quarta-feira, 2 de junho de 2010

A Linguagem dos papeis de parede


Por em cena, seja o que for exige a visão total do que se vai dar a ver ao espectador e das mensagens directas e indirectas que implica a representação. Como em tudo p pormenor, faz a diferença, e olhando para pormenores temos o uso do papel de parede vos cenários.
Ultimamente ando a ver filmes com papeis de parede surpreendentes, quando via qualquer filme do Almodovar, os pormenores no visionamento do filme chegavam para alem do papel de parede, mas se olharmos bem o papel de parede fala-nos do personagem que ocupa aquele espaço, e por vezes os papeis de parede vã mais alem pois acompanham através da cor ou do sistema de padrões o que se passa dentro daquela área, mas se os filmes do Pedro Almodovar são cheios de pormenores, e neste momento só falo do papel de parede, ontem tive o prazer de ver um filme que a nível de devores é todo ele cheio de pormenores tanto de papel de parede como tudo o que envolve os personagens o filme em questão “Lucki Number, Sunshine”, para quem gosta de pormenores e depois de uma primeira visualização, ficamos com o papel de parede ou melhor os papeis de parede na cabeça,  e na segunda vez praticamente que vi o filme desliguei-me da historia e tentei fazer uma leitura onde o cenário me contava a história e o que acontecia e neste visualização chego a conclusão que apercebo-me de pormenores que são contados pelo decor, mas não só, o papel de parede os bancos o solo, o vestuário, e depois todo pormenor de colocação no espaço dos objectos, o tipo de objecto  a cor e para que serve. E aqui o filme comessa a contarnos de antemão ate o que se irá passar.
Acho que estamos a entrar num período neo-vitoriano no que diz respeito ao papel de parede é bem sabido a importância que o papel de parede ocupou neste período e no modos de vida desta sociedade, e a evolução na criação de padrões bem como ao requinte cromático, onde o espaço interior assumia a importância da roupa interior que aconchegava os seus habitantes e apupava-os na sua protecção, e quem entrava nesses interiores podia fazer a leitura de quem la habita, a casa como reflexo das personalidades, dos que a habitam.
No cinema os decores os cenários assumem a mesma importância falam-nos e ajudam a construir os personagens contam-nos numa outra linguagem o que não é pronunciado, o que não é dito directamente, são as entrelinhas que nos complementam e nos ajudam a ter uma visão mais abrangente do que estamos a ver.
Podemos dizer que o papel de parede na sociedade vitoriana é como o fresco na sociedade italiana do renascimento, se repararmos o fresco ocupa o interior, com a sua linguagem fala-nos conta-nos histórias doam-nos a ver quem habita rodeado daquelas pinturas, protege, aprisiona, o papel de parede na sociedade vitoriana tem a mesma função te a sua linguagem especifica dentro dos sistemas de padronização aproximando-se aos sistemas de azulejaria árabe bem como aos sistemas de padrões da arte hindu, se repararmos a índia teve neste sentido muita influencia para o aparecimento do papel de parede ou do tecido para as paredes. E se o cromatismo é fundamental, o padrão como elemento linguístico e compósito de ua linguagem pode assumir requintes linguísticos de autênticos livros de leitura. E se estamos a voltar a reutilizar novos sistemas linguísticos para complementar a existência e se repararmos existimos integrados em sistemas linguísticos a nossa casa fala a rua fala a cidade fala e é este sistema que parece caótico e desorganizado mais não é do que um grande sistema linguístico onde tudo são mecanismos para expressão, varias formas linguisticas que no seu todo fazem uma grande linguagem onde a visão do todo se nos parece imperceptível se reflecte em microcosmos e por sua vez no macrocosmos. E se pensamos que um espaço pequeno tem pouco que nos contar tudo depende da forma como o observemos e as vezes é nessa tentativa de reduções que sem querer vemos flectido no micro-micro-cosmos a pele do macro cosmos.

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