quinta-feira, 20 de maio de 2010

Minha aldeia


Minha aldeia chamasse encruzilhada
Dos tempos condensados
Passados e futuros todos juntos
O presente a formar
Energia de forças
Sagrada iniciação da arte sempre a se criar
Aqui Gernica discutia
Lutando há luz da candeia
Ainda os cavalos a relinchar
A casa da Alemanha que bombardeia,
O cerco que se cerra
Na liberdade, escrita nos textos
Que o destino esta sempre a cantar
La ao fundo Van Gogh luta ao lado de uma ceara
Prendendo o burro no lameiro a pastar
Os corvos esses derapinas
Tudo querem levar
E em ato de salvação corta a orelha
Depois de tanta perda
Salve-se o burro seu consolo
Triste a chorar

Além as rãs cantam no jardim imaginário dos impressionistas que lá vão bebericar
Rússia espreita decidida
Proclamando descostrutivismo no seu trabalhar
E no centro dos sonhos e do lixo
Dada recria prolongando o tempo
Gritando sonhos
Mas os sonhos ninguém quer
Só a liberdade que na arte
Lhe querem dar

Um triciclo, cabeça se transforma
Na casa onde o touro a vaca visita
As demoaseis de Avinhão jogam bolinge com as visitas
Cantando paixões com amantes acidentais
Despedidas, escadas de quartos
Cruz descida,

E a Pietá de vassoura na mão espera
Para o seu painel tema compor
No lugar das metáforas
Do compositor das artes
No ponto que marca
Na representação ao lado da praça

Tordos palradores em fios de antenas
Espectadores do circo
Das artes dos ciclos a se criar

Um S. António escreve uma arte de furtar
Nasce a puta o paneleiro
A cobra o circulo formou
E inscritos nele
Os in e iang`s do sexo
De putas e paneleiros de novo se formou

Quem quer ser artista
Ou sonha em o ser
Se passear por esta aldeia
Se der um bom dia
Pense duas vezes, pois detrás daquela cara se esconde artista
E se responder podem estar a benzer
E nos segredos a benzer
Iniciando na aldeia dos iniciados
O fado de esas "musas"
Das sementes para fazer florescer

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