segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Lusitânia e o passado. Problemáticas linguísticas e metafóricas de um país.


Problemáticas linguísticas e metafóricas de um país.

Para quem no presente olha a realidade em que está inscrito, onde expressões que assumem questões centrais do vocabulário quotidiano como crise, deficit, desemprego, economia, expressões que são típicas de uma linguagem económica para descrever um pais, inscrevendo-se desta forma em todos as formas de expressão linguística onde o material que se utiliza para descrever a mensagem põe em pratica a adjectivação utilizada pela economia.
E damo-nos conta que neste momento a grande metáfora linguística é ditada pela economia, isto é a estruturação é dada através das metáforas económicas que por sua vês estrutura a realidade social a que nos inscrevemos.
Mas esta estruturação tem um passado, se repararmos a realidade portuguesa sempre foi assente em pilares muito bem balizados, temos a linguagem histórica que nos fala de um país onde nos são apontados só os lados positivos da nossa história. Onde os negativos (e a meu ver os mais interessantes em ser analisados) são escamoteados para que não nos possamos servir deles para repensar o passado.
Temos assim já dois pilares linguísticos o económico, o histórico, o religioso reformulado há Lusitânia paixão que se transforma na negação da base central do catolicismo que é a negação da paixão reformulando um altar do mundo quê é Fátima onde é colocado nesse altar uma visão oriental de existencialismo religioso esquecendo-se a tradição da morte e paixão do Cristo, afirmando ao Cristo a promessa que lhe sempre foi feita a morte, mas na visão oriental que põe em causa a minha própria frase transformando-a numa ironia. Onde as beatas tornam-se o centro de uma religiosidade metafórica linguística senhoras do culto professado.
E assim em jeito introdutório temos já três pilares, e o ultimo pilar, transforma-se no pilar mais bizarro há portuguesa tornando-se coluna barroca com todos os seus predicados onde concilia a politica e a falta de predicados expressivos para ser completado com os predicados metafóricos do mundo do futebol. Assim quando a politica não se consegue exprimir olha para o futebol e lá o utiliza como forma expressiva para se exprimir mas negando-o sempre.
Mas todos estes pilares servem de base, a novos sistemas que a sociedade moderna aplica a tv, torna-se a janela indiscreta de uma realidade onde se mistura tudo, falando de tudo, mas não falando nada aproximando a quem assiste a realidade, do nosso vizinho transformada na visão bufa e ajandrada ou aroupando uma realidade que esta Lusitânia tanto gosta.  
Mas olhemos para a história, se repararmos o grande arquivo histórico deste pais esta guardado na torre do tombo, base de toda a escola histórica documental deste pais (desculpem o exagero) ensinando-se nas nossas escolas a grande base da linguagem historia que coabita com nosco todos os dias que é a linguagem artística que vai estruturando a pesagem a que somos inscritos tanto através da arquitectura que reflecte mas , a historia da arte não é só a arquitectura, temos a pintura a escultura, a literatura, e a estas inscrevem-se outros tipos artísticos que sendo artísticos não entram na academia, como as artes que se envolvem linguagens artísticas que se servem da etnologia cultural para o desenvolvimento de peças que estruturam também elas o imaginário. Talvez mais influentes que as grandes artes pois entra mais directamente no modos de estar que as artes ditas eruditas.
Se neste momento a escolas ditas eruditas fazem a exortação do nascimento da realidade inscrita na teatralidade desse real, onde o que aparenta ser real aproxima ainda mais a realidade da própria realidade transformando o abstraccionismo uma expressão tão erudita que a realidade há maneira dos primitivos da fase de ouro são o melhor exemplo para o entendimento da realidade da época que ilustram.
E temos assim os painéis de s. Vicente como obra maior da arte portuguesa de uma época onde a chave se encontra no centro mas quem manipula a chave soa as extremidades. Não vou desenvolver a minha análise dos painéis nem de outros quadros desta época, que é talvez  o exemplo macinho  desse mundo lusitano e da sua representação e agora usando uma expressão religiosa, uma ultima ceia há portuguesa  onde o mundo português se inscreve nessa mesa bem dividida sendo o arrojo artístico (de quem encomendou e exigiu a execução desta obra e teve a ideia dela e não a do artista que a executam o grande artista da obra, pois é este que dita a revolução da visualização, se repararmos os paneis de são Vicente são de tal forma simbólicos e com uma carga simbólica tal que ao servirem-se de novos modelos para nos falarem de um dos temas centrais da arte do ocidente criando-se assim uma nova metáfora torna-se mais arrojado que a própria ceia do Leonardo, pois aqui tudo o que parce difícil é simples e o que parece o obvio entra na complexidade dos diálogos metafóricos compósitos do quadro como costumo dizer os painéis de são Vicente transformam o Leonardo num Leonardesco desculpem a linguagem e como caracteriza as grandes obras portuguesas o autora é desconhecido, o que não deixa de ser interessante pois para mim os quadros mais interessantes desta época guardados nos museus são sempre de anónimos ou nunca se sabe ao certo quem foi o seu executante, desvinculando-se dessa tradição simbólica, afasta-se mas serve-se dela para criar assim um código completamente novo para nos falar dessa adaptação da ceia há portuguesa, a grande mesa são todos os painéis onde se inscrevem os personagens, o mundo português e a sua complexidade, nesta composição tudo fala, desde os vincos que contam uma historia e nos remetem a ouro historia bem como a ordenação dos personagens que utilizam já a composição fotográfica do retrato e não da pintura da época, a própria divisão do retábulo que criando um todo visual cada retábulo conta uma historia que consoante a forma que se faça a leitura integra a história a ou desintegra a historia do contexto) o desvirtuamento da ideia da ceia do novo testamento, transformando assim toda a sociedade da época participantes dessa ceia, tendo bem claras as suas comparticipações sociais. Temos assim esse pequeno grande passo discreto que desvincula toda a simbologia religiosa para toda uma nova simbologia de uma época, que reflecte essa Seia há portuguesa nessa época, sendo o lado mais interessante de analisar associar quem é quem ou que grupo representa quem na simbologia do novo testamento, e fazer-se a sua leitura. E temos implícito num retábulo um conceito artístico que implicam dois conceitos, o de obra aberta e de obra fechada, se repararmos nos painéis temos também o conceito de câmara clara, e de câmara escura que foi posto em prática numa época, o dois em um tão típico português.
Se repararmos o lado religioso praticamente ocupam todos os painéis e quando não é o catolicismo que assume a toga é outra religião que se inscreve na estruturação dessa criação, se analisarmos bem os painéis a ideia de Fátima altar do mundo já la esta inscrita.
Mas se repararmos o lado educativo deste pais tem a arte e toda a sua extensão e complexidade como base estruturante do seu ensino, os estudantes de arte dominam na perfeição as simbologias, e todo o ensino artístico tem como base a linguagem como metáfora da realidade que nos da, a conhecer a realidade.
E se toda a arte se inscreve nas teogonias, directas ou indirectamente, o ensino das artes e das metáforas e bem como o domínio metafórico dessas realidades tanto na leitura como na criação são o mais interessante neste momento.
Para quem achava a internet como um canal para expor as suas ideias criando interligações para a discussão, depressa se decepcionou (e estou-a falar do que sinto a esse respeito) pois de tudo o que postava nem comentários tinha o que me levou a deixar de colocar o que penso a circular.
Mas neste momento este é o primeiro comentário que decidi reiniciar, pois já desisti falar de cinema e comentar o que se vai fazendo pois nunca tive nenhum comentário sobre a minhas opiniões negativo ou positivo.
Mas neste momento servindo-me do titulo Lusitânia e o passado tentarei abordar o problema metafórico da estruturação do imaginário do português, tendo esta introdução como uma introdução ao texto que se segue sobre relações internas e externas, tanto económicas como culturais,  servindo-me da linguagem como forma compósita para falar do passado do presente e do futuro.

Ainda não vi a curta metragem do senhor Manuel de Oliveira sobre os painéis de são Vicente, mas acho que deve ser a curta metragem mais condensada da historia do cinema devido ha problemática de analise que os painéis de S. Vicente levantam tendo de cultura portuguesa como de recriação simbólica implícita e explicita, bem como a união de todo um grupo de excreção artistica que vai dar lugar a criação dos painéis e tem sempre a sua continuidade a partir do momento que nos apropriamos dos painéis pare recriar os painéis dentro das suas problemáticas metafóricas ou fora delas.
acho que a forma mais interessam para que um grupo social  comprienda os paineis seria falar destes numa linguagem fetubulistica de tatica de jogo.
quem rematou há baliza, em que painel, quem é o ronaldo e o mourinho, onde esta a virgem de farima como se destribuem os pastorinhos, e onde se posicionam no campo sendo o campo de fortebol a mesa da ceia.
lolol desculpem mas no outro dia estive assim a fazer o relato do quadro na cabeça, pois o problema é que neste pais só se entende as coisas se for dita em relato de futebol.

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