Reciclar inutilidades em
utilidades
Tornasse difícil catalogar por
vezes a quantidade de coisas que passam pelas nossas mão e inconscientemente as
colocamos no caixote de licho, tornasse interessante alem de elaborar objectos através
do reciclar, meditar sobre o dia e sobre o que se fez durante o dia, nesse
sentido proponho-me colocar num saco tudo aquilo que conscientemente e por
vezes inconscientemente se coloca no saco do lixo, no fim do dia irei colocar
poderemos dizer os despojos do dia a minha frente e analisando esses despojos
terei que elaborar um objecto ou criar algo que me conte o que foi o dia. Nesse
sentido estamos a tentar reutilizar tudo aquilo que nos parecia que era a mais
e por isso ia para o lixo, para ser esse mesmo lixo através da minha
criatividade e do meu sistema linguístico particular falar do meu dia, criando
assim um diário visoal volumétrico ou plano mas onde o despojar e o pegar nos
despojos para de novo dar origem a algo como processo de criação pertencendo o próprio
resíduo pretexto expressivo do meu vocabulário para falar do meu dia.
Teste os resíduos por ex. o pequeno-almoço,
onde ate as migalhas podem ser base para modelar. Mas o pequeno-almoço e os
despojos dele podem ser pretexto assim para a criação de histórias, onde são os
despojos que nos fala e contam através do sistema linguístico que vou utilizar
o dar lugar a algo, digamos que ira ser o pretexto que ira dar origem ao texto.
Bem como as invisibilidades do
rasto dos percursos, mascas do andar que muitas vezes nem nos damos conta do
percurso nem da nossa pegada invisível na visibilidade de o fazer.
Por ex, o que a minha namorada
deita ao lixo e assim monto uma historia que fale de ela, ou fale da relação
entre os dois, dos carinhos das brigas. A cama desfeita que fala da noite,
E por ai fora, … alem de ser um
processo de catalogação ira ser depois um processo de recriação.

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