Neste momento que timidamente começo
a escrever e em especial neste blogue, sobre ideias dispersas, onde ultimamente
desenvolvo assuntos a partir de filmes, regresso outra vez aos “Abraços rotos”.
Este regresso que espero voltar
para desenvolver outra ideia sem ser a que vou explanar aqui.
Antes de tudo devo agradecer a
pessoa que há algum tempo me ofereceu o guião “Abla com ella”, e foi este texto
que no fundo me ensinou como escrever um guião.
Nele estava o texto a anotação há
margem recortes de fotografias que ajudaram a estruturar depois a história.
O curioso é que abraços rotos é
sobre a vida de um escritor ou antes de um realizador que devido a um problema
passa a ser guionista. Com o desenvolver do filme há um momento que onde se
aborda o processo criativo para a concepção de um guião.
O filme logo ao inicio começa a
falar desse assunto, quando o actor principal começa a falar de uma história
real que será o tema central do texto que irá criar.
Aqui podemos ver um aspecto sobre
criação, a realidade que ira dar origem a uma outra história mas que tem como
alicerces estruturantes essa história real. Logo aqui comessa-se a falar de
direitos de autores, que ele contorna com a criatividade.
Mas uma boa aula sobre criação é coando
escritor e ajudante, vão dar um passeio, e o despontar desse clique sobre
criação. O ajudante vê um cartaz sobre doação de sangue, e começa a desenvolver
uma ideia sobre um argumento sobre vampiros.
Já sei que ultimamente esta temática
esta em moda os vampiros bem como o cinema fantástico de terror, se analisarmos
as próximas estreias que vão chegar, vemos que este ano vai ser dominado a nível
de mercado pela temática do fantástico ou antes como falar da realidade aproximando-nos
desta mas usando o vampirismo como forma de expressão.
Para mim Dracula, ou entrevista
com o vampiro são textos incontornáveis e bastante interessantes, que o
primeiro já dei lugar a inúmeras adaptações onde quem viu o nosferatun aquele a
preto e branco com unhas longas que permanece no imaginário dos alicerces sobre
vampiros, bem como o famoso Dracula dos 90 se a memória não me engana, e o celebre
entrevista com o vampiro. Para ser sincero o fantástico no cinema é uma
temática que me agrada bastante, e devo agradecer isso ao Fantas Porto, que faz
parte da estruturação do seu imaginário pois ao viver no porto e gostares de
cinema e como era o único festival de cinema na cidade juntava ali os que
gostavam de cinema e não tinham poder económico para ir a outros festivais
sendo o Fantasporto a sua festinha particular do cinema na cidade e já que não
se podia ir as meças do cinema aquele adoçava o gosto festivaleiro, a fauna do próprio
festival é engraçada, pois como coincidia com o carnaval a noite de carnaval
disfarçado começando assim as festas da folia era do melhor, a sala tornava-se
por ela o filme e poucos eram que podiam dizer vi o filme todo. Pois a mascara
e o estar ali proporcionavam brincadeiras, que ainda tenho na memoria eu de carreto
com amigos a dançar no fundo e a assustarmos namoradas a rapazes que não
entendiam as brincadeiras do especial daquela noite.
Eu próprio tive esse problema
pois ao ir a quem na época também cinéfilo fazia parte da minha existência não
se conseguia desprender das erudições e ver as banalidades como forma de
abordagem dos temas que muitas vezes pareciam circunscritos há erudição, mas
certos filmes fantásticos eram tão eruditos como a abordagem dos eroditos a temática
era a mesma não dava tantos rodeios e ainda eras capaz de te rir com o peso do
assunto.
Mas este já é uma questão de
gosto. E ali ouvia e não discutia.
Mas voltemo-nos a abraços rotos,
como um cartaz serve de pretexto para uma historia e o brincar sobre o assunto,
claro que depois de um fio condutor que é o pretexto para o desenvolver o tema
a arte das metáforas sobre assuntos sempre presentes em todo o filmes teriam de
ser repensadas, e o próprio filme fantástico pode ser do mais amplo possível.
Mas o interessante é como a
partir da ideia de dadores de sangue se estrutura toda uma historia onde o tema
cómico e sensualidade fica logo presente na troca de ideias a dois.
E aqui neste trocar de ideias e
debater ideias muitas vezes é a melhor estufa para a criação.
Mas o engraçado é o filme dentro
do filme que fala de filmes no fazer filmes e das historias de bastidores de
filmes, não apontando o dedo directamente a bastidores concretos mas como a imaginação
sempre a melhor arma de determinado assunto falar-se do assunto não sendo
directo na sua abordagem, mais uma vez o filme que nos fala de filmes, do
escrever, da arte do cinema.
Mas este era aquele filme que
daria as perguntas perfeitas para fazer a Almodôvar e os seus filmes.
Nele vemos os seus filmes olhados
noutra perspectiva. E vemos como ele em outra perspectiva analisa e em metáforas
pega no passado para no presente nos falar da importância do passado e o que
aquilo representou para ele.
Não é preciso ver Almodôvar para
sabermos que “o amor é um jogo sujo, tens que manchar a mãos, e manter-te há distancia
não acontece nada interessante”. Podemos falar das relações amorosas do filme
nesta perspectiva.
Não vou explorar argumentos, são
argumentos, são pontos de vista de quem escreveu.
Mas onde esta a realidade na ficção
criada?
Então ali e consoante a narrativa
tem um ponto de vista, de quem escreveu, o seu que não quer dizer que seja a
realidade é a sua fabulação. O de como a partir do real, e das histórias do
real e do seu ponto de vista pessoal estrutura toda a história, todas as histórias
teêm vilãs e vilões, ou é necessário criar vilões. Quando um jogava a o jogo
das mãos sujas, ou antes ambos de mãos sujas jogavam o jogo dos pontos de
vista.
Só se deixa prender por um tripé,
que nas leis do desejo gostou de ser regada. Mas quem prendeu quem, o que
empunha o ripe ou quem na prisão do tripé seduzia o carcereiro.
Um final com musica:
http://www.youtube.com/watch?v=wPJlBxkWuj4&feature=player_embedded#
Sem comentários:
Enviar um comentário