Ja não via um filme há muito tempo desses que acabam de sair nas salas do cinema, e ultimamente tenho tido essa oportunidade. Para dizer a verdade ultimamente das coisas que me da mais prazer é ver um filme, alem de outras coisas.
Mas este filme em questão veio mesmo a calhar, pois analisa problemáticas de mundos em mundos, com o que escrevo não quero questionar o sistema prisional, a mera ideia de pensar num sujeito impedido de exercer o seu direito há liberdade bem como ha participação social assusta-me um pouco. Mas aceito opções de sujeitos que optem por uma vida de clausura.
o interessante é em primeiro ligar a forma como nos é apresentada a vida num sistema prisional francês, onde coabitam diferentes culturas, raças, religiões e opções sexuais. Desde já felicito o realizador Jcques Audiard bem como os autores do guião o próprio realizador e Tomas Biargan, não vou entrar em preciosismos para falar da banda sonora que não é esse o meu objectivo.
O interessante é como os autores desta obra conseguem por em filme um conceito que na contemporaneidade esta a ser marcante que é o conceito de "câmara clara" a vidas dos prisioneiros no sistema prisional e as suas historias e modos de estar apoiados no fio condutor desempenhado magnificamente por Tahar Rahim, recluso num espaço fechado que serve de narrador, dando-nos a conhecer a vida no interior intra muros e a vida que existe dentro deles, dando-nos assim na primeira pessoa toda uma serie de problemas e experiencias que implica a vida numa prisão através dos seus olhos a “câmara clara” transmite para o exterior toda uma forma de vida eu a nossa vida em sociedade se esquece muitas vezes da sua existência, um mundo fechado que reflecte numa outra escala o mundo e os seus problemas as suas disparidade, o exterior reflecte-se no interior numa escala diferente, ai esse reflexo podemos chamar-lhe de “câmara escura” (expressão derivada da fotografia), mas nesse interior existem historias na primeira pessoa ou na segunda ou terceira pessoa que implica a existência do verbo ser neste caso já “câmara clara”.
Com isto não quero analisar como as artes podem tirar partido destes d discussão esta que não se afastaria muito do filme em questão.
O interessante é como nos é apresentada esta história, forte pungente, agressiva, pois na cena das lâminas de barbear acho que poucas pessoas ficaram de olhos abertos sem tremer ou ter um calafrio. Onde o realismo e a escola realista do cinema francês é nítida na forma de construir esta narrativa.
Um deama a corres onde o preto e branco são os elementos mais exprecivos da cor da narativa, a cor quase ausente ou desbotada, reforçando assim a própria narativa
Já agora o meu bem-haja a toda a equipa que trouxe há luz este drama que foi um prazer ver.
A própria questão do prazer, no sistema prisional é interessantíssimo, o prazer desenvolvido intra muros, na câmara clara da existência que conta a narrativa, e o prazer que chega de fora pelas historias e pela televisão escurecendo a alma que na câmara escura assiste a claridade que chega do exterior, interior de espaço físico bem como interior na forma de sentir e de se ver, ao acistir e ver o que do exterior chega e nos faz vibrar. Tornando a vida mais leve na condena da existência no martírio de ver e não se alcançar, tornando as vezes a leveza no peso da tortura no interior da prisão.
Eu vibrei ao assistir no escurinho a meia-luz da projecção.
Não vou contar o filme acho melhor ir assistir.
Mas achei por bem deixar aqui o meu comentário.

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