Das actividades que mais gostava quando vivia nos meios urbanos era visitar museus galerias, observar o que se produzia bem como a criatividade tentar entender a linguagem do autor bem como as possíveis respostas ao que via.
Neste momento achei algumas reproduções de quadros famosos, a alguns anos uma das correntes vanguardistas tinha como base de produção o museu imaginado, onde era pedido a elaboração das obras que porias no teu museu imaginário, que quadros farias para o teu museu que esculturas criarias para la colocares, que actividade quereria ver realizadas nesse museu,..etc.
Partindo da premissa do museu imaginário, proponho-me elaborar as seguintes vacações:
• Eu não gosto dos quadros da minha mãe, partindo desta afirmação que alterações faria nesses quadros, que retiraria, que acrescentos faria, como modificaria o quadro, como alteraria a linguagem artística deste criando uma resposta a já existente, nesse sentido irei fotografar o quadro e depois de impressa a fotografia, através da subtracção irei retirar de lá o que não gosto, ou através da adição irei acrescentar elementos que acho que fazem falta ao quadro.
• Usando as reproduções dos quadros postais gravuras, que vamos acumulando das visitas proponho-me tendo como base o quadro alterado criando assim novas peças onde porei neste caso em causa a tridimensionalidade, o quadro bem como as gravuras são bidimensionais, nestes trabalhos proponho-me tentar colocar o quadro tridimensional, por ex. a Monalisa, come seriam as suas pernas, será que usava meias e se as usava de que cor eram, partindo desta suposição irei elaborar umas pernas e depois questionar a problemática das meias das ligas pondo em causa o não ter pernas. Mas partindo da afirmação de que aquele quadro é o retrato do Leonardo, criar uma performance em frente do quadro pondo em causa, o eu o quadro e o corpo, a relação existencial entre arte e corpo, bem como arte e perda do corpo.
• Pegar nos exemplos usados na história da arte como sendo os grandes exemplos artísticos, e criar trabalhos sobre o que não gosto daquelas obras, pondo assim em causa o belo prejudicial tentando assim partindo da minha leitura retirar o que acho que a obra tem de negativo recriando-a, ou vice-versa tirar o que acho que é positivo e torna-la negativa.
• Questionar que o quadro é a imagem de um espelho que mostra uma realidade que não é a realidade do outro lado do espelho, todos devem conhecer a obra Alice no pais das maravilhas ou Alice no outro lado do espelho, sendo assim pegando nesta premissa elaborar trabalhos que tenham quadros que acho que são interessantes e imaginar o seu outro lado da realidade questionar o que havia do outro lado das costas do quadro quando aquele pintor o elaborou, que realidade, visível e que realidade invisíveis estão escondidos nesse outro lado da tela que a tela não fama mas esta lá.
Estes exemplos podem ser pegados para todos os tipos de elaborações, criar a figa da peça existente a variação e de como eu interpreto essa variação, supra, dei exemplo de quadros mas o mesmo se pode aplicar há poesia há musica bem como a todos os géneros de arte.
Não é so uma questão de apropriação é uma questão de tentar ir mais alem partindo da duvida e das interrogações que a obra me apresenta apropriar-me da peça que designaremos em bruto e trabalha-la transforma-la dando lugar a uma nova peça a uma nova obra elaborando assim o museu imaginário pessoal através das minhas recriações onde ponho em causa a produção e alteração da linguagem artística dentro das artes. Como refutar e contradizer peças obras discursos artísticos.

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