segunda-feira, 10 de maio de 2010

MITOS E CINEMA


Mitos e Cinema

Quem me costuma ler, poderá pensar ele anda americanizado nos gostos cinematográficos, mas gostar-se de cinema numa aldeia de poucos habitantes, é ver o que se lhe oferece, mas por contrapartida vamos analisando os ciclos do cinema e as suas preocupações a nível produtivo. Se o cinema a meu ver esta de pujança tornando-se numa arte maior e integrando-se num circuito comercial, onde o publico é sempre o júri das bilheteiras, não tendo as preocupações de ver no ecrã a arte cinematográfica, e a meu ver ainda bem pois segue a máxima do cinema diversão distracção.
Já anda a circular nas salas Clash of the Titãs e Percy Jackson and the Olympians, ambos os filmes tendo os heróis e mitos gregos como base para nos contar uma história , se em Clash of the Titãs o herói Perseu aproxima-se ao mito  isto é Perseu filho  de Zeus, e Danae, obedecendo ao guião da primeira versão deste filme, tendo em conta a aventura  do herói , e a sua importância, e quem conheça as duas versões cinematográficas  pode ver sem grandes dificuldades os progressos que o cinema teve chegando mesmo a pensar ainda bem que quase não há limites, para tornar real e credíveis determinadas situações mas os guiões são praticamente iguais nas duas versões cinematográficas onde os monstros tornam-se mais credíveis.
Em Percy Jackson and the Olympians, temos a mesma abordagem do herói Perseu, mas neste caso nada ou quase nada coincide com o mito original ou com as adaptações que foram feitas do ito de Perseu, a meu ver ate esta interessante pois as histórias dos heróis ainda continuam a ter a mesa finalidade do período clássico, aqui Perseu é um jovem estudante numa escola, que descobre que é filho de Poseidon (não de Zeus) e vai ter de entrar numa aventura para salvar o Olimpo, mas o mais curioso, e ver que o guionista vê o mundo como se só existisse a América, mas quem goste de mitos até vê nisto algo de clássico pois o mundo grego era o mediterrâneo onde a terra circundava o mar, aqui o mundo é apenas o território americano onde não há mar so a visão deste tornando e estilo MTV onde  o horizonte esse desejo do mais alem do horizonte onde parece que não ha mais mundo que o Americano e a única cultura é a do mundo americano bem MTV,parecendo que não há outros mundos outras culturas e Perseu foi encontrado num museu que recria outro mundo outra cultura perdida, mas com nova maquilhagem na recriação, e temos assim o templo a Atena reconstruida numa cidade universitária ou arqueologia do pastiche, sendo aquela a nova Atenas do sonho americano, a meu ver a aquém do dos clássicos que era bem mais colorida, temos assim a visão de um mundo fechado nele próprio onde so existe o seu território. Mas nesta mitologias adaptadas, (e adaptar histórias até é das coisas interessantes pois toda a tragédia e todo o caminho andando ou sonhando se inscreve sempre nos mesmos princípios familiares onde a metáfora é a arma artística para se criar a arte)  este Perseu segue o percurso americano quase do costa a costa, inscrevendo-se num estilo pop MTV, indo ao sheiker do Perseu mais Orfeu com toque e gosto Harry Poter tendo uma o publico como objectivo, cativando o publico para criar uma sequela, e temos assim uma mistura bem direccionada para o gosto dos jovens que tem ligações ao Harry Poter, e se estes não conhecem o mito saem com as ideias todas trocadas deste, aqui Perseu estudante, vive uma aventura aproximando-se a de Orfeu mas como não tem namorada vai salvar a mãe das mãos de Hades de visual estrela rock. Com um inferno mais dantesco que clássico.
A meu ver o mais interessante é ver o Perseu numa nova aventura, ao jeito MTV, para um púbico de escola secundária que ira ter referências não ao herói clássico mas a sua recriação, apropriação e através das misturas integrando outros mitos para dar sustento ao guião.
Podemos dizer que são dois filmes para a família se distrair nas tardes de domingo e decide através do acto do ir ao cinema talvez criar o gostinho pelo cinema fantasia para toda a família.

Mas neste final MTV Zeus parece um deus mal agradecido e autista, esquecendo-se de premiar Perseu, coisa que era normal na antiguidade, Atenas  nem reconhece há filha coisa estranha, e o único que tem algo de divino é Poseidon embora Zeus o reprima por tentar falar com o filho, quando Zeus esquecesse que só é senhor do trovão devido há quantidade de filhos que teve, se fizermos uma comparação se todos tiveram filhos semi deuses Zeus esse tinha uma maternidade montada.
Mas a meu ver a história original é bem, mais interessante, e tinha nelas implícitas outras finalidades divergentes destas duas,
Na história original, Perseu nascera já enclausurado pois, pois o oráculo anunciava que o filho de Dánae mataria o pai desta, este enclausura a filha com uma criada, mas mesmo assim Zeus consegue fecundar a moça, esta teve Perseu na clausura com a ajuda da ama.
Ao saber do sucedido, Acrisio que a filha dera a luz apesar das tentativas de malograr tal, mata a ama por ser cúmplice e lança a mãe e criança aos perigos do mar numa urna,
E assim começa a aventura de mãe e filho e as suas peripécias, com as Gorgonas, as  Greias, as ninfas e as sandálias aladas, o elmo de Hades que tinha o condão de o tornar invisível, a aventura com Hermes e a sua foice, o nascimento de Pégaso e Crisaor com a morte da Gorgonas,  a libertação de Andromeda e a sua paixão por esta, o regresso para salvar a mãe de Polidectes, o regresso a terra natal e os conflitos com o avô, a luta com Dionísio, a morte de arianede, entre tantas outras aventuras, os romanos contavam a historia de Perseu ligeiramente diferente.
E séculos depois temos uma adaptação e uma nova aventura e sempre Perseu e as suas múltiplas adaptações consoante o gosto que se queira.

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