Se a Bíblia é uma biblioteca esta
noção já deve ser sabida por todos pões é uma recolha de vários textos Livros
que o seu todo formam a Bíblia. Não é do meu interesse questionarem qual a
recolha de testos e que textos embora ache que existem textos apócrifos de suma
importância pões dá-nos derivações das histórias oficiais, lembro-me neste caso
de que à uns anos saiu o evangelho de Judas descobertos restaurado e
descodificado permitindo a sua leitura e depois de se efectuar a leitura como
curioso, dou-me conta que Borges nas suas Ficções aborda a mesma perspectiva, e
questiona o papel do judas praticamente da mesma forma que o dito evangelho.
Mas a bíblia é sempre aquela
biblioteca que por mais que se leia se descobre sempre pormenores que nos
escapam, ou tudo depende da forma como nos decidimos ler, se ler-mos do
principio para o fim começamos com as abordagens da criação e depois de Abel e Caim
tudo muda temos a primeira metáfora da
morte de Deus. E a partir dai tudo se integra numa dinâmica particular de
ordenamento da bíblia, ate chegarmos a Cristo que se torna metáfora de criação
e morte ao mesmo tempo é a metáfora dentro da metáfora, e depois temos todo o
percurso depois disso, se o antigo testamento danos uma narativa de várias
historias metafóricas sobre determinado tema o novo testamento com ao Actos as
Cartas e o apocalipse danos outra forma narrativa de contar de novo as
historias do antigo testamento uzando uma forma expressiva diferente a narrativa
é diferente, os méis para atingir o mesmo fim comum é que são diferentes.
Hoge em dia se repararmos a aior
parte das história parecem adaptações bíblicas ate a própria crise que vivemos
actualmente parece a adaptação do livro de Rute, com as variantes que implica a
vida em sociedade que temos, já não estamos na aldeia o mercado é diferente.
Por exemplo em Cramer contra Cramer
mais não é que a adaptação do Abel e Caim numa metrópole contemporânea a
disputa o poder. E se analisarmos bem praticamente todas as história do
ocidente são baseadas o livro fundador do Ocidente a bíblia, com excepções, pões
vivemos numa sociedade que gosta de misturar para criar e com a descoberta do
oriente entrou toda a mitologia hindu ou oriental, e vemos assim aparecer a
gerra das extrelas commo a luta entre o negro e o branco mas numa linguagem de ficção
cientifica onde se aborda a eterna luta que deu origem ao aparecimento dos
mitos cosmogónicos, a gerra das estrelas mais não é do que a adaptação de um
mito cosmogónico onde os mundos sempre em disputa as forças, tem a necessidade
de voltar a se recriar e de novo coexistir, se repararmos sempre se luta por um
equilíbrio e quando uma é mais poderosa a outra tenta reocupar o seu lugar para
de novo estabelecer os equilíbrios pois tudo depende deste balançar ente equilíbrio
e desequilíbrio.
Mas o cinema ainda tem um filão
nestes textos tanto bíblicos como mitológicos que mais não são narrativas metafóricas,
onde devido aos ritmos de vida que hoje temos exigem novas adaptações aos sistemas
sociais em que vivemos. E se na era em que estamos o cinema ou antes a
linguagem audiovisual mais não é de que uma forma expressiva que usa um sistema
linguístico. Mas reinterpretar é questionar por em causa, forçar. Godard no seu
“Je vous salue Marie” aborda a questão da anunciação, tenta adapta-la a uma
nova sociedade, já não estamos na aldeia da Maria mas aqui ele questiona a
fecundidade, questiona a anunciação, o dizer es tu.
Na ultima tentação de Cristo baseado
no romance de Kazantzakis levada ao cinema pela mão de Scorsese, mais não é do
que o questionar e o por em causa a vida de Cristo. Em Jesus de Montreal temos
uma abordagem Paulina do Cristo nos tempos de hoje. E por ai fora, se
repararmos no Alians 3 ou 4 quando a actriz se atira para o alto-forno e abre
os braços mais não é do que no final do filme a adaptação de uma paixão. Bem nesse
filme o argumento parece uma via-sacra num labirinto, onde através de fição
cientifica nos da uma adaptação de um Cristo interpretado por Sigourney Weaver.
Mas a bíblia é bem mais interessante
para nos inscrevermos só ao novo testamento, há dias si a adaptação do Sanção e
Dalila, adaptado a uma sociedade “aborígene australiana” (não gosto de usar esta
expressão) ponde alem de o Sanção ser feminino toda a história é contada ao
contrario, numa linguagem visual onde simplicidade e riqueza visual é tal que
os diálogos praticamente são suprimidos onde alem de se por em causa a sociedade
em que vivemos e o modo de vida em que vivemos, fala-nos de percursos, e errâncias
existenciais, e de procura de identidade.
Se repararmos o ocidente nas suas
recriações artísticas e de realidade mais não fés do que adaptações dos textos clássicos
e de como contam as suas cosmogonias. Onde se questiona sempre o positivo e o
negativo o feminino e o masculino, onde criação e destruição andam de mãos
dadas.
O interessante para as quem gosta
de criar, e pegar nestes textos que são alicerces culturais e depois de analisados
os alicerces elaborar narrativas para cintar sempre a eterna história da
criação onde tudo se inscreve na suprema arte da linguagem, e da construção, e
para construir muitas vezes há que desconstruir, remodelar, apropriar, adaptar,
tudo depende da forma como queiramos depois dar forma ao que pretendemos. Deixando
mais visível ou menos o lado Bíblico ou Mitológico.
Agora tudo depende de como queremos
apropriar e recriar.

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