terça-feira, 2 de fevereiro de 2010


Cinema documental, audio-livro


Já à alguns dias que não coloco nada neste blogue, não por não ter nada por dizer mas por problemas pessoais. Hoje tinha intenções de colocar algo que estive a redigir ontem mas achei melhor coloca-lo amanha ou depois. Neste momento ando a visionar cinema documental, mas cinema documental que pertence mais há ficção que ao documentário, poderíamos antes dizer que se trata de sistemas ficcionais tratados sobre o formato de documentário para reestruturação de realidades ou de induções sobre a realidade. Mas sobre este tema acho o outro texto mais interessante pois é sobre este assunto.
Vivemos numa era em que a realidade esta a ser questionada, as notícias falam de realidades analisadas na perspectiva de quem as escreve, os programas desenvolvem assuntos que esta dentro de um programa onde a realidade e o conceito de ver o mundo ou como o apreendemos é a desse de construção. Podemos dizer que vivemos numa época de construção de realidades e manipulações de realidades.
E tudo serve para esse fim. Actualmente se havia uma divisão entre cinema documental e ficção ou ficção baseada em realidades neste momento o modelo de documentário é colocado em causa pois o guião é tratado como documentário criando no espectador a duvida sobre o que vê. Existem no mercado alguns filmes que descrevem bem esta perspectiva que as artes actuais tentam desenvolver a ficção desenvolvida num esquema documental para recriação indução sobre a realidade.
O modelo é interessante, pois cria no espectador o sentimento de dúvida sem este se dar conta que entrou num processo indutivo sobre a realidade e como ver a realidade.
Mas sobre este assunto acho que o outro texto que colocarei aqui esta bem mais interessante pois tento analisar filmes concretos que utilizam este esquema como forma indutiva.
Ontem vi “Inferno de Dante em animação, achei curioso pois desde que li o livro sempre me perguntei como seria o livro em filme, finalmente o filme em animação do tipo manga. Para ser sincero prefiro o livro, devo confessar que quando o li demorei mais tempo a desvendar os entrelinhas que o texto em si. E foram esses entrelinhas que me deram mais prazer pois vemos nelas a forma de como Dante vê uma cidade em que vive e os seus habitantes, como os julga e como vê a própria sociedade. Grande metáfora sobre como ver uma cidade e os seus habitantes. Quanto ao file esse se por um lado deu-me muito prazer ao ver pois animação é um género que gosto bastante por outro desiludiu-me pois sobre como Dante vê a sociedade da época temos muito, preocupando-se mais sobre a luta que Dante tem nos infernos. A própria estruturação dos infernos é bastante esquemática, havendo mais preocupação pelo sistema de luta que o desenvolvimento das ideias expressa no texto, perguntando-me como será a sequela pois ainda faltam duas cidades, purgatórias e paraíso para colocar em filme.
Mas ontem descobri algo que ainda não tinha utilizado o áudio-livro. E fiquei ate bastante contente com a experiencia.
Na minha infância, uma das lembranças que tenho guardadas de bom grado na memória eram as rádio novelas, que eram lidas ou áudio representadas transmitidas pela telefonia. Na minha casa telefonia ou rádio como se diz agora não havia, nas o meu vizinho esse tinha sempre a dela ligada, não perdendo estes áudio folhetins radiofónicos.
Lembro-me que saia da pequena escola primária, e sentava-me depois nas escadas da sua casa ou ia para a sua varanda onde era recebido sempre de bom grado para fazer os trabalhos de casa em especial de matemática que depois de feitos ele corrigia e se encontrasse algum erro explicava-me a forma correcta e qual foi o meu erro, isto tudo tendo o rádio e as novelas radiofónicas como pano de fundo.
Depois apareceu a televisão. E a televisão essa captava mais a atenção e a forma de estar e de fazer os trabalhos de casa foi alterado, continuava a fazer os trabalhos mas ai só depois de ver a bonecada.
Actualmente mal vejo televisão e para quem me conhece deve achar estranho. Mas sentia falta de um ruído de fundo. Ouvia música rádio, mas quando ia para a cama estava habituado a ter o ruído de fundo da televisão onde seguia determinados programas, e enquanto não adormecia ia ouvindo opiniões dos sujeitos convidados para esses programas. Mas como actualmente não ligava a televisão fazia-me falta aqueles debates, que para ser sincero tenho que dizer me tiravam mais o sono pois ficava a pensar em assuntos ali abordadas e adormecer adormecer ficava sempre para depois de desenvolver mentalmente as questões ali abordadas.
Mas ontem pela primeira vez tive a experiencia do áudio-livro, primeiro acho que estar a ouvir a leitura de um livro requer atenção, se nos primeiros cinco minutos pensei que boa ideia para quando se vai a conduzir o carro depressa me esqueci desta hipótese pois requer atenção.
No meu caso estou a desenvolver o meu inglês, dando-me conta que esta melhor do que pensava, pois ate entendo tudo, e quando surge alguma palavra que tenho dificuldade aponto e mentalmente vou fazendo a tradução em português. Hoje já trouxe o dicionário de inglês português para a cabeceira.
Não vou especificar o livro que estou a ler, limitei-me a escolher um da parca oferta que me dava a escolha opetando por um dos mais vendidos pela curiosidade. E ali estava eu na cama tentando dormir, anda apontei num papel duas palavras que não sabia o seu significado, e sei que adormeci no capítulo quatro ou cinco, quando as duas personagens trocavam opiniões sobre a iniciação para a introdução da personagem principal na família depois do casamento. Hoje o problema vai ser colocar a audição do texto onde o deixei ou onde eu o deixei entregando-me ao sono, pois quando acorde ainda estava a ser lido o texto.
E dei-me conta que adormeço mais depressa. Acho que encontrei o melhor sonífero para a dificuldade em adormecer.
Hoje o problema vai ser colocar o texto onde o deixei nessa bifurcação entre a audição e o sono. Mas como experiencia esta a ser interessante quando estava na cama lembrei-me da época em que na cama e por falta de livros infantis me Lião os lusíadas por falta de livros de histórias para adormecer.
Espero encontrar o “Orlando furioso” do Ariosto para futura audição. 

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