"O gato dormido não esta
Olha em silencioso
Do seu jeito estranho
De te comer
Também ele perplexo
Nos plexos
dos seus sentimentos confusos
Naquela manha
De acordares confusos
Dois seres presos em si
Confusos
Ou vitimas de jogos
De deuses
Desespero das manhas do acordar
Sem beijos
Apenas silêncios colecionar,
Dos dias passageiros
Da existência cada um edificar
É outro dia
Passo rápido
Assim se descobre a alegria
Esquecendo
As confeições
Das desilusões ilusas
Do amor
Que gritando
No interior
Te flagela
Lamina de diamante
Que corta tudo
Mas no amanhecer mudo
Passo rápido
Há que continuar
Será sempre o verbo amar
Por aquele espaço
Que em ti semente foi plantada
Rosal a germinar
Cheio de rosas
E já tão cedo os espinhos te marcam
Na descoberta do amor
Ainda por beijar
Verdades quem as tem
Nos jogos dos sentimentos
Hoje acordas no lamento
E no teu intimo cantas um blues
Do sentimento
Desse amor que amanheceu no lamento
Das glorias perdidas
Sem actos e mesmo assim as batalhas
Neste jogo para ti foram sempre perdidas
Com sabor de troféu
Sentimentos de perda
Troféu
Pois nesta manha descobres
Significado do amor
Que em ti habita
Por um abstracto deus
Das mil caras nos jogos de contigo brincar
Mas sabendo
Que em cada suspiro teu
Esse é o teu supremo
Do verbo Amar"
Nos presentes tão dificeis deste verbo pronunciar

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