segunda-feira, 22 de março de 2010

Pequeno-almoço dialogado com uma chávena sobre a escrita poética


Hoje acordei com vontade de escrever,
Mas esta necessidade é quotidiana
Acordar e ali sentado na mesa do pequeno-almoço
Começo logo a magicar sobre o que irei plasmar
Mas ali sentado a olhar a ver a chávena do café
Ou simplesmente olhar so por olhar e daquelas formas achar um pretexto
Para um texto neste dia acabado de começar
Mas nisto do pensar que começando expedição encadear e ligar por em causa neste
Andar, andar pela mente
Pelo meu interior
Demente ou consciente
Era dia da poesia dessa música do dizer
Das metáforas a começar
Jogando com as adjectivações e todas as implicações
Do escrever e de existir com essa necessidade do escrever
Só por escrever, procurando
Plasmando as vezes em catadupa
Noutras valsas, ou tangos do escrever
Passo  de dança  trio caneta papel e eu
Ou em dueto
Do Pc e eu
Nas letras que o eu querem dar voz
Murmúrio diário disperso
Do interior

Escrever, poesia
Essa sim a alegria de dar a caneta magia e começar sem saber onde te vai levar
Mas embalado vais
Entre suspiros e ais
Banhos ou marchas marciais
Na dança das letras
Na mesa ali olhando pensando já as letras no papel a esboçar caninho dando há mão o pretexto
Para exprimir o texto sem ainda saber o fim que o texto em mim ali sentado para onde me vai levar.

Mas que me leva, leva
Que embala bala
Que seduz hai se seduz
Esta atracão de por em extenso
A emoção.
O sentimento
Ladainha ou lamento

Mas a chávena estava ali sorrindo, olhando seu jogo sedutor
Murmurando nos silêncios bebe bebe meu amor
Mas não bebia ,mais forte era a caneta
O branco papel na mesa colocado
E a atracão ali na mesa
Era a caneta e o papel
Que me convidavam
Para rabiscar
E deixar levar

E como nas danças o bom
É o improvisar
Ali estava eu sem saber para onde estas letras que agora escritas me estavam a levar

Talvez seja por ser há poesia a nascer e ter um pretexto
Para dizer
Que a poesia existe
Por ela desde que queiramos dar voz há poesia que existe em nos
Dar vos, ser eu, ou ser vos
Traçar linha e letra desenhar sem me importar se a rima rima
Ou se o verso sem rima
Que no fundo tudo é texto
E todo o texto é sempre
Proto ou pretexto
De plasmar o texto do eu que querendo
Brinca nas matadoras da caverna do ser
No papel o fel ou mel
O texto em mim
O eu no papel
Ou o mundo que existe para lá de mim
Usando o a peneira do existir, sentir
Para plasmar este existir das interligações
E neste dia da poesia
Apenas concluir
Que a base de toda a poesia começa numa folha branca de papel escrita com canetas de qualquer cor
O que importa
E mesmo sem pretexto
Concluir
Que se há necessidade
Plasma
Existência
Da poética que todos tem e nos embala
Nos dias do com ou sem calma
Mas todo o poema através da metáfora expressa a alma

Mas minutos depois
Pergunto-me porque dou tanto erro.

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