quinta-feira, 13 de maio de 2010

Premio para Richar Serra




Olhem para mim o premio que Espanha da so serve para valorizar ainda mais as obras que os vários ministros da cultura daqueles pais fizeram. Fui obrigado a estudar este autor e para dizer a verdade e mesmo vendo as obras em Bilbau, ou em vários museus de arte contemporânea ou em vias publicas, dou-me conta que por muito que ate entenda a opção estética não me agrada apesar de gigantesca é claustrofóbica, priva o observador de ter um campo de visão abrangente impedindo de o ver mais alem, o ferro tornasse a barreira para ver o mundo impedindo o observador de observar o espaço reduzindo o seu campo de visão as superfícies de ferro ferrugento que espero que o tempo e a erosão faça a sua intervenção nas mutabilidades dos objectos.
Se repararem em Serralves existem duas peças deste autor que passam despercebidas e quem não seja observador pensa que é uma barreira que impede o público de ir para aquele espaço, mas esta lá. Mas serra explora também o espaço envolvente na sua aniquilação ou impedindo-o de se dar a ver, priva o público ao acesso e ao conhecimento da amplitude espacial, a sua escultura é a pretensão do estagnar do enclausurar do impedir do usufruto do espaço. Em Bilbau a partir do momento que observamos as peças ou se entra nelas ficamos privados do espaço arquitectónico deixamos de ter amplitude de visão e nos próprios ficamos reduzidos com a própria obra, quem assistiu a inauguração de abertura do museu e depois encontrou la serra, dá-se conta que algo de estranho se passa ali, algo que por vezes até se torna macabro e perverso em relação ao espaço, as na minha perspectiva a escultura a cobra até tem a sua ironia pretensões de ter a cobra enclausurada nas dialécticas da interpretativas do objecto edifício arquitectónico que diz que tem a cobra no seu interior, e a cobre ela como objecto que priva o publico do edifício, mas ficamos com a ideia afinal não há cobra, apenas a pretensão passageira da visita que só dizer ela esta mas este é o seu rasto tridimensional, ficando assim uma metáfora para o observador, que sai dai a dizer mas afinal onde esta a cobra. Claro que temos que integrar a escultura e o processo criativo dele na produção artística dentro do lado iniciático da escultura que é marca visível em todas as formas de produção artística.
Se repararem Serra é contestado não pelo meio artístico que neste momento segue as tendências onde se inscrevem termos como, privar, clausura, prisão, opressão, tendo como finalidade oprimir, privar,  aniquilar, quem entre dentro do jogo estético artístico do autor, que em vez de levar o homem pela via positiva.
Torna-se visível na sua abordagem estética a reflexão sobre câmara clara e câmara escura, em voga neste momento mas a meu ver integra a própria escultura num ciclo vicioso.


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