Pousadas aldeias pousadas
Já Herculano há muito descrevia
este pais ou antes uma viajem como o pais todo simbolizado num percurso, se as viagens
há minha terra são o regressar ao interior, podendo mesmo dizer uma viagem ao útero
de céu aberto onde a natureza e o progresso é visto como esse corpo ou
fragmento do corpo que fala do corpo todo como comparação, mas usando a
particularidade como o todo comparativo mas mão o sendo, servindo assim de
exemplo.
Mas sempre ouve imensas viagens literárias
que mais romanceadas ou numa abordagem de estudo onde se reflectia a geografia,
a economia, a etnografia ou as artes tradicionais, etc., todas elas falam desta
nossa aldeia. Nos como povo e sempre tivemos a geografia no sangue, e como nos
diz a historia fomos artistas na cartografia redesenhando o mundo e dando novos
mundos aos mundos, mas também fomos viajantes pela imaginação, imaginando
sonhando, u pais um Portugal sem fronteiras escrevendo-se na Eudora e
dependendo da perspectiva periférico ou central, mas sempre bem legível e
qualquer cartografia que o represente.
Numa época em que a economia é o
imperativo da existência da sociedade ou a sua desculpa, onde ruptura parece
ser o imperativo, e questionar-se o como dinamizar um pais que parece estar
preso a ciclos de crises já de há muito, esquecendo-se de analisar afinal qual
é a mais valia de ser português e o que nos torna diferentes, o clima as várias
diversidades tipos agrícolas com as suas castas e sementes especificas que
parecendo iguais tem particularidades, etc.
Nesse sentido se podemos falar de
identidade nacional, e saber quem somos e como somos como nos relacionamos como
nos posicionamos tornasse vital para poder ver as nocias potencialidades.
Durante séculos anos podemos
dizer que existimos dentro de políticas de dilapidação económica, esquecendo-se
em requalificar e revalorizar o pais para melhor o poder vender oferecer a que
o queira conhecer ou estar nele.
Iniciamos uma politica de
reciclagem para criar uma nova harmonia com o ambiente que levou a repensar
objectos de matérias reciclagens, começamos a olhar para a energia de uma outra
forma aproveitando melhor os recursos, começamos a criar novos hábitos ditos
verdes, as se olharmos bem parece sempre que falta algo para que impulsione
este pais, e quando temos mais valias, por vezes vemo-las a ir por agua abaixo,
o caso do têxtil que sendo potencia parece que derrapou, esquecendo-se que a
qualidade e o pormenor também é uma mais valia, o caso dos vinhos que de novo
floresceu, onde já andou pelas ruas da amargura, as se utilizo estas duas como
exemplo poderia dar muitos mais exemplos.
Se neste momento se olhamos para
um o futuro onde a tecnologia é o grande dinamizador das economias, sem
podermos esquecer a especulação económica ela própria como forma de dinamizar
ou afundar economias, dependendo da forma como se utilize e seja convincente em
criar as finalidades ou objectivos.
Neste momento acho que o que
melhor classifica uns pais é a sua identidade que o faz ser diferente, embora
europeus embora comunitários embora já praticamente todos falem inglês e quando
vão ao Algarve não se importa nada de usar o inglês como língua, existem
especificidades que poderiam ser exploradas, e são essas especificidades que
nos estruturam.
Ultimamente olho para o interior
olho para esse pais distante da orla marítima onde parece que tudo concentra, e
veio e dou-me conta que este interior necessita de rejuvenescer, as pessoas já
tem o tempo de tal modo gravados na face que parecem enciclopédias circulantes
de lombadas e folhas maltratadas devido ao uso e trabalho do existir.
Mas olhar para este interior é
olhar para aldeias desertas que durante épocas foi abrigo de comunidades e de
modos de vida, sociedades agrárias onde tinham toda uma cultura e um saber que
por vezes se encontra perdido ainda nas pedras esperando que alguém pegue
neles.
Existem vectores que apontam o
turismo como futuro, e a viagem como forma de movimentar pessoas em circuitos
onde tem contactos com formas de estar que são mais-valias ao contactar e
conhece-las.
Neste sentido vem-me há ideia a
noção de pousada. As pousadas trouxeram para sertãs zonas mais valias criaram
emprego, q reclassificaram monumentos que ocuparam.
Mas olhando para as aldeias abandonadas
ou quase desertas, que poderíamos utilizar o exemplo das pousadas em aldeias ,
onde alem de se requalificar a aldeia, tentava-se criar também um sistema
produtivo onde a agricultura continuaria a ser o exemplo da economia, dessa aldeia, que com o produzido oferecia
aos visitantes, tendo os produtos a marca da aldeia, mas daria a oportunidade a
quem visita de contactar com modos de vida diferentes onde consoante a época do
ano da visita poderiam integrar e contactar com as formas de produção agrícola,
ganadaria, pastorícia, etc. mas estas aldeia também podiam ser escolas, de
formação de hotelaria, ou de formação profissional , sendo dada formação especifica
as pessoas sobre como melhorar e tornas determinados hábitos como mais valias. E
neste sentido podemos dinamizar saberes que sempre permaneceram na memória nos receituários
ou nas tradições etnográficas.
Mas desenvolver aldeias em aldeia-posadas
requer reformulações de design e adaptações de determinados disaignes as exigências
actuais, onde qualidade tradição e actualização destas podem estar de mãos
dasas.
E assim vamos criando cadeias de
dinamismo a aldeia que oferece estrutura e espaço para requalificação e
integração, mão-de-obra qualificada, desenvolvimento de economias onde a
produção ira criar sistemas de micro economia e dinamização, e alem do objecto
de artesanato podemos ver assim adaptar aos tempos modernos peças onde
artesanato e ares tradicionais andam de mão dada, e somos conhecidos como pais
de improvisação e de boa inventiva.
E assim vamos requalificando património,
vamos criando um trabalho digamos de arqueologia onde através do fazer
florescer vamos descobrindo saberes que já se perderam na memória. E é dada
oportunidade a quem quiser de experimentar o que é ordenhar uma vaca ou ter o
prazer de cavalgar por estes montes e vales, esta urografia.
E assim vamos tendo percursos uns
mais agrícolas, outros mais de mar outros mais de azeite, outros de vinho,
outros de pastorícia, sem nos esquecermos, do próprio percurso e caminho como
forma de descoberta de um pais que alem de esquecido ou de um interior que o litoral
tenta não ver tem muitas potencialidades para oferecer. a riqueza de um povo é a diversidade deste. e é a diversidade que da toda uma harmonia.
Porque também temos que
questionar, que interesse tem fazer estradas se não se potencializam zonas para
fazerem circular riqueza e produzirem riqueza para tornar as vias rentáveis,
sou a favor de ligações e comunicações, mas o fluxo económico deve ter dois
sentidos, e todas as vias devem ser dinamizadoras de riqueza, se uma via não é rentável
já sabemos o que acontece, falta de verbas e lá vêem os buracos.

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