Por em cena, seja o que for exige
a visão total do que se vai dar a ver ao espectador e das mensagens directas e
indirectas que implica a representação. Como em tudo p pormenor, faz a diferença,
e olhando para pormenores temos o uso do papel de parede vos cenários.
Ultimamente ando a ver filmes com
papeis de parede surpreendentes, quando via qualquer filme do Almodovar, os
pormenores no visionamento do filme chegavam para alem do papel de parede, mas
se olharmos bem o papel de parede fala-nos do personagem que ocupa aquele espaço,
e por vezes os papeis de parede vã mais alem pois acompanham através da cor ou
do sistema de padrões o que se passa dentro daquela área, mas se os filmes do
Pedro Almodovar são cheios de pormenores, e neste momento só falo do papel de
parede, ontem tive o prazer de ver um filme que a nível de devores é todo ele
cheio de pormenores tanto de papel de parede como tudo o que envolve os
personagens o filme em questão “Lucki Number, Sunshine”, para quem gosta de
pormenores e depois de uma primeira visualização, ficamos com o papel de parede
ou melhor os papeis de parede na cabeça, e na segunda vez praticamente que vi o filme
desliguei-me da historia e tentei fazer uma leitura onde o cenário me contava a
história e o que acontecia e neste visualização chego a conclusão que
apercebo-me de pormenores que são contados pelo decor, mas não só, o papel de
parede os bancos o solo, o vestuário, e depois todo pormenor de colocação no
espaço dos objectos, o tipo de objecto a
cor e para que serve. E aqui o filme comessa a contarnos de antemão ate o que
se irá passar.
Acho que estamos a entrar num período
neo-vitoriano no que diz respeito ao papel de parede é bem sabido a importância
que o papel de parede ocupou neste período e no modos de vida desta sociedade,
e a evolução na criação de padrões bem como ao requinte cromático, onde o
espaço interior assumia a importância da roupa interior que aconchegava os seus
habitantes e apupava-os na sua protecção, e quem entrava nesses interiores
podia fazer a leitura de quem la habita, a casa como reflexo das personalidades,
dos que a habitam.
No cinema os decores os cenários assumem
a mesma importância falam-nos e ajudam a construir os personagens contam-nos
numa outra linguagem o que não é pronunciado, o que não é dito directamente,
são as entrelinhas que nos complementam e nos ajudam a ter uma visão mais
abrangente do que estamos a ver.
Podemos dizer que o papel de parede
na sociedade vitoriana é como o fresco na sociedade italiana do renascimento,
se repararmos o fresco ocupa o interior, com a sua linguagem fala-nos conta-nos
histórias doam-nos a ver quem habita rodeado daquelas pinturas, protege,
aprisiona, o papel de parede na sociedade vitoriana tem a mesma função te a sua
linguagem especifica dentro dos sistemas de padronização aproximando-se aos
sistemas de azulejaria árabe bem como aos sistemas de padrões da arte hindu, se
repararmos a índia teve neste sentido muita influencia para o aparecimento do
papel de parede ou do tecido para as paredes. E se o cromatismo é fundamental,
o padrão como elemento linguístico e compósito de ua linguagem pode assumir
requintes linguísticos de autênticos livros de leitura. E se estamos a voltar a
reutilizar novos sistemas linguísticos para complementar a existência e se
repararmos existimos integrados em sistemas linguísticos a nossa casa fala a
rua fala a cidade fala e é este sistema que parece caótico e desorganizado mais
não é do que um grande sistema linguístico onde tudo são mecanismos para expressão,
varias formas linguisticas que no seu todo fazem uma grande linguagem onde a visão
do todo se nos parece imperceptível se reflecte em microcosmos e por sua vez no
macrocosmos. E se pensamos que um espaço pequeno tem pouco que nos contar tudo
depende da forma como o observemos e as vezes é nessa tentativa de reduções que
sem querer vemos flectido no micro-micro-cosmos a pele do macro cosmos.

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