terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Fios da mémoria

Este texto esta integrado num outro texto escrito por mim chamado: O fio que prendeu Ariane.
E como progrido, e volta e meia nas voltas completas que a vida dá, decidi por em antevisão, um destes fragmentos, de um texto que ja se dividiu em dois uma peca de teatro vertical, e uma narativa com fragmentos poeticos.

Pois as vezes recordar é desenvencilhar o novelo.

"O gato dormido não esta

Olha em silencioso

Do seu jeito estranho

De te comer

Também ele perplexo

Nos plexos

dos seus sentimentos confusos

Naquela manha

De acordares confusos

Dois seres presos em si

Confusos

Ou vitimas de jogos

De deuses

Desespero das manhas do acordar

Sem beijos

Apenas silêncios colecionar,

Dos dias passageiros

Da existência cada um edificar

É outro dia

Passo rápido

Assim se descobre a alegria

Esquecendo

As confeições

Das desilusões ilusas

Do amor

Que gritando

No interior

Te flagela

Lamina de diamante

Que corta tudo

Mas no amanhecer mudo

Passo rápido

Há que continuar

Será sempre o verbo amar

Por aquele espaço

Que em ti semente foi plantada

Rosal a germinar

Cheio de rosas

E já tão cedo os espinhos te marcam

Na descoberta do amor

Ainda por beijar

Verdades quem as tem

Nos jogos dos sentimentos

Hoje acordas no lamento

E no teu intimo cantas um blues

Do sentimento

Desse amor que amanheceu no lamento

Das glorias perdidas

Sem actos e mesmo assim as batalhas

Neste jogo para ti foram sempre perdidas

Com sabor de troféu

Sentimentos de perda

Troféu

Pois nesta manha descobres

Significado do amor

Que em ti habita

Por um abstracto deus

Das mil caras nos jogos de contigo brincar

Mas sabendo

Que em cada suspiro teu

Esse é o teu supremo

Do verbo Amar"

 

Nos presentes tão dificeis deste verbo pronunciar



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