terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Tetro


Primeiro esboço antes do segundo visionamento


Antes de começar a dar a minha opinião sobre este filme convêm dizer que a cada fotograma sentia-me remetido para outros filmes. Mais uma vês a abordagem de uma historia onde cinema teatro representação ou melhor as artes cénicas ajudam a compor a historia a historia dentro da historia.
Mas o mais interessante é que se não soubesse há priori o nome do realizador e fosse comentar com um colega as impressões que tive cometeria o erro de dizer que era do Almodovar, primeiro pela eterna temática ou melhor a sempre eterna imagem materna origem e catapulta de todos os dramas onde directa ou indirectamente todos giram há volta.
Mas não era do Almodôvar, ate tinha artistas com quem este costuma trabalhar, e ver uma Carmem Maura no papel que interpreta senhora da critica divindade na terra que potencializa as artes no papel ela própria uma obra de arte da representação e sempre com aquela postura que sentados na distancia nos faz esboçar um sorriso secreto dizendo que senhora.
Antes de começar já tendo começado apetece-me voltar a ver o filme, pois há toda uma linguagem de pormenores importantes, é daqueles filmes que tudo o que se é dado a ver tem um significado no todo discursivo que narra e ajuda a compor a narrativa e são esses pormenores que fazem a diferença.
E como olharmos um vestido de alta-costura e darmo-nos conta que cada ponto cada pormenor foi pensado ate ao mais ínfimo pormenor. Assim cada fotograma aporta doda uma serie de significações que ajudam toda a narrativa.
“ este é o momento inevitável em que o poeta deve actuar”, diz um dos personagens.
E o que temos há nossa frente e a grande poesia a que abraça tudo e todos abrasa as muitas hipóteses da linguagem cinematográfica e arrasamos ali na cadeira.
Um presente na dupla acepção da palavra, uma prenda para quem assiste e um presente a preto e branco onde os personagens desejam ver colorido.
Um passado colorido para os personagens que o tempo não deixa que a poeira o esbata.
Mas toda a narrativa essa e feita por gavetões a introdução onde se apresentam os personagens, carregados de conotações, o autocarro, o murro o grafite, a passadeira a procura a porta. As apresentações o passeio pela zona da vida onde se vai passar o presente carregado de múltiplas vidas, tangos no tango este já sem fronteiras nas sonoridades e nos compassos da existência.
Ela dança no barão essa eterna dança de varão, e termina o treino para gáudio de todos e depois com saleiro essa insinuação a compasso de tango preparando o tango que se segue introduzindo com a dança sempre presente em todo o filme elementos narrativo, e entra em cena um espelho, para sertãs culturas o espelho esse tem diferentes conotações aqui diz-nos que vamos falar de fantasmas que ainda existem ali no intimo dos personagens e assim com um espelho e através de planos é-nos introduzida a carga dramática, e surge o imagem da mãe, já esboçada no acto introdutório, pelo tango “tomei o comboio e…da minha mãe e em cada estação estação paria o meu prevenir”, aqui o filho para na estação presente da vida e naquela estação procura respostas dos fantasmas, ali o apeadeiro, ali se vai desenvolver a catarse que todos trazem nos ombros da existência. E naquele momento onde o espelho nos diz estamos a falar de fantasmas que assolam estas pessoas damo-nos conta da estruturação da tragédia que os acompanha.
O que nos ensina a tragédia grega é que todas as tragédias são familiares e esta não foge a este princípio, e no presente entre fantasmas somos introduzidos nas várias procuras e desistências dos personagens, ai é nos é feita o ponto de situação, porque a fuga. O significado da imagem da mãe, e toda a tragédia a sua volta, os remédios para se tentar sarar as imagens do passado.
Mais uma vez os pormenores são importantes, numa terapia de rádio ele trás consigo num saco plástico os destroços esfarrapados da vida, el do outro lado em frente a uma parede colorida coberta de destroços coloridos cruzam os olhares, e assim ambos na vida da reconstrução e da procura enamoram-se.
Depois a imagem do cigarra como metáfora ao amor que se consome mas a cada baforada se morre Fénix do verbo amar eterno fogo das uniões.
E mais uma vês como já referido o cinema dentro do cinema o filme que nos ajudam a estruturar os personagens e os seus dramas, mas o filme aborda muitas outras questões  o problema dos nomes na obra literária onde mais uma vês o drama familiar aflora.
Usando a mesma semiótica da escrita de um dos personagens:  A ama um A na ondulação de um M que da origem ao verbo  que tudo une e diz AMA.
E sempre a memória “ não olhes para a luz não olhes”, inscrevendo a viagem como certeza, e o gelo começa a derreter, o glaciar degela.
Mas ate se iniciar a viagem e há muitas formas de viajar a externa e a interna, e na ajuda da viajem interna mais um pormenor é introduzido, o cão, ou melhor é o terceiro momento narrativo a educação, ai discute-se a educação, a narrativa o teatro, o descodificar linguagens o a partir de criar, e sempre a luta um que anseia o outro que desiste um que aos poucos quer fazer renascer o outro renascendo com ele.
“não soltes a soga que esta atada há tua alma”. No fundo é isto que todos perseguem. E nesta frase de grafite, inicial há mais elegante encenação fúnebre no palco onde se é revelado os anseios e as procura tendo sempre o cinema como arte e estrutura narrativa somos abrasados no tango de um filme magnífico e arrebatador.
Tento não descrever o filme para isso o mais que tenho que fazer é dizer se não vires perdes um grande filme.
Pois existem coisas que não é a descrição do que vimos que importa é levar o outro a comungar de todo um poema que nos é oferecido a degustar intimidade.
E é nesse momento que em vez de contar e dizer olha e assim é assado mais vale dizer, vê e fica abrasado pois a cada fotograma es sempre acarinhado por uma arte no movimento dos devires onde através de outros personagens dás-te conta que a música também mora ao teu lado.
Por isso deixem-se levar nesse tango de família sentados no escurinho do cinema.




segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Afinal ha uns e outros

Mais uma vês os GAY

Torna-se irónico estar a abrir ou antes a ler na primeira pagina noticias sobre referendos sobre actos individuais dos cidadãos que formam este pais.
Acaso não pertencemos todos a esta Republica e não fazemos parte de um sistema contributivo.
Parece que não parece que há uns com mais direitos que outros, uns que por serem casados podem ter regalias e outros que mesmo que não estejam mas vivam juntos não as podem ter.
Acaso foi-me pedido o parecer da substantivação do termo casamento heterossexual, se essa adjectivação quer dizer procriação então a vida conjugal, e os casais que não tem filhos (numa forma lata) também são de segunda, e o direito a não querer procriar, seria melhor designar por Pardieiros, mas sobre o procriar já existem regras e benesses. Eu não desejo ser contemplado por nenhuma lei que defenda a procriação pois se casar acho que não vamos procriar, mas se podermos dar um futuro melhor a alguém porque não. Tantas noticias de maus tratos infantis e o problema reside na forma com quem vives.
Ao longo da vida conheci casos que os filhos estavam em casa do pai embora a mãe tivesse a guarda ate certa altura (enquanto recebia compensações e os filhos n podiam decidir, usando estes como arma de auto sustentação) e não me lembro de nenhum ter seguido as tendências sexuais do pai, pelo contrário eram tolerante, alguns em acto de brincadeira ate diziam la na escola digo que é também o meu pai.
Mas isto não é estranho, acaso os divórcios não fomentam a mesma atitude, há os pais de sangue e depois os pais resultantes das relações que estes estabeleceram.
Acho que voltar a levantar esta discussão esta a por em causa liberdades e garantias constitucionais, e ainda mais grave normativas europeias, ou será que a Europa só serve numa perspectiva económica e as lutas já da época iluminista não serviram para nada?
Mais uma vês vivemos há sombra de uma constituição, mas na realidade uns tem mais direitos que outros.

E assim vamos vivendo nesta democracia que aos poucos alguns querem voltar a ver uma ditadura, pondo em causa liberdades e garantias da cidadania.

Continuo a ser a defender o lema”Todos diferentes todos iguais” ou acaso a Democracia não é feita pelas diferenças ideológicas, e pelas minorias?
Acho que o grande problema destes pais já é estrutural. O grande problema é tentar por véus aos problemas reais com problemas que já não deviam existir.
Mas pronto cá se vai gastar mais um milhões quando os gastos deveriam ser em outras coisas que fomentassem o melhor viver no mal que se vive.
Há esquecia-me este pais é só para uns não é para todos.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Carta de boas festas a....

ola


Ja distante vai o tempo que sentir a tua presença na tactilidade  era a prenda dos natais, do não gostar das festividades que repetidamente tambem dizia que não gostava.
mas esses momentos passaram para as arcas da menóre que se arumam nestas festas por não se gostar das festas, e recordar os momentos anti festa,
de um cistema educativo, onde a preverção de um acto camuflado compenas, para não incomudar a realidade por vezes dificil de se aceitar.

longue e tão perto nos dias presentes sempre incertos onde memória e um serto desconforto faz questionar nas diferentes memorias que cada um tem pois prespetivar é ver atraves da realidade existencial de cada sujeito no pluralismo a que fomos votados.

longue vai o tempo onede aquela criança gostava mais de fazer o presepio  que abrir prendas nas parcas prendas dos natais, pois ser criança é ser a prenda da familia, alegria e luz da ceia de natal, regozijos da familia alegrias dos pais.
prendas
adejetivações das coisas por adjectvar.

perante isto como recriar todos os elementos como criar contos goticos da gotica viada da existencia contemplando as hooras do dia , penas dos disabores alegrias das memórias, dos tempos em que recordar era viver, e não suspirar.

lonje vai, ainda perto na visibilidade do horizonte, pronuncia das belezas paixões dos por do sol nas festas solares da lua sempre presente

longue
por vezes tão cheia essa araca das emoções
arca onde nas recordações ainda fas acreditar naquel soriso passado que ainda te conforta ao lado no vazio que te deixou

fujindo de ladeinhas
e olhando para o teu trabalho sempre te vi mais matérica, essa materia plasmada nas formas, apropriações de materia para as rematerizar em novos contextos e conosco falar.
agora mais plava sem volumetria
tornaste igual
as planas ilustraçoes do plasmar
na ilustração
o conto que gostavas de ilustrar.

que te dizer
ate sobre as curtas sobre o eterno assunto representado
e esquecer que mais interessante as vezes é olhar para o lado e sentires que
em vez de um buda apropriado
tens mais sercanao na cultura onde melhor te banhas, imaguens
para refazer metaforas de cavalos
perdidos.

se olharmos a riqueza dos santos foram a seu dia o deus desconhecido
dando origuem ao remitificar do eterno mito
se tivesses que criar a mesma curta
num contexto portugues
o buda desaparecia
e que imagem no seu logra la colocarias.
Ate a metafora de fatima esta mais quue batida
nesta santa terra onde temos que desconfiar
dos que com palmadinhas
das pseudo amisades
aproveitam-se da inocencias
deichando o marques de sade num espantalho ridiculo que nem os pardais
asusta

do mito do portugues
do erante
ou do sedentário
ofrendas de rinoceronttes ou de elefantes
segredos de arcadas de concilius de fachada elegante

tanta materia
para se refazer
na sempre eterna e cansada historia das realidades a descobrir.

era para falar do guião que ando a escrever Titâ,, da peça de teatro, Abraão Abraão, do drama Teias das mães aranha, e os diálogos com o penis ( inspirado nos tezões matinais desconforto do acordar) e critica ao ciber sexo, que ando a analizas o problema é que acho akilo estranho pouco exitavel. bem isso depedne um pouco de quem do outro lado esta; mas a maioria das vezes pouco exitaveis) onde me questiono as virtualidades e as desvirtualidades do sistema criado neste sentido, os avatares mascaras de personalidades no pluralismo  do sujeito, novas formas de ser, que nos tentas ser, criando pluralidades mascaras avatares.

inte
nos ate
ja
ou distantes mas sempre
assim
na estarnha forma de
da existencia do verbo ser em mim

Paulo Santos

sábado, 26 de dezembro de 2009

CONTO DE NATAL

UM CONTO DE NATAL

Introdução



Este texto é inspirado no meu avo e nos seus dias do sofá a contemplar a lareira
Todos os anos por altura do natal invento um conto para contar aos sobrinhos. Tento ser original, ou partindo doutro conto, dar outros pontos para assim manter viva a memória em que se contavam histórias no calor da cozinha onde a lareira mantinha a chama acesa do habitar.


As meias do pai natal


Era uma vez das tantas vezes da sua vida em que olhava o teto do quarto e não lhe apetecia sair da cama. Sentia-se velho cansado e naqueles dias o frio parecia mais intenso, pois o seu nariz andava quase sempre vermelho, já era habitual ter aquela cor na ponta do nariz, mas naquele inverno tornava-se mais visível. O cansaço também estava presente no seu acordar e por vezes pensava que acordava mais cansado da do sono que deveria ser para recuperar forças do cansaço que o levava para a cama.

Mas naquele dia tudo estava diferente dentro daquele ritmo normale das coisas repetidas todos os dias.
Olhava para a chaminé, e parecia que esta estava diferente, pegou na caixa de fósforos e decidiu acender o fogo para aquecer a casa, e depois deste estar aceso, sentou-se na  poltrona e demorou-se com os olhos nas chamas a vibrar, e nesse instante sentiu que tinha frio, que tinha frio de afectos e não se sentia querido há muito tempo. Estava na época em que todas as crianças pensavam nele e ele estava ali sozinho, naquela poltrona solitário a ver as chamas da lareira que começavam a ter um significado terminando um silêncio de anonimato dos anos em que não se dava conta que as chamas do fogo também falam ao coração.
Ele nos tempos em que era mais novo e ainda se chamava Nicolau inventara uma forma de tentar fazer feliz alguém que precisasse. Depois com o tempo o número de pessoas a quem devia ajudar aumentou e a sua forma de ajudar tornou-se exemplo e a sua imagem deu lugar a um personagem que muitas vezes se distanciava da realidade.
Ainda tinha um grupo de pessoas que o ajudavam, entrando num ritual secreto, e devido a esse ritual, uma vez por ano essas pessoas eram chamadas de gnomos, pois encarregavam-se de fazer as compras para serem as prendas na noite onde todos se reunião há volta do calor de uma mesa, e há mesa secretamente começava-se com a alimentação a troca de prendas.
Mas naqueles dias as suas forças estavam debilitadas, os centros comerciais eram uma concorrência deslial para a sua fabriqueta artesanal e a sociedade secreta dos gnomos na sua maioria tinha desertado da sociedade secreta tornando os centros comerciais a base de um ritual que aos poucos ia perdendo as suas marcas.
E naqueles dias ali há frente das fagulhas palpitantes sentia-se cansaço, parecia que aquela poltrona fiel companheira o ia comendo, e ele desaparecia ao contemplar o fogo.
Estava triste todos os natais, nos outros natais, mal dormia de impaciente, sempre a telefonar para os gnomos espalhados se os armazéns de abastecimento estavam bem. Sempre inquieto para que tudo corresse bem ma corrida dos afazeres dos tantos fazeres que há em prepara a distribuição de prendas.
Mas estava ali sozinho triste, ate a mãe natal decidira ir para a cidade passar uns tempos pois estava cansada de viver naquela casinha isolada.
Os gnomos esses dispersos já nem telefonavam nem diziam nada, outras preocupações os distraiam. E ali estava ele sozinho sem vontade nenhuma de fazer o que costumava fazer. Passava os natais a distribuir prendas desde criança e ali estava sozinho e o único rumor que ouvia eram as chamas da lareira que já não queciam aquel coração.
Quanto mais pensava mais se enterava no sofá. E se tinha vontade de fazer algo menos vontade sentia em fazer.
Estávamos nas vésperas da festa onde ele estava sempre ocupado, mas naquele dia já não se preocupava com nada, e pela primeira vez ponderava em não sair. E nem vontade tinha em distribuir prendas, só há prendas para distribuir quando o coração murmura cantigas de amor, e na abrangência daquele verbo que tudo pode abraçar mas não sentia nada.
E ali estava ele perdido nos seus silenciosos murmúrios que o seu interior gritava no desespero.
E entre pensamentos que só o faziam enterrar nos aconchegos do sofá deu-se conta que tinha de lavar as meias. Levantou-se vagarosamente e dirigiu-se ao pequeno cubículo da lavandaria pôs uma bacia por baixo da torneira e abriu a água. O barulho do líquido precioso começou a ecoar e nos seus vagares pesarosos da idade, baixou-se pegou no detergente e voltou para junto da bacia. Deitou um pouco de detergente na água e esta começou a fazer bolhas com a agitação desta que ainda corria da torneira para a bacia.
Pegou nas meias que estavam ali ao lado e colocou-as na bacia com a mão pressionou-as para estas ficarem bem ensopadas com a água e o detergente. E depois de tirar as mãos da água com detergente ficou a olhar para a espuma que tina nas mãos, e a cada rebentar das bolhas pensava nos efémeros fias daqueles dias, e a tristeza parecia o carteiro que tinha trazido postais de boas festas que estavam guardados no passado. Ai sentiu as pernas tremer, os olhos começaram a tremer e em fuga dos postais de boas festas voltou a colocar as mãos na agua com o detergente e começou a esfregar as meias energicamente, com toda a força, tentando lavar as meias e as lembranças que o timão invadido e ali naquele local só lhe faziam mal.
E assim ficou vergado, com o olhar perdido entre o lavar das meias e a poeira das lembranças.
Depois voltou a abrir a água e passou os dois pares de méis por águas e deu-se conta que estas tinham perdido a cor com o passar do tempo. Agarrou no resto da roupa que estava ao lado colocou-a na bacia para ficarem de molho. E como estava frio e a neve caia, colocou as meias na chaminé para secar e voltou-se a sentar no sofá.

O tempo na casa passava rápido e igual todos os dias, a noite chegou, e depois de fazer o que tinha que fazer dos seus afazeres sempre iguais voltou para junto da lareira, apalpou as meias e ainda estavam húmidas. Era véspera de natal, e nessa noite decidira que não iria sair, não iria por as renas no terno, nada, iria para a cama, dormir.
E la foi ele para a cama com aquele andar vagaroso, e já na cama antes de apagar o candeeiro pensou, era tão bom ter umas meias escocesas, aquelas estão já sem cor e tão desbotadas.
Fechou os olhos e adormeceu.
Os duendes que tinham passado o dia escondidos a observar o velhote que os tinha acompanhado naqueles anos, apressaram-se em reunir-se e em surdina na sala ainda ah luz da lareira que tinha ficado acesa para aquecer a casa decidiram tricotar umas meias com pedaços de lã que tinham guardado e restos de outras prendas e ali a luz da lareira tricotaram umas meias ainda o sol não tinha raiado, e já tinham as meias costuradas.
Decidiram coloca-las penduradas junto as outras pois acharam que assim ele teria uma surpresa, e esconderam-se para ver a reacção do velhote.
O velhote acordou enfiou os pés nos chinelos e achou estranho que a casa não tinha arrefecido durante a noite, e estava quentinha, dirigiu-se há lareira e admirado ficou pois a lareira ainda estava acesa, dirigiu-se para junto dela e preparou-se para calçar umas meias e nesse instante reparou que tinha umas meias escocesas novas penduradas na lareira.
Olhou em volta e não viu nada, e nesse instante pensou:
Ai esta idade, ate me esqueci de quem em segredo convive comigo todos os dias, e dando voz ao pensamento balbuciou
- Obrigado Gnomos
Pegou nas meias sentou-se no sofá, e calçou-as, e nesse instante pensou: com a minha idade pareço uma das crianças a quem costumava dar prendas, e nesse instante deu-se conta que faltar ao ritual de todos os anos.
Nesse instante um gnomo saiu detrás de uma cadeira e disse: não te preocupes pró ano há outro Natal. Descansa ate te preparamos a comida e os meninos não vão dar-se conta que este ano não fostes distribuir prendas.
Os gnomos da sociedade encarregaram-se disso. Mas foi diferente
E foi assim que o pai natal teve a sua primeira prenda na noite de Natal, e a sociedade secreta gostou tanto de ter feito feliz o pai natal que a partir desse dia os meninos colocavamas meias na chaminé para receberem a sua prenda e o pai natal ao ver as meias na chaminé lembrar-se que ele também tinha um dia ganho umas meias.

E foi assim
Que na véspera de natal
Junto há chaminé os meninos passaram a colocar, para felicidade dos seus pais , pois presentinho os meninos na tradição também estavam a dar.

24-Dezembro 2009

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Game De Gerard Butler

Quando vi este filme pela primeira vez sem saber bem ao que ia fez com que o voltasse a ver para o analisar com outros olhos. E desta já o assisti com o maior dos interesses a este filme, que levanta varias questões, já questionadas pela escola canadiana, tendo Maclluen e a noção de aldeia global como base. Mas quanto a mim a ideia de jogo é bem mais começa pois é esta arte do jogo que reside todo o acto civilizacional.

A própria vida como jogo, mas neste caso devemos questionar se ao jogar-mos esse jogo estamos a joga-lo de forma justa ou ao começar a jogar já temos as cartas marcadas.

Esta é outra questão, que se analisarmos Platão ou Aristóteles olhando para estes como bases de uma cultura filosófica ocidental tendo o dialogo e a comunicação como forma de desenvolver conceitos e ideias, já se questionam sobre o direito há justiça. E assim chegamos há ideia do jogo justo.

Mas estes filmes alem de questionarmos isto levanta a questão do direito de continuar a jogar.

Eu nas épocas festivas àquelas que o calendário marca como marcos de reuniões familiares, dias antes tento adquirir um jogo para o PC, tenho os meus gostos de preferência estratégia.

Mas todos eles implicam que ajam conquistas invasões .

E assim tenho um pretexto para me distanciar das incomunicabilidades que se tentam disfarçar nas tentativas comunicacionais dos actos festivos como diz o povo conversa que nem interessa ao menino Jesus.

E como dessas conversas já têm experiencias que cheguem pois acabam sempre no lavar de roupa e quando se insiste sempre na mesma nódoa mais vale ir jogar um joguinho que provoca menos efeitos colaterais.

O filme em questão aborda o tema das realidades virtuais, e ate entende perfeitamente quem viva num mundo onde controla a realidade que participa que é a do jogo.

Agora podia dissertar sobre a alegoria da caverna e sobre realidades. Todo o sistema cultural, educacional, tecnológico anda há volta desta problemática, é o questionar a realidade que faz com que se evolua.

Mas aqui o jogador volta a entrar na caverna.

O jogador preso num espaço que só conhece a realidade que é oferecida no jogo.

O filme em questão apoia-se em dois jogos num famoso jogo de guerra que levou com que muitos cafés desistissem das caixas de jogos e instalassem sistemas informáticos para os jogadores jogarem on laine. E o famoso Sim, ou jogo de caris social onde os participantes criam avatares ou personalidades e características físicas que permitam dentro do jogo realizar alguma das suas fantasias senão todas.

E na mistura destes dois jogos constrói-se um guião onde a realidade virtual é colocada em causa, um futuro que se antevê próximo que levará o ser humano a clausura e há criação de ritemos onde programas informáticos ditarão as novas liturgias das horas.

Do meu ponto de vista torna-se um pouco tenebroso, pois a falta de contacto físico entre os seres, desenvolvem embrutecimentos de abordagem.

Isso torna-se visível no filme, o personagem que joga os SIM que representa ele próprio um protótipo de pessoa que gosta daquela classe de jogos que tem problemas de obesidade, sociabilização bem como sexuais assume um avatar oposto a sim tornando-se naquele mundo o rei da cocada ou melhor a rainha. Tudo isto dentro de esquemas padrões de comportamento.

Do meu ponto de vista so ira ajudar a desenvolver ainda mais obesos.

Mas o protótipo do personagem protótipo (gordo, sedentário, baboso, etc) não coincide também ele com a realidade dos utilizadores destas salas, pois conhecia varias pessoas adeptas ao jogo que ate eram bem dentro dos sistemas padronizados de beleza que actualmente todo um sistema tenta induzir criando assim ele próprio um sistema comercial.

Mas o filme levanta outras questões ate que ponto as tecnologias iram alterar o nosso modos vivendi, neste sentido acho que é a melhor arma para desenvolver-se a teoria da câmara clara, pessoas que fechadas reflectem para o exterior o interior neste caso interior esse tecnológico que cria formas de estar e de vivenciar.

Mas o filme aborda o tema da realidade que o jogo recria alterando a realidade e a realidade passa a andar há volta do jogo e o jogo é a realidade. Acho essa visão tenebrosa, já que a noção de realidade vai-se esbatendo, e os sujeitos deixam de ter noção da realidade, acho que iremos ter novos distúrbios mentais associados com a percepção.

Acho que preciso de ver melhor este filme pois acho que existem mais elementos para analisar o próprio conceito de globalização é colocado em causa pois o ser multimédia global é um sujeito enclausurado no meio que lhe permite ter acesso há globalização. O mundo passa a estar ao alcance de um clique que o enclausura no sistema multimédia.

Outro factor interessante é analisar o tipo de violência dos jogos, onde quase todos de caris militar, ou de intervenções bélicas em zonas problemáticas, introduzindo assim os jogadores em cenários de guerra armados até aos dentes. Mas o que me faz questionar é a necessidade de jogos de cenários violentos, talvez seja a adrenalina mas ate esta noção de adrenalina pode ser posta em causa pois os jogadores estão sedentários. Ou será que o próprio jogo cria sistemas de viciação mental que levam os sujeitos a escolher este tipo de jogos, talvez seja um bom tema de estudo para a psicologia, bem como para a antropologia pois o jogo é um dos alicerces dos sistemas antropológicos do ser humano.

Se o Matrix e o Existez tentam abordar estas questões, podemos considerar este filme no mesmo patamar, o questionar os jogos e a realidade.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Problemas fotograficos

Quero por aqui as fotos que ando a fazer

mas estou com o problema de não conseguir publicar,

Se alguem me quiser ajudar deiche recado ou escreva para o meile, das @ d@ Existência

atencioso espero

respostas do ciber espaço
no espaço que
permite o nosso comunicar

@

Fios da mémoria

Este texto esta integrado num outro texto escrito por mim chamado: O fio que prendeu Ariane.
E como progrido, e volta e meia nas voltas completas que a vida dá, decidi por em antevisão, um destes fragmentos, de um texto que ja se dividiu em dois uma peca de teatro vertical, e uma narativa com fragmentos poeticos.

Pois as vezes recordar é desenvencilhar o novelo.

"O gato dormido não esta

Olha em silencioso

Do seu jeito estranho

De te comer

Também ele perplexo

Nos plexos

dos seus sentimentos confusos

Naquela manha

De acordares confusos

Dois seres presos em si

Confusos

Ou vitimas de jogos

De deuses

Desespero das manhas do acordar

Sem beijos

Apenas silêncios colecionar,

Dos dias passageiros

Da existência cada um edificar

É outro dia

Passo rápido

Assim se descobre a alegria

Esquecendo

As confeições

Das desilusões ilusas

Do amor

Que gritando

No interior

Te flagela

Lamina de diamante

Que corta tudo

Mas no amanhecer mudo

Passo rápido

Há que continuar

Será sempre o verbo amar

Por aquele espaço

Que em ti semente foi plantada

Rosal a germinar

Cheio de rosas

E já tão cedo os espinhos te marcam

Na descoberta do amor

Ainda por beijar

Verdades quem as tem

Nos jogos dos sentimentos

Hoje acordas no lamento

E no teu intimo cantas um blues

Do sentimento

Desse amor que amanheceu no lamento

Das glorias perdidas

Sem actos e mesmo assim as batalhas

Neste jogo para ti foram sempre perdidas

Com sabor de troféu

Sentimentos de perda

Troféu

Pois nesta manha descobres

Significado do amor

Que em ti habita

Por um abstracto deus

Das mil caras nos jogos de contigo brincar

Mas sabendo

Que em cada suspiro teu

Esse é o teu supremo

Do verbo Amar"

 

Nos presentes tão dificeis deste verbo pronunciar



carta a um amigo

Ola
como vais?
Sabes não me lembro ter colocado passagens em relação a ti, mas essas agora neste presente cinza que meu coração quer ver colorido, falo de tanta coisa, agora ando a escrever sobre cinema, um pouco temerária, mas escrevo, ando a ver coisas muito boas, outras nem me dou au trabalho de escrever, sabes vi "tetro", ouve momentos que pensava no Almodovar, e noutras situações parece que pelos meus olhos pasou a historia do sinema em especial o italiano, e a musica, a pontilhar os dramas todos eles familiares.

São filmes assim que nos faz pensar "nesses momentos inevitaveis que o poeta deve pensar".

Ainda acordo a pensar que existem touros azuis na primavera do mar.

Sabes sinto a tua falta de dj. das sonoridades desse mundo esférico, bola de jogo no jogo das horas da vida,"no sueltes la soga que ata tu alma", sabes este foi o ultimo grafite que fizeram pestanejar os meus olhos.

gostava de me sentir com forças para pegar numa mochila como fizera tantas vezes e circular neste carrossel do baidalo, da puta vida.

tens que me contar o que andas a ouvir e os titulos do cinema espanhol que gostes haver se continuo actualizado.
sabes ando com tanta coisa entre mãos, ando a fazer xilogravura. pois aqui onde estou so tenho madeira e inprimo com as mãos pois não tenho prensa.
esboço coisas, e esbuçar tem muito que se lhe diga a emoção do primeiro traço que corta o espaço e marca a flha ou o ecrâ do computador.
ando a escrever como ja destes conta.
o blogue é o menos interresante, ando consentrado em varias coisas e como são tantas entre a disperção a progreção faz-se lentamente, mas do que mais gosto e recriar nas criacões em que foi construido a tua cultura.
Cultura com sabor a fel, a amargura prometendo o doce e dando-te o sal, mas como tudo existem sempre dois lados no bem e no mal.

não te maço mais.
deste que entre as maçaduras do passado, arqueologia da existência da construção da existência, ainda a olhar para as tuas marcas focalizadas como marcas ainda palpitantes.

salu

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Filme, O Profeta - Un Profhete

Ja não via um filme há muito tempo desses que acabam de sair nas salas do cinema, e ultimamente tenho tido essa oportunidade. Para dizer a verdade ultimamente das coisas que me da mais prazer é ver um filme, alem de outras coisas.

Mas este filme em questão veio mesmo a calhar, pois analisa problemáticas de mundos em mundos, com o que escrevo não quero questionar o sistema prisional, a mera ideia de pensar num sujeito impedido de exercer o seu direito há liberdade bem como ha participação social assusta-me um pouco. Mas aceito opções de sujeitos que optem por uma vida de clausura.

o interessante é em primeiro ligar a forma como nos é apresentada a vida num sistema prisional francês, onde coabitam diferentes culturas, raças, religiões e opções sexuais. Desde já felicito o realizador Jcques Audiard bem como os autores do guião o próprio realizador e Tomas Biargan, não vou entrar em preciosismos para falar da banda sonora que não é esse o meu objectivo.

O interessante é como os autores desta obra conseguem por em filme um conceito que na contemporaneidade esta a ser marcante que é o conceito de "câmara clara" a vidas dos prisioneiros no sistema prisional e as suas historias e modos de estar apoiados no fio condutor desempenhado magnificamente por Tahar Rahim, recluso num espaço fechado que serve de narrador, dando-nos a conhecer a vida no interior intra muros e a vida que existe dentro deles, dando-nos assim na primeira pessoa toda uma serie de problemas e experiencias que implica a vida numa prisão através dos seus olhos a “câmara clara” transmite para o exterior toda uma forma de vida eu a nossa vida em sociedade se esquece muitas vezes da sua existência, um mundo fechado que reflecte numa outra escala o mundo e os seus problemas as suas disparidade, o exterior reflecte-se no interior numa escala diferente, ai esse reflexo podemos chamar-lhe de “câmara escura” (expressão derivada da fotografia), mas nesse interior existem historias na primeira pessoa ou na segunda ou terceira pessoa que implica a existência do verbo ser neste caso já “câmara clara”.

Com isto não quero analisar como as artes podem tirar partido destes d discussão esta que não se afastaria muito do filme em questão.

O interessante é como nos é apresentada esta história, forte pungente, agressiva, pois na cena das lâminas de barbear acho que poucas pessoas ficaram de olhos abertos sem tremer ou ter um calafrio. Onde o realismo e a escola realista do cinema francês é nítida na forma de construir esta narrativa.

Um deama a corres onde o preto e branco são os elementos mais exprecivos da cor da narativa, a cor quase ausente ou desbotada, reforçando assim a própria narativa

Já agora o meu bem-haja a toda a equipa que trouxe há luz este drama que foi um prazer ver.

A própria questão do prazer, no sistema prisional é interessantíssimo, o prazer desenvolvido intra muros, na câmara clara da existência que conta a narrativa, e o prazer que chega de fora pelas historias e pela televisão escurecendo a alma que na câmara escura assiste a claridade que chega do exterior, interior de espaço físico bem como interior na forma de sentir e de se ver, ao acistir e ver o que do exterior chega e nos faz vibrar. Tornando a vida mais leve na condena da existência no martírio de ver e não se alcançar, tornando as vezes a leveza no peso da tortura no interior da prisão.

Eu vibrei ao assistir no escurinho a meia-luz da projecção.

Não vou contar o filme acho melhor ir assistir.

Mas achei por bem deixar aqui o meu comentário.

domingo, 20 de dezembro de 2009

“A um deus desconhecido” S. Paulo, actos dos Apóstolos

A primeira vê que tomei conhecimento desta expressão foi ao ler o acto dos apóstolos, S. Paulo ao chegar a uma cidade dá com esta expressão inscrita numa pedre junto a um pedestal sem nada em cima dele.

Se por um lado este inscrição revela o inicio dos segredos da civilização, faz apologia a um deus que não se fala dele mas é central para o culto das divindades tanto gregas, como da religião cristã.

Mas afinal quem é este deus?

Por ser a chave da existência é mantido mos segredos dos deuses, e apelidado por deus menor, seguindo as mais antigas tradições, já na bíblia há várias referências a este deus ou antes toda ela fala deste deus. Mas un dos pontos mais importantes é o treicho que aparece em Moisés, quando este fala nos deuses de pés de barro. Metáfora pois aborda a importância dos pés para a existência.

Tem que se destruir o deus de pés de barro, o deus desconhecido para se comer o mana.

Já o novo testamento todo ele é metafórico, a divisão do pão do deserto é o mesmo que o maná no deserto, vemos assim a apropriação e adaptação.

Todos estes escritos bíblicos podemos inscreve-los num sistema educativo que através dele ajudara os participantes a adoptarem uma postura perante uma iniciação que podemos ver já nessa caverna a sua origem.

Se repararmos bem todas as mitologias andam há volta deste deus desconhecido, todos as histórias do graal andam há volta deste mistério.

Ao próprio mito divide-se em duas partes a primeira a educativa ou melhor dizendo a deseducação, os guardadores do deus desconhecido tentam desde a sua nascença corrompe-lo, e todo o mistério reside nesta faz, ao corromper-se o escolhido ou antes aquele a quem por direito, possui o espírito desde a nascença. Para haver um motivo para o poder liquidar e abusar, não se pode esquecer que durante a sua deseducação este ser irá sempre ser abusado na sua ignorância, é este o motivo da expressão “filhos de um deus menor” pois este ser diferente aos outros e que porta dentro dele o sentido da vida e de fazer com que haja vida e continuidade.

Todos os escritos religiosos falam disto

Por exemplo Abraão ao visitar Melkisedeke resolve o problema da sua infertilidade trazendo com ele duas sementes, são essas duas sementes da mesma cepa que vão dar origem a dois segmentos religiosos. E as suas derivações. Quem é o guardador, ou funda uma religião há volta do deus desconhecido que guarda e corrompe.

O cristianismo mais não é do que uma passagem de mãos do herdeiro da semente, sacrificou-se o Cristo, deu-se lhe duas educações a do cão e a do burro. Ambas elas silogísticas pois o fim é sempre o mesmo, o Cristo não tem nunca poder de decisão, a partir de certo momento tudo é indutivo, antes de haver o conceito e a expressão cão de Pavlov esta já era posta em pratica no sistema educativo desse deus menos.

E por este motivo que o Cristo chegado o momento não consegue ter relações sexuais, pois se as tiver estraga todas as jogadas, e os detentores do segredo perdem o direito de o guardar e corromper.

Se repararmos todos os mistérios há volta de Lurdes, Fátima, Meca, etc. Andam todos eles há volta deste mistério os guardiões do deus que tem de ser corrompido, o deus que tem de ser desconhecido e ao mesmo tempo anda tudo há volta dele

Continua amanha ……

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

A ninha mãe parece uma aranha

Sempre fui educado dentro dos princípios da religião catolica, onde a virgem Maria servia de modelo primoroso.
E sempre fora educado a respeitar a familia bem como as pessoas mais velhas.
e assim fora educado nessa meninice distante numa aldeia transmontana que transpirava harmonia e camaradagem, ou era assim que eu via o mundo nessa minha aldeia.
anos depois descobri Fernando pessoa ainda na adolescencia e cada ves que lia Alvaro de Campos, alberto caeiro, parecia que falava de mim, tambem eu corria atras das raparigas levantando as saias, e nessa infancia tido parecia um poema pesoano.

Depois comecei a descobrir uma outra aldeia, onde servias de objecto sexual que os outros exploravam quando na minha mente ainda não sabia ao sorte o que era o sexo e assim só anos mais tarde é que descobri que tinha sido abusado sistematicamente na infância, e cada vês que diziam vamos brincar aos cowboys, e la ia eu, mas no meio da brincadeira sempre aparecia alguém que dizia agora vamos brincar de outra forma abaixa as calças depressa, enquanto não aparecem os outros, da tua idade.
Depois de tanta brincadeira destas, nos meus ternos nove anos isto parecia normal.
Mas nunca ninguem me dice nada em contra mesmo nas confissões, mesmo sabendo o bom padre que eram todos mais velhos.

Parando a coisa quando tive de inventar uma desculpa para ir embora da aldeia. E fui embora.

Regresava para visitas, e partia.

mas agora regressei a aldeia, e descubro que a minha mão coloca medicamentos na comida, confrontada, assumiu, o que fazia, e explodiu uma discursam. alegando que sou o causador de todos os seus males, e só assim se livra de mim.
Outro agravante gosto de homens. e para ale saber disto de um filho é insuportável por isso não tenho direito há vida pois é antinatural e só através do feminino é que temos redenção.
por isso sou uma aberração.

Devido a estes agravantes tem todo o direito de colocar medicamentos na minha comida bem como fazer tudo para me destruir.

o pior é que cada vez mais me sinto mais isolado
fechado
a minha sorte e que ela não sabe que pela internete se pode procurar ajuda.

mas não há respostas.

E neste quadro sagrado é a virgem Maria que prega o Cristo e sangra-o para saber que não respira, é esta agora a imagem da sagrada família que tenho.






quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Casanento Homossexual

Acho que depois de tanta discurção, falta é a aprovação.
pois já é sem tempo.

TODOS DIFERENTES TODOS IGUAIS

E se na constituição somos tidos iguais, acho que o reconhecimento a quem quer ter o direito de oficializar a sua relação perante os homens e os deuses maiores senhores que legislação e fazem o direito e as leis nas sombras das clausuras dos gabinetes, depois de negociados nos passos perdidos para "benção" ou "perdição" mais ai já é assunto da relação e da sua construção,dependendo da benevolência, de querer dar o direito aos pares que constituem um sistema eleitural constituintes da constituição.

Mais vale tarde que nunca neste pais que parece que ainda anda a comboio de vapor em relação aos assuntos de igualdades.

E falar mais sobre o assunto depois dos tantos debates que ouve so resta dizer.
Espero que seja desta que se olhe para a constituição como um documento sobre igualdade nas diferenças da pluralidade de sujeitos.
Ja agora se houver alguém que queira uma relação também caso.

Dialogos de Chat com colega da FBAUP

Filipa Cruz is online.

Paulo: oi ligada

na net

Sent at 11:12 PM on Sunday

Filipa: alo!

entao como e que vais?

Paulo: ola

estou a ver o avatar

e a falar contigo

Filipa: eu estou a falar contigo e a estudar estetica

platao

a questao da beleza

e agora tambem vou ver a modernidade

Paulo: eu analiso novas utupias

sabes quanto nais estudo estetica mais penso que anda sempre a volta do mesmo

Filipa: sinto exactamente o mesmo

Paulo: a diferença entre a tua guitarra e uma representação de bisaonte ou de um objecto de arte movel é a mesma

andamos sempre a arte no interior da gruta e a arte no exterior da gruta

entendes a metafora

a realidade como processo construtivo

dades é a teoria da camara clara e da camara escura

s camars clara projecta o interior

a camara escura capta o exterior

são dois conceitos diferentes de aprisionar

e toda a recriação de realidade que isso implica

pavelove ajuda

na indução dos processos indutivos

por defeito e por exesso

Filipa: e sobre isso que tens andado a reflectir?

Paulo: estou a escrever 3 textos o primeiro com o nome No purão que é a continuação da barca

o trabe que apresentei no ano pasado em arte contemporania

e estou a ilustrar

Filipa: a ilustrar?

Paulo: Titã uma estoria de ficção cientifica queonde analiso os dois conceitos de camara clara e escura numa sociedade no futuro

sim

a ilustrar a continuar a porimeira prancheta que fiz em tecnicas de impreção so queando nos recortes

o amor das tres maçãs

a problematização do mito de adão e eva no femenino e a problematização do etrno femenino

o sexo e a gruta primordial, onde se poem em cusa a frase deuses de pés de barro

ha e tenho o meu diario

mas a historia que mais me da prazer escrever e esbuçar é o a monstros debaixo da cama , historias infantis

e tenho a ariana , onde reflito sobre o labirinto e o mito do minotasuro

....

e tu platão como o vês

platão é muito engrasado é como s. paulo para os catolicos

um hino ao deus desconhecido

a cultura se analizares bem a unica coisa que fez foi refletir sempre sobe a realidade e a sua forma de visualizar como projecto como assimilo

na aula por ex. de histo5ia da escuktura estive para dizer ha profesora que o que ele estava a fazer era uzar as teorias de s., paulo e da camara clara e da camara escura.

o pedestal ao deus desconhecido

é por isso que a catedral de londres é a de s. paulo e na praça o pedestal sem estatua ou ao deus desconhecido e o que isso implica

a propria historia do cristo é uma historia iniciatica

toda a arte é iniciatica e o que nisso implica

nas diferenças dos sujeitos

recriar o sistema iniciatico ai é por em causa a arte e procurar paradicmas

é desmistificar paradigmas é por emn causa o real e as implicações

bem fiz pausa e ja te aboreci

Calling Filipa Cruz at 11:44 PM on Sunday

Call with Filipa Cruz not answered at 11:44 PM on Sunday

Filipa: de modo algum

so fui a casa de banho

lol

eu gosto de ver o que pensas

Paulo: e o que achas da estetica platonica

Filipa: e sempre enriquecedor conhecer o ponto de vista do outro

bem, eu costumo analisar platao segundo as minhas proprias convicções

a noção de que podemos sair da caverna e encontrar a luz atrai-me

Paulo: platão analisa o exterior ao sujeito que aspira ao mais alt

aristoteles é ao contrario

Filipa: sim, totalmene

Paulo: o eu e a aspiração

Filipa: para aristoteles tens que se comecar pela analise do material, do palpavel

Paulo: por exemplo podemos analisar o adestracionismo minimal como a analise da cor que refkleto sobre a aspiraçao e reflete esta e as pretenções aspirativas

e o que é mais palpavel a materia qual a primeira materia que analisas primeiro o meu eu exterior isto é o meu corpo a descoberta do corpo e do mundo

ao descobrir o mundo analiso a materia bruta e trasfurmada que refletem essa aspiração

assim podemos analisar a pintura da opaisaguem como sistema de plasmar o eu atraves da paisaguem

por ex a natoreza morta a materia que representa o sujeito

depois a coisa complica-se devido ha carga simbolica

no fundo artes semioticas de representação

entendes

Filipa: sim

sabes que falar contigo é um caso especial, porque acabo por reflectir sobre muita coisa

Paulo: se calhar estou a dizer as maiores barbaridades

Filipa: coisas que não havia equacionado

ou nao

o que interessa e a reflexao

nao propriamente os resultados

Paulo: o problema disto tudo é que tudo reflecte e fala do mesmo

Filipa: não se diz que o que é importante é o caminho e não o fim?

la está, é o caminho que interessa

que te faz pensar, chorar, sofrer

Paulo: tu analisas as incognitas atraves da arte lanças hipoteses

Filipa: mas que é sempre tido como um caminho

Paulo: fases produzes refletindo hipoteses hipoteticas do teu eu

quem inventou um computador teve o mesmo ponto de partida para quem inventou uma flauta ou um lapis alem de produzir algo tem o seu lado secreto

é a teoria da roca e do fuso

Filipa: o seu lado magico, tambem

Paulo: para a inovação

tudo tem o lado magico

ou achas que uma caixa de musica n reflecte sobre as mesmas teorias de camaras claras e escuras

por ex o que produz so influencia se o sujeito a quem se destina se ibentificar.

e depois ha outra cisa mas essa vais chegar la ou não

todo o meu trab é um processo de refleção

mas quando hapessoas mais sensiveis que tu questionas a forma de comoestas se posicionão

por ex

houve uma altura que tomava uns 30 comprimidos ou mais por dia uzar a representação de medicamentos para querer um determinado objectivo acho alem de preverso

malicioso mesquinho e baicho

ai utiliso o deseijo ao que o fes o mesmo ue deseija prendendo o produtor na produçÕ

produção e so se livra desta desfazendo tudo e não recriando pomtos de coneção

se voltar a cair no mesmo erro ele volta a cair nela

que te parece

isso de andarem a destruir-se uns aus outros e uma seca

é chato e baicho

alem de mesquinho

e questionavel

tudo mas tudo parte do mesmo ponto de partida

ha e que tal as belas artes

ainda continuam com a questão do ele é prigoso

dara descredibilizar o sujeito

Filipa: as belas artes continuam tal como as deixaste

Paulo: ha pessoas que precisão mesmo de muito espaço

cada vez piores

sabes achei muita diferença

do ano passado para este ano

Filipa: a serio?

a que nivel?

Paulo: fala-me das propostas

ainda estão na do varer

Filipa: na do que?

nao percebi a qual te referes

Paulo: varrer

lembraste da expisição que havia na cuzinha

e na sala de exposições

Filipa: sim

Paulo: os medias ecomo vassoura

os modos de produção como vasoura

as telhas do cavalo

lolol

Filipa: lol

ah, ok

ja percebi

Paulo: enfim

ou a vaca azul da exprecividade

lolo

vou ver o filme isto é no que da viver numa quinta

Filipa: lol

mas tb tem coisas boas

Paulo: amanha tenho os animais a rondar a casa

Filipa: nao precisas de te reger pelos desejos politicos e economicos

Paulo: tens tempo quando te deixam

Filipa: mas nao convives com a falsidade dos homens

Paulo: mas pensas

Filipa: com a hipocrisia

com a mentira

e tudo mais puro

Paulo: e fazes os esboços para depois escreveres

Filipa: sim

e como catarse

Paulo: e ando numa de xilogravura eletrica que fasso uma prancha para A2 por dia

Filipa: tens que saber aproveitar bem cada momento, ano e verdade?

Paulo: tenho uma historia sobre o cão do melhor

mas essa so falo dela quando tiver todas as pranchas efeitas o texto ja esta

mas a caneta

Filipa: ah, ok

entao vou esperar

depois vais ter de me mostrar tudo, ok?

estou a ficar curiosa

Paulo: ha te tenho uma historia do general chupa limões que e muito engrassada

Filipa: mas ainda e sigilo?

ou ja podes contar?

Paulo: que é passadanas cavalariças que temum limueiro num canto

e tenho esboço de uma reminiscencia de um conto que li sobre corvos

que estou a escrever ha minha maneira mas ja ultrapasei o que tinha na memoria da historia

onde falo do corvo como animal de saque

vou-me

boa noite

Filipa: ok

Paulo: e bom estudo

Filipa: boa noite

ate outra conversa

Paulo: bem se calhar so te perturbei os estudos

Filipa: de forma alguma

sae sempre bem uma conversa para descomprimir

e reflectir

Paulo: por exemplo

eu quando vi a tua guitara, onde reflete, picasso,

cubismo desconstrutivismo

podias problematizar tambem a corda como elemento

a corda como simbolo do destino

no labirinto que

é a propria guitarra

sempre podemos dar mais um onto do ponto anterior

quando se cai e se levanta quando olhamos para o ponto da queda damonos conta que estamos sempre um pouco ha frente

isto num plano sem inclinações

este é o tema que reflito actualmente

os planos no plano a luz como forma representativa planar

Filipa: mas tens escrito sobre isso?

Paulo: espero que n levasses a mal a minha opinião

tenho

sabes eu ja estava a preparar o projecto do ultimo ano

Filipa: a serio?

impressionante!!

Paulo: a luz como elemento representativo onde problematizava a cor, e claro sempre com multimedia de suporte

e o objectivo esse era atrair

a lus como elemento pictorico

onde o branco

a lampada e aluz branca condensa toda a cor

Filipa: sim

Paulo: uma coisa muito multimedia e cenica

qual a nova proposta de escultura

Filipa: mas ha kanto tempo e k pensas nisso?

Paulo: passei o verão nisto

ja qando andava nas caixas de medicamentos do ferro eu estava a desenvolver isto

bem lavava os contentores e comesei a analizar as sombras

refletidas depois comessei a idializar hipoteses

e ta nmontar a historia para construir o ladoo senico e picrorico

isto pode ser uzado de muitas formas em espassos fechados e abertos

dependendo do objectivo final

Filipa: sim

Paulo: onde a grande intervenção ni espaço é a luz

Filipa: e o engacado e que surgiu td um pouco do acaso

Paulo: sim mas a coisa ja tinha comessado muito antes

ha 2 anos numa ida a lisboa e na exposição de arte oriental na fundação oriente

pois estava male iluminada e as vezes dava com a cabeça nas vitrines

essa exposição influenciou-me muito

as vezes recorro ao que guardei dela na memoria e dos acidentes para criar algo

e depois havia muitas outras coisas

deu para analizar o conseito de afastamento e procimidade bem como de sombre

sabes mas este é o projecto final que ainda mal levantei o veu

Filipa: pois, ainda tem muito para ser explorado

Paulo: eu sou complicado e muio simbolico

estou a falar de folhas das muitas folhas da arvore do projecto

o elemento luz e trevas interessa-me muito

Filipa: e mt medievalesco

Paulo: bem uma mastaba analisa i mesmo conceito e estamos no egito

toda a arte reflete a luz e as trevas

todo o elemento luminico provoca sombre

olha o eclipse

Filipa: exacto

Paulo: olha o eu

olha

o proprio conceito de platão da gruta

dentro e fora a sombra projectada o exterior

Filipa: sim

Paulo: e no esterior os elementos que provocam sombre

e estetica medieval é uma adaptação de platão

o conceito de luz e trevas vem dai

Filipa: isso mesmo!

e isso k eu tb ja pensei

Paulo: actualmente falamos de camara clara e camara escura

dentro de caverna camara escura o esterior projecta o desenho para o interior onde se poem em causa a reaslidade e a sombra comomrepresentação

o esterior a camara clara

a coisa complicase para um terceiro conceito as camaras dentro de camaras

topo bonecas russas

onde camaras claras e escures de integram e se complementão

ai a coisa ficxa mais complicada

o proprio espaço é posto em causa. e surgue o e as dimenções espaciais os espaços dentro do espaço

tu ocupas um espaço

que sustenta varios espaços o corporio e o mental que pos sua ves se dividem mas este habita tambem em espaços

ha halgo de fisica

nisto

podia falar de vasos comunicantes

tambem mas isso iria dificultar tudo

ja podes ver por onde ando

e depois sempre com a priocupação que tenho que esplicar isto atraves de contos infantis

ou aceciveis

Filipa: de facto, da para ver

uma analise elucidativa

Paulo: mas esse é o projecto final

lembraste que eu andava a volta do banco

ainda tinha a instalação eletrica aquilo ia ter um ponto de luz e depois um jogo de sombras

mas ando ha volta disso so que em ves de marmore estou a uzar granito branco da região

ate tinha nome

ao artista que desenha nuvens

e refletia sobre o conceito muculmano dos pilares do universo

que é grego

teogonias

Filipa: sim, as teogonias

sei disso

Paulo: eu gosto muito de mitologias todas elas falam do mesmo independentemente dos credos ou dos não credos

tambem ando num conceito em que os deuses são os outros

tipo um jogo de deuses

isto partiu do valha-me deus e eu quando ouvia isto dizia deus , deus são os outros, deus são aqueles que me rodeiam e me julgam

é o por em causa a formulação de opiniões

a opinião como estruturacão do eu

onde o penso logo existo, e so existo quando penso e posto em causa. mas isso é para daqui a uns tempos ainda tenho muito que escrever com o que tenho

onde ponho em causa a propria arte eu atraves da arte reflito o pensamento eu penso produzo

eu penso e crio

mas ainda esta muito no esboço

e u falame afinal do queda propostasabes eu sobre isso não trnho acesso pelo cigarr

ainda bem que este avatar tem de ser visto pornepisodios

Filipa: ainda estas a ver isso?

Paulo: 11G de filme

fiz pausa

efeitos especiais

devia ser uma equipa

eu gosto de trabalho em equipa mas quando tudo é discutido

não andar a discutir o sexo dos anjos e no final tinha~se pensado fazer outra coisa

o mais interessante é nque ate a pridução de equpa pode ser uzada como elemento produtivo

o jogo da indição para a produção

tipo o filme dentro do filme

o filme que tem como ponto de partida fazer um filme que o fazer isto e o argumento do file

a historia na elaboração da historia

a intervenção no espaço como elemento escultorico do meu eu e da equipa que se questiona como elemento escultorico do proprio espaço

intervindoo no espaço com o pretexto de intervenção

o estar em campo ja é um elemento interventivo

entendes

Filipa: sim

Paulo: boa noite

ja te escrevi 6 pp a4

eu agora salvo tudo tudo é pretexto como texto

Filipa: tudo e reflexao

Paulo: isto ainda da um teatro tipo arte

lolo

Filipa: lol

onde os actores acabam por se ir definindo

Paulo: mais uns dialogos destes e ja esta dois colegas que falam

mais monologo qu dialogo

lolo

Filipa: kase como os dialogos de platao

Paulo: com a descrição de tudo o meu carto

a musica do filme que estou a assistir agora

e a tematica

e o que estou a pensar sobre ele nos apontamentos de papel e esta montado

lol

e a sombra da mãe na parede

no cilencio a atormentar

lolol

o filme depois da pausa e sobres um grupo de amigas que cantan num coro, muita muzica baroca e as suasbvidas influenciadas pela musica que cantam

bem não é bem assim

mas podia ser

eu assim o veijo ha alturas que parece mozarte e as bodas

outras

donizete

ou mesmo

straus

Filipa: "donizete"?

Paulo: ou la como se escreva

ja deste conta que dou erros

vou tentar instalar o processador de texto por voz

tipo dialogos com o comoutador so de imaginar fico entusiasmado

dialogos para o computador

lolol

agora um lid shubert

e ela foje de bicicleta no escuro da noite

do desamor

na foi atras dele

lolo

Filipa: :=

:)

estas inspirado, hoje

e bom ver-te assim

Paulo: " o acedio feroz da vida que me asfixia" é o que diz a muzica

Sent at 1:37 AM on Monday

Filipa: e inspiradora

Paulo: Fica bem boa noite fui

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