Cultura regionalismo e arte
Todos sabemos que o que mais importa numa nestes momentos é
a economia há volta dela tudo gira. Mas viver-se num pais onde parece que a precariedade
existe em toda a parte e as disputas politicas são económicas, acho que depois
de tanta repleção e debates públicos e privados sobre futuros futurologias de
um pais que sonha sempre em voltar aos esplendores.
Mas se repararmos vivemos sobre um regime cheio de
assimetrias, assimetrias sociais onde os mais baixos não conseguem acompanhar as
passadas dos estratos mais altos aumentando as distancias neste caminhar que
parece que deixou de ser colectivo e o interesse nacional quando pronunciado
soa a tudo menos a interesse social.
As noticias parecem pertencentes a um cenário politico já posto
em cena e que decidiu-se voltar a encenar a peça. Não pelo publico que parece
não ter gostado mas pela falta de argumentos ou ideias ou seja la o que for.
Voltam os submarinos, mas voltam as obras de engenharia ou
de quando o primeiro trabalhava no primeiro emprego que se calhar ate este mal
se lembra delas, voltam os viras sem se virar e o disco parece ter deixado de
tocar na rotação a que fora feito e passara a andar ao prazer das rotações de
um DJ qualquer.
E continuamos a assistir a comícios, a discursos sem conteúdos,
mas se a energia é o futuro não devemos canalizar todos os esforços somente a nível
energético, acho que se Portugal quer vencer o futuro devera pensar que futuro
quer ou antes os senhores da esferas das politicas deveriam apresentar o seu
sonho de futuro para este pais que também é seu e devido aos cargos que ocupam
os deixam mais responsáveis sobre esse futuro pois as assinaturas passam pelas
suas decisões.
Já todos sabemos que o estandarte da politica é a energia e renováveis,
mas falar em energias renováveis requer que se pense muito bem nesse futuro que
se deseja, em primeiro lugar as politicas devem ser pensadas para o mercado
interno que requer que se conheçam bem o pais tanto a nível de clima de relevo urografia,
etc., e adaptar as situações as regiões e quais as mais rentáveis.
Depois a exportação gerar riquezas para que a riqueza faça
entrar capital e faça aumentar a riqueza, produzir equipamentos adaptados a vários
tipos de climas e regiões, de certeza que vender sistemas energéticos a países onde
mal tem infoestrutura eléctrica requer repensar esses sistemas adaptados
alugares e ao seu clima e necessidade.
Tornar a energia flexível e adaptável para tornar as
condições de vida melhores.
Mas o futuro neste momento implica outras formas de se
assistir ao próprio mundo e ao desenvolvimento deste a caixa TV revolucionou o
mundo e o mundo foi revolucionado por esta, a vida passou a ter a imagem gomo
forma central de se apreender o mundo e formar a realidade.
Neste momento discutem-se formatos de cobertura novas redes
de comunicação mais rápidas para uma sociedade que sofre dos males da juventude
que quer tudo depressa, e não sabe esperar.
Mas estas novas coberturas onde o cabo e a fibra óptica são
o centro da comunicação tornando esta aldeia global mais rápida.
Mas esta ideia requer também uma adaptação ao terreno,
aldeias que se deixarem de ter o serviço de onda, não possuem habitantes que
justifiquem a instalação do cabo, onde a solução da antena satélite passa a substituir
as velas antenas,
O leque de escolha de canais é maior, perdesse a noção do público
e dos canais públicos onde o privado ele próprio controla o serviço público pelo
controle da distribuição do sinal.
Mas esplora sistemas económicos que ofereçam servissos em
rede adaptados a aldeias também são uma solução para se explorar. E exportar,
se as metrópoles são o ponto máximo da sociedade o campo continua a ser também pois
este dual continua e continuara sempre a existir independentemente da realidade
social que se tenha.
Mas devia-se pensar mais nas assimetrias e como reduzir
estas, pensar como dinamizar um interior que deseija voltar a uma juventude,
tendo como estandarte a forma de vida nesse interior. Formas de vida geradoras
de cultura e adaptações artísticas e religiosas que caracterizam estes lugares,
mas olhar para este interior que faz apologias ao regionalismo mas deseja com
todo o afam a tecnologia, requer que se pense de novo na cultura e nas voltas
das eternas voltas dos usos e adaptações e como tirar partido de toda uma
cultura cheia de tradições criadas ao longo do tempo adaptando a cultura num
sentido lato as vivencias desses lugares adaptandoas tanto ao clima relevo mas
como a todo um sistema económico de existir.
E como a partir de toda esta tradição repensar adaptar
reformular, preservar e promover. Gerando assim riqueza e promovendo o pais.
E aqui acho que o leque começa a abrir-se, todos sabemos que o designe esse é imperativo de
marca para tudo, neste sentido como criar imagens e reformular, adaptar, tanto
imagens como invólucros ou símbolos que podem ser explorados para dinamizar
essa cultura e fazer destes imagem de marca de um pais, não é so repensar o
artesanato mas tirar proveito e repensares todos os produtos adaptar texturas têxteis
antigas e torna-las viáveis, mas
repensar a própria maneira de como se vende e promocional os lugares mantendo as características dessa cultura mas
trazendo o atributo da inovação bem como de mostrarmos a nossa capacidade em
reinventar adaptar recriar.
Tornar a próprio descoberta do conhecer-se um lugar como uma
experiência, não so as típicas viagens as feiras medievais que já pontilham o
território mas uma nova forma de visitar onde se dá ao publico que decide
descobrir uma zona uma forma de estimular os sentidos.
Mas repensar de como tirar proveito dessa interioridade da originalidade
da própria religião e da arte religiosa bem como as adaptações desta através de
iconografias e iconoplastias que falam de toda uma cultura e como a partir
desta recriar-se e promover-se essa região, tornar castelos e ermidas com mais
ofertas onde se promova através de uma linguagem contemporânea adaptando essas
iconografias e essas simbologias em pretextos para novas produções.
E assim surge a ideia da viagem para a produção há descoberta
das raízes tendo estas como base inspiradora para a produção.
O homem sempre teve a capacidade de se reinventar e
reinventar a realidade, e tirar proveito desta reinvenção para tornar uma mais
valia promovendo o pais.
Mas não só a nível cultural os próprios produtos deveriam
sofrer um processo de reavaliação de imagens para venda onde produção e imagem
seijam um símbolo de garantia e qualidade tornando este marcas de uma região e
de um povo.
Neste momento parece que vivemos numa época onde o consumo e
a promoção do consumo parece ser a imagem da sociedade, mas onde tudo se esgota
e tudo tende para se recriar, criar um consumo onde qualidade e o direitoa
qualidade de vida sejam imperativos tornando essa qualidade numa imagem de
marca e geradora de riqueza.
Por exemplo partir das historias dessa etnografia cheias de
fadas, ou animais fantásticos em jogos interactivos, transformar os lusíadas num
jogo informático onde consoante os patamares se descubra tanto a literatura bem
como a metafura do sonho de um pais, e isto nem é original, pois foi o que
fizeram os japoneses adaptar as historias dos seus imaginários a jogos mais ou
menos interactivos mais ou menos integrados nas próprias historias tradicionais,
sendo estas a base para os argumentos de jogos, e olhem que a hisória
portuguesa tem momentos que são autênticos jogos com possibilidades infinitas
nas estratégias, mas ter o sonho do futuro e de como se imaginar através da utopia
o futuro como jogo também é uma ideia interessante, saber olhar ver interpretar
e adaptar, nómadas pela cultura e reformular-se a própria cultura tendo como
objectivos potencializar promover e dar a conhecer, e tentar torna-los
economicamente viáveis.
Mas estas são questões sempre postas em causa pelo acto
civilizacional. A própria arquitectura tentou abordar estas questões através de
projectos e estratégias que ficaram conhecidas por Regionalismo critico, Souto
Moura ele próprio nas suas reinterpretações espaciais vemos essa preocupação
tanto nas suas casa dos montes alentejanos onde vemos por em pratica tradição e
toda uma teoria de positivos e negativos a nível de orgânica de espaço e meio
envolvente onde se nota uma influencia do Mils adaptando formas e orgânicas de
espaço tradicionais a novas formas de reinterpretação do espaço e integrando
este no espaço envolvente, onde é visível o por em prática uma politica de
espaços de positivos e negativos, mantendo uma linguagem tendo a tradição
formal como base e reinterpretando e adaptando a herança arquitectónica.
Mas falar de percursos tornar o conhecimento nómada,
nomadismo da procura, todos sabemos que temos o catolicismo como uma das bases
da estrutura cultural, e é bem sabido que este pais é pintalgado de capelas igrejas
que no mapa nacional descrevem percursos, uma das crises que se verifica entre
culturas e religião e a sua não adaptação aos tempos contemporâneos, não vou
entrar em questões teológicas, mas penso que neste momento voltar-se a recriar
e a reinterpretar a linguagem artística sacra promovendo as capelas e dando a
artistas a possibilidade de trabalho, tendo a oportunidade de desenvolver
linguagens e promover lugares circuitos, e tornar esses locais com mais valias,
mas as áreas envolventes de certos edifícios deveriam ser reaproveitadas criar
percursos sensoriais onde o visitante é convidado a conhecer vegetação, ter a oportunidade
de sentir a terra que pisa ou de acariciar dando aos sentidos uma oportunidade
para esperimentarem novas situações, mas estes percursos também podem ser
aproveitados para fazer desporto onde percursos convidam o caminhante ao exercício.
Estes percursos em determinadas regiões iram ter que
desenvolver um tipo de abitação turística adaptada a estas características onde
se tem em conta todas estas questões.
A cultura como base e geradora de riqueza, ao promovesse as
energias renováveis e a adaptação destas as diferentes realidades é uma forma
de criar cultura pois esses sistemas iram fazer parte da realidade onde estamos
por sua vez iram fazer parte do imaginário e por consequência geradora de
cultura pois cria formas de estar e de existir.
Mas tendo toda a riqueza cultural como base para gerar
riquezas é entrar num processo onde o criador tornasse nómada de uma cultura de
um povo partindo desta para acriação recriação e reinterpretação.
Quando vi o filme a noiva cadáver, pensei logo na história
do Pedro e Inês a rainha que depois de morta é desposada e tornada rainha, o
mais engraçado é que nunca se tenha pegado nesta historia e a partir dela
recriar refazer dar forma a personagens, bonecos, e para quem gosta de economia
tudo pode ser explorado e vendável um filme ou uma serie um boneco de animação
neste momento já não se inscreve só ao ecrã mas e criado todo um precursão há voltas
destes onde comercio e riqueza andam de mãos das. Mas é de louvável as
interpretações que foram feitas através da linguagem da dança sobre este tema.
Mas neste momento o que se verifica é que não existem
imagens que definam determinados momentos ou formas culturais, por ex. a própria
imagem da republica portuguesa senhora de compasso ou de metro, dos tempos da
antiga senhora que foi jovem também um dia, o engraçado é que sempre ouve uma
preocupação em dar cara não dando a cara mas escolhendo a fisionomia temporária
para as simbologias, os gregos já faziam isso nas criações visuais os seus meios
nunca eram o eram o finito mas sim fragmentos de conceitos paro a formulações
para recriações e interpretações para um todo,nos vivemos com o conceito da
imagem de uma republica herdeira da revolução francesa que já sofreu algumas transformações,
os franceses volta e meia elegem a figurar que ira dar cara a republica
reinterpretando sempre o mesma característica mas elegendo a bela e Brigue B.B
empunhou essa bandeira depois a eterna Caterine que faz-nos sempre lançar um suspirinho
tímido pelas miragens inatingíveis, mas tantas outras, recriando simbologias a
volta do eterno feminino bem como com a mulher.
Mas estas interpretações simbólicas podem também elas próprias
ser desmontadas, uma das frases que me foi ensinada como máxima, tendo a
tradição como base, diz o seguinte “o homem ou deus que não tenha a capacidade
de se rir dele próprio não pode ser grande”, claro que o humor é das armas mais
acidas que se possa ter, basta olhar para os problemas que tiveram determinados
criadores quando decidiram pegar em temas e fazer deles momentos cómicos, o rir
o humor faz parte da condição himana, a própria ironia e o sistema irónico faz
parte da base e alicerce central da cultura de um povo. É a ironia que faz com
que criatividade e inovação tentem ir mais além.
Se repararmos querer partir do zero para o novo numa
sociedade em que vivemos é um processo irónico e suprema ironia é quando
criador tenta inovar e fazer e é pura e simplesmente impedido porque a inovação
pode por em causa equilíbrios. A própria desculpa passa a ser ela própria criadora
pois remete o criador para a não criação, e seguindo estes parâmetros criar,
seria segundo estes arautos o não criar e dar-se simplesmente ao trabalho de no
pensamentos criar e plasmar no rascunho que nunca é trabalho final, o esboço
como projecto.
Se esboço é um dos processos centrais da linguagem do
desenho, o esboço e parte central de todas as linguagens criadoras artísticas,
o experimentalismo, e todos os processos que isso implica de construir e
desconstruir do criar e recriar e depois a folha em dramco ou o expaço em
branco.
O próprio corpo como movimento que esboça, o corpo no espaço
como desenho, o rasto do movimento como esboço linguístico, o som a vocalização
o aleatório sonoro a experimentação sempre foi o inicio e o fim de percursos
que depois se traduzem ou são pretextos para outras abordagens.
O próprio conceito de nómada é interessante quando se tem o
corpo como processo de nomadismo de descoberta do eu corpóreo dos alter-egos e
do eu interno o que sou o que assimilo o que transformo, a metamorfose como
processo simbiótico da estruturação do eu em que o exterior cria a
personalidade mas o meu eu também cria e influencia o envolvente.

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