quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

AVATAR




Finalmente visionei avatar, para ser franco quando um filme é envolto de tanta publicidade fico sempre um pouco céptico com o ver o filme deixando este sempre para depois, para ser sincero poucos comentários gosto de ler sem ver primeiro o filme para não me deichar influenciar, em relação a avatar não li nada e a única coisa que tive acesso era á publicidade que na hora de jantar por vezes chegava quando me sentava á mesa para jantar. Pois é o único momento em que vejo TV e porque alguém já a tem previamente ligada, mas para compensar vou ao cinema e reflicto sobre o filme a que durante 2 horas  ou mais ou menos dedicas toda a atenção, tentando esventrar o  próprio filme, tentando descobrir figuras de estilo visuais formas de desenvolvimento de argumento como criar situações que levem a quem visione o filme a criar formas e mecanismos de estar influenciados por este.
Mas Avatar levanta questões interessantes:
- Põem em causa o próprio conceito de cinema perspectivando o que será o cinema do futuro tanto na realização como no visionamento.
- Levanta mais uma vez a guerra dos mundos, parecido com o senhor dos anéis mas numa outra perspectiva isto é a luta de civilizações. Abordando a forma em que nos posicionamos a nível da ecologia e aponta a novas forma de entendermos os ecossistemas, assim como os direitos há diferença.
-o ser humano o invasor que se torna superior por meio da tecnologia, a tecnologia bélica como forma destrutiva de tudo.
Em relação ao cinema em primeiro lugar acho o argumento muito bom tem apontamentos ficionais bastante interessantes e originais, o cabelo como cabo de ligação entre organismos e canal de comunicação.
A ideia de ecossistema como rede que une e liga tudo nas mais diversas formas de como nos posicionamos nessa rede e como se comporta em relação a sistemas que põem em causa o todo biológico.
Levanta a questão de como poderá a ser o cinema de futuro onde animação e manipulação põem em causa o do actor, bem como a arte de representar, tornando o manipulador 3D peça essencial no filme, já não falo de efeitos especiais mas sim de quem é encarregado de dar forma a um personagem através de sistemas informáticos, transmitindo todos os predicados para quem assista esquecendo-se do conceito do real tornando credível ao que se assiste.
Mas levanta outra questão em relação ao futuro e ao cinema que cada vez irá ficar mais pessoal tornando a sua visualização “a la carte”, isto é em breve assistiremos ao filme dentro de novos sistemas de visualização escolhendo a perspectiva de como quereremos ver o filme dando-nos a hipótese de sermos transportados para dentro do próprio filme pois passamos a ver a história na perspectiva deste e ou daquele personagem ou na visão do todo do realizador, isto vai implicar a um novo conceito de visualização. Os óculos 3d dos anos 60 iram ser substituídos por mecanismos de realidade virtual que nos colocarão no próprio filme.
Avatar levanta também a questão do actor, ou isto é a da tradicional representação que ainda obedece aos tradicionais mecanismos das cenas de palco.
Se o filme “300” e já outros mas este em especial vemos o cenário físico desaparecer onde a representação é feita num espaço vazio e informaticamente todo o cenário é construído criando o contorno onde se inscreve quem representa. Em avatar em determinados momentos já nem o actor sobrevive e o todo é formado através de programas informáticos, se o movimento dos personagens obedecem a um sistema de representação que é trabalhado posteriormente por programas informáticos ou se já tudo é um mecanismo virtual 3D completamente apoiado no programa e no manipulador do programa. Esta questão levanta a questão do futuro da arte de representar, no cinema (que a meu ver nunca será perdida por muita informática que trabalhe pois o trabalho dos actores é a base da representação e a arte das mascaras perante a objectiva sobe a batuta do realizador. Mas este novo cinema trás a oportunidade de podermos visionar todo um novo cinema onde fantasia e realidade prometem um dialogo interessante na produção dando uma lufada bem vigorosa a este género de filme onde o trabalho de ritualizar a realidade numa nova metáfora linguística é muito interessante.
Mas Avatar levanta outras questões se por um lado levanta o véu de como poderá a vir a ser o cinema do futuro, avatar recupera de novo o conceito de guerra dos mundos isto é o direito há diferença, e o direito que se term de viver na realidade a que se inscreve. No Senhor dos anéis temos a guerra dos mundos onde sistemas civilizacionais são postos onde os mais fracos tentam sobreviver, Avatar utiliza o mesmo mecanismo duas civilizações duas formas de estar diferente duas formas de olhar para o mundo diferentes, mas levanta uma nova questão, através de um avatar que se infiltra no outro mundo entender o outro. Aqui o Avatar é mais do que uma mascara aos poucos o que se transforma em avatar não se quer libertar da mascara mas aqui o avatar tem o poder do físico de existência matériaca. Ao contrário dos avatares tradicionais que são usados na neste pois aqui só existe no espaço da rede informática este avatar tem físico que se inscreve no espaço físico, tentando entender o outro que esta a descobrir que tem aqueles atributos. Acho que uma máquina destas é o sonho de qualquer antropólogo, mas poderíamos correr o risco de ver levis Straus a viver numa aldeia de índios ou numa tribo dos trópicos.
O avatar aqui da uma nova corporalidade, que descobre o outro, aqui o cientista da-se conta que o ecossistema é uma rede que tudo liga tudo insere e todos fazem parte dela apesar da sua diversidade e pondo-se uma parte em causa que é vital ao todo,  o sistema reage como um todo. Danos uma visão mais ampla de ecossistema e a comparação deste a uma rede ou teia.
Mas traz-nos também o apontamento de como tecnologia e ecologia podem andar de mão dada ou como a tecnologia pode ser uma das tantas formas de destruir ecossistemas e formas de vida. Podemos encarar a carga bélica como metáfora, se transportarmos esta metáfora para a nossa forma de vida podemos perguntar até que ponto a tecnologia distancia o homem da natureza dando lugar a um novo tipo de homem ou de ser que numa outra rede se posiciona e se inscreve. Novas formas de sociabilizar novas formas de estar.
Mas Avatar levanta questões ecológicas, cada vez mais tornamo-nos parecidos com parasita ou vírus que perdão o ecossistema quebrando cadeias. Hoje em dia quando se fala tanto de água e de vida pela primeira vez agua e vida estão a ser postas em causa. Nunca ouve tanta sede, mas pela primeira vez esta a ser posta em causa os manantiais das fontes e os seus mecanismos. A redacção actual pode ser comparada com a de sertãs formas civilizacionais que nas suas diversas formas de criarem a sua realidade puseram em causa o todo e todos sabemos quais foram os seus fins.
Mas como tudo e o todo estão inter ligados actualmente já não é só a água posta em causa é o todo.
Ou antes acho que devemos questionar se a realidade que estamos a criar é compatível com todas as formas de vida existentes.
Este penso que é um primeiro apontamento sobre o filme, mas acho que merece um novo visionamento e escrever separadamente sobre os diversos assuntos que levanta.

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