segunda-feira, 15 de março de 2010


Historias


“Quem conta um conto acrescenta um ponto”
Ditado popular

Existem épocas da vida em que pelo momento mais ou menos insólito, lembramo-nos da hist5órias de infância, de brincadeiras, Pessoa num dos seus escritos da, “todas as manhas que ne veijo ao espelho gosto de ver a eterna criança que há em mim”.
No fundo da existência o passado faz parte desses alicerces, da nossa construção de personalidade, por vezes podemos achar traumas, ou discordâncias, o que nos parecia normal já não o é. Mas o ser humano tem a tendência de regredir, de recordar, eu como outro ser qualquer com um passado tembem ele cheio de sonoridades e imagens, por vezes relembro o passado.
E as veses esse passado tornasse presente, as vezes revive-mos esse passado ou as histórias desse passado. Mas as mais interessantes as vezes na ociosidade que leva há criatividade pegamos nesse passado nessas histórias e reviravoltas de novo damos-lhe continuação. Quem nunca se perguntou qual foi o futuro da cinderela, que foi feito da bruxa má da branca de neve, que futuro tiveram as crianças da casa de chocolate, e ai já entra a imaginação. Se todo o conto é construído tendo como alicerces uma educação ou a deseducação educando, perguntamo-nos e como continuou.
Pegando nesta continuação, e nas hipotéticas continuações ou regressões das historias, acho interessante voltar-se a questionar o lado educativo do conto, o conto para o futuro que tipo de conto será, e nas artes do conto que primeiro abecedário das artes devemos perguntar que viravoltas que reciclagens podemos dar a contos a sua evolução. O mais interessante é que todos temos contos, histórias lengalengas na nossa cabeça, e quando mais tarde pegamos num texto escrito damo-nos conta. Reli há pouco tempo vários contos e para meu espanto descobri pormenores que ou pela idade ou pela infância me tinham passado ao lado.
Pois decidira pegar naqueles livros velhos e os mais mal tratados pelo tempo usar esse vestígio para suporte dos desenhos bem como das minha nova análise e percepção dessa história, vês a marca do tempo em papeis foi um trabalho também curioso, e partir as vezes desse acaso para a nova visualização desse conto, tornou-se um processo muito interessante, se por um lado, reli ou reli fragmentos de historias, por outro estive a analisar as marcas do tempo no suporte onde estava impressa a história. E para minha surpresa dou por mim a imaginar os futuros da historias dos contos. A misturar histórias e personagens e na imaginação ou no despontar do acto da criação, depois dos casamentos, dos filhos os problemas os divórcios, as lutas, as mortes.
Neste momento desculpem-me quem habituado andava de me ler aqui neste blogue, as minhas entradas estão a ser mais espaçadas, com isso não quero dizer que não esteja a escrever, pelo contrario estou a reformular contos. E muito urbanisticamente a desenhar contos, como criança que ao ler um conto sem imagens decide por num papel as visualizações que lhe provocam esses contos de novo.
Agora chego há conclusão que os livros deveriam ser relidos, cada vez mais penso isso, reler numa outra idade trás consigo uma nova perspectiva, perspectiva essa que além de nos dar uma nova interpretação ou novos pontos de vista trás consigo toda uma arqueologia de memórias há volta dessas história bem como uma nova forma de as contar.
 E quem conta um conto acrescenta sempre um ponto, para do velho novo criar e do novo a memória sempre na memória por muito que a neguemos lá vai estar.

Processo interessante, de auto analise e redescoberta

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