Mitos e Cinema
Quem me costuma ler, poderá pensar
ele anda americanizado nos gostos cinematográficos, mas gostar-se de cinema
numa aldeia de poucos habitantes, é ver o que se lhe oferece, mas por
contrapartida vamos analisando os ciclos do cinema e as suas preocupações a nível
produtivo. Se o cinema a meu ver esta de pujança tornando-se numa arte maior e
integrando-se num circuito comercial, onde o publico é sempre o júri das bilheteiras,
não tendo as preocupações de ver no ecrã a arte cinematográfica, e a meu ver
ainda bem pois segue a máxima do cinema diversão distracção.
Já anda a circular nas salas
Clash of the Titãs e Percy Jackson and the Olympians, ambos os filmes tendo os heróis
e mitos gregos como base para nos contar uma história , se em Clash of the
Titãs o herói Perseu aproxima-se ao mito
isto é Perseu filho de Zeus, e
Danae, obedecendo ao guião da primeira versão deste filme, tendo em conta a
aventura do herói , e a sua importância,
e quem conheça as duas versões cinematográficas pode ver sem grandes dificuldades os
progressos que o cinema teve chegando mesmo a pensar ainda bem que quase não há
limites, para tornar real e credíveis determinadas situações mas os guiões são
praticamente iguais nas duas versões cinematográficas onde os monstros tornam-se
mais credíveis.
Em Percy Jackson and the Olympians,
temos a mesma abordagem do herói Perseu, mas neste caso nada ou quase nada
coincide com o mito original ou com as adaptações que foram feitas do ito de
Perseu, a meu ver ate esta interessante pois as histórias dos heróis ainda
continuam a ter a mesa finalidade do período clássico, aqui Perseu é um jovem
estudante numa escola, que descobre que é filho de Poseidon (não de Zeus) e vai
ter de entrar numa aventura para salvar o Olimpo, mas o mais curioso, e ver que
o guionista vê o mundo como se só existisse a América, mas quem goste de mitos
até vê nisto algo de clássico pois o mundo grego era o mediterrâneo onde a
terra circundava o mar, aqui o mundo é apenas o território americano onde não há
mar so a visão deste tornando e estilo MTV onde o horizonte esse desejo do mais alem do
horizonte onde parece que não ha mais mundo que o Americano e a única cultura é a do mundo americano bem MTV,parecendo que não há outros mundos outras culturas e Perseu foi encontrado num museu que recria outro mundo outra cultura perdida, mas com nova maquilhagem na recriação, e temos assim o templo a Atena reconstruida numa cidade universitária ou arqueologia do pastiche, sendo aquela a nova Atenas do sonho americano, a meu ver a aquém do dos clássicos que era bem mais colorida, temos assim a visão de um mundo fechado nele próprio onde
so existe o seu território. Mas nesta mitologias adaptadas, (e adaptar histórias
até é das coisas interessantes pois toda a tragédia e todo o caminho andando ou
sonhando se inscreve sempre nos mesmos princípios familiares onde a metáfora é
a arma artística para se criar a arte) este
Perseu segue o percurso americano quase do costa a costa, inscrevendo-se num
estilo pop MTV, indo ao sheiker do Perseu mais Orfeu com toque e gosto Harry
Poter tendo uma o publico como objectivo, cativando o publico para criar uma sequela,
e temos assim uma mistura bem direccionada para o gosto dos jovens que tem ligações ao Harry Poter, e se estes
não conhecem o mito saem com as ideias todas trocadas deste, aqui Perseu
estudante, vive uma aventura aproximando-se a de Orfeu mas como não tem namorada
vai salvar a mãe das mãos de Hades de visual estrela rock. Com um inferno mais
dantesco que clássico.
A meu ver o mais interessante é
ver o Perseu numa nova aventura, ao jeito MTV, para um púbico de escola
secundária que ira ter referências não ao herói clássico mas a sua recriação, apropriação
e através das misturas integrando outros mitos para dar sustento ao guião.
Podemos dizer que são dois filmes
para a família se distrair nas tardes de domingo e decide através do acto do ir
ao cinema talvez criar o gostinho pelo cinema fantasia para toda a família.
Mas neste final MTV Zeus parece
um deus mal agradecido e autista, esquecendo-se de premiar Perseu, coisa que era
normal na antiguidade, Atenas nem
reconhece há filha coisa estranha, e o único que tem algo de divino é Poseidon
embora Zeus o reprima por tentar falar com o filho, quando Zeus esquecesse que
só é senhor do trovão devido há quantidade de filhos que teve, se fizermos uma
comparação se todos tiveram filhos semi deuses Zeus esse tinha uma maternidade
montada.
Mas a meu ver a história original
é bem, mais interessante, e tinha nelas implícitas outras finalidades
divergentes destas duas,
Na história original, Perseu
nascera já enclausurado pois, pois o oráculo anunciava que o filho de Dánae
mataria o pai desta, este enclausura a filha com uma criada, mas mesmo assim Zeus
consegue fecundar a moça, esta teve Perseu na clausura com a ajuda da ama.
Ao saber do sucedido, Acrisio que
a filha dera a luz apesar das tentativas de malograr tal, mata a ama por ser cúmplice
e lança a mãe e criança aos perigos do mar numa urna,
E assim começa a aventura de mãe
e filho e as suas peripécias, com as Gorgonas, as Greias, as ninfas e as sandálias aladas, o
elmo de Hades que tinha o condão de o tornar invisível, a aventura com Hermes e
a sua foice, o nascimento de Pégaso e Crisaor com a morte da Gorgonas, a libertação de Andromeda e a sua paixão por
esta, o regresso para salvar a mãe de Polidectes, o regresso a terra natal e os
conflitos com o avô, a luta com Dionísio, a morte de arianede, entre tantas
outras aventuras, os romanos contavam a historia de Perseu ligeiramente
diferente.
E séculos depois temos uma
adaptação e uma nova aventura e sempre Perseu e as suas múltiplas adaptações consoante
o gosto que se queira.

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