do papel de parede vos cenários.
Ultimamente ando a ver filmes com papeis de parede surpreendentes, quando via qualquer filme do Almodovar, os pormenores no visionamento do filme chegavam para alem do papel de parede, mas se olharmos bem o papel de parede fala-nos do personagem que ocupa aquele espaço, e por vezes os papeis de parede vã mais alem pois acompanham através da cor ou do sistema de padrões o que se passa dentro daquela área, mas se os filmes do Pedro Almodovar são cheios de pormenores, e neste momento só falo do papel de parede, ontem tive o prazer de ver um filme que a nível de devores é todo ele cheio de pormenores tanto de papel de parede como tudo o que envolve os personagens o filme em questão “Lucki Number, Sunshine”, para quem gosta de pormenores e depois de uma primeira visualização, ficamos com o papel de parede ou melhor os papeis de parede na cabeça,  e na segunda vez praticamente que vi o filme desliguei-me da historia e tentei fazer uma leitura onde o cenário me contava a história e o que acontecia e neste visualização chego a conclusão que apercebo-me de pormenores que são contados pelo decor, mas não só, o papel de parede os bancos o solo, o vestuário, e depois todo pormenor de colocação no espaço dos objectos, o tipo de objecto  a cor e para que serve. E aqui o filme comessa a contarnos de antemão ate o que se irá passar.
Acho que estamos a entrar num período neo-vitoriano no que diz respeito ao papel de parede é bem sabido a importância que o papel de parede ocupou neste período e no modos de vida desta sociedade, e a evolução na criação de padrões bem como ao requinte cromático, onde o espaço interior assumia a importância da roupa interior que aconchegava os seus habitantes e apupava-os na sua protecção, e quem entrava nesses interiores podia fazer a leitura de quem la habita, a casa como reflexo das personalidades, dos que a habitam.
No cinema os decores os cenários assumem a mesma importância falam-nos e ajudam a construir os personagens contam-nos numa outra linguagem o que não é pronunciado, o que não é dito directamente, são as entrelinhas que nos complementam e nos ajudam a ter uma visão mais abrangente do que estamos a ver.
Podemos dizer que o papel de parede na sociedade vitoriana é como o fresco na sociedade italiana do renascimento, se repararmos o fresco ocupa o interior, com a sua linguagem fala-nos conta-nos histórias doam-nos a ver quem habita rodeado daquelas pinturas, protege, aprisiona, o papel de parede na sociedade vitoriana tem a mesma função te a sua linguagem especifica dentro dos sistemas de padronização aproximando-se aos sistemas de azulejaria árabe bem como aos sistemas de padrões da arte hindu, se repararmos a índia teve neste sentido muita influencia para o aparecimento do papel de parede ou do tecido para as paredes. E se o cromatismo é fundamental, o padrão como elemento linguístico e compósito de ua linguagem pode assumir requintes linguísticos de autênticos livros de leitura. E se estamos a voltar a reutilizar novos sistemas linguísticos para complementar a existência e se repararmos existimos integrados em sistemas linguísticos a nossa casa fala a rua fala a cidade fala e é este sistema que parece caótico e desorganizado mais não é do que um grande sistema linguístico onde tudo são mecanismos para expressão, varias formas linguisticas que no seu todo fazem uma grande linguagem onde a visão do todo se nos parece imperceptível se reflecte em microcosmos e por sua vez no macrocosmos. E se pensamos que um espaço pequeno tem pouco que nos contar tudo depende da forma como o observemos e as vezes é nessa tentativa de reduções que sem querer vemos flectido no micro-micro-cosmos a pele do macro cosmos.
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