Depois de ler um conto, tentar ilustrar esse conto, olhar para o texto e antes mesmo de pensar na forma que vou dar aos personagens ver as cores implícitas e explicitas que estão em cada página.
Mas depois deste primeira abordagem a cor, peguei em marcadores com varias cores e depois de assinalar no canto de cada pajina a cor que melhor caracteriza essa pagina decidi analisar as cores das palavras, e tendo em conta a anotação cromática que fiz no canto de cada pagina estabelecer uma relação de cores de cada palavra em relação a cor predominante da pagina para cada palavra irei anotar a cor que me sugere tendo em conta a cor do todo da pagina bem como as cores que antecedem cada palavra. Depois de ter a página completamente colorida dou-me conta que já encontrei as cores, para ilustrar a página, e a quantidade que estas têm em função ao todo.
Ao terminar este processo dei-me conta que ilustrei aromaticamente cada página e cada palavra, criando composições abstractas em todas as folhas da história.
Depois de fazer a análise cromática de toda a história vou analisar o ritmo Ada historia tentar encontrar a linha bem como a expressividade, depois de ler a história em voz alta dou-me conta que a história tem um ritmo, olho para os lápis e segundo o grau de dureza que me segure a história escolho o lápis que melhor traduzem o peso daquelas palavras, depois de achar o lais que melhor transmitem o primeiro paragrafo, leio o paragrafo e com o lápis vou traçando o ritmo dessas palavras ondulante linear interrompido pois tive que respirar, agitado, e numa folha vou encontrando assim o ritmo de cada frase dou-me conta que ao terminar cada pagina tenho uma espécie de anotação rítmica, uma partitura com o meu vocabulário pessoal para fazer anotações desse ritmo, e neste instante penso, que pena não conhecer a musica, que pena não saber composição, pois podia fazer as anotações segundo a linguagem musical e aqui entrava já noutro tipo de composição pois já tenho a composição cromática feita e se cada cor, sube-cor cada espaço em branco cada espaço em negro for associados a uma nota, praticamente já tenho a musica feita da história faz-lhe falta o ritmo, o tempo sonora de cada nota de cada tom e como essas anotações já foram feitas então basta descobrir com as ajudas das anotações rítmicas o seus tempos e depois era só coloca-las numa partitura, e depois era so encontrar as harmonias entre o todo, mas já estou a entrar num campo completamente desconhecido, acho melhor voltar para o meu exercício de imposição de ilustração para ocupar esta tarde quente.
Olhando para as anotações rítmicas de cada pagina, tentarei criar um fundo ao meu gosto que melhor expresse esse fundo, mas aqui e neste momento acho interessante pôr-me a pensar na analise formal da ilustração se quero que esta seja mais fantasiosa ou mais realista abstracta, então, se abordar por ser realista o fundo da realidade que vou construir terá de ter o ritmo aqui as arvores com os seus ramos ondulantes ao vento e nessa dar corpo há arvore vou tentar criar esse movimento a linha do caminho com o ritmo sugerido pelo texto aqui ondulante alem mais recto as linhas dos montes e a sua ondulação transmitidas pelo ritmo, mas neste ponto dou-me conta que a imagem não é realista embora tenha desenhado uma arvore e a identifique como uma arvore esta arvore não é real a ondulação bem como a cor é uma procura minha para chegar a ela e dar-lhe forma, aquela arvore não existe só existe naquela folha de papel porque me foi sugerida pelo texto que estou a tentar ilustrar, nem aquele caminho é real aquele caminho não existe aquele caminho só existe dentro daquela folha e dentro da minha imaginação bem como do processo para chegar a ele.
Mas agora entro num processo mais difícil o texto fala-me de personagens, por vezes dá-me características que define noutras apenas os nomes ou que passa ao longe enquanto o personagem segue o seu caminho. Como criar personagens como criar um corpo, e aqui vou criar seres para darem corpo há minha historia, e aqui posso enveredar por vários caminhos ou decido fazer as personagens de acordo com a realidade que estou a criar,
Neste sentido ao terminar de ler a historia a própria historia dá-me apontamentos das características do personagens que tem a historia, mas posso envergar pelo caminho oposto e os personagens serem contrários há historia os altos são pequenos, ou só são altos porque tem andas que revelo so depois da historia terminar prolongando a história como se fosse um aparte da ilustração, mas posso ir em oposição há história se cada folha tem uma cor quais as cores dos das palavras que caracterizam os personagens assim a routa dos personagens pode ter essas corres, mas o texto fala-me de acção “ele corria”, “fugira”,, “vai atrás das raparigas” mas será que tenho que desenhar um personagem a correr ou simplesmente traçar na ilustração o percurso, ou o ritmo do percurso, e aqui tenho varias hipóteses que podem dar origem a várias variantes, mas levo uma pagina que só fala do personagem a correr ao longo de um caminho, posso simplesmente por os pés dele em grande plano e nesse pormenor falar do todo do texto, ou simplesmente concentrar-me nos sapatos e no verniz dos seus sapatos novos reflectir toda a paisagem do seu caminho, ou simplesmente pegar num boneco que tenho e usar os pés do boneco para fazer de carimbo e assim carimbar na paisagem que pintei de fundo o percurso do personagem, variações as mil variações que um texto tem de se interpretar, e agora tenho para uma pagina já algumas ilustrações sobre a mesma pagina, variações dentro do mesmo texto que pode ser visualizado e ser dado a ver segundo a minha forma de me apropriar do texto.
Mas devo concentrar nos personagens, as caras redondinhas sempre parecem simpáticas, bocas grandes sempre dão um ar de comicidade boquinhas pequenas provocam curiosidade, olhos grandes, e os olhos são muito importante para a criação dos personagens, e começo a lembrar que ultimamente a ilustração os personagens tem olhos exageradamente grandes, e passaram-me agora imensas personagens da Manga, mas a manga é um caso há parte acho que reflecte o oposto de uma sociedade pois como tem os olhos em bico o desejo é ter os olhos redondos, aqui há uns anos falava-se das operações que as orientais faziam aos olhos para tornar os olhos mais atraentes aos seus maridos mas isso é ilustrar para dar a ver ao outro, ilustrar o meu eu mais intimo através das operações plásticas. E neste momento, começo a pensar na cirurgia plástica como uma forma de me ilustrar e tornar mais apetecível aos outros, eu que não aceito o meu eu que me vejo diferente e quero pertencer a um protótipo a um padrão para me tornar mais apetecível aos olhos dos outros a ilustração num outo patamar no patamar da metamorfose pelo bisturi, os protótipos da beleza padronizadas perseguidos pela cirurgia, e neste momento aqui sim ponho em causa ate que ponto estas intervenções alteram as personalidades de quem sofre tais intervenções ou será que entram em esquemas de padrões de comportamento como os padrões de beleza, sei la já estou a divagar em fuga da ilustração da historia que me propus ilustrar, mas esta da cirurgia metamorfose e padrões tem pano para mangas, podem ser criados monstros ou não, mas depois de uma metamorfose sempre sai algo e a fase anterior fica no passado.
Mas acho melhor concentrar nos personagens, concentrar na obtenção de bonecos engraçados para dar lugar a personagens interessantes, mas o miúdo da minha historia é inquieto intrépido, mas tem a cara arredondada e boca grande tenho que criar uma harmonia de um corpo franzino e de uma cara arredondado, começo a fazer esboços de caras bem como de expressões depois das várias caras e dos vários esboços escolhi o que para mim é a mais divertida, e acho que irá ser melhor, melhor aceite mas aqui acho melhor não pensar assim pois neste momento é sempre a minha opinião que se impõe, mas depois de escolhido como ira ser o personagem tenho outro problema, continuo a utilizar a mesma linguagem, que tenho mantido na ilustração ou os personagens podem ter outra linguagem para lhes dar forma e os integrar na ilustração, e neste momento começo a fazer variações sobre o personagem, posso em vez de usar o desenho, começar a costurara a roupa e assim jogar com a tridimensionalidade, dos fundos do caninho, do arvoredo, também posso modela-los em plasticina e integra-lo nos desenhos, ou simplesmente, recortar o lixo que posso aproveitar e assim, sim vai ser assim o personagem, já sei pelo esboço como quero que fique o personagem é o seu desenho em grafite, agora vou ter de dar-lhe uma nova roupagem criar uma outra relação entre o personagem os fundos e a história, e assim tento entrar mais profundamente na história, posso criar relações s de interpretação neste momento entre criação e leitura, e na minha história se usar o lixo, acho que vou dar uma mais-valia ao meu personagem, e assim reutilizo materiais e ate me fica mais barato todo o processo de ilustração quanto aos materiais. Mas aqui começo pela ilustração e reinventar a historio que li em texto, mas posso brincar com isto tudo, brincar com todo o processo que estou a ter em ilustrar a história, o miúdo foge de casa dos pais foge ne aqui vou usar os boneco que desenhei em grafite ao longo da fuga e nas suas aventura o boneco vai arroubando-se e vai vestindo-se dos detritos do licho o caminho dá-lhe corpo, e no fim regressa a casa do pai, e aqui o despido e vestido com os tecidos que recortei antes de chegar ao lixo, mas aqui já estou a dar um ponto de vista uma forma de eu entender o texto e nesta forma de descoberta em ilustrar aproveitar tudo para ilustrar o texto e a própria ilustração alem de reflectir o texto dar uma mais-valia ao texto.

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