domingo, 21 de março de 2010


Alice regressa ao país das Maravilhas segundo  Tim Burton

 

 Depois de anunciada a realização, criada a curiosidade, esparavasse na comodidade do dia a dia pelo filme anunciado, pois o nome de Tim Burton na realização mais curioso se fica pois promete aquilo a que tantos chamam a magia do cinema (o filme que nos faz viajar ver outros mundos, novas perspectivas) para alem das que implicam a arte do cinema.
Antes de entrar na questão do filme em si convêm dizer que Alice no pais das maravilhas é um dos livros mais interessantes que se possa ter acesso, entramos na dimensão onde tudo é onírico tudo é simbólico e tudo existe porque tem um significado ou vários significados. Podemos ver que o autor recorre a toda a simbologia por excelência para se expressar, as relações de corres, a relação grande pequeno, mais , menos, as cartas o xadrez, as dualidades, etc.
Mas antes de ver o filme decidi reler o livro, e ver muitas das adaptações feitas do livro nos mais diversos suportes. E toda a Alice é a viajem ao outro lado do espelho, é a viajem ao seu interior que dormido tem todo um código linguístico para se expressar.
Mas falar desta Alice é falar de  Johnny Depp  e de todos os actores que nele entram mas ao ver Johnny Depp torna-se curioso pois num outro filme aparece ele próprio a fazer o papel de Lewis Carroll, e traçar um paralelo de alter egos com personagens tornasse ainda mais curioso, pois podemos dizer que na história o personagem desempenhado por Johnny Deepp é o alter-ego do próprio Lewis carroll, no livro.
E aqui podemos perguntarmos se nesta continuação do Alice já não do lewis Carroll se o personagem desempenhado peli Johonn Depp Não será o alter-ego do Tim Burton, O criador, o senhor das artes que faz dos velhos tecidos novos vestidos novas tendências.
Mas voltemos há história ou há continuação desta Alice.
Alice cresceu e esta comprometida e na festa da oficialização descobre quem é na realidade o seu noivo, um oportunista, e neste confronto de realidades, foge, e como em ambas as historias temos ao tocata em fuga da realidade, fuga para os diálogos interiores da imaginação. E Alice volta ao seu mundo secreto, que sempre ali esteve e sempre esteve há espera dela para a descoberta da realidade desta vez a nova realidade a que estava votada.
E as antigas teias do passado continuam a ser a estrutura base desta nova Alice, continuamos com a riqueza simbólica, e com uma história que tendo a anterior como fio condutor traz-nos a nova visão pelas artes de como Tim Burton a vê actualmente e como seria uma Alice adulta.
E nessa caverna interior onde a sombras linguísticas da suprema metáfora para com sombras nos falar da realidade.
Mas existem paralelismos com tanta histórica aqui Alice é vista numa perspectiva messiânica, todos esperam o regresso, todos quando se encontram com ela sentem-se incrédulos, e aos poucos lá vão acreditando na Alice que apesar de crescida continua a ser a sempre Alice a que eles conheceram e fazem parte do seu pais no pais das maravilhas da sua caverna interior.
E começa a aventura, o mundo interior é dominado pela rainha negra que associada ao cavaleiro, das pretensões aspirando a um melhor posto, a aliança com a rainha é apenas o pretexto para este ficar a dominar o império. Através das artes da sedução infuência tudo e todos, cria um mundo ele próprio alternativo para levar a reinha ao engano, e tendo como objectivo principal a destruição da Alice e da rainha, mas se destruir uma rainha destrói as duas rainhas pois as duas rainhas assumem no filme a eterna luta entre o branco e o negro entre o bem e o mal, e destruindo-se uma das partes deixa de existir as duas, pois apesar das diferenças elas tem de estar sempre associadas pois o equilíbrio so existe na existência das duas forças. Mas como em todas as proximidades, dos conflitos cegam os rivais para o diálogo. E para a comunicação.
Alice é a chave, Alice é quem terá que apaziguar as facções Alice esta no meio de uma guerra secular eterna que regressa a ela como mediadora, Alice é apenas mais uma pessa chave do grande jogo de xadrez das rainhas, mas com a agravante de ter entrado uma peça que pretende ela própria destruir as duas, e a seguira não da conta que as alianças que faz põem em causa Alice e ao porem em causa Alice vão elas próprias pôr-se em causa.
Mas todo o filme é cheio de conotações a outras histórias, aqui Alice assume também o papel do s. Jorge, que luta contra o dragão. O que vem libertar a donzela, mas todas as historias se alteram e aqui as duas rainhas são cada qual na sua particularidade as donzelas que se prenderam elas mesmas de tal forma nos seus conflitos produto das suas lutas e rivalidades. Aqui o dragão não é só uma das facções o dragão é tudo o o mal criado pelos dois conflitos, que supera todas as forças do jogo habitual do xadrez, por isso aparece Alice em cena Alice é a peça do jogo que tem como missão a derrota do dragão, a apaziguadora por mais uns tempos da eterna rivalidade.
Neste conto não há inocentes, ou antes há inocente a Alice, que é chamada há guerra, sem saber que se estava em guerra. E neste jogo de quem ocupa mais espaço, e domina a melhor forma é tentar desfazer o dragão e desmascarar impostores, gerador dos agravamentos dos conflitos.
Mas existem pormenores engraçados em todo o filme, o cair das próteses que escondem pela via das mascaras a corte.
O Chapeleiro convertido em alfaiate como metáfora do bordador que borda e participa na historia. Isto é conta um conto recriando o conto acrescentando ponto. Se analisarmos bem a Alice todo aquele que a partir do original sem querer transforma-se no chapeleiro.
Nesta opinião tento fugir as questões dos efeitos especiais que implica o filme, como espectador na primeira visualização tento não me perguntar, como foi tal coisa possível. Pois perderia a magia do primeiro contacto, é como conhecer alguém, e ainda estarmos maravilhados com a primeira impressão sem nos questionarmos sobre pormenores, mas como terei de ver de novo este filme pois este ano parece que foi o ano de Alice pois houve outras adaptações que ainda não vi, pois apareceram no mercado outros filmes que foram feitos a partir da Alice desconstruindo a história e recriando-a.
Mas para estabelecer um paralelo terei de visualizar também os outros que espero visualizar para de novo regressar a este tema de uma nova maneira.






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