Um acto em
vários actos, ou os hiatos das laçadas
Autor: Paulo santos
(peça representável em actos narrativos)
Um palco vazio, e das laterais começam
a entrar estruturas que tornam esse espaço labiríntico, essas estruturas podem
ser propicias para projecção, tem de se ter em conta que essas estruturas
simbolizam a diversidade tanto do ser singular como dos seres.
Tem de se ter em conta que estas
estruturas tem de ser movíveis e suportarem peso, o espaço que estas estruturas
criam deve ser ao principio construtivista progredindo depois para um estilo
desconstrutivista onde o publico pode ver essa variabilidade no estilo espacial
consoante a peça e desenrolada.
Um homem nu com um capacete azul
entra em cena, movendo-se de tal forma parecendo que anda a trote, cantando ou
transitando “Dizem que há touros azuis na primavera do mar”
Para a e olha há sua volta diz:
MINOS:
Estranho, entranhas calmas sem agitação apenas
minha canção corta o espaço mas não encontra abraço nem laço,… ela deve estar
escondida por entre meandros livre na condena que me condena dos destinos,
princesa das utopias, das realidas construtivas das desconstruções ladainhas a
deuses de pretensões, onde cada gesto se torna oração da comunhão.
Estou cansado,
há sim cansado…., meu corpo…, (olhando para si e passando as mãos pelo peito)
serve…. Mas estar nas disputas dos bezerros que através do corpo nos seus jogos
do treino da competição para o galanteio, medições métricas antropometrias
regras volumétricas, (em tom irónico, com ligeiro, sorriso) como alguns dizem,
a metro…. - Sexuais como se a sexualidade fosse contabilizada a medida num
despe e siga de campo de concentração, quem pertence a norma milimétrica veste,
…. e quem na norma não acha medida despe e siga, pá condena da recriação.
E dizem-me
senhor deste dês-marasmo que eu me surpreendo em supremo pasmo, onde eu no metro
se estou não me encontro e se me encontro na milimétrica não estou.
Mas ela (?), …
ela deve estar por ai (?), nem seu respirar sinto, nem suas unha tácteis pressinto
nas carícias das coplas do namora dos dezenamorados.
Se condenados
na união competição, como amantes na arena onde a areia são dedos e colchão.
Que estranho
(!), que calma, que não estou habituado, há alma desde o dia das ofertas, ela
entrou aqui como dadiva… prenda, diziam que era renda, mas talver por ser
prenda imposta ou querendo justificar a prenda como se esta fosse proposta p`rá cobrança, desgosto, pó, gosto, mel, fel,
alquimia do coabitar.
Mas ela não
esta, estanho quando se apresenta parece tormenta atormentando a calmaria deste
espaço das irrealidade da representação.
A sua presença
converteu este espaço na disputa os machos tornaram-se a metro sexuais
competições que põem a forma do corpo em causa nas casualidades de estar causa
de alma de corpo causas. A corporalidade em causa.
Estranho (?),
muito estranho (?), meu olfacto não a sente (!), minha visão não a vê. Minha
emoção nestes instantes agita-se, nas intrigas de saber onde esta….
Ofereci-lhe
uns novelos de lã, e umas agulhas. Ofereci-lhe…, a prisão ou antes foi ela a
que me prendeu, prenda… que foi a condena… da existência. A nossa condena foi
existirmos neste espaço mutável no abraço.
Mas não a
sinto nem a pressinto (?)
(Este cala-se e começa a explorar
o cenário e deixa de se ver, e dá a ver-se, pelo outro lado das divisórias
salta, uma jovem deixa ver a sua cabeça encimada por uma tiara, trás na mão uma
cesta com novelos de lã e agulhas. Depois de confirmado que não ve ninguém sai
do esconderijo onde, minos desaparece de cana) estava e diz:
ARIANA
Farta fartinha…. Este homem parece a tinha,
homem bem… chamemos-lhe assim, minha condena ofertório para o destino se
cumprir em mim.
Mas que destino nesta exploração
infernal, nem historias de ódio nem de amor, só o vejo feliz quando se mede com
os outros, quando sua presença se faz sentir, suas ladainhas fazem-me dormir,
ho … ho …. se são entediantes, menos mal ou por bem uso a técnica fala para ai….,
e vou fazendo tricô, ô … ô menos mal que
me deu este acessório como prenda de enxoval. Meu bem pela gala … disse ele
para fazeres sapatinhos para o nosso futuro. Conversa de casco duro….
E pronto com um sorriso aceitei e
dei o desconto, se dei ou antes dou desconto, olha entretenho-me mais com os
pontos da prenda, só me faltava, alem de obrigada…. Fadada de com ele estar ter
que estar aqui no tricô, mas o tricotar… até é terapia de o suportar, ele
diz (tentando imitar a voz de minos)
sabes tricotar é uma arte dos silêncios do inverno dos desejos de touros na
primavera, beijos roubados em laçadas de fadas, e dilatando as narinas no ulular…. do seu vozeirão mugidos, e eu
pequenita fico ululada, da tola chifres ulados do paleio, e ca estou eu cesto
agulhas e lã. Se era ofertório há prenda fiquei condenada.
Ao tricô…. (ri ao deleve)
Que sorte a minha….
Se calhar nesse dia Circe estava mal-humorada,
e fadou este amor de fada. Pobreza a minha. Merda …. De sina
Que sina
Mal ele sabe que todas as noites
rezo a Ares, cão, abutre de estimação vigia dos vivos e dos mortos.
Dual paixão, e eu que nem
paciência tenho para estar apaixonada.
Bem aqui de certeza que ele vai
tardar para me encontra, (suspira) vou sentar-me.
(Senta-se no chão e tira as
agulhas da cesta e começa a tricotar.)
A laçada, … ponto, …. Cruzar, …. e
eu assim a ver o tempo a passar…, que diabo de negocio eu havia de arranjar, e
por aqui neste labirinto pouco se passa nos passos deste querer ver e estar aqui
a tricotar, minos quer-me mas …. É…, as … é com a manada que gosta de se
mostrar, competições de pavões.
E eu aqui agora na fuga…, fuga do
eu comigo querer estar mas por muito que queira nesta confusão de orientação
sempre parece que todos andam perdidos mas a única que por aqui anda perdida
sou eu, … fujo mas sempre achada la esta ele o amigo.
Bem tricotar mas estes fios novas
ideias ainda alem dos sapatinhos para os nados projectados ainda irei dar se
irei. Outros hábitos as habitadas mãos.
(Ela continua a tricotar
repetindo, laçada ponto, passar
Ate que chega o momento em que do outro lado espreita minos.
Ela distraída continua com a sua ladainha de tricotar )
ARIANA
- Laçada passa laçada ponto passa ….
MINOS
- Passa, passa… que interessante
ia eu por aqui a passar e ouvi a tua voz, e mal ouvi passa, … decidi aproximar para laçada também poder dar.
Ou ponto a arrematar…
ARIANA
-sim… sim … que laçada, …. que
novidade.
MINOS
- Vim para aqui so para estar na
sombra tranquila, olha a fazer tricô das lãs que me oferecestes.
- Há….muito bem camisolinhas para
o inverno. Meias para a primavera
ARIANA
- Ou para me proteger deste
inferno
MINOS
- Mas é assim tão ma a tua estadia
(?), sempre pensei que a oferta de teus pais seria para ambos alegria
ARIANA
-quem diria, falar de alegrias as
imposições, usar a filha como moeda, paga para que a família continue na hora
leda.
MINOS
- Antes fosses leda e eu Zeus,
entre nuvens nos sonhos de certeza te visitaria
ARIANA
- Sim…., Sim, já sei, Zeus, mas diz-me
cá, e satisfaz-me a curiosidade, … pois por estes labirintos, tantas histórias
e rumores são contadas. Sociedade minóica noivas que segundo ouvi foi aqui que Zagreu
que aqui renasceu, ou fundador, ou
morreu?
MINOS
- Hooo princesinha, que historia
é esta que teus lábios estão a prenunciar, e logo de Zagreu te fostes lembrar.
Mas tua pergunta tem a sua razão. Ouve pois então, mas depois disto neste nome
não volto a falar, pede-me historias das e sem memória mas sobre esta não mais
te irei contar.
Como sabes
Zeus ovo um dos primeiros nas histórias da criação depois de casada com Hera,
suprema mãe nas suas escapadelas olha enamorou-se de Persefone, e deste romance
ou desta história de caçar, nasceu Zagueu. Mas Zeus tem muitas histórias,
tantas destas Não seria ele deus que empunha o trovão, foram tantas que das
tantas sempre histórias deu tantas, todos os deuses foram ovos ou ficaram por
roubo, todos os descendentes ovo foram e dos que descendem ovo são, sabes, por muinto
que os humilhem são a chave para a existência dos dois reais nas tactilidades.
Mas Hera com
medo pois a criança que era filho por direito punha em causa os seus futuros
filhos, sabes princesa os deuses as vezes são piores que os humanos nestas
historias do procriar, o mero facto de existir tornam as horas Bacantes só com
o estar, (rindo, Continua) como a existência é orgástica, o simples facto de se
mover pode procriar, a existência é a contraria da nossa, hora nos existirmos
com o desejo de procriar eles procriam sem o querer realizar, a sua existência
é o não procriar mais, inversa há nossa que o desejo é procriar. Eles os deuses
sem querer fecundam e procriam. Rejuvenescem….
Mas como te
dizia …. o problema foi que Zagueu foi o primeiro no dos ciclos. E salto aqui
uma parte que só te iria surpreender a mural. E Hera preocupada, … claro tentou
logo liquidar esse rebento sem ter em conta que ela ainda nem rebento tinha
dado, mas como queria … há se queria, o desejo é a sua perdição pois supera a
inveja e se a esta historia se junta jogos de poder, uiiiii olha, fez tudo para
o condenar, atar e condenando-o para que os seus herdeiros que só ditadores faz,
cria nas artes a opressão, as sovas só para realizar os caprichos dos mimados
da mama. E como não sendo de linhagem directa tem de usurpar. Upa, … upa.
Mas como te
dizia
Zeus
apercebendo-se deste ciúme e conspiração entrega o filho para educação, segundo
reza a história os encarregados e responsáveis pela vida da criança foram os
Curetes e Apolo, mas há quem diga que entregou a criança ao cuidado de
sacerdotes que o honravam, se calhar foi a ambos, a criança viveu um tempo na
casa do pai, depois foi para o templo labiríntico, para não ser encontrado, e
já jovem entregue aos Curetes e a Apolo e para conseguirem que o pequeno pelo menos
vivesse e visse a realidade, foram viver para a floresta do Parnaso. Ma a lenda
deste labirinto é outra a criança veio para aqui e como protege-la era a responsabilidade
maior construíram um labirinto vegetal usando a floresta, tendo a quadratura do circulo como matriz para
o labirinto pois sabiam que assim seria mais difícil ser encontrado, e no
labirinto havia replicastes que se passavam pela criança pois quem por ali
andava sabia que ela estava ali e para dificultar a tarefa foram contratados
actores para representarem este no labirinto e assim dificultar a sua
identificação, e a criança lá teve a sua existência não existida, o labirinto
tem uma forma e tem esse fim é a floresta e florestas são muitas, florestas
podem ser de arvores ou de cimento, divisórias ou sem divisões dependendo do
fim.
(conforme fala
da floresta nas paredes do labirinto ou se enchem de formas vegetalistas ou
estruturas arquitectónicas, ou de nuvens ou sombras, e chegando as nuvens e
sombras estas começam através da linguagem das sombras visualizações da
historia que minos esta a contar, a história tem dois patamares o das sombras e
o das nuvens, em todas as histórias que minos conta aparece a visualização
desta contada desta forma, tornara estes monólogos menos entediantes para quem
os encontre entediantes podendo achar distracção nas nuvens ou nas sombras, e
pode-se explorar através das imagens projectadas as dicotomias da representação
onde se por um lado a sombra proporciona umas visualizações as nuvens falando
do mesmo proporcionam outras, segundo uma velha crença desta época as nuvens
contam histórias mas contam-nas sempre ao contrario, as relações ate podem ser engraçadas,
e mesmo cómicas pois ele diz uma coisa e as visualizações são inversa aquilo
que diz)
O mesmo se
passa com este labirinto, por exemplo se te quero encontrar é fácil pois conheço
e sei o seu mecanismo, tu pelo contrario perdes-te pensando que estas
escondida. Eu como divertimento tenho por missão encontrar-te e a cada encontro
encontro-me eu também.
ARIANA
- Pronto,
pronto volte-mos há historia que estava a gostar, pois tricotar e ouvir
historias, mil e uma noites estou a
pensar propor para assim transformar isto num doce galantear.
MINOS
- Que
galanteio perspicaz, sabes a mim ate me satisfaz mas eu também historias quero
ouvir, sabes desse teu mundo que não tem pudor em sacrificar, tendo a paixão e
o amor como justificação da existência do não sonhar.
ARIANA
- Ponto
laçada, vê-la, vá-la … deixemo-nos de
lamechices, pois quero ouvir dos teus lábios o que ainda falta contar, …. para
hoje.
MINOS
- Pois bem, ou
antes pois mal, mau augúrio se adivinhava, Hera, essa nas suas procuras
desvendou o pó todo escondido ate que disfarçada de melra ou pega o encontrou,
e encomendou aos Titãs o rapto acidental, nesse dia Apolo que estava encarregado
da sua protecção decidiu fazer algo que ainda hoje não se encontrou
justificação, parece que esse sim foi o espia esse se educava a cada
ensinamento o pequeno condenava, e só alguns Curetes é que o ajudavam, mas
nestas coisas, mal podes imaginar, pois guerras hipócritas divinas são sempre
má sina. E dai a filosofia hipocrática.
(E mugindo ri…..) bem …
continuando com a historia,
(A historia que minos conta é
acompanhada por um teatro de sombras e de nuvens projectadas nas paredes bem
como no fundo as sombras e as nuvens tornam-se antropomórficas e contam a
historia minos é o narrador, a cada pausa da historia as projecções desaparecem e tudo volta a sua
forma, se assim podermos falar pois elas sempre contam histórias.)
Minus continua a sua narrativa,
- Zagreu nestas
lutas foge na forma de touro, e dessa fuga podia-te contar tantas histórias em
fuga, sabes as Maquias das Tauromaquias, mas continuemos, pois se fosse por ai
ainda me iria deprimir.
É por isso que
em Creta existe o culto ao touro e o labirinto, se reparares qui o touro não é
morto, pelo contrário a arena é transformada num ritual de dança, as mulheres
são convidadas para a dança, é dar a morte ao touro tornando o touro símbolo da
fecundidade em união com a dança ritual feminino das paixões da fecundidade
Dionísio de mão dada com Hades, esta dança também é paixão, pois se o touro dá
as graças a graça, as convidadas para a dança também dão tornando-se engraçadas
cheias de graça, e só nesta ritual é que nasce a relação dos positivos e dos
negativos, quando este ritual é interrompida não há criação mas sempre divisão,
temporalidade, pintada com o traço do desequilíbrio harmónico. E (ai ri… e diz)
linda harmonia, ho, ho ho.
È a rês pública sem herança, nem esperança,
perde-se terá que voltar Ísis a reunir Oros para haver de novo redenção. È o
império dos da cobiça que querendo o poder negam a paixão. Tirania ditadura,
essa anda há espreita, pois quem mais tiver imporá o que tiver que ser.
Sabes Icarus
sempre foi o sonho da democracia o vô da utupia a democracia em marcha querendo
o real na dinâmica dos reais. Voar difícil que so querem ver seu voo em banho
de mar cair e passar.
Mas as
religiões oficiais nunca abordam este fim pelo contrário quando o utilizam o
fim é sempre outro. Sabes depois falam do cobrar, silogismos que não vou aqui
explicar.
Sabes
princesa. Só existe uma religião que é a religião a que todos pertencemos mas
que ninguém assume que a pratica, a religião dos silêncios dos gestos sem
gestos. Mas há quem a pratique e seja sábio sem nunca se ter apercebido que
afinal a sua religião era essa.
ARIANA
- Olha muda de conversa, isso não
interessa, e contínua. A história que estavas a contar os titãs descobrem Zagreu e…. Que aconteceu.?
MINOS
- Zagreu na forma de touro foge
dos titãs, mas estes encontram-no e matam-no.
ARIANA
- E acaba assim
MINOS
- Não, não
acaba assim toda a história quando é dada por terminada nunca conta o fim, pelo
contrário toda a história termina num novo inicia, Todo o fim é princípio e
todos os fins deveriam ser iniciáticos…. Já sei … já sei a história, … pois bem
Zagreu foi encontrado e morto na sua fuga, e os Titãs despedaçaram-no em bocados,
e comeram-no em parte cru e em parte cozinhado, mas tal foi o banquete e a pressa
no devorar, gula e desperdiçara deram as mãos, os que comiam, da fartura
desperdiçar, as vezes comer tem dessas coisas, sortes e azares, gulas das pressas.
É mais a larica que estômago, é mais o desperdício que o bom governo.
Comer e fiar
tem de ter pausa, há coisas que têm que assentar.
Mas Palas a
mando de Zeus juntou-se ao banquete escondendo o coração de Zagreu, há quem
diga que ainda palpitava. Uns restos foram recolhidos também por Apolo, que se
juntara ao banquete, e escondeu também uns restos para negociar, foi a sua
sorte, há quem diga que depois do banquete enquanto procurava compradores para
a carne escondeu esta perto da cidade de Tripoli de Delfos. Mas Zeus soube do
que este andava a fazer, e como passara a vez e deixara de ser ovo, fora para o
herdeiro natural, esta é a razão de era sou esposa, e o bastardo o vil pecado
por ser bastardo era como cão tratado, por isso Apolo esta a seu mando, mas
este sabendo do que era, o tesouro, tenta aproveitara-se tendo a missão como
pretexto de usurpação, contava-se que quando zagreu ainda vivo dizia enquanto
cão estamos nos bem é só medrar, missão a que fora incumbido para tirar
proveito dela e em vês de ajudar Zagreu ainda precipitou mais a sua caçada,
Zeus convoca Apolo há sua presença e pede satisfações pois em ves de proteger e
ajudar Zagreu ainda contribui mais para a sua condena não lhe dando opções,
sabes jogos de indução e amizade relações que nunca são perigosas mas são
anunciadas como tal para se ter também o quinhão. E obriga Apolo a devolver os
restos da carne do corpo de Zagreu, e encomenda a Deméter dar-lhe de novo vida
a criança tarefa árdua foi a de reunir os pedaços, mas estes sempre acaba por
se encontrar, missões de Ísis, para de novo voltar a reinar eras das sempre
heras, ciúmes, vinganças, justificando para isso de redenção. Olha
distribuiu-se cor e a cor se perdeu, e de novo bramido, ainda bem que para isso
já o calculava Zeus. Ficaram todos felizes por uns tempos.
Hera nesta história
ficou também muito bem mas essa dava outra história. Sim o pior é que
descobrira (e da um mugido riso irónico) que ficara muito bem, e como todo o
bem dura pouco, foi curta a emenda e grande o soneto foi lindo, ate lhe
chamaram a felicidade de Zagreu.
A tentativa de
reunir os pedaços foi ardua, se foi tarefa árdua, que depressa se chegou há
conclusão que se tinha que reunir os pedaços por imperativo.
Ou o tempo teria
que regredir ainda mal nos ciclos das regressões. Pois cronos por muito que
lutasse tinha-se interrompido algo, algo foi feito ali, não por ritual
iniciático, mas pela vingança, pois já tinha sido iniciado, por isso as viajes
acompanhadas de zagreu, há outra historia dentro da historia, os bem-amados
inconformados que só por terem a graça ficaram muito engraçados, olha pequenas
glorias que mal cabem em buraco de dente, menor era o pé que o sapato,
Mas ate cronos
achou por bem ter de voltar a dar vida a Zagreu, Zeus chama Sémele, e esta foi incumbida
de absorveu o coração de Zagreu, bem como de todos os pedaços reunidos,
fecundando assim o segundo Dionísio.
Mistérios
órficos. Princesinha, onde o segredo esta no fio urdir, iras ter de começar a tricotar,
pois todo o tricô há lareira a arte da fecundação invoca para a sua beira.
- Pronto,.. pronto já é ponto.
ARIANA
- Sim ponto para ter que haver um
ponto em cruz.
MINOS
- Mas há outra versão que agora
não irei contar que segundo a razão Dionísio e Hades são o mesmo.
ARIANA
- Como.
MINOS
- Como, … bem pontos, … do tricotar.
Sabes histórias do criar e em
cada conto ponto, contraponto, (ouvem-se as pancadas de Mollier).
ARIANA
- E termina assim, não inicia
assim esta é a historia que só te inicio e não tem fim, (ouvem-se de novo as
pancadas de Mollier)
- Como assim, quem parece que vem
ai?
MINOS
- Tudo existe com base nesta história
de novo o inicio o ponto, contraponto para a história daqui.
ARIANA
- Como
MINOS
- Olha até tu pertences a
história.
ARIANA
- Como assim
MINOS
- Pontos de
tricô, sabes eu ofereci a lã para te orientares, o fio era o objecto para nele
te poderes guiar. Orientações para no tentar encontrar ou perceber o mecanismo
deste labirinto te descobrires também a ti. Sabes a maior descoberta e sabermo-nos
descobrir a nos próprios.
ARIANA
- já estou
cansada, a tua história deixou-me a pensar ou pôs a cabeça a magicar, menos mal
que tenho a tiara, posta.
MINOS
- (rindo), diz haa … a tiara…,
(uma pausa, e olhando ariana com
carinho, sem se dar conta as suas mãos procuram as dela mas detêm-se pois esta
continua a tricotar)
- Sabes nos
somos este labirinto, somos a descoberta, amar é deixar sinalizado o caminho
para que te encontrem, mas essa sinalização tem dois percursos, sabes, se te
leva ao encontro e a descoberta também te pode levar a fuga, sabes a vida como
fuga herança. Sempre fomos errantes em labirintos nómadas internos e externos
das realidades, a composta que justifica a sobreposta, apesar das diferenças
que existem entre todos nos são as diferenças que nos unem. Sabes as vezes o
acto de amar também implica dizer não tu agora estas na negação, e eu estou no
sim da sedução, sempre a insistir, sempre complacente a querer satisfazer para
ai nesse jardim regado por nãos negações dos escudos de ainda não querer, mas
com curiosidade de descobrir.
ARIANA
- Bem já este
ai com essa conversa de mel do teu meu, dessa conversa cheia de pressa como se
não houvesse amanha nem cronos nos seus engenhos, construindo os seus
mecanismos.
Tu também, em vez de tempo uzas a
conversa do amor ou das paixões.
Sabes nestes pontos do tricotar
as vezes tenho a impressões que uma paixão estou a fiar, fiar não tricotar.
MINOS
- (sorrindo
complacente,) o Princesa desse reino das fadas de encantar, encantada entregue,
na inocência dos temores, no labirinto dos sedutores que nos tricôs dos fios
invisíveis armados, e tu nas visibilidades desses fios sem o saberes também já
a construir destinos sem te aperceberes.
ARIANA
Jogos de labirintos nos
labirintos e labirintos se dentro labirinto de fora, labirintos e sempre o
mecanismo. Se começas com mecânica, olha
(Faz uma pausa aperta as mãos como se sustivesse o momento)
- Labirinto,
labirinto estou farta fartinha destas construções se um dia acordo e de já nele
habitar parece a normalidade, mas na maioria dos dias parece-me demente a
construção deste labirinto, sabes mecanismos da navegação, do seres ou das
almas rotas das incertezas, e sempre as pinceladas das emoções. Se perdida
achada, mas nunca sai onde posicionada.
Sabes até o tricotar
deixou de acalmar queria ter asas e sobre este labirinto planar, planear a fuga
MINOS
Se emocional
Dionísio espreita com beijos de promessa, se nos braços quase estar espreita Hades
com seu olhar.
Mas agora que penso a tua historia
na consciência inconsciente estou a prenunciar.
Gritos de cativa, carcer da
dualidade se escrava ou cativa, amada ou amiga, o problema é espacial e o saber
estar.
Mas esse teu sonho outra historia
deste labirinto me vem há memória, que história, mas depois ta contarei não te
quero maçar.
ARIANE
- Pronuncias,
canivetes no ar
Bandeirolas
- Sim bandeirolas, amar ou antes
seduzir é a arte do marcar, prazer, fulgor, farpas.
E agora tens-me entretida com
histórias labirínticas do amar.
MINOS
-mas vamos sair desta forma de
nos expressar onde dor é querer e sofrer, prazer.
ARIANA
- como, mas que conversa é essa,
Só falta dizer que não me chega
estar aqui presa para a ferros querer marcar.
MINOS
- Não a ferros já te marcas tu.
Temendo que não te conheça quando
teu corpo mesmo assim já é mapa que exploro conhecendo os recantos dos portos
da minha certeza.
Sabes as vezes penso que conheço
melhor esse corpo essa estranha forma de ser onde a cada respirar não sei se
suspira ou são bafos de odiar, mas são os teus ritmos ritmados sinfonias que no
concilio das graças te deram por fado nas rocas dos fios da lã que a todos
entrança.
ARIANA
- Sim, sim e eu tricoto (ri)
MINOS
- Pronto lá estas tu.
E que história é essa do Icaros
ARIANA
Icaros …. é a história do sonho democrático…..
MINOS
Sabes ariana é parecida com a do
prometeu mas variável, um deu o fogo o outro foi a banhos.
A banhos?, bem é uma forma de te
falar. Já te contarei a história não te quero maçar.
Icaros esta ligado a mim minos biser
se rei de dia touro nocturno.
Se num labirinto habita há noite
de dia reina
ARIANA
Então é a tua história
MINOS
Não eu sou minos e minos tem
muitas histórias nas caras da historia, tenho uma história contigo, mas são
muitas historias.
Sabes a história conta numa
linguagem histórias sobre outras histórias.
E todas as histórias se repetem
nas variáveis da sempre história mudam as narrativas. Apenas.
E a de icaros tem muitas penas
( e melancólico esboça um sorriso
senta-se e fica calado olha para o fundo da sala como se no infinito daquele
espaço houvesse o seu eu um eu sem historias sem ciclos com uma historia por
contar desconhecida desconstruída peça de lego para montar, e a sua expressão é
tal que ariama se apercebe que ficara triste distante, e o olhar já não era o
de sedutor mas sim o de quem relembrou um amor passado)
ARIANA
Não te pergunto mais nada, teu semblante
ofuscou-se de galante para amargura aparecer. Que fada por aqui passou e por te
ver tão feliz passando a mão a tristeza na face te marcou.
MINOS
Há ….. também sabes ser cortes
agora que me vês aqui assim, ….. falar no nos dos nós em mim do eu em passado nos presentes
que já conheço futuros parece que me caiu a existência nos ombros e o peso esse
há princesa é pesado.
Icarus tinha olhos de mel lábios
rosados, sabes era daqueles rapazes que nos deixavam preso o olhar e por muito
que quiséssemos nesta ilha muitos foram os enamorados,
ARIANA
Tu também calculo, …. mais jovem
e nas descobertas, ..
MINOS
Cala, cala,… Minos
messa época era diferente, sabes era ambicioso, o tempo não marcava com pó a
poeira das suas memórias, nessa época pugnava com os irmão o trono de seu pai,
e como lutou quase ficara ditador se não fosse icaros.
Sabes depois
das lutas familiares, num dia de primavera fui há praia tudo corria mal e
implorando a Poseidom que no seu regaço me acolhesse pois a morte era o desejo,
Esse beijo
doce do veneno
E da espuma do
mar numa barca meio desfeita vinha içarus, fugido, sabes a visão era tal que
parecia miragem e encalha a minha frente vomitado, oferenda, ali depositado, inconsciente,
e eu ali olhava pasmo sem movimento sem saber se era real ou de visão provocada
pelas as arpias que ali na praia cantavam, sereias emplumadas, e nessa duvida
não reagia, estava incrédulo com tudo aquilo.
E só uma vaga
me fez pestanejar, e nesse instante debruçando-me sobre ele, agarrei-o, arrasteio
pela areia e nessa primavera ajoelhei a seu lado e de tão procurado inclinei-me
e beijando seus lábios ar no seu peito suflei.
Esse momento
foi quase de dor e nesse instante vindo do mar saindo da espuma um touro azul
saiu, da espuma…, e vindo do mar todo possante sobre mim investe e desapareceu.
E cai ali a
seu lado, talvez fora a chuva do sol dessa primavera, o sol de primavera é
sempre enganador ou fosse apenas o desejo de amor desse meu peito, na primavera
ainda por existir.
Quando vim a
mim pescadores já estavam a nossos lado perturbados pois sabiam quem eu era um
dos príncipes e ali algo teria acontecido, praticamente, acordamos ao mesmo
tempo, nunca poderei esquecer aquele primeiro olhar de icaros se parecia que
meus olhos entravam nos seus os dele esses não conseguiam desviar-se dos meus,
e se mal estava um disparo senti no coração que fora tal o ruído que este ao
escuta-lo pousou a mão no seu peito, e depois no meu, e com uma voz de mel, meu
fel ai provei, e ele disse calma, … calma … que tudo esta bem, não temais pois
parece que estes pescadores chegara a tempo para nos salvar.
E a partir
desse dia ficamos inseparáveis, procurava-o nas ruas, nas noites no desejo dos
sonhos.
ARIANA
(com uma
pronuncia demonstrando tristeza) bem me parecia a mim que vocês aqui se
aglomeravam muito e sempre entre amigos a mostrar os trabalhos em tornear o
corpo, afinal não e enganava, ….
MINOS
Ai ariana como
te enganas aqueles jogos são competições, chegara o dia sabes em que a idade e o desejo irão por há prova, mas agora as demonstrações
são diferentes partem sempre duma base em que os competidores partem para as
provas em igualdade apenas com os seus
atributos e ambos sabem por que competem.
Claro que há o
culto ao corto, ou não Seia esta a terra que é
Sabes na
altura competia-se por tudo, competições que separavam irmãos famílias, mas
mudou-se estabeleceram-se regras sabes existe as vezes uma perversidade que só
é visível em determinados momentos. As maiores tragédias são todas familiares,
se são e eu que o diga.
Mas não vãos
disso agora falar.
Sabes
respondendo há tua duvida eu enamoro-me por seres pelo que despertam ou
revigoram no meu ser e os seres são seres, o estar com alguém e estar com esse
que em mim faz cócegas, Icarus, despertou em mim a revolução do eu, sabes,
depois descobriu-se que o seu pai estava na ilha também e se icaros voou, a mim
ensinou a voar, no seu sonho brisa, planei e descobri que o horizonte pode ter
as cores do desejo da paixão, de que no peito existe desejos que se podem
chamar de revolução, e que existe sempre um mundo ale do nosso que se interliga
na dança da existência.
Foi algo
nosso, depois, se eu mudei, icaros mudou, se com ele descobri o significado de
democracia, logo tentei estabelecer isso na sociedade mas com ele era um democrata,
no meu peito anciava, ditado, pois já vivera na tirania, mas aq democracia era
um sonho de asas tortas, mas ao prencipio acreditei nop seu ser igual…. Na diferença,
mas covernar, …. A esxperiencia do palácio diziame outra coisa, mas era u
prazer ouvirfalar na liberdade, ….. icaros homem liver condenado por ser livre..
E depois tudo
se complicou, sabes, vieram os casamentos oficiais meu pai nesse sentido era
rígido, e apenas obedeci conveniências de estado alianças, mas tudo mudava
icaros desaparecia e tornava-se visível para outros ou outro, e eu perdia a cor
com a sua falta, mas nem me dei conta, também andava distante. Cabeça errante
no que descobria. E inveja sabes o de querer que fosse só meu, …. aquilo pois
ele já dera o que me proporcionou aquele estado, fora coroado, e do meu
pedestal queria dar-lhe o meu mal.
Ele fujiu, deamboava
mendigo nos caminhos, cheguei-o a ver, tantas vezes e deume prazer… prazer
saber que estava ali abandonado sem mim e perdido, renegado, desterrado, mas um
dia os espias trouxeram a novidade que ele começou a ter forças, nem calculas
as capacidades que tinha, era um favo colmeia de ideias, mas sem ambição contentava-se
com pouco, até chateava, as vezes via mais sentido no sorriso que lhe dava que
no brocado caríssimo que lhe comprara.
Mas nesse dia,
quando me falaram de icaros que se levantava, que começava a lutar e mudar, ….
não nas manifestações por igualdades, do existir, ai o fado mudou
Estava eu na
praia magicando na areia uma forma para o prender, que Poseidom saído da espuma
com seu tridente apontado fez-me esta forma de ser anial, pois não respeitara
quem tivera ao lado, fuji, escondi-me prometi vingança, e esqueci tudo, apenas
desejei destrui-lo.
Foi entam que
mandei construir o labirinto dos amados, de noite seria o carcereiro, de dia o
bom rei minos preocupado.
Foi tal o
esquema que nesse labirinto prendi icaros para eu poder ser, e aos poucos a
minha trama essa tornou-se mais vil. Seu pai que era um afamado artista e
engenheiro nas artes de construtor com promessas, prendi os dois, assim teria
novos horizontes novas cores para as vestir, do acordar de desejos adormecidos
de ditador.
Sabes, era
doce icaros mesmo preso no seu olhar que sempre era verdadeiro, convencia, mas os
rumores que espalhei personificavam-no como o mal e nascia uma nova forma de se
olhar para icaros. Ele nem dava conta da trama urdida.
Sabes nesta
bacia em que existimos controlei o comércio, e como as ideias daquele vil democrata, pelo comercio
das privatizações virei democrata ditador. Monopólios controis especulações faróis
de enganos.
ARIANA
Bem isso foi
quando, já nem tenho força para mover as agulhas, o que escuto já não sei se é
história ou nela te vejo e se assim for, sabes, surpreendente são tuas
entranhas, que na tua negação, não das oportunidades de esperança, e apenas te transformas
na vingança da paixão condena a quem sempre tudo deu para seres o grande e
senhor.
Valha-me a tiara
de meu pai, que também eu já no labirinto estou.
MINOS
Não temas
pequena.
Sabes icaros
era sonhador trouxe o significado de utopia de democracia, que a ordem
perturbou.
Sim esteve
preso, aqui com seu pai, ai o pai, engenhoso, (e rindo continuou), o sonho foi
tal que planearam a fuga pelo ar, outra façanha a do icaros, trouxe o desejo de
voar ao homem, que pretensiosa ilusão, sabes com as penas das arpias fez asas
de gaivota, e com cerra de uma colmeia que num canto do labirinto as abelhas
tinham construído o seu lar, usaram a cerra para unir as penas, dando asas ao sonho de voar e assil do labirinto
escapar, dos destroços com os
desperdícios trouxeram o sonho a utupia do horizonte. …..
Bem…. Onde ia,
… há simmmm….
Construíram
asas, para a fuga, e os dois criaram uma espécie de delta planador, como escondiam o trabalho nem os guardas sabem
explicar, mas as noites eram de breu, de tanto breu, que decidiram escapar de
dia, nesses dias o calor chuva e lá fugiram naquela forma de planar, sabes mas
o calor e a cera nunca foram boas amigas e pena a pena as penas se foram
desprendendo, alguns pescadores dizem que aindavam em círculos ha sua volta as
arpias tentando-o salvar da queda, e mal caíra no mar, morrera icaros, foi o meu
bem amado que assim me colocou neste sonho também ele condenado.
ARIANA
E o pai?… que
historia, …. E parecias tu com carra de quem perdera algo com icaros e a
tristeza te abraçava quando o nome dele pronunciastes, …..
MInos
Ate fiquei mas
a sua fuga essa impede que sinta alguma pena, ele apenas tinha que deixar de
existir, mas há penas se as há, de arpia, com a sua morte depressa descobri que
a ilha onde estava se parecia bem posicionada afinal não o estava. E aquela
ditadura do privado comercial começou a correr muito mal. Olha e agora aqui
estou também olhando para ti numa condena sem ser condenado. A minha pena,
aquela que guardo das asas de icaros daquele que amou e nunca fora amado apenas
usado. E a única que se atraganta na minha garganta, se ao principio dele
gostava depressa era uso da minha ambição.
ARIANA
Repulsa sentem
as minhas entranhas, … se pareces doce, … algo de tenebroso agora se faz
sentir, valha-me a tiara lembrança da família, pois se soubesse o que tu tens
de vil outro negócio encontraria, para alguém que nos tempos tem por missão ser
vil.
Minos
Sabes … há uma
lenda que fala da vinda do icarus, as canções das arpias dizen que ainda seu
espírito em forma de criança conseguiram salvar, salva pelo bico de uma, … arpia
levou-a para encarnar.
Nem calculas
quantas espiões e explorações encomendei, pois se reencarnar de novo se com
este ou outra parecença o mesmo fim lhe quererei dar.
Ariana
Mas isso é
doença, … isso e o breu sem esperança … é a seguira da vingança que condena
tudo e todos na mesma esperança.
Minos
Não, … não é
ele é sempre a esperança, ele tem o dom de fazer sonhar, senhor da utopia, do
sonho, o cavaleiro sem trono sendo o rei herdeiro que há que usurpar.
Ariana
E tu na
ditadura sempre perpetuado, ele trás o sonho e tu aniquilas, por amor toda a
condena do maior e do menor.
Olha vou-me … perder
nesta engrenagem grande domador, … castrador
dos sonhos que ainda mal formados contigo nem podem voar, coitado do Icaros trouxe
ao humano a capacidade de sonhar esse prometeu do fogo interior o da esperança
o fogo que faz acreditar no poder ser melhor. Criar.
E prendes
condenas por ciúme inveja, colocando como pretexto o amor, ou por acaso nunca
ouvistes falar que amar também é libertar.
Mas tu não, …
nunca amastes para ti ele era o dono do touro, o herdeiro de zeus que tu
querias apenas apossar do seu bem tornando-a maldição.
O relicário
dos teus caprichos carmim, com traços azuis, pois emfim, …. Que historia que
fim,
MINOS
Fim não pois
ainda há muito que contar, farejo-lhe o rasto mas ainda não veijo a forma agora
diferente cautela redobrada terei que tomar
ARIANA
E passados
estes anos ainda andas na vingança, será que não te deixou nenhuma semente um possibilidade
de sonho para tornares esse coração melhor sem tanto rancor e amargor.
Quanto tempo
dura esta história da amargura?
MINOS
Se na época
desse olhar ainda nas memórias o pó mal descansava o seu tocar agora já nem os
tomos das memórias se vêm de tanto pó sobre elas repousar.
ARIANA
E sois vos o
bom, curiosa forma de analizar,
MINOS
O não sejais
tam complaciva, será que com a historia caiu o desejo de ver o mundo melhor.
Se soubeces os
momentos melhores, pequenos pormenores da sua personalidade daquela criatura
Se trouce o
sonho o mero facto de nascer pos em causa o meu eu,
Sabeis depois
de tanto tempo descobi que o pobre coitado nas suas origens teve um canto
fadade, pois como horaculo anunciava tinha sido formado para ser estandarte do
mundo melhor. Das utupias, mas fadado foi e estava já há nascença condenado a
ser sempre criança enquanto permanecesse assim eu não poderia satisfazer a
minha vingança.
Vivia sempre
explorando a terra na caça da vingança.
ARIANA
Não entendo
não mas que ódio +e esse que torna vil a razão.
MINOS
Sabes ao
prencipio tudo era muito bonito quase perfeito ate que ao andar no mercado
apercebime que quem por par chamara era cepa de olimpos perna do sagrado altar.
E ai soube ,
que nestas historias de reinos sepas todas quase sempre saem da cepa primeira,
e prova dos nove feita, cheguei a conclusão que ambos éramos erdeiros, nmas com
a vantagem, pois ele não sabia que era ele o erdeiro.
E se casei
foitudo por esquema pois sabia quesairia da minha beira e pensaria que já não
era digno do meu olhar,
Mas via esperava,
tudo que pretendia o prazer de o ver fracasar era o meu bem de estar.
Ddesfazelo aos poucos devagar
devagarinho.
E quando ia ao
oráculo as respostas eram a meu mando
para melhor poder ver, nem calculas o prazer que sentia a cada queda.
Ate que caiu
O meu prazer
ai foi desencantado fiquei aargurado, o prazer que tinha tinha desaparecido
Mas depois do
que ouvira, fezme acreditar em voltar a encontrar para o ver cair, esse é o eu
prazer,
ARIANA
Mesquinho vil,
que tristezas, mas que divida teriam os meus pais para vir aqui parar.
Olha vou dar
uma volta vou andar apanhar uma brisa que se paceie por este emaranhado e assim
esqueço o que ouvi da tua boca pronunciar. Pois só me provoca temor, e dor.
MINOS
Princezinha
tem calma
Ariane
Cala cala por
favor, deicha de mostrar teu vil interior antes olhar metrias de padrão que
desvendar esse coração.
Minos
Já que uma
volta vais dar parto também nos meus afazeres, o princesinha são estorias das
memorias que a poeira quer esconder
(mas a estas
palavras ariana já se perde na estrutura, esta move-se e comessa a nudar de
forma )
Minos
Historias,…
historias que contar
Memorias que
ate a memoria mal as quer recordar, mas ela ela não sabe ainda, tam linda, pois
ela é a chave da minha redenção, ela princesinha (….) não devia ter dito nada (em
outro ton de voz, nada absolutamrnte nada, as queria provocar, queria picar,
Queria ver se
nessa memória encontrava la o que quero vislumbrar.
(andando
desaparece no labirinto)
Entretanto ariana
reaparece como se andasse enre as paredes do labirinto brincando com uma brisa.
Ariana
Menos mal que
por este lugar a brisa costuma brincar, e a sua frescura será calma para tanta
amargura que acabei de escutar. Mas se minos contava esta historia algo
quereria, pois se tudo aquilo for verdade, de certeza que tem trono em Hades,
ou capacidade de julgar.
(Nesse
instante uma voz ecoa servindo-se da brisa por mensageira)
Teseu
Uzando a brisa por mensageira,
Ariana ……
Ariana…… Ariana….. olhos que prenderam os meus……
Ariana …….
Doce Ariana…….
Ariana
Mas que voz
melosa é esta que se serve da brisa para minha atenção cativar.
Sim … quem me
chama quem da brisa se serve de mensageira para curiusidade no peito o coração
fazer despertar?
Quen sois, que
quereis….. porque meu nome chamais … que quereis, …..
(baixinho,
como se falasse para consigo)
De certeza que
é meu pai ou algum mensageiro por ele enviado …. Será Hermes… com novidades do
comercio de esponsais que fez com que viesse aqui parar.
Hoo deuzes
todos atendeime nesta noite onde por brincadeira conheci quem tenho há beira e
no peito trás um vil curação.
Teseu
Ariana…
Ariana… sou eu…. Teseu…
Ariana
Eu quem…
quem esta ai que não vejo nem vislumbro nem
na clara luz nem nas sombras desta tarde
quase noite a despertar
Teseu
Sou eu … sou
eu teseu
Lembrai-vos?
…. Teseu …. Conhecemo-nos no palácio, …..
Ariana
Há Teseu …
claro que me lembro….
(baixinho,
como se falasse para consigo)
Teseu o
cavaleiro que no palácio vi pela primeira vês, tinhas sido um dos cavaleiros
que argumentou para não me entregar ao Minotauro …
E que fazeis …
Teseu…
Teseu
Bem por aqui
fiquei costumo passear em volta das paredes do muro do labirinto , e hoje
parecendo-me a mi que vos sentia decidi teu nome chamar, nesta flma que me
invade o peito desde o dia que sobre vos poisei meu olhar.
Mas aproximai-vos
do muro pois uma frincha tem e escusamos de estar a gritar.
Ariana
(ariana dirige-se
ao muro e acaricia-o e com os dedos encontra a frincha pela qual Teseu fala)
Sim será
melhor nem nunca me tinha apercebido que neste murro havia uma rachadela
discreta, fresta, pode ser janela por onde a voz de quem passa me pode trazer
rumores novidades desse lado que já há muito não consigo vislumbrar.
Teseu
As coisas
pouco mudaram, … e as que mudaram foram nas medidas inversas do compensar,
corrigindo erros para não se voltar de novo a pisar a mesma poça.
Ariana
Mas dizeime
teseu, como esta a corte, e sabeis algo dos que pela nascença tratava por
família do meu amar?
Teseu
(toce em sinal
de que ira contornar a resposta esquivando-se da verdade)
Há Princesa de
vossa família so os rumores, pois poucas vezes sou convidado há corte, sabeis
ainda eu também ando na progura, para mim ainda não terminou o dia em que vos
conheci, e como esse dia ainda é presente deve estar tudo igual, e o que estava
bem continua bem e o que estava mal de certeza que com o dia sempre presente
algo calculam para corrigir os erros desse passado ainda presente.
Ariana
Sabei desde
que para aqui vim não sei nada dos que por amigos tratava, ou por companheiros
do divertir nas hociosidades do existir. Nada nem carta dem emcomenda nem
recados pelo ar, mas vos vos por surpresa que so em uma festa de apresentação
pousei o olhar, fostes mais amigo ao vir para aqui e tentar comigo falar.
Há teseu nem
calculais, entregue a um jogo onde o seduzir se comfunde com o procrear, e onde
quem me prende confusa nos sentimentos me faz ficar, pois a sua presença única
que comigo por direito utiliza o termo cuabitar, me inflama o peito, mas
noutros encheme de tal surpresa que me sinto a ofrenda em labiríntico altar, e
se espero ser devorada nem beliscada ainda, so me pediram para tricutar.
Teseu
Ho… ariana cárcere
das solidões, privada dos olhares.
Sacrificada
para deleite para quem exclusividade apenas aceita associada ao amar, já me
diceram que o labirinto, e o mais alto patamar do ciúme do seu construtor pois
prende nele só aqueles que lhe fazem pronunciar
Amor
Ariana
Que dizeis,
… amor?
Que estranha
forma de amar
Aquela que
priva do mundo o olhar
Tendo por
companhia as sombras das horas
E o carcereiro
Nas sombras da
sedução
Tentando sobre
ele chamar a minha atenção
Tendo o ruído
do mar, musica do enamorar
E seus olhos
azuis a agua exclusiva onde me posso banhar.
Teseu
Princesa dos
suspiros das incertezas,
Que po amor
apenas tendes o sonho cavernoso do estar
Sem saber das
artes do amor
Esperto Minos
que vos pôs a tricotar.
Ariana
Que dizeis …
Que tem a
haver o tricotar com o amar?????
Teseu
Companheirismos
do aconchego das tardes calmas dos casais
Onde ela no
tricotar constrói o enxoval
E ele ajeitando o fogo da lareira
Enche as
alegrias do futuro
Esperando
sentir
Gargalhadas a
ecoar
Dos rebentos
dos silêncios a semear.
Ariana
Não vos
entendo
Nesas melodias
que acompanham também o embalar sonoro do mar
Que existe
para la deste muro
Que só sinto pelo
som
Mas não
repouso sobre ele o olhar.
Teseu
Ai ariana
Princesinha
Que moeda de
troca
Ainda nem
abristes os olhos
Já condenada a
não ver o sol há porta
Tendo apenas o
amante
Como sol da
vossa alegria, sendo ele a vossa noite e dia,
As certezas da
incerteza
Da sua
companhia
Ariana
Ho teseu cavaleiro preseverante, que nada vos fés
desistir e preseverante aqui estais sonrozando as faces e com nadas a fazer-me
feliz.
Teseu
Mas que
negativa estais quando podeis ter mais.
Ariana
São das
histórias do tempo ocupar, se algumas me derretem como manteiga outras
endurecem-me como manteiga na geado no inverno do privar.
Teseu
Mas contaime
de vos Princesa que fazeis
Ariana
(com vos
aborecida)
Tricoto,
camisolinhas
Ou sainhas
Coisas para o
tempo ocupar
Linhas novelos
por companhia
E Minos e suas
investidas
Para no
cativeiro me cativar
Teseu
Linhas
Novelos
Novilhos
futuros quereis dizer
(e ri)
Ariana
Novilhos, não
entendem
São linhas
senhor apenas linhas
E dualidades
de cativa e carcereiro nos galanteios do amor
Teseu
Linhas novelos
Sinais que
deixam rasto ao passar
Se linhas do
tricotar
Também podem
ser linhas da figa
De quem cativo
com elas
A fuga pode
montar
Ariana
Fugir daqui
com linhas
Que dizeis
Teseu
(Rindo)
Hooooo…. Princesa
tantas formas que a fuga tem
Olha para nos
Aqui por uma frinchinha
Sem nos tocar
Quase a prenunciar cantigas trovas do amar.
Trovas
musicais
Onde um muro
sabe a cama e beijo
Sabe a mel e
fel
Sabe ao desejo
de estar sem poder tocar
Ariana
Que dizeis
Teseu
(esta dialogo e acompanhado por
um teatro de sombras no muro, Teseu nunca é visível pois o publico aciste só ao
que se passa no interior do labirinto, esta cena é sempre acompanhada pelo som
do mar como musica de fundo, ou musica que utiliza a cadencia das vagas para
produção sonora, ou usando o som do mar
deixado nas suas diversidades sonoras de choques para se criar um remix sonoro
como fundo tendo a ondulação e a cadencia de ondas como ritmo cadencia e o
barulho dos choques do mar com a areia pedras , o seu enrolar)
Teseu
Ariana brinco
com o prazer de vos ter
E por esta
frincha
Tentar
imaginar
Dizei-me que
fazeis….
Ariana
Remato a
sainha que fiz com o meu tricotar
Esta
engrassada
Amanha já a
posso estrear.
E vos teseu
que fazeis
Teseu
Estou aqui
encustado a este muro
E com um canivete
Enquanto
convosco falo
Tento esculpir
nele
A tua imagem
Que sempre
guardarei na memoria
E no recordar
Ariana
Que engraçado
Vos esculpis
Eu tricoto
E como me surpreendeis,
Nunca calculei
que um cavaleiro pudesse ser escultor
Engrassado
imaginar
Vosso peito
armadura de bronze esculpida nas artes do fogo e do moldar
De canivete na
mão
A madeira do
vosso bastão a minha imagem nele gravar
Teseu
nem eu ariana
nunca calculei que uma princezinha
Tricutace nas
cortes de minos no labirinto do ciúme
Nas artes
desconhecidas do criar
Mas vesti a
saia
Para vos poder
imaginar
Já que não vos
vejp
Posso assim
Sabendo que a
traseis
De olhos
fechados
E de peito
aberto na imaginação poder assim vestida vos abraçar
Ariana
(veste a saia,
e fica só com ela vestida, pois não diz a teseu que andava nua)
Pronto já esta
vestida
Já ne tinha
esquecido da lã
Teseu
Princezina
estais linda
De sainha de
lã
Falais de tato
Carícias que
vos gostava eu de fazer
Percorrer
vosso corpo mulher
Ariana
Vou ter de a
tirar rematei a saia mas ainda não cortei o fio do novelo e com este vestir e
passinhos com ela dar dentro de pouco caio, e não tenho nada para a linha
cortar
Teseu
Fazei passar
uma pontinha do novelo para ver a cor da sainha e assim saber o tacto da lã que
cobre a princezinha
Ariana
(esquece-se de
tirar a saia e agarando numa das pontas do novelo tenta enfiar pela frincha da
parede)
Que difícil
tarefa
Parecia mais
fácil
Se grande para
a linha parecia a frincha,
Difícil se
torna a tarefa
Para a linha
te fazer chegar.
( demostrando
dificuldae a passar a linha pela parede ate que diz)
Já ves a linha
Já conseguis
toocar
Teseu
Sim
princezinha
Já seguro a
ponta
Bela cor e bom
cardado
Macia suave
Boa ao tacto
Que so de
pensar
Fico também eu
sonrozado
Ariana
Ho que dizais.
Que sonrosada
também eu estou a ficar
Entretanto a
estrutura comessa a trasformar-se
A luz comessa
a ficar mais tenua
E ao fundo
parte da estrutura parece uma torre farol que parece encimada por uma fagulha e
produz um som como se um touro estivessa
na noite a encher o seu canto)
E tarde …. É tarde já o farol do labirinto se vê e o
canto do touro marca o teritorio no brei dizendo que o que esta dentro do canto
seu é. Vou até um dia, que vos sinta por
aqui
Teseu,
Ate amanha
pois aqui será o meu canto do outro lado do muro sempre a vos esperar
Ariana
Se o assim
dizeis parto que o canto me chama
e não quero
trasformar a noite que comessou calma no pranto da tarde
que nublou a
minha alma.
(ariana sai a
correr o palco vai udando conforme anda e corre, e chegando a umquase ao outo
estremo do palco onde já se pode ver minos que entretanto reaparece com as
mudanças das divisórias dasse conta que ficara sem saia que trazia vestida e
ficara a linha a marcar o trajecto até a parede, ela ainda se agacha para tentar
voltar enrolar a linha mas entretanto ouve-se a vos de minus)
Minus
Que fazeis
viavos a vir a toda a pressa e agora retrocedeis
Ariana
Olha nem sei
ando com as linhas os novelos, sempre comigo e coloqueime na parede a
tricotar que nem dei pelo tempo passar,
so quando ouvi o farol reparei que a tarde dera lugar a noite e com o acoite da
sua chegada pois estava atrasada nem me dei conta que deichara cair um novelo e
agora tenho a linha espalhada e preparava-me para voltar a enrolar,
Minos
Desculpa com
as historias, que te amargou o entardecer senta.te aqui a meu lado que o fogo
luz para a ceia vou acender.
Sentai-vos
pois deveis estar cansada de tanto correr,
e sentada podeis de novo enrolar o fio sem vos ter de cansar.
Ariana
(senta-se
encosta-se a parede e minos entretanto com um acende o fogo aprocima dela um pano que trás umas vazilhas
de barro co a comida e outro com a dele.
Bem bem tento
voltar a dobar a linha mas dene estar presa em alguma esquina que será melhor
ne puchar pois se,… se parte vai ser difícil o resto voltar a encontrar
Minos
Então deichaia
estar
Amanha tempo
tereis para voltar a dobar a linha que se dezadobou, pois tempo amanha tereis
que ocupar,( e ri)
Sabeis
assusteivos com a historia do entardecer. Mas para vos copensar
Enquanto comemos
Outra historia
Vos irei
contar
A que fez com
que esta ilha fosse meu lar.
Ariana
Bem minos se
quereis
Mas cuidade
com a historia que escolheis pois a desta tarde meu smblante de amargura sombra
provocou que menos mal que com o tricô e a linha me consegui acalmar, e com os
murmúrios do mar poemas da distancia que não vejo, mas posso imaginar, fés
desaparecer a sombra que cobriu o meu semblante , do vil coração do minos e
icaros que me deichou muito a pensar.
Minos.
Sabes minha
família Minos que deu origem aos Minoicos sempre existiu e em todas as
historias que vos contei e que vos irei contar o touro ou a vaca são centrais,
pois a nossa cultura tem o touro como referencia, se em primeira pessoa a
conteina dinastia dos minos a tereis que encaixar
Minos, somos
touros deste lugar, descendemos do touro primordial,
(olhando para
o lado e pegando num poico de esva diz em susuro, há ver se a engano assim com
vários minos sendo sempre um)
Pois como te
dizia minha mãe Europa era uma bela
mulher roliça ágil que um dia, passeava junto ao mar, quando Zeus que aqndava
por ali ao vela escondeu-se e observava-a,
sua beleza era tal que sentiu uma
grande atracão por esta, e decidiu conquista-la trasformou-se num touro e
correndo na praia possante dando gerra as vagas do ar conseguiu cativar o olhar
desta pois espantada e adeirada por ver um touro a brincar na praia, este ao
ver que ela o contemplava, comessou a andar calmamente pela praia pela humidade
onde o mar se desfaz na areia, e conforme se aprocimava deu-se conta que era
enorme, mas como o medo tomou conta do seu ser, ficou imóvel sem se conseguir
echer.
E contava ela
que para sua ademiração, o touro deitou-se a seu lado e calmo assim ficou ou
então movia-se há sua volta e voltava a deitar-se ou a seus pés ou ao seu lado,
E tal jogo fez
com que ela perdesse medo do touro, e aos poucos comessou a acaricia-lo e a
fazer festas e este tornara-se amistozo. E de tanta carícia e rebolar na areia
decidiu subir para o seu lombo e este ao sentir que ela estava sobe seu dorço,
comessa a correr, ela só teve tempo de se agarrar aos seus cornos, para não
cair, e para seu espanto em vês de correr ao longo da areia, comessa a correr
sobre as ondas do mmar e vieram a esta ilha parar.
Ela contava
que ao chegar há ilha, ele parou e ela a tremer desceu do seu lombo sem saber
onde estava,e olhando-o sem saber se temer o touro ou o que fazer o touro
transforma-se na figura de Zeus, esta ao reconhecelo e sem saber o que fazer
deichou-se levar e nesta ilha viveram, ela teve de se habituar a estar sozinha
pois ele desaparecia mas sempre voltava.
Da relação
teve digamos tês filhos, e oferecera-lhe o cão, para tomar conta dela durante
uns tempos, o cão era icaros, as
preocupado com as suas ausências deulhe uma lança, para caçar e pescar, e como
o cão era bom , enviou um homem da sua confiança para vijiar a costa e ajudala
a criar os filhos e o cão
Dos filhos um
foi minos que nascera meio homem e meio touro, mas um dia Zeus decidiu que este
seria alem de seu filho so humano pois ter de ser meio homem e meio touro seria
desagradável para procriar, e num ritual com a ajuda de poceidon na praia o
touro é levado para as prefundezas do mar, ficando poseidon entrege deste sobe
a forma de um animal marinho.
Mas nesse dia
hera desconfiada aparecera e perguntar quem era o rapaz, Zeus para não a
provocar disse que era um humano que ajudara mas poceidon nesse instante para o
protejer e ter uma divida a cobrar a Zeus disse que era seu filho e que Zeus a
seu pedido estava a ajudalo a transformar em humano. Mas ficando com atributos
divinos desde que pedisse a poseidon a sua ajuda.
Mas hera que
era desconfiada disse então, deichai-me também ajudar pois pelas artes meu
sinal vou deichar, e como sinto que o cão filho de Zeus por aqui marcou o seu
lugar, no dia em que estes se encontrem , que este jovem cobre todas as
virtudes com que nascera, e se tiver de viver meio homem meio touro, que tal
aconteça, mas com a particularidade que este so se transfore em touro durante a
noite.
Ao ouvir isto
Zeus preocupado, decidiu mal desapareceu hera, pegar no cão, e trasforma-lo em
humano mantendo escondido todos os atributos do pai, mas como Zeus era de
condição divina criara para o cão uma personagem que pasaria a ser seu pai, e
com a ajuda dos outros deuzes e dos afazeres vários foram os deuzes que se
fizeram passar por pai de icaros e ajuda-lo a crescer e a criar,houve que
dicece que apesar das limitações do cão este era engrassado e ademirado e havia
mesmo competição para estar a conviver com este disfarçado.
Ariana
Que historia a
da tua família, touros cães, noites dias, labirintos, e mais as historias que
terás para contar, …
Pelo menos foi
mais trancuila e meu sono não ira perturbar,
Minos
Veijo que já
ceastes e nem as agulhas pegastes para o tricô,
Descansa que
vijio pois não quero que sombras te possam perturbar, nos felizes sonhos que te
deseijo há luz do foco do meu olhar.
Ariana
Bons sonhos
para ti também.
Ou boa vigília
E
enroscando-se adormece
Minos
(minos
senda-se perto desta e contempla-a, depois tira um canivete de entre as coisas
da ceia pega nu pau e comessa a trabalhar com o canivete no pau, murmurndo)
Trabalho das
insónias
Contemplação
do prazer
Ela dorme a
meu lado
Ama-la com os
olhos,
Nas fagulhas
do fogo a crepitar
Labaredas do palpitar
dos prazeres a contemplar
Tanto para
dizer
E bruto, no
falar onde amor de tão sentido
Pronúncia
cavernosa,
E com a falta
de pratica onde beijos querer dar
Cortes de
canivete a picar.
Que destas
entranhas nas astúcias e manhas aos poucos te irei conquistar.
Rudeza também
se pode domar,
Na sombra do
olhar
Que terno me
deixa a contemplar
Meu prazer em
tuas mãos
Fios de la no tricotar
De suas mãos
delicadas
A cada ponto
por mim beijadas
Nos laços do
futuro a criar
E eu com
prazer na vigília
Empunho o
canivete no meu trabalho de amar
Lascando assim
o futuro fio no trabalho de canivete e agulhas,
Infantes
sonhos do verbo amar
Touros azuis,
Primaveras do
mar
E nas vagas da
paixão
Se a condeno
na reclusão
Minha condena
nas suas mãos, … futuro
Do trabalho
das artes da suprema criação
Canivete agulha
Flores na
primavera do mar,
E aos poucos o
palco começa a ficar iluminado
As chamas cada
vez mais ténues
(Ariana desperta
espreguiça-se lentamente e vendo Minos
ali acordado entretido diz)
Ariana
Bom dia,
Que fazeis
entretido
Para o sono
não vos beijar,
Minos
Beijos tantos
nesta noite
Sentidos ou
imaginados
Entre os
palpitares das chamas que iluminavam vosso descanso e me prendiam o olhar.
Esticando o
braço, oferece-lhe o que fizera com o canivete durante a noite,
Que bonito,
Flores em
madeira
Desconhecia
tal habilidade
Vedes como nas
calmas outo vos tornais
E ate me surpreendeis
Mimos de minos
ao acordar
Surpresas que
nem nos sonhos esperava,
Isto sim é
surpresa,
Neste dia a
começar.
Minos
Ficai
tranquilas e tranquila continuareis se de mim depender, vou buscar púcara para
café poderes beber
( sai de Sena
e volta a entrar com uma panelinha em ferro de três pernas e preparar o café
aconchega o fogo, dos panos que embrulhavam
a cei tira um saquinho com o pó do café e duas tigelas, e começa a
assobiar)
Ariana
Contente
estais neste amanhecer
Minos
Flores a
esculpir, mesmo na insónia é um prazer
Já quase esta,
há (pega num cantil e verte um puco de agua na panela onde faz o café, e retira
a panela do fogo, e brincalhão diz)
Decantares,
cantares para que a borra não amargue
O sabor do
café e estrague a manha
Da noite dos
prazeres.
Ariana
Estou surpresa,
Com vossa
disposição
Se ontem coria
foribunda
Hoje afagas o
coração
Minos
Mimos de minos
para compensar e galanteios pela manha so trazem pronuncias de prósperos
futuros e prosperar.
Ariana
E que fazeres
os fazeres das horas vos requerem
Deixai-me
perguntar
Para as minhas
horas poder programar
Minos
Terei de ir ao
palácio, afazeres, da fazeres a tratar,
Negócio que há
que burilar
Ariana
Porque não me
levais
Gostaria de
ver minha família,
Já que o dia
com carinho ameno tornais
Tal carinho podes
prolongar
Minos
Agora (?!) não…,
ainda não …. é o dia não…. Persistis (?) …. e não insistas no pedido
Pois não quero
fazer do teu pedido motivo de motivo para o dia te perturbar.
(agacha-se,
arruma nos trapos os despojos da ceia e do dejuar, pega na panela e prepara-se
para sair de Sena olha-a e dis:)
Não temais, em
breve, ireis para o palácio, ficai bem … em breve, antes que possais sentir a
minha falta já aqui estarei.
(Minos, pega
nas coisas e começa a andar, ariana agarra na ponta do fio e começa a dobar as
paredes do labirinto movem-se criando uma divisória entre os dois, minos
encosta-se há parede da divisória ficando de costas para ariana, ariana com a
la dobada encosta-se também a parede ficando de costas, são duas divisórias
paralelas a de minos e a de ariana)
Ariana
Que manha que
dia, coessares parece que ao acordar outro ser me veio saudar, mas nesta leda
manha inquietação sinto no meu coraºão, sinto-me calma mas dentro do peiro uma
comichão de inquietação, já nem sei o que pensar, e ando neste dobar do ocupar
as horas, rituais dos que sem saber enamora ou faz reviver novas horas, mas
esta manha, que calma pernuncio de agitação se onte bradava cheia de decepção
ao seu neste moento calma, que estranha sensação a de minha alma. Nesta
dualidade do sim e do não.
Minos
Que agitação
sento, pois conheço o que ela nem desconfia acordo quente da noite e já a manha
esta fria nesta calma ou desta sensação, que mal posso pronunciar, só de pensar
na verdade, se onten ela ficou forios se a verdade pronunciar, mas com a
historia de onte ela se se pusece a pensar poderia desconfiar, das trevas que
caem sobre nossos olhares.
Tremo só de
pensar pois quase lhe disse ontem tudo mas como a catadupa foi grande, de
certeza não fez a relação.
Ariana
Seu olhar não
é de amante, nem de quem arrebatotos no peito os suspiros me quer provocar,
sempre foi paternal na sua forma de tratar, nem nunca fez iniciativas das de conquistar
o coração, pelo contrario sinto-me a ele ligado com um carinho dual que não
posso dizer não.
Mesmo quando
me provoca a fúria na alma, olhando o seu olhar, por muito furiosa que esteja
nunca consigo um não pronunciar, pelo contrario por vezes sinto compaixão.
Minos
Destinos dos
ciclos dos que tem um pai comum, Zeus, sempre Zeus, que deu toda esta confusão,
Zeus não, a humana ambição, uzurpar, ter poder, e tantos os esquemas que de pontos perdidos e do bordar
quando damos pelo desenho, ademiração,
E ai
compriendemo que o lado vil do nosso interior, mas é nestas curvas da vida onde
contrapontos faz pensar na dor no amor.
(com ua das
mãos acaricia o muro mas sempre de costas, ariana faz o mesmo)
Ariana
Mas se sinto
amor a dor anda a seu lado, dois destinos ua historia que temo na procura a
verdadae encerada.
Minos
Princezinha
como temo
Se não fosse
esse o meu teor
Que a verdade
te lasa cair na nostalgia
Nas reclusões
do interior
Tramas do tear
Que a todos
cruza, e se pensamos que no individualismo teos uma recusa
Tudo se cruza
no tapete dos destinos que todos fios o tapete estamos a formar.
Este com
tantos buracos
Da cobiça e do
apropriar.
Esta reclusa a
que o destino me deu
No labirinto
das transformações
Faz-me sempre
rever a história vil foi tantas vezes a razão.
Manos mal que
não fez com as histórias de ontem as conexões das suas interrogações.
Ariana
Continuemos o
fio a dobar,
E nestes
meandros confusos,
Deixou o
caminho traçado
Para o fresta
dos sussuros novidades
Do que vive
para la do muro
Do mundo que
me foi privado de olhar
Minos
Andemos para o
Palacio,
Pois a hora já
não faz efeito
Se de dia
condenado a rei
De noite touro
(tira o
capacete o capacete pode ter cornos)
Que fado de
condena nos ciclos das trasformações,
Menos mal que
ariana
Não associa o
touro ao rei
Senão ……
Prefiro nem
pensar
Pois o rei e o
guarda, nas dualidades do destino
Dos buracos do
tapete
Que os jogos
da vida faz.
(Minos sai de cena,
Ariana anda em direcção a frincha dobando sempre o fio.)
(No fundo do
cenário começam a aparecer nuvens e sombras. Vê-se a queda de Îcaros, as
gaivotas em seu redor, e uma trás uma criança no bico, as sobras e as nuvens
que contam a história deslocam-se e a gaivota que leva o icaros criança
desaparece no local onde esta ariana como se dissesse o icaros é ela.)
(Ariana
dobando o fio chega ao local onde esta a frincha e tinha falado com Teseu, e ao
dobar o fio já no fim e junto a parede pucha por este e nota que este esta
preso, volta a esticar e sente que do outro lado esta alguém também a esticar)
Ariana
Quem esta ai?
… que não me deicha terminar de dobar o cordão, (do outro lado voltam a puxar o
fio) quem pucha assim dando-me a mão sem se ver.
Teseu
Ariana es tu?
… sou eu Teseu
Ariana
Olá Teseu mas
se ainda é tão sedo e já andas por aqui a passear?
Teseu
Nem daqui sai,
e junto desta frincha a vigilar, se dormia via o teu olhar se acordava procurava
no vento da noite escutar o teu respirar embalado pelo sono, e com tanta ânsia
de te ver, decidi aqui ficar.
Ariana
Há Teseu…. Teseu,
… que olhar foi o teu que prendeu o meu e mesmo assim estamos aqui em trocas de
palavras querendo sentimentos que a reclusão não pode concretizar.
Teseu
Concretizadas
ou não aqui me tens e se não te posso sentir a mão seja o fio a carícia que
realize e concretize na ilusão o que este muro me impede deconcretizar a carici que o fio meio me faz
achar forma de com tigo me unir.
(o palco volta
a mudar, do outro lado entra minos que começa a estender um paninho no chão
como se preparasse um piquenique)
Ariana
Ainda agora
aqui cheguei e já alto o sol parece estar, vou ter de me ausentar
Teseu
Esperai ariana
….
Alguém vem ….
Ariana
Que passa …
que se passa … para este sobressalto …. Dem deixa-me dar uns saltos se também
vejo o cortejo ….
Minos
Ela ainda deve
andar por ai entretida,
Nos meandros,
do perder e se encontrar,
Se meus planos
e dos deuses correrem como o esquema do plano, Ariana encontrara nova forma de
estar.
Teseu,
Por Zeus, …por
Zeus , escondo-me princesa, que nesta direção se aprocima um cortejo, coisa
estranha,…., pois neste canto o mais inóspito virado para a praia nenhum cortejo costuma nem ser humano tem o habito de por aqui andar
Ariana
Como assim….
Esperai….
(esta tenta
subir o muro…)
Teseu
Deixo-vos
suspenso um beijo
Vou sair deste lugar para não
desconfiarem
Mas em breve
voltarei
(entretanto
ariana consegue subir ao muro, colocando a cesta no cima deste mesmo a tempo de
o ver, o cortejo aparece no muro em sombras.)
Dionísio
Que formosa
menina em pedestal colocada que fazeis ai longe de todos, perdida ou achada?
Ariana
Sou ariana
senhor, e estou aqui reclusa dada de prenda a minos para este não fazer a vida dos
outros confusos
Dionisio
Há sois a
princesa moeda dos erros do passado no presente a pagar diz-me menina e como o
tempo estais a matar
Ariana
Perdida nos
meandros
Tentando fugas
do eterno estar, se fuga tento estou sempre dentro
Se conformo
Olhem senhor
Pegando na
cesta tricotar
Dionísio
E só trazeis
na cesta lãs, e agulhas
Para ocupar o coração?
Despojada de
tudo
Por Zeus
digais não
Ariana
Não, ….
Não senhor…
Nesta cesta
trago rosas de pinho
Esculpidas na
lareira
Carinho ódios
de recluso e reclusa
Para tornar
amistosa as horas
Nos destinos
da dor
Dionísio
rosas de pinho
donzela
Dizeis?
Prendas
nocturnas
Do tricotar
Ajudai a
donzela a descer (dirigindo-se para os acompanhantes do cortejo)
Pois esta
donzela que rosas colheu
De pinho
sementes de Zeus
Em meu cortejo
vivereis e a meu lado estareis pois meu cantil será também vosso
E rosas
adamadas tereis
(ariana desce
o muro, e integra-se no cortejo de Dionísio, o luz de Sena vai diminuindo e o
palco da lugar ao farol de minos que passa a ser o único elemento do palco, que
ilumina a sala como se fosse a luz de um farol, e ouve-se os mugidos de um
touro como se fosse um lamento, a figura de Minos que estava em cena fica
tapada pelos movimentos do palco que dão lugar ao farol)
Fim
SINALETICA
PARA AJUDAR A LEITURA
Resolvi manter
os sexos da historia original, ariano era para se rapaz, e minos a vaca
sagrada, mas decidi escreve-la segundo o esquema clacico ate estava para por
coros a voz do povo o corro como
trabalhadores alentejanos, mas ia ficar longo, e as vezes maçar com a obra
dureza, jogo com o touro Zeus e seus herdeiros,
e ariana a erdeira ou erdeiro, mas como me acusam de tanta homossexualidade
escrevi-a assim. A realidade sempre ultrapassa a fição da escrita e para se
escrever sobre esse real que ainda falta existir existindo já coisa que ainda
não aconteceu, as irá ter o seu tempo nos mecanismos de cronos, esta é uma
historia de futuro sem rancores, que não convêm revela-la na sua plenitude, mas
criar ou idealizar pela literatura uma narrativa, que há partida se da, a ver e
encobre, pois narrar tem muito que contar.
Sempre gostei
dos mitos gregos sempre gostei de narrativas, esta história é dedicada aos meus
sobrinhos, que gostam de falar e brincar comigo, as dizem que os assusto.
Sibologias ou
pequna orientação para as vozes.
….. Prolongamento da última
sílaba
(…) Pausa
(texto) descrição de movimento
importante, obrigatório, pois também é linguagem, apenas pontual deixando o
resto para o actor adapta-lo a si e a sua expressão corporal.
(!) em tom de exclamação
(?) em tom interrogativo
Utilizo os mitos gregos para
criar e recriar não tendo a intenção seguir a história original, utilizo
pormenores que se interligam.
Sujeito a
revisão
Mas publicado
neste blogue nesta verção
Autor :
Paulo Santos
Um acto em
vários actos, ou os hiatos das laçadas
Autor: Paulo santos
(peça representável em actos narrativos)
Um palco vazio, e das laterais começam
a entrar estruturas que tornam esse espaço labiríntico, essas estruturas podem
ser propicias para projecção, tem de se ter em conta que essas estruturas
simbolizam a diversidade tanto do ser singular como dos seres.
Tem de se ter em conta que estas
estruturas tem de ser movíveis e suportarem peso, o espaço que estas estruturas
criam deve ser ao principio construtivista progredindo depois para um estilo
desconstrutivista onde o publico pode ver essa variabilidade no estilo espacial
consoante a peça e desenrolada.
Um homem nu com um capacete azul
entra em cena, movendo-se de tal forma parecendo que anda a trote, cantando ou
transitando “Dizem que há touros azuis na primavera do mar”
Para a e olha há sua volta diz:
MINOS:
Estranho, entranhas calmas sem agitação apenas
minha canção corta o espaço mas não encontra abraço nem laço,… ela deve estar
escondida por entre meandros livre na condena que me condena dos destinos,
princesa das utopias, das realidas construtivas das desconstruções ladainhas a
deuses de pretensões, onde cada gesto se torna oração da comunhão.
Estou cansado,
há sim cansado…., meu corpo…, (olhando para si e passando as mãos pelo peito)
serve…. Mas estar nas disputas dos bezerros que através do corpo nos seus jogos
do treino da competição para o galanteio, medições métricas antropometrias
regras volumétricas, (em tom irónico, com ligeiro, sorriso) como alguns dizem,
a metro…. - Sexuais como se a sexualidade fosse contabilizada a medida num
despe e siga de campo de concentração, quem pertence a norma milimétrica veste,
…. e quem na norma não acha medida despe e siga, pá condena da recriação.
E dizem-me
senhor deste dês-marasmo que eu me surpreendo em supremo pasmo, onde eu no metro
se estou não me encontro e se me encontro na milimétrica não estou.
Mas ela (?), …
ela deve estar por ai (?), nem seu respirar sinto, nem suas unha tácteis pressinto
nas carícias das coplas do namora dos dezenamorados.
Se condenados
na união competição, como amantes na arena onde a areia são dedos e colchão.
Que estranho
(!), que calma, que não estou habituado, há alma desde o dia das ofertas, ela
entrou aqui como dadiva… prenda, diziam que era renda, mas talver por ser
prenda imposta ou querendo justificar a prenda como se esta fosse proposta p`rá cobrança, desgosto, pó, gosto, mel, fel,
alquimia do coabitar.
Mas ela não
esta, estanho quando se apresenta parece tormenta atormentando a calmaria deste
espaço das irrealidade da representação.
A sua presença
converteu este espaço na disputa os machos tornaram-se a metro sexuais
competições que põem a forma do corpo em causa nas casualidades de estar causa
de alma de corpo causas. A corporalidade em causa.
Estranho (?),
muito estranho (?), meu olfacto não a sente (!), minha visão não a vê. Minha
emoção nestes instantes agita-se, nas intrigas de saber onde esta….
Ofereci-lhe
uns novelos de lã, e umas agulhas. Ofereci-lhe…, a prisão ou antes foi ela a
que me prendeu, prenda… que foi a condena… da existência. A nossa condena foi
existirmos neste espaço mutável no abraço.
Mas não a
sinto nem a pressinto (?)
(Este cala-se e começa a explorar
o cenário e deixa de se ver, e dá a ver-se, pelo outro lado das divisórias
salta, uma jovem deixa ver a sua cabeça encimada por uma tiara, trás na mão uma
cesta com novelos de lã e agulhas. Depois de confirmado que não ve ninguém sai
do esconderijo onde, minos desaparece de cana) estava e diz:
ARIANA
Farta fartinha…. Este homem parece a tinha,
homem bem… chamemos-lhe assim, minha condena ofertório para o destino se
cumprir em mim.
Mas que destino nesta exploração
infernal, nem historias de ódio nem de amor, só o vejo feliz quando se mede com
os outros, quando sua presença se faz sentir, suas ladainhas fazem-me dormir,
ho … ho …. se são entediantes, menos mal ou por bem uso a técnica fala para ai….,
e vou fazendo tricô, ô … ô menos mal que
me deu este acessório como prenda de enxoval. Meu bem pela gala … disse ele
para fazeres sapatinhos para o nosso futuro. Conversa de casco duro….
E pronto com um sorriso aceitei e
dei o desconto, se dei ou antes dou desconto, olha entretenho-me mais com os
pontos da prenda, só me faltava, alem de obrigada…. Fadada de com ele estar ter
que estar aqui no tricô, mas o tricotar… até é terapia de o suportar, ele
diz (tentando imitar a voz de minos)
sabes tricotar é uma arte dos silêncios do inverno dos desejos de touros na
primavera, beijos roubados em laçadas de fadas, e dilatando as narinas no ulular…. do seu vozeirão mugidos, e eu
pequenita fico ululada, da tola chifres ulados do paleio, e ca estou eu cesto
agulhas e lã. Se era ofertório há prenda fiquei condenada.
Ao tricô…. (ri ao deleve)
Que sorte a minha….
Se calhar nesse dia Circe estava mal-humorada,
e fadou este amor de fada. Pobreza a minha. Merda …. De sina
Que sina
Mal ele sabe que todas as noites
rezo a Ares, cão, abutre de estimação vigia dos vivos e dos mortos.
Dual paixão, e eu que nem
paciência tenho para estar apaixonada.
Bem aqui de certeza que ele vai
tardar para me encontra, (suspira) vou sentar-me.
(Senta-se no chão e tira as
agulhas da cesta e começa a tricotar.)
A laçada, … ponto, …. Cruzar, …. e
eu assim a ver o tempo a passar…, que diabo de negocio eu havia de arranjar, e
por aqui neste labirinto pouco se passa nos passos deste querer ver e estar aqui
a tricotar, minos quer-me mas …. É…, as … é com a manada que gosta de se
mostrar, competições de pavões.
E eu aqui agora na fuga…, fuga do
eu comigo querer estar mas por muito que queira nesta confusão de orientação
sempre parece que todos andam perdidos mas a única que por aqui anda perdida
sou eu, … fujo mas sempre achada la esta ele o amigo.
Bem tricotar mas estes fios novas
ideias ainda alem dos sapatinhos para os nados projectados ainda irei dar se
irei. Outros hábitos as habitadas mãos.
(Ela continua a tricotar
repetindo, laçada ponto, passar
Ate que chega o momento em que do outro lado espreita minos.
Ela distraída continua com a sua ladainha de tricotar )
ARIANA
- Laçada passa laçada ponto passa ….
MINOS
- Passa, passa… que interessante
ia eu por aqui a passar e ouvi a tua voz, e mal ouvi passa, … decidi aproximar para laçada também poder dar.
Ou ponto a arrematar…
ARIANA
-sim… sim … que laçada, …. que
novidade.
MINOS
- Vim para aqui so para estar na
sombra tranquila, olha a fazer tricô das lãs que me oferecestes.
- Há….muito bem camisolinhas para
o inverno. Meias para a primavera
ARIANA
- Ou para me proteger deste
inferno
MINOS
- Mas é assim tão ma a tua estadia
(?), sempre pensei que a oferta de teus pais seria para ambos alegria
ARIANA
-quem diria, falar de alegrias as
imposições, usar a filha como moeda, paga para que a família continue na hora
leda.
MINOS
- Antes fosses leda e eu Zeus,
entre nuvens nos sonhos de certeza te visitaria
ARIANA
- Sim…., Sim, já sei, Zeus, mas diz-me
cá, e satisfaz-me a curiosidade, … pois por estes labirintos, tantas histórias
e rumores são contadas. Sociedade minóica noivas que segundo ouvi foi aqui que Zagreu
que aqui renasceu, ou fundador, ou
morreu?
MINOS
- Hooo princesinha, que historia
é esta que teus lábios estão a prenunciar, e logo de Zagreu te fostes lembrar.
Mas tua pergunta tem a sua razão. Ouve pois então, mas depois disto neste nome
não volto a falar, pede-me historias das e sem memória mas sobre esta não mais
te irei contar.
Como sabes
Zeus ovo um dos primeiros nas histórias da criação depois de casada com Hera,
suprema mãe nas suas escapadelas olha enamorou-se de Persefone, e deste romance
ou desta história de caçar, nasceu Zagueu. Mas Zeus tem muitas histórias,
tantas destas Não seria ele deus que empunha o trovão, foram tantas que das
tantas sempre histórias deu tantas, todos os deuses foram ovos ou ficaram por
roubo, todos os descendentes ovo foram e dos que descendem ovo são, sabes, por muinto
que os humilhem são a chave para a existência dos dois reais nas tactilidades.
Mas Hera com
medo pois a criança que era filho por direito punha em causa os seus futuros
filhos, sabes princesa os deuses as vezes são piores que os humanos nestas
historias do procriar, o mero facto de existir tornam as horas Bacantes só com
o estar, (rindo, Continua) como a existência é orgástica, o simples facto de se
mover pode procriar, a existência é a contraria da nossa, hora nos existirmos
com o desejo de procriar eles procriam sem o querer realizar, a sua existência
é o não procriar mais, inversa há nossa que o desejo é procriar. Eles os deuses
sem querer fecundam e procriam. Rejuvenescem….
Mas como te
dizia …. o problema foi que Zagueu foi o primeiro no dos ciclos. E salto aqui
uma parte que só te iria surpreender a mural. E Hera preocupada, … claro tentou
logo liquidar esse rebento sem ter em conta que ela ainda nem rebento tinha
dado, mas como queria … há se queria, o desejo é a sua perdição pois supera a
inveja e se a esta historia se junta jogos de poder, uiiiii olha, fez tudo para
o condenar, atar e condenando-o para que os seus herdeiros que só ditadores faz,
cria nas artes a opressão, as sovas só para realizar os caprichos dos mimados
da mama. E como não sendo de linhagem directa tem de usurpar. Upa, … upa.
Mas como te
dizia
Zeus
apercebendo-se deste ciúme e conspiração entrega o filho para educação, segundo
reza a história os encarregados e responsáveis pela vida da criança foram os
Curetes e Apolo, mas há quem diga que entregou a criança ao cuidado de
sacerdotes que o honravam, se calhar foi a ambos, a criança viveu um tempo na
casa do pai, depois foi para o templo labiríntico, para não ser encontrado, e
já jovem entregue aos Curetes e a Apolo e para conseguirem que o pequeno pelo menos
vivesse e visse a realidade, foram viver para a floresta do Parnaso. Ma a lenda
deste labirinto é outra a criança veio para aqui e como protege-la era a responsabilidade
maior construíram um labirinto vegetal usando a floresta, tendo a quadratura do circulo como matriz para
o labirinto pois sabiam que assim seria mais difícil ser encontrado, e no
labirinto havia replicastes que se passavam pela criança pois quem por ali
andava sabia que ela estava ali e para dificultar a tarefa foram contratados
actores para representarem este no labirinto e assim dificultar a sua
identificação, e a criança lá teve a sua existência não existida, o labirinto
tem uma forma e tem esse fim é a floresta e florestas são muitas, florestas
podem ser de arvores ou de cimento, divisórias ou sem divisões dependendo do
fim.
(conforme fala
da floresta nas paredes do labirinto ou se enchem de formas vegetalistas ou
estruturas arquitectónicas, ou de nuvens ou sombras, e chegando as nuvens e
sombras estas começam através da linguagem das sombras visualizações da
historia que minos esta a contar, a história tem dois patamares o das sombras e
o das nuvens, em todas as histórias que minos conta aparece a visualização
desta contada desta forma, tornara estes monólogos menos entediantes para quem
os encontre entediantes podendo achar distracção nas nuvens ou nas sombras, e
pode-se explorar através das imagens projectadas as dicotomias da representação
onde se por um lado a sombra proporciona umas visualizações as nuvens falando
do mesmo proporcionam outras, segundo uma velha crença desta época as nuvens
contam histórias mas contam-nas sempre ao contrario, as relações ate podem ser engraçadas,
e mesmo cómicas pois ele diz uma coisa e as visualizações são inversa aquilo
que diz)
O mesmo se
passa com este labirinto, por exemplo se te quero encontrar é fácil pois conheço
e sei o seu mecanismo, tu pelo contrario perdes-te pensando que estas
escondida. Eu como divertimento tenho por missão encontrar-te e a cada encontro
encontro-me eu também.
ARIANA
- Pronto,
pronto volte-mos há historia que estava a gostar, pois tricotar e ouvir
historias, mil e uma noites estou a
pensar propor para assim transformar isto num doce galantear.
MINOS
- Que
galanteio perspicaz, sabes a mim ate me satisfaz mas eu também historias quero
ouvir, sabes desse teu mundo que não tem pudor em sacrificar, tendo a paixão e
o amor como justificação da existência do não sonhar.
ARIANA
- Ponto
laçada, vê-la, vá-la … deixemo-nos de
lamechices, pois quero ouvir dos teus lábios o que ainda falta contar, …. para
hoje.
MINOS
- Pois bem, ou
antes pois mal, mau augúrio se adivinhava, Hera, essa nas suas procuras
desvendou o pó todo escondido ate que disfarçada de melra ou pega o encontrou,
e encomendou aos Titãs o rapto acidental, nesse dia Apolo que estava encarregado
da sua protecção decidiu fazer algo que ainda hoje não se encontrou
justificação, parece que esse sim foi o espia esse se educava a cada
ensinamento o pequeno condenava, e só alguns Curetes é que o ajudavam, mas
nestas coisas, mal podes imaginar, pois guerras hipócritas divinas são sempre
má sina. E dai a filosofia hipocrática.
(E mugindo ri…..) bem …
continuando com a historia,
(A historia que minos conta é
acompanhada por um teatro de sombras e de nuvens projectadas nas paredes bem
como no fundo as sombras e as nuvens tornam-se antropomórficas e contam a
historia minos é o narrador, a cada pausa da historia as projecções desaparecem e tudo volta a sua
forma, se assim podermos falar pois elas sempre contam histórias.)
Minus continua a sua narrativa,
- Zagreu nestas
lutas foge na forma de touro, e dessa fuga podia-te contar tantas histórias em
fuga, sabes as Maquias das Tauromaquias, mas continuemos, pois se fosse por ai
ainda me iria deprimir.
É por isso que
em Creta existe o culto ao touro e o labirinto, se reparares qui o touro não é
morto, pelo contrário a arena é transformada num ritual de dança, as mulheres
são convidadas para a dança, é dar a morte ao touro tornando o touro símbolo da
fecundidade em união com a dança ritual feminino das paixões da fecundidade
Dionísio de mão dada com Hades, esta dança também é paixão, pois se o touro dá
as graças a graça, as convidadas para a dança também dão tornando-se engraçadas
cheias de graça, e só nesta ritual é que nasce a relação dos positivos e dos
negativos, quando este ritual é interrompida não há criação mas sempre divisão,
temporalidade, pintada com o traço do desequilíbrio harmónico. E (ai ri… e diz)
linda harmonia, ho, ho ho.
È a rês pública sem herança, nem esperança,
perde-se terá que voltar Ísis a reunir Oros para haver de novo redenção. È o
império dos da cobiça que querendo o poder negam a paixão. Tirania ditadura,
essa anda há espreita, pois quem mais tiver imporá o que tiver que ser.
Sabes Icarus
sempre foi o sonho da democracia o vô da utupia a democracia em marcha querendo
o real na dinâmica dos reais. Voar difícil que so querem ver seu voo em banho
de mar cair e passar.
Mas as
religiões oficiais nunca abordam este fim pelo contrário quando o utilizam o
fim é sempre outro. Sabes depois falam do cobrar, silogismos que não vou aqui
explicar.
Sabes
princesa. Só existe uma religião que é a religião a que todos pertencemos mas
que ninguém assume que a pratica, a religião dos silêncios dos gestos sem
gestos. Mas há quem a pratique e seja sábio sem nunca se ter apercebido que
afinal a sua religião era essa.
ARIANA
- Olha muda de conversa, isso não
interessa, e contínua. A história que estavas a contar os titãs descobrem Zagreu e…. Que aconteceu.?
MINOS
- Zagreu na forma de touro foge
dos titãs, mas estes encontram-no e matam-no.
ARIANA
- E acaba assim
MINOS
- Não, não
acaba assim toda a história quando é dada por terminada nunca conta o fim, pelo
contrário toda a história termina num novo inicia, Todo o fim é princípio e
todos os fins deveriam ser iniciáticos…. Já sei … já sei a história, … pois bem
Zagreu foi encontrado e morto na sua fuga, e os Titãs despedaçaram-no em bocados,
e comeram-no em parte cru e em parte cozinhado, mas tal foi o banquete e a pressa
no devorar, gula e desperdiçara deram as mãos, os que comiam, da fartura
desperdiçar, as vezes comer tem dessas coisas, sortes e azares, gulas das pressas.
É mais a larica que estômago, é mais o desperdício que o bom governo.
Comer e fiar
tem de ter pausa, há coisas que têm que assentar.
Mas Palas a
mando de Zeus juntou-se ao banquete escondendo o coração de Zagreu, há quem
diga que ainda palpitava. Uns restos foram recolhidos também por Apolo, que se
juntara ao banquete, e escondeu também uns restos para negociar, foi a sua
sorte, há quem diga que depois do banquete enquanto procurava compradores para
a carne escondeu esta perto da cidade de Tripoli de Delfos. Mas Zeus soube do
que este andava a fazer, e como passara a vez e deixara de ser ovo, fora para o
herdeiro natural, esta é a razão de era sou esposa, e o bastardo o vil pecado
por ser bastardo era como cão tratado, por isso Apolo esta a seu mando, mas
este sabendo do que era, o tesouro, tenta aproveitara-se tendo a missão como
pretexto de usurpação, contava-se que quando zagreu ainda vivo dizia enquanto
cão estamos nos bem é só medrar, missão a que fora incumbido para tirar
proveito dela e em vês de ajudar Zagreu ainda precipitou mais a sua caçada,
Zeus convoca Apolo há sua presença e pede satisfações pois em ves de proteger e
ajudar Zagreu ainda contribui mais para a sua condena não lhe dando opções,
sabes jogos de indução e amizade relações que nunca são perigosas mas são
anunciadas como tal para se ter também o quinhão. E obriga Apolo a devolver os
restos da carne do corpo de Zagreu, e encomenda a Deméter dar-lhe de novo vida
a criança tarefa árdua foi a de reunir os pedaços, mas estes sempre acaba por
se encontrar, missões de Ísis, para de novo voltar a reinar eras das sempre
heras, ciúmes, vinganças, justificando para isso de redenção. Olha
distribuiu-se cor e a cor se perdeu, e de novo bramido, ainda bem que para isso
já o calculava Zeus. Ficaram todos felizes por uns tempos.
Hera nesta história
ficou também muito bem mas essa dava outra história. Sim o pior é que
descobrira (e da um mugido riso irónico) que ficara muito bem, e como todo o
bem dura pouco, foi curta a emenda e grande o soneto foi lindo, ate lhe
chamaram a felicidade de Zagreu.
A tentativa de
reunir os pedaços foi ardua, se foi tarefa árdua, que depressa se chegou há
conclusão que se tinha que reunir os pedaços por imperativo.
Ou o tempo teria
que regredir ainda mal nos ciclos das regressões. Pois cronos por muito que
lutasse tinha-se interrompido algo, algo foi feito ali, não por ritual
iniciático, mas pela vingança, pois já tinha sido iniciado, por isso as viajes
acompanhadas de zagreu, há outra historia dentro da historia, os bem-amados
inconformados que só por terem a graça ficaram muito engraçados, olha pequenas
glorias que mal cabem em buraco de dente, menor era o pé que o sapato,
Mas ate cronos
achou por bem ter de voltar a dar vida a Zagreu, Zeus chama Sémele, e esta foi incumbida
de absorveu o coração de Zagreu, bem como de todos os pedaços reunidos,
fecundando assim o segundo Dionísio.
Mistérios
órficos. Princesinha, onde o segredo esta no fio urdir, iras ter de começar a tricotar,
pois todo o tricô há lareira a arte da fecundação invoca para a sua beira.
- Pronto,.. pronto já é ponto.
ARIANA
- Sim ponto para ter que haver um
ponto em cruz.
MINOS
- Mas há outra versão que agora
não irei contar que segundo a razão Dionísio e Hades são o mesmo.
ARIANA
- Como.
MINOS
- Como, … bem pontos, … do tricotar.
Sabes histórias do criar e em
cada conto ponto, contraponto, (ouvem-se as pancadas de Mollier).
ARIANA
- E termina assim, não inicia
assim esta é a historia que só te inicio e não tem fim, (ouvem-se de novo as
pancadas de Mollier)
- Como assim, quem parece que vem
ai?
MINOS
- Tudo existe com base nesta história
de novo o inicio o ponto, contraponto para a história daqui.
ARIANA
- Como
MINOS
- Olha até tu pertences a
história.
ARIANA
- Como assim
MINOS
- Pontos de
tricô, sabes eu ofereci a lã para te orientares, o fio era o objecto para nele
te poderes guiar. Orientações para no tentar encontrar ou perceber o mecanismo
deste labirinto te descobrires também a ti. Sabes a maior descoberta e sabermo-nos
descobrir a nos próprios.
ARIANA
- já estou
cansada, a tua história deixou-me a pensar ou pôs a cabeça a magicar, menos mal
que tenho a tiara, posta.
MINOS
- (rindo), diz haa … a tiara…,
(uma pausa, e olhando ariana com
carinho, sem se dar conta as suas mãos procuram as dela mas detêm-se pois esta
continua a tricotar)
- Sabes nos
somos este labirinto, somos a descoberta, amar é deixar sinalizado o caminho
para que te encontrem, mas essa sinalização tem dois percursos, sabes, se te
leva ao encontro e a descoberta também te pode levar a fuga, sabes a vida como
fuga herança. Sempre fomos errantes em labirintos nómadas internos e externos
das realidades, a composta que justifica a sobreposta, apesar das diferenças
que existem entre todos nos são as diferenças que nos unem. Sabes as vezes o
acto de amar também implica dizer não tu agora estas na negação, e eu estou no
sim da sedução, sempre a insistir, sempre complacente a querer satisfazer para
ai nesse jardim regado por nãos negações dos escudos de ainda não querer, mas
com curiosidade de descobrir.
ARIANA
- Bem já este
ai com essa conversa de mel do teu meu, dessa conversa cheia de pressa como se
não houvesse amanha nem cronos nos seus engenhos, construindo os seus
mecanismos.
Tu também, em vez de tempo uzas a
conversa do amor ou das paixões.
Sabes nestes pontos do tricotar
as vezes tenho a impressões que uma paixão estou a fiar, fiar não tricotar.
MINOS
- (sorrindo
complacente,) o Princesa desse reino das fadas de encantar, encantada entregue,
na inocência dos temores, no labirinto dos sedutores que nos tricôs dos fios
invisíveis armados, e tu nas visibilidades desses fios sem o saberes também já
a construir destinos sem te aperceberes.
ARIANA
Jogos de labirintos nos
labirintos e labirintos se dentro labirinto de fora, labirintos e sempre o
mecanismo. Se começas com mecânica, olha
(Faz uma pausa aperta as mãos como se sustivesse o momento)
- Labirinto,
labirinto estou farta fartinha destas construções se um dia acordo e de já nele
habitar parece a normalidade, mas na maioria dos dias parece-me demente a
construção deste labirinto, sabes mecanismos da navegação, do seres ou das
almas rotas das incertezas, e sempre as pinceladas das emoções. Se perdida
achada, mas nunca sai onde posicionada.
Sabes até o tricotar
deixou de acalmar queria ter asas e sobre este labirinto planar, planear a fuga
MINOS
Se emocional
Dionísio espreita com beijos de promessa, se nos braços quase estar espreita Hades
com seu olhar.
Mas agora que penso a tua historia
na consciência inconsciente estou a prenunciar.
Gritos de cativa, carcer da
dualidade se escrava ou cativa, amada ou amiga, o problema é espacial e o saber
estar.
Mas esse teu sonho outra historia
deste labirinto me vem há memória, que história, mas depois ta contarei não te
quero maçar.
ARIANE
- Pronuncias,
canivetes no ar
Bandeirolas
- Sim bandeirolas, amar ou antes
seduzir é a arte do marcar, prazer, fulgor, farpas.
E agora tens-me entretida com
histórias labirínticas do amar.
MINOS
-mas vamos sair desta forma de
nos expressar onde dor é querer e sofrer, prazer.
ARIANA
- como, mas que conversa é essa,
Só falta dizer que não me chega
estar aqui presa para a ferros querer marcar.
MINOS
- Não a ferros já te marcas tu.
Temendo que não te conheça quando
teu corpo mesmo assim já é mapa que exploro conhecendo os recantos dos portos
da minha certeza.
Sabes as vezes penso que conheço
melhor esse corpo essa estranha forma de ser onde a cada respirar não sei se
suspira ou são bafos de odiar, mas são os teus ritmos ritmados sinfonias que no
concilio das graças te deram por fado nas rocas dos fios da lã que a todos
entrança.
ARIANA
- Sim, sim e eu tricoto (ri)
MINOS
- Pronto lá estas tu.
E que história é essa do Icaros
ARIANA
Icaros …. é a história do sonho democrático…..
MINOS
Sabes ariana é parecida com a do
prometeu mas variável, um deu o fogo o outro foi a banhos.
A banhos?, bem é uma forma de te
falar. Já te contarei a história não te quero maçar.
Icaros esta ligado a mim minos biser
se rei de dia touro nocturno.
Se num labirinto habita há noite
de dia reina
ARIANA
Então é a tua história
MINOS
Não eu sou minos e minos tem
muitas histórias nas caras da historia, tenho uma história contigo, mas são
muitas historias.
Sabes a história conta numa
linguagem histórias sobre outras histórias.
E todas as histórias se repetem
nas variáveis da sempre história mudam as narrativas. Apenas.
E a de icaros tem muitas penas
( e melancólico esboça um sorriso
senta-se e fica calado olha para o fundo da sala como se no infinito daquele
espaço houvesse o seu eu um eu sem historias sem ciclos com uma historia por
contar desconhecida desconstruída peça de lego para montar, e a sua expressão é
tal que ariama se apercebe que ficara triste distante, e o olhar já não era o
de sedutor mas sim o de quem relembrou um amor passado)
ARIANA
Não te pergunto mais nada, teu semblante
ofuscou-se de galante para amargura aparecer. Que fada por aqui passou e por te
ver tão feliz passando a mão a tristeza na face te marcou.
MINOS
Há ….. também sabes ser cortes
agora que me vês aqui assim, ….. falar no nos dos nós em mim do eu em passado nos presentes
que já conheço futuros parece que me caiu a existência nos ombros e o peso esse
há princesa é pesado.
Icarus tinha olhos de mel lábios
rosados, sabes era daqueles rapazes que nos deixavam preso o olhar e por muito
que quiséssemos nesta ilha muitos foram os enamorados,
ARIANA
Tu também calculo, …. mais jovem
e nas descobertas, ..
MINOS
Cala, cala,… Minos
messa época era diferente, sabes era ambicioso, o tempo não marcava com pó a
poeira das suas memórias, nessa época pugnava com os irmão o trono de seu pai,
e como lutou quase ficara ditador se não fosse icaros.
Sabes depois
das lutas familiares, num dia de primavera fui há praia tudo corria mal e
implorando a Poseidom que no seu regaço me acolhesse pois a morte era o desejo,
Esse beijo
doce do veneno
E da espuma do
mar numa barca meio desfeita vinha içarus, fugido, sabes a visão era tal que
parecia miragem e encalha a minha frente vomitado, oferenda, ali depositado, inconsciente,
e eu ali olhava pasmo sem movimento sem saber se era real ou de visão provocada
pelas as arpias que ali na praia cantavam, sereias emplumadas, e nessa duvida
não reagia, estava incrédulo com tudo aquilo.
E só uma vaga
me fez pestanejar, e nesse instante debruçando-me sobre ele, agarrei-o, arrasteio
pela areia e nessa primavera ajoelhei a seu lado e de tão procurado inclinei-me
e beijando seus lábios ar no seu peito suflei.
Esse momento
foi quase de dor e nesse instante vindo do mar saindo da espuma um touro azul
saiu, da espuma…, e vindo do mar todo possante sobre mim investe e desapareceu.
E cai ali a
seu lado, talvez fora a chuva do sol dessa primavera, o sol de primavera é
sempre enganador ou fosse apenas o desejo de amor desse meu peito, na primavera
ainda por existir.
Quando vim a
mim pescadores já estavam a nossos lado perturbados pois sabiam quem eu era um
dos príncipes e ali algo teria acontecido, praticamente, acordamos ao mesmo
tempo, nunca poderei esquecer aquele primeiro olhar de icaros se parecia que
meus olhos entravam nos seus os dele esses não conseguiam desviar-se dos meus,
e se mal estava um disparo senti no coração que fora tal o ruído que este ao
escuta-lo pousou a mão no seu peito, e depois no meu, e com uma voz de mel, meu
fel ai provei, e ele disse calma, … calma … que tudo esta bem, não temais pois
parece que estes pescadores chegara a tempo para nos salvar.
E a partir
desse dia ficamos inseparáveis, procurava-o nas ruas, nas noites no desejo dos
sonhos.
ARIANA
(com uma
pronuncia demonstrando tristeza) bem me parecia a mim que vocês aqui se
aglomeravam muito e sempre entre amigos a mostrar os trabalhos em tornear o
corpo, afinal não e enganava, ….
MINOS
Ai ariana como
te enganas aqueles jogos são competições, chegara o dia sabes em que a idade e o desejo irão por há prova, mas agora as demonstrações
são diferentes partem sempre duma base em que os competidores partem para as
provas em igualdade apenas com os seus
atributos e ambos sabem por que competem.
Claro que há o
culto ao corto, ou não Seia esta a terra que é
Sabes na
altura competia-se por tudo, competições que separavam irmãos famílias, mas
mudou-se estabeleceram-se regras sabes existe as vezes uma perversidade que só
é visível em determinados momentos. As maiores tragédias são todas familiares,
se são e eu que o diga.
Mas não vãos
disso agora falar.
Sabes
respondendo há tua duvida eu enamoro-me por seres pelo que despertam ou
revigoram no meu ser e os seres são seres, o estar com alguém e estar com esse
que em mim faz cócegas, Icarus, despertou em mim a revolução do eu, sabes,
depois descobriu-se que o seu pai estava na ilha também e se icaros voou, a mim
ensinou a voar, no seu sonho brisa, planei e descobri que o horizonte pode ter
as cores do desejo da paixão, de que no peito existe desejos que se podem
chamar de revolução, e que existe sempre um mundo ale do nosso que se interliga
na dança da existência.
Foi algo
nosso, depois, se eu mudei, icaros mudou, se com ele descobri o significado de
democracia, logo tentei estabelecer isso na sociedade mas com ele era um democrata,
no meu peito anciava, ditado, pois já vivera na tirania, mas aq democracia era
um sonho de asas tortas, mas ao prencipio acreditei nop seu ser igual…. Na diferença,
mas covernar, …. A esxperiencia do palácio diziame outra coisa, mas era u
prazer ouvirfalar na liberdade, ….. icaros homem liver condenado por ser livre..
E depois tudo
se complicou, sabes, vieram os casamentos oficiais meu pai nesse sentido era
rígido, e apenas obedeci conveniências de estado alianças, mas tudo mudava
icaros desaparecia e tornava-se visível para outros ou outro, e eu perdia a cor
com a sua falta, mas nem me dei conta, também andava distante. Cabeça errante
no que descobria. E inveja sabes o de querer que fosse só meu, …. aquilo pois
ele já dera o que me proporcionou aquele estado, fora coroado, e do meu
pedestal queria dar-lhe o meu mal.
Ele fujiu, deamboava
mendigo nos caminhos, cheguei-o a ver, tantas vezes e deume prazer… prazer
saber que estava ali abandonado sem mim e perdido, renegado, desterrado, mas um
dia os espias trouxeram a novidade que ele começou a ter forças, nem calculas
as capacidades que tinha, era um favo colmeia de ideias, mas sem ambição contentava-se
com pouco, até chateava, as vezes via mais sentido no sorriso que lhe dava que
no brocado caríssimo que lhe comprara.
Mas nesse dia,
quando me falaram de icaros que se levantava, que começava a lutar e mudar, ….
não nas manifestações por igualdades, do existir, ai o fado mudou
Estava eu na
praia magicando na areia uma forma para o prender, que Poseidom saído da espuma
com seu tridente apontado fez-me esta forma de ser anial, pois não respeitara
quem tivera ao lado, fuji, escondi-me prometi vingança, e esqueci tudo, apenas
desejei destrui-lo.
Foi entam que
mandei construir o labirinto dos amados, de noite seria o carcereiro, de dia o
bom rei minos preocupado.
Foi tal o
esquema que nesse labirinto prendi icaros para eu poder ser, e aos poucos a
minha trama essa tornou-se mais vil. Seu pai que era um afamado artista e
engenheiro nas artes de construtor com promessas, prendi os dois, assim teria
novos horizontes novas cores para as vestir, do acordar de desejos adormecidos
de ditador.
Sabes, era
doce icaros mesmo preso no seu olhar que sempre era verdadeiro, convencia, mas os
rumores que espalhei personificavam-no como o mal e nascia uma nova forma de se
olhar para icaros. Ele nem dava conta da trama urdida.
Sabes nesta
bacia em que existimos controlei o comércio, e como as ideias daquele vil democrata, pelo comercio
das privatizações virei democrata ditador. Monopólios controis especulações faróis
de enganos.
ARIANA
Bem isso foi
quando, já nem tenho força para mover as agulhas, o que escuto já não sei se é
história ou nela te vejo e se assim for, sabes, surpreendente são tuas
entranhas, que na tua negação, não das oportunidades de esperança, e apenas te transformas
na vingança da paixão condena a quem sempre tudo deu para seres o grande e
senhor.
Valha-me a tiara
de meu pai, que também eu já no labirinto estou.
MINOS
Não temas
pequena.
Sabes icaros
era sonhador trouxe o significado de utopia de democracia, que a ordem
perturbou.
Sim esteve
preso, aqui com seu pai, ai o pai, engenhoso, (e rindo continuou), o sonho foi
tal que planearam a fuga pelo ar, outra façanha a do icaros, trouxe o desejo de
voar ao homem, que pretensiosa ilusão, sabes com as penas das arpias fez asas
de gaivota, e com cerra de uma colmeia que num canto do labirinto as abelhas
tinham construído o seu lar, usaram a cerra para unir as penas, dando asas ao sonho de voar e assil do labirinto
escapar, dos destroços com os
desperdícios trouxeram o sonho a utupia do horizonte. …..
Bem…. Onde ia,
… há simmmm….
Construíram
asas, para a fuga, e os dois criaram uma espécie de delta planador, como escondiam o trabalho nem os guardas sabem
explicar, mas as noites eram de breu, de tanto breu, que decidiram escapar de
dia, nesses dias o calor chuva e lá fugiram naquela forma de planar, sabes mas
o calor e a cera nunca foram boas amigas e pena a pena as penas se foram
desprendendo, alguns pescadores dizem que aindavam em círculos ha sua volta as
arpias tentando-o salvar da queda, e mal caíra no mar, morrera icaros, foi o meu
bem amado que assim me colocou neste sonho também ele condenado.
ARIANA
E o pai?… que
historia, …. E parecias tu com carra de quem perdera algo com icaros e a
tristeza te abraçava quando o nome dele pronunciastes, …..
MInos
Ate fiquei mas
a sua fuga essa impede que sinta alguma pena, ele apenas tinha que deixar de
existir, mas há penas se as há, de arpia, com a sua morte depressa descobri que
a ilha onde estava se parecia bem posicionada afinal não o estava. E aquela
ditadura do privado comercial começou a correr muito mal. Olha e agora aqui
estou também olhando para ti numa condena sem ser condenado. A minha pena,
aquela que guardo das asas de icaros daquele que amou e nunca fora amado apenas
usado. E a única que se atraganta na minha garganta, se ao principio dele
gostava depressa era uso da minha ambição.
ARIANA
Repulsa sentem
as minhas entranhas, … se pareces doce, … algo de tenebroso agora se faz
sentir, valha-me a tiara lembrança da família, pois se soubesse o que tu tens
de vil outro negócio encontraria, para alguém que nos tempos tem por missão ser
vil.
Minos
Sabes … há uma
lenda que fala da vinda do icarus, as canções das arpias dizen que ainda seu
espírito em forma de criança conseguiram salvar, salva pelo bico de uma, … arpia
levou-a para encarnar.
Nem calculas
quantas espiões e explorações encomendei, pois se reencarnar de novo se com
este ou outra parecença o mesmo fim lhe quererei dar.
Ariana
Mas isso é
doença, … isso e o breu sem esperança … é a seguira da vingança que condena
tudo e todos na mesma esperança.
Minos
Não, … não é
ele é sempre a esperança, ele tem o dom de fazer sonhar, senhor da utopia, do
sonho, o cavaleiro sem trono sendo o rei herdeiro que há que usurpar.
Ariana
E tu na
ditadura sempre perpetuado, ele trás o sonho e tu aniquilas, por amor toda a
condena do maior e do menor.
Olha vou-me … perder
nesta engrenagem grande domador, … castrador
dos sonhos que ainda mal formados contigo nem podem voar, coitado do Icaros trouxe
ao humano a capacidade de sonhar esse prometeu do fogo interior o da esperança
o fogo que faz acreditar no poder ser melhor. Criar.
E prendes
condenas por ciúme inveja, colocando como pretexto o amor, ou por acaso nunca
ouvistes falar que amar também é libertar.
Mas tu não, …
nunca amastes para ti ele era o dono do touro, o herdeiro de zeus que tu
querias apenas apossar do seu bem tornando-a maldição.
O relicário
dos teus caprichos carmim, com traços azuis, pois emfim, …. Que historia que
fim,
MINOS
Fim não pois
ainda há muito que contar, farejo-lhe o rasto mas ainda não veijo a forma agora
diferente cautela redobrada terei que tomar
ARIANA
E passados
estes anos ainda andas na vingança, será que não te deixou nenhuma semente um possibilidade
de sonho para tornares esse coração melhor sem tanto rancor e amargor.
Quanto tempo
dura esta história da amargura?
MINOS
Se na época
desse olhar ainda nas memórias o pó mal descansava o seu tocar agora já nem os
tomos das memórias se vêm de tanto pó sobre elas repousar.
ARIANA
E sois vos o
bom, curiosa forma de analizar,
MINOS
O não sejais
tam complaciva, será que com a historia caiu o desejo de ver o mundo melhor.
Se soubeces os
momentos melhores, pequenos pormenores da sua personalidade daquela criatura
Se trouce o
sonho o mero facto de nascer pos em causa o meu eu,
Sabeis depois
de tanto tempo descobi que o pobre coitado nas suas origens teve um canto
fadade, pois como horaculo anunciava tinha sido formado para ser estandarte do
mundo melhor. Das utupias, mas fadado foi e estava já há nascença condenado a
ser sempre criança enquanto permanecesse assim eu não poderia satisfazer a
minha vingança.
Vivia sempre
explorando a terra na caça da vingança.
ARIANA
Não entendo
não mas que ódio +e esse que torna vil a razão.
MINOS
Sabes ao
prencipio tudo era muito bonito quase perfeito ate que ao andar no mercado
apercebime que quem por par chamara era cepa de olimpos perna do sagrado altar.
E ai soube ,
que nestas historias de reinos sepas todas quase sempre saem da cepa primeira,
e prova dos nove feita, cheguei a conclusão que ambos éramos erdeiros, nmas com
a vantagem, pois ele não sabia que era ele o erdeiro.
E se casei
foitudo por esquema pois sabia quesairia da minha beira e pensaria que já não
era digno do meu olhar,
Mas via esperava,
tudo que pretendia o prazer de o ver fracasar era o meu bem de estar.
Ddesfazelo aos poucos devagar
devagarinho.
E quando ia ao
oráculo as respostas eram a meu mando
para melhor poder ver, nem calculas o prazer que sentia a cada queda.
Ate que caiu
O meu prazer
ai foi desencantado fiquei aargurado, o prazer que tinha tinha desaparecido
Mas depois do
que ouvira, fezme acreditar em voltar a encontrar para o ver cair, esse é o eu
prazer,
ARIANA
Mesquinho vil,
que tristezas, mas que divida teriam os meus pais para vir aqui parar.
Olha vou dar
uma volta vou andar apanhar uma brisa que se paceie por este emaranhado e assim
esqueço o que ouvi da tua boca pronunciar. Pois só me provoca temor, e dor.
MINOS
Princezinha
tem calma
Ariane
Cala cala por
favor, deicha de mostrar teu vil interior antes olhar metrias de padrão que
desvendar esse coração.
Minos
Já que uma
volta vais dar parto também nos meus afazeres, o princesinha são estorias das
memorias que a poeira quer esconder
(mas a estas
palavras ariana já se perde na estrutura, esta move-se e comessa a nudar de
forma )
Minos
Historias,…
historias que contar
Memorias que
ate a memoria mal as quer recordar, mas ela ela não sabe ainda, tam linda, pois
ela é a chave da minha redenção, ela princesinha (….) não devia ter dito nada (em
outro ton de voz, nada absolutamrnte nada, as queria provocar, queria picar,
Queria ver se
nessa memória encontrava la o que quero vislumbrar.
(andando
desaparece no labirinto)
Entretanto ariana
reaparece como se andasse enre as paredes do labirinto brincando com uma brisa.
Ariana
Menos mal que
por este lugar a brisa costuma brincar, e a sua frescura será calma para tanta
amargura que acabei de escutar. Mas se minos contava esta historia algo
quereria, pois se tudo aquilo for verdade, de certeza que tem trono em Hades,
ou capacidade de julgar.
(Nesse
instante uma voz ecoa servindo-se da brisa por mensageira)
Teseu
Uzando a brisa por mensageira,
Ariana ……
Ariana…… Ariana….. olhos que prenderam os meus……
Ariana …….
Doce Ariana…….
Ariana
Mas que voz
melosa é esta que se serve da brisa para minha atenção cativar.
Sim … quem me
chama quem da brisa se serve de mensageira para curiusidade no peito o coração
fazer despertar?
Quen sois, que
quereis….. porque meu nome chamais … que quereis, …..
(baixinho,
como se falasse para consigo)
De certeza que
é meu pai ou algum mensageiro por ele enviado …. Será Hermes… com novidades do
comercio de esponsais que fez com que viesse aqui parar.
Hoo deuzes
todos atendeime nesta noite onde por brincadeira conheci quem tenho há beira e
no peito trás um vil curação.
Teseu
Ariana…
Ariana… sou eu…. Teseu…
Ariana
Eu quem…
quem esta ai que não vejo nem vislumbro nem
na clara luz nem nas sombras desta tarde
quase noite a despertar
Teseu
Sou eu … sou
eu teseu
Lembrai-vos?
…. Teseu …. Conhecemo-nos no palácio, …..
Ariana
Há Teseu …
claro que me lembro….
(baixinho,
como se falasse para consigo)
Teseu o
cavaleiro que no palácio vi pela primeira vês, tinhas sido um dos cavaleiros
que argumentou para não me entregar ao Minotauro …
E que fazeis …
Teseu…
Teseu
Bem por aqui
fiquei costumo passear em volta das paredes do muro do labirinto , e hoje
parecendo-me a mi que vos sentia decidi teu nome chamar, nesta flma que me
invade o peito desde o dia que sobre vos poisei meu olhar.
Mas aproximai-vos
do muro pois uma frincha tem e escusamos de estar a gritar.
Ariana
(ariana dirige-se
ao muro e acaricia-o e com os dedos encontra a frincha pela qual Teseu fala)
Sim será
melhor nem nunca me tinha apercebido que neste murro havia uma rachadela
discreta, fresta, pode ser janela por onde a voz de quem passa me pode trazer
rumores novidades desse lado que já há muito não consigo vislumbrar.
Teseu
As coisas
pouco mudaram, … e as que mudaram foram nas medidas inversas do compensar,
corrigindo erros para não se voltar de novo a pisar a mesma poça.
Ariana
Mas dizeime
teseu, como esta a corte, e sabeis algo dos que pela nascença tratava por
família do meu amar?
Teseu
(toce em sinal
de que ira contornar a resposta esquivando-se da verdade)
Há Princesa de
vossa família so os rumores, pois poucas vezes sou convidado há corte, sabeis
ainda eu também ando na progura, para mim ainda não terminou o dia em que vos
conheci, e como esse dia ainda é presente deve estar tudo igual, e o que estava
bem continua bem e o que estava mal de certeza que com o dia sempre presente
algo calculam para corrigir os erros desse passado ainda presente.
Ariana
Sabei desde
que para aqui vim não sei nada dos que por amigos tratava, ou por companheiros
do divertir nas hociosidades do existir. Nada nem carta dem emcomenda nem
recados pelo ar, mas vos vos por surpresa que so em uma festa de apresentação
pousei o olhar, fostes mais amigo ao vir para aqui e tentar comigo falar.
Há teseu nem
calculais, entregue a um jogo onde o seduzir se comfunde com o procrear, e onde
quem me prende confusa nos sentimentos me faz ficar, pois a sua presença única
que comigo por direito utiliza o termo cuabitar, me inflama o peito, mas
noutros encheme de tal surpresa que me sinto a ofrenda em labiríntico altar, e
se espero ser devorada nem beliscada ainda, so me pediram para tricutar.
Teseu
Ho… ariana cárcere
das solidões, privada dos olhares.
Sacrificada
para deleite para quem exclusividade apenas aceita associada ao amar, já me
diceram que o labirinto, e o mais alto patamar do ciúme do seu construtor pois
prende nele só aqueles que lhe fazem pronunciar
Amor
Ariana
Que dizeis,
… amor?
Que estranha
forma de amar
Aquela que
priva do mundo o olhar
Tendo por
companhia as sombras das horas
E o carcereiro
Nas sombras da
sedução
Tentando sobre
ele chamar a minha atenção
Tendo o ruído
do mar, musica do enamorar
E seus olhos
azuis a agua exclusiva onde me posso banhar.
Teseu
Princesa dos
suspiros das incertezas,
Que po amor
apenas tendes o sonho cavernoso do estar
Sem saber das
artes do amor
Esperto Minos
que vos pôs a tricotar.
Ariana
Que dizeis …
Que tem a
haver o tricotar com o amar?????
Teseu
Companheirismos
do aconchego das tardes calmas dos casais
Onde ela no
tricotar constrói o enxoval
E ele ajeitando o fogo da lareira
Enche as
alegrias do futuro
Esperando
sentir
Gargalhadas a
ecoar
Dos rebentos
dos silêncios a semear.
Ariana
Não vos
entendo
Nesas melodias
que acompanham também o embalar sonoro do mar
Que existe
para la deste muro
Que só sinto pelo
som
Mas não
repouso sobre ele o olhar.
Teseu
Ai ariana
Princesinha
Que moeda de
troca
Ainda nem
abristes os olhos
Já condenada a
não ver o sol há porta
Tendo apenas o
amante
Como sol da
vossa alegria, sendo ele a vossa noite e dia,
As certezas da
incerteza
Da sua
companhia
Ariana
Ho teseu cavaleiro preseverante, que nada vos fés
desistir e preseverante aqui estais sonrozando as faces e com nadas a fazer-me
feliz.
Teseu
Mas que
negativa estais quando podeis ter mais.
Ariana
São das
histórias do tempo ocupar, se algumas me derretem como manteiga outras
endurecem-me como manteiga na geado no inverno do privar.
Teseu
Mas contaime
de vos Princesa que fazeis
Ariana
(com vos
aborecida)
Tricoto,
camisolinhas
Ou sainhas
Coisas para o
tempo ocupar
Linhas novelos
por companhia
E Minos e suas
investidas
Para no
cativeiro me cativar
Teseu
Linhas
Novelos
Novilhos
futuros quereis dizer
(e ri)
Ariana
Novilhos, não
entendem
São linhas
senhor apenas linhas
E dualidades
de cativa e carcereiro nos galanteios do amor
Teseu
Linhas novelos
Sinais que
deixam rasto ao passar
Se linhas do
tricotar
Também podem
ser linhas da figa
De quem cativo
com elas
A fuga pode
montar
Ariana
Fugir daqui
com linhas
Que dizeis
Teseu
(Rindo)
Hooooo…. Princesa
tantas formas que a fuga tem
Olha para nos
Aqui por uma frinchinha
Sem nos tocar
Quase a prenunciar cantigas trovas do amar.
Trovas
musicais
Onde um muro
sabe a cama e beijo
Sabe a mel e
fel
Sabe ao desejo
de estar sem poder tocar
Ariana
Que dizeis
Teseu
(esta dialogo e acompanhado por
um teatro de sombras no muro, Teseu nunca é visível pois o publico aciste só ao
que se passa no interior do labirinto, esta cena é sempre acompanhada pelo som
do mar como musica de fundo, ou musica que utiliza a cadencia das vagas para
produção sonora, ou usando o som do mar
deixado nas suas diversidades sonoras de choques para se criar um remix sonoro
como fundo tendo a ondulação e a cadencia de ondas como ritmo cadencia e o
barulho dos choques do mar com a areia pedras , o seu enrolar)
Teseu
Ariana brinco
com o prazer de vos ter
E por esta
frincha
Tentar
imaginar
Dizei-me que
fazeis….
Ariana
Remato a
sainha que fiz com o meu tricotar
Esta
engrassada
Amanha já a
posso estrear.
E vos teseu
que fazeis
Teseu
Estou aqui
encustado a este muro
E com um canivete
Enquanto
convosco falo
Tento esculpir
nele
A tua imagem
Que sempre
guardarei na memoria
E no recordar
Ariana
Que engraçado
Vos esculpis
Eu tricoto
E como me surpreendeis,
Nunca calculei
que um cavaleiro pudesse ser escultor
Engrassado
imaginar
Vosso peito
armadura de bronze esculpida nas artes do fogo e do moldar
De canivete na
mão
A madeira do
vosso bastão a minha imagem nele gravar
Teseu
nem eu ariana
nunca calculei que uma princezinha
Tricutace nas
cortes de minos no labirinto do ciúme
Nas artes
desconhecidas do criar
Mas vesti a
saia
Para vos poder
imaginar
Já que não vos
vejp
Posso assim
Sabendo que a
traseis
De olhos
fechados
E de peito
aberto na imaginação poder assim vestida vos abraçar
Ariana
(veste a saia,
e fica só com ela vestida, pois não diz a teseu que andava nua)
Pronto já esta
vestida
Já ne tinha
esquecido da lã
Teseu
Princezina
estais linda
De sainha de
lã
Falais de tato
Carícias que
vos gostava eu de fazer
Percorrer
vosso corpo mulher
Ariana
Vou ter de a
tirar rematei a saia mas ainda não cortei o fio do novelo e com este vestir e
passinhos com ela dar dentro de pouco caio, e não tenho nada para a linha
cortar
Teseu
Fazei passar
uma pontinha do novelo para ver a cor da sainha e assim saber o tacto da lã que
cobre a princezinha
Ariana
(esquece-se de
tirar a saia e agarando numa das pontas do novelo tenta enfiar pela frincha da
parede)
Que difícil
tarefa
Parecia mais
fácil
Se grande para
a linha parecia a frincha,
Difícil se
torna a tarefa
Para a linha
te fazer chegar.
( demostrando
dificuldae a passar a linha pela parede ate que diz)
Já ves a linha
Já conseguis
toocar
Teseu
Sim
princezinha
Já seguro a
ponta
Bela cor e bom
cardado
Macia suave
Boa ao tacto
Que so de
pensar
Fico também eu
sonrozado
Ariana
Ho que dizais.
Que sonrosada
também eu estou a ficar
Entretanto a
estrutura comessa a trasformar-se
A luz comessa
a ficar mais tenua
E ao fundo
parte da estrutura parece uma torre farol que parece encimada por uma fagulha e
produz um som como se um touro estivessa
na noite a encher o seu canto)
E tarde …. É tarde já o farol do labirinto se vê e o
canto do touro marca o teritorio no brei dizendo que o que esta dentro do canto
seu é. Vou até um dia, que vos sinta por
aqui
Teseu,
Ate amanha
pois aqui será o meu canto do outro lado do muro sempre a vos esperar
Ariana
Se o assim
dizeis parto que o canto me chama
e não quero
trasformar a noite que comessou calma no pranto da tarde
que nublou a
minha alma.
(ariana sai a
correr o palco vai udando conforme anda e corre, e chegando a umquase ao outo
estremo do palco onde já se pode ver minos que entretanto reaparece com as
mudanças das divisórias dasse conta que ficara sem saia que trazia vestida e
ficara a linha a marcar o trajecto até a parede, ela ainda se agacha para tentar
voltar enrolar a linha mas entretanto ouve-se a vos de minus)
Minus
Que fazeis
viavos a vir a toda a pressa e agora retrocedeis
Ariana
Olha nem sei
ando com as linhas os novelos, sempre comigo e coloqueime na parede a
tricotar que nem dei pelo tempo passar,
so quando ouvi o farol reparei que a tarde dera lugar a noite e com o acoite da
sua chegada pois estava atrasada nem me dei conta que deichara cair um novelo e
agora tenho a linha espalhada e preparava-me para voltar a enrolar,
Minos
Desculpa com
as historias, que te amargou o entardecer senta.te aqui a meu lado que o fogo
luz para a ceia vou acender.
Sentai-vos
pois deveis estar cansada de tanto correr,
e sentada podeis de novo enrolar o fio sem vos ter de cansar.
Ariana
(senta-se
encosta-se a parede e minos entretanto com um acende o fogo aprocima dela um pano que trás umas vazilhas
de barro co a comida e outro com a dele.
Bem bem tento
voltar a dobar a linha mas dene estar presa em alguma esquina que será melhor
ne puchar pois se,… se parte vai ser difícil o resto voltar a encontrar
Minos
Então deichaia
estar
Amanha tempo
tereis para voltar a dobar a linha que se dezadobou, pois tempo amanha tereis
que ocupar,( e ri)
Sabeis
assusteivos com a historia do entardecer. Mas para vos copensar
Enquanto comemos
Outra historia
Vos irei
contar
A que fez com
que esta ilha fosse meu lar.
Ariana
Bem minos se
quereis
Mas cuidade
com a historia que escolheis pois a desta tarde meu smblante de amargura sombra
provocou que menos mal que com o tricô e a linha me consegui acalmar, e com os
murmúrios do mar poemas da distancia que não vejo, mas posso imaginar, fés
desaparecer a sombra que cobriu o meu semblante , do vil coração do minos e
icaros que me deichou muito a pensar.
Minos.
Sabes minha
família Minos que deu origem aos Minoicos sempre existiu e em todas as
historias que vos contei e que vos irei contar o touro ou a vaca são centrais,
pois a nossa cultura tem o touro como referencia, se em primeira pessoa a
conteina dinastia dos minos a tereis que encaixar
Minos, somos
touros deste lugar, descendemos do touro primordial,
(olhando para
o lado e pegando num poico de esva diz em susuro, há ver se a engano assim com
vários minos sendo sempre um)
Pois como te
dizia minha mãe Europa era uma bela
mulher roliça ágil que um dia, passeava junto ao mar, quando Zeus que aqndava
por ali ao vela escondeu-se e observava-a,
sua beleza era tal que sentiu uma
grande atracão por esta, e decidiu conquista-la trasformou-se num touro e
correndo na praia possante dando gerra as vagas do ar conseguiu cativar o olhar
desta pois espantada e adeirada por ver um touro a brincar na praia, este ao
ver que ela o contemplava, comessou a andar calmamente pela praia pela humidade
onde o mar se desfaz na areia, e conforme se aprocimava deu-se conta que era
enorme, mas como o medo tomou conta do seu ser, ficou imóvel sem se conseguir
echer.
E contava ela
que para sua ademiração, o touro deitou-se a seu lado e calmo assim ficou ou
então movia-se há sua volta e voltava a deitar-se ou a seus pés ou ao seu lado,
E tal jogo fez
com que ela perdesse medo do touro, e aos poucos comessou a acaricia-lo e a
fazer festas e este tornara-se amistozo. E de tanta carícia e rebolar na areia
decidiu subir para o seu lombo e este ao sentir que ela estava sobe seu dorço,
comessa a correr, ela só teve tempo de se agarrar aos seus cornos, para não
cair, e para seu espanto em vês de correr ao longo da areia, comessa a correr
sobre as ondas do mmar e vieram a esta ilha parar.
Ela contava
que ao chegar há ilha, ele parou e ela a tremer desceu do seu lombo sem saber
onde estava,e olhando-o sem saber se temer o touro ou o que fazer o touro
transforma-se na figura de Zeus, esta ao reconhecelo e sem saber o que fazer
deichou-se levar e nesta ilha viveram, ela teve de se habituar a estar sozinha
pois ele desaparecia mas sempre voltava.
Da relação
teve digamos tês filhos, e oferecera-lhe o cão, para tomar conta dela durante
uns tempos, o cão era icaros, as
preocupado com as suas ausências deulhe uma lança, para caçar e pescar, e como
o cão era bom , enviou um homem da sua confiança para vijiar a costa e ajudala
a criar os filhos e o cão
Dos filhos um
foi minos que nascera meio homem e meio touro, mas um dia Zeus decidiu que este
seria alem de seu filho so humano pois ter de ser meio homem e meio touro seria
desagradável para procriar, e num ritual com a ajuda de poceidon na praia o
touro é levado para as prefundezas do mar, ficando poseidon entrege deste sobe
a forma de um animal marinho.
Mas nesse dia
hera desconfiada aparecera e perguntar quem era o rapaz, Zeus para não a
provocar disse que era um humano que ajudara mas poceidon nesse instante para o
protejer e ter uma divida a cobrar a Zeus disse que era seu filho e que Zeus a
seu pedido estava a ajudalo a transformar em humano. Mas ficando com atributos
divinos desde que pedisse a poseidon a sua ajuda.
Mas hera que
era desconfiada disse então, deichai-me também ajudar pois pelas artes meu
sinal vou deichar, e como sinto que o cão filho de Zeus por aqui marcou o seu
lugar, no dia em que estes se encontrem , que este jovem cobre todas as
virtudes com que nascera, e se tiver de viver meio homem meio touro, que tal
aconteça, mas com a particularidade que este so se transfore em touro durante a
noite.
Ao ouvir isto
Zeus preocupado, decidiu mal desapareceu hera, pegar no cão, e trasforma-lo em
humano mantendo escondido todos os atributos do pai, mas como Zeus era de
condição divina criara para o cão uma personagem que pasaria a ser seu pai, e
com a ajuda dos outros deuzes e dos afazeres vários foram os deuzes que se
fizeram passar por pai de icaros e ajuda-lo a crescer e a criar,houve que
dicece que apesar das limitações do cão este era engrassado e ademirado e havia
mesmo competição para estar a conviver com este disfarçado.
Ariana
Que historia a
da tua família, touros cães, noites dias, labirintos, e mais as historias que
terás para contar, …
Pelo menos foi
mais trancuila e meu sono não ira perturbar,
Minos
Veijo que já
ceastes e nem as agulhas pegastes para o tricô,
Descansa que
vijio pois não quero que sombras te possam perturbar, nos felizes sonhos que te
deseijo há luz do foco do meu olhar.
Ariana
Bons sonhos
para ti também.
Ou boa vigília
E
enroscando-se adormece
Minos
(minos
senda-se perto desta e contempla-a, depois tira um canivete de entre as coisas
da ceia pega nu pau e comessa a trabalhar com o canivete no pau, murmurndo)
Trabalho das
insónias
Contemplação
do prazer
Ela dorme a
meu lado
Ama-la com os
olhos,
Nas fagulhas
do fogo a crepitar
Labaredas do palpitar
dos prazeres a contemplar
Tanto para
dizer
E bruto, no
falar onde amor de tão sentido
Pronúncia
cavernosa,
E com a falta
de pratica onde beijos querer dar
Cortes de
canivete a picar.
Que destas
entranhas nas astúcias e manhas aos poucos te irei conquistar.
Rudeza também
se pode domar,
Na sombra do
olhar
Que terno me
deixa a contemplar
Meu prazer em
tuas mãos
Fios de la no tricotar
De suas mãos
delicadas
A cada ponto
por mim beijadas
Nos laços do
futuro a criar
E eu com
prazer na vigília
Empunho o
canivete no meu trabalho de amar
Lascando assim
o futuro fio no trabalho de canivete e agulhas,
Infantes
sonhos do verbo amar
Touros azuis,
Primaveras do
mar
E nas vagas da
paixão
Se a condeno
na reclusão
Minha condena
nas suas mãos, … futuro
Do trabalho
das artes da suprema criação
Canivete agulha
Flores na
primavera do mar,
E aos poucos o
palco começa a ficar iluminado
As chamas cada
vez mais ténues
(Ariana desperta
espreguiça-se lentamente e vendo Minos
ali acordado entretido diz)
Ariana
Bom dia,
Que fazeis
entretido
Para o sono
não vos beijar,
Minos
Beijos tantos
nesta noite
Sentidos ou
imaginados
Entre os
palpitares das chamas que iluminavam vosso descanso e me prendiam o olhar.
Esticando o
braço, oferece-lhe o que fizera com o canivete durante a noite,
Que bonito,
Flores em
madeira
Desconhecia
tal habilidade
Vedes como nas
calmas outo vos tornais
E ate me surpreendeis
Mimos de minos
ao acordar
Surpresas que
nem nos sonhos esperava,
Isto sim é
surpresa,
Neste dia a
começar.
Minos
Ficai
tranquilas e tranquila continuareis se de mim depender, vou buscar púcara para
café poderes beber
( sai de Sena
e volta a entrar com uma panelinha em ferro de três pernas e preparar o café
aconchega o fogo, dos panos que embrulhavam
a cei tira um saquinho com o pó do café e duas tigelas, e começa a
assobiar)
Ariana
Contente
estais neste amanhecer
Minos
Flores a
esculpir, mesmo na insónia é um prazer
Já quase esta,
há (pega num cantil e verte um puco de agua na panela onde faz o café, e retira
a panela do fogo, e brincalhão diz)
Decantares,
cantares para que a borra não amargue
O sabor do
café e estrague a manha
Da noite dos
prazeres.
Ariana
Estou surpresa,
Com vossa
disposição
Se ontem coria
foribunda
Hoje afagas o
coração
Minos
Mimos de minos
para compensar e galanteios pela manha so trazem pronuncias de prósperos
futuros e prosperar.
Ariana
E que fazeres
os fazeres das horas vos requerem
Deixai-me
perguntar
Para as minhas
horas poder programar
Minos
Terei de ir ao
palácio, afazeres, da fazeres a tratar,
Negócio que há
que burilar
Ariana
Porque não me
levais
Gostaria de
ver minha família,
Já que o dia
com carinho ameno tornais
Tal carinho podes
prolongar
Minos
Agora (?!) não…,
ainda não …. é o dia não…. Persistis (?) …. e não insistas no pedido
Pois não quero
fazer do teu pedido motivo de motivo para o dia te perturbar.
(agacha-se,
arruma nos trapos os despojos da ceia e do dejuar, pega na panela e prepara-se
para sair de Sena olha-a e dis:)
Não temais, em
breve, ireis para o palácio, ficai bem … em breve, antes que possais sentir a
minha falta já aqui estarei.
(Minos, pega
nas coisas e começa a andar, ariana agarra na ponta do fio e começa a dobar as
paredes do labirinto movem-se criando uma divisória entre os dois, minos
encosta-se há parede da divisória ficando de costas para ariana, ariana com a
la dobada encosta-se também a parede ficando de costas, são duas divisórias
paralelas a de minos e a de ariana)
Ariana
Que manha que
dia, coessares parece que ao acordar outro ser me veio saudar, mas nesta leda
manha inquietação sinto no meu coraºão, sinto-me calma mas dentro do peiro uma
comichão de inquietação, já nem sei o que pensar, e ando neste dobar do ocupar
as horas, rituais dos que sem saber enamora ou faz reviver novas horas, mas
esta manha, que calma pernuncio de agitação se onte bradava cheia de decepção
ao seu neste moento calma, que estranha sensação a de minha alma. Nesta
dualidade do sim e do não.
Minos
Que agitação
sento, pois conheço o que ela nem desconfia acordo quente da noite e já a manha
esta fria nesta calma ou desta sensação, que mal posso pronunciar, só de pensar
na verdade, se onten ela ficou forios se a verdade pronunciar, mas com a
historia de onte ela se se pusece a pensar poderia desconfiar, das trevas que
caem sobre nossos olhares.
Tremo só de
pensar pois quase lhe disse ontem tudo mas como a catadupa foi grande, de
certeza não fez a relação.
Ariana
Seu olhar não
é de amante, nem de quem arrebatotos no peito os suspiros me quer provocar,
sempre foi paternal na sua forma de tratar, nem nunca fez iniciativas das de conquistar
o coração, pelo contrario sinto-me a ele ligado com um carinho dual que não
posso dizer não.
Mesmo quando
me provoca a fúria na alma, olhando o seu olhar, por muito furiosa que esteja
nunca consigo um não pronunciar, pelo contrario por vezes sinto compaixão.
Minos
Destinos dos
ciclos dos que tem um pai comum, Zeus, sempre Zeus, que deu toda esta confusão,
Zeus não, a humana ambição, uzurpar, ter poder, e tantos os esquemas que de pontos perdidos e do bordar
quando damos pelo desenho, ademiração,
E ai
compriendemo que o lado vil do nosso interior, mas é nestas curvas da vida onde
contrapontos faz pensar na dor no amor.
(com ua das
mãos acaricia o muro mas sempre de costas, ariana faz o mesmo)
Ariana
Mas se sinto
amor a dor anda a seu lado, dois destinos ua historia que temo na procura a
verdadae encerada.
Minos
Princezinha
como temo
Se não fosse
esse o meu teor
Que a verdade
te lasa cair na nostalgia
Nas reclusões
do interior
Tramas do tear
Que a todos
cruza, e se pensamos que no individualismo teos uma recusa
Tudo se cruza
no tapete dos destinos que todos fios o tapete estamos a formar.
Este com
tantos buracos
Da cobiça e do
apropriar.
Esta reclusa a
que o destino me deu
No labirinto
das transformações
Faz-me sempre
rever a história vil foi tantas vezes a razão.
Manos mal que
não fez com as histórias de ontem as conexões das suas interrogações.
Ariana
Continuemos o
fio a dobar,
E nestes
meandros confusos,
Deixou o
caminho traçado
Para o fresta
dos sussuros novidades
Do que vive
para la do muro
Do mundo que
me foi privado de olhar
Minos
Andemos para o
Palacio,
Pois a hora já
não faz efeito
Se de dia
condenado a rei
De noite touro
(tira o
capacete o capacete pode ter cornos)
Que fado de
condena nos ciclos das trasformações,
Menos mal que
ariana
Não associa o
touro ao rei
Senão ……
Prefiro nem
pensar
Pois o rei e o
guarda, nas dualidades do destino
Dos buracos do
tapete
Que os jogos
da vida faz.
(Minos sai de cena,
Ariana anda em direcção a frincha dobando sempre o fio.)
(No fundo do
cenário começam a aparecer nuvens e sombras. Vê-se a queda de Îcaros, as
gaivotas em seu redor, e uma trás uma criança no bico, as sobras e as nuvens
que contam a história deslocam-se e a gaivota que leva o icaros criança
desaparece no local onde esta ariana como se dissesse o icaros é ela.)
(Ariana
dobando o fio chega ao local onde esta a frincha e tinha falado com Teseu, e ao
dobar o fio já no fim e junto a parede pucha por este e nota que este esta
preso, volta a esticar e sente que do outro lado esta alguém também a esticar)
Ariana
Quem esta ai?
… que não me deicha terminar de dobar o cordão, (do outro lado voltam a puxar o
fio) quem pucha assim dando-me a mão sem se ver.
Teseu
Ariana es tu?
… sou eu Teseu
Ariana
Olá Teseu mas
se ainda é tão sedo e já andas por aqui a passear?
Teseu
Nem daqui sai,
e junto desta frincha a vigilar, se dormia via o teu olhar se acordava procurava
no vento da noite escutar o teu respirar embalado pelo sono, e com tanta ânsia
de te ver, decidi aqui ficar.
Ariana
Há Teseu…. Teseu,
… que olhar foi o teu que prendeu o meu e mesmo assim estamos aqui em trocas de
palavras querendo sentimentos que a reclusão não pode concretizar.
Teseu
Concretizadas
ou não aqui me tens e se não te posso sentir a mão seja o fio a carícia que
realize e concretize na ilusão o que este muro me impede deconcretizar a carici que o fio meio me faz
achar forma de com tigo me unir.
(o palco volta
a mudar, do outro lado entra minos que começa a estender um paninho no chão
como se preparasse um piquenique)
Ariana
Ainda agora
aqui cheguei e já alto o sol parece estar, vou ter de me ausentar
Teseu
Esperai ariana
….
Alguém vem ….
Ariana
Que passa …
que se passa … para este sobressalto …. Dem deixa-me dar uns saltos se também
vejo o cortejo ….
Minos
Ela ainda deve
andar por ai entretida,
Nos meandros,
do perder e se encontrar,
Se meus planos
e dos deuses correrem como o esquema do plano, Ariana encontrara nova forma de
estar.
Teseu,
Por Zeus, …por
Zeus , escondo-me princesa, que nesta direção se aprocima um cortejo, coisa
estranha,…., pois neste canto o mais inóspito virado para a praia nenhum cortejo costuma nem ser humano tem o habito de por aqui andar
Ariana
Como assim….
Esperai….
(esta tenta
subir o muro…)
Teseu
Deixo-vos
suspenso um beijo
Vou sair deste lugar para não
desconfiarem
Mas em breve
voltarei
(entretanto
ariana consegue subir ao muro, colocando a cesta no cima deste mesmo a tempo de
o ver, o cortejo aparece no muro em sombras.)
Dionísio
Que formosa
menina em pedestal colocada que fazeis ai longe de todos, perdida ou achada?
Ariana
Sou ariana
senhor, e estou aqui reclusa dada de prenda a minos para este não fazer a vida dos
outros confusos
Dionisio
Há sois a
princesa moeda dos erros do passado no presente a pagar diz-me menina e como o
tempo estais a matar
Ariana
Perdida nos
meandros
Tentando fugas
do eterno estar, se fuga tento estou sempre dentro
Se conformo
Olhem senhor
Pegando na
cesta tricotar
Dionísio
E só trazeis
na cesta lãs, e agulhas
Para ocupar o coração?
Despojada de
tudo
Por Zeus
digais não
Ariana
Não, ….
Não senhor…
Nesta cesta
trago rosas de pinho
Esculpidas na
lareira
Carinho ódios
de recluso e reclusa
Para tornar
amistosa as horas
Nos destinos
da dor
Dionísio
rosas de pinho
donzela
Dizeis?
Prendas
nocturnas
Do tricotar
Ajudai a
donzela a descer (dirigindo-se para os acompanhantes do cortejo)
Pois esta
donzela que rosas colheu
De pinho
sementes de Zeus
Em meu cortejo
vivereis e a meu lado estareis pois meu cantil será também vosso
E rosas
adamadas tereis
(ariana desce
o muro, e integra-se no cortejo de Dionísio, o luz de Sena vai diminuindo e o
palco da lugar ao farol de minos que passa a ser o único elemento do palco, que
ilumina a sala como se fosse a luz de um farol, e ouve-se os mugidos de um
touro como se fosse um lamento, a figura de Minos que estava em cena fica
tapada pelos movimentos do palco que dão lugar ao farol)
Fim
SINALETICA
PARA AJUDAR A LEITURA
Resolvi manter
os sexos da historia original, ariano era para se rapaz, e minos a vaca
sagrada, mas decidi escreve-la segundo o esquema clacico ate estava para por
coros a voz do povo o corro como
trabalhadores alentejanos, mas ia ficar longo, e as vezes maçar com a obra
dureza, jogo com o touro Zeus e seus herdeiros,
e ariana a erdeira ou erdeiro, mas como me acusam de tanta homossexualidade
escrevi-a assim. A realidade sempre ultrapassa a fição da escrita e para se
escrever sobre esse real que ainda falta existir existindo já coisa que ainda
não aconteceu, as irá ter o seu tempo nos mecanismos de cronos, esta é uma
historia de futuro sem rancores, que não convêm revela-la na sua plenitude, mas
criar ou idealizar pela literatura uma narrativa, que há partida se da, a ver e
encobre, pois narrar tem muito que contar.
Sempre gostei
dos mitos gregos sempre gostei de narrativas, esta história é dedicada aos meus
sobrinhos, que gostam de falar e brincar comigo, as dizem que os assusto.
Sibologias ou
pequna orientação para as vozes.
….. Prolongamento da última
sílaba
(…) Pausa
(texto) descrição de movimento
importante, obrigatório, pois também é linguagem, apenas pontual deixando o
resto para o actor adapta-lo a si e a sua expressão corporal.
(!) em tom de exclamação
(?) em tom interrogativo
Utilizo os mitos gregos para
criar e recriar não tendo a intenção seguir a história original, utilizo
pormenores que se interligam.
Sujeito a
revisão
Mas publicado
neste blogue nesta verção
Autor :
Paulo Santos

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