domingo, 24 de janeiro de 2010

criação e guião


Neste momento que timidamente começo a escrever e em especial neste blogue, sobre ideias dispersas, onde ultimamente desenvolvo assuntos a partir de filmes, regresso outra vez aos “Abraços rotos”.
Este regresso que espero voltar para desenvolver outra ideia sem ser a que vou explanar aqui.
Antes de tudo devo agradecer a pessoa que há algum tempo me ofereceu o guião “Abla com ella”, e foi este texto que no fundo me ensinou como escrever um guião.
Nele estava o texto a anotação há margem recortes de fotografias que ajudaram a estruturar depois a história.
O curioso é que abraços rotos é sobre a vida de um escritor ou antes de um realizador que devido a um problema passa a ser guionista. Com o desenvolver do filme há um momento que onde se aborda o processo criativo para a concepção de um guião.
O filme logo ao inicio começa a falar desse assunto, quando o actor principal começa a falar de uma história real que será o tema central do texto que irá criar.
Aqui podemos ver um aspecto sobre criação, a realidade que ira dar origem a uma outra história mas que tem como alicerces estruturantes essa história real. Logo aqui comessa-se a falar de direitos de autores, que ele contorna com a criatividade.
Mas uma boa aula sobre criação é coando escritor e ajudante, vão dar um passeio, e o despontar desse clique sobre criação. O ajudante vê um cartaz sobre doação de sangue, e começa a desenvolver uma ideia sobre um argumento sobre vampiros.
Já sei que ultimamente esta temática esta em moda os vampiros bem como o cinema fantástico de terror, se analisarmos as próximas estreias que vão chegar, vemos que este ano vai ser dominado a nível de mercado pela temática do fantástico ou antes como falar da realidade aproximando-nos desta mas usando o vampirismo como forma de expressão.
Para mim Dracula, ou entrevista com o vampiro são textos incontornáveis e bastante interessantes, que o primeiro já dei lugar a inúmeras adaptações onde quem viu o nosferatun aquele a preto e branco com unhas longas que permanece no imaginário dos alicerces sobre vampiros, bem como o famoso Dracula dos 90 se a memória não me engana, e o celebre entrevista com o vampiro. Para ser sincero o fantástico no cinema é uma temática que me agrada bastante, e devo agradecer isso ao Fantas Porto, que faz parte da estruturação do seu imaginário pois ao viver no porto e gostares de cinema e como era o único festival de cinema na cidade juntava ali os que gostavam de cinema e não tinham poder económico para ir a outros festivais sendo o Fantasporto a sua festinha particular do cinema na cidade e já que não se podia ir as meças do cinema aquele adoçava o gosto festivaleiro, a fauna do próprio festival é engraçada, pois como coincidia com o carnaval a noite de carnaval disfarçado começando assim as festas da folia era do melhor, a sala tornava-se por ela o filme e poucos eram que podiam dizer vi o filme todo. Pois a mascara e o estar ali proporcionavam brincadeiras, que ainda tenho na memoria eu de carreto com amigos a dançar no fundo e a assustarmos namoradas a rapazes que não entendiam as brincadeiras do especial daquela noite.
Eu próprio tive esse problema pois ao ir a quem na época também cinéfilo fazia parte da minha existência não se conseguia desprender das erudições e ver as banalidades como forma de abordagem dos temas que muitas vezes pareciam circunscritos há erudição, mas certos filmes fantásticos eram tão eruditos como a abordagem dos eroditos a temática era a mesma não dava tantos rodeios e ainda eras capaz de te rir com o peso do assunto.
Mas este já é uma questão de gosto. E ali ouvia e não discutia.
Mas voltemo-nos a abraços rotos, como um cartaz serve de pretexto para uma historia e o brincar sobre o assunto, claro que depois de um fio condutor que é o pretexto para o desenvolver o tema a arte das metáforas sobre assuntos sempre presentes em todo o filmes teriam de ser repensadas, e o próprio filme fantástico pode ser do mais amplo possível.
Mas o interessante é como a partir da ideia de dadores de sangue se estrutura toda uma historia onde o tema cómico e sensualidade fica logo presente na troca de ideias a dois.
E aqui neste trocar de ideias e debater ideias muitas vezes é a melhor estufa para a criação.
Mas o engraçado é o filme dentro do filme que fala de filmes no fazer filmes e das historias de bastidores de filmes, não apontando o dedo directamente a bastidores concretos mas como a imaginação sempre a melhor arma de determinado assunto falar-se do assunto não sendo directo na sua abordagem, mais uma vez o filme que nos fala de filmes, do escrever, da arte do cinema.
Mas este era aquele filme que daria as perguntas perfeitas para fazer a Almodôvar e os seus filmes.
Nele vemos os seus filmes olhados noutra perspectiva. E vemos como ele em outra perspectiva analisa e em metáforas pega no passado para no presente nos falar da importância do passado e o que aquilo representou para ele.
Não é preciso ver Almodôvar para sabermos que “o amor é um jogo sujo, tens que manchar a mãos, e manter-te há distancia não acontece nada interessante”. Podemos falar das relações amorosas do filme nesta perspectiva.
Não vou explorar argumentos, são argumentos, são pontos de vista de quem escreveu.
Mas onde esta a realidade na ficção criada?
Então ali e consoante a narrativa tem um ponto de vista, de quem escreveu, o seu que não quer dizer que seja a realidade é a sua fabulação. O de como a partir do real, e das histórias do real e do seu ponto de vista pessoal estrutura toda a história, todas as histórias teêm vilãs e vilões, ou é necessário criar vilões. Quando um jogava a o jogo das mãos sujas, ou antes ambos de mãos sujas jogavam o jogo dos pontos de vista.
Só se deixa prender por um tripé, que nas leis do desejo gostou de ser regada. Mas quem prendeu quem, o que empunha o ripe ou quem na prisão do tripé seduzia o carcereiro.



Um final com musica:
http://www.youtube.com/watch?v=wPJlBxkWuj4&feature=player_embedded#

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