quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Game De Gerard Butler

Quando vi este filme pela primeira vez sem saber bem ao que ia fez com que o voltasse a ver para o analisar com outros olhos. E desta já o assisti com o maior dos interesses a este filme, que levanta varias questões, já questionadas pela escola canadiana, tendo Maclluen e a noção de aldeia global como base. Mas quanto a mim a ideia de jogo é bem mais começa pois é esta arte do jogo que reside todo o acto civilizacional.

A própria vida como jogo, mas neste caso devemos questionar se ao jogar-mos esse jogo estamos a joga-lo de forma justa ou ao começar a jogar já temos as cartas marcadas.

Esta é outra questão, que se analisarmos Platão ou Aristóteles olhando para estes como bases de uma cultura filosófica ocidental tendo o dialogo e a comunicação como forma de desenvolver conceitos e ideias, já se questionam sobre o direito há justiça. E assim chegamos há ideia do jogo justo.

Mas estes filmes alem de questionarmos isto levanta a questão do direito de continuar a jogar.

Eu nas épocas festivas àquelas que o calendário marca como marcos de reuniões familiares, dias antes tento adquirir um jogo para o PC, tenho os meus gostos de preferência estratégia.

Mas todos eles implicam que ajam conquistas invasões .

E assim tenho um pretexto para me distanciar das incomunicabilidades que se tentam disfarçar nas tentativas comunicacionais dos actos festivos como diz o povo conversa que nem interessa ao menino Jesus.

E como dessas conversas já têm experiencias que cheguem pois acabam sempre no lavar de roupa e quando se insiste sempre na mesma nódoa mais vale ir jogar um joguinho que provoca menos efeitos colaterais.

O filme em questão aborda o tema das realidades virtuais, e ate entende perfeitamente quem viva num mundo onde controla a realidade que participa que é a do jogo.

Agora podia dissertar sobre a alegoria da caverna e sobre realidades. Todo o sistema cultural, educacional, tecnológico anda há volta desta problemática, é o questionar a realidade que faz com que se evolua.

Mas aqui o jogador volta a entrar na caverna.

O jogador preso num espaço que só conhece a realidade que é oferecida no jogo.

O filme em questão apoia-se em dois jogos num famoso jogo de guerra que levou com que muitos cafés desistissem das caixas de jogos e instalassem sistemas informáticos para os jogadores jogarem on laine. E o famoso Sim, ou jogo de caris social onde os participantes criam avatares ou personalidades e características físicas que permitam dentro do jogo realizar alguma das suas fantasias senão todas.

E na mistura destes dois jogos constrói-se um guião onde a realidade virtual é colocada em causa, um futuro que se antevê próximo que levará o ser humano a clausura e há criação de ritemos onde programas informáticos ditarão as novas liturgias das horas.

Do meu ponto de vista torna-se um pouco tenebroso, pois a falta de contacto físico entre os seres, desenvolvem embrutecimentos de abordagem.

Isso torna-se visível no filme, o personagem que joga os SIM que representa ele próprio um protótipo de pessoa que gosta daquela classe de jogos que tem problemas de obesidade, sociabilização bem como sexuais assume um avatar oposto a sim tornando-se naquele mundo o rei da cocada ou melhor a rainha. Tudo isto dentro de esquemas padrões de comportamento.

Do meu ponto de vista so ira ajudar a desenvolver ainda mais obesos.

Mas o protótipo do personagem protótipo (gordo, sedentário, baboso, etc) não coincide também ele com a realidade dos utilizadores destas salas, pois conhecia varias pessoas adeptas ao jogo que ate eram bem dentro dos sistemas padronizados de beleza que actualmente todo um sistema tenta induzir criando assim ele próprio um sistema comercial.

Mas o filme levanta outras questões ate que ponto as tecnologias iram alterar o nosso modos vivendi, neste sentido acho que é a melhor arma para desenvolver-se a teoria da câmara clara, pessoas que fechadas reflectem para o exterior o interior neste caso interior esse tecnológico que cria formas de estar e de vivenciar.

Mas o filme aborda o tema da realidade que o jogo recria alterando a realidade e a realidade passa a andar há volta do jogo e o jogo é a realidade. Acho essa visão tenebrosa, já que a noção de realidade vai-se esbatendo, e os sujeitos deixam de ter noção da realidade, acho que iremos ter novos distúrbios mentais associados com a percepção.

Acho que preciso de ver melhor este filme pois acho que existem mais elementos para analisar o próprio conceito de globalização é colocado em causa pois o ser multimédia global é um sujeito enclausurado no meio que lhe permite ter acesso há globalização. O mundo passa a estar ao alcance de um clique que o enclausura no sistema multimédia.

Outro factor interessante é analisar o tipo de violência dos jogos, onde quase todos de caris militar, ou de intervenções bélicas em zonas problemáticas, introduzindo assim os jogadores em cenários de guerra armados até aos dentes. Mas o que me faz questionar é a necessidade de jogos de cenários violentos, talvez seja a adrenalina mas ate esta noção de adrenalina pode ser posta em causa pois os jogadores estão sedentários. Ou será que o próprio jogo cria sistemas de viciação mental que levam os sujeitos a escolher este tipo de jogos, talvez seja um bom tema de estudo para a psicologia, bem como para a antropologia pois o jogo é um dos alicerces dos sistemas antropológicos do ser humano.

Se o Matrix e o Existez tentam abordar estas questões, podemos considerar este filme no mesmo patamar, o questionar os jogos e a realidade.

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