sábado, 8 de maio de 2010


Pousadas aldeias pousadas


Já Herculano há muito descrevia este pais ou antes uma viajem como o pais todo simbolizado num percurso, se as viagens há minha terra são o regressar ao interior, podendo mesmo dizer uma viagem ao útero de céu aberto onde a natureza e o progresso é visto como esse corpo ou fragmento do corpo que fala do corpo todo como comparação, mas usando a particularidade como o todo comparativo mas mão o sendo, servindo assim de exemplo.
Mas sempre ouve imensas viagens literárias que mais romanceadas ou numa abordagem de estudo onde se reflectia a geografia, a economia, a etnografia ou as artes tradicionais, etc., todas elas falam desta nossa aldeia. Nos como povo e sempre tivemos a geografia no sangue, e como nos diz a historia fomos artistas na cartografia redesenhando o mundo e dando novos mundos aos mundos, mas também fomos viajantes pela imaginação, imaginando sonhando, u pais um Portugal sem fronteiras escrevendo-se na Eudora e dependendo da perspectiva periférico ou central, mas sempre bem legível e qualquer cartografia que o represente.

Numa época em que a economia é o imperativo da existência da sociedade ou a sua desculpa, onde ruptura parece ser o imperativo, e questionar-se o como dinamizar um pais que parece estar preso a ciclos de crises já de há muito, esquecendo-se de analisar afinal qual é a mais valia de ser português e o que nos torna diferentes, o clima as várias diversidades tipos agrícolas com as suas castas e sementes especificas que parecendo iguais tem particularidades, etc.
Nesse sentido se podemos falar de identidade nacional, e saber quem somos e como somos como nos relacionamos como nos posicionamos tornasse vital para poder ver as nocias potencialidades.
Durante séculos anos podemos dizer que existimos dentro de políticas de dilapidação económica, esquecendo-se em requalificar e revalorizar o pais para melhor o poder vender oferecer a que o queira conhecer ou estar nele.
Iniciamos uma politica de reciclagem para criar uma nova harmonia com o ambiente que levou a repensar objectos de matérias reciclagens, começamos a olhar para a energia de uma outra forma aproveitando melhor os recursos, começamos a criar novos hábitos ditos verdes, as se olharmos bem parece sempre que falta algo para que impulsione este pais, e quando temos mais valias, por vezes vemo-las a ir por agua abaixo, o caso do têxtil que sendo potencia parece que derrapou, esquecendo-se que a qualidade e o pormenor também é uma mais valia, o caso dos vinhos que de novo floresceu, onde já andou pelas ruas da amargura, as se utilizo estas duas como exemplo poderia dar muitos mais exemplos.
Se neste momento se olhamos para um o futuro onde a tecnologia é o grande dinamizador das economias, sem podermos esquecer a especulação económica ela própria como forma de dinamizar ou afundar economias, dependendo da forma como se utilize e seja convincente em criar as finalidades ou objectivos.
Neste momento acho que o que melhor classifica uns pais é a sua identidade que o faz ser diferente, embora europeus embora comunitários embora já praticamente todos falem inglês e quando vão ao Algarve não se importa nada de usar o inglês como língua, existem especificidades que poderiam ser exploradas, e são essas especificidades que nos estruturam.
Ultimamente olho para o interior olho para esse pais distante da orla marítima onde parece que tudo concentra, e veio e dou-me conta que este interior necessita de rejuvenescer, as pessoas já tem o tempo de tal modo gravados na face que parecem enciclopédias circulantes de lombadas e folhas maltratadas devido ao uso e trabalho do existir.
Mas olhar para este interior é olhar para aldeias desertas que durante épocas foi abrigo de comunidades e de modos de vida, sociedades agrárias onde tinham toda uma cultura e um saber que por vezes se encontra perdido ainda nas pedras esperando que alguém pegue neles.
Existem vectores que apontam o turismo como futuro, e a viagem como forma de movimentar pessoas em circuitos onde tem contactos com formas de estar que são mais-valias ao contactar e conhece-las.
Neste sentido vem-me há ideia a noção de pousada. As pousadas trouxeram para sertãs zonas mais valias criaram emprego, q reclassificaram monumentos que ocuparam.
Mas olhando para as aldeias abandonadas ou quase desertas, que poderíamos utilizar o exemplo das pousadas em aldeias , onde alem de se requalificar a aldeia, tentava-se criar também um sistema produtivo onde a agricultura continuaria a ser o exemplo da economia,  dessa aldeia, que com o produzido oferecia aos visitantes, tendo os produtos a marca da aldeia, mas daria a oportunidade a quem visita de contactar com modos de vida diferentes onde consoante a época do ano da visita poderiam integrar e contactar com as formas de produção agrícola, ganadaria, pastorícia, etc. mas estas aldeia também podiam ser escolas, de formação de hotelaria, ou de formação profissional , sendo dada formação especifica as pessoas sobre como melhorar e tornas determinados hábitos como mais valias. E neste sentido podemos dinamizar saberes que sempre permaneceram na memória nos receituários ou nas tradições etnográficas.
Mas desenvolver aldeias em aldeia-posadas requer reformulações de design e adaptações de determinados disaignes as exigências actuais, onde qualidade tradição e actualização destas podem estar de mãos dasas.
E assim vamos criando cadeias de dinamismo a aldeia que oferece estrutura e espaço para requalificação e integração, mão-de-obra qualificada, desenvolvimento de economias onde a produção ira criar sistemas de micro economia e dinamização, e alem do objecto de artesanato podemos ver assim adaptar aos tempos modernos peças onde artesanato e ares tradicionais andam de mão dada, e somos conhecidos como pais de improvisação e de boa inventiva.
E assim vamos requalificando património, vamos criando um trabalho digamos de arqueologia onde através do fazer florescer vamos descobrindo saberes que já se perderam na memória. E é dada oportunidade a quem quiser de experimentar o que é ordenhar uma vaca ou ter o prazer de cavalgar por estes montes e vales, esta urografia.

E assim vamos tendo percursos uns mais agrícolas, outros mais de mar outros mais de azeite, outros de vinho, outros de pastorícia, sem nos esquecermos, do próprio percurso e caminho como forma de descoberta de um pais que alem de esquecido ou de um interior que o litoral tenta não ver tem muitas potencialidades para oferecer. a riqueza de um povo é a diversidade deste. e é a diversidade que da toda uma harmonia.

Porque também temos que questionar, que interesse tem fazer estradas se não se potencializam zonas para fazerem circular riqueza e produzirem riqueza para tornar as vias rentáveis, sou a favor de ligações e comunicações, mas o fluxo económico deve ter dois sentidos, e todas as vias devem ser dinamizadoras de riqueza, se uma via não é rentável já sabemos o que acontece, falta de verbas e lá vêem os buracos.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Powered By Blogger