17 de Janeiro 2010
Depressa, depressa estou atrasado dizia o coelho olhando o relógio e correndo.
Nos dias que correm nos tempos do sempre tempo convêm levantar a questão sobre tempo e realidade, desde os primórdios sempre presentes onde tanto o tempo como realidade são questionáveis.
Nos tempos em que nos movemos em que pós Matrix a realidade entra na dimensão cibernética, onde já outros pronunciavam aldeias globais, onde o ser se inscreve e a noção de distância espacial se perde e a distancia essa fica há distancia de um clike que me aproxima de outro ou me afasta deste, um clike de rato ou enter, possibilitando proximidades ou gerando distantes sempre próximas, pois a teoria em que a distancia que me separa de alguém nas antípodas é de 6 pessoas. Assim inscritos na rede teia que nos prende nas conexões desconexas da realidade.
Mas como neste momento escrevo sobre o que vejo no cinema destaco um filme que tem a particularidade de se questionar sobre a realidade e o tempo “The deaths of Ian Stone” em França “Les Faucheurs” dirigido por Dario Piana, em primeiro lugar convêm perguntarmo-nos o que é a realidade, mas num particular o que é a realidade daquilo que veijo, e ai a realidade desaparece e damo-nos conta que tudo é ficção, por mais próximos que descrevamos fotografemos algo nunca é aquilo que tentamos captar na sua real dimensão, se descreremos algo falamos doe pontos de vista de como vemos e interpretamos algo que se inscreve numa realidade onde so o todo +e real assim chegamos a conclusão de como ninguém tem uma visão do todo ninguém tem uma visão global da realidade. Mas o filme não fala disto o filme aborda uma ideia interessante primeiro da dimensões do espaço, onde no espaço em que nos inscrevemos há outras dimensões e existem seres que criam canais entre dimensões, depois aborda uma questão interessante que é a do tempo, no filme o tempo é repetitivo num ciclo de 24 hora. E a partir destas premissas que se vão complicando damo-nos conta que o personagem principal existe num tempo de 24 horas em que morre todos os dias acordando num outro espaço onde vive um tempo de 24 horas, o interessante é a flexibilidade de adaptação entre compartimentos espaciais. Tentando sempre fugir de um ciclo que começa a dar conta de existir, pois começa a recordar momentos das realidades dos diferentes espaços que tem atravessado.
Como o espaço é composto por varias dimensões na realidade em que o ser se inscreve so alguns tem a hipótese de ver a realidade em diferentes dimensões. Mas o facto curioso é que esta é outra questão que é abordado em vários filmes em Star Trek toda a historia desenvolvese sobre a noção de espaço tempo e as viagem no tempo e o deixar de haver espaço tentando abordar noções de buraco negro, mas o mais interessante e que abre a possibilidade que no mesmo espaço e no mesmo tempo poderem encontrar-se um corpo em diferentes existências temporais, onde o jovem spok encontra o velho spok que vem do futuro para emendar os erros do passado.
Este tema já abordado de diferentes formas ao longo do espaço temporal consoante a realidade, por ex. as vestais da antiguidade clássica invocavam o ritual da sempre virgem onde voltava a ser virgem quem não o era, e através de um ritual vitalista e esta era tornada virgem quem não o era para representar assim o ritual da invocação dos espíritos de deus.
Mas já na época este ritual levantava questões te tempo e espaço, mas levantava outra questão a da memória. O próprio Eco salvo erro nos seus limites da interpretação aborda a questão da memória pois refazendo a existência da pessoa levanta também ele a questão da memória pois questiona-se se esta a que é colocada virgem sem lhe perguntarem se o queria ser ou não, (pois faz parte do ritual, transformando a virgem no exemplo mais típico das experiencias pavlovianas), pois pergunta-se se se esqueceu ou não das experiencias do passado, a meu ver não pois a memoria faz constrição da realidade da sua historia , é a memoria que a iscreve num expaco e numa existência espacial. Mas o que acontecia a estas vestais é que deixavam de ter opção de escolha ate que executacem todo o ritual iniciático de dar corpo aos espíritos de deus, e assim transformam-se no deus desconhecido.
E é aqui em que se inscreve todas as artes a criação de uma realidade a quem vai incorporar um ritual.
Mas pergunto-me se o espírito que incorpora ao longo dos ciclos das incorporações este possa ter alterado a forma de comportar perante o ritual.
Mas esta é outar questão que não me interessa abordar de momento.
Pois teria que me perguntar sobre rituais.
E perguntar-me se ao longo do tempo e no sempre espaço onde existem os vários ritmos de tempo das recriações do real se o ritual de nos inscrevermos num tempo e num espaço onde é o ritual que da significado ao tempo e espaço do iniciado. Esta ideia da quase um novo guião para o sempre mesmo filme.

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