The Blind side
Filme que serve de um caso real para a composição do seu argumento.
E neste sentido como desconhecemos a real história ficamos com o ponto de vista
que nos dá o filme. Um miúdo que tem dificuldades de adaptação com problemas
familiares que numa noite caminhando pela existência numa estrada sem destino transportando
os haveres num pequeno saco da sua existência, é encontrado nos encontros que
são proporcionados por também irmos na mesma estrada. Leigh Anne (Sandra Bullochk)
encontra e acolhe Michae (Quinton Aaron) e nestes encontros de estrada quem
encontra também é encontrado.
Sandra Bullochk loira quase irreconhecível,
dona de casa sem grandes desesperos mas com vida social nos esquemas de donas
de casa desesperadas numa classe média alta dos hábitos sociais de scones e chá.
Quem sou eu para falar de desempenhos de interpretação mas o curioso é que nos
acasos no dia anterior tinha visto a mesma Sandra numa Proposta, onde uma executiva
“ilegal” (gostei da ideia executiva de alto cargo numa emprese ser imigrante ilegal)
arrogante, que para ser cidadã legal acaba por descobrir-se na visão romântica
de subornar um empregado para se tornar “legal” (uso aqui legal no duplo
sentido de legalidade jurídica e de calão simpática amistosa.
Mas em The Blind side esta irreconhecível,
ao principio não me parecia ela mas sabia que ere ela. Vi o filme e ao fim sai
com aquele sorriso de cinema para toda a família onde se acredita que pode
haver esperança desde que se acredite, onde por vezes basta um empurrão, ou que
também nos empurra gerando o estimulo que falta para; se ao ajudar alguém nessa
ajuda vamos descobrindo o eu na forma em que nos ajudamos. Analisamos posicionamentos
de vida e comportamentos em relação aos outros.
O filme como já referi apoia-se
em factos verídicos e conta a vida de um jogador futebol americano e da sua mãe
adoptiva, eu de futebol americano não sei nad, mas através dos jogos criados
por uma civilização podemos analisar o acto civilizacional. Nessa América do
norte destacam-se dois jogos que são adaptações de outros jogos há forma de ser
americana, se o criket (ou como se escreva) deriva no basebol desporto por excelência
nos estados unidos, podemos ver a influencia da antiga força colonizadora como
base dando origem ao basebol adaptando o jogo do colonizador a nova forma de
ser Americano, e se analisarmos o jogo e toda a envolvente descobrimos a
personalidade de uma nação o individual na equipa onde através do individual se
pode atingir o estrelato com todo um sistema comercial de franchising que apoia
a existência da equipa apoiado no individual dos jogadores e na imagem da
equipa que lhe sede o logótipo e a cor, criando a noção de unidade . podia
falar mais sobre o assunto, mas o filme é sobre futebol americano eu de futebol
americano pouco sei é parecido com o rugby (Influencia do colonizador) mas não
é rugby é uma adaptação, mais agressivo, onde individualismo e equipa andam de
mãos dadas, onde existe uma progressão em terreno quase militar, mas a parafernália
do equipamento ajuda a criar a noção de muito agressivo e é necessário haver
uma armadura, mas damo-nos conta que a agressividade é muito parecida com a do
rugby, mas a armadura criamos a ideia de o ser ainda mais, criando uma outra noção
de espectáculo, para se jogar tem de se
ter um equipamento que sai mais dispendioso que o do rugby, e depois todo o
sistema comercial para assegurar a existência da equipa, apoiado no franchising
da imagem dos jogadores.
Estou a falar de um filme e
pretendia falar de argumentos que se servem do real para a sua estruturação,
servindo-me do filme para analisar situações que me passaram pela cabeça depois
do seu visionamento.
O interessante é que ao sair do
filme pensei no Olbicuelo o medalha olímpica português e na sua história de
vida, emigrante clandestino, trabalhador de obras, a viver praticamente na rua,
é acolhido por uma senhora que lhe da abrigo, acha no atletismo uma forma de expressão,
e chega aos olímpicos ganhando uma medalha.
Mas aqui a historia é revela
outros aspectos de personalidade, 100 metros desporto individual de alta
competição agilidade e resistência, onde estamos dependentes só de nos, mesmo
tendo um treinador, é a nossa forma de ser que nos ira proporcionar o chegar a
algum sitio. Mas analisar o caso Olbicuelo pode ser ainda mais profundo podemos
analisar o pais periférico que é Portugal a importância que tem na triangulação
atlântica, e quando são criadas condições ate se chega a metas onde se olha
para o emigrante de bom grado não tendo complexos na sua aceitação isto pela
rama da visão, pois se formos analisar o caso Olbicuelo podemos ver coisas que poderiam
contradizer isto que acabei de escrever, a existência é sempre complexa.
Mas se nos esteites chegamos uma
historia onde como nas novelas tudo parece pobre de estúdio aproximando-nos
pouco com a realidade.
Se repararmos os jornais vem
cheios de Obicuelos ou Michael`s identificados ou anónimos. Pedaços de existência
em que pelo mero facto de se existir dão um argumento.
A realidade que é interpretada
segundo o ponto de vista e depois nos é apresentada, já não é a realidade dos
factos são o que querem que vejamos dela.
Por exemplo se os meus amigos só publicitam
determinados factos de mim que acho menos relevantes da minha personalidade,
quem acaba por depois vir a conhecer já esta predisposto e de ideia formada
estando há espera que saltem estes atributos.
Por exemplo há personalidades
complexas, mas visto por alguém onde tudo é linear poderá por desenvolver teorias
apresentando-as aos amigos (e somos seres sociais) que muitas vezes são meras
criações não dando uma visão nem aproximada da pessoa em questão.
Por ex. um homossexual lá por gostar
de homens não quer dizer que queira ser mulher. Talvez tenha o mesmo gosto e atracão
sexual “parecido” com o feminino mas ate querer ser uma mulher vai uma distância
enorme.
Uma pessoa que goste de várias
coisas diferentes, e experimente varia formas para se exprimir não quer dizer
que tenha múltipla personalidade. Eu acho que cada ser é um mundo complexo no
seu interior. E as vezes são essa complexidade da forma de ser que os torna
interessantes, não querendo dizer que tem múltipla personalidade.
Por exemplo gosto de cinema e
aqui exponho ideias que me passam sobre o assunto, mas com isto não sou um
esperto em semiótica por muito que goste de semiótica. Nem sou crítico especializado
nem estou aqui armado ao crítico, escrevo o que penso sobre o que vejo. Para alguns
o mero facto de escrever sobre cinema não quer dizer que agora estou aqui
armado ao critico pelo contrario, ao escrever sobre cinema escrevo o que penso
sobre o filme ou sobre assuntos que me remeteram a outros assuntos devido ao
visionamento do filme, tento evitar contar o que vi sugerindo é melhor verem, e
se falo no que vi tenho outras intenções de analise.
Mas sempre reflicto a minha forma
de como analiso o que vejo. Não discuto pormenores de planos, ou composição
espacial das cenas (as vezes sim mas numa forma de como interpreto as
simbologias dos objectos no espaço que ajudam a estruturar num linguagem o que
os personagens por vezes não dizem podendo ver o cuidado que ouve na composição
do espaço para nos falar e contar coisas, acessórios para a interpretação, mas
o mesmo acontecem na banda sonora no vestuário, o cinema é um todo nas artes) e
deve ser cada filme entendido como um todo, por isso as vezes digo preciso de
ver o filme outra vez olhando para outros pormenores ou dando atenção a
particularidades. Por exemplo há filmes onde guarda-roupas estruturam de tal
forma os personagens dando-nos indicações de personalidade ajudando a actor na
representação, assim como a música (que por vezes cria estados hipnóticos gerando
complementos perceptivos).
Mas esta é a minha forma de ver,
não quero com isto dizer que se tem que ver desta forma, seria demasiado pretensioso
da minha parte quando defendo a subjectividade interpretativa pois por muito
que nos distanciemos acabamos sempre a falarmos da nossa forma de ver e analisar.
E se escrevo luto comigo mesmo
pois sou péssimo a escrever e dou muitos erros a nível ortográfico e estou
sempre as vezes a brincar com a multisignificação das palavras, pois o português
a isso o permite.

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